Segunda-feira 6:20 da manhã acordo com o despertador do meu celular tocando, hora de levantar e enfrentar mais um dia de aula. Levanto da cama com os olhos ainda pesados de tanto sono, vou até o banheiro que tem em meu quarto e vou direto para debaixo do chuveiro, deixo a água quentinha caindo em minha cabeça por alguns minutos levando ralo abaixo todo o sono que me consumia, ouço minha mãe gritar na porta do meu quarto.
- Mel você vai se atrasar para a escola!
Saio do chuveiro e vou escovar os meus dentes, penteio meu cabelo e faço uma maquiagem bem leve. Coloco meu uniforme, pego minha mochila e desço as escadas correndo.
Coloco minha mochila em cima do sofá e vou direto para a cozinha. Mamãe está terminando de fazer o suco de laranja, dou um beijo nela e no papai que está sentado à mesa lendo o seu jornal.
- Bom dia mãe, pai.
Mamãe responde:
- Bom dia meu amor, tome seu café logo antes que se atrase para o colégio.
Tomo meu café correndo e papai diz que vai me dar uma carona até a escola.
– vou te deixar na escola hoje Mel, se não você se atrasa de novo e não quero ser chamado na escola outra vez, você tem que acordar mais cedo.
Olho no relógio e vejo que já são 7:00, engulo o pão de queijo e pego minha mochila no sofá correndo e papai já está me esperando na porta de casa. Vamos caminhando até o carro que está estacionado em frente de casa, percebo uma movimentação na casa ao lado da minha. A casa estava á venda tinha uns 2 anos, ali morava dois velhinhos muito queridos pela vizinhança, Sr e Sra scott. Depois que o Sr scott faleceu seus filhos levaram a Sra scott para ir morar com eles em outro estado, eu acho.
Olho para o meu pai que está colocando o cinto de segurança e pergunto:
- Vizinhos novos?
Papai liga o carro e ao mesmo tempo diz:
- É! Parece que um militar vem morar aí com sua família.
Dou de ombro sem dá muita importância, ligo o rádio do carro do papai e vamos em silêncio até o colégio que não era muito longe de casa ouvindo as notícias do dia.
Chegou em frente a escola e me despeço do papai lhe dando um beijo e lhe desejando um ótimo dia de trabalho. Papai é promotor de justiça e trabalha no fórum da cidade, mamãe é advogada mas trabalha na parte da tarde em um escritório pequeno por conta própria.
Quando saio do carro vejo logo Milena, ela está de braços cruzados e batendo um pé no chão demostrando seu nervosismo por eu está quase atrasada mais uma vez.
Quando me aproximo ela já pega o meu braço e sai me puxando apresada dizendo:
- Aperte o passo Mel ou vamos entrar na sala de aula atrasada mais uma vez e não quero ser chamada a atenção outra vez por sua culpa!
Eu bufo por conta do estresse dela logo de manhã, saímos correndo pelos corredores do colégio e chegamos à tempo dentro da sala de aula, uffa!
A aula foi chata como sempre, mas bem produtiva. Temos vários trabalhos para fazer, e um deles é em grupo. Já eram 12:00 quando em fim o sinal bate, hora de ir para casa. Ao sair da sala de aula eu e Milena somos parada por Erick, Thomas e Sofia nossos colegas de classe.
- Podemos fazer parte do grupo de vocês? Pergunta Erick.
- Claro que podem. Afirma Milena.
Conversamos por um tempo sobre onde e quando faríamos nosso trabalho e ao chegar no portão da escola me despeço de Milena e vou andando para casa.
Minha casa não fica longe da escola, aproximadamente 10 minutos de caminhada. O dia até que estava fresco, aqui em Death Valley na Califórnia tem dia que faz 37°. Saio de meu devaneio ao chegar na minha rua, caminhando vagarosamente observo um carro estacionar em frente a antiga casa dos Scott e vejo sair dele o homem mais lindo que já vi, fico hipnotizada com a imagem.
Ele abre a porta do carro e vai descendo do mesmo, coloca o óculos escuro, bate a porta do carro fechando-a, passa a mão pelo cabelo e aperta o alarme do carro o trancando. Cabelos negros, pele levemente bronzeada, aproximadamente 1,90 de altura braços fortes, muito fortes, nossa bateu um calor agora! Assisto tudo paralisada, é como se ele estivesse em câmera lenta.
Sou tirada mais uma vez de meus pensamentos quando ele me olha e abre um belo sorriso, e que sorriso! Os dentes dele são tão brancos que ofusca meus olhos, gamei papai! Sacudo levemente minha cabeça tirando alguns pensamentos sórdidos que veio em minha mente e abro outro sorriso para ele que ao chegar mais próximo a mim diz:
- Olá, boa tarde. Me chamo Jhon e sou seu novo vizinho, vi você hoje de manhã saindo desta casa com um senhor suponho que indo para a escola.
Ele me viu? Quando? De onde? Não vi ninguém de manhã, só os rapazes do caminhão? Pensei rápido enquanto admirava seus bíceps. Foco Mel! Minha consciência me alertava.
- si... Sim! Gaguejo. Meu nome é Melissa, estico meu braço para apertar sua mão e ele retribui.
Ao apertar a mão dele meu corpo se estremece todo como se eu tivesse levado um choque e puxo a mesma rapidamente assustada. Ele me olha com o cenho franzido, limpo minha garganta e abro um sorriso disfarçando meu constrangimento e digo:
- Prazer Jhon!
Ficamos nos olhando em silêncio por alguns segundos e pude reparar agora que ele tirou seus óculos escuro que seus olhos eram azuis igual ao mar.
- Bom Jhon, como já sabe eu moro aqui, aponto para minha casa, e qualquer coisa que precisar é só chamar.
Dou um sorriso tímido para ele que me corresponde com outro sorriso e diz:
- O prazer foi todo meu Melissa e pode deixar que se eu precisar de algo eu chamo sim!
Viro as costas e entro em passos largos dentro de casa, fecho a porta e me encosto na mesma respirando fundo e suando igual uma porca.
- Que homem é esse? Que corpo, que mãos, que rosto, que sorriso?
Sou surpreendida por mamãe me olhando confusa e dizendo:
- Aconteceu algo Mel?
Me recomponho e vou até ela, lhe dou um beijo e digo que está tudo bem e que estou morrendo de fome. Ela ri e diz para eu ir tomar um banho que ela já vai colocar o almoço.
Subo as escadas correndo, entro em meu quarto e jogo minha mochila na cama, paro em frente minha janela que dá de frente para o que parece ser um dos quartos da casa de jhon e fico observando por alguns minutos até que vejo ele entrando o mesmo.
Em um momento de desespero me jogo no chão com medo dele ter me visto e pensar que estou vigiando a casa dele. Meu coração está acelerado, minha mão está suando e minha boca está seca, tamanho é meu desespero. Vou me arrastando pelo chão do meu quarto igual uma cobra até o banheiro e lá me levanto respirando fundo e aliviada esperando que ele não tenha me visto. Vou para o meu banho.
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Depois do almoço fui para o meu quarto fazer meus trabalhos escolares e quando estou terminando meu celular toca, olho o visor e vejo que é Milena me ligando.
- Boa tarde vaca, tah fazendo o que? Diz Milena toda animada.
- Boa tarde vaca, tô terminando os deveres da escola. Respondo nem tão animada quanto ela.
Ela rir e me convida para ir em uma sorveteria aqui perto de casa, Milena morra 3 ruas depois da minha. Olho meu relógio e vejo que já são 16:40 e resolvo aceitar.
Termino meus trabalhos, tomo um banho e me arrumo, ao descer as escadas ouço mamãe conversando com alguém na cozinha, vou até lá para avisar que vou me encontrar com Milena na sorveteria.
Ao entrar na cozinha me deparo com mamãe conversando com Jhon, paraliso ao ver os dois conversando. Será que ele veio fazer queixa a mamãe por eu ter observado seu quarto tempo demais?
Jhon me vê parada na entrada da cozinha e me lança um olhar estreito e sedutor. Sedutor? Sério isso?
Mamãe vem até mim e diz:
- Filha, esse é Jhon nosso novo vizinho.
Jhon se levanta e aperta minha mão como se fosse a primeira vez que me via, franzo o cenho sem entender o porquê dele fingir ser a primeira vez que me vê.
- Prazer Melissa. Diz Jhon com um leve sorriso no rosto como se dissesse, eu vi você me observando pela janela!
Entro no jogo dele sem saber muito bem o que estou fazendo.
- O prazer é todo meu Jhon! Encaro ele estreitando meus olhos para ele.
Mamãe começa a falar nos tirando daquela tensão.
- Mel, Jhon veio nos convidar para um churrasco em sua casa no sábado a noite, ele quer conhecer melhor seus novos vizinhos.
Respondi com um "uhum" avisei a minha mãe que ia na sorveteria. Saio de casa meio sem entender o que aconteceu lá em casa, mas me distraio assim que avisto Milena me esperando na sorveteria.
A semana passou muito rápida, já era sexta feira, Milena e eu marcamos com a galera do grupo para fazermos o trabalho da escola na segunda-feira depois do colégio na casa de Erick.
Após sair da sala de aula Milena me chama para ir em uma boate nova hoje a noite, aceitei de primeira, não ia desperdiçar uma boa balada, eu queria curtir afinal só tenho 17 anos, tenho que curtir.
Milena diz que as 22:00 horas passa lá em casa de Uber para me buscar.
Depois de acertarmos tudo vou para casa, andando de novo. Hoje o sol estava mais forte e o calor de matar. Quando estou no meio do trajeto até a minha casa um carro para ao meu lado e ao olhar quem está dirigindo vejo que é Jhon, eu paro de andar e olho para ele dentro do carro e o mesmo me oferece uma carona, eu não tinha o hábito de aceitar carona, sempre tive medo mas não sei por quê que com ele eu não tinha medo. Aceitei e ao entrar no carro vi que ele me deu uma encarada mas não disse nada, saiu com o carro e no meio do caminho ele puxou assunto.
- E aí Melissa, está em que ano no colégio? Ele quebra o gelo.
- Estou no último ano do ensino médio, ano que vem vou para a faculdade. Digo toda feliz.
- Vai fazer qual curso? Pergunta mais uma vez ele sem tirar os olhos do trânsito.
- Direito, igual a minha mãe.
Ele fica em silêncio por alguns segundos, parece tomar coragem para perguntar algo. Ele respira fundo e pergunta.
- Você tem namorado?
Fico meio sem graça para responder, mas respondo.
- Não.
Olho pela janela do carro tentando controlar meus pensamentos. Será que ele se interessou por mim? Será que ele tem namorada? Será que ele beija bem? E essas mãos, devem fazer qualquer uma chorar, não vou dizer por onde! Dou uma leve sacudida na minha cabeça tentando espantar meus pensamentos mais uma vez. Percebo que já chegamos em frente a minha casa, ele me olha e diz:
- você vai amanhã no churrasco lá em casa?
Não sei o que responder, já havia me esquecido desse churrasco.
- talvez sim! Respondo
Agradeço pela carona e quando vou sair do carro ele segura o meu braço e diz:
- Queria muito que você fosse!
Queria? Porquê? Aí meu Deus, ele tah interessado em mim! Será? Não! Um homem desse não estaria interessado em mim, estaria? Ele deve ter quantos anos, 27,28? Tudo bem que não sou de se jogar fora, sou loira, olhos verdes, boca carnuda e tenho um corpo que chama atenção, mas sou uma criança em comparação a ele.
- Tá bom, eu vou. Digo.
Ele abre um sorriso e me solta, agradeço mais uma vez pela carona e saio do carro, quando chego na minha porta dou uma leve olhada para trás e ele continua lá me olhando como se quisesse ter certeza que eu estaria em casa segura. Entro em casa e vou direto pro meu quarto, por meus pensamentos em ordem. Mamãe hoje foi trabalhar um pouco mais cedo, acho que tinha uma reunião com um cliente.
Já são 21:30 e Milena já já chega para irmos a boate, papai deixou eu ir mais disse que eu deveria estar em casa às 3:00 no máximo.
Já pronta ouço meu celular tocar, é Milena avisando que está em frente a minha casa me esperando. Me despeço de papai e mamãe que estão no sofá da sala assistindo um filme e saio. Quando estou chegando próximo ao Uber vejo Jhon com aqueles lindos olhos azuis me olhando da varanda da sua casa, ele estava com algumas caixas nas mãos mas as colocou no chão assim que me viu, dei um leve sorriso para ele em forma de cumprimento e entrei no Uber.
A balada estava super lotada, Milena saiu me puxando para o bar e já foi escolhendo uma bebida para nós duas, tequila!
Fomos para a pista de dança, estávamos nos acabando de dançar quando um rapaz chega perto de mim e começa a dançar junto, não dou muita importância para ele, até o momento que ele começou a se esfregar em mim. Já olhei de cara feia pra ele e disse:
- Não toca em mim!
Ele me olha e diz:
- Qual foi gata, tava aí toda se exibindo igual uma puta e agora quer dá uma de difícil?
Uma raiva me subiu, quem ele pensa que é para me chamar de puta?
- Puta é a senhora sua mãe, seu idiota!! Sei que mãe é sagrada, mas ele me chamou de puta!! Eu fiquei cega.
Ele fecha a cara na hora e sem eu esperar levo um tapa no meio do meu rosto que chego a cair no meio da pista de dança, quando vou me levantar para voar no pescoço daquele infeliz...
Jhon...
Estou em meu alojamento quando o general Powell manda me chamar, vou até a sua sala bato continência e digo:
- Mandou me chamar senhor?
General Powell é um homem que me acolheu assim que eu entrei no exército, quando eu ainda era um menino, na época eu tinha apenas 18 anos, imaturo e inconsequente sofri muito, mas com os conselhos do general eu fui entrando no eixo e ficando mais responsável. Hoje graças aos seus conselhos me tornei um major muito respeitado.
- sim Jhon, já arrumaram uma casa para você aqui em Death Valley, você já pode trazer sua família, sua mudança será amanhã de manhã.
- obrigado senhor. Digo
- Liberado Jhon. Disse Powell
Cheguei aqui em Death Valley para treinar uma equipe nova e ficarei aqui aproximadamente 1 ano, para não ficar longe da minha família o General comprou uma casa para ele aqui na cidade e me emprestou por esses um ano para eu ficar mas próximo da minha família.
Sim, família! Sou casado á 5 anos e não tenho filhos, mas tenho uma enteada de 8 anos que amo como se fosse minha filha. Quando comecei a namorar com scarlat eu tinha 27 anos e scarlat 25 anos, e ela já tinha a pequena Jhuly.
Jhuly tinha apenas 2 aninhos, um ano depois resolvi pedir a mão de Scarlat em casamento, nós éramos felizes, mas depois de 3 anos de casados Scarlat ficou muito ciumenta, qualquer mulher que se aproximava de mim era motivo para o show dela, até com meus amigos ela implicava.
- obrigado senhor!
Viro as costas e volto para o meu alojamento e arrumo minhas coisas.
Peguei o endereço da casa nova com o general e liguei para scarlat avisando que ela já poderia vir, a casa já estava liberada para receber a mudança.
Cheguei cedo na casa e ela era enorme, três quartos sendo dois com banheiro, uma sala enorme, uma cozinha, um banheiro social, um escritório, lavanderia, sala de jogos e no quintal uma piscina.
O caminhão de mudança chegou e fui mostrando os rapazes onde colocar cada coisa, fui para o quarto que seria meu e de Scarlat, foi quando vi ela pela janela, fiquei em choque com tamanha beleza. Loira, olhos verdes, boca carnuda e um corpo que é de dar inveja a qualquer um.
Fico observando ela entrar no carro com um senhor que suponho ser o pai dela, logo eles saem com o carro.
Saio do meu transe com meu celular tocando, vejo pelo visor que é scarlat.
- Oi Scarlat... Digo meio sem paciência, pois só hoje ela já me ligou 4 vezes e nem são 7:30 ainda.
- Amor, você já arrumou tudo aí? Eu só vou quando estiver tudo pronto! E não esquece de fazer as compras.
Bufo com tantas exigências dela, por que ela não vem me ajudar? Só sabe mandar!
- O caminhão chegou agora Scarlet, estamos ajeitando tudo, até a hora do almoço tudo estará organizado e já terei feito as compras. Digo.
- ok então amor, até sábado eu e Jhuly estaremos aí.
Me despeço dela e desligo o telefone. Termino de organizar tudo e vou ao mercado fazer as benditas compras, quando estou estacionado o carro vejo a vizinha de mais cedo chegando em casa, travo a porta do carro e vou até ela.
Me apresentei para ela e ela me disse que seu nome era Melissa, quando ela aperta minha mão é como se eu tivesse tomado um choque, acho que ela sentiu o mesmo porque ela puxou a mesma assustada, franzi meu cenho para ela sem entender nada, ela ficou me olhando meio constrangida por um tempo mas foi super simpática dizendo que se eu precisasse de algo era só chamar.
Ela vai embora e sinto como se uma parte de mim tivesse sido arrancada, um vazio surge em meu peito. Respiro fundo e minha consciência logo trata de interagir comigo:
- Jhon Jhon, juízo cara! Ela é só uma menina e você é casado!
Volto pra casa e passo o restante do dia arrumando o que faltava arrumar na casa.
Passei a tarde toda pensando nela e no seu convite dizendo que se eu precisasse de algo era só chamar, com essa desculpa bati em sua porta e uma senhora, nem tão senhora assim abre a porta. Fico sem ação, o que vou falar? Limpo a garganta de leve e digo:
- Oi, boa tarde! Me chamo Jhon sou seu novo vizinho e eu e minha família gostaríamos de convidar a sua para um churrasco no sábado a noite na nossa casa. A senhora em minha frente abre um belo sorriso e já sai me puxando para a cozinha dela e começa a falar:
- Boa tarde Jhon, me chamo Márcia e meu esposo Renato, nós vamos adorar conhecer sua família. Vou lhe servir um café com uns biscoitos que acabei de fazer.
- Não precisa se preocupar senhora. Digo meio sem graça.
- Xii, precisa sim! E pare de me chamar de senhora!
Quando eu ia me desculpar ela aparece na porta da cozinha, ela era linda de mais, poderia ficar olhando e admirando ela por horas, dias, anos ou até mesmo a vida toda.
- Para com isso Jhon! Se recomponha! Diz minha consciência mais uma vez.
Vou cumprimenta-la mas resolvo não dizer para a mãe dela que já havia a conhecido, vai que a Márcia ache estranho eu vir convidá-la para o churrasco sendo que eu podia ter falado com a filha mais cedo.
Pela cara que ela faz sei que estranhou minha atitude, mas não diz nada. Ela me cumprimenta e logo avisa a mãe que vai em uma tal sorveteria. Ficou mais uns minutos conversando com a Márcia e logo vou embora.
Minha semana passou rápida, muito trabalho no quartel, muitas discussões com scarlat que cismou que uma de minhas alunas do quartel está dando mole para mim, compras para o churrasco de apresentação para meus novos vizinhos, é sempre bom conhecer nosso vizinhos.
Já é sexta-feira e estou saindo do quartel para ir em casa pegar umas coisas que esqueci, no caminho vejo ela, aquela que faz meu coração acelerar toda vez que há vejo. Ela estava de uniforme, acho que saiu do colégio agora, resolvo oferecer uma carona a ela e ela aceita.
O silêncio preenche o carro, para trazer leveza para o ambiente resolvo fazer algumas perguntas, tais como em que ano escolar ela está, qual faculdade ela vai fazer, se tem namorado, esse último tive que enfrentar minha consciência que não queria que eu perguntasse, mas perguntei assim mesmo e fiquei feliz com a resposta.
Após deixar ela em casa e praticamente implorar para ela ir no churrasco, vou em casa, pego que que tinha que pegar e volto para o quartel. Já era aproximadamente 22:00 estou pegando algumas caixas no meu carro e lá está ela, deslumbrante, toda arrumada entrando em um Uber, ela me olha e me cumprimenta com um leve balançar de cabeça, fico paralisado pensando:
- Onde ela vai assim?
Depois que o Uber saiu eu entro em casa e fico andando de um lado para o outro impaciente pensando nela daquele jeito. Pego um copo e coloco uma dose de uísque, sento no sofá tentando me acalmar. Resolvo me arrumar e ir em uma boate que um soldado do quartel me indicou, vou aproveitar que scarlat não chegou, porque quando ela chegar a minha paz vai embora com certeza.
Ao chegar na boate vou direto para o bar e peço mais uma dose de uísque, fico sentado ali bebendo quando olho para a pista de dança e vejo ela dançando, nossa! Agora eu enfarto! Ela dançava, rebolava, tudo em câmera lenta, fico hipnotizada.
Vejo um moleque se aproximar dela, ela não dá muita atenção, ele começa a se esfregar nela, meu sangue começa a ferver, fecho meus punhos com tanta força que minha mão fica branca!
Ela fala alguma coisa com ele que o deixa muito irritado, era visível pelo olhar de ódio dele, quando estou me levantando para ir até ela vejo aquele desgraçado dando o tapa na cara da minha menina, eu perco todos os meus sentidos naquele momento, quando me dou conta já estou em cima dele socando a cara desse otário. Minha mão já está cheia de sangue quando sinto os seguranças me puxarem de cima dele, tento me soltar me debatendo, mas aí meus olhos se cruzam Com os dela.
Ela ainda está no chão, com os olhos cheios de lágrimas, com o rosto vermelho e muito assustada, paro de me debater e já mais calmo conto para os seguranças o que aconteceu, pelo menos o que eu vi e vou até ela.
Me abaixo, passo a mão no rosto dela e pergunto se está tudo bem, se ela está sentindo alguma coisa, se ela quer ir para o hospital, ela balança a cabeça em sinal de não.
A amiga dela chega toda desesperada abraçando ela, as duas conversam e se levantam a amiga diz que vai levá-la para casa, eu digo que posso levá-la já que moro do lado da casa dela, elas se entre olham e Melissa dá uma leve balançada de cabeça dizendo que está tudo bem, que ela vai comigo.
Saio da boate segurando em sua mão, abro a porta do carro para ela entrar entro também. O carro é um silêncio só, no meio do caminho ela começa a chorar, eu estaciono o carro em uma rua e rapidamente dou um abraço nela. Ficamos abraçados por alguns segundos quando ela começa a falar.
- Eu falei para ele não me tocar, ele me chamou de puta, eu... Eu xinguei a mãe dele! Por isso ele me bateu.
Ela chora mais.
- Não importa o que você falou, ele foi covarde e se não fosse os seguranças eu teria matado ele.
Ela me olha assustada, eu seguro o rosto dela olhando o vermelho que com certeza vai ficar roxo amanhã e começo a acaricia-lo, que vontade que estou de beijar a boca dele!
Me aproximo devagar de sua boca e quando estou a milímetros de beija-la eu paro, fico esperando para vê se ela quer também, não vou me aproveitar de uma mulher que está fragilizada.6