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Imarcescível

Imarcescível

Autor:: Autora Qsky
Gênero: Romance
Imarcescível, é algo eterno, algo que não se extingue, que não acaba, que é imperecível. Simon, pensa que o amor que Utima sente por ele, não acaba, que vai o amar, independentemente do que acontecer. Mas as coisas não são bem assim. Eventualmente, Utima desiste do seu amor por Simon. Mas será que já não há concerto? Entretanto, Utima conhece Dylan, e tem uma relação, um tanto, quanto peculiar. Nada nesse mundo é Imarcescível.

Capítulo 1 Prólogo

Passo as minhas mãos pelas suas coxas grossas e aperto, sinto- a ofegar, sua respiração em meu pescoço me faz arrepiar, eu estou muito excitado nesse momento, essa mulher nerd e sexy me faz ter pensamentos indecorosos, até tenho medo de mim mesmo, pois, o que quero fazer com ela, não é nada católico. Sorrio de lado enquanto a encaro.

"O que foi?". Ela pergunta com uma voz fina.

"Você é muito gostosa, posso meter fundo e forte?". Pergunto e ela ri de mim, e me leva junto, suas mãos rodeiam o meu pescoço, enquanto os meus braços rodeiam a sua cintura fina e a puxo para mim, a levanto, suas pernas automaticamente enrolam em meu torço.

"Como você quiser". Ela sussurra, bem, hoje em ganhei na loteria, vou comer uma mulher irresistível e excitante.

Sento-me na cama e ela rebola em meu colo, fazendo fricção com o meu membro duro, sinto a sua quentura, caiu de boca em seus seios fartos, e ela treme, quando o meu polegar pressiona o seu centro quente e molhado, engancho os meus dedos em cada lado da sua cueca, deslizo por sua pele castanha e lisa, pego...

Ah! Não! Capítulo errado.

********

Eu, Q.Sky, vos convido a uma aventura comigo, que seja divertida e que possamos aproveitar.

Boa leitura, comentem e partilhem.

Beijos, Q.Sky

Capítulo 2 Somos apenas crianças

Q.Sky

Acredito que essa história deve ser contada, então prestem a atenção e sintam todas as emoções a que têm direito.

Simon

"Hoje vamos ao parque, foi montado um circo lá". Uami diz contente vindo me contar a novidade e eu fico feliz, vou contente até Sun, puxo o seu braço para ter a atenção da minha irmã menor e lhe digo que vamos ao circo.

"Perfeito". Sun bate palmas enquanto salta, demonstrando o seu contentamento com a notícia recebida.

"Os meus pais estão quase a chegar". Uami avisa enquanto esperamos ansiosos na porta da escola.

"Onde está a Utima?". Eu pergunto não a vendo, a procuro na multidão que passa agora pelo portão.

"Ela foi a casa de banho, já volta". Uami responde e eu aceno.

"Eu vou ver". Sun corre para dentro da escola, enquanto os pais de Uami chegam, não demora muito e as duas aparecem e vamos directo para o parque. Os meus olhos brilham de entusiasmo, eu quero experimentar todos os brinquedos aqui e comer todo o tipo de doce.

Olho para os meus amigos, e noto que partilhamos da mesma felicidade, corremos, cada um para o seu lado, a experimentar as diversas atracções espalhadas pelo parque. Quando saiu tonto de um carrossel, noto a Utima parada de fronte a uma bancada.

"Não vai jogar?". Aponto para o jogo, tiro ao alvo.

"Não, não sou óptima com isso, mas eu queria muito aquele urso, talvez para próxima". Ela diz tímida como sempre, olho para o urso que ela aponta.

"Então eu vou ganhar ele para você". Digo confiante, entrego uma nota para o senhor na bancada e recebo a pistola de água.

"Não precisa Si". Utima me chama pelo meu apelido e sorriu para ela e pisco o olho.

"Eu quero fazer Ti, vais ter o teu ursinho'. Alinho a pequena pistola, fecho um dos meus olhos para ver se tenho uma melhor visão do alvo e que eu não erre, eu já vi isso muitas vezes nos filmes, e parece resultar muito bem, falho nas primeiras tentativas, e ficava frustrado quando falhava, mas eu continuava a jogar, pois, sempre que eu acertava, a Utima festejava, e por fim, eu acertei o suficiente para ganhar o urso que Utima queria.

"Obrigada, Si". Ela recebe o urso sorridente e me abraça.

"Foi fácil". Digo contente e vou para a próxima atracção, mas eu não chego ao meu destino, pois sou parado no caminho. "Lanick". Digo o nome do rapaz que me interrompeu.

"Tsc, sempre a andar com os escravos". Ele diz rindo e eu logo fecho a cara quando ele põe a sua mão em meu ombro.

"Lanick, me deixa em paz". Digo-te tiro a mão dele do meu ombro.

"Você tem de aprender a andar com os da tua raça, ou eles são assim tão pobres e mal comportados que sentes pena?". Ele pergunta cheio de si.

"Você não tem nada a ver com isso Lanick, me deixa em paz de uma vez, pára de me deixar desconfortável, eles são meus amigos e sabes muito bem que eu não gosto quando falas assim deles". O aviso, estou tão farto do Lanick, é sempre a mesma coisa todos os dias.

"Amigos por caridade". Ele me empurra e caiu sentado na relva, fico nervoso, mas decido ignorar, me levanto e sacudo o meu calção. "Não vai fazer nada, empregado dos pretos". Ele abusa, eu ia revidar quando Uami aparece.

"Procurava por você". Uami sorri para mim, mas a sua expressão facial muda quando vê Lanick.

"E o Preto chegou para manchar". Lanick ri, eu olho para o Uami e se instala um sorriso em seu rosto que muito bem conheço, um sorriso perigoso, Uami é briguento e isso não vai acabar bem.

"Fala mais uma vez para você ver o que é bom para tosse". Ele diz e já sei que ele se prepara para a luta.

"Vamos embora Uami, ele não vale assim tanto a pena". Tento convencer o amigo a evitar problemas.

"Vale sim, e você sabe". Ele bate levemente em meu peito, é eu sei.

"Talvez um pouco". Digo enquanto tento segurar a risada.

"Obedece às ordens preto, vai embora". Lanick diz entre os dentes e parece irritado.

"Ah! Vou sim". E Uami parte para cima dele, eu não ia deixar ele lutar sozinho, então eu ajudo.

Eu sou Simon Rivers.

Utima

Eu olho para o urso que Si, ganhou para mim e eu sorriu, ia comprar pipoca quando me encontro com a Sun.

"Onde está o Uami?". Pergunto para ela, pois eles estavam juntos.

"Ele foi por ali". Ela aponta para um sítio e eu dou de ombros.

"Queres também?". Ofereço a pipoca e ela acena, divido com ela e andamos pelo parque. "Eu quero ir ter com os meus pais, começo a sentir frio". Digo para Sun que revira os olhos para mim.

"Como não vais sentir frio, se você está parada e não aproveita essa diversão toda". Sun diz enquanto gesticula e aponta para os diversos brinquedos, damos a volta e caminhamos para onde deixamos os meus pais. Quando os encontramos, peço pelo meu casaco e a minha mãe me entrega.

"Vão buscar os vossos irmãos, vamos comer". Meu pai diz para mim e Sun e vamos procurar os meninos.

"Onde disseste que o Uami ia?". Pergunto para a Sun e vamos para a direcção que ela apontou, mas eles não estão em nenhuma das bancadas montadas ali, damos a volta por uma delas e vemos meninos a lutarem, eu reconheço o Uami pelo t-shirt que ele tem vestida.

"UAMI!". Eu grito por ele, mas ele parece não me ouvir, visto que estamos um pouco afastados deles.

"SIMON!". Sun faz o mesmo, e ele olha para nós, reparo nos outros meninos, é Lanick e o seu grupinho, decido ir chamar o meu pai, eu corro.

"Papá, o Uami se meteu outra vez em uma luta". Eu digo assim que chego até ele e o levo até os meninos.

Quando o meu pai chega lá, ele separa a briga e ralha com os meninos.

"Você está em grandes sarilhos". Meu pai diz para Uami que apenas abaixa a sua cabeça.

"Isso é teu". Simon me entrega o urso que nem havia notado que deixei cair.

"Obrigada". Respondo, dou-lhe as costas e vou até ao meu pai e pego em sua mão enquanto caminhamos para o carro.

***

"Quando é que você vai mudar?". Eu pergunto para o Uami assim que chegamos em casa e depois dele receber um grande castigo.

"O Lanick abusou primeiro". Ele responde e cruza os braços e bufa de frustração.

"Pois, agora estás de castigo, excelente". Sento-me ao seu lado na sua cama.

"Mas você vai me ajudar a sobre passar isso não é?". Ele olha para mim expectante e eu abano a cabeça negativamente.

"Não mesmo, dessa vez não". Levanto-me da sua cama e saiu do seu quarto.

Eu sou Utima de Carvalho, tenho 11 anos, filha de Caio e Tchicolayeve de Carvalho.

*****

Olá mais uma vez, espero de verdade que tenham gostado do capítulo. Nos vemos em breve.

Capítulo 3 Você ainda é uma criança

Simon

Mais uma vez Lanick colocou as suas mãos em mim, estou tão farto de ouvir as suas palavras horríveis.

"Si". Ouço sua voz suave e me viro para ela com um sorriso já implantado nos lábios.

"Hei Ti". Digo envergonhado por ela ter notado a minha expressão e olho para o chão.

"Por que você não fala nada?". Ela pergunta vendo os meus machucados que tento esconder.

"Não tenho nada para falar". Digo e começo a andar e ela vem atrás de mim.

"Andar a bulha não é solução para seja lá qual for o seu problema, se quiseres podes falar para mim". Ela diz simpática e preocupada como sempre.

"Você não precisa se preocupar com isso Ti, não é nada de importante, é só estupidez mesmo, coisa de rapazes". Digo tentando me livrar de seu questionário.

"Eu te conheço, não penses que me enganas, eu vou para aula, te vejo depois?". Eu aceno e partimos caminho, vou até ao pátio e me sento.

***

"Até quando você vai apanhar para defender aquele filho do macaco?". Lanick pergunta enquanto empurra o meu ombro e eu não respondo. "Não sei como você ainda não notou, mas ele até que tem força, ele partiu o braço de um dos meus amigos, mas você é outra história, você é fraquinho e mesmo assim você apanha para defender os seus amiguinhos, eu já te disse, fica com os seus, você está a nos envergonhar".

"Porque você não desiste?". Empurro a sua mão e me afasto dele.

"E o salvador chegou, vai deixar que esse daí te defenda?". Lanick declara afrontoso e sorridente, por instinto me viro para quem ele fala, e um sentimento estranho surge em meu interior.

"Ele tem nome seu idiota". Vocifero pela primeira vez.

"O quê? Essa coisa horrível que vocês o chamam". Lanick goza, Uami dá mais passo para frente e estufa o peito.

"É estranho sim, para você, mas é o que me identifica, tal como o resto das minhas características". Ele defende como sempre, orgulhoso.

"SIMON". Lanick grita para mim, eu dou as costas e corro até onde o Uami está. "Isso não vai ficar assim". Ele diz e vai embora quando avista o director.

"Uami, você tem de parar com isso". Cruzo os meus braços meio amuado e insatisfeito.

"Parar com o quê?". Uami pergunta baralhado.

"Com isso, eu não preciso da tua ajuda sempre, eu consigo me defender sozinho". Explico, tentando mostrar o meu lado.

"Nós somos amigos, amigos são para isso, se defendem uns aos outros". Ele responde divertido como sempre e isso me irrita.

"Chega Uami, isso é cansativo, eu estou cansado". Digo com raiva e vou para longe dele.

"Simon, você discutiu com o Uami?". Minha irmã pergunta quando chegamos em casa.

"Eu não sou uma criança, eu sei me defender sozinho". Informo para ela e olho para o outro lado e evito olhar para ela.

"Você. Ainda. É. Uma. Criança. E evita discutir com o Uami, ele é teu melhor amigo, melhores amigos devem ficar juntos para sempre", Sun diz com a sua inocência e sabedoria de velha.

"Eu sei que ele é meu amigo". Abaixo a minha cabeça e olho para os meus dedos entrelaçados.

"Então lhe diz o que sentes e deixa-o te ajudar de vez em quando, não custa nada". Ela diz sorridente e eu a abraço a fazendo rir.

"Estás muito espertinha não acha?". Pergunto fazendo cócegas e ela ri.

"Para Si, para". Ela diz contente e eu paro rindo do seu rosto vermelho.

"Eu também gosto de você Sunny". Digo contente e decido fazer as pazes com o Uami, ela tem razão, nós somos os melhores amigos.

***

"Lanick, para!". Eu grito assim que o vejo. Eu ouvi os gritos da Sun e corri, para encontrar Lanick a puxar o cabelo dela.

"Isso dói". Sun diz chorosa e eu fico furioso.

"Vocês os dois devem aprender que devem andar com os da sua própria raça, parem de se misturar com cor podre". Lanick cospe e eu parto para cima dele, tento bater nele, mas ele sempre foi mais forte que, sempre foi maior que eu, e ele tem razão quando diz que sou fraco, mas eu não vou deixar ele sair impune depois do que fez a minha irmã.

"Onde está o seu herói Simon? Ele não vem hoje?". Lanick zomba.

"Cala a tua boca". Explodi de ódio e tento dar-lhe um soco e falho, ele dá um bico em minha barriga e eu caiu ao chão tossindo, os outros meninos se reúnem a nossa volta.

"LUTA, LUTA, LUTA, LUTA". Eles cantavam a nossa volta, procuro Sun com os meus olhos e nesse momento Lanick me atinge no rosto, me sinto meio tonto no instante.

"HEI, SEU IDIOTA!". Reconheço a voz do Uami e ele se aproxima de nós.

"Vez, basta te magoar um pouco que o teu herói chega rapidinho, o que você vai fazer agora que o escravo chegou para te defender?". Lanick pergunta em meu ouvido e eu o empurro fazendo força para conseguir me levantar.

"Eu já disse para fechares essa boca". Digo respirando com dificuldade.

"Hoje eu acabo com você Lanick". Uami diz, e o mesmo dá passos largos em sua direcção.

"NÃO!". Eu grito e ele pára de andar.

"Hamm...?". Perplexo, Uami olha para mim.

" Eu disse não, pára de te armar em herói, pára de me defender, eu tenho mãos, eu consigo fazer as coisas sozinho, eu não dependo de você". Dirijo a minha raiva para ele.

"O que você quer dizer com isso Si?". Desorientado ele vem até mim.

"O que você ouviu, ou és mesmo burro? A tua cor, mesmo demonstra o quão burro você é". Falo e o vejo parar de andar e mudar de postura.

"Retira o que você disse". Ele diz apontando o dedo para mim.

"Não, não vou, eu estou cansado de você estar sempre lá, pare, apenas pare, a luta é minha, fui eu quem a comprei". Declaro.

"Simon, eu estou a avisar". Uami se aproxima ameaçador.

"Não vou repetir, eu não preciso que um escravo como você me defenda sempre". Digo e não vejo quando ele me dá um soco, eu tento me recuperar, mas ele me dá uma rasteira, puxa o meu pé e eu caiu no chão, ele sobe em cima de mim e desfere vários socos, e um é mais doloroso que o outro.

"PAREM!". Ouço a voz da Sun, e no momento em que ele olha para ela o empurro fazendo com que ele saia de cima de mim e eu fico em pé.

"É tempo suficiente para te arrependeres". Ele avisa.

"Não, seu gorila bruto". Digo irritado e ele vem mais uma vez, eu só consegui o acertar uma vez até que nos separaram, eu olho para ele furioso e ele devolve o olhar. "Eu não sou mais seu amigo". Cuspo o sangue que tenha em minha boca.

"Igual". Ele diz antes de nos levarem para a sala do director. Nós fomos suspensos e os meus pais ficaram furiosos com tudo.

"Sun". Chamo por ela quando chegamos em casa.

"Não fala comigo". Ela diz e parece zangada.

"Sun, olha para mim". Pego em seus ombros e a obrigo a olhar para mim, vejo os seus olhos cheios de lágrimas.

"Eu te odeio". Ela diz chorando, se levanta e corre pelas escadas até ao andar de cima.

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