Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Bilionários > Herdeira Desprezada, Vingança Conquistada
Herdeira Desprezada, Vingança Conquistada

Herdeira Desprezada, Vingança Conquistada

Autor:: Jin Nian
Gênero: Bilionários
A música explodia na minha festa de dezoito anos, mas para mim, tudo era um sussurro distante. Era para ser o meu dia, mas quem brilhava era Ana Lúcia, a bolsista que meu padrasto e o filho dele, Pedro, adoravam exibir como um troféu. O pesadelo começou quando Ana Lúcia "tropeçou" e derramou champanhe, logo acusando: "Acho que a Sofia ainda está brava comigo. Ela me empurrou." Todos os olhares se viraram para mim. Meu padrasto, Sr. Mendes, me humilhou publicamente, ameaçando: "Peça desculpas a ela. Agora. Ou você pode esquecer sua mesada este mês. E o carro que eu prometi." Pedro, cego pela falsidade dela, me atacou com ódio: "Você é inacreditável! Ana Lúcia é uma pessoa boa, ela não merecia ser tratada assim por você." Para completar a farsa, a mãe dela apareceu, contando uma história comovente, enquanto Ana Lúcia mostrava um arranhão falso. A raiva subiu à minha garganta, a um ponto onde não pude mais conter. Com um grito, lancei-me contra Pedro, empurrando-o com toda a força. Ele cambaleou e caiu no bolo, mas em sua fúria, me empurrou de volta com força brutal. Minha cabeça bateu na quina de uma mesa, e o sangue começou a escorrer. Ali, prostrada, com o vestido manchado de creme e sangue, a dor física era intensa, mas a dor da traição e da solidão era pior. Como pude ter sido tão cega? Era a hora de a verdadeira rainha da casa intervir e colocar ordem.

Introdução

A música explodia na minha festa de dezoito anos, mas para mim, tudo era um sussurro distante.

Era para ser o meu dia, mas quem brilhava era Ana Lúcia, a bolsista que meu padrasto e o filho dele, Pedro, adoravam exibir como um troféu.

O pesadelo começou quando Ana Lúcia "tropeçou" e derramou champanhe, logo acusando: "Acho que a Sofia ainda está brava comigo. Ela me empurrou."

Todos os olhares se viraram para mim.

Meu padrasto, Sr. Mendes, me humilhou publicamente, ameaçando: "Peça desculpas a ela. Agora. Ou você pode esquecer sua mesada este mês. E o carro que eu prometi."

Pedro, cego pela falsidade dela, me atacou com ódio: "Você é inacreditável! Ana Lúcia é uma pessoa boa, ela não merecia ser tratada assim por você."

Para completar a farsa, a mãe dela apareceu, contando uma história comovente, enquanto Ana Lúcia mostrava um arranhão falso.

A raiva subiu à minha garganta, a um ponto onde não pude mais conter.

Com um grito, lancei-me contra Pedro, empurrando-o com toda a força.

Ele cambaleou e caiu no bolo, mas em sua fúria, me empurrou de volta com força brutal.

Minha cabeça bateu na quina de uma mesa, e o sangue começou a escorrer.

Ali, prostrada, com o vestido manchado de creme e sangue, a dor física era intensa, mas a dor da traição e da solidão era pior.

Como pude ter sido tão cega?

Era a hora de a verdadeira rainha da casa intervir e colocar ordem.

Capítulo 1

A música alta e as risadas enchiam o salão luxuoso da mansão, mas para Sofia, tudo soava distante e abafado. Era sua festa de aniversário de dezoito anos, um evento que seu padrasto, o Sr. Mendes, e o filho dele, Pedro, insistiram em organizar. Eles disseram que era para celebrar sua entrada na vida adulta, mas Sofia sentia que a festa era mais para eles do que para ela. O centro das atenções, na verdade, era outra pessoa.

Ana Lúcia, a bolsista que a família "apadrinhava", brilhava em um vestido caro, um presente do Sr. Mendes. Ela se movia entre os convidados com uma graça ensaiada, recebendo elogios e sorrisos, enquanto Sofia estava encostada perto da mesa de bebidas, sentindo-se uma estranha em sua própria casa.

A relação era clara para todos: Ana Lúcia era a protegida, a menina pobre e talentosa que o Sr. Mendes e Pedro adoravam exibir como um troféu de sua generosidade. Sofia, a filha da verdadeira dona de tudo aquilo, era apenas um detalhe inconveniente na paisagem.

O conflito que estava se formando há meses finalmente explodiu quando Sofia tentou pegar uma taça de champanhe. Ana Lúcia, passando por perto, "tropeçou" e derramou a bebida no chão, perto dos pés de Sofia.

Imediatamente, ela começou a chorar.

"O que foi, Ana?" Pedro correu para o lado dela, o rosto cheio de preocupação.

"Não foi nada, Pedro", disse Ana Lúcia com a voz trêmula, olhando para Sofia com os olhos cheios de lágrimas. "Acho que a Sofia ainda está brava comigo. Ela me empurrou."

A música parou. Todos os olhares se voltaram para Sofia. O ar ficou pesado, carregado de acusações silenciosas. Sofia ficou paralisada, a taça ainda na mão. Ela não havia tocado em Ana Lúcia.

"Sofia!" A voz do Sr. Mendes cortou o silêncio, dura e fria. "Eu não posso acreditar que você fez isso. Na sua própria festa?"

"Eu não fiz nada", respondeu Sofia, sua voz saindo mais baixa do que ela pretendia. "Ela está mentindo."

"Mentindo?" Pedro riu, um som feio e debochado. "Ana Lúcia nunca mente. Você sempre teve ciúmes dela, desde o dia em que ela chegou aqui. Ciúmes porque ela é talentosa, porque meu pai e eu gostamos dela."

A humilhação era pública, servida fria para todos os convidados. Amigos da escola, parentes distantes, todos a olhavam com uma mistura de pena e desaprovação. Ela era a vilã da noite.

"Peça desculpas a ela. Agora", ordenou o Sr. Mendes, seu rosto vermelho de raiva. "Ou você pode esquecer sua mesada este mês. E o carro que eu prometi."

Sofia olhou para o rosto choroso e falsamente vulnerável de Ana Lúcia, depois para Pedro, que a defendia com uma fúria cega, e para seu padrasto, um homem que ela nunca sentiu que a amava de verdade. Ela sentiu uma náusea. Ameaçá-la com dinheiro, como se isso pudesse comprar sua dignidade.

Ela sabia a verdade sobre aquela família. Uma verdade que eles escondiam sob a fachada de riqueza e poder. O Sr. Mendes, cujo nome verdadeiro era José Silva, não era o dono de nada. Ele era apenas um dos muitos parceiros de sua mãe, Dona Clara, a verdadeira matriarca, a mulher que construiu o império que eles desfrutavam. E Pedro não era seu irmão, era apenas o filho de José de um relacionamento anterior. Sua mãe, Dona Clara, a verdadeira dona da casa e da fortuna, estava supostamente doente e viajando para tratamento, uma mentira conveniente que José usava para controlar tudo.

Sofia baixou os olhos, não por vergonha, mas para esconder a chama de desprezo que sentia. Ela não ia dar a eles o prazer de uma briga. Ainda não.

Mais tarde, enquanto a festa continuava com um clima tenso, Sofia encontrou Ana Lúcia sozinha perto da varanda. A outra garota tinha parado de chorar e agora a olhava com um sorriso vitorioso.

"Você viu? Eles me amam mais do que a você", disse Ana Lúcia, a voz baixa e cheia de veneno. "Seu padrasto, seu 'irmão'. Eles me defendem. Eles me dão tudo."

Sofia permaneceu em silêncio.

Ana Lúcia se aproximou, o sorriso se alargando. "Eu vou conseguir tudo, Sofia. Esta casa, o dinheiro, o status. Eu vou ser a verdadeira herdeira desta família, e você não vai ser nada. Eles já me preferem. É só uma questão de tempo até que eles percebam que você não serve para nada."

Sofia finalmente levantou o olhar e encarou Ana Lúcia. Para a surpresa da outra, não havia lágrimas nem raiva em seus olhos, apenas um frio e divertido desprezo.

"Você realmente acredita nisso?", Sofia perguntou, a voz calma. "Você acredita que um motorista e o filho dele têm algum poder nesta casa?"

O sorriso de Ana Lúcia vacilou. "Do que você está falando?"

"Você é ambiciosa, Ana Lúcia, mas é burra", continuou Sofia, dando um passo à frente. "Você acha que o poder aqui vem do José ou do Pedro? Eles são apenas peões. A rainha não está no tabuleiro agora, mas ela ainda é a dona do jogo. E quando ela voltar, você e sua mãe interesseira vão ser as primeiras a serem varridas para fora."

Sofia sorriu, um sorriso genuíno pela primeira vez na noite. "Aproveite a festa. Pode ser a sua última nesta casa."

Ela se virou e deixou Ana Lúcia na varanda, pálida e confusa. A batalha havia apenas começado, e Sofia sabia exatamente qual peça moveria a seguir.

Capítulo 2

Sofia voltou para o salão, onde o clima de festa tentava se reerguer, mas a tensão ainda era palpável. Os convidados a olhavam de soslaio, sussurrando entre si. Ela podia sentir os olhares como pequenos toques em sua pele, julgando-a, condenando-a. Ela ignorou, mantendo a cabeça erguida. A calma que sentia por dentro era sua armadura.

Pedro se aproximou dela, o rosto ainda fechado. "Você não pediu desculpas."

"Eu não tenho pelo que me desculpar", respondeu Sofia, pegando um copo de água.

"Você é inacreditável", disse ele, balançando a cabeça. "Sempre mimada, sempre achando que o mundo gira ao seu redor. Ana Lúcia é uma pessoa boa, ela não merecia ser tratada assim por você."

"Você não sabe nada sobre ela, Pedro. E sabe menos ainda sobre mim", retrucou Sofia, a voz baixa, mas firme.

Antes que Pedro pudesse responder, uma nova comoção começou perto da entrada. Uma mulher de meia-idade, vestida de forma simples, mas com uma expressão de sofrimento no rosto, entrou apressadamente no salão. Era Dona Isabel, a mãe de Ana Lúcia.

"Minha filha! O que aconteceu com a minha filha?", ela exclamou, correndo em direção a Ana Lúcia, que imediatamente voltou ao seu papel de vítima, abraçando a mãe e começando a soluçar.

"Mãe, a Sofia... ela me odeia", choramingou Ana Lúcia.

Dona Isabel olhou para Sofia com olhos acusadores. "Como você pôde? Nós somos tão gratas a esta família por tudo que fazem por nós, e é assim que você trata minha filha? Com violência? Com desprezo?"

A cena era perfeitamente orquestrada. A mãe e a filha, duas pobres vítimas da herdeira rica e malvada. Os convidados, já predispostos a acreditar na farsa, murmuravam em concordância.

"Isso é um absurdo", disse Sofia, sua paciência se esgotando. "Ninguém tocou nela."

"Ah, não?", disse Ana Lúcia, mostrando o braço para todos. Havia um arranhão fino e vermelho em sua pele. "E o que é isso, então?"

Sofia olhou para o arranhão. Era tão obviamente falso, provavelmente feito pela própria unha de Ana Lúcia, mas na penumbra da festa, para uma plateia disposta a acreditar, era uma prova irrefutável.

"Você é uma mentirosa", disse Sofia, a raiva finalmente subindo à sua garganta. "Você está fazendo isso de propósito para me incriminar."

"Eu? Por que eu faria isso?", Ana Lúcia disse, a voz cheia de falsa inocência. "Eu só quero ser sua amiga. Mas você me empurra, me acusa... você está me deixando deprimida, Sofia."

A acusação de causar depressão foi a gota d'água. Pedro, cego pela manipulação, deu um passo à frente, o dedo apontado para Sofia.

"Já chega! Você está sendo cruel e patética! Você tem tudo, e ainda assim tem inveja de alguém que não tem nada. Você me dá nojo!"

A raiva de Sofia explodiu. Ela não ia mais ficar parada ouvindo aquelas mentiras. Em um movimento rápido e inesperado, ela deu um passo para o lado e chutou com força a perna da mesinha de apoio ao lado de Pedro. A mesinha virou, e Pedro, desequilibrado, caiu para trás, aterrissando de costas no enorme bolo de aniversário de três andares.

Creme e recheio de frutas voaram para todos os lados. O silêncio chocado foi seguido por gritos e risadas nervosas.

Pedro se levantou, coberto de bolo, o rosto uma máscara de fúria e humilhação.

Sofia o ignorou e se virou para Ana Lúcia, que a olhava com espanto. "Você quer um show? Então vamos ter um show de verdade."

Dona Isabel, a mãe de Ana Lúcia, correu para a frente, colocando-se entre as duas meninas. "Parem com isso! Minha filha é sensível! Vocês não veem o quanto ela está sofrendo?"

Ela começou a narrar uma história triste e comovente sobre as dificuldades que elas passaram, sobre como Ana Lúcia era uma menina boa e estudiosa que só queria uma chance na vida. Ela falava alto, para que todos os convidados pudessem ouvir, pintando um quadro de pobreza e virtude, em contraste com a riqueza e a maldade de Sofia.

Os convidados, manipulados pela performance, começaram a gritar coisas para Sofia.

"Vergonha!"

"Menina mimada!"

"Peça perdão!"

Sofia olhou ao redor, para os rostos zangados e acusadores. Ela viu seu padrasto, José, tentando acalmar alguns convidados importantes, o rosto pálido de preocupação com sua imagem social. Viu Pedro, ainda pingando bolo, olhando para ela com ódio puro. E viu Ana Lúcia e Dona Isabel, abraçadas, trocando um olhar rápido e vitorioso por cima do ombro uma da outra.

Naquele momento, em meio ao caos, Sofia sentiu uma clareza cortante. Eles não eram sua família. Eram inimigos dentro de sua própria casa. E ela não ia mais jogar o jogo deles.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022