Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Bilionários > Humilhada pelo meu chefe.
Humilhada pelo meu chefe.

Humilhada pelo meu chefe.

Autor:: Lu Carvalho
Gênero: Bilionários
Grace é uma mulher de 26 anos, casada com Anthony que por acaso é um encostado. Ela então se vê obrigada a ter que trabalhar para pagar as contas. O que ela não esperava era acabar trabalhando como assistente pessoal do charmoso e gostoso CEO Senhor Thomas, que por sinal está noivo. Em uma entrevista nada convencional ela se senti atraída por ele. Ela até tenta se manter no lugar dela, mas ele a quer também. Não conseguindo se manter afastada dessa louca tentação, ela acaba se entregando a uma louca e quente paixão, mas depois de saciar todos os desejos dele, ele começa com algumas humilhações levando a desistir de seu emprego. E agora? Ela deve processá- lo ou ama- lo? Um bilionário ficaria com uma empregada?

Capítulo 1 Desabafo, entrevista inusitada.

Depois que sai de Belfast - Reino Unido, deixando meus pais e meus três irmãos lá, para vir morar e estudar em Los Angeles - Califórnia, minha vida mudou por completo.

Ter me casado com o Anthony James Pettison, três anos após ter terminado a faculdade foi a realização de um sonho, mas que se tornou um pesadelo dois anos e meio depois. E tudo graças a seus velhos amigos de infância.

- Mais um mês que se passa e o Anthony continua do mesmo jeito, Emma. - digo sentindo- me esgotada - Para ele a única coisa que importa é os amigos, o jogo de futebol aos domingos e as noites nos barzinhos de Los Angeles. - suspirou cansada com a xícara de café na mão - Eu já estou cansada de dizer a ele que ele precisa achar um trabalho logo, ou o banco nós tomará a casa por falta de pagamento da hipoteca, mas ele não dá a mínima para o que digo.

- Nossa, Grace. - diz num tom de pena - Eu até queria muito ajudá-la, mesmo, mas estou na mesma situação que você amiga. - explica - O pouco que estou ganhando como dançarina na boate *Flor da noite* e a merreca que estou recebendo como garçonete no restaurante *De Luca*, mal dá para mim pagar minhas despesas.

- Acha Emma, eu jamais aceitaria um dólar seu. Afinal sei que estamos no mesmo barco. - seguro em sua mão sobre a mesa e a olho com gratidão - Só de ter você sempre do meu lado, me apoiando, me ouvindo, me aconselhando, já é de grande valia.

- Isso, sempre Grace. - olha- me carinhosamente.

Enquanto tomamos o café da manhã nós aproveita para colocar o papo em dia, já que não conseguimos nos ver todos os dias.

Afinal a Emma trabalha em dois lugares, enquanto eu passo o dia todo atrás de emprego, e a tarde cumprindo os deveres de uma esposa.

Limpando a casa, lavando e passando roupas, cozinhando e servindo o meu marido como se eu fosse sua criada. E em algumas noite ainda sou obrigada a dar prazeres a ele sem reclamar.

Muitos me questionam do porque eu ainda estar com ele, e eu nunca sei o que responder.

Talvez seja por comodidade, costume de já te- ló ao meu lado, ainda sentir algo por ele, ou até medo de ficar sozinha, sei lá.

- Tomará que a entrevista de hoje de certo. - digo otimista - O salário é muito bom. Iria me tirar do sufoco.

- E vai amiga, acredite. - diz positivamente.

Deixo ela na cozinha terminando de tomar o café da manhã dela e subo para o quarto para me arrumar.

.." Se tudo der certo e eu conseguir esse emprego hoje, eu juro que no meu primeiro salário eu vou até Belfast visitar a minha família. - suspiro confiante em frente ao espelho.

- E aí, pronta? - encosta na batente da porta do quarto - Já são quase 9:00 horas.

- O que, sério? - indago incrédula.

Ela balança a cabeça positivamente.

- Caraio, eu preciso correr para o metrô agora mesmo, Emma, ou eu vou chegar atrasada na entrevista.

- Então bora, Grace. - acelera- me.

Descemos correndo pelas escada, pegamos nossas bolsas e seguimos para a estação de trem, a três quadras da minha casa.

Chegando já em cima da hora.

- Nos falamos a tarde, Grace! - segura em minha mão e me olha fixamente - Boa sorte!

- Ok, obrigada. - suspiro e entro no metrô.

Por estar sem dinheiro para o táxi, caminho até o endereço me passado pela agência de emprego.

- Nossa, já estou atrasada para a entrevista. - digo olhando para a hora em meu celular - Preciso correr ou perderei essa oportunidade. - aumento meus passos já ofegante e apreensiva.

A entrevista está marcada para às 9:00 da manhã, e paro em frente ao portão da casa do senhor *Thomas Mueller Price*, às 9:40

Suspiro fundo antes de apertar o interfone, tentando aliviar um pouco o cansaço e a tensão que adquiri no percurso da estação de trem até o bairro de classe alta de Los Angeles.

- Ok, vamos lá, Grace, você consegue. - digo a mim mesmo tentando criar coragem suficiente para apertar a campainha - Se você já conseguiu chegar até aqui, o resto vai ser moleza.

Aperto o interfone e ouço a voz de uma senhora do outro lado.

- Bom dia, em que possa ajudar?

- Oi, bom dia, meu nome é Grace Scotty Butler, eu tenho uma entrevista com o senhor Thomas Mueller Price, e que por sinal cheguei quarenta minutos atrasada, por isso peço desculpas pelo meu ataso.

- Ah, sim, tudo bem senhorita Grace, ele ainda esta à sua espera. - diz num tom simpático - Só um segundo que eu vou abrir o portão para você.

- Ok, obrigada. - agradeço.

Suspiro aliviada ao ver o portão se abrindo automaticamente.

- Obrigada senhor. - agradeço baixinho olhando para o céu.

Ao entrar e olhar para o tamanho da propriedade, a beleza e a riqueza dos detalhes de cada lugar por onde eu ia , os carros de luxo estacionados do lado de fora da garagem da enorme mansão, eu fiquei totalmente deslumbrada, impressionada e apaixonada, por tudo.

- Nossa, ela é belíssima.

Fico tão impressionada que nem percebo uma mulher se aproximando atrás de mim.

- Bom dia, senhorita Grace.

Viro- me rapidamente.

- Oh, bom dia, senhora (..).

A olho apreensiva e sem graça por não saber o nome dela ainda.

- Constância, ao seu dispor.

- Ah, sim, obrigada.

Ela acena com a cabeça positivamente.

- Me acompanhe, eu vou leva- la a sala de visita.

- Ah, claro. - concordo.

Eu, então, a sigo até uma enorme sala.

A decoração é impecavelmente maravilhosa.

- Sente- se, eu vou avisar ao senhor Thomas que a senhorita acabou de chegar.

- Ah, ok, e obrigada novamente.

Sento em um sofá super macio.

.." Nossa, eu dormiria de boa nesse sofá. Ele é muito mais macio e confortável, do que a minha cama. - aliso o tecido - Imagina eu transar aqui?! Séria como estar transando nas nuvens.

Só alguns minutos de apreensão e nervosismo, e ela retorna a sala de visita.

- Senhorita Grace? - diz meu nome tirando- me de meu pensamento.

- Oh, sim senhora Constância. - a olho surpresa.

- O senhor Thomas está um pouco ocupado para vir até aqui, então, ele me pediu para leva- la até onde ele está.

- Ah, sim, tudo bem. - aceito - E onde ele está? - pergunto curiosa.

- Na hidromassagem.

Engulo em seco ao ouvir o lugar onde ele me receberia para a entrevista.

- Na hidro.. hidromassagem? - indago receosa.

- Sim, porque, algum problema para você?

Na verdade sim, por eu ser casada, mas precisando trabalhar, eu não posso questionar.

- Ah, não, claro que não. - nego qualquer tipo de problema.

- Ótimo, então me acompanhe.

Sigo a por um corredor enorme e com várias portas, virando a direita e em seguida a esquerda, parando em frente a uma enorme porta dupla.

- Prontinho. - diz olhando para mim - É só bater na porta e esperar ele dizer para você entrar.

- Ah, sim, tudo bem.

- Boa sorte!

- Obrigada. - agradeço sorrindo.

Ela sai, deixando- me sozinha em frente a enorme porta.

Meu coração dispara em nervosismo, ansiedade e aflição.

.." Respire fundo, Grace. - faço o que digo a mim mesmo em pensamento - Vai dar tudo certo. Você é uma mulher capaz.

Bato na porta duas vezes e ouço uma voz que me faz arrepiar inteira e entrar em um pânico surreal.

- Está aberta, entre. - diz num tom firme.

Minhas mãos começam a suar e a tremer, meu estômago a embrulhar, minha respiração a dificultar a sair e meu coração a acelerar ainda mais.

Travando- me na porta.

- Eu já não disse para entrar? - diz num tom autoritário.

.." Grace, você consegue, é só respirar fundo. - respiro fundo mais uma vez.

Eu, então, abro a porta e entro de uma vez, dando de frente a um enorme espelho que vai do chão até o teto, e um balcão na cor preto, contendo toalhas, roupões e chinelos, nas prateleiras dele.

.." É, esse lugar é bem sofisticado.

Virando- me para a esquerda, eu o vejo de costa dentro da hidro.

Ombros largos e fortes, braços tonificados, abertos e apoiados na cantoneira da hidro e cabelos castanho e meio encaracolados.

.." Senhor,.. se só de ver essa parte eu já estou sentindo um calor enorme se espalhar por todo o meu corpo, imagina se eu ver o todo o resto. - bufei levemente - Grace, se contenha. - suspirei - Tudo bem que você já não transa a quase quatro meses, mas mantenha o foco. Você veio aqui apenas e exclusivamente para uma entrevista. Esse homem a sua frente pode ser o novo chefe, então, tire esses pensamentos libertinos da sua cabeça.

Respiro fundo mais uma vez, antes de me apresentar.

- Bom dia, senhor Price, sou Grace Scotty Butler. - apresento- me cordialmente - Vim para a entrevista, e já peço desculpas antecipadamente pelo meu atraso.

Ele, então, se levanta, dando- me uma visão perfeita de suas costas, seus glúteos, coxas e panturrilhas.

Um corpo maravilhosamente perfeito.

.." Meu deus, que homem é esse?! - suspiro profundamente - Um semideus, só pode.

Congelo ao ver tanta perfeição, mordendo meu lábio inferior.

- Se de costas é assim, imagine de frente. - digo olhando- o fixamente - Uma tentação do capeta, para qualquer mulher.

Antes deu dizer mais alguma coisa, ele se vira para mim, fazendo- me engasgar com a minha própria saliva.

Coof.. coof.. coof..

Capítulo 2 Que CEO é esse

.." Será que eu morri no meio do caminho e agora estou no céu, ou melhor no paraíso?!

Um corpo todo tonificado, com água escorrendo pelo seu corpo, deixando- me de boca aberta.

- UAU.. - molho meus lábios antes de morder o lábio inferior - É enorme. - engulo em seco.

Ele me olha fixamente, sorri encantadoramente e sai de dentro da hidro, aproximando- se de mim.

Um sorriso de derreter calcinha.

- Você acha mesmo?

Atordoada e paralisada com a bela vista em minha frente, eu não consigo ouvir o que ele diz.

Ele, então, se aproxima ainda mais.

- Senhorita Grace?

Volto a si, com seu tom de voz firme chamando o meu nome.

- Ah, oi, senhor Price? - digo meia sem jeito.

- O que foi mesmo que você acabou de dizer? - pergunta franzindo as sobrancelhas.

- Ah, eu? - finjo não lembrar - Não, eu não disse nada, senhor.

- Sim, você disse sim. - rebate.

- E o que foi que eu disse, senhor? - indago ainda fingindo não lembrar.

- Você disse que ele é enorme. - olha para o seu p**** rapidamente.

Automaticamente olho também, só que demorando um pouco mais.

- Você acha mesmo que ele é enorme?

Hrum.. hrum.. - pigarreio e cruzo meus braços, abraçando a mim mesmo.

Sinto uma tensão surgir.

- Você acha que o tamanho dele é bom?

Não consigo responder, então, aceno com a cabeça positivamente.

- Você está sendo sincera mesmo, porque minha noiva não acha. - olha-me descrente.

.." Isso não deveria ser o assunto da entrevista, mas ele parece estar com seu ego ferido. - o olho atentamente - Então o que me custa responder, não é?!

- Bom, senhor, se ela não acha, deve ser porque ela é lésbica. - digo sem olhar em seus olhos - Porque se o do meu marido fosse igual a esse, ele não teria sossego.

Ele começa a rir, me deixando sem graça.

- O que foi que você disse? - pergunta-me como se não tivesse ouvido novamente.

Desvio o olhar.

- Ah, nada não senhor, por favor esqueça. - desconverso - Só falando o que não devia de novo.

Sinto seus olhos percorrer todo o meu corpo. Algo que causa um arrepiou da cabeça aos pés.

- Ok, vou esquecer então.

O olho rapidamente e o vejo sorrindo.

- Obrigada. - agradeço.

Ainda sorrindo para mim, ele pisca maliciosamente e vai em direção a porta, pegando uma toalha e se enrolando nela.

Escondendo a perfeição da natureza para a minha tristeza.

- Você vem, senhorita Grace? - me pergunta abrindo a porta.

- Aonde senhor? - o olho receosa.

- No meu escritório, para podermos começar com a entrevista.

- Ah, sim, claro, senhor.

Vou em direção a porta e ele faz um gesto com a mão para eu ir primeiro.

- Obrigada. - agradeço a gentileza.

Já no corredor, ele caminha sentido a sala de visita e eu o sigo.

Parando duas portas antes e a abrindo.

- Entre. - faz um gesto com a mão.

- Tá bom.

Eu entro na frente e ele me segui bem atrás.

Tão próximo que sinto um calafrio percorrer todo o meu corpo, como se a mão dele estivesse tentando tocar o meu corpo, mas eu não me atrevo a olhar para trás.

- Bonito escritório, senhor Price. - elogio - O senhor tem um gosto excepcional.

- Obrigada. - sorri - Sente-se.

- Ah, claro, obrigada. - obedeço de imediato.

Ele, então, senta- se em sua cadeira, de frente para mim.

- O senhor não prefere se trocar primeiro, senhor Price? - pergunto gentilmente - Eu não me importo de esperar.

- Não, eu me sinto bem a vontade assim.

Seu olhar é tão penetrando que eu preciso desviar os meus.

- Então, senhorita Grace, quantos anos tem mesmo?

- 26, senhor.

- Nossa, nova, não é?

- Ah, sei lá, eu não me considero tão nova assim.

Me olha atentamente, como se estivesse tentando me decifrar, ler a minha mente.

- Casada?

- Sim, está no meu curriculum e eu disse agora a pouco lá na hidro.

- Ah, verdade, eu peço desculpa.

Olhei confusa e sem entender.

- Desculpa pelo que, senhor? - indago.

- Por ter lhe chamado de senhorita, quanto na verdade, devo lhe chamar de senhora, já que você é casada.

- Não, por favor senhor, não faça isso. - peço gentilmente - Eu não quero me sentir uma velha.

Ele começa a rir do que eu disse.

- Ok, como quiser, 'senhorita'.

Apesar do tom de sarcasmo, seu sorriso é divino.

- E a quanto tempo é casada, senhorita Grace?

- Há 3 anos, senhor.

- Hum.. - ele coloca os dois braços em cima da mesa e se aproxima um pouco mais - E como é o seu casamento?

O olho suspeitando, achando um pouco estranho a pergunta dele.

- Mas isso tem alguma relevância com a vaga de trabalho em sua casa, senhor? - pergunto desconfiada.

- Em partes, sim.

- E quais partes seriam, senhor?

- Bom, as vezes, se um casamento está em crise, por exemplo; Ele acaba influenciando no desenvolvimento do trabalho. - explicou - Ahm, supondo que hoje você chegue na sua casa e brigue feio com o seu marido, por qualquer motivo que seja, amanhã se você tiver ânimo para se levantar da cama, a sua cabeça vai estar transtornada, seu corpo vai estar desgastado, você estará totalmente sem ânimo e desatenta para fazer as coisas que precisaram ser feitas aqui, dando me motivo para dispensá-la, entendeu? - olha- me atentamente.

Eu hesito antes de responder.

.." Será que devo dizer a ele que meu casamento já está em crise a pelo menos um ano? E que não tem um dia que não brigamos?.

Minha cabeça pira em pensamentos por alguns segundos, até eu ouvir o meu nome na boca dele outra vez.

- Você entendeu, senhorita Grace?

- Sim, senhor Price. - confirmo - Eu entendi perfeitamente bem.

- E então? - olha-me fixamente a espera de minha resposta.

.." Acho meio estranho ele querer saber sobre a minha vida pessoal, mas se ele quer saber eu lhe direi então.

Suspiro fundo e respondo.

- Bem senhor, eu tenho sim, crises em meu casamento. Afinal já estamos juntos há mais de 3 anos. - explico- lhe detalhadamente - São mais ou menos quatro de namoro e três de casados, então, eu estaria mentindo se lhe dissesse que não há nenhuma crise entre nós dois e que meu casamento ainda é maravilhosamente estável.

Ele suspira, encosta no encosto da cadeira e fica me olhando atentamente.

- Mas não que a culpa seja só minha, senhor. 70% dela se atribui ao meu marido.

- Nossa, e porque essa porcentagem toda seria somente dele?

Sinto que ele já quer saber demais da minha pessoal, mas na curiosidade de saber por qual motivo lhe desperta tanto interesse, eu continuo a responder as suas perguntas.

- Bom, porque já no começo do casamento o motivo das nossas brigas eram o ciúmes exagerado, as cobranças de eu ser um pouco imatura como esposa, de eu não querer ter filhos, ... . Já depois, as brigas passaram a ser por causa de tradições, das noites em bares com os amigos, futebol com os amigos três vezes na semana, sua falta de vontade de querer arrumar um emprego e crescer na vida, ... . - fico cabisbaixa.

- Você não quer ter filhos, senhorita Grace. - olha-me curioso.

- Não nesse momento e nem com o marido que tenho. - respondo sem hesitar.

- Hum.. - roça sua barba rala - E as traições eram por parte de quem?

Nem hesito em responder.

- Dele, é claro. - digo firmemente - Eu penso que se seu casamento não está dando certo, ao invés de trair é mais fácil se separar e procurar outra pessoa, o senhor não concorda?

Ele me olha admirado.

- Com certeza. - concorda.

Nós, então, ficamos em silêncio por alguns segundos.

- E você, o perdoou pelas tradições?

- Não, eu apenas aceitei. Afinal hoje em dia quem é que não trai, não é?

Ele se aproxima da mesa e me olha com seus olhares penetrantes e enigmáticos.

- É, verdade, eu concordo com você, mas não acho que foi o certo a se fazer com uma mulher tão linda e interessante como você.

Desvio o olhar do dele, sentindo que fiquei vermelha de vergonha.

- Obrigada, senhor Price. - esfrego uma mão na outra sentindo- me tensa.

- Só disse a verdade.

Volto a olha- ló e vejo um sorriso meigo e perfeito em seu rosto.

- Fuma, bebe, algum problema de saúde, pratica algum tipo de esporte, ... ?

Suspiro aliviada por não ser alguma pergunta relacionada a minha vida sexual.

- Não senhor, não fumo, bebo só socialmente, saudável como um touro e amo caminhar e correr no parque.

- Hum,.. legal.

Ri de um jeito gostoso de ouvir.

- Terminou a faculdade?

- Sim, terminei as duas.

- Nossa, duas? - olhou-me surpreso e impressionado - Eu achei que era apenas uma, de administração.

- Eu fiz de artes também, só não adicionei em meu curriculum.

- E porque?

- Porque para se trabalhar com artes a gente precisa de inspiração, e eu não tenho nada em que me inspirar a um bom tempo.

- Ah, sim, entendi. - olha-me com compreensão - Bem, então, torço para que você encontre logo a sua inspiração, para que possa me proporcionar a ver uma arte feita pelas suas delicadas mãos.

- Obrigada senhor. - agradeço - Se bem que eu acho que já a encontrei. - digo sem desviar o olhar.

Ele engoli em seco.

- Você é daqui mesmo, de Los Angeles, Grace? - desconversa.

- Não senhor, eu sou de Belfast - Reino Unido.

- Hum, que legal. - sorri - E tem família, fora o seu marido, é claro?

- Sim, tenho meus pais e meus três irmãos, que moram lá, mas que não os vejo pessoalmente desde que vim para cá estudar.

- Nossa, eu sinto muito. - olha- me com pena.

- Não, está tudo bem. Eu já prometi a mim mesma que no meu primeiro salário eu vou lá visitá-los, para matar a saudade de tanto tempo.

- É isso aí, vai sim. Nossa família deve ser sempre a nossa prioridade.

- Sim, com certeza.

Nós olhamos fixamente.

- Bom, agora falando sobre trabalho, você sabe qual é a vaga de emprego que estou oferecendo, não é?

- Sei, sei sim, senhor Price.

- Ótimo. - diz num tom firme - E você já trabalhou alguma vez como assistente pessoal, Grace?

- Em uma casa não, senhor, mas em uma empresa, sim.

- Bom, é quase a mesma coisa. - explica - Envolve as mais diversas tarefas, como; organizar contas, planejar festas, arrumar malas e armários, ... ou até mesmo cuidar de um animal de estimação.

Olho atentamente.

- E se for preciso, você terá que ir a algumas viagens comigo também.

- Tudo bem, senhor. Parece ser bem fácil para mim.

- Que bom que pense assim.

Seu sorriso enigmático deixa- me apreensiva.

- Você também já está ciente de qual é o salário que será pago, não é?

- Sim, sei sim senhor.

- E o que achou do valor?

- Ótimo, muito bom.

- Ok.

Nisso somos interrompidos por duas batidas na porta.

- Entre. - diz firmemente.

A porta, então, se abre, e entra a senhora Constância com uma bandeja em mãos.

- Desculpa interrompe- los, senhor Price, é que imaginei que gostariam de um cafezinho quentinho e pré cuado.

- Ah, com toda certeza, Constância. - responde num tom suave.

Ela coloca a bandeja em uma pequena mesa redonda, na cor preto, que está em um canto da sala, bem perto de uma grande janela, pega duas xícaras e trás até nós.

- Aqui senhor, do jeito que o senhor gosta. - coloca uma na frente dele e a outra em minha frente - Como eu não sabia como a senhorita gosta do seu café, eu trouxe um igual ao do meu CEO. Espero não ter errado na escolha.

Pego a xícara, levo a minha boca e experimento.

- Uau, está muito bom, delicioso, uma escolha perfeita. - elogio.

- Que bom que gostou. - sorri.

Ela, então, vai em direção a porta.

- Qualquer coisa que precisar é só chamar senhor, com licença.

- Ok, obrigada. - agradece.

Ela sai e fecha a porta.

- Você gostou mesmo do café? - olha- me suspeitando.

- Sim, eu amo um café forte.

- Ah, então, tá.

Nós, então, ficamos em silêncio até terminarmos de tomar o café.

- Eh, senhor Price, quantos dias mais ou menos o senhor me liga para dizer se a vaga é minha ou não? - olho na expectativa.

Ele coloca a xícara em cima da mesa e me olha enigmaticamente por alguns segundos.

- Nenhum. - responde seco.

Sentindo- me derrotada, devastada, frustada, ... , me levanto da cadeira.

- Tudo bem, senhor Price, mesmo assim lhe agradeço pela oportunidade de vir a essa entrevista. - estico meu braço com a mão aberta.

Ele me olha sem entender.

- O que está fazendo, senhorita Grace? - indaga - Sente-se, nós ainda não terminamos.

Recolho meu braço surpresa e me sento novamente.

- Se eu disse 'nenhum', é porque significa que a vaga já é sua, mas tem um porém. - mostra o dedo indicador.

- Qual senhor? - pergunto curiosa.

- Vou fazer uma experiência com você, de pelo menos um mês, tudo bem para você?

- Sim, com certeza, senhor Price. - respondo sem hesitar.

Por dentro eu estou vibrando em felicidade.

- Se você for bem nesse um mês, você continua e eu faço um contrato fixo para você, se não for eu contrato outra, de acordo?

- Totalmente de acordo, senhor. - respondo entusiasmada - Eu aceito.

- Ok, então você começa amanhã. - diz firmemente - Esteja aqui às 7:00 em ponto, pois eu não tolero atrasos, ok?

- Ok, senhor. Às 6:50 já estarei aqui. - estico meu braço com a mão aberta outra vez - E muito obrigada pela oportunidade, senhor Price.

- Só me agradeça quando você passar pela experiência.

Deixando- me no vácuo, recuo minha mão outra vez, aceno com a cabeça positivamente, o olho fixamente uma última vez e vou em direção a porta.

.." Bom, ele é um pouco intimidador, mas graças a Deus deu tudo certo e o emprego é meu. - suspiro aliviada ao abrir a porta - Agora eu só preciso me concentrar no trabalho, não entrar em nenhuma enrascada e tudo ficará bem.

Capítulo 3 Emma, o emprego é meu!

- E aí, deu certo, senhorita Grace? - olha-me com expectativa.

- Deu sim, senhora Constância, eu já começo amanhã mesmo. - respondo otimista.

- Que bom, parabéns, fico feliz em saber que a vaga é sua. - parabeniza- me - Finalmente depois de quase 20 moças, ele conseguiu preencher a vaga.

.." Depois de quase 20 moças, caramba, ele bem exigente.

- Pelo visto o seu currículo deve ser muito bom mesmo.

- Obrigada senhora. - agradeço sorrindo.

- Bom, então, até amanhã?!

- Até.

Saiu da mansão toda feliz e sorridente, indo direto para a estação de trem.

- Tô tão ansiosa para começar nesse novo emprego. - suspiro fundo - Só de conseguir pagar as dívidas, já será uma preocupação a menos em minha cabeça.

Chego em minha casa quase meia hora depois.

O Anthony, é claro que ainda não chegou da rua, mas isso não tira a minha alegria, a minha felicidade e o sorriso do meu rosto.

- Ele estando aqui ou não, pouco me importa.

Tiro meus sapatos preto de salto médio, meu blazer azul marinho e os coloco no armário que fica logo na entrada da casa, perto da sala, ficando apenas com a saia que faz conjunto do blazer e a blusa branca que usei para compor o look para a entrevista.

- Agora que estou muito mais confortável, nada como uma bela taça de vinho, não é?!

Vou para a cozinha, coloco minha bolsa em cima da bancada da pia, abro a geladeira e pego a garrafa de vinho branco, que por sinal, já está aberta e pela metade.

Em seguida vou até o armário, pego uma taça e coloco em cima da pequena ilha que fica bem no centro da minha humilde cozinha.

- Eh, acho que a única coisa que falta agora é alguém para comemorar essa vitória comigo.

Eu nem preciso pensar, afinal só existe uma pessoa que eu realmente quero compartilhar as boa notícia.

Vou até a minha bolsa, abro e pego o meu celular.

A primeira coisa que faço é olhar a hora.

- Bem, já são 11:45, então, com certeza ela está em horário de almoço.

Eu sou o tipo de pessoa que não gosta de ligar fora do horário, para não arrumar problema para a pessoa no trabalho dela.

- A Emma vai vibrar quando souber que o emprego é meu.

Sento na banqueta da pequena ilha, entro nas minhas últimas ligações feitas e clico em cima do número dela.

Enquanto espero ela atender, encho metade da minha taça de vinho, o que são apenas três toques.

- Oi, Grace. E aí, como foi lá na entrevista? - pergunta curiosa e ansiosa pela minha resposta.

- Ah, bem. - respondo fazendo suspense.

Tento segurar ao máximo a minha empolgação.

- Só, 'bem'? Como assim? - indaga aflita.

Mesmo com uma vontade enorme de dizer a ela que o emprego é meu, eu resolvo continuar com o suspense.

- Ah, foi bem, o que mais você quer que eu diga?

- Ué, sei lá, que o emprego é seu?

Suspiro fundo e finalmente resolvo dizer para ela.

- Então tá, o emprego é meu.

Eu mal termino de falar e ela grita extasiada do outro lado da linha.

- Aaa... Não acredito amiga, parabéns, eu sabia que você ia conseguir esse trabalho.

- Obrigada. - agradeço e bebo um gole do vinho.

- Nossa Grace, tô muito feliz por você, de verdade. - diz com total sinceridade.

- Eu sei. - suspiro.

Ficamos em silêncio por alguns segundos.

- Bom, mas e aí, me conta, como é o seu novo CEO? Porque o anterior além de ser um pé no saco, era feio para chuchu.

Há.. há.. há.. - começo a rir do modo como ela diz.

- Aí, só você mesmo, Emma.

Há.. há.. há.. - não consigo parar de rir.

- Oxi, e é mentira?

- O duro que não. - afirmo.

Há.. há.. há..

Enquanto ainda estou na gargalhada, ouço ela fazer o mesmo do outro lado da linha.

Há.. há.. há..

- Tá bom, vai Grace, chega de enrolação e me diz logo como ele é.

Bebo mais um gole de vinho e em seguida suspiro profundamente.

- Pera aí, você suspirou? - indaga cabreira - O que você está escondendo de mim?

- Eu? - desconverso - Nada.

- Não, você está escondendo algo sim. - diz convicta - Pera aí, que chego aí em dez minutos e você terá que me conta pessoalmente.

- Mas e o seu ...

Tu.. tu.. tu..

Sou deixada no vácuo sem concluir o que eu ia dizer.

- Cara, desse jeito ela vai acabar perdendo esse emprego.

Pego a garrafa em minha mão e viro- a, colocando mais vinho na taça.

- Só ela mesmo viu.

Começo a rir enquanto bebo e me lembro do senhor Price todo nu, parado em minha frente.

.." Que espetáculo de homem é aquele! - molho meus lábios com a ponta da língua e em seguida mordo o lábio inferior - Deve ter uma pegada na cama.. que meu Deus.. snif..

Só mais duas taça de vinho e ouço a Emma entrando na porta da frente.

Já sendo de casa ela sabe que não precisa bater ou chamar.

Ela pode entrar direto.

- Vai Grace, desembucha.

Entra na cozinha, joga a sua bolsa do lado da minha e senta em outra banqueta da pequena ilha, de frente a mim.

- Ok, Emma, eu vou te contar tudinho, detalhadamente, mas antes deixa eu te servir uma taça de vinho. - enrolo para deixa- lá ainda mais ansiosa.

- Tá, mais não enrola hein.

Levanto, vou até o armário, pego outra taça e volto para o mesmo lugar que estava.

- Prontinho. - pego a garrafa de vinho e sirvo para ela - Viu como foi rápido?

- Eh, foi sim,.. - concorda - .. mas agora, anda vai, desembucha.

- Tá bom! - riu e mordo o canto do lábio inferior.

- E oh,.. - chama a minha atenção antes de eu começar a falar - .. todos os detalhes hein.

- Ok.

Bebo mais um gole de vinho, suspiro fundo e começo a contar desde o início para ela.

- Bom, primeiro que eu cheguei atrasada, achei até que ele não iria querer me receber, mas graças a Deus ele não se importou com os 00:45 minutos adicionados..

- É, um ponto positivo para ele.

- Eh, é sim. - concordo levando a taça novamente a boca e bebendo outro gole de vinho - Só que esses minutos adicionados, por conta do meu atrasado, teve uma consequência.

- Como assim, uma consequência? - olhou-me confusa.

- Não foi uma entrevista convencional. - digo sentindo uma tensão surgir em mim - Foi algo bem inusitado para mim.

- Inusitado? - olhou-me sem entender - Como assim, me explica.

Estalo todos os dedos da mão antes de começar a falar.

- Ele me fez ir até a Hidromassagem, da enorme mansão dele, onde eu o encontrei totalmente nu.

A primeira reação dela é arregalar os olhos e levar as mãos a boca.

- Não, não creio que ele teve a coragem de fazer isso?! - diz incrédula.

- Bom, acredite você ou não, ele teve sim. - afirmo - E vou te dizer hein.. snif.. é um espetáculo de homem. Perfeito.

- Sério?

Balanço a cabeça positivamente.

- Por acaso você já ouviu falar do 'Bilionário Thomas Mueller Price', um dos homens mais cobiçado e desejado de Los Angeles?!

Só de dizer o nome dele a ela, ela já me olha de boca aberta.

- Nãooo.. sério mesmo? - indaga incrédula - Seu novo CEO será nada mais, nada menos, que o gostosão do 'Thomas Mueller Price'?

- Sim, ele mesmo. - digo de boca cheia.

- Não, não pode, nós temos que trocar de emprego agora mesmo. - diz num tom brincalhão.

Há.. há.. há.. - ri tanto que sai lágrimas de meus olhos.

- Tô falando sério, Grace, nós temos que troca. - diz eufórica - Eu preciso confirmar se ele é tudo aquilo que eu vi nas revistas.

- Bem, aí depende, o que você viu na revista?

- Ah, um homem com um corpaço e muito bem dotado, se é que você me entende. - diz num tom de malicia.

- Ahm.. - faço segundos de suspense - É.. pra sua alegria e tristeza, ele é tudo isso e mais um pouco.

- Jura?

Balanço a cabeça positivamente.

- Meu, porque que eu nunca tenho uma sorte igual a sua? - diz num tom de desânimo e lamentação - Você deve ter nascido com o bunda virado para lua viu, só pode.

Há.. há.. há.. - começo a rir sem parar.

Ela pega a taça e bebe o vinho de uma só vez, e em seguida nos olhamos por alguns segundos.

.." Será que tenho mesmo, tanta sorte como ela diz? Será que o que aconteceu naquela entrevista foi por acaso, por causa do meu atraso, ou foi proposital da parte det?

- O que foi, Grace? - olha- me atentamente -O que está passando aí, nessa sua cabecinha?

- Se sou sortuda mesmo como você disse. Se foi o fato de eu ter chegado atrasada para a entrevista, que me levou a vê- ló totalmente nu naquela hidro, tipo uma coincidência, sabe?

Ela balança a cabeça positivamente.

- Ou se ele fez aquilo de propósito, como uma forma de me punir pelo meu atraso.

- Ah, Grace, o que posso te dizer? - da de ombros - Se bem que uma punição dessas, eu ia querer receber todos os dias!.

- Né?! - concordo rindo - Até eu.

- Bom, mais e aí, ficou faltando um detalhe para você me dizer?!

- Que detalhe? - a questiono.

- Oxi, se estava duro ou não. Porque para você dizer que ele é bem dotado, você não tirou o olho de lá.

- Eh.. - desvio o olhar e suspiro ao lembrar do senhor Price todo peladinho.

- Emma? - grita meu nome chamando a minha atenção.

- Ahm, o que?

- Eu preciso saber se ele estava excitado ou não. Nossa eu já imaginei aquele homem tantas vezes pelado que nem consigo contar.

A Emma sempre tem um jeitinho de me convencer a dizer o que ela quer saber.

- Ok, eu vou dizer sua pervertida. - riu divertidamente - Pelo tamanho e grossura, com certeza ele estava excitado.

- Jura? - indaga surpresa e extasiada.

- Sim. - afirmo - Estava bem duro.

Coloco o cotovelo em cima da ilha e apoio minha cabeça em minha mão, enquanto a lembrança do p**** dele fica reprisando em minha mente.

- Ao vê- ló totalmente excitado, você caiu de boca, né?

Ao ouvir, começo a rir.

- Você ficou louca, Emma? Eu sou casada!

Me olha de um jeito como se não se importasse.

- E daí? - responde de um jeito debochado - Isso é só um detalhe.

- Você diz isso porque não tem o marido que eu tenho. Ciumento e neurótico.

- Desculpa Grace, mas nem queria ter. - diz com sinceridade - Porque, para que que eu ia querer ter um homem ao meu lado que se importa mais com os amigos do que comigo, que só me procura uma vez por mês e só para uma rapidinha, deixando- me na cama frustada e insatisfeita por não ter tido um orgasmo, que prefere sair para jogar futebol e transar com qualquer uma por aí, ao invés de arrumar um emprego e dar uma vida melhor a mulher guerreira, batalhadora e maravilhosa, que ele tem dentro de casa, um cara que no dia do nosso aniversário de casamento ou até no meu, fica esperando que eu mesmo me presenteie, se não é passado em branco?

Eu ouço algumas palavras que me ferem, que me machucam, mas que lá no fundo, eu sei que ela está me dizendo a verdade.

Respiro fundo.

- É, você tem toda razão. - concordo cabisbaixa.

- Mas é claro que tenho, afinal era eu que estava com você no seu último aniversário, você lembra? - recorda- me - Enquanto eu a levei para se divertir e comemorar em uma balada, para não passar mais um em branco, ele estava transando com uma v**** no quarto de vocês, na cama onde vocês dormem.

Eu a olho com os olhos cheios de lágrimas e o canto do nariz contraindo. Prestes a chorar.

- É claro que me lembro, não tem nem como eu esquecer. - afirmo - Eu peguei um trauma tão grande de abrir a porta do meu quarto, que quando eu chego da rua, se você não estiver comigo para abri- lá, eu fico em qualquer cômodo da casa até ele aparecer. Aquela cena dele comendo ela por trás enquanto usava o meu vibrador na b***** dela, ficou gravado em minha memória. Tanto que toda vez que ele me pedi para ficar de quatro, no meio do papai e mamãe, as coisas esfriam na hora, me fazendo sair da cama e ir para o banheiro chorar. - as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto - Não porque eu não gosto desta posição, mas porque me faz lembrar do que ele estava fazendo com a outra. - dou um suspiro pesado - Na minha cabeça, é como se ele quisesse me usar para recordar daquele dia, com aquela mulher, entendeu?

- Oh, amiga. - me olha com pena segurando em minha mão.

- Tudo bem, eu já estou começando a me acostumar com isso. Acostumando a transar pela metade. Acostumando a me satisfazer com os meus dedos ou o meu vibrador novo, no banheiro enquanto ele dormi ou não está em casa.

- Não, você não deve se acostumar com isso, Grace. Porque isso não é normal em uma relação. - diz firmemente - Você é uma mulher linda, maravilhosa e gostosa, que merece ter um uma relação sexual saudável. Uma relação que a de muitos orgasmos.

Há.. há.. há.. - começo a rir.

- Só você mesmo Emma, para me fazer rir desse jeito.

- Mas é sério c******,.. - ri também - que mulher não merece ter muitos orgasmos?

- Ah, sei lá. - continuo rindo - As amantes do meu marido?

Há.. há.. há.. (×2) - começamos a rir juntas.

- Né??.. - concorda.

Os risos e zoeira se arrastam por mais meia hora.

Não é sempre que batemos um papo assim tão gostoso, mas quando fazemos a gente abusa ao máximo.

- Não, mas agora é sério Grace. - tenta não rir tanto - Se um CEO tão gostoso como esse senhor Price é, te desse algum sinal de interesse em você, você teria mesmo a coragem de recusar só pelo fato de você ser casada? - olhou-me curiosa.

- Ah, eu ...

De repente o Anthony entra na cozinha interrompe a minha resposta para ela.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022