Alex Carter.
Acordo mais uma vez nesse lugar imundo. Eu fui realmente muito burro em acreditar que tinha conseguido um emprego. Quando tinha ido pra São Paulo na agência de emprego, me deram o endereço errado e fui sequestrado. Até agora não sei onde eu estou, só lembro de ter acordado nesse lugar horrível e pronto. E o pior disso tudo é que eu não sou o único aqui, tem mulheres e homens jovens também. Onde nós somos abusados sexualmente, todos os santos dias, nem uma pausa.
Agora que descobriram que eu sou diferente, sou atormentando o tempo todo. Meu maior medo é acabar engravidando nessa porra, porque, querendo ou não, eu tenho uma vagina. - Solto um suspiro e me encosto na parede, meu corpo está todo dolorido por causa dessa madrugada.
Olho para as outras pessoas no local e só peço que alguém nos tire daqui. Tomamos um susto ao ouvir tiros soado pelo local.
- Abaixem a cabeça. - A Sara grita.
Todos nós abaixamos a cabeça e ficarmos quietos. Logo os tiros cessaram e ouvimos a porta sendo aberta.
- Tem pessoas aqui, chefes!! - Não entendia essa língua, que idioma é esse?
Logo vejo dois homens de ternos entrando, arregalo os olhos surpreso.
Quem são esses dois?
- Vocês são prisioneiros? - Solto um suspiro de alívio, quando ele fala em inglês.
- S-S-Sim.- O Felipe responde gaguejando.
- Iremos levar todos vocês de volta ao seus países. - Todos soltam suspiros e alívios, alguns choram de felicidade. - Vamos.
Todos nós se levantamos e seguimos para fora desse maldito quarto. Vejo vários corpos mortos no chão, uma onde de satisfação me atingiu.
Deveriam sofrer mais, esse infelizes.
- Sigam o Heitor. - Ele aponta para um jovem. - Ele vai fazer as perguntas pra vocês, de onde são. Para preparar o jatinho e levar vocês para casa.
Muitos começam agradecer, eles somente acenam. Todos começam a seguir o tal de Heitor, vejo que eles estão indo para o carro.
Corro na direção deles.
- Com licença. - Digo um pouco incerto.
O homem que tinha tatuagem me olha friamente.
- O que você quer? - Questiona ríspido.
Engulo seco.
- Por favor, me deixem trabalhar pra vocês. - Imploro, me curvando.
- Você tem coragem de matar alguém? - Percebo que foi o outro cara que perguntou.
- Sim. - Digo sem hesitar.
- No que você é bom? Acha que vamos contratar qualquer um? - Suspiro.
- Eu.... Eu sei hackear. - Ele bufa.
- Já temos muito. - O homem do seu lado, coloca a mão em seu ombro.
- Damon, não seja assim. - Ele me olha. - Se quer entrar nessa vida, pode entrar. Só que não queria sair depois.
- Não vou, senhor. - Digo com firmeza.
Ele dá um sorriso de lado.
- Bem vindo a máfia Rússia.
Fico surpreso com isso.
Depois daquele dia, eu comecei a servir os senhores D'Angelos. E tem uma coisa, eu nunca me arrependi de te entrado nessa vida.
VOTEM.
COMENTEM.
Alex Carter.
Acordo com o despertador tocando, solto um gemido frustrado com isso. Mal fechei os olhos e já está tocando, esse caralho. - Sento na cama e me espreguiço e olho para o relógio, vendo que são seis e meia da manhã.
Bocejo e saio da cama, indo até o banheiro tomar um longo banho pra despertar. - Jogo as minhas roupas no cesto de roupas sujas e entro de baixo do chuveiro.
Agora que os chefes são pais, eles me deixaram tomando conta da máfia. Eu que resolvo tudo agora, é como se eu fosse o líder nessa merda. Se eu soubesse que ser líder seria assim, nem teria aceitado, é muito cansativo. Agora entendo que o chefe Damon dizia, que trabalhar é uma merda.
Tudo sobra pra mim, eu tenho que ficar de olho em tudo. Ordenar quem vai, quem vem, tudo isso está me deixando louco. - Desligo o chuveiro e saio do box, aproximo da pia e pego a minha escova de dentes.
A minha casa precisa de uma grande limpeza, eu mal tenho tempo. Eu vim chegar em casa de três e meia da manhã e mal tenho um sono regulado como antes. - Sinto que a qualquer momento eu fosse explodir, e o pior disso tudo, a porra da minha menstruação está chegando, ver se pode um caralho disso.
Ter um órgão feminino é tão chato, mais eu entendo as mulheres, quando reclamam das dores menstruais. - Saio do banheiro e vou até o guarda-roupa, pego uma calça jeans preta e uma camisa preta também, junto com uma jaqueta de couro preta.
Vou de luto nessa merda.
Pego meu celular e saio do quarto, vejo que tinha ligações perdidas do Heitor. Solto um suspiro, sinto que já vem merda por aí.
Retorno a ligação pra ele.
- Alex?
Bufo.
- Não, aqui é a alma dele, quer deixar alguma mensagem?
Escuto ele bufar do outro lado da linha.
- Nem a essa hora da manhã, tu não deixa de ser sarcástico.
- É um dom. Agora fala o que tu quer.
Ele solta um suspiro.
- Acho que fiz merda.
Pelo amor de Deus, quero paciência.
- O que tu fez caralho de asa?
Pergunto irritado.
- Lembra que nós estávamos precisando de alguém pra contratar pessoas, pra ficarem de guarda nas boates, nos cassinos..
Corto ele.
- Fala de uma vez caralho, o que buceta tu fez?
Eu realmente estou ficando de TPM.
- Eu contratei um garoto....
Solto um suspiro.
- Hum?
- E ele contratou só estupradores e pedófilos.
- Vai tomar no cu, vai se foder... Que caralho!!
Acabo xingando em português.
- O que?
Respiro fundo várias vezes.
- Irei reportar as coisas para os chefes e depois eu chego aí.
- Tudo bem... Eu sinto muito, Alex.
- O que passou, passou.
Desligo na cara dele.
Respiro fundo várias vezes, tentando me acalmar. Nego com a cabeça e sigo até a cozinha, tem muitos pratos sujos pra lavar. E eu nem tenho nenhum tempo pra isso. - Tomo o café da manhã bem rápido, porque quero resolver logo essa merda, que o garoto fez. Eu só espero que os chefes não me mande matar o Heitor, porque querendo ou não, ele tem me ajudado em algumas coisas.
Saio de casa e entro no meu novo carro. Porque o meu antigo estava todo cheio de sangue do cara que matei. Então tive que queimar para não ter nenhuma evidência.
****
Desço do carro e dígito a senha e antro na casa. Eu me sinto muito sortudo em saber que eles confiam em mim, para me dá a senha. - Assim que abro a porta, sou atingido por um travesseiro.
- Ainda diz que é líder da máfia, tão distraído. - Bufo.
- Enzo, vai ver se eu tô na esquina, vai. - Digo irritado.
- Hum, tá de TPM é? - Pergunta sendo debochado.
Oh, se essa criança soubesse como é eu na TPM, nem queria falar comigo.
- Me esquece, onde está os chefes? - Questiono.
- Pegando a mamãe. - Arregalo os olhos.
- O-O que? - Ele revira os olhos.
Essa criança é chata, meu irmão.
- Sabe como é, o Klaus tá no quarto se quiser ver ele. - Sinto meu rosto esquentar um pouquinho.
- Cala a boca, sua criança endemoniada. - Ele revira os olhos.
- Alex!! - Tomo um susto e me viro, vendo o Tom descendo a escada. - Não chame meu filho assim, seu idiota.
- Não tenho culpa, se a criança puxou ao senhor Damon. - Ele revira os olhos.
- Eles estão lá em cima. - Sorrio e subo as escadas.
Eu e o Tom temos uma grande amizade, eu não trocaria isso por nada nesse mundo. - Dobro a esquerda e acabo batendo no Klaus.
- Desculpa. - Deitamos juntos, logo caímos da risada por isso.
- Essa foi boa. - Ele diz rindo.
Como esse garoto é lindo. Eu nunca pensei que iria gostar de alguém, mesmo não sendo recíproco.
- Sim, foi. Se machucou? - Pergunto preocupado em machuca-lo.
- Não e você? - Pergunta me olhando fixamente.
- Não... Eu tô bem. - Digo um pouco envergonhado.
- Que bom, fico aliviado em saber que não se machucou. - Ficamos nos encarando, eu não conseguia desviar o meu olhar dele.
Ele se tornou um homem tão lindo. Porra, eu realmente estou apaixonado pelo filho dos meus chefes.
Escutamos um pigarro.
- Se não estivermos atrapalhando aí, Alex, poderia entrar? - Tomamos um susto.
- A-Ah.. C-Certo, chefe. - Digo todo nervoso.
Klaus também ficou nervoso.
- Vou ver como a mãe está. - Rapidamente some da nossa vista.
Entro no escritório deles e o senhor Lúcifer, está sentado em sua mesa. O senhor Damon fecha a porta atrás de mim e logo segue pro lado do seu irmão.
- O que vamos ouvir hoje? - O senhor Lúcifer pergunta.
- As coisas estão indo bem, senhor. As drogas que o senhor Christopher pediu, já foi entregue ontem a noite.
- Algum policial? - O senhor Damon pergunta.
Dou um sorriso de lado.
- Alguns, não precisam se preocuparem, meus senhores. Tudo foi resolvido. - Eles dão sorrisos maliciosos.
- Creio que se livraram dos corpos? - Lúcifer pergunta.
- Nenhum corpo, senhor. - Eles acenam. - Ah, as novas armas chegaram também.
- Então você enviou algumas mulheres pro Japão? - Aceno.
- Aquelas que quiseram ir, eu disse que o chefe da máfia japonesa, queria algumas mulheres, pra... Serem prostitutas deles. Algumas aceitaram de boa, eu avisei também que se algo acontecer, nós não podemos fazer nada.
- E o que elas disseram? - Damon questiona sério.
- Que não tinha problema nenhum. - Os dois suspiram.
- Acho que não vai ter nenhum problema, eles nos conhece o suficiente pra saber que não gostamos que machuquem as garotas. Se eles fizerem isso, não vamos mais ter nenhum acordo. - Lúcifer diz sério.
- Sim, senhor.
- Mais alguma coisa pra dizer?
Será que devo dizer sobre o que aconteceu? Eu posso resolver isso.
- Bom.. - Os dois novamente suspiram juntos.
- Só resolva isso, Alex. Pode ir.
- Sim, senhor.
Saio do escritório e solto um longo suspiro. A única coisa que eu mais quero agora, é dormir. - Desço as escadas e vou na cozinha, vendo o Tom cozinhando.
- Alex, é impressão minha ou você está mais irritado que o normal? - Ele me conhece tão bem.
- TPM. - Digo e ms sento na cadeira, apoiando meus cotovelos no balcão.
Ele se vira pra mim.
- É ruim? - Aceno.
- Ter um órgão feminino, eu posso menstruar, sinto dores de cólica. Isso é muito chato, logo hoje, quando eu estou assim, só aparece problema.
Ele me serve um copo de suco.
- Obrigado. - Dou um gole e suspiro. - Tão bom.
- Eu sempre me perguntei, mas, quem sabe mais sabe sobre. - Ele aponta pra minhas pernas.
- Você, os chefes e a Jéssica. Somente vocês, eu não quero que ninguém mais saiba. - Ele acena.
- Tudo bem, enfim. O aniversário do Enzo tá chegando, você vai vim, né?
- Provavelmente, se não acontecer algo importante. Porque só tem eu, pra resolver as coisas, e tem gente que gosta de fazer tudo errado.
- Tá difícil pra você né?
- Muito. Agora que eu estou sendo o responsável na máfia, tenho que resolver tudo e ainda por cima, reportar tudo o que aconteceu pra eles. Mal tenho vida, minha casa parece um lixo.
- Se quiser, eu falo com eles pra ti dá um alguns dias de folga. - Nego.
- Não, tudo bem. Eu vou resolver a merda que o Heitor fez e dormir um pouco.
- Você realmente precisa, sua cara está de morto. - Bufo.
Sinto algo atingindo minha cabeça.
- Aí!
- Ainda diz que é responsável. - Olho feio pro Enzo, que acabou de entrar na cozinha.
- Eu não disse que teu filho parece um endemoniado.
- Para de chamar meu filho assim. E Enzo, pare de ficar jogando as coisas no Alex.
- É divertido, mãe. Ele nunca tá atendo a nada, como se diz ser responsável, se não consegue se defender.
Respira, Alex. Respira, não mata, é só uma criança endemoniada.
- Porque eu me sinto bem aqui, Enzo. Aí eu abaixo a minha guarda, mais a partir do momento que saio daqui, fico atento a tudo.
- Hum, sei. Muitos dizem isso. - Ele sai da cozinha.
- Teu filho tem problema na moral, Tom. Ele é debochado, sarcástico e um pestinha. O mesmo não deveria está na aula?
O Tom solta um suspiro e volta a cozinhar.
- Ele tá suspenso por pregar uma pegadinha com o diretor. - Seguro a risada.
- Qual foi a pegadinha dessa vez?
- O diretor tem medo de cobras, ele encheu a sala do diretor de cobras não venenosas.
Não consigo segura a risada mais e acabo gargalhando.
- Isso não tem graça, Alex. O pobre homem foi parar no hospital.
- Quando digo que seu filho é endemoniado, você não acredita. - Ele me olha feio. - Enfim, tenho que ir, trabalho né chama.
- Toma cuidado.
- Pode deixar. - Ia saindo da cozinha, mais lembre de um fato interessante. - Tom?
- Sim? - Ele me olha.
- Quem vai vim no aniversário do Enzo? Porque o que eu saiba, ninguém gosta dele.
- Vai ser só a família, Alex. - Diz irritado, acabo rindo.
- Certo.
Saio da cozinha e vejo o Klaus saindo da biblioteca, ele me olha.
- Já vai? - Pergunta se aproximando, engulo seco por isso.
- Sim, sabe como é, o trabalho me chama. - Ele dá um sorriso.
Puta merda, sorriso lindo.
- Sei. - Mordo os lábios nervoso.
- Você não deveria está na faculdade? - Pergunto.
- Não teve aula hoje, só amanhã.
- Ah sim.
E novamente ficamos nos encarando, vejo seu olhar descer para a minha boca.
Caralho!!!!
- Se os senhores acabaram de se comerem com os olhos, quero assistir meu desenho em paz. - Tomamos um susto com a voz do Enzo.
- Não estávamos se comendo com os olhos. - Ditamos uníssono.
- Aham, e eu sou um alienígena. - Esse demônio.
- Vou indo.
Rapidamente saio da casa deles e entro no meu carro.
- Para de bater assim coração!!! - Rosno irritado.
Eu o que eu fiz pra merecer isso.
VOTEM.
COMENTEM.
Klaus D'Angelo.
Minha vida realmente mudou muito, quando fui adotado pela família D'Angelos. Eu me sinto tão feliz por isso, nem sei o que seria de mim se eles não tivessem me resgatados. Eu lembro de tudo, mesmo que eu não queira lembrar, foi tão assustador ser vendido pela minha antiga família.
Hoje tenho dezenove anos e uma linda família, eu sinto-me tão bem. As vezes tenho alguns pesadelos sobre o meu passado, os nossos quartos tem aprova de som. Então, quando as vezes acordo gritando por causa do pesadelo, ninguém escuta. Eu não quero preocupar minha família por causa disso.
****
Saio do quarto e esbarro sem querer no amor da minha vida.
- Desculpa. - Ditamos juntos, e se encaramos e logo rimos.
- Essa foi boa. - Digo ainda rindo.
- Sim, foi. Se machucou? - Pergunta preocupado.
Ah, como é fica lindo todo preocupado.
- Não e você? - Pergunto olhando fixamente pra ele.
Caramba, eu poderia beija-lo agora.
- Não... Eu tô bem. - Diz um pouco envergonhado.
Porra!! Se controla Klaus.
- Que bom, fico aliviado em saber que não se machucou. - Digo e como não tínhamos mais nada pra falar, ficarmos de encarando.
Belíssimo!!
Escutamos um pigarro.
- Se não estivermos atrapalhando aí, Alex, poderia entrar? - Tomamos um susto.
- A-Ah.. C-Certo, chefe. - Diz todo nervoso.
Fico nervoso também por causa do olhar que meu pai está me dando.
- Vou ver como a mãe está. - Rapidamente corro para o andar de baixo.
Desço as escadas com o coração na mão. Droga, eu realmente estou tão apaixonado que fico feliz somente encarando ele.
- Viu o amor da sua vida? - Reviro os olhos com a voz do Enzo.
- Olha, não começa a essa hora da manhã.
- E quem disse que tem hora pra perturbar?
- Deus, dá-me paciência.
- Eu me pergunto, quando vão se declarar um pro outro? - Olho feio pra ele. - Não precisa me olhar assim, só estou falando o óbvio.
- Deveria se preocupar em parar de fazer pegadinhas com os outros. - Ele bufa.
Esse garoto as vezes parece um adulto.
- Porque eu deveria me preocupar com aqueles que gostam de falar mal dos outros?
Fico sem entender.
- Como assim?
Aproximo dele e me sento ao seu lado.
- Porque você acha que eu fiz a pegadinha com o diretor? - Continuo sem entender.
- Dá pra falar logo.
- Ele falava mal da nossa mãe, Klaus.
- O que? Do que ele falava? - Questiono irritado.
- Que a nossa mãe era uma puta por estar com dois homens.
Ah, se o nossos pais souberem disso.
- Então você fez bem. - Ele me olha como se eu fosse idiota. - Deixa de ser chato.
- Não é chato, é que você fala a coisa mais óbvia do mundo.
- Tu só tem dez anos e é uma peste. Já foi expulso de três escolas.
- Claro, eles falavam mal da nossa mãe, tu queria que eu fizesse o que?
Bom, se os nossos pais soubessem, eles estariam mortos.
- Tá, estou indo na biblioteca.
Levanto do sofá e caminho até a biblioteca, entro e já vou na sessão de matemática. Pego o livro e vou até o sofá, sento e começo a ler.
****
Escuto a voz do Alex e saio da biblioteca o encarando.
- Já vai? - Pergunto se aproximando dele.
- Sim, sabe como é, o trabalho me chama. - Acabo dando um sorriso.
- Sei. - Digo e o vejo morder os lábios.
Puta merda!!!
- Você não deveria está na faculdade? - Pergunta do nada.
- Não teve aula hoje, só amanhã. - Respondo.
- Ah sim.
E novamente ficamos nos encarando, acabo olhando para sua linda boca.
Ah, como eu queria tanto saber o gosto.
- Se os senhores acabaram de se comerem com os olhos, quero assistir meu desenho em paz. - Tomamos um susto com a voz do Enzo.
- Não estávamos se comendo com os olhos. - Falamos juntos.
Essa criança é um demônio.
- Aham, e eu sou um alienígena. - Não disse que é um demônio.
- Vou indo. - Ele diz e rapidamente sai da nossa casa.
Olho feio pro Enzo.
- Porque tu é assim?
- Porque não diz logo o que sente? Vocês dois se gostam, mais nunca vão admitir.
- Ele não gosta de mim. - Sussurro.
- Aham, e eu sou um ninja.
- Desliga o sarcástico por um minuto.
- Klaus, eu sou uma criança e mesmo assim, dá pra perceber que vocês dois se gostam.
Bufo com isso.
- Só fique quieto, não se meta. - Ele revira os olhos.
- Tudo bem.
Solto um suspiro.
- Quer ir no shopping? - Pergunto e o mesmo me olha.
- Querer eu quero né, só que infelizmente tô de castigo. - Acabo rindo.
- Ah é, eu esqueci isso. Quem manda aprontar.
- Vai tomar no...
- É o que Enzo? - Olhamos para os nossos pais na escada.
- Nada, pai. - Diz desviando o olhar.
- É melhor controlar essa sua linguinha, antes que eu arranque ela. - O papai Damon diz sério.
- Desculpa. - Diz emburrado.
- Nem era pra está assistindo, você estar de castigo.
- Mamãe deixou. - Diz ainda emburrado.
- Como sempre, Tom sempre pega leve com você. Porque por mim, eu colocaria você no meu joelho e lhe dava algumas palmadas. - Diz sério.
- Damon, pegue leve com ele. Sabe como o Enzo é.
- Isso porque nunca levou um tapa.
- E nem vai levar. - Olhamos para a entrada da cozinha, vendo a nossa mãe. - Nem ouse pôr a mão nele, Damon.
Ele bufa.
- Como se eu pudesse. - Diz irritado.
- Luc, se ele está de mal humor, leve ele pra longe daqui.
Meus pais sempre brigam por besteira, eu sei o motivo da minha mãe não querer que o Enzo apanhe. É por causa da sua infância, papai Damon sabe disso, por isso não bate nele.
- Irei estudar no quarto. - Digo e subo para o meu quarto, entro e deito na cama.
Será que devo me declarar pro Alex? Nós somos amigos, até já saímos juntos. Foi o melhor dia da minha vida e o pior, porque eu tinha que fingir ser amigo dele. Querendo ou não, eu cresci ao lado dele, saímos quando eu era pequeno e tals.- Alex e eu temos um vínculo, mas, eu não tenho coragem de dizer que amo ele.
O que eu faço hein?
Acho que o Alex não sabe disso, mas, eu sei o segredo dele. Fiquei surpreso em saber que ele tem uma vagina no lugar do pênis. Isso não o torna menos especial, ao contrário, ele é muito especial para mim. Eu o amo tanto que chega doer o meu coração.
Eu lembro do dia que saímos e bebemos juntos, aí formos na casa dele. Eu queria que aquele dia nunca acabasse, foi tão maravilhoso.
- Falando nisso, acho que posso ir na casa dele. Ele mal está dormindo, posso cozinhar algo.
Pego meu celular e ligo pra ele.
- Klaus?
Ah, amo sua voz.
- Oi, foi mal incomodá-lo.
- Não incomodou. Algum problema?
- Nenhum, eu só queria saber se posso ir na sua casa hoje? Faz tempo que não temos tempo pra conversar, só nós dois.
Puta merda!!! Eu realmente falei isso.
- A-Ah..... Sim.
Arregalo os olhos.
- Sim? Eu posso ir?
- Se não se assustar com a minha casa suja.
Brinca e acabo rindo.
- Sem problema nenhum, querido.
A ligação ficou muda por alguns minutos.
- Alex?
Chamo e escuto sua respiração.
- Ah, pode ir.
- Claro, vejo você lá então.
- Tchau.
- Bye.
Desligo o celular e grito feliz.
- Puta merda, eu chamei ele de querido!!
Enterro meu rosto no travesseiro e grito abafado.
Eu preciso ficar lindo, vou levar algumas roupas extras, rapidamente corro pro banheiro.
****
Desço as escadas com a mochila nas costas.
- A onde vai? - Olho pro pai Luc.
- Não está óbvio, pai? Ele vai namorar.
Reviro os olhos.
- Vou pra casa do Alex. - Ele me olha e acena.
- Tudo bem, irei avisar a sua mãe.
- Oh, mãe!! O Klaus vai pra casa do Alex!!!!
- Puta que pariu!! - Rosno irritado.
Ele simplesmente dá um sorriso de lado, olho pra o pai Luc que simplesmente desviou o olhar.
- O que? Pra casa de Alex? - Aceno. - Que horas volta?
- Tarde. - Ele acena.
- Tudo bem.
Saio de casa e vou até garagem, pegando o meu carro. Dou a partida pra casa do amor da minha vida.
Espero que eu não surte e acabe beijando ele.
VOTEM.
COMENTEM.