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Herdeira Renascida: A Esposinha do CEO

Herdeira Renascida: A Esposinha do CEO

Autor: PageProfit Studio
Gênero: Romance
No dia em que deveria ser o mais feliz da sua vida, ela foi traída pelo noivo e pela meia-irmã - e pagou com a própria vida. Mas o destino não havia terminado com ela. De volta, com a memória intacta e uma frieza que a traição lhe ensinou, ela não veio para perdoar. Veio para vencer. Com uma inteligência financeira afiada e uma determinação inabalável, constrói seu próprio império do zero - e desta vez, não deve nada a ninguém. O problema é que ascender ao topo tem um preço. Ela chama a atenção de um CEO tão poderoso quanto imprevisível - frio, calculista, acostumado a conseguir tudo o que quer. E o que ele quer, agora, é ela. Vingança ela já escolheu. Mas e quando o homem mais perigoso que já cruzou seu caminho decide que ela será sua esposa?
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Capítulo 1 Um

Hoje era para ser o grande dia-Ethan, herdeiro do Grupo Carter, iria se comprometer com Faye Hawthorne, a herdeira da Joalheria Hawthorne. Um par absolutamente perfeito, a união dos sonhos desenhada pela elite mais seleta de Leston. Duas das maiores potências do mercado de luxo fundindo seus impérios em um só.

Contudo, dentro da propriedade Hawthorne-

"Mara, siga meu plano mais tarde. O nosso futuro depende exclusivamente do que vai acontecer esta noite," murmurou Ethan, com sua voz grave e sedutora que transmitia um charme perigoso.

"Mhm. Eu sei. Tive que aturar ela por anos. No segundo em que ela estiver morta, finalmente vou me livrar da sombra dela, e nada mais vai se colocar entre nós dois... Ethan, eu te amo tanto," sussurrou Mara docemente, embora suas palavras estivessem completamente impregnadas de um veneno purulento.

"Muito bem. Eu também te amo."

...

Do lado de fora da porta, Faye estava paralisada, tremendo por inteiro. Ela mordeu seu lábio com força.

Pela fresta da porta entreaberta, ela podia ver os dois entrelaçados-roupas em desalinho, completamente sem vergonha.

Lá dentro, as duas figuras entrelaçadas não eram outras senão seu noivo e sua meia-irmã-alguém que ela amou e protegeu como família.

Desde a infância, ela deu a Mara o melhor de tudo, nunca hesitando em compartilhar qualquer coisa boa com ela.

E Ethan. ele era o único homem que ela realmente amou.

Mas agora, essas duas pessoas que ela mais amava não estavam apenas a traindo-estavam planejando matá-la.

Faye sentiu o chão sumir sob seus pés; sua visão girou em um turbilhão vertiginoso. Ela cambaleou alguns passos para trás, desorientada.

O som agudo de seus saltos ecoou alto demais e chamou a atenção deles. Ethan correu para a porta e a abriu de supetão-

Lá estava ela, pálida como um fantasma, mal conseguindo ficar em pé enquanto se agarrava à parede.

Ele congelou por um segundo antes de um sorriso frio, quase entusiasmado, aparecer em seu rosto bonito. "Então, ouviu tudo."

O rosto de Faye perdeu a cor. Olhando para Ethan com a camisa desabotoada e o aspecto lascivo, seu estômago se revirou de nojo. Aquela imagem dele com Mara estava gravada em sua mente, a ponto de quase fazer ela esquecer que eles tinham acabado de falar sobre matá-la.

"E mesmo assim você... Como pôde- Eu vou contar para o vovô. Quero justiça!"

Apavorada, ela se virou para correr.

Mas Ethan foi mais rápido. Ele agarrou o braço dela num instante.

Faye recuou como se tivesse recebido um choque e se desvencilhou, seu corpo todo tenso, as mãos erguidas em posição defensiva.

"Faye, sério? Esse seu teatrinho de autodefesa? Fui eu quem te ensinou tudo. Você realmente achou que teria alguma chance contra mim?" Ethan zombou, o tom sarcástico enquanto avançava para ela, a cada passo carregando uma intenção de matar.

A essa altura, o avô de Faye, Gerald Hawthorne, junto com seus pais, já estava no hotel luxuoso recebendo os primeiros convidados da grande festa.

Toda a equipe da casa havia recebido folga coletiva, e até o mordomo e os ajudantes restantes foram mandados embora com alguma desculpa.

Essa noite, Faye Hawthorne tinha que morrer.

Ela continuou recuando, o suor gélido escorrendo por sua têmpora enquanto encarava as pupilas de Ethan - olhos que agora transbordavam um ódio cego.

Ele parecia perceber que ela estava tentando escapar e, sem hesitação, avançou contra ela, rápido e impiedoso.

Faye mal conseguiu se segurar por alguns movimentos antes que Ethan Carter prendesse seu braço atrás das costas. A torção repentina causou uma pontada de dor, fazendo o suor frio se espalhar por todo o seu corpo.

Ela girou o corpo, soltando-se de seu aperto, e então desferiu um chute certeiro entre as pernas dele, sem hesitar.

Ganhando um pouco de distância, ela rapidamente e com cautela se afastou em direção à escada, olhos fixos na expressão fria e hostil de Ethan, cada nervo do seu corpo em alerta.

Assim que seu pé tocou o último degrau, uma força brutal a empurrou por trás.

"Aah-!"

Seu grito cortou o silêncio da mansão como uma faca afiada.

Ela rolou escada abaixo, seu corpo girando repetidamente até parar em uma poça de sangue no piso de mármore.

Seu rosto pálido estava manchado de vermelho, parecendo uma pintura distorcida e trágica.

Com os olhos arregalados de choque e raiva, ela olhou para cima, para Mara Hawthorne, que estava olhando de volta com uma satisfação inegável. Faye tentou se mover, se levantar, mas seus membros não respondiam. A dor se espalhou por cada centímetro do seu corpo-era como se seus ossos tivessem se estilhaçado.

Ethan desceu as escadas lentamente, com Mara em seu braço. Eles pararam ao lado dela, Ethan se erguendo sobre Faye, que estava caída no chão, um desastre total.

Ele sorriu cruelmente. "Bem, parece que essa tão esperada festa de noivado virou seu funeral."

Mara se inclinou nele, os lábios se curvando em um deleite arrogante. "Nosso presentinho pelo seu aniversário, mana. Curtiu?"

A raiva queimava dentro de Faye. Ela tossiu sangue, lutando para se levantar. "Vou levar vocês dois comigo... mesmo que tenha que lutar para sair do inferno."

Ethan zombou. "Tão ingênua." E com isso, ele pisou forte em seu ombro, segurando-a no lugar.

Faye ofegou, incapaz de respirar enquanto ondas de dor a consumiam. A traição doía quase tanto quanto seu corpo quebrado, torcendo dentro dela como uma lâmina.

"Ethan, você fica tão sedutor assim. Acaba com ela de vez," Mara sussurrou, fingindo inocência enquanto o incentivava.

Uma vez que Faye estivesse fora do caminho, tudo que os Hawthornes construíram seria de Mara.

Sem misericórdia, Ethan puxou Faye pelo cabelo e bateu forte sua cabeça no chão de mármore.

Ninguém duvidaria que ela havia morrido por causa da queda - foi fácil encobrir o restante. Afinal, quem a matou foram as pessoas mais próximas a ela.

Ensanguentada e respirando com dificuldade, Faye olhou para eles com ódio puro, agarrando-se ao vestido de Mara com suas últimas forças. Lágrimas frias escorriam de seus olhos enquanto ela sussurrava entre dentes cerrados, "Ethan... Mara... mesmo que eu vire um fantasma, vou sair do inferno para arrastar vocês dois comigo..."

"-"

Um som úmido escapou de seus lábios. Suas palavras finais foram seguidas por uma violenta explosão de sangue que respingou no chão.

Que piada de mau gosto.

Ela havia confiado neles, amado-os, dado tudo o que tinha. E assim-foi assim que tudo acabou?

Se ela tivesse outra chance de viver, arrastaria aqueles dois monstros para o inferno pessoalmente-antes mesmo que pudessem olhá-la novamente.

Porque se a bondade só lhe trouxe isso?

Então da próxima vez, ela seria o diabo que eles temeriam.

Capítulo 2 Dois

Dentro de um quarto de hospital de luxo.

Uma jovem estava deitada, completamente inconsciente na cama. Suas sobrancelhas estavam fortemente franzidas, e seu rosto, embora pálido e delicado, carregava uma expressão de pura agonia. Uma fina camada de suor cobria a testa - claramente presa em um pesadelo ou em algum desconforto profundo.

"Doutor, quando é que minha neta vai acordar?" A voz ansiosa do senhor cortou o ar.

De repente, os olhos da menina se abriram.

Faye ficou momentaneamente atordoada pelo cheiro forte de desinfetante. Os olhos percorreram o quarto rapidamente - era claramente um hospital, cheio de equipamentos médicos.

Incrédula com o que estava vendo, Faye beliscou a própria coxa com força total. A pontada aguda de dor confirmou tudo - isso não era um sonho.

Ela não estava morta.

As mãos se cerraram em punhos. Estava tão abalada que não conseguia dizer uma palavra. Mas só de pensar em Mara e Ethan, cada nervo do corpo parecia pulsar e gritar. A dor quase tirou seu fôlego.

Os olhos brilhavam com lágrimas contidas enquanto uma onda de ódio crescia por dentro.

"Cassandra, Cassandra, minha qierida, você acordou!" A voz do senhor tremia de alegria enquanto ele segurava firmemente sua mão, o rosto bondoso dominado pela emoção.

Faye encarou o homem desconhecido, mas gentil, com um olhar vazio. Confusa, murmurou: "...Quem é você?"

O velho congelou, depois disse gentilmente: "Cassandra, sou seu avô."

Faye franziu ainda mais as sobrancelhas. Cassandra? Ele estava falando com ela? Esse nome não era dela. Ficou imediatamente em alerta, a desconfiança voltando à tona.

"O que você está dizendo? Eu sou Faye, a filha mais velha da família Hawthorne. E quem exatamente é você? O que está fazendo aqui?" O tom carregou desconfiança e um pouco daquela arrogância natural que sempre carregara.

Apavorado, Alexander Taylor chamou rapidamente o médico.

A explicação médica: uma lesão na cabeça durante um acidente de carro causara uma concussão - alguma confusão de memória ou amnésia temporária era esperada.

Ao ouvir isso, o velho tentou se acalmar e explicou: "Cassandra, o médico disse que o acidente afetou sua memória. Você pode estar confundindo datas ou nomes, mas isso vai passar. Você é Cassandra Taylor, filha do Grupo Taylor. Eu sou seu avô. Quanto à Faye... ouvi dizer que ela caiu da escada ontem. Não sobreviveu."

Faye ficou paralisada, a mente em caos.

Ela era... Cassandra?

Faye... tinha morrido ontem?

O que diabos estava acontecendo?

"...Estou um pouco cansada." A voz saiu pouco mais que um sussurro, o rosto pálido e abalado.

Alexander murmurou algumas palavras gentis e saiu do quarto, achando que ela precisava descansar.

No momento em que ele saiu, Faye arrancou o soro da mão e saltou da cama, correndo para o banheiro.

Ficou diante do espelho, os dedos percorrendo as feições que a encaravam. Bonito, mas completamente estranho. A pele ainda parecia um pouco doentia, mas aquelas feições - sobrancelhas longas e elegantes, olhos profundos como estrelas, nariz reto e lábios rosados que curvavam levemente nos cantos.

Não era seu rosto. Nem de longe.

Alguns segundos de silêncio atordoado.

Então -

"Haha... Mara, Ethan, vocês dois nunca imaginaram isso, né?" Faye segurou o próprio rosto com as duas mãos, lágrimas escorrendo pelas bochechas enquanto o riso irrompia - alto, trêmulo, cheio de raiva e tristeza e algo próximo de um alívio selvagem.

Reencarnação? Possessão? Ela não dava a mínima para o termo técnico ou sobrenatural daquilo.

Já que o universo lhe dera uma segunda chance, ela usaria esse novo corpo, esse novo rosto - tudo - para arrastar aqueles mentirosos direto para o inferno.

Capítulo 3 Três

Depois de se acalmar, fragmentos de memória desconhecidos passaram pela mente de Faye. Para sua surpresa, ela percebeu que carregava as lembranças desse corpo. Ele pertencia a uma garota chamada Cassandra - herdeira do Grupo Taylor, a dois meses de completar dezoito anos, diagnosticada com autismo.

Seu pai era presidente do Grupo Taylor. Sua mãe havia falecido durante o parto do irmão mais novo. O senhor idoso de antes era seu avô.

E havia ainda o irmão de cinco anos, Zion Taylor, e uma série de outros parentes que ela mal conhecia.

Na manhã seguinte -

Quando Alexander foi ao hospital com o pequeno Zion, Cassandra imediatamente disse que queria comparecer ao funeral de Faye. Queria uma última olhada no corpo que fora seu por dezoito anos.

E também queria mandar um recado claro para os dois que a traíram. Ao invés de um ataque repentino, ela preferia uma abordagem lenta - deixar os inimigos se afundarem nos próprios pesadelos.

Quando Cassandra chegou à igreja, vestindo um vestido longo carmesim, o chefe de segurança ficou em alerta. Achando que ela estava ali para causar problemas, avisou que ela precisava sair ou chamaria a polícia.

Ela não entrou em pânico - já tinha um plano enquanto estava a caminho.

Virou-se para pedir o celular emprestado ao motorista quando, de repente, um elegante Spyker C8 prateado surgiu como um fantasma e deslizou suavemente até parar ao lado dela.

A curiosidade falou mais alto. Ela olhou assim que a porta traseira se abriu. Do carro desceu um homem alto, vestido em terno preto sob medida e uma máscara marcante. Nos braços, segurava um buquê de lírios-aranha vermelhos envoltos em papel elegante.

O lírio-aranha vermelho - flor do submundo, a graça do demônio.

Mesmo sem ver o rosto, ela conseguia sentir o poder e a graça que emanavam dele. Não era um homem comum - tinha a presença de quem nasceu para comandar.

O homem mascarado se virou para ela, a voz clara e fria: "Senhorita, você precisa sair. Se está aqui para causar problemas, vou te enterrar junto com ela - e não teria o menor problema com isso."

O tom barítono carregava um toque de refinamento britânico, mas o que realmente se destacava era o frio - como ser arrastada para um abismo gelado.

A postura do chefe de segurança mudou completamente ao ver o cartão que o homem entregou. Ele fez uma reverência rápida e o convidou a entrar.

Cassandra sabia que não devia explicações a ele, mas algo a fez falar. A voz tremia, os olhos brilhavam com lágrimas quando falou ao homem que se afastava: "Faye amava o vermelho mais do que qualquer coisa. Ela odiava a frieza do preto e branco. Sei que este vestido pode parecer desrespeitoso para alguns, mas juro que não é essa a intenção. Não vim aqui para arruinar o funeral dela. Esta é a última jornada dela. Como sua melhor amiga... Eu só queria trazer um toque da cor que ela mais amava."

As palavras escaparam antes que ela pudesse se conter - e depois disso, as lágrimas que estava segurando finalmente rolaram.

Que ironia mais cruel - ela estava viva, comparecendo ao próprio funeral, enterrando o próprio corpo. E as pessoas que a mataram? Estavam lá fora, aproveitando a vida.

O homem parou ao ouvi-la. Se virou e a olhou em silêncio.

Então, Faye - pequena mentirosa que era - tinha uma amiga assim?

Após uma longa pausa, a voz, ainda fria, quebrou o silêncio: "Deixe-a entrar."

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