GASPAR AVILAR
3 meses antes...
Era noite eu estava voltando de uma reunião particular, mesmo não sendo meu rosto que aparece nas negociações e muito menos na cobrança do serviço, preciso me fazer presente ao menos uma vez por semana. É algo que faço a parte do meu trabalho na fazenda, um trabalho lucrativo e totalmente sigiloso, ninguém ao menos desconfia e assim eu pretendo manter.
- chefe, o que devemos fazer!
Um dos meus funcionários se assim o posso chamar pergunta.
- vamos aguardar o prazo, se amanhã até as 15h ele não pagar o que me deve, podem matar!
Digo frio.
Com o recado dado, meu funcionário assente balançando a cabeça de forma positiva.
- me mantenha informado.
Falo e me levanto pronto para ir embora. De lá aproveitei e fui na casa se sexo que costumo ir, o SEXYCLUB.
Estava relaxado após horas transando e em seguida fumado meu charuto, não fumo charutos todos os dias, apenas após o sexo, é um habito que adquirir. O SexClub fica na cidade vizinha, uma casa de prostituição de luxo e lá que eu vou sempre que preciso de sexo, sem cobranças, sem satisfações, apenas faço, pago e vou embora, é assim que eu sou e assim que eu gosto.
Nunca fui adepto de relacionamento, eu gosto de paz e sossego, mulher fixa é algo que não está os meus planos, diferente dos meus irmãos que formaram familia, até o Geraldo foi laçado pelo casamento, eu não me vejo sendo recebido por uma esposa quando chegar em casa após um dia árduo de trabalho, mulheres são curiosas por vida, falam sem parar como uma metralhadora a disparar palavras e mais palavras uma por cima da outra dando dor de cabeça, complicam as coisas mais simples, gostam de fazer drama e querem as coisas na hora dela ou o mundo se acaba e isso não se encaixa na minha vida sossegada.
As palavras de Geraldo sempre me irritam, ele diz que nem trepar eu trepo, que não me ver sair de casa, como se eu precisasse esfregar na cara dele sobre minha vida intima, estou aqui divagando no sinal fechado, a pista está praticamente vazia por conta do horário, quando o sinal fica verde para mim e avanço, em tão tudo acontece rápido demais, freio o carro bruscamente levando o solavanco, mas sinto que bato em algo, em alguém.
- que porra!
Falo e antes de sair do carro preocupado guardo minha pistola cromada na gaveta do meu carro, quem foi a louca que se jogou na frente do caralho do meu carro? Me deparo com uma garota sentada no chão segurando o ombro.
- você está bem?
A menina deve ter uns dezessete anos, loira, cara séria, olhos muito claros.
- você não olha para onde anda? Seu cego dos infernos!
Ela diz cuspindo fogo, para uma garota tão nova ela é bem mal criada.
- você se jogou na frente do meu carro!
- Merda!
Ela diz tentando se levantar, mas não tem forças nos braço, me adianto e passo a mão por baixo dos seus joelhos para a suspender.
- vou te levar ao hospital.
- não faz mais que sua obrigação, depois de tentar me matar!
Eu paro no meio do caminho e a coloco no chão.
- se você chegar falando isso no hospital eu serei preso, você atravessou a pista com o sinal vermelho.
Falo exasperado.
- talvez, mas mesmo assim a culpa é sua que é cegeta, deveria trocar esse óculos!
Ela diz e eu estou com meu óculos de descanso, eu uso sempre que vou dirigir, ler meu jornal ou mexer no celular, olho bem para a garota mal criada, ela se veste toda de preto passo a mão na têmpora a sentindo pulsar, vontade de mandar a garota se virar e lhe dá as costas, mas dai se ela estiver com o braço quebrado ela pode dar parte de mim por omissão de socorro e eu de verdade não quero isso.
Olho seu rosto com atenção e ela é bem bonita, se não usasse toda essa maquiagem pesada seria ainda mais linda, principalmente essa boquinha tão rosada, a garota vendo que a estou observando ergue uma das sobrancelhas e me olha também de forma descarada, sinto algo se agitar em mim pela forma que ela me olhou, eu conheço esse olhar, a garota estava me cobiçando.
- vamos garota, eu não tenho tempo a perder, tenho muito que fazer em casa!
Preciso chegar em casa, ler meu jornal e ir dormir cedo para trabalhar amanhã.
A garota entra no carro e senta-se ao lado do assento do motorista, logo me sento ao seu lado.
- desculpe, eu estava nervosa, achei que fosse morrer!
A garota fala de forma sensata pela primeira vez.
- tudo bem, eu entendo, me chamo Gaspar!
- Gabriela.
Após as apresentações, dirijo até o hospital, Gabriela faz sua ficha para ser atendida.
- você é o acompanhante?
- sim, ele é meu acompanhante.
Gabriela responde.
- o que ele é seu? Seu pai?
A garota me olha sorrindo e responde olhando para mim.
- ele é meu tio!
Fico calado, a malandrinha está se divertindo com minha cara, tenho alguns fios de cabelos brancos, poucos, mas não sou nem pai e muito menos tio dessa mal criada.
A recepcionista coloca pulseira em nossos braços e nos manda aguardada, não demora e Gabriela é atendida, após a radiografia graças a Deus não quebrou nada, mas ela vai precisar enfaixar o braço e retornar em quinze dias para ver como fica, todo atendimento é feito muito rápido e não demora para estarmos no carro.
- me diga seu endereço, eu te deixo em casa.
- eu não tenho casa!
Gabriela fala e eu a olho bem, a garota é bem cuidada, esta vestido roupas boas e seu tênis se vê que não foi algo barato, não, ela definitivamente não é uma sem teto, ela está com certeza mentindo.
- Gabriela, não vamos brincar, preciso te levar para casa e poder voltar para minha casa.
- já falei, não tenho casa, posso ir com você?
- você quer ir para minha casa?
Pergunto incrédulo, ela é louca?.
- sua mãe nunca te falou para entrar no carro de estranhos?
- no seu carro eu já entrei e você tem cara de que não faz mal nem a uma formiga.
A garota fala, ela é bem engraçadinha, penso sem humor: Ah garota você não me conhece e ela completa:
- claro que não de forma intencional já que você quase me matou, de qualquer forma pode me deixar aqui!
- e para onde você vai?
- não sei ainda!
Ela diz e quando eu penso em Gabriela sozinha pelas ruas de madrugada, bonita como é me bate uma inquietação que me faz ligar o carro, algo dentro do meu cérebro grita e eu não vou deixa-la sozinha nas ruas, talvez porque eu tenha uma irmã e não queria que a Violeta passasse por isso, sei que estou fazendo uma merda das grandes em leva-la para casa, mas foda-se.
Quando cheguei em casa com Gabriela encontrei Geraldo na merda, ele estava tão mal que até me assustei, então descobrir que Gabriela era a filha da delegada namorada ou ex namorada do Geraldo, não sei bem, ele ficou com a Garota e Ângela descobriu, agora está numa choradeira, nunca vi meu irmão assim e esse é um dos motivos para eu não ter um relacionamento.
A confusão fica pior, Ângela chega, ela e afilha discutem acaloradamente e a garota não quer mais morar com a mãe, pirraça de adolescente, vendo o estado em que Ângela está, digo que ela pode deixar Gabriela em minha casa o tempo que precisar.
- você parece ser o mais responsável de todos Gaspar, um homem sério, eu confio em você!
E assim Gabriela passa a morar na minha casa, sob minha reponsabilidade, mas ela não ficaria solta a vontade, tinha que seguir regras, eu estava responsável por ela então Gabriela teria que me obedecer, mal sabia eu o problemão que estava arrumando para minha vida, pois essa garota linda tinha um gênio do cão e eu já estava descobrindo isso.
continua...
MARIA GABRIELA
Descobrir que minha mãe está transando com um carinha que conheci, Geraldo! Ele é mó legal, tem um papo bom e não é igual os outros garotos chatos que só falam em academia, estava gostando na amizade do Geraldo até descobrir que ele estava saindo com minha mãe, o Geraldo é mais novo que minha mãe, mas isso não é algo que importe pois a verdade tem que ser dita, minha mãe é a mulher mais linda que eu já vi, loira sarada tem um corpo de fazer inveja a qualquer garotinha, vaidosa, com um rosto de boneca, ela não aparenta ter a idade que tem, eu tiraria uns cinco anos de sua idade real, resumindo: minha mãe é um mulherão da porra.
A verdade é que não me importo com a relação deles, o que me deixou revoltada foi ver com meus próprios olhos minha mãe extremamente feliz se relacionando sério com uma pessoa, amando e sendo amada, tendo uma vida normal, enquanto eu não consigo durar com ninguém por ter uma mente fodida por culpa de suas mentiras, meu relacionamento mais longo foi de uma semana, tudo isso porque tenho dezoito anos e uma mente bagunçada e eu culpo unicamente minha mãe por isso.
Quando vi o carro do Geraldo parado na frente do condomínio que moro, foi cumprimenta-lo, mas para minha surpresar encontrei mamãe aos beijos e com uma tremenda cara de apaixonada, a durona delegada Ângela logo sacou que eu o conhecia, Geraldo se declarou e ela esta seguindo em frente enquanto minha vida só ia para trás.
Despejei todo veneno que tinha guardado dentro de mim, contei que Geraldo foi um lance meu e deixei no ar a duvida se tínhamos dormindo juntos ou não, a cara de revolta da minha mãe foi impagável, quase me fez se arrepender, mas já estava feito, se eu não podia ser feliz ela também não tinha esse direito.
Saio do condomínio agitada, parecia que dentro da minha cabeça tinha uma banda heavy metal, minha preferida: Slipknot! Caminhei sem destino, por horas acho eu, quando dei por mim estava no centro, não tinha a intenção de voltar para casa, pararia em algum bar, tomaria uma cerveja e depois só Deus saberia meu destino, talvez a minha amiga Isabeli fosse uma opção, mas dai sua mãe poderia avisar a minha que eu estava por lá e ver minha mãe hoje não era uma opção.
Olhe a pista vazia, era só atravessar e entrar em um bar, o sinal ficou vermelho para mim, mas como não tinha carros corri para atravessar, mas antes que alcançasse o outro lado algo bateu em mim, não por completo, no meu braço para ser mais exata, o carro não estava em alta velocidade e freou em seguida, cai no chão sentada sentindo uma dor dos infernos.
- você está bem?
Escuto uma voz dura e firma perguntar, sinto uma raiva do caralho do louco que quase me matou.
- você não olha para onde anda? Seu cego dos infernos!
- você se jogou na frente do meu carro!
O homem diz me irritando ainda mais e quando tento levantar sinto uma dor absurda.
- merda!
Então o homem me pega em seus braços como se eu não pesasse absolutamente nada.
- vou te levar ao hospital.
- não faz mais que sua obrigação, depois de tentar me matar!
Ele me acusa de se jogar na frente do carro, parecendo irritado me coloca no chão e me olha, eu olho, porra que homem é esse? Alto, forte, com uma camisa moldada ao corpo que mostra o quanto é forte, cabelos arrepiados, ele usa um óculos de grau que o deixa sexy para um caralho, o homem me olha parando em minha boca, ele parece gostar do que ver, eu também gosto bastante do que vejo.
- vamos garota, eu não tenho tempo a perder, tenho muito que fazer em casa!
Vejo que o desconhecido está bem nervosinho, ele parece se irritar fácil, entro no carro com ele e o olho mais uma vez, o homem é gostoso, rapidamente passo os olhos em suas mãos e não vejo aliança, interessante.
Nos apresentamos, descubro que ele se chama Gaspar, falo me nome. Chegamos no hospital, faço minha ficha e alguém o confunde com meu pai, digo que ele é meu tio, o vejo ficar irritadinho novamente, esse homem irritado é ainda mais interessante, penso divertida. Não quebrei o braço, mas tive uma contusão e preciso engessar. No fim do atendimento ele quer me levar em casa, mas nem ferrando eu volto para casa, o peço para me deixar em qualquer lugar.
- eu não tenho casa!
- Gabriela, não vamos brincar, preciso te levar para casa e poder voltar para minha casa.
- já falei, não tenho casa, posso ir com você?
Pergunto o deixando surpreso.
- sua mãe nunca te falou para entrar no carro de estranhos?
Sim, falou milhões de vezes, mas na maioria da vezes não faço o que minha mãe diz, sem falar que não sei explicar, mas algo em Gaspar me fez querer ir com ele, quando vejo que ele não vai me levar, digo que ficarei por ai, então o homem me olha de um jeito tão quente me causando algo desconhecido em seguida dá partida me levando junto com ele.
Nunca imaginaria que o Gaspar seria irmão do Geraldo, mas descobrir isso assim que cheguei na fazenda.
- merda de mundo pequeno!
Geraldo parece que está em um velório e obviamente o dedo duro avisa minha mãe que estou aqui, Gaspar me leva para um quarto, masculino em cada detalhe, na hora sei que é o quarto dele, o seu cheiro está em todo lugar, eu gosto daqui, quando minha mãe chega sou irredutível e não volto com ela, escuto a conversa de mamãe e Gaspar, ele será responsável por mim, algo em minha barriga se revira, pela primeira vez sentir atração por um homem de imediato, geralmente só me envolvo com alguém após tomar umas cervejas ou se o cara tiver um papo legal, mas o Gaspar me despertou uma atração de imediata, ele é simplesmente gato demais,
Ficarei aqui na fazenda por algum tempo, talvez até as férias escolares acabarem, esse é meu último ano na escola, não sei o que me aguarda aqui, mas espero que coisas boas aconteçam na minha vida longe da casa em que tanto fui triste.
continua...
Postado! Comentem e deixe estrelinhas amores, volto logo.
MATHIAS BRANDÃO
DIAS ATUAIS
Acordo cedo e sorrindo, ultimamente eu só acordo sorrindo, minha felicidade tem nome: Berenice! Meu saguizinho. Nem acredito que encontrei o amor da minha vida, estou completamente apaixonado por minha morena, ela é linda e gostosa, o principal: é mulher para casar, antes de conhecer a Berenice eu achava que estava apaixonado por Violeta, mas dai veio um cara de fora todo cheio de baitolagem e Violeta escolheu ele, fiquei arrasado, achei que nunca me recuperaria desse baque, foi ai que a Berenice chegou, me fez ver que tudo que eu sentir por outra mulher antes dela não era nada, eu amo a Berenice, amor de um jeito que nunca sentir por ninguém e nunca mais vou sentir igual, eu sei disso, só em pensar o quanto eu amo a Berenice sinto um nó na goela.
Estamos noivos e tudo que eu penso e desejo é traze-la para morar aqui comigo, mas quero fazer direito, de papel passado, vou casar com a minha saguizinha e coloca-la pro meu nome, não posso demorar a fazer isso, ou vamos acabar fazendo coisas antes do casamento.
Tomo meu banho e durante o banho começo a pensar na Berenice, meu caralho fica duro como ferro, gosto de meter numa boceta, mas desde que estou com Berenice estou sem sexo, fazemos umas coisas e outras, mas sem penetração, eu respeito minha noiva, começo a me lembra de dois dias atrás, Berenice mamando meu caralho, ela tem uma boquinha que me deixa alucinado, me bate um tesão da porra, quando vejo estou batendo uma pra ela e gozo igual um jumento.
Já de banho tomado seco o banheiro, gosto de tudo limpinho, moro sozinho e gosto das minhas coisas todas arrumadas, odeio bagunça, roupas largadas de todo jeito, sou homem organizado.
Faço meu café da manhã, café puro e uma raiz com ovos e queijo, como um prato cheio, para aguentar o serviço da fazenda tem que está bem alimentado, trabalho aqui desde muito moço, sou homem da terra e não conseguiria viver na cidade grande com toda barulheira que tem por lá, sei mexer com boi, vaca e enxada, nada de celular, internet nem essas modernidades todas.
O dia começa e o trabalho na fazenda nunca acaba, é um bicho que nasci aqui, é um que fica doente por lá, descarregar produtos, cuidar dos bichos é isso que amo fazer.
- fazendo corpo mole Mathias!
Geraldo passa falando fazendo um gesto irritante ao me ver escorado depois de descarregar 50 sacas de ração, tenho vontade me mandar ele tomar no cu, mas do jeito que o Geraldo é capaz de dizer: tira a calça e você vai ver o que é tomar no cu, então o ignoro.
Quando chega na hora do almoço acabo me atrasando e chego um pouco depois na cozinha que alguns peões costumam comer, encontro o Galvão almoçando aqui, os patrões não tem frescura, a comida que serve um serve todos, comemos comida boa, feita em fogão de lenha, os peões terminam o almoço e eu sou o último a terminar, quando chego na área de descano todos já estão por lá e vejo que tem algo chamando atenção dele, pois um dos peões está com celular na mão e os demais estão ao redor olhando algo.
- vocês são fresco para ficar no celular na hora do descanso?
Pergunto me sentando no chão encostado numa pilastra, tiro meu chapéu e cubro o rosto tentando tirar um cochilo, mas o cabras estão numa alvoroço do caralho, escuto um falar:
- porra, que mulher gostosa, não canso de ver os vídeos dela, com uma mulher dessa eu casava!
O outro fala:
- eu casava e ainda dava, casa comida e roupa lavada.
- bicha boa do da porra!
Me estresso com o barulho.
- fofocaida do caralho de vocês! Viraram moleque para ficarem vendo mulher nua no celular?
- você diz isso porque não viu a maquina que estamos vendo!
Dou de ombros e respondo:
- Não tenho interesse, sou noivo da mulher mais linda do mundo, não tenho olhos para outra mulher.
Falo e Berenice é a mulher mais linda e gostosa do mundo, o melhor é que ela é só minha, não precisa ficar se exibindo para outros machos por ai, nem ficar na internet fazendo o que não deve, minha noiva é tão recatada que até seu modo de vestir diz isso. Então não satisfeito, o peão se levanta com o celular na mão e vem até mim.
- sei que você ficou noivo, mas olha só essa potranca, não é de enlouquecer qualquer homem de calças?
O desgraçado coloca o celular na minha frente, juro por Deus de que se não estivesse sentado, teria caído no chão duro, a mulher que está no vídeo é sexy para um inferno, ela usa uma calcinha e sutiã vermelha tão pequena que está praticamente nua, a mulher rebola gostoso de salto alto mostrando a porra de uma bunda empinada e quando vira de costas a calcinha é só uma linha, olho para seu rosto com atenção e não tenho dúvidas, essa mulher é Berenice, minha noiva.
A raiva é tanta que já me levanto acertando um soco na cara do maldito que cai no chão.
- filho da puta do caralho, está de divertindo olhando a mulher dos outros?
Acerto outro soco e ele tenta me bater mais erra.
- a porra dessa mulher é a minha, minha mulher!
- Mathias porra, para!
Alguém diz tentando me tirar de cima do maldito, eu pego o celular que estava na mão dele e jogo contra parede o vendo se espatifar.
- você vai ver a mulher dos outro no inferno!
Falo e me arrancam de cima dele, mas já vou batendo no próximo.
_ vocês estavam tudo de olho na minha mulher porra!
Começa uma gritaria, socos para todos os lados e só quando Galvão aparece que as coisas são controlada, ele me segura e o homem é forte.
- Mathias sou seu patrão sossega!
Quando consigo ser contido, sou levado para o escritório.
- Mathias que merda foi aquela?
- eles estavam vendo minha mulher pelada! Se fosse com o patrão, iria gostar? O patrão iria gosta que visem a dona Angélica pelada?
- Mathias caralho, quer morrer?
Galvão diz rosando, então um dos peões envolvido na briga mostra o vídeo e eu estou puto, sou puro ódio minha respiração está tão alterada e ruidosa, sinto uma coisa ruim no peito comprimindo meu coração.
- Mathias, isso é uma pagina de conteúdo adulto, sua noiva faz vídeos eróticos, você não sabia? E pela quantidade de acesso nos vídeos ela é famosinha.
- está me dizendo que minha noiva recatada na verdade é uma vagabunda?
- eu não usaria essa palavra Mathias, tire o restante do dia de folga converse com sua noiva, ela com certeza vai te dar uma explicação para isso!
Saio do escritório de cabeça quente, pareço uma panela de pressão a ponto de explodir, não consigo acreditar que Berenice me fez de idiota, me fez de trouxa!
Eu achando que ela era pura e recatada, na verdade minha noiva não passa de uma vagabunda, uma piranha da pior qualidade, a vontade que tenho é de mata-la, esgana-la com minhas próprias mãos, mas não sei como vou viver sem ela, Berenice vai me pagar por ter me feito de palhaço enquanto ria nas minhas costas, eu me segurava para não comer sua boceta por respeito esperando o casamento, enquanto isso ela mostrava tudo aquilo que só eu tenho direito de ver para todo mundo, mas agora isso acabou!
Falo e não vou para minha casa, vou até meu carrinho e sigo para casa de Berenice, irei comer sua boceta e tudo mais que tiver direito, vou trata-la como a piranha que ela é, depois de fazer tudo na cama com ela, vou embora e nunca mais olharei na sua cara, esquecerei que um dia a conheci, não sei como farei isso, mas eu vou arrancar essa mulher da minha vida.