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Gerônimo - o cowboy e a patricinha

Gerônimo - o cowboy e a patricinha

Autor:: Ellen Lima
Gênero: Romance
Gerônimo nasceu e cresceu nas terras do seu pai, filho mais velho de cinco irmãos, simples e livre de qualquer luxo, gosta de pisar na terra e admirar as estrelas, mais sua maior paixão são os animais, Gerônimo vai sair das suas terras que tanto ama e pela primeira vez vai passar um tempo na cidade grande, uma selva de pedras, na casa da sua tia Márcia, lá o cowboy vai conhecer Maria Eduarda, sua prima, a garota mais fresca que ele já viu e a única que vai lhe torar sua paciência e despertar uma paixão tórrida em seu coração e corpo.

Capítulo 1 Primo, Gerônimo

Maria Eduarda

__ Eduarda, não esqueça, seu primo chega as 15:00H, esteja no aeroporto para recebe-lo ou já sabe né?

Mamãe está na porta parada segurando sua bolsa e está indo trabalhar, ela é gerente da uma loja de cosmético, reviro os olhos e ela já me falou isso umas mil vezes, mamãe separou do meu pai quando descobriu que ele estava trepando com sua secretaria e desde então moramos sozinhas num condomínio.

__ Mãe vai tranquila, eu não vou esquecer!

__ e tenha paciência com o Gerônimo, ele nunca saiu de São Roque, já falamos sobre isso.

__ mãe, relaxa, tenho certeza que vamos nos dar super bem!

Falo e ela me olha pela última vez me dando aquele olhar que só mãe sabe dar quando quer nos fazer terror e finalmente se vai.

São 06:00 da manhã e as 07:00 preciso está na faculdade, eu estudo modas é o que amo fazer, me lembro quando era criança e minha brincadeira preferida no mundo era fazer roupas para minhas bonecas Barbie.

Hoje meu primo Gerônimo chega, ele vai passar uns dias conosco, é algo sobre uma feira de boi, cavalos ou algo do tipo, a última vez que vi o primo Gerônimo eu deveria ter uns cinco anos, sei que ele é um caipira e com certeza deve ser um jeca, ele é filho do irmão mais velho de mamãe o Gesuíno, mamãe tem muito amor por esse irmão e eu não se o que aconteceu entre eles que ela deixou de ir em sua fazenda que fica no interior do nordeste, só sei que foi algo grave pois ela nunca toca nesse assunto e se pergunto, mamãe dá um jeito de desconversar, eu tenho vagas lembranças de quando criança correndo na fazenda do meu tio com meus primos brincando de pega macaco, inclusive o Gerônimo que é o mais velho também participava, mas depois que mamãe se desentendeu com o tio Gesuíno nunca mais voltamos lá.

Coloco a ração da lily no seu potinho e ela já acorda com o barulho do saco de ração, muito articulada ela! A lily é minha filha de quatro patas, eu ganhei da minha mãe a três anos, ela é uma Yorkshire e ainda é um bebê, muito espertinha por sinal.

Preparo meu café da manhã, faço um yogurt com chia e banana, adiciono mel por cima e antes de comer tiro uma foto e posto no meu isnta, dando bom dia aos meus seguidores e escrevo a legenda: Mais um dia sem errar!

Eu não sou um tipo de famosinha das redes socias, mais tenho mais de cinco mil seguidores e gosto de interagir com eles, quando me formar em moda quero meu insta bombando

Coloco minha calça jeans branca nova, ela tem os joelhos rasgados e é toda colada no meu corpo e é linda, visto uma camisa rosa de um ombro só, a maioria das garotas gostam de ir a faculdade de tênis, eu como sou fã de salto altos escolho um dos meus saltos, ele também é rosa e não é muito alto, mais que me deixe erguia e elegante, ele tem uma penagem na frente, meus cabelos loiros sempre muito bem escovados, faço uma maquiagem perfeita, super natural e que deixa minha pele rosada, passo um batom rosa e estou pronta, já falei que rosa é minha cor preferida?

Antes de deixar a lily com minha vizinha preciso trocar a roupinha dela!

__ vamos tirar essa roupinha filha, nós não repetimos roupas!

Visto minha filha linda com um vestidinho rosa cor de perolas para cachorros e ele tem um laço, minha lily é filha de estilista e não pode andar de todo jeito, coloco uma coroa na sua cabecinha e um colar de pérolas e ela ficou uma princesa e não esqueço de borrifar seu perfume de cachorro.

Bato na porta Patrícia e logo ela me atende.

__ a miss lily chegou!

Ela fala e é assim que ela chama a lily: de miss!

__ a Julia logo acorda, pode deixar ela comigo!

__ Obrigada Patrícia, cadê o bob?

__ está tirando uma soneca, mas assim que ele vê a lily com certeza vai acordar.

Eu deixo minha cachorrinha com a Julia, ela tem 17 anos e é filha da Patrícia que é mãe solteira e minha amiga, elas tem um cachorrinho shih tzu chamado bob, ele é lindo e se dar super bem com a lily, eu pago um valor por mês a Julia, quando ela vai a escola os cachorros ficam com sua mãe que trabalha a noite em um restaurante, deixo as coisas da lily como ração e os brinquedos preferidos dela e me despeço.

vou para a faculdade que fica a uns vinte minutos de carro da minha casa, chego em cima hora e já vou para minha sala.

__ Amiga aqui, guardei teu lugar!

Susana me chama e me sento junto com meu grupinho.

__ cheirosa!

Luciano fala beijando minha cabeça, sorriu e me orgulha de ser uma garota muito cheirosa, nunca saio de casa sem passar um bom hidratante corporal e um bom perfume, não entra na minha cabeça como tem mulheres que não são vaidosas, eu amo me cuidar e andar bonita, adoro chamar atenção, seja por minhas roupas ou por minha beleza.

No fim da aula saímos para almoçar no self service que fica próximo a faculdade, coloco bastante salda e um pouco de arroz, batata e carne, me sento com a galera.

__ daqui já vamos para academia.

Susana fala e treinamos juntas.

__ Hoje não vai dar Su!

falo comendo um pedaço de carne.

__ meu primo chega hoje e tenho que ir ao aeroporto recepcioná-lo.

__ a o Gerônimo!

Isabela fala e ela pergunta.

__ será que ele é gato?

Faço uma careta.

__ gato? ele mora praticamente no meio do mato, você acha mesmo que ele pode ser gato? deve se parecer com cavalos e bois se duvidar deve até mugir! Sem falar que ele tem mais de trinta anos, bem mais velho que nós!

Isabela dá de ombros e volta a falar:

__ vai que ele seja um tipo de cowboy sexy, sarado e com uma barriga tanquinho!

Todas as mulheres da mesa rimos do absurdo de Isabela, menos os homens que estão de caras amarradas.

__ sério que vocês vão falar de corpo de homem perto da gente?

Gustavo fala fazendo careta.

__ deixem de bobagem!

Falo e me levanto para ir embora.

__ agora tenho que ir galera, se eu não estiver no aeroporto quando meu primo chegar minha mãe me esfolar viva!

Me despeço, mas antes vou ao banheiro, escovo os dentes e retoco meu batom, borrifo um pouco do meu perfume e sigo ao estacionamento onde deixei meu carro, em seguida vou ao aeroporto esperar o Gerônimo, com certeza será uma tarde bem entediante.

continua...

O PRIMEIRO CAPITULO POSTADO!

ME DIGA O QUE ACHARAM? SE VOCÊS ESTIVEREM GOSTANDO .

Capítulo 2 Decolando

Gerônimo Avilar

__ deixa de arrodeio homem, um cabra desse tamanho cheio de pantinhos para subir no avião!

Meu irmão Geraldo fala, ele me trouxe até o aeroporto na caminhonete da fazenda.

__ você fala isso porque não é você que vai se atrepar num troço daqueles, já viu trambolho pesado daquele voar?

__ se você quiser eu vou no seu lugar!

__ para que? a única coisa que vai fazer em São Paulo é se enrabichar com algum rabo de saia, baixa teu facho!

__ foi só uma sugestão.

Geraldo tenta falar de forma inocente, mas sua carinha de leso não me engana, de todos os meus irmãos, ele é o que dá mais trabalho para mim.

__ vamos agilizar aqui ou vai perder o avião, ai já viu!

Vou passar um tempo na casa da minha tia Márcia, faz tempo que não a vejo, desde que era um adolescente quando ela vinha passar suas férias na fazenda e trazia a Duda, a filha chorona dela, lembro que a menina miúda e magricela vivia correndo de com a calcinha cheia de xixi, vivia caindo e relando os joelhos e a cada queda ela abria o berreiro que não sobrava um passarinho nas árvores, eu devia ter uns dezessete anos, ela e painho se desentenderam e ele diz que é coisa dele, mas todas as lembranças que tenho da tia Marcia são sempre muito boas. Estou indo para uma feira agropecuária em São Paulo, a verdade é que nunca sai de São Roque, um interior do Piauí, meu pai tem uma fazenda a se perder de vistas, criamos tudo que é tipo de bicho, desde boi a galinhas e somos os maiores distribuidores do estado, carne, queijo, leite, ovos, mas vimos a necessidade de expandirmos e por isso estou aqui, meu pai não sabe negociar, meus irmãos vão tocar a fazenda para frente enquanto ando fora e tirando o Galvão que não quis saber das coisas da fazenda, esse foi estudar fora e virou dono de empresa, ele mora até fora do país, como sou muito bom em negociação e vendas aqui estou eu para vender meu peixe, vamos nos mostrar para que outros compradores nos conheçam, todos os produtos da fazenda Avilar é de primeira linha.

__ E se a Marta perguntar por você o que eu digo?

__ não diga nada oras, a Marta não é minha mulher para ter que dar satisfação!

__ mas ela é seu caso fixo a um tempo!

__ falo bem, um caso, sou homem solto, me prendo a mulher não, mulher é dor de cabeça e você sabe bem disso!

Falo, pois meu irmão já passou por cada sufoco por conta de rabo de saia, teve uma época que ele namorou três mulheres ao mesmo tempo e quando elas descobriram uma da outra, o tempo fechou e se juntaram para pegar e ele, eu tive que resolver tudo como sempre, meu irmão faz cara de desentendido, mas sei que ele sabe bem do que estou falando.

Me despeço do meu irmão e chegou a hora.

__ Juízo e não arruma problema enquanto eu estiver fora!

falo e dou um soco de leve no queixo dele, estou trazendo apenas uma mala, não preciso mais que isso, enquanto uso uma roupa a outra está lavando, coloquei um chinelo na mala e as botas que estou usando é o suficiente, entro no aeroporto e me informo com um homem que está andando e cima de um trem engraçado com duas rodas, ele me dá as instruções e me mandam para uma sala com um outro homem.

__ tira as botas, o casaco, o chapéu!

__ calma moço, você quer me ver pelado, eu não gosto da fruta!

O homem me olha sério e fala:

__ não estou para brincadeiras, isso é uma revista séria!

Ele me catuca em todo canto, procurando só Deus sabe o que.

__ só não mexe na minha bunda!

Falo já o alertando dando um tranco na bunda, no bumbum que mamãe passou talquinho ninguém toca.

Me sento na poltrona do avião e minha mala está em cima do meu colo, uma moça bonita e sorridente vem falar comigo.

__ solte minha mala moça!

falo quando ela tenta me roubar na cara dura e na frente de todo mundo.

__ calma senhor, só vou colocar aqui em cima!

Fico de olho nela e ela guarda minha mala, volto a me sentar e começo a sentir um suadeiro, minha barriga se contorce e eu estou nervoso, esse troço é muito pesado para voar.

__ MOÇA, OU MOÇA!

Grito chamando a moça bonita que guardou minha mala, uma voz começa sair das paredes do avião e eu me assusto me segurando na cadeira.

__ o Senhor precisa colocar o cinto, o avião vai decolar!

__ eu preciso é arriar o barro!

Falo e estou com dor de barriga, logo agora uma caganeira!

__ perdão senhor, não entendi.

__ onde tem um banheiro aqui?

Ela me olha falando calmamente.

__ senhor, coloque o cinto, quando o avião estabilizar eu venho e lhe mostro o banheiro.

Ela me prende no banco do avião, tranco a bunda para não me borrar todo e espero o que parece ser horas, quando enfim entro no banheiro me assusto um o tamanho, parece uma caixa de fósforo, me abaixo todo para caber nisso e faço o que tenho que fazer, espero que ninguém entre aqui agora, penso quando saio do banheiro, o cheiro está forte e eu estraguei tudo.

Passo a viagem agarrado com o escapulário que está no meu pescoço e quando desço do avião faço o sinal da cruz varias vezes agradecido. Já com a mala na mão vou andando seguindo as pessoas, meu pai disse que a filha da Marcia a minha prima chorona viria me buscar para me levar para casa dela, como eu vou achar uma garota que eu não vejo a mais de dez anos? só se ela tivesse com as calcinhas mijadas ainda, penso e dou uma risada alta, talvez alta de mais pois as pessoas que estão andando a minha frente olham para trás me olhando e eu faço cara de paisagem.

Paro e fico esperando reconhecer minha prima, olho e olho e não vejo nenhuma garota magricela, até que meus olhos se deparam com uma mulher, um avião cheio de curvas na verdade, ela é baixinha mas de resto faz qualquer marmanjo quebrar o pescoço para olha-la, nos pezinhos ela usa uma sapato rosa cheio de penas, vou subindo os olhos e vejo suas pernas grossas e bem desenhadas numa calça branca que está agarrada na sua pele, sua barriguinha está com o umbigo de fora e sinto meu corpo esquentar, os seios empinados, a boquinha carnuda formando um coraçãozinho está pintada de rosa e os cabelos loiros soltos e fartos só me fazem imaginar eles em um rabo de cavalo enrolados no meu pulso enquanto eu a monto por trás.

__ que belezura!

Sussurro, as mulheres de São Paulo são bem diferentes das de São Roque, tudo finas e emperiquitadas, e essa coisinha loira e pequena é a mais linda de todas, com certeza é toda macia, só então reparo na placa que ela tem nas mãos.

__ Gerônimo?

Leio meu nome da placa em suas mãos.

__ primo?

Ela fala se aproximando, os olhos claros estão bem arregalados e ela parece não acreditar no que vê, então faço a única coisa que poderia fazer.

__ prima, quanto tempo, dá cá um abraço!

Em seguida a abraço a tirando do chão.

continua...

SEGUNDO CAPITULO POSTADO!

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Capítulo 3 A vizinha

Maria Eduarda

__ como ele vai me reconhecer?

Me pergunto e acabo entrando numa papelaria, compro uma cartolina branca e um piloto preto e escrevo com letras grandes e de forma: GERÔNIMO!!!

Com certeza ele será a única a pessoa a descer do avião com esse nome, dou um sorrisinho e quando vejo que o avião dele chegou vou para área de desembarque esperá-lo.

Estou segurando minha plaquinha quando vejo uma cabeça se sobressair por sobre as outros devido a sua altura, o homem é enorme e tem uma cabeleira farta e brilhante com cabelos ondulados, o rosto também é perfeito e tem um cavanhaque que lhe dar um ar de homem safado, seu rosto é quadrado, ele nariz reto e um pouco grande que dá um charme irresistível ao homem, quando desço meus olhos encontro um corpo atlético, músculos fortes querendo rasgar a camisa horrorosa que ele veste, seus ombros são largos e suas pernas extremamente fortes e musculosas, esse homem é um monumento, sinto uma atração instantânea pelo desconhecido, obviamente que ignoro as roupas horrenda que ele veste, um cinto com uma fivela enorme e brega, uma bota que diz por si só: socorro!

Então o desconhecido vem se aproximando de mim, ele me olha com atenção e me avalia dos pés a cabeça e nessa momento sinto uma corrente elétrica percorrer meu corpo inteiro se concentrado no meio das minhas pernas, quando ele para na minha frente, seus olhos estão fixo em minha boca, então ele lê o cartaz que estou segurando:

__ Gerônimo?

Meu Deus, claro só pode ser ele!

__ primo?

As roupas de jeca, o jeito de quem acabou de sair de um buraco de tatu, só pode ser ele.

__prima, quanto tempo, dá cá um abraço!

Nem tenho tempo de falar nada, o brutamontes me levanta do chão me esmagando, meu nariz se enfia no peito dele exposto por conta de alguns botões da camisa que estão aberto e me surpreendo com seu cheiro, não sei explicar mas mesmo não sentido cheiro de perfume o Gerônimo é cheiroso, muito cheiroso, ele tem cheiro de homem.

Quando ele me coloca no chão sinto minhas pernas mole e só pode ter sido por conta do aperto.

__ vamos andando?

Falo e não espero resposta e vou andando tentando respirar.

__ cadê a tia Márcia?

Ele pergunta logo atrás de mim puxando assunto.

__ mamãe está trabalhando, ela só chega a noite.

__ a última vez que eu te vi você era bem pirototinha, você cresce em bonequinha!

Me viro para ele e a forma que ele fala loirinha me incomoda.

__ meu nome é Eduarda, e eu não me lembro de você!

Falo educada lembrando das palavras de mamãe: "paciência com seu primo, ele nunca saiu de São Roque" dou as costas e continuo andando até o estacionamento. Paro em frente ao meu carro e abro as portas para ele entrar e o vejo estancar.

__ você quem vai dirigir bonequinha?

__ sim, algum problema?

Pergunto entranhado sua pergunta e o vejo coçar a cabeça.

__ não sei não, mulher no volante não dá muito certo não!

__ você está falando que eu não sei dirigir?

__ sabe o que é bonequinha, não me leve a mal mas carro foram feitos para homens dirigir!

Olho para ele indignada e nunca ouvi tanto absurdo.

__ olha aqui, isso aí é machismo, mulheres dirigem tão bem ou melhor que os homens e se você não quiser entrar no carro é só ficar aí!

__ isso é o que? eu não falei essa palavra esquisita ai não loirinha!

__ Machismo, preconceito!

Entro e bato a porta com mais força que deveria, eu não suporto machismo, então o Gerônimo entra e senta no banco ao meu lado.

__ foi mal bonequinha, vai desculpando a mancada ai, eu não queria ser deselegante com uma dama!

__ tudo bem, só não fala mais esses tipos de comentários sobre as mulheres!

__ prometo!

Ele fala e cruza dois dedos beijando cada lado dos dedos e acabo rindo achando graça do seu gesto, ele também sorrir e eu ligo a chave dando partida do carro.

__ cadê suas malas?

Pergunto reparando que ele só carrega uma mala e achando que vamos ter que voltar ao aeroporto para buscar.

__ está aqui comigo!

__ você só trouxe isso?

__ não preciso de mais nada, está tudo aqui dentro.

Quem em sã consciência viaja com apenas uma mala? Me questiono em pensamentos.

__ então bonequinha o que você faz?

Ele pergunta puxando assunto e eu respondo.

__ estudo modas!

__ modas?

__ sim, vou ser estilista, desenhar roupas e escolher roupas bonitas.

__ por isso você se veste igual a barbie?

Dou de ombros, já percebi que o Gerônimo vive em outra década, mesmo estando em 2023.

Quando estaciono em frente ao condomínio que moro, na minha vaga descemos.

__ é aqui que você mora?

__ lugar engraçado, essas casas tudo esticadas!

__ se chama prédios.

__ são engraçadas!

__ vamos para o elevador!

Pegamos o elevador e noto o Gerônimo meio apreensivo e me sensibilizo com ele.

__ fica tranquilo os elevadores são seguros.

Seguro em sua mão e novamente uma corrente elétrica me toma e sinto meus dedos por sobre sua pele formigarem, quando as portas do elevador se abrem ficamos nos olhando nos olhos e eu tomo a frente quebrando qualquer coisa que tenha acontecido nesse elevador.

__ chegamos!

Saio do elevador e meu primo me acompanha.

__ eu moro no 405, mas vamos passar no 400 para eu pegar minha filha.

__ você tem uma filha?

Ele pergunta e seu rosto é muito expressivo e mostra toda sua confusão.

__ tenho, a lily, ela tem três anos.

Toco a companhia da porta da Patrícia que logo atende e já vai falando quando me vê:

__ oi vizinha, a lily como sempre...

Patrícia parece perder a voz quando olha para o Gerônimo, não a culpo, eu fiquei exatamente assim quando o vi, sem voz!

__ quem é esse?

Ela pergunta fazendo mímica com a boca sem sair som de forma patética e apresento os dois.

__ esse é o Gerônimo meu primo, ele vai passar uns dias lá em casa, essa é minha amiga Patrícia!

__ muito gosto em conhecê-la Senhorita!

Gerônimo beija a palma da mão de Patrícia que solta um suspiro alto.

__ o gosto é todo meu Gerônimo, primo da Duda, é primo meu também, precisando de qualquer coisa é só bater na minha porta!

Fico de boca aberta com o descaramento da Patrícia eu nunca a vi flerta assim abertamente com um homem, também eu nunca vi um homem como o Gerônimo e aposto que ela também não.

__ Patrícia você pode ir buscar a lily?

Peço impaciente.

__ claro um momento.

Prática logo volta com minha filha no colo que quando me vê começa a balançar o rabo e lati de alegria.

__ oi filha, estava com saudades da mamãe? Mamãe está estava morrendo de saudades sua também.

Falo imitando uma voz de criança, esquecendo os dois ao meu lado.

__ sua filha é uma cachorra?

__ sim, agora me ajuda e trás as coisas da lily!

Gerônimo pega as coisas da lily com a Patrícia que está babando em cima dele, antes de ir embora vejo meu primo dá uma piscadinha de olho para Patrícia e não me contenho e reviro os olhos.

__ safado...

Sussurro indo embora, mas sei que estou sendo seguida.

__ muito simpática sua vizinha, gostei dela!

Não sei porque motivos me sinto irritada com essa interação entre os dois, Gerônimo chegou nem fazem duas horas e já está me tirando os nervos, o que eu não sabia era que o que aconteceria essa noite tiraria todo meu sono.

continua...

Terceiro capítulo postado, me contam o que está achando do livro? Me contem tudo.

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