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Império da Máfia: Trigêmeos

Império da Máfia: Trigêmeos

Autor:: Rutiéle Alós
Gênero: Romance
Os trigêmeos McRoyt vivem suas vidas criminosas em paz. Mas então algumas coisas começam a mudar. Phillip terá de mudar se quiser o amor, será que ele consegue? Jordan não abrirá mão da vida que tem por nada, nem por ninguém. Será que encontrará alguém disposto a se juntar a ele, e ajudá-lo a liderar seu império? Carl é ganancioso, acha que tudo que ele quer ele precisa ter. E com essa obsessão, perderá o amor de sua vida. Pelo menos é o que ele acha.

Capítulo 1 Prólogo

Em Dublin, Irlanda, Jordan nasceu em uma terça-feira chuvosa às 23:58 hs. Às 00:01hs nasceu Phillip. E às 00:03 hs, Carl.

Clarissa McRoyt faleceu no parto, deixando os três garotos para o pai cuidar. Pai esse, que era líder de uma das maiores máfias irlandesas. Conhecida pelo tráfico de drogas e armas, corridas de cavalo e assassinatos de aluguel.

Desde cedo, os garotos aprenderam, que nasceram em uma família privilegiada. Uma família que regia as regras do Submundo. Eles apenas ainda não entendiam como isso funcionava, mas à medida que cresciam, iam aprendendo. E gostavam daquele poder que tinham sobre as outras pessoas.

Seu pai ensinou-os sobre os códigos de ética, duvidosos do ponto de vista de Phillip, e lições importantes de vida, que para Carl, eram desnecessários. Mas acima de tudo, que ficasse claro, que crime é crime. McRoyt não queria que ficassem dúvidas. Seus filhos precisavam entender da grandiosidade que faziam parte, e que não podiam vacilar.

Jordan como o mais velho, apenas por minutos, era o que mais sofria nas mãos do pai. Teve muito cedo sua infância roubada, por treinamentos sangrentos aos quais tinha que fazer parte. Nunca se acovardou, era o mais forte e valente de seus irmãos. Ele sabia que a função de seu pai um dia seria sua.

Capítulo 2 Phillip McRoyt

No centro da cidade de Dublin, Phillip discutia com seu irmão Jordan.

- Eu já te falei, cara! Não quero mais fazer parte desse negócio de assassinato de aluguel! - Phillip não entendia Jordan, parecia que o homem sentia prazer em matar as outras pessoas.

- É como os negócios funcionam! - Jordan falou rangendo os dentes.

- Que negócios, o que?! O pai já estava querendo parar com essa parte antes de morrer. - Phillip tenta trazer seu irmão de volta à sanidade. Ficar matando pessoas a esmo não daria em boa coisa, até seu pai que era um sádico já tinha percebido isso.

- Não tem mais discussão. Já aceitei o negócio. E não será você que apertará o gatilho, pode dormir tranquilo. - Jordan falava parecendo desdenhar do irmão.

- Não dá pra falar com você. Faça como quiser! - Saiu do escritório de fachada que tinham, entrou em sua Lamborghini Huracán Avio prateada e saiu dali cantando pneu, seguiu rumo a boate da qual era sócio, com seu amigo Levi Di Santi. Precisava relaxar, e somente lá encontrava paz, bebidas e mulheres à vontade.

Estava prestes a chegar na boate, ainda meio irritado e distraído, quando percebeu uma moça atravessando a rua a sua frente. Ele freou o mais rápido que pôde, mas deu tempo de ver que os olhos assustados da moça se arregalaram, antes de ser jogada longe, pelo carro.

- Droga! Droga!

Phillip desceu do carro correndo indo de encontro a moça estatelada no chão. Ao se aproximar viu que ela estava com os olhos abertos, piscando lentamente, como se tentasse entender o que aconteceu. E que olhos eram aqueles?! Verdes como uma pedra de jade, contrastando com a pele branca, coberta por sardas e cabelos laranjas. Era linda como uma sereia. Se agachou ao lado dela, averiguando se estava machucada.

- Meu Deus! Me perdoa, eu não a vi atravessando a rua... - Tocou em seu braço e ela estava gelada. - Moça? Moça...

Vendo que ela não respondia, se desesperou. Pegou-a nos braços, erguendo-a facilmente, o corpo da jovem estava mole, e sua cabeça pendeu para trás, o fazendo praguejar mentalmente. Correu de volta ao carro, depositando-a no banco traseiro e indo em direção à boate.

- Levi! Levi! - Entra gritando na boate ainda vazia. Encontra alguns caras que trabalham de segurança e esbraveja, enquanto carrega a moça nos braços. - Onde está o Levi?

- Lá atrás senhor...

Phillip mal ouve o que dizem, correndo para os fundos da boate. Abre a porta do escritório do amigo com um chute, fazendo-o se assustar e sacar a arma. Mas ao ver o amigo com uma garota nos braços, franze o cenho e guarda a arma.

- Mas que porra é essa?

- Atropelei-a agora, vindo pra cá... - Phillip fala ofegante, deitando-a no sofá do escritório.

- E porque não a levou para o hospital? - Levi está incrédulo com o amigo levando a moça para dentro do escritório da boate.

Phillip se ajoelhou ao lado dela, e abriu as pálpebras agora fechadas. - Ligue para o nosso médico de confiança.

Levi urrou de bravo. - Está louco? George já disse que não queria mais se envolver em nossos negócios... - Mas foi interrompido por Phillip fora de si.

- Como vou levar a garota ao hospital? Tá maluco? Já basta as confusões que Carl me faz, agora eu também!? - Passa as mãos nos cabelos curtos. - Liga pro George, diz que não tem a ver com os negócios, é coisa pessoal, ele não vai se recusar.

Phillip sabe que o médico tem muita sujeira por baixo do tapete. Foi fiel a eles muitos anos, mas agora, está ficando velho e quer dar uma de correto e não trabalhar mais com criminosos. Bufou se agachando ao lado da moça novamente. - Porque não olha para onde atravessa, menina? - Fala enquanto checa o pulso dela.

Enquanto aguardava o médico chegar, que como ele pensou, não se recusou a ir atendê-los, observava a jovem garota desacordada. Ela parecia jovem, com seus 20 anos, talvez. Tinha cabelos laranjas, com tons dourados, sardinhas que se concentravam na altura do nariz e respingavam por todo o rosto. Seus cílios, também laranjas, eram longos, dando um ar de inocência a ela. Ela estava vestida com uma calça jeans azul desbotada, uma blusa branca com pequenas florzinhas decorando, fina e de manga longa. Usava um tênis em tom bege delicado. Phillip se esqueceu que ela estava ali por conta de um acidente e parou-se a imaginar, qual seria o seu nome, para onde estava indo, e como seria o gosto daqueles lábios rosados. Sobressaltou-se com a entrada espalhafatosa de George.

- Eu espero mesmo que não seja alguém baleado. - Esbravejava enquanto era conduzido por Levi, até onde encontravam-se Phillip e a jovem garota.

- O que vocês fizeram? - O médico empalidece ao ver a garota desmaiada.

Phillip já estava no limite com aquele velho. - Cala a boca e vá ver se ela está bem. - Ele o agarra pelo braço e o joga em direção a garota. - Não fizemos nada! Não que seja da sua conta.

O médico o encarou com uma carranca. - Porque ela desmaiou?

- Atropelei-a. - Passa as mãos no rosto, cansado. - Mas foi sem querer! - Ele se apressa em dizer, antes que o "senhor correto" pensasse besteiras.

Phillip observa de perto o médico medindo os sinais vitais da moça, e examinando-a para ver se não tinha nenhuma fratura ou sangramento interno.

- Tudo certo, vou lhe dar uma dose de adrenalina, para acordar, deve ter desmaiado pelo susto. - O médico falava para Phillip que agradecia aos céus, por isso.

Phillip observou a garota aos poucos movimentar os olhos, e por fim abri-los. E mais uma vez teve um choque, com aquele verde profundo que se focou nele..

- Você está bem? - Perguntou enquanto a fitava curioso.

- Onde estou? - Ela pergunta com a voz baixa, tentando sentar-se no sofá.

- Está na minha boate, eu te atropelei... - Phillip maneou a cabeça. - Não vi você começar a atravessar a rua.

- Que horas são? - Ela pergunta levantando a mão e levando a cabeça.

- 19 horas.

A garota arregalou os olhos. - Meu Deus! Estou atrasada!

- Calma, você acabou de acordar, precisa ficar de repouso por algum tempo. - O médico tenta impedí-la, e vira-se para Phillip. - Aqui está o encaminhamento, para ela fazer alguns exames, para confirmar que está tudo certo.

Phillip pega o papel da mão do homem e o dispensa. - Passe no balcão, Levi vai lhe pagar.

O médico assente e se retira.

- Eu preciso avisar onde estou. - Ela olha para os lados. - Cadê minha bolsa?

Phillip não faz ideia de bolsa, apenas a pegou depressa e saiu sem ver se ficara algo no chão, no local do acidente.

- Não vi sua bolsa. - Responde sem desviar os olhos da pequena garota.

Ela o olha horrorizada. - Como não viu? Meus documentos, tudo está lá! - Seu rosto começou a ficar vermelho. - Onde você me atropelou?

- Você não se lembra? - Ele franziu o cenho, a vendo se concentrar e então responder.

- Mais ou menos...

- Foi a duas quadras daqui, próximo ao shopping Jervis. - Ele fala devagar, apreciando os olhos grandes que o encaram.

- Ah, sim... - Ela leva a mão à cabeça novamente.

- Está com dor? Precisa de algo?

- Um pouco de dor de cabeça. - Ela fecha os olhos um momento. - Pode me emprestar um telefone? Para eu ligar para o meu pai vir me buscar.

Phillip travou os maxilares, não poderia mandar o pai de uma garota desconhecida, buscá-la em uma boate de striper. Por certo o homem entenderia tudo errado.

- Se quiser posso levá-la. Eu sou o responsável, por ter te atropelado.

- Ah... - Ela o olha desconfiada, dando-se conta que está sozinha com um estranho em um lugar que não faz a mínima ideia de onde seja. - Qual o seu nome? - Ela pergunta franzindo as sobrancelhas.

- Phillip. - Respondeu, deixando de fora seu sobrenome, McRoyt. Muitos conheciam-os apenas por esse nome. O que não era bom. - E o seu?

- Amélia Byrne. - Ela responde o encarando bem dentro dos olhos, fazendo com que ficasse meio desconcertado. O que era raro de acontecer.

- Qual a sua idade? - Perguntou sentando-se ao lado dela. Agora acordada e conversando, parecia ainda mais jovem que antes. Os grandes olhos e a voz suave, diziam que ela poderia ter menos de 18 anos, e se esse fosse o caso, precisava levá-la para casa imediatamente.

- Tenho 23 anos, e você? - Ela ergue uma sobrancelha, como se isso não tivesse a menor relevância na situação.

Phillip estreita os olhos e se aproxima dela, que se afasta arregalando mais os olhos. - Não parece ter 23.

- Mas tenho, se minha bolsa estivesse aqui te mostrava a minha identidade. - Ela bufa. - Todo mundo diz que pareço ser mais nova. Sempre dizem que um dia vou agradecer por isso. Mas esse dia ainda não chegou. - Ela cruza os braços e o encara com uma cara emburrada, que ele não poderia descrever de outra forma, senão, fofa. - Me leva pra casa então, por favor? Meu pai deve estar em reunião ainda esse horário, assim não o atrapalharei.

Phillip ainda desconfiava se ela teria mesmo 23 anos, mas de qualquer forma, não tinha porque duvidar. Sendo assim, não precisava levá-la tão depressa, poderiam conversar, se conhecer um pouco melhor.

- O que foi? - Foi tirado de seus pensamentos pela voz baixa e suave, demonstrando irritação. - Porque está me olhando desse jeito?

- Me desculpe, me distraí. Você tem belos olhos. - Diz ainda fitando-a com intensidade.

- Pelo menos alguma coisa bonita, né. - Ela revira os olhos e ele ergue as sobrancelhas surpreso.

- Você inteira é linda... - Fala meio receoso, não sabia quem ela era, nem se deveria querer levá-la para cama.

- Ah pára de deboche comigo. Vamos, estou toda dolorida. - Ela se levanta levando a mão nas costas.

Phillip franze mais ainda o cenho, mas concorda. Já tinha feito muito por hoje, atropelando-a, e ela parecia realmente cansada e dolorida, não teria chance nenhuma com ela, assim.

Capítulo 3 Amélia Byrne

Fazia pouco menos de seis meses que Amélia viera morar em Dublin, com seu pai. Cresceu e foi criada por sua mãe e padrasto com seus irmãos na Escócia, em um vilarejo muito charmoso. Sua vida por lá era pacata, tudo que fazia era estudar, fazer aulas de balé e ajudar sua mãe em casa. Era a mais velha, seguida por seu irmão Antoni, e irmã Alicia, ambos filhos de sua mãe com seu padrasto. Ela não poderia dizer que era a filha mais amada do mundo, mas não era maltratada. Seu pai mandava uma generosa pensão, e presentes em datas comemorativas.

Vez por outra ele ia visitá-la, mas sua mãe não gostava quando ele aparecia.

Há cerca de 6 meses atrás, sua irmã, com 19 anos, resolveu se casar. E sua mãe enlouquecera, que ela também precisava arrumar um marido. Ela bateu o pé e disse que não pensava em se casar, só porque sua irmã quisera. Mas no meio dessa crise, seu padrasto quis lhe arranjar um casamento. Então ligou pedindo socorro a seu pai, que por um momento ela achou que nem gostasse dela. Mas ele fora imediatamente para lá, brigou com eles e a levou para morar com ele.

Ele era um homem bom e gentil. O via pouco, devido às viagens que ele tinha que fazer a negócios, visto que ele era dono de uma empresa de turismo. Mas quando estavam juntos ele era atencioso e preocupado.

Há dois meses atrás, conseguiu encontrar um estúdio de balé que lhe agradou. Seu pai disse que ela poderia ficar tranquila, que ele pagaria o que ela escolhesse. Ela se animou, mas esperava logo conseguir um trabalho, como professora de dança. Porque apesar de amar o balé e ainda treinar, tinha se formado em um curso de dança da região escocesa. Por isso deixava currículos em escolas para dar aulas de dança para crianças, ou iniciantes.

Hoje, ela tinha um ensaio, para uma apresentação prevista para daqui a três semanas. Seria em um teatro pequeno, mas para ela já era uma grande coisa. Dublin era um lugar turístico, com pessoas de todos os lugares. Iria ser emocionante. Andava às pressas, estava em cima da hora, olhou para os lados e não vinha nenhum carro, mas na metade da travessia da rua, um carro andando muito rápido apareceu. Ela mal teve tempo de correr, sentiu o carro bater contra seu corpo e lançar-lhe longe. Por um segundo, sentiu seu corpo inteiro adormecer, piscou tentando entender o que acontecera. Ouvia a voz de um homem lhe chamando, mas parecia que sua cabeça estava adormecendo também.

Amélia abriu os olhos, percebendo que estava em uma sala desconhecida e que dois homens a encaravam. O primeiro que ela pôs os olhos era jovem, talvez com seus 30 anos, ele lhe olhava com olhos atentos, o outro era mais velho, com seus 60 anos, e lhe checava a pressão.

Após uma breve conversa o homem mais velho é dispensado, obviamente sendo o médico. O mais jovem, o que a atropelou, se oferece para levá-la para casa. Sua cabeça estava latejando de dor, e seu corpo parecia ter levado uma surra. Tudo que queria era ir para casa, tomar um banho quente e se deitar.

Amélia sentou-se no banco da frente, ao lado do homem que nunca tinha visto na vida, e a tinha atropelado. Olhava de canto de olho para ele. Era um belo homem. Quando abriu os olhos e encontrou-o a fitando, sentiu seu estômago revirar. Ele era alto, parecia ter dois metros. Ta! Dois metros era exagero. Talvez 1,90 de altura. Era largo, forte, tinha os cabelos bem curtos, como os dos rapazes que vão para o quartel, em um tom claro e uma barba arruivada cobrindo-lhe a face.

Pegou-se admirando os braços fortes, que delineavam os músculos sob a camisa social fina que ele usava. O peito largo, abdômen firme, as coxas torneadas sobressaindo na calça social. Voltou-se para o rosto e o encontrou olhando-a, com um sorriso malicioso no rosto. Virou-se para frente, sentindo seu rosto esquentar.

- Gosta do que vê?

- Estamos chegando. - Amélia aponta para uma casa mais a frente, e ignora a pergunta dele.

Ele estaciona e ela se vira para ele. - Obrigada pela carona. - Está prestes a abrir a porta do carro, quando lembra-se. - Ah você poderia me entregar aquele encaminhamento que o médico lhe deu? Eu vou marcar os exames, e pedir um atestado. Faltei uma aula hoje, e precisarei de justificativa. - Ela não precisa explicar tudo, mas ele meio que a intimida, então prefere deixar tudo às claras.

- Ah, sim... claro. - Ele vira-se para pegar no banco de trás. - Aula de que? - Ele pergunta curioso, e Amélia acha, que ele ainda desconfia que ela não tem 23 anos.

- Balé. - Responde simplesmente. Não daria informações de sua vida a um estranho.

- Legal... - Entrega-lhe o papel do encaminhamento e sorri abertamente, deixando-a ainda mais impressionada com sua beleza e masculinidade.

- Mais uma vez, obrigada. - Ela fala e sai do carro, sem olhar para trás.

Amélia vai direto para o banho. Todo seu corpo dói, o que obviamente é pelo acidente. Porque o cara não havia a levado para o hospital? Massageava-se pensando no que ele havia dito. O acidente foi perto da casa noturna dele, por isso a levou para lá, que era mais perto. Ainda tinha perdido a bolsa. Droga! Amanhã, veria se alguém encontrou, ou teria que solicitar todos os seus documentos novamente.

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