Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > LGBT+ > Henrique - Livro I
Henrique - Livro I

Henrique - Livro I

Autor:: Sthefany A.
Gênero: LGBT+
Henrique Alves vê sua vida mudar da água para o vinho com a chegada da Aluna nova em seu último ano do ensino médio. Assumidamente gay em um colégio de elite em São Paulo, considerado o mais inteligente e com um incrível potencial, Sem falar que conta com o total apoio dos pais, Henrique verá tudo a sua volta mudar, Inclusive o seu namorado Capitão do time de basquete e bissexual Eduardo Albuquerque. Com a aproximação da aluna nova e o seu namorado, Henrique se sentirá ameaçado, será que essa aproximação afetará a sua relação?, considerada a Heather, Henrique fará qualquer coisa para permanecer ao lado de seu namorado. Me acompanhe no instagram: _sthealv_ Segundo livro da duologia será gratuito na fizzo.

Capítulo 1 Prólogo

03 DE OUTUBRO DE 2014.

Querido diário, hoje o dia tá sendo estranho, observei de relance e pude perceber o quão feliz eles estavam, como eu poderia odiá-la se ela parece um anjo, ela era realmente bonita, é claro que ele escolheria ela e nem todo o dinheiro do mundo fará ele mudar, e pelo o que conheço ele, será ela.

Foram dois anos jogados fora por causa de uma única novata, mas claro, até eu escolheria ela. Fiz uma promessa aos meus amigos e sei que irei cumprir, eu esquecerei ele e serei feliz, deixarei de lado toda a dependência emocional que desenvolvi nesses últimos dois anos do ensino médio por ele.

Com amor, Henry.

Eu não via a hora do intervalo e as aulas acabarem, acabei aproveitando novamente para escrever em meu diário, não via necessidade dele desde 2011, que foi a época em que me assumi publicamente gay, e pensei que não iria precisar nunca mais, e pelo visto eu estava novamente enganado.

Eu não o culpava, não mesmo, ele sempre deixou claro para mim a sua bissexualidade e eu sabia que em qualquer momento isso poderia acontecer e realmente eles ficavam bem juntos, bem mais do que nós ficamos um dia.

Estava perdido em meus pensamentos olhando para o diário e pensando em tudo o que já vivi com ele quando uma voz me desperta.

- Escrevendo nesse diário novamente, Henry? - Perguntou Gustavo se sentando do meu lado embaixo da árvore em que nós costumávamos ficar.

- O que você acha, Gustavo? - Não percebi que havia sido ignorante, mesmo por ter chegado na metade do ano, ele me entendeu e me ajudou, não merecia que alguém tratasse ele desse jeito, quando tudo o que ele faz é ajudar.

- Tudo bem, Henrique. Não está mais aqui quem falou, você deveria prestar atenção e perceber quem realmente te quer. - Disse se levantando.

Eu realmente não entendia o que ele queria dizer de vez em quando, mas ele tinha razão, eu não deveria ficar me lamentando e escrevendo no diário como tentativa de expulsar para fora o quão triste eu estava.

- Não Gus, espera. - Disse me levantando em um pulo e pegando na mão do mesmo, senti um frio na barriga e uma sensação de borboletas no estômago quando o mesmo para bruscamente para me olhar.

- Eu vim te chamar para voltar para a sala, o restante já está lá também, apenas esperando o intervalo acabar, você vem? - Perguntou olhando para a nossa mão que ainda estavam juntas e depois para mim me deixando envergonhado.

- S-si-sim. - Minha voz havia falhado e eu estava claramente com vergonha, apenas tirei minha mão da dele e comecei a acompanhá-lo para a sala.

O Gustavo era um garoto bonito, seus olhos eram uma mistura de verde com castanho claro, e seus cabelos caídos para os olhos que davam um enorme charme e o deixava bastante atraente.

Caminhávamos em silêncio em direção a sala, quando vejo que no corredor da sala estavam eles, Camila e o Eduardo se beijavam no armário do corredor, automaticamente meus olhos se encheram de lágrimas, eu não queria ter visto isso, por mais que eu negasse, ver eles juntos ainda me machucava, eu não queria continuar com o caminho e eu não ia.

Estava prestes a voltar quando sinto uma mão apertar a minha me fazendo continuar o caminho até o destino final, era o Gustavo, ele segurava fortemente a minha mão enquanto a outra estava dentro do bolso da calça, eu acharia sexy se o cenário e a ocasião fosse outra.

Estávamos atraindo olhares de várias pessoas que se encontrava no corredor, e não foi diferente com a Camila e o Eduardo, o olhar do Eduardo tinha mudado, ele agora se encontrava pálido e eu diria até que com raiva, quando levanto o olhar para o gustavo e o mesmo parecia calmo, apenas olhando para frente e eu também faria isso. Ao passar por eles e chegar finalmente na porta da sala, escutei um sussurro do Gustavo que me fez arder em chamas.

- Enquanto eu estiver com você, não irei deixar nada te machucar. - Disse para mim ainda de mãos dadas me fazendo corar e me arrancando um riso fraco.

Isso não poderia estar acontecendo, eu estava com esse sentimento de novo e não estou preparado para sofrer mais uma vez, eu acho que estou me apaixonando novamente.

Capítulo 2 Festa de comemoração

06 de Fevereiro de 2014, 18:25 da noite.

Hoje é a festa de comemoração do início das aulas do nosso último ano do ensino médio e amanhã finalmente começará as aulas, eu esperava ansioso para o começo das aulas, mas precisamente para o início dos treinos de basquete, queria ver meu namorado jogando novamente.

Eu estava quase pronto para a festa, quando uma batida na porta me fez olhar para o relógio ver que se eu demorasse um pouco mais, eu iria atrasar.

- Entra. - Eu disse terminando de arrumar o meu cabelo, dando uma última enrolada.

No começo pensei que era a minha mãe até o meu namorado passar pela porta me fazendo dar um grande sorriso.

- Você tá tão lindo amor, não que já não seja. - Disse Eduardo me pegando pela cintura e iniciando um beijo.

O beijo era lento do jeito que eu gostava e principalmente agora quando ele dava leves apertões em minha cintura e puxava meus cabelos levemente, mas como diz o ditado tudo o que é bom dura pouco, o beijo foi finalizado com um selinho e o mesmo disse sussurrando.

- Se a gente não tivesse atrasado, eu te foderia aqui e agora. - Disse me olhando e dando um sorriso malicioso.

- Mas como estamos, não vai acontecer nada, agora vamos que já estamos atrasados. - Eu disse pegando na mão do mesmo.

O lugar onde a festa irá acontecer, ficava a 30min de carro da minha casa, descendo as escadas, vejo que meus pais estão sentados no sofá da sala conversando quando me aproximo e digo.

- Bença mamãe, Bença papai. - Falei beijando a bochecha de ambos e saindo para a porta.

- Deus te abençoe. - Responderam em uníssono. - Juízo meninos, e não volte tarde que amanhã começam as aulas. - Disse minha mãe ao lado do meu pai na frente da porta.

- Tchau sogrinha e sogrinho, trarei ele antes das 23:00. - Disse Eduardo abrindo a porta do carro e me dando passagem para entrar, quando os meus pais concordaram.

Eduardo já se encontrava com os seus dezoito anos e em breve, nesse mesmo ano, ele fará seus dezenove, ele já era habilitado e como presente de dezoito anos, os seus pais lhe deram um carro.

Namoramos desde o primeiro ano do ensino médio, em breve faremos dois anos de namoro, e nesses dois anos ele tem me feito muito feliz, Eduardo se assumiu bissexual no primeiro ano do ensino médio, que foi quando nos conhecemos e um ano antes eu tinha me assumido gay, quando começamos a conversar e dois meses depois ele me pediu em namoro.

- Você tá tão calado, nem parece meu namorado tagarela que não para de falar. - Disse me tirando dos meus pensamentos.

Ele estava muito sexy, dirigia apenas com uma mão enquanto a outra estava na minha coxa, ele era muito lindo e eu realmente o amava bastante.

- Se continuar a me olhar assim, serei obrigado a parar esse carro em uma esquina deserta e te comer dentro desse carro!

- Eu pensando no quanto eu te amo e você aí, pensando em me comer, o que deu em você hoje hein?

- Testosterona a mil gatinho, e eu também te amo, te amo demais. - Disse me dando um selinho e prestando atenção no trânsito.

Havíamos chegado nos 30 minutos certinho, e é claro, a festa já havia começado. De longe pude avistar a Claryssa e o Lucas perto da mesa de bebidas, meus dois amigos de infância e decidi ir até eles.

- Amor, meus amigos estão perto da mesa de bebidas, eu irei até eles. - Falei para o Eduardo e ele apenas balançou a cabeça e seguiu em direção aos seus amigos.

Meus amigos evitavam estarem no mesmo lugar que o Eduardo, desde o começo do nosso namoro, meus amigos não gostaram do Edu, de acordo com eles, ele tinha cara de quem não prestava e que mais cedo ou mais tarde ele iria acabar me machucando, mas nunca devemos julgar um livro pela capa então simplesmente ignorei.

- É claro que eu encontraria vocês aqui. - Disse, despertando a atenção deles para mim.

- Henry, meu velho amigo, você está nos chamando de alcoólatras? - Perguntou Lucas com um ponche na mão enquanto a Clary me dava um abraço.

- Até onde eu lembre, você tem um péssimo histórico com álcool e só tem apenas dezessete. - Eu falei sorrindo.

- E cadê aquele seu namorado bissexual jogador gostoso que não gostamos? - Perguntou clary.

- Ele está com os amigos dele, já que eu disse que ficaria com vocês.

- Correu um boato que chegou uma novata na escola e ela veio para a festa já que mora perto do João. - Disse Lucas mudando de assunto que provavelmente acabaria em discussão.

- E você já viu ela? - Perguntei chamando a atenção deles para mim.

- Não, mas amanhã veremos se é verdade, já que ela também é do último ano.

Apenas concordamos com a cabeça e aproveitamos a festa, a nossa primeira festa do ano, não tinha visto o Edu desde que chegamos, mas logo eu iria atrás dele porque já era 22:00 da noite e eu não podia chegar tarde.

Me despedi dos meus amigos e fui procurar o Eduardo e o encontrei com os seus amigos e uma garota que me olhou dos pés à cabeça com uma cara de nojo.

- Oi, você pode me levar para casa? - Perguntei e o mesmo fechou o sorriso e não entendi.

- Sim, Vamos. - Falou se levantando. - Tchau pessoal. - Disse se despedindo e dando uma encarada na menina.

Eu nunca tinha visto ela na escola, provavelmente era ela a aluna nova que era muito bonita por sinal, ao chegarmos em frente a minha casa, ficamos um bom tempo em silêncio e já estava ficando chato, quando eu disse:

- Nos vemos amanhã, okay? - Perguntei dando um beijo na bochecha do Edu.

- Sim, nos veremos amanhã. - Disse, me dando um selinho longo.

Ao sair do carro, já em frente a porta, dei um longo suspiro, ele não era de ficar calado comigo, talvez seja nervosismo pelo primeiro dia de aula de amanhã, não queria pensar muito eu apenas confiaria, e sobre a garota, ela é uma heather.

Heather- Considerada uma garota muito bonita.

Capítulo 3 Primeiro dia de aula

Hoje eu acordei mais cedo do que esperava, ainda eram 04:50 da manhã e o despertador estava programado para às 05:50, e as aulas começavam apenas às 07:00, maldita ansiedade. Eu estava bastante ansioso, mesmo sabendo que nada mudaria naquela escola, apenas os nossos professores e talvez alunos novos, ou a aluna nova na minha turma esse ano.

Fiquei sentado na cama esperando a preguiça passar para começar a minha higiene e a me arrumar adequadamente para a escola, o tempo foi passando e quando olhei já era 05:15, rapidamente me levantei e fui em direção ao banheiro e ao parar em frente do espelho pude observar minhas olheiras que estavam um pouco fundas, consequências de uma noite de sono mal dormida. Ao entrar no box e finalmente tomar coragem para ligar o chuveiro, a água gelada caía em meu corpo me fazendo relaxar, depois de me enxaguar, finalmente sai do banheiro, tinha se passado apenas quinze minutos, ainda era 05:30.

Ao colocar meu uniforme e passar um pó compacto para disfarçar as olheiras que teimava em aparecer quando um toque me chama atenção, e eu sabia o que era, era o meu celular tocando indicando que chegou mensagem, e apressadamente fui ver quem era, e um sorriso tomou conta do meu rosto.

Meu amor.

Online.

- Que o seu dia seja tão belo quanto você, te vejo na escola.

Aquela mensagem fez meu coração aquecer e pular de alegria, eu realmente o amava.

- Bom dia meu amor, eu serei o de uniforme. Te vejo na escola.

- Você foi muito convincente, tchau, até lá.

Offline.

Tinha outras mensagens também, mas não era muito importante, eram só os meus amigos e algumas pessoas aleatórias da minha família. Ao guardar o celular no bolso da calça, desço a escada e vou diretamente para a cozinha e acabo encontrando a minha mãe sentada na mesa bebericando o seu café.

- Bom dia meu doce, nem seis da manhã é ainda e você já está pronto. - Falou tirando a atenção do celular que estava em sua mão.

- Na verdade já são seis, mãe. - Eu disse indo em direção ao armário para pegar o cereal.

- Mesmo assim você já está pronto, o que é um milagre.

- Não dormi direito essa noite passada, amanheci com olheiras horríveis!

- Eu tenho pó caso queira para disfarçar. - Falou voltando a atenção para o celular.

- Valeu mamãe, mas eu ainda tenho pó. - Falei derramando o cereal e o leite numa pequena tigela de vidro.

- Hoje eu irei levar você, seu pai saiu mais cedo hoje, ele tem uma cirurgia de emergência para fazer. - Ela disse se levantando e indo colocar a sua xícara na pia.

- Tudo bem, mas e você? Não vai para a clínica hoje não?. - Perguntei com a boca cheia

- É falta de educação falar de boca cheia, amor. E não, não irei para a clínica hoje, vou na ginecologista saber se é normal a ausência da minha menstruação.

- Não se preocupe mamãe, é normal ou cesárea. - Eu falei e acabei gargalhando e com a minha mãe não foi diferente, eu amava os momentos de mãe e filho que tínhamos.

Ao me assumir gay, no começo meus pais ficaram em choque, passaram mais de uma hora calados sem ter o que falar, mas no final, ambos me abraçaram e me deram amor e apoio.

Meu pai era cirurgião geral e minha mãe nutricionista, nós temos uma vida boa, eu estudo em uma escola considerada elite e não é querendo me gabar, mas sou bastante inteligente e prometo dar orgulho aos meus pais.

- Querido, estou vendo que você já está quase terminando o seu café, se apresse para escovar os seus dentes ou iremos nos atrasar. - Disse indo em direção ao banheiro que tinha na cozinha.

Corri novamente para o meu quarto, e assim que entrei no banheiro fui logo pegando minha escova e pasta de dente, eu escovava os dentes de um modo frenético, como se minha vida dependesse disso, assim que cuspi, pude observar vestígios de sangue, provavelmente machuquei de novo as minhas gengivas com o jeito rápido que eu escovava, eu tinha que parar de ser assim, se eu passasse enxaguante bucal e fio dental, eu ia me atrasar, então optei por fazer na volta. Ao chegar no final da escada, a minha mãe já estava na porta à minha espera.

- Podemos ir agora magestade? - Perguntou minha mãe rodando a chave do carro.

- Sim, bela rainha. Podemos ir aonde você desejar. - Eu disse sorrindo.

- Meu desejo agora, é que você vá para a escola para que eu possa fazer minhas coisas. - Disse me puxando para fora de casa.

- Seu desejo é uma ordem. - Eu disse enquanto ela ligava e entrava no carro.

Ligo o meu celular e conecto o fone de ouvido, minha mãe não era muito de conversar enquanto dirigia, ela se concentrava bastante, porque uma vez enquanto conversávamos ela se distraiu e quase bateu o carro, desde então, nossos passeios de carros são silenciosas, e eu não achava ruim, eu gostava de silêncio. Decidi abrir as conversas que eu não tinha visualizado mais cedo, começando pela as da Claryssa.

Doce Clary

Offline.

- Descobri que o nome da garota nova é Camila, será que ela gostará da gente?

- Duvido muito que goste, tive um pequeno encontro com ela ontem na festa, ela estava com o João, o Edu e outros amigos dele.

Eu visualizei as mensagens dos meus parentes e não passava de mensagens de bom dia e outras tentando me convencer a me converter para o cristianismo, pois de acordo com eles eu era uma abominação, e que eu queimaria no fogo do inferno, mais desejo luz a todos e que Deus cure o coração amargurado de todos eles.

Não demorou muito para chegarmos ao colégio, já que ficava a quinze minutos da minha casa até a escola.

- Você vai ficar bem, meu amor? - Perguntou minha mãe alisando o meu rosto.

- Não se preocupe, mãe, eu ficarei bem.

- Então quando acabar a aula, me ligue que venho lhe buscar ou você pode pedir para o Edu levar você de volta. - Falou me puxando para me dar um beijo na bochecha.

Saí do carro e em frente da escola estava Lucas e Claryssa, esses dois não me enganavam, uma hora ou outra, eles vão acabar namorando.

- Você não respondeu a minha mensagem, posso saber o porquê? - Perguntou a Clary cruzando os braços.

- Na verdade eu respondi sim, mas você já não estava mais online. E eu conheci a aluna nova na festa ontem a noite, ela estava com os meninos e me olhou como se ela estivesse com nojo. - Falei fazendo careta e me lembrando da cara de metida da aluna nova.

- Talvez seja só impressão sua, você é muito amorzinho para alguém te olhar assim. - Falou Lucas e Claryssa concordou.

Ficamos cerca de 05 minutos parados na frente da escola, mas não éramos os únicos, como hoje era o dia apenas do terceiro ano, todos os rostos eram conhecidos por mim, já que era do ano passado também.

Procurei pelo Eduardo e não o encontrei, talvez ele não tenha chegado ainda, mas avistei o João, ele era o melhor amigo dele desde que conheci eles, talvez ele tenha notícias do Eduardo.

- Gente, vou falar com o João já volto.

- Vê se você não se encanta e fica lá, volta mesmo para conversar com a gente. - Falou Lucas se aproximando mais de Claryssa.

- Não precisa de drama, é claro que eu irei voltar para ficar com vocês. Mas antes preciso saber de uma coisa, vocês estão ficando ou algo assim? - Perguntei e percebi que a Claryssa tinha ficado vermelha como um camarão, então eles tinham algo.

- Sobre isso.. - Lucas tinha a mão atrás da cabeça e ele sempre ficava assim quando queria falar algo mas não sabia como.

- Eu não sei como te contar, mas... - Antes de terminar a frase, Claryssa interrompeu terminando o que lucas ia falar.

- Estamos ficando sério, mas não sabíamos como falar. - Falou rapidamente que só alguém que a conhece bem entenderia.

- Assim como vocês me apoiaram, eu irei apoiar vocês em tudo, em qualquer decisão e uma hora isso ia acontecer, eu estava pensando sobre vocês assim que saí do carro, espero que comecem a namorar logo, agora estou indo.

- Obrigada, é por isso que você sempre será nosso melhor amigo fêmea. - Claryssa disse sorrindo e encostando a cabeça no peito de Lucas.

- Melhor amigo fêmea, só vocês mesmo!

Eu sempre soube que uma hora eles iam começar a ficar, e eu amava eles juntos, eles juntos passavam uma sensação de paz, um completava o outro e eu queria ser assim com o edu também. Ao me aproximar do João, ele estava com uma cara desconfiada de como quando você quebra um vaso ou o copo preferido da sua mãe ou quando você acoberta um amigo que fez besteira.

- Oi, João. Você sabe me dizer se o Eduardo já chegou? - Perguntei enquanto ele olhava de um lado para o outro.

- Henry, como você está? Nem falei com você ontem. Eu não sei onde o Edu tá, acho que não chegou ainda. - Falou coçando a cabeça.

- Estou bem, João. Hum, tá okay, muito obrigado. - Falei sorrindo e indo em direção aos meus amigos.

A atitude do João foi bastante estranha, e isso eu não poderia negar. E eu estava novamente criando coisas que não existiam, eu sei que ele me contaria se algo estivesse acontecendo com o Eduardo, será que ele se machucou?, não, ele teria me enviado uma mensagem.

Assim que cheguei no lugar em que os meus amigos estavam, o sinal da escola foi tocado e ao adentrar na escola, fomos instruídos pela vice-diretora a seguir para a quadra da escola e lá estava a diretora Alcione e alguns professores que até então eram desconhecidos por mim.

- Então, hoje vocês iniciam uma nova jornada das vidas de vocês, o último ano do ensino médio. Alguns esperavam por isso e outros talvez não, nesse ano vocês descobriram o curso que querem e em que faculdade querem. Várias opções serão mostradas e esse ano será o ano do autoconhecimento, o meu conselho para vocês é que estudem e qualquer dúvida que surgir, perguntem aos professores que eles ajudaram. E é isso, a sala de vocês será a do terceiro corredor, sala 26. Agora será as apresentações dos professores. - Disse a diretora Alcione.

- Olá meus queridos, meu nome é Elizabeth e eu serei a professora de português de vocês. - Falou uma baixinha com óculos de garrafa passando o microfone.

A apresentação seguiu e eu procurei o Eduardo por toda parte, já era de se esperar que ele só chegasse depois das apresentações. Assim que acabou a apresentação, fomos levados pelo coordenador para a nossa sala que lá ele passaria os horários das aulas.

Estava sentado na primeira cadeira da frente quando vejo o Eduardo, João e a Garota nova chegarem juntos, será que eles estavam juntos?, várias perguntas surgiram em minha mente, mas não liguei muito, eu confio no namorado que tenho.

- Pensei que você fosse fazer barraco. - Sussurrou Claryssa atrás de mim.

- Eu não sou desse tipo e você sabe disso. - Falei me virando para trás e no mesmo instante o coordenador pede atenção e começa a entregar os nossos horários das aulas e matérias extracurriculares, entre elas estavam a dança, que todo ano recrutavam meninas e meninos do segundo e terceiro ano para dançar nas festividade que acontecia na escola, a outra era um módulo de biologia que não fazia parte das nossas aulas, e a última era de química avançada.

Um papel para a inscrição foi dado para cada um, era possível ouvir os murmúrios dos alunos que não tinham gostado das opções, mas a direção da escola não se importava. Uma voz me chamou a atenção quando falou:

- Você vai ficar muito gostosa na roupa das meninas da dança. - Falou a voz quase inaudível por conta do barulho, mas ainda sim dava para ouvir. Era a voz dele, era a voz do Edu e eu tinha certeza que não estava louco, mas o mesmo estava olhando para o papel enquanto a Camila sorria, é, talvez tenha sido coisa da minha cabeça.

Cinco minutos foi tempo o suficiente para preencher a ficha de inscrição e logo em seguida, os professores passaram entregando a lista de assuntos que seriam dado por eles e os que mais caem no vestibular. Eu estava empolgado, esse ano seria o melhor para mim, além de fazer dois anos com o Edu, o tão esperado vestibular ia acontecer.

Os livros foram entregues, pagamos os livros no dia em que os nossos pais iam pagar a rematrícula e só pegamos os no primeiro dia de aula, o bom é que não carregamos peso, já que tínhamos armários para guardar, uma coisa estilo estados Unidos, mas não é de menos já que é uma escola particular.

Fomos dispensados às 11:30, e enquanto eu arrumava minha bolsa o Edu tinha saído com os livros, provavelmente para guardá-los. Arrumei apressadamente minha bolsa, meus amigos perceberam já que eu não havia me despedido deles, falta de educação, eu sei, mas queria ficar um pouco ao lado do meu namorado.

Assim que me aproximei, meus olhos arderam quando vi que a Camila estava encostada com a mão em seu peito, eu não tinha gostado do que tinha visto.

- Oi amor. - Disse me aproximando e vendo a Camila tirar a mão bruscamente do peito do Eduardo. Dei um beijo calmo e lento que não foi retribuído, algo tinha acontecido, ele sempre retribuía os meus beijos.

- Oi, Henrique. - Falou num tom seco.

- Você poderia me levar para casa? - Perguntei olhando para o lado.

- Sim, eu posso. Tchau Cami.

Seguimos para o carro dele que estava estacionado na frente da escola, já que o estacionamento era apenas para os professores. Assim que sentei no banco do carro, percebi que estava mais deitado e eu não tinha deixado ele assim na noite passada.

- Porque o banco está assim se eu não deixei ele assim na noite anterior? - Perguntei desconfiado.

- Eu dei uma carona para o João hoje, e ele é bastante folgado. - Falou e eu sabia que ele estava mentindo.

- Mas o João falou que não sabia onde você estava quando perguntei a ele hoje de manhã na escola.

- É porque tive que voltar e levar minha mãe ao médico. - Ele falou suspirando.

- Mas ela tem o carro dela, então ela iria dirigir não?.

- O carro dela quebrou, vai ficar de perguntinha mesmo? Porra, você tá chato hoje. - Falou batendo no volante.

- Não está mais aqui quem falou, e não precisa falar desse jeito comigo, se você não quer me dizer quem estava com você, tudo bem Eduardo. Não precisa me contar tudo, só não minta para mim. - Falei virando o rosto e sentindo as lágrimas querendo chegar.

- Me desculpa, minha mente está confusa, me desculpa.

O restante da viagem foi silencioso, nenhum de nós dois abrimos a boca para falar, eu estava magoado com ele, ele nunca falou daquele modo comigo, mas poderia ser apenas um dia ruim como todos nós temos. Assim que chegamos em casa o convidei para entrar e fomos em direção ao meu quarto e ele logo se jogou na minha cama.

Tomei um banho e me deitei ao seu lado, como estávamos acostumados a fazer.

- Independente de tudo, você é muito especial para mim. - Eduardo falou do nada me fazendo levantar a cabeça e o beijar.

O beijo se iniciou lento, ele no começo exitou, mas cedeu e acabou me beijando, subi em seu colo e comecei a tirar a sua camisa e ele estava fazendo a mesma coisa, seu membro estava ficando duro e eu sentia meu corpo em chamas, quando o seu celular tocou e rapidamente ele visualiza a mensagem e diz.

- Eu tenho que ir, amanhã nos encontraremos novamente. - Falou vestindo sua camisa e indo embora.

O acompanhei até a porta e fiquei lá até o carro sumir da minha visão, ele não estava bem mesmo.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022