Meu nome é Sebastian Baroni e já posso ir logo dizendo que não sou uma pessoa muito fácil de lidar, mas que culpa eu tenho disso? Tive minhas razões para ter me tornado o que me tornei. Aos dezoito anos eu descobri que a minha vida sempre foi uma mentira e que na verdade, a mãe cujo nome tanto escarneci por ter se colocado em risco e morrido, sem sequer deixar um lar seguro para mim, na verdade foi assassinada de forma brutal pela minha madrasta e o que é pior... o covarde do meu pai não fez absolutamente nada para ajudá-la.
Sempre me pego pensando: como teria sido se ela tivesse ficado viva e me criado? Será que eu teria me tornado esse homem frio que sou hoje? Ou será que estaria em algum lugar bem longe daqui e sendo feliz de alguma forma? Bom, essas são perguntas que nunca terão resposta, mas o bom nisso tudo foi que eu acabei herdando a fortuna do meu pai e joguei aquela desgraçada num manicômio de onde jamais sairá.
Estou prestes a me casar com uma linda francesa, mas o fato de ela ser linda não me interessa muito, a não ser pelo fato de que esse casamento será bastante divertido para mim. Posso ser um homem frio, mas minhas partes baixas eu posso garantir, são bastante quentes e para provar isso, estou aproveitando essa linda manhã de verão em Catânia, me deliciando com uma bela morena. Ela grita de prazer enquanto eu a penetro com estocadas fortes. Delícia, como eu gosto de sexo. Para mim não tem hora, basta eu estar a fim, logo me tranco com uma bela e sacio a minha fome. Estou perto de chegar ao clímax do meu prazer, quando um dos meus fiéis oficiais entra no quarto. Tranquilo, eles podem me assistir.
- Perdão, senhor Baroni, mas o assunto é sério! – ele diz, mantendo a cabeça baixa.
- Ahhhh, aahhh, delícia. Muito bem, querida. Você foi maravilhosa! – digo para gostosa que está comigo. - Agora saia, é um assunto de homens. Ela apenas assente, se enrola no lençol e sai do quarto.
- O que aconteceu? – pergunto, levantando-me e vou até a mesa de bebidas. Ponho uma dose no copo e bebo a metade. Estou nu, mas meus homens já estão acostumados. Eu assumi o império do meu pai com apenas vinte anos e agora que tenho vinte e cinco, já sou respeitado por todos os que serviam ao velho Baroni.
- É aquele velho problema. Dessa vez ele ameaçou nos entregar para o clã de Roma, pois alegou que eles prometeram o dobro que nós oferecemos. – disse Camilo, um dos maiorais no meu estado maior.
- Ambicioso desgraçado. Isso significa que não tem mais o que negociar. – respondo, e trato de vestir um roupão.
- O clã de Roma esta envolvido com os russos e isso pode ser um risco pra gente. Mande o seu melhor homem fazer o serviço e dê um jeito na família também.
- Sim senhor! - Camilo respondeu. - Ah, mas diga a ele que levem as crianças para o Santa Lucia. Elas não têm culpa de terem pai irresponsáveis.
- Pode deixar! Isso mesmo. Desde que assumi os negócios da família eu adotei uma política, nunca fazer uma criança pagar pelos erros de seus pais. Fui órfão e sei como é estar sozinho por causa da irresponsabilidade de alguém, e é por isso que eu ajudo a cuidar dessas crianças e quando elas crescerem, irão ser leais a mim, o único pai que elas irão conhecer.
O sexo com Sara foi bastante prazeroso, mas depois de receber notícias do traidor do Kane, foi como se minhas tensões nunca tivessem sido aliviadas, eu tinha que continuar, mas naquele dia não seria mais possível, tinha de esperar até a noite e colocar uma boa prostituta de luxo na minha cama.
Isso porque eu devo retornar a Milão para uma reunião no Parlamento. Certo que comando uma das maiores máfias da Europa, mas ninguém precisa saber disso, para a sociedade, eu herdei uma rica construtora de imóveis e a mesma presta serviços para o governo. Entro no meu avião particular e vou direto para o quarto que há ali. Droga, estou tenso por causa do Kane, tomara que Camilo resolva logo essa situação, pois recursos para isso, não lhe faltam.
Estou na minha cama, quando entra a aeromoça gostosa a quem sempre requisito nas minhas viagens. Meus homens escolhem a dedo as mulheres que vão trabalharem para mim e essa é uma delas. Helena é o seu nome e ela me olha de maneira safada, sei bem o que essa dona quer.
- Precisa de alguma coisa, senhor Baroni? Que voz! Nossa, agora foi que meu pau ficou latejando mesmo. Não sei porque, mas sempre que eu fico tenso, me dá um tesão danado. Chamo-a para que chegue mais perto, apenas usando o dedo indicador. Uau, ela já sabe do que eu preciso e sem dizer uma só palavra, vai logo abrindo o meu zíper e enche a boca com meu amiguinho.
Nossa, como ela chupa bem! Fecho os meus olhos e começo a curtir aquele boquete delicioso. Sinto-a lamber e massagear meu pau, ao mesmo tempo. Não estou a fim de meter agora, apenas de uma carícia que me faça aliviar as minhas tensões, é quando o meu celular via satélite, toca.
- Vai atender? – ela pergunta, interrompendo o meu momento.
- Vou sim, mas não precisa parar, continue! – ela então prosseguiu me dando alegria. Suspiro de tesão, si que ela também está louca para sentar em mim, até que não seria uma má ideia, mas agora eu não posso.
- Diga, Camilo. - "Você pode falar agora?" - Claro. Estou recebendo um boquete agora, mas pode falar. É sobre o Kane?
- "Você e essa sua mania de ficar excitado sempre que fica tenso." – ele sorriu.
- "Mas pode ficar tranquilo agora, fizemos o serviço e o safado do Kane nunca mais irá nos atormentar outra vez!"
- E quanto às crianças? Sssshhhaaa. Hm, amorzinho, que delícia! – bem na hora, a mulher faz um negócio com a língua que fez todo o meu corpo se arrepiar.
- "Tudo conforme você orientou. É um menino e uma menina e ambos já estão sendo encaminhados para o Santa Lucia!"
- Um casal? Que maravilha. Devo chegar a Milão dentro de alguns minutos, enquanto isso, vou continuar me deliciando com essa boca que não me dá trégua... mais tarde a gente volta a se falar.
- "Tudo bem, divirta-se!" Não demorou muito e o meu leite esguichou no rosto da morena. Minha tensão passou e agora eu poderei encarar aquele bando de velho barrigudo do parlamento. Mas minha alegria dura pouco, pois recebo a ligação de que a minha futura esposa estará me aguardando, assim que eu retornar a Catânia.
- Isso é piada, não é, Giuseppi? – pergunto ao meu mordomo, que está mais para uma babá.
- Não, menino Sebastian. A senhorita Satine nesse exato momento, está cegando em Catânia e trazendo consigo uma leva de criados e criadas.
- Era só que me faltava. Mas tudo bem, – procuro levar na normalidade - em breve ela vai ficar naquela casa pelo resto da vida mesmo. Melhor eu me acostumar desde já! – respondo e, desço do avião. Milão... aí vou eu!...
Sarah Me chamo Sara Milani e tenho vinte e dois anos. Nasci na cidade de Catânia que fica ao leste da Sicília, conhecida por ser uma das cidades portuárias mais conhecidas da Europa e o destino de inúmeros cruzeiros de Luxo.
Ela também possui belas praias e muita gente bonita. Mas a principal atração dessa linda cidade não tem nada a ver com mar, ou, terra e sim, com a natureza em sua forma mais brutal. Eu falo do temido e majestoso Monte Etna. Situado entre as províncias de Catânia e Messina, esse terrível e bela montanha de fogo é a mais alta de toda Europa e uma das maiores do mundo. Mas não vamos falar da minha cidade natal e sim, de mim. Estou nesse exato momento em frente ao espelho passando o meu batom, estou há poucos minutos de sair em viagem para acompanhar a minha patroa, mademoisalle Nicole Satine até o meu berço natural. Já fazem dois meses que ela não vê o noivo, senhor Sebastian Baroni e agora resolveu fazer uma visitinha. Minha patroa até que é legal, isso porque eu raramente a vejo, pois sempre está ocupada com alguma coisa fútil como: ir a um spa, fazer as unhas, arrumar o cabelo, etc. Ela é linda, alta, magra e com um corpo de dar inveja, não que eu não tenha os meus próprios atributos. Tenho um e sessenta e cinco de altura, pele clara, cabelos pretos na altura dos ombros, calço 35, 42 de quadril, 42 de busto e peso 55 quilos. Meus lábios são rosados e carnudos e meu rosto é levemente triangular, os meus olhos são de cor azul topázio, o que acaba muito chamando a atenção para mim. Adoro malhar nas horas vagas, mas não para ficar musculosa, gosto apenas de manter a boa forma o mais naturalmente possível.
O contrário da minha patroa que além de ser bem mais alta, tem umas pernas que falam por si próprias. Visto um vestido azul claro e rodado na altura dos joelhos, coloco uma jaquetinha por cima e pego a minha bolsa. Assim que abro a porta tenho uma surpresa.
- Por que está vestida assim? Ah, mon Dieu, como pretende acompanhar mademoiselle Satine vestida desse jeito? – diz Margot, sem ao menos me cumprimentar antes.
- Vamos, deve haver alguma coisa mais decente que possa vestir! – ela fala, revirando minhas roupas - achei!
- O que tem de errado com a minha roupa, Margot? Nós não vamos a Catânia? – pergunto-a. - E esse é o terninho que uso nas minhas apresentações na faculdade.
- Caso você não saiba, as empregadas de Monsieur Baroni se vestem parecendo executivas e por conta disso é que Nicole gosta que suas acompanhantes não fiquem para trás. – ela responde. - E vai ser esse e pronto. Vista-se e se apresse, pois os carros já estão lá fora e as bagagens todas dentro deles. Suspiro!
Nossa, ainda bem que ela não falou nada do meu cabelo e nem da maquiagem, senão eu teria de arrumar tudo outra vez.
- Ah! E esteja preparada, pois quando chegarmos a Catânia eu vou te levar às compras, certamente que sua mala não está adequada ao requinte para onde você está indo! Margot fechou a porta.
Nossa, ela é bem legal, mas quando se sente pressionada pela patroa, ela fica insuportável. Parece que Margot é quase como uma mãe para a Nicole, pois cuida dela desde criança, pelo menos é o que as outras que trabalham aqui há mais tempo do que eu, me disseram. Troco a minha roupa e vou para a frente da mansão onde os carros já nos aguardam e quando estou na porta para entrar em um deles, lá se vem a Margot novamente.
- O que pensa que está fazendo? – ela pergunta.
- Entrando no carro. Por que?
- Tudo bem, venha comigo. Você vai com a gente na Limusine, foi uma determinação da mademoiselle.
Que ótimo! Agora eu devo ficar de babá juntamente com a Margot. Em pensar a um dia atrás, Paty me disse que nem sempre os que viajavam com Nicole trabalhavam, era mais para mostrar o empoderamento da dondoca, mas vejo que esse não será o meu caso. Mas o bom é que estou retornando à minha Catânia depois de alguns anos.
Me mudei para Paris quando eu ainda era adolescente. Meu pai se chama Bernardo Milani e minha mãe, Donatella.
O meu pai é um engenheiro de software e minha mãe é professora particular de crianças com necessidades especiais, ela se formou em psicopedagogia e os pais gostam muito dela. Não somos ricos, mas o que temos dá para vivermos com dignidade. Já eu decidi cursar enfermagem, pois adoro cuidar das pessoas que precisam serem cuidadas. O Meu pai queria que eu seguisse a mesma careira que ele, mas respeitou a minha decisão. Nunca gostei de ser totalmente dependente dos dois, por isso trabalho desde que completei dezoito anos e escolho sempre os trabalhos que não atrapalham os meus estudos.
Li num jornal que Nicole Stine estava precisando de uma moça que tivesse boa aparência, bons modos, para que lhe servisse como uma espécie de dama de companhia. Me candidatei e pelo fato de estar quase terminando o meu curso, fui aceita. Ela é legal, quase não vive pegando no pé das empregadas, como fazem as demais dondocas, mas já soube que é uma mulher extremamente territorial, inclusive soube que, a moça da qual eu substituo, foi despedida porque se engraçou pelo noivo dela. Mas vamos deixar essas coisas de lado, por enquanto. Estou no interior da limusine e as duas estão sentadas bem de frente para mim. Dio mio, elas conversam feito maritacas. Falam do vestido de casamento, dos convidados, das inúmeras mulheres com as quais o noivo vive se deitando..., mas o engraçado nisso é que ela não parece se importar muito com o último detalhe. Gente rica é bem estranha. Chegamos ao aeroporto, finalmente, pois meus ouvidos já estavam doendo.
O avião da família possui um quarto para o descanso dos patrões enquanto viajam, mas acredito que eles só vão para lá depois de o avião ter decolado.
- Viu só. Ela nem olhou pra você. – diz Margot, com um singelo sorriso.
- E isso é bom? – pergunto.
- Claro que é. Agora imagina se você está vestida naquilo? Ela iria surtar. Agora vamos, que eu ainda quero aproveitar um pouco desse lindo dia de verão. – ela fala, toda cheia de empolgação. - E também matar a saudade do meu Camilo. Sorrio. O nome da Margot é de fato, Margarida Laurent. Ela sempre viveu com os Satine e cuida da Nicole desde que ela era criança.
Camilo deve ser alguém que trabalha com o Baroni, só pode. Subimos todos a bordo. O pilo diz a todos que ponham os cintos e deixem as poltronas na vertical, cuidados básicos de antes da decolagem. Nicole está no quarto, há poltronas com cintos lá dentro, mas quando o avião estava ganhando altitude, ouço um barulho estranho, seguido de um solavanco muito forte. Não fosse os cintos de segurança, teríamos ido parar no teto.
- Mas o que é isso? – eu pergunto. Todos estão apreensivos, quando uma comissária de bordo entra.
- Por favor, pessoal, todos fiquem calmos e não saiam de suas poltronas. Permaneçam sentados e com os cintos! Mal ela fechou a boca e outro solavanco ocorreu, mas dessa vez foi bem maior.
O avião caiu. Eu vi a pobre comissária ir com tudo em direção ao teto do avião e cair violentamente no chão. Caramba, ela está inconsciente e o braço direito parece que está quebrado, ela caiu com o rosto no chão. Ouço gritos e em meio à fumaça eu vejo Nicole correndo e gritando, ela passa por cima da pobre moça que está inconsciente. Ela e seus homens cuidam logo em abrir a porta da emergência, melhor, os homens abrem e ela sai correndo.
Um tumulto acontece, mas eu tenho de me concentrar, a uma pessoa que precisa da minha ajuda. Enquanto todos saem correndo e gritando, eu começo a arrastar a moça de modo que não lhe cause muitos danos, até que Margot retorna chamando o meu nome.
- Aqui! – respondo. - Tem uma moça muito ferida e ela precisa de ajuda.
- Tudo bem, os bombeiros estão a caminho. Vamos! Margot e eu conseguimos levar a comissária para junto da porta de emergência, quando um bombeiro chega para nos ajudar.
- Ela bateu muito forte contra o teto na hora da queda. – Explico-lhe. - Eu vi tudo!
- Tudo bem, moça, você é uma heroína, mas agora deixa com a gente. - ele diz. Xiii, certeza que a Nicole vai chiar pelo resto do dia. Além da comissária, nenhum outro se feriu gravemente, apenas escoriações e alguns passaram mal por causa da fumaça. Fora isso, tudo ocorreu bem.
***
Depois do susto, ficamos sabendo que houve uma falha mecânica em um dos motores, mas que uma investigação já foi iniciada. Pobre do mecânico. A comissária também estava bem, ela havia passado por uma cirurgia, mas não corria risco de morrer e sendo assim, Nicole decidiu seguir viagem no avião de um amigo. Aquele tipo de "amigo". Agora entendo o motivo de ela não sentir ciúme do noivo. Não disse que gente rica é doida.
***
A viagem foi tranquila e estamos aqui em Catânia. Ah! Esse cheiro de mar, o início de tarde que tanto me fascina. Fico imaginando se poderei visitar os velhos amigos, mas por enquanto eu estou mais preocupada em saber como será o meu cronograma aqui, já que a patroa exigiu que eu a seguisse.
Estamos em frente à mansão e passamos pelo portão de entrada. Caramba, do portão até a frente da mansão são três minutos de carro e o jardim é muito lindo. A casa está localizada à beira de um penhasco, mas segundo Margot, ela já possui meio século de construção, então deve ser seguro. Estou para a observar a enorme sala, cujos móveis datam do período renascentista.
O lustre principal é enorme e feito do mais puro cristal. Só essa sala cabe toda a minha casa dentro e ainda sobra espaço. Estou embasbacada com tamanho luxo, quando sou surpreendida por uma mão em meu ombro.
- Oi, desculpa se te assustei. Sou Marta e vou mostrar o seu quarto.
- Ah, sim. Eu é quem estava feito boba olhando o lugar. – respondo-lhe, meio sem graça.
- Não, todos os que vêm aqui ficam hipnotizados com a suntuosidade da mansão. Logo vai poder conhecer tudo por aqui, eu mesma vou te mostrar, agora vamos.
Marta me levou por baixo das escadas e seguimos por um corredor até uma porta que dava para o lado fora da mansão. Então seguimos por uma trilha feita com pedras de calcário, bastante antigo, pelo menos era o que dava a intender. Enquanto caminhávamos, ela contava como era trabalhar ali e perguntou como era Nicole, seu temperamento e se a mesma era muito exigente. Falei-lhe a verdade e esta implicava em eu não saber muito. Chego a uma casa de dois andares, Marta explica que é a casa dos empregados, mas que Margot ficaria na mansão
- Por que? – pergunto-lhe, curiosa. - Certamente você é mais uma das que só veio para dar volume ao comboio. É, tomara que ela esteja certa.
***
A noite cai e eu não vi Nicole e Margot desde que cheguei. Também não saí do meu quarto, que por sinal... é maravilhoso.
Tem vista para a praia e dá para ver o penhasco. Estou deslumbrada com a vista, quando avisto vários carros pretos subindo a ladeira que dá acesso ao protão principal da propriedade e pela sofisticação dos carros, só pode ser o famoso Sebastian Baroni. Será que ele é mesmo tão lindo quanto apresentam as revistas e os jornais?
Sebastian
Estou aqui no parlamento assistindo parlamentares apresentarem medidas que servirão para melhorar o desempenho das empresas privadas no meio púbico. É, não vou negar isso também me interesse, mas os negócios à margem desses, são o que realmente me interessam. Assim que a reunião termina, eu me levanto da poltrona, minha bunda já está dormente, nem sei por quanto tempo eu fiquei sentado, só quero mesmo é sair daqui e partir para o que interessa.
- Você não parece ter entendido muita coisa, não mesmo? – pergunta o Pepe. - Mas por que eu não estou surpreso?
- Ora, Pepe. Você sabe que têm coisas nessas reuniões que são do meu interesse, mas hoje, francamente... eu estava a ponto de dormir ali dentro. – digo a ele, no saguão.
- Mas pegue tudo e copie para um computador com firewall, depois eu examino com mais calma. Giusepe assentiu e eu vou até o banheiro para tirar a água do joelho. Saio e encontro um parlamentar, barrigudo e bajulador como a maioria.
- Vejam se não é o magnifico Sebastian Baroni! – o velho chega abrir os braços. - Era exatamente com quem eu queria falar. Que coisa, pois eu não!
- Também é um prazer, senhor Giacomo. No que posso ajudá-lo? – respondo-lhe, sem muita empolgação. Caramba, uma punheta é bem melhor do isso.
- Eu só queria convidá-lo a participar de uma pequena recepção em comemoração ao sucesso da reunião. Aceita? Pensei em dizer não, mas o Pepe pisca o olho. Ela acha melhor eu aceitar, já que pretendo examinar com mais cuidado o que foi dito.
- Está bem, só não prometo demorar, pois devo retornar à Catânia ainda hoje. Minha noiva chegou a pouco de Paris. – eu explico-o.
- Tem razão, mas ao menos nos dê a honra de sua presença.
Velho nojento. A vontade é de sair correndo daqui, mas algo me chama a atenção.
- Senhor, tudo pronto para o seu discurso. Ui! Que morena gostosa é essa? Um metro e oitenta, uma cintura linda... nossa, sinto meu amigo dando o ar da graça. Apresenta ela logo, velho babão.
- Perdoe-me. Essa é Melissa, mina secretária particular. – diz ele.
- Esse é o senhor Sebastian Baroni. - É um prazer, senhor Baroni. – ela responde, apertando a minha mão.
- O prazer é todo meu! Bom e que prazer. Mas o prazer que eu quero sentir mesmo é com ela e de preferência num local fechado, só nós dois.
Sigo a mulher e mesmo com um terninho, não posso deixar de apreciar o traseiro enorme que a cada passo que ela dá, faz meu pau pulsar. Como eu sou sujo.
Fico ali conversando com alguns deputados e senadores, quando Pepe chega para me dar um recado importante. Acho que por hora não vou poder me deliciar com a secretária gostosa.
- O que houve? – pergunto, discretamente.
- Andrei Korin está esperando por você no campo de golfe.
- Agora? O encontro está marcado para..., – olho no relógio e fico tenso. - Merda! Eu não devia ter aceitado vir para essa comemoração.
- Mas ainda dá tempo, eu expliquei que está aqui!
- Tudo bem, mas sabe como aquele russo é. Só espero que esse encontro seja tão agradável quanto o último.
Ele pode nos dizer o que está realmente se passando em Roma. Digo isso porque o clã de Roma está metido com uns russos que certamente não têm nada a ver com o Korin e nada melhor do um russo para pegar outro russo. Entro no carro e vou direto para o clube onde meu anfitrião me aguarda.
- Camarada Baroni. Da última vez que o vi, você parecia bem menor! – ele sorri e vem na minha direção, com aquele charuto nojento na boca e me dá um abraço. Por que os russos são assim?
- É, eu aumentei alguns centímetros... em tudo! – sorrio, ele responde. Olho ao fundo e vejo algumas mulheres extremamente lindas, todas me olhando de volta.
Andrei Korin é conhecido por ser um homem que aprecia o que é bom, não muito diferente de mim, a diferença é que já está velho.
- Vamos jogar? Trouxe seus equipamentos? - perguntou e levou novamente o charuto à boca.
- Não, mas me adapto rápido às coisas. - Então vamos! Entramos no carrinho e paramos junto ao primeiro buraco.
- Dez mil por cada um. – ele propõe.
- Salgado, mas dinheiro não é problema. – aceito o desafio.
- Só que você não me chamou aqui apenas para jogar golfe e depois fazer sexo com alguma garota do clube, como da última vez. O que está acontecendo. Andrei suspira e logo responde.
- São os Ivanov.
- O que têm eles? – pergunto-lhe, curioso.
- Eles estão crescendo no leste do meu país e isso está atrapalhando os meus negócios tanto lá, quanto aqui. Deixa-me te contar... eu sou o maior fornecedor na região, você mesmo compra de mim, mas recentemente eu tive um carregamento comprometido por conta de uma denúncia partida do clã Ivanov, mas eles não fizeram isso por solidariedade com quem usa e sim porque está de conluio com alguns agentes do governo.
Então, depois do material apreendido, os agentes facilitam para o Ivanov e eles repassam por um preço bem abaixo.
- Eu sei!
- Sabe? – dessa vez, ele fica surpreso.
- Recentemente eu tive de eliminar um dos meus homens por estar envolvido com os Ivanov. Algumas de minhas boates e bares foram comprometidos então descobri que ele havia entregado nosso esquema aos Ivanov. E ainda teve a cara deslavada de me chantagear...
- Como eu disse, você é igualzinho ao seu pai. Agiu corretamente ao eliminar a maçã podre. – diz.
- Mas, o que exatamente você quer de mim? – novamente eu faço-lhe a pergunta.
- Olha, um buraco. Vou tentar acertar. Se eu errar, você pode me tirar dez mil euros. – ele tentou e falou. Olhou para mim e prosseguiu.
- Sua vez! Não entendo muito a mente do Korin, mas sei que ele é um exímio negociador. Pego meu taco e consigo mandar a bola no buraco. - Legal, me tirou dez mil! - ele sorri.
- Sou especialista em acertar coisas em buracos, Andrei.
- Vigoroso que só ele. Mas, então. Eu quero que você desarticule o clã dos Ivanov e não venha me dizer que não, porque você pode sim. Tem os melhores homens, Sebastian.
- E como você acha que posso fazer isso? – pergunto-lhe. O desgraçado fala no meu ouvido e o pior é que cada palavra está certa. Não posso deixar de fazer alguma coisa para deter o clã de Roma e os Ivanov.
- O verão chegou, Sebastian. E com ele dezenas de turistas em busca de sexo, distrações e das diversões mais profanas que podemos imaginar. Eu sei que você está com pouco material em seus iates e boates e eu só poderei lhe fornecer se me ajudar. Uma mão lava a outra, camarada. Agora vamos, divirta-se um pouco, enquanto pensa na proposta que lhe fiz.
Entramos no carrinho e sou conduzido até a piscina, a mesma onde fiquei da ultima vez que estive aqui. Logo sou levado para uma sala de massagens onde uma linda loira de cabelos curtos e completamente nua, vem me atender.
Ela me faz uma massagem relaxante e depois começa a chupar o meu pau. Delícia. Em seguida senta em cima de mim, dando um sexo maravilhoso. Assim é no clube de golfe do Korin, diversão do início ao fim.
- Está gostado dela? – é o Korin. Ele abre a cortina.
- Não, ela está ótima! – respondo, com a respiração ofegante pelo tesão que sinto.
- Sabia que iria gostar. Assim que terminar, venha até o meu escritório. A mulher mais parecia um robô, rebolava no meu pau, mas não soltava um gemido sequer, mas eu também não me importo muito com isso. Eu sinceramente adoro como as mulheres do Korin fazem sexo, elas rebolam de um jeito muito gostoso, qualquer dia desses levo uma só para mim.
Fiquei ali curtindo o calor interno da bela dona, até que cheguei ao clímax e gozei. Assim que me fez gozar, saiu como se nada tivesse acontecido.
- Espero que tenha gostado, senhor Baroni. – ela fala, com um sotaque meio russo.
- Simplesmente eu adorei! Me vesti e fui até o escritório do Korin.
- E então? O que decidiu?
- Que eu aceito. Vou dar um fim nos Ivanov de uma vez por todas e ainda levarei o clã de Roma junto!
- Perfeito...
***
Depois da conversa com Andrei Korin, fui direto para o aeroporto, era hora de retornar a Catânia. Assim que o avião levanta voo, eu vou para o quarto e fico lá. Não quero sexo, pois estou exausto e certamente ainda terei de apagar o fogo da Nicole, que eu presumo estar mais quente que o Etna. Chego à mansão e tudo parece estar normal. Subo as escadas e quando abro a porta...
- Surpresa! Caramba. Nicole está deitada atravessa na minha cama e completamente nua. Bom, acho que ainda sobrou um pouco de energia. Se ela sabe que eu transei com três mulheres diferentes hoje...
- Nossa, isso é o que eu chamo de surpresa, hein. Como foi a viagem? – pergunto, ela segue sacudindo as pernas.
- Estou em posição. – ela diz.
- Por que não entra aqui atrás e depois a gente fala sobre isso? Sabe a coisa que eu mais gosto na Nicole? É esse jeito decidido que ela tem. Mesmo o nosso noivado sendo arranjado, ela nunca se negou a mim e sempre está disposta. Não discuto.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Tiro logo a minha roupa e a chamo para tomar banho comigo, ali ela me faz logo um boquete delicioso que faz as minhas pernas tremerem. Enquanto o chuveiro derrama água sobre nós, eu a coloco de costas e me enterro dentro dela.
A gente passa horas naquele banheiro, intercalando entre sexo oral e tradicional. Nicole tem um traseiro que me deixa louco e para aguçar ainda mais a minha perversão, ela se apoia na parede e empina a bunda na minha direção.
- Quer meu bizuzo, amor? Vocês já devem imaginar o que significa bizuzo. Abro a gaveta e pego o lubrificante. Tá legal, eu também fiquei surpreso da primeira vez, pois nunca tinha feito assim antes.
Com meu pau duro feito uma flecha, coloquei devagar enquanto ela gemia feito uma puta de prostíbulo, depois de tudo lá dentro, comecei a fazer movimentos para frente e para trás, sentindo meu pau ser esfolado dentro dela.
- Sshhhaaa, mete mais forte, vai, cachorro. Isso, me rasga, seu safado. – ela diz, gemendo feito louca.
- Ai, que delícia, isso, gostoso, mete esse pirulito todinho no meu bumbum. Enquanto ela fala, eu continuo a meter, até que sinto meu amigo pulsar e eu sinto um prazer gostoso.
- Ah, delícia. Estava com saudade dos nossos banhos, amor!
- digo, sacudindo meus cabelos embaixo do chuveiro.
- Por que você acha que eu vim até aqui? – ela diz.
- Eu teria chegado antes, não fosse o avião ter caído.
- O que? Como assim? Mal pude acreditar no que ela me contava. A cada palavra, era um susto diferente. Como que não faz a checagem correta de uma aeronave? Mas certamente o meu sogro, melhor, futuro, se encarregará de achar o responsável.
***
O dia amanheceu eu fui tomar o café da manhã no jardim, com a minha noiva. Está um dia lindo e eu quero aproveitar cada momento, mas o sorriso some do meu rosto, quando ponho os olhos na personificação da beleza. Uma linda mulher de cabelos Chanel tão escuros quanto a noite sem luar. Ela atravessou a minha visão de repente, mas foi o suficiente para eu poder comtemplar a sua beleza.
- Quem é quella ragazza? – chamo Pepe e pergunto.
- Ah! Aquela dali? Marta disse que veio com mademoisalle Nicole. – ele responde.
- Quero falar com ela. Providencie isso imediatamente, assim que Nicole sair com Margot.
- Sim, Signor Baroni.
***
Nicole
Me chamo, Nicole Satine. Como é que eu poderia me classificar? Ah, sim, eu sou muito decidida e principalmente, amo a mim mesma. Meus pais sempre me deram de tudo, tive uma vida de princesa desde que eu nasci, mas agora que me tornei uma mulher, eles resolveram cobrar pelos favores e adivinha como? Isso mesmo, como eu sou filha de um poderoso, como eu posso dizer, negociador, o mau pai decidiu que eu me casaria com um "empresário", chamado Sebastian Baroni, No começo eu achei terrível, ter que me casar com um homem que eu mal conhecia, além de sequer ter olhado o rosto do infeliz, antes, mas quando eu o vi pela primeira vez, percebi que estava totalmente enganada. Sebastian não era apenas um homem, ele mais parecia um dos deuses romanos, e o mais belo deles, para ser mais precisa. Meu coração logo acelerou e eu não tive outra escolha, senão concordar com o meu pai. Um homem maravilhoso desses não se encontra em qualquer esquina.