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Helena e o Delegado

Helena e o Delegado

Autor:: lilly bardo
Gênero: Romance
Ele esta fechado para o amor Ela quer viver um romance Ele sofreu uma grande desilusão amorosa no passado Ela esta prometida em um casamento arranjado A continuação do livro O CEO Frio e o Contrato de Casamento conta a história da irmã de Victor, Helena Thompson que ao completar a faculdade é prometida em casamento para um membro da comunidade. Por não aceitar os ditames da família ela tenta burlar esse paradigma e se mete em uma enrascada. No meio do percurso seu destino se cruza com Álvaro Evans, nosso querido delegado do livro anterior. Que desta vez esta fechado para o amor devido as peças que o destino pregou no passado em sua vida. "Dei partida no carro, e pegamos a estrada. De repente Helena olhou para fora o lado e viu o nascer do sol. -Olha ali, que lindo. É o nascer do sol. A muito tempo não vejo um. Seus olhos verdes brilhavam. Estávamos passando por alguns montes e o sol estava nascendo. Resolvi parar no mirante, na beira da estrada. - O que está fazendo? -Ela arregala os olhos surpresa. - Venha, também faz tempo que não contemplo um nascer do sol. Descemos do carro e fomos caminhando até a grade do mirante. - Mas e aí, qual é o seu lance com aquele playboy lá da festa? -Puxo assunto. - O Felipe? Ele é meu namorado. Nos conhecemos da faculdade, ele faz administração, vai assumir os negócios da família quando se formar no próximo semestre. Estávamos um pouco afastados no último semestre. Mas agora que terminei meu curso quero retomar nosso namoro. Preciso me casar com ele. – Suas bochechas ruborizaram. -Ele é legal sabe... Pena que do nada ele some .... Percebi que ela ficou um pouco envergonhada de ter dito aquilo, mas como Victor falou ela realmente é uma enxerida, ou melhor uma tagarela, fala pelos cotovelos. Sentamo-nos em um banco de frente para o mirante. - Então é sério o lance, se vocês vão se casar. -Se essa gata fosse minha não deixaria andar sozinha por ai pensei. -Só acho que ele deveria avisar aonde vai e não te deixar sozinha por aí. - Na verdade ele não sabe ainda que vai casar comigo... Ela fez uma careta engraçada. - Como assim, você vai pedir a mão dele em casamento? -Quase isso, é que minha família me prometeu em casamento para um rapaz, filho de um amigo do meu avô que eu nem conheço. - Ela mexia com as mãos parecendo que estava fazendo uma palestra. - Você sabe, aquela tradição aqui da comunidade que temos que nos casar com alguém que nossos pais escolham por julgar que é a pessoa certa. -É sei. -Abaixei a cabeça, mal sabe ela que também estou nesse barco também. -Como se eles soubessem o que é bom para gente né! Então nesse caso eu como sou bem espertinha, vou apresentar meu noivo antes de oficializarem o casório com o meu prometido. - E você já sabe com quem sua família te prometeu casamento? - Dou um sorriso amarelo. -Não! Mas com certeza, vai ser alguém chato, esnobe e feio! - Ela sorri e caralho, fica mais sexy sorrindo essa garota.- Porque para não estar casado até agora é só por isso mesmo.- Mas e você? Não tem alguém especial que é dona do coração do delegado? -Não! Não acredito no amor. Acho que ele é feito para os tolos. Tenho o coração fechado. Quando chegar a hora vou me casar com a minha prometida e tomara que nos demos bem, porque a única coisa que ela vai ter de mim é um homem na cama. -Nossa que homem mais frio esse delegado! -Ela sorri.- Tenho até pena da sua prometida! Rimos juntos. Helena é engraçada mesmo, ela fala o que pensa".

Capítulo 1 Helena e o Delegado

Capítulo 1

Álvaro Evans

Alguns meses depois que meu pai, o todo poderoso Isack Evans anunciou que eu teria que me casar com uma moça da comunidade meus dias ficaram agitados.

Eu queria aproveitar cada momento da minha vida de solteiro. Saia todas as noites, ia a boates, bares, festas em casa de amigos, cada dia com uma mulher diferente.

Essa noite não seria diferente, iria a uma formatura mais á noite, um primo meu e companheiro de noitadas estava concluindo o curso de medicina e eu fui convidado, claro. Não perderia esse evento por nada, afinal, nesses eventos sempre tem muitas universitárias bonitinhas dando sopa.

A formatura era na capital, a delegacia na qual sou o delegado responsável fica no vilarejo, mas moro na capital.

Estava terminando meu turno de trabalho e me preparando para ir para casa me arrumar para a formatura quando escuto no rádio da viatura:

" Sequestro, vítima jovem, loira, estatura mediana, levada por homens encapuzados em furgão preto a mais ou menos uma hora da universidade central."

Eu poderia deixar para meus soldados investigarem, mas meu instinto policial falou mais alto. Eu iria entrar nesse caso nem que para isso eu não pudesse comparecer a formatura do meu primo.

Puxei o rádio e pedi informações para a central.

" Chefe, as câmeras de segurança da universidade filmaram um furgão indo em direção ao cais, nas docas"

-Ok, mande reforços! Me dirigindo para o local informado.

Dirigi o mais rápido que pude para o local, afinal aquele ponto era partida de barcos e embarcações de entrada e saída da cidade, se alguém tinha intenção de levar a moça embora, aquele local era propício para isso.

Quando cheguei no cais, deixei meu carro um pouco afastado e fui a pé, espiei por dentro de alguns armazéns e logo achei o tal furgão preto estacionado dentro de um deles.

Vi que eram três homens, e uma moça loira que parecia inconsciente, estava amarrada a uma cadeira. Eles pareciam impacientes. Caminhavam de um lado para outro sem parar. Até que um deles parou do lado da moça, passou a mão em sua bochecha.

-Nossa ela é uma gostosinha mesmo, pena que o chefe a quer inteira...Tem certeza de que não podemos nos divertir mesmo antes de entregar essa loirinha? - O nojento disse com a boca salivando.

-O chefe deixou bem claro que quer ela inteira! Disse o homem que parecia o líder.

Quando ele terminou de falar seu telefone tocou e ele saiu para fora para atender.

O outro homem foi acompanhado o líder e o que ficou lá dentro, o mais abusado começou a descer a alça da blusa da mulher.

Eu não podia deixar aquele asqueroso fazer isso com ela, eu não iria esperar o reforço, teria que agir rapidamente.

Me abaixei pelas caixas espalhadas pelo galpão e peguei o desgraçado por trás.

Lhe dei uma coronhada com minha arma. Ele havia caído.

A moça acordou e pude ver o desespero naqueles olhos verdes. Fiz sinal para ela ficar quieta. Comecei a desamarrar suas mãos e pés, mas de repente ouvi um barulho na porta. Os homens haviam voltado. Puxei rapidamente a moça para um canto e quando os homens viram que ela não estava lá e me viram, começou o tiroteio.

Mirei bem no peito de um, o acertei, era o líder, ele caiu e de repente, o outro se rendeu.

-Calma, eu me rendo. -Saiu de trás de um pilar e atirou a arma no chão.

Fui por trás dele e passei as algemas e depois fiz o mesmo com o que estava caído no chão.

O local estava limpo, então corri até a vítima que estava encolhida em um cantinho atrás de uns caixotes de madeira.

Ela estava sonolenta, com certeza eles haviam drogado a moça.

- Você está bem? -Nem terminei a frase e ela cambaleou para trás, ainda bem que fui rápido e a segurei em meus braços.

Escutei barulho de ambulâncias e sirenes, era meu pessoal que havia chegado. Então a carreguei para fora e a levei direto para a ambulância.

- Chefe, o senhor acabou com a raça deles! Um deles morreu. -Disse o sargento Marco.

- Acho que era o líder. – Ajeito minha arma no coldre. - Leve os outros para a delegacia para recolher depoimento. Quero falar com a vítima.

Caminhei até a ambulância, Marco me seguiu. A vítima já estava acordada, não estava falando nada com nada, mas pelo menos estava segura.

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Capítulo 2 Helena e o Delegado

Capítulo 2

Álvaro Evans

Peguei a ficha médica dela, olhei o nome: Helena.

Eu já tinha ouvido esse nome, só não me lembro onde.

- Ela não disse o sobrenome? Localizaram algum parente?

- Ela só disse que o nome dela é Helena.... Mas a médica da ambulância disse que ela é filha do seu James Thompson, que a conhece do hospital.- Marco passa a ficha da moça.

- Então façam contato com a família. Me aproximei mais de onde ela estava sentada recebendo os cuidados médicos.

A médica disse que ela teria que ficar em recuperação.

De repente ela se levantou e tentou sair

.

- Eu não posso ficar aqui, já estou bem, hoje é a minha formatura! Tenho que me arrumar e ir para cerimônia.

- Ela passou a mão nas roupas e foi sacudindo a poeira por ter encostado no chão.

- Olá me chamo Álvaro Evans, sou o delegado responsável pela investigação. - Tive que intervir.- Olha só moça, daqui você não sai até chegar um familiar para lhe acompanhar!

- Mas hoje é minha formatura! Você não pode me segurar aqui, já disse que estou bem! - Ela esbravejou.

- E EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU DEIXAR VOCÊ SAIR SOZINHA DAQUI! Tive que levantar a voz para ver se ela me entendia. - Estamos tentando contato com seu pai, o seu nome é Helena Thompson, confere? - Falei mais baixo.

- Isso. - Ela baixou o olhar, acho que viu que o momento não era para discursão. - Mas será que podia ligar para meu irmão vir me buscar....

- Qual é o nome do seu irmão? Indago mais calmo agora.

- Victor Thompson.

Era só o que me faltava mesmo, quanto mais eu fujo dessa família, mas eles me perseguem. Ao ouvir aquele nome relembrei da história com Fernanda que se tornou minha noiva por um tempo e depois me largou para voltar com Victor.

Voltei para o galpão, o pessoal da perícia estava examinado.

- Alguma pista Antunes?- Pergunto para o perito da polícia.

- O de sempre, digitais.... Recolhemos as armas, os caras não eram daqui, vieram de longe para fazer esse serviço. Você conhece a vítima? -Me questiona apertando os óculos no rosto.

- A vítima não, mas conheço a família. Deve ser por dinheiro, afinal ela é uma das herdeiras do império Thompson.

Não deu nem vinte minutos e Victor estacionou seu Rolls Royce preto na frente da ambulância.

Vi de longe quando a moça loira abraçou Victor.

Dei um tempo para eles conversarem. E voltei para o galpão. Marco se aproximou e disse que Victor queria falar comigo.

Me aproximei, e vi que ele deixou a irmã sentada perto da ambulância.

- Olá Álvaro! O que você já sabe? -Victor me questiona com sua arrogância habitual.

- Olá Victor, o que sabemos até o momento é que eram três homens, mas eles seguiam ordem, não eram daqui. Um deles morreu e os outros estão sendo interrogados neste momento na delegacia. Assim que terminar irei para lá. Mas provavelmente o motivo era resgate.

- Também pensei isso.

- Você sabe se ela tem alguma rixa com alguém? Aliás vamos ter que colher o depoimento dela.

- Não, quer dizer acho que não. Minha irmã é estudante de medicina, vive enfiada dentro dos livros.... Você disse que vai ter que colher o depoimento dela? Tem que ser hoje?

- Sim, tem que ser hoje que a memórias estão frescas na cabeça dela ainda, mas podemos pegar um primeiro depoimento aqui mesmo se vocês concordarem e se for preciso ela vai até a delegacia.

- Obrigado! É que hoje ela tem a formatura dela. Sabe a menina estudou sete anos seguidos esperando por esse momento e quando chega uns babacas estragam tudo!

- Pois é, é complicado, vou pegar o gravador e já vou lá tomar o depoimento.

Vi que Victor falou com ela. Então fui até o carro e peguei o gravador.

Fiz as perguntas de praxe e como eu havia pensado ela não lembrava de nada, afinal foi drogada já de início.

- Ok, então senhorita Thompson, está liberada. -Desligo o gravador. - Se precisar averiguar algumas informações lhe chamaremos na delegacia.

- Álvaro, obrigado mais uma vez, se você não tivesse aparecido, sabe se lá o que tinha acontecido, não quero nem pensar. - Victor agradece e aproveito o momento afinal Victor sempre foi famoso por ser frio e hostil.

Mas acho que o casamento com Fernanda está lhe fazendo bem.

Estava me despedindo de Victor quando um barulho de carro conversível cantando pneu no asfalto nos chamou a atenção.

Dele desceu um rapaz alto, cabelos castanhos claros, com uma tatuagem no antebraço que não consegui identificar e com cara de esnobe e correu em direção de Helena. Ela foi de encontro ao rapaz e o abraçou. Eu e Victor ficamos mais afastados.

-Quem é esse?

Victor virou os olhos.

-Esse é o namoradinho. -A última palavra ele fala torcendo a boca.

-Você o conhece?- Digo vagarosamente.

- Não muito, eles estudam na mesma faculdade, se conheceram lá. - Ele dá de ombros como se não

importasse muito.

- Ok. Só vou te pedir para ficar de olho, afinal o mandante do sequestro ainda está solto e pode tentar algo.

- Claro, pode deixar que vou chamar um pessoal para fazer a segurança dela. - Ele assente com a cabeça.

Me despedi, afinal o caso já estava encaminhado e eu queria me arrumar para aproveitar a festa.

Vi que Helena não foi com o namorado, entrou no carro de Victor e foram embora

Capítulo 3 Helena e o Delegado

Capítulo 3

Helena Thompson

Que dia louco, justo no dia da minha formatura, depois de eu ter me esforçado tanto, vem esses bandidos e tentam me sequestrar. Ainda que bem Victor apareceu, se não aquele delegado ia me segurar lá até nem sei que horas.

Estamos a caminho de casa.

- O que foi enxerida. O gato comeu sua língua? - Victor indaga com uma mão no volante.

- Não, estava pensando que se você não aparecesse, aquele delegado ia me segurar até não sei quando, você acredita que ele não queria me deixar ir embora...-Falei cruzando os braços me sentindo brava.

- Helena, Helena...-Ele fala arrastando meu nome. - Em vez de você ficar com raiva dos bandidos, você fica com raiva do delegado! Em vez de reclamar do homem você deveria estar agradecendo a ele, sabia que sozinho ele te salvou daqueles três. E se ele não te deixou sair sozinha é porque é de praxe os familiares acompanharem as vítimas na saída. E você não estava bem também fisicamente ele não podia te liberar, aliás, vou te deixar no salão e só saio de lá quando chegar um segurança.

-Segurança? -Murmuro querendo ouvir novamente. - Você acha que vou andar com seguranças agora?

- Hoje vai! -Victor bate com a mão no volante. -Amanhã vemos o que vamos fazer.

- Mas eu preciso de um banho. -Falo cruzando os braços. - E depois não quero ir a minha festa de formatura com seguranças, o Felipe pode me proteger.

- Ok, te deixo em casa, eu aguardo você tomar banho e o segurança chegar e depois te levo para o salão de beleza. - Victor fala mais calmo. - Ou melhor, peço para o salão vir até você.

Não falei nada, aliás eu estava cansada demais para ficar discutindo sobre isso.

Chegamos em casa. Essa era a casa que meus pais ficavam quando estavam na capital, mas como eles estavam ficando mais na fazenda eu praticamente morava sozinha aqui, eu e os empregados.

Fui direto tomar um banho. Liguei a banheira, coloquei meus sais preferido, liguei uma música ambiente, tirei a roupa e entrei na banheira.

Eu tinha que relaxar, dentro de algumas horas eu me formaria e tinha que estar bem descansada.

Comecei a pensar nas cenas que vi no armazém do cais. Ou melhor de quando alguém me pegou por trás na universidade quando me afastei dos meus colegas para ir ao banheiro.

Só lembro de colocarem um pano na minha boca e nariz e depois eu desmaiei. Provavelmente havia alguma droga ali.

E depois quando acordei no galpão e vi o delegado dar com a arma na cabeça daquele nojento. Nossa Victor tem razão mesmo, tenho que agradecer ao delegado Evans por isso.

Ou melhor não vou agradecer nada! Ele estava se achando porque conseguiu capturar os bandidos sozinho. O homem irritante! Ainda gritou comigo! Grosso!

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