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Grávida do CEO mafioso - Irmãos Rodrigues Livro 1

Grávida do CEO mafioso - Irmãos Rodrigues Livro 1

Autor:: Chloe Reymond
Gênero: Romance
Os Rodrigues são uma família poderosa no Brasil. E o poder vai além de serem o nome quando se fala em joias e pedras preciosas. Por trás da fachada de CEO existe uma rede que envolve desde de vendas de informações a assassinatos encomendados. Nesse livro vamos conhecer Alexandre Rodrigues, o Grande Pai como é chamado entre seus subordinados. Alexandre viu o vestido prateado no corpo perfeito daquela mulher em sua boate. A desejou instantaneamente. E o que ele deseja, tem que ser seu. Ordenou a um dos seguranças que a levasse a seu camarote e usou todo seu poder de sedução para tê-la. Mas havia implicações que ele só percebeu quando não podia mais voltar atrás. Ela era virgem. E, pior, o destino ainda decidiu que aquela primeira vez seria suficiente para uma gravidez e grandes complicações. Willow Fernandes era para ser um sexo casual, porém parece que não consegue se livrar dela. E será que realmente queria isso? * Contém cenas adultas com linguagem sexual e violência. Pode conter gatilhos.

Capítulo 1 Só depois do casamento

Chegou a hora

O amor bate à sua porta

Vai ficar ou esquecer?

Willow

― Por que faz isso, baby? Sabe que te desejo. Estamos sozinhos aqui ― reclama frustrado.

Já tem um ano que estamos juntos e Ricardo ainda não entendeu.

― Você sabe. Conversamos sobre isso. ― Me levanto do sofá arrumando a blusa. Por pouco ele não me deixa com os seios de fora.

― Willow, você tem vinte e dois anos e age como uma menina de treze. É sexo, não é o fim do mundo.

― Eu prometi a ela e vou cumprir ― falo séria.

― Essa história de sexo só após o casamento para agradar mortos deve ser um pretexto pra me fazer casar logo ― reclama.

Não gosto quando Ricardo me olha assim, como se eu fosse uma jogadora tentando seduzi-lo. Ele sabia as minhas condições desde o momento em que me pediu em namoro.

― Vou fingir que não ouvi essa merda. ― Viro as costas e vou até o balcão pegar a água mineral que abri mais cedo.

Ele só bufa.

Sim, eu quero transar tanto quanto qualquer outra pessoa na minha idade. Mas prometi no leito de morte da minha mãe que só me entregaria depois do casamento. Ela sofreu muito para me criar sozinha depois de ter sido enganada pelo meu pai e abandonada grávida. Quando ela descobriu que era amante de um homem casado já era tarde demais, a barriga já aparecia sob a roupa. Por isso ela me fez prometer que esperaria até o casamento, só assim garantiria que eu não caísse na lábia de nenhum aproveitador como meu pai. Eu prometi. E não me arrependo. É difícil, mas não me arrependo.

Termino de beber a água e me viro para ele.

― Ricardo, se você pretende se casar comigo apenas para transar, devo dizer que está perdendo tempo. É um objetivo muito pequeno para tamanha responsabilidade.

Ele vem até a mim e me puxa de volta para o sofá.

― É claro que não! Eu te amo, ovelhinha. Venha aqui.

Eu vou e me sento em seu colo, fingindo não sentir a ereção. Ainda estou irritada.

Ricardo acha que não quero transar, só pode. E só pode estar louco também. Estou subindo pelas paredes. Só que não posso ― e não vou ― quebrar a promessa que fiz.

― Não vamos brigar por isso outra vez. Estou cansada. Não vejo a hora de nos casarmos e resolver nossas briguinhas na cama.

Dessa vez não briguei por ele me chamar de "ovelhinha". Odeio esse apelido e não faço ideia de onde ele tirou.

― Eu também ― beija meu ombro.

― Você sabia onde estava se metendo quando nos conhecemos.

― Achei que estava brincando. Confesso.

― Estamos namorando há quase um ano. Acho que é tarde demais para se arrepender.

Ricardo começa a beijar e morder meu pescoço.

― Preciso ir. Vou dormir mais cedo. Te falei que trabalho amanhã. ― Me afasto do seu toque.

Na verdade, praticamente não vou dormir. Tenho que dar aula em uma cidade vizinha.

― Dorme aqui, ovelhinha. Esse lugar é tão seu quanto meu. Não precisa mais ficar naquela pensão.

― Ainda não somos casados. Me sentiria mal em me enfiar na sua vida assim.

― Pois eu adoraria me enfiar na sua.

― Tarado! ― saio do seu colo rindo.

Namoramos mais um pouquinho e ele me leva até o Brás, onde fica a pensão onde moro desde que minha mãe morreu.

Ricardo vem sendo meu apoio e melhor amigo. O conheci em um bar karaokê onde minhas colegas de pensão me arrastaram. Ele é quarentão, com corpo normal, um pouco mais alto que eu, e sei que mantem os cabelos pretos com tintura, mesmo que não confesse eu sei. É bonito ― nenhum deus grego, mas bonito ― e gosto muito dele, faz de tudo para me agradar.

Nós ficamos no carro quando nos conhecemos, ele insistiu, mesmo eu ― sob efeito do álcool ― ter confessado que não pretendia transar antes do casamento. Não foi um FICAR, apenas nos beijamos e depois trocamos contatos. E assim estamos juntos até hoje, noivos.

Não sou burra de achar que ele é fiel nas condições que ofereço, mesmo que ele insista que sim, só deixei claro que depois do casamento não aceitarei que fique com mais ninguém. Serei a única.

Deixamos seu apartamento na Barra Funda e ele me leva para pensão. Ele diz que vamos morar no apartamento depois que nos casarmos. Tem apenas um quarto, sala conjugada com cozinha e um banheiro. Mas acho perfeito. É gigante perto do meu quarto na pensão. Ele quer que eu fique aqui mesmo quando viaja a negócios, mas não quero. Só vou morar com ele depois que nos casarmos e faço questão de ajudar nas despesas. É para isso que trabalho. Nunca viverei as custas de homem nenhum.

Na porta da pensão, em seu carro, nos despedimos com um beijo e ele volta para o apartamento.

E eu trato de dormir o mais rápido possível, pois levantarei em poucas horas para enfrentar aulas em uma escola onde nunca trabalhei.

Capítulo 2 Outra vida

Ricardo

Não sei mais por quanto tempo consigo levar essa relação com Willow. Karina já está desconfiada das minhas constantes reuniões depois do horário comercial. Minha sorte é que moramos em uma cidade mais afastada da capital.

Mais uma vez estou chegando em casa depois do horário do jantar e a primeira coisa que encontro é sua careta de insatisfação. Mas estou pouco me lixando. Meu corpo está vibrando de tesão depois de mais uma vez ser rejeitado por Willow e é melhor descarregar nela que em punheta.

Vou em sua direção e a agarro, beijando e roçando minha ereção que ia e vinha com meu pensamento nos momentos com Willow.

― Que tesão é esse outra vez? Anda chegando muito tarado.

― O que acha de um banho comigo? ― ignoro sua pergunta.

Ela não se importa. Passa as mãos pelo meu pescoço.

― Eu acho que estou gostando dessas suas reuniões. Larissa está dormindo. Vamos.

A pego no colo e subo as escadas para o quarto no segundo andar.

Transo com Karina enquanto imagino Willow de quatro para mim, apertada e lisinha como a imagino.

Preciso comer essa mulher antes que isso acabe. Porque sei que não vai demorar a acabar. Simplesmente não posso deixar tudo que construí, não posso deixar minha filha e minha mulher. E tenho certeza de que aquela garota não aceitaria continuar como minha amante.

Depois do sexo, Karina me serve o jantar.

― Vai trabalhar amanhã? ― pergunta.

― Não. Esse fim de semana está reservado para minha esposa e minha filha ― respondo.

Aproveitei que Willow vai trabalhar para dizer que vou passar o fim de semana visitando meus pais. Já fiquei o sábado passado com ela. Ficar muito tempo longe de casa é suspeito.

― Perfeito. Então o senhor vai buscar sua filha amanhã no colégio.

― Aula sábado? Não me lembro de ter aula sábado.

― A diretora está fazendo uma experiência. Dará aulas extras aos sábados de coisas como teatro, culinária, arte, artes marciais e outras coisas úteis na rotina das crianças.

― Vamos juntos buscá-la. Podemos levar a Larissa para tomar um sorvete ― sugiro. O que lhe rende um sorriso.

Esse caso com Willow está fazendo bem ao meu casamento.

― Adorei a ideia.

**

No dia seguinte, levo Larissa na escola e passo a manhã na frente da televisão.

Karina e eu vamos juntos buscá-la no fim da manhã.

― Papai! ― Larissa corre para mim ao me ver no pátio da escola. Seus cabelos são tão loiros quanto os de sua mãe. Ambas também são bem magras. A única coisa que ela herdou de mim foi os olhos verdes. ― Você veio mesmo. ― Me abraça.

― Claro, meu amor. Estava com saudades de te buscar.

― Eu não mereço um abraço? ― Karina fingi estar magoada. E nossa filha a abraça.

― Eu te amo também, mamãe.

― Pensei em levar as duas mulheres da minha vida para tomar sorvete. O que acha, filha?

― Ótima ideia, papai. ― Minha princesa fica toda feliz com a ideia do sorvete.

Também estava empolgada com a aula. Parece que a professora estava ensinando a fazer coisas com materiais recicláveis.

― Então vamos.

― Espera. ― Ela olha para trás como se tivesse esquecido algo.

― O que foi?

― Queria te mostrar o cofrinho que fiz.

― Mas não é uma surpresa para os pais? ― Karina pergunta.

― É, mas acho que não tem problema ver. A professora é legal. Ela vai deixar. Vamos!

Olho para Karina e ela balança os ombros, indiferente.

Enquanto isso Larissa puxa minha calça insistindo para irmos até sua sala. Ela insiste tanto que tenho que entrar na sala para ver sua criação.

― Professora, posso mostrar meu cofre de bichinho aos meus pais? ― pergunta tocando nas costas da moça de coque que arrumava as coisas.

Eu vejo que tudo acabou quando a mulher se vira e nos vê.

Merda!

Capítulo 3 Decepção

Willow

Acordo às três e meia, me arrumo em meia hora e saio correndo para pegar o primeiro ônibus para cidade vizinha.

É duas horas até lá e tenho que estar na escola às sete.

Se tudo der certo, vou poder dar aula lá todos os sábados. Vai ser mais um dinheiro para ajudar no nosso casamento.

Por isso farei o meu melhor. Nem contei para Ricardo. Minha mãe sempre falava que dá azar contar as coisas antes de acontecer, então só contarei depois de acontecer.

Fiz um coque para ficar o mais profissional possível e coloquei meu vestido cor de rosa. Ele é para trabalho mesmo, com a diferença que não me deixa com cara de professora chata para os alunos. Isso faz um contraste legal com o coque. Tenho que agradar alunos e colegas.

A turma é de alunos entre seis e sete anos. Como já havia programado com a diretora, distribuo os materiais e ensino os alunos a fazer cofrinhos em forma de animais com garrafas pet.

Para minha alegria, eles adoram. Nem vejo o tempo passar.

No fim da aula, tenho certa dificuldade em convencê-los a deixar suas criações na escola até a comemoração de Natal. Todos eles querem levar para casa para mostrar aos pais.

Depois que os convenço e eles se vão, fico distraída organizando os cofres. É quando sinto um puxão no meu vestido. Logo uma voz infantil se faz ouvir.

― Professora, posso mostrar meu cofre de bichinho aos meus pais?

Me viro para a menina com um sorriso no rosto e um sonoro sim. Mas meu sorriso some aos ver o casal com ela.

― Ricardo? ― o nome sai como uma pergunta da minha boca. Na verdade, várias perguntas. O que está acontecendo? Por quê? Como?

― Conhece o meu marido? ― a mulher loira pergunta com desconfiança no olhar.

Ricardo me olha com os olhos arregalados. Eu vejo pavor neles. Medo de que eu dizer a essa mulher que além de seu marido ele é meu noivo, que a porra do anel na minha mão foi ele quem deu.

Mas eu não posso fazer isso sem destruir a minha vida sendo taxada de amante, enquanto essa família continuaria seguindo seu caminho. Sem contar que essa criança ― que ainda espera ansiosa pelo que criou mais cedo ― seria a mais prejudicada entre eles. Em fração de segundos minha mente soma as consequências de enfiar a mão na cara do desgraçado a minha frente.

Abro a boca sem nem saber o que responder, mas o desgraçado é mais rápido.

― Senhorita Fernandes? Não sabia que dava aula nessa escola. ― Se vira para a mulher ao seu lado. ― Amor, vendi um dos planos para ela.

Amor. Ele a chamou de amor. Essa merda de palavra confirma o que já estava mais que claro; fui amante desse desgraçado.

― Sim, foi isso. Me vendeu planos. ― Não suporto mais a presença desses dois. Me viro e pego o cofre em forma de porquinho. ― Tome, querida. Pode mostrar aos seus pais.

― Obrigada!

― Se me derem licença. Tenho que ir à secretaria.

Sem esperar resposta, pego minha bolsa e saio da sala.

Não vou para a secretaria. Saio da escola e vou direto ao ponto do ônibus. Nunca mais volto a esse lugar. Não existe chance que eu fique ensinando a filha do homem que me enganou por quase um ano.

Me sento no fundo do ônibus e choro pelas quase duas horas em que passo nele.

Todos os meus planos idiotas de um casamento simples, de uma primeira vez inesquecível, de uma vida de casal... Ele já tinha tudo isso.

E agora?

Terei que recomeçar. Abrir meu coração mesmo com medo de ser machucado novamente. Essa história de passar um tempo comigo mesma já está me deixando louca. Eu não vou achar alguém para casar de um dia para o outro. E quero desesperadamente descarregar minha frustração em sexo. Ando cada dia mais desesperada por transar. E agora minha esperança se foi.

Se eu não posso me vestir como mulher fatal e me vingar nos braços de outro, que merda posso fazer com toda essa decepção dentro de mim?

Mãe, é muito difícil cumprir essa promessa.

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