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Império de Mentiras, Amor Destruído

Império de Mentiras, Amor Destruído

Autor:: Rowena
Gênero: Romance
Em um mundo de sonhos cor-de-rosa, Luana, a órfã que encontrou seu "conto de fadas", estava prestes a se casar com Ricardo, o bilionário do entretenimento que jurava ter construído um império em seu nome. O "evento da década" estava marcado, mas o conto de fadas desmoronou brutalmente quando Luana flagrou Ricardo e sua assistente, Clara, em um ato íntimo na mesa do escritório, o mesmo local onde seus contratos de amor foram assinados. A humilhação se aprofundou quando Clara, com um sorriso vitorioso, sussurrou algo no ouvido de Ricardo, ignorando completamente Luana, antes de enviar uma foto chocante do anel de noivado de Luana em seu próprio dedo. Abatida e desacreditada, ela desabou, para acordar com um pretenso "colapso por estresse" e as mentiras de Ricardo sobre o anel. O golpe final veio no hospital: Luana ouviu Ricardo e Clara tramando usar a morte de sua querida Dona Elza, a cozinheira do orfanato e única figura materna em sua vida, como desculpa para descartá-la publicamente após o casamento. A dor insuportável transformou-se em uma fúria gélida e uma determinação implacável. Luana, que eles pensavam ser fraca, não chorou nem gritou. Ela gravou cada palavra da traição e da sórdida conspiração. A Luana do passado morreu ali mesmo, no chão do banheiro do hospital. Agora, era a vez de Ricardo pagar por seus crimes. O império construído em mentiras estava prestes a ruir, e a rainha que ele tentou destruir se levantaria das cinzas para um renascimento sem precedentes.

Introdução

Em um mundo de sonhos cor-de-rosa, Luana, a órfã que encontrou seu "conto de fadas", estava prestes a se casar com Ricardo, o bilionário do entretenimento que jurava ter construído um império em seu nome.

O "evento da década" estava marcado, mas o conto de fadas desmoronou brutalmente quando Luana flagrou Ricardo e sua assistente, Clara, em um ato íntimo na mesa do escritório, o mesmo local onde seus contratos de amor foram assinados.

A humilhação se aprofundou quando Clara, com um sorriso vitorioso, sussurrou algo no ouvido de Ricardo, ignorando completamente Luana, antes de enviar uma foto chocante do anel de noivado de Luana em seu próprio dedo.

Abatida e desacreditada, ela desabou, para acordar com um pretenso "colapso por estresse" e as mentiras de Ricardo sobre o anel.

O golpe final veio no hospital: Luana ouviu Ricardo e Clara tramando usar a morte de sua querida Dona Elza, a cozinheira do orfanato e única figura materna em sua vida, como desculpa para descartá-la publicamente após o casamento.

A dor insuportável transformou-se em uma fúria gélida e uma determinação implacável.

Luana, que eles pensavam ser fraca, não chorou nem gritou.

Ela gravou cada palavra da traição e da sórdida conspiração.

A Luana do passado morreu ali mesmo, no chão do banheiro do hospital.

Agora, era a vez de Ricardo pagar por seus crimes.

O império construído em mentiras estava prestes a ruir, e a rainha que ele tentou destruir se levantaria das cinzas para um renascimento sem precedentes.

Capítulo 1

"Você tem certeza absoluta, Luana? Uma vez que este documento seja assinado, não há volta. A Luana que o mundo conhece deixará de existir. Legalmente, fisicamente, em todos os sentidos."

A voz do homem era grave, sem emoção, um som que combinava com as paredes cinzentas e impessoais da sala.

Luana olhou para o papel à sua frente, o nome dela impresso em negrito no topo. Contrato de Adesão ao Programa de Proteção e Reintegração de Testemunhas. Não era uma testemunha de um crime, não no sentido legal. Mas era vítima de algo tão destrutivo que a única saída era a morte social.

"Tenho," ela respondeu, sua voz firme, surpreendendo a si mesma.

O homem, que se apresentou apenas como Agente Silva, a estudou por um momento. Ele viu uma mulher jovem, cujo rosto deveria estar radiante de felicidade. As notícias não falavam de outra coisa há semanas. Luana, a órfã que encontrou um conto de fadas. Ricardo, o bilionário do entretenimento, o homem que a perseguiu por dez anos, que construiu um império com o nome dela em cada tijolo, estava prestes a pedi-la em casamento no evento mais espetacular que o país já vira.

Silva pigarreou, ajustando os óculos.

"Ricardo Monteiro construiu o Luana Entertainment Group para você. Ele está prestes a transformar o maior anfiteatro da cidade no palco de um pedido de casamento. A imprensa está chamando de 'o evento da década' . Desistir de tudo isso... é uma decisão monumental."

Luana sentiu um gosto amargo na boca. Monumental. Sim, essa era a palavra.

Um flash da memória, nítido e cruel, invadiu sua mente sem permissão. A porta do escritório de Ricardo, entreaberta. Ela estava indo fazer uma surpresa, levando o café que ele tanto gostava. Mas a surpresa foi dela.

As vozes. A risada de Clara, a assistente dele. Os sons inconfundíveis de intimidade.

Ela não precisou ver os rostos, mas viu. Viu Ricardo, o homem que prometeu o mundo a ela, com Clara sobre a sua mesa de mogno. A mesma mesa onde ele assinou os contratos que a fizeram, publicamente, a mulher mais sortuda do mundo. Clara a viu no vão da porta. Não houve pânico no rosto dela. Apenas um sorriso lento, vitorioso, antes de se inclinar e sussurrar algo no ouvido de Ricardo.

Esse era o seu crime. A traição que a sentenciou a essa sala cinzenta.

Luana pegou a caneta. A ponta pairou sobre a linha de assinatura por um segundo. A imagem de Ricardo, o seu Ricardo de dez anos, o jovem apaixonado que jurou amá-la para sempre, tentou lutar contra a imagem do traidor na sala de reuniões. Mas a memória recente era mais forte, mais brutal.

Ela pressionou a caneta contra o papel. O som da tinta arranhando a fibra foi o único ruído na sala. Um traço firme. Luana. O último ato da mulher que um dia existiu.

"Está feito," ela disse, empurrando o papel para o Agente Silva.

Ela se levantou, sentindo uma estranha leveza, como se um peso que ela carregava desde o orfanato tivesse finalmente sido removido. A busca por amor, por segurança, havia terminado da forma mais trágica possível. Agora, só restava o recomeço. Do zero absoluto.

Ao sair do prédio do governo, o ar da cidade a atingiu como um golpe. Em um outdoor digital gigantesco, o rosto sorridente de Ricardo preenchia o espaço. A legenda piscava em letras douradas: "Luana, meu amor, meu império. O mundo será nosso. Esta noite."

A promessa pública dele era uma piada de mau gosto.

Duas mulheres passaram por ela, olhando para o telão com admiração.

"Nossa, você viu? Ele é tão apaixonado," disse uma.

"Que sorte a dela! Um homem desses não existe mais. Dez anos de perseguição, um império em nome dela... é um verdadeiro conto de fadas," respondeu a outra.

Luana baixou a cabeça, puxando o capuz do moletom para cobrir o rosto. O conto de fadas havia se tornado um pesadelo. E ela era a única que sabia a verdade. Ela continuou andando, sem olhar para trás, cada passo a levando para mais longe de Ricardo e para mais perto de uma identidade que ela ainda não conhecia. A Amazônia a esperava. Um nome novo, uma vida nova. Sem amor, sem Ricardo. Apenas sobrevivência.

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Capítulo 2

A memória era um veneno doce. Luana se lembrava do início, dez anos atrás. Ricardo não era o magnata que era hoje. Ele era apenas um jovem ambicioso com um brilho nos olhos e um plano.

Ele a encontrou no pequeno café onde ela trabalhava para pagar os estudos. Ela, uma garota recém-saída do orfanato, desconfiada do mundo, vendo gentileza como uma armadilha.

"Eu vou construir um império para você, Luana," ele disse, segurando as mãos dela sobre a mesa de fórmica manchada. "Cada prédio, cada show, cada negócio terá seu nome. Para que você nunca mais se sinta sozinha ou desprotegida. Para que o mundo inteiro saiba o quanto eu te amo."

Ela riu na época, achando que era o delírio de um sonhador. Mas ele cumpriu. O Luana Entertainment Group cresceu de uma pequena produtora para um conglomerado monstruoso. E ele a manteve ao seu lado, tratando-a como uma rainha, isolando-a em uma torre de ouro e promessas.

Luana, imersa naquela felicidade fabricada, começou a acreditar. Ela sonhava com o casamento, com a casa cheia de risadas de crianças, com uma velhice ao lado do homem que a adorava. A segurança que ela nunca teve, o amor que ela sempre buscou, pareciam finalmente ao seu alcance. A noite do pedido de casamento seria a coroação de tudo isso.

Então veio o dia. O dia em que o castelo de cartas desmoronou.

Ela decidiu ir ao escritório dele sem avisar. O coração dela batia forte com a excitação boba de uma surpresa. Ela segurava uma pequena caixa com o relógio que ele queria há meses, um presente dela para ele, antes do grande presente dele para ela.

Quando chegou ao andar da presidência, a assistente dele, Clara, a interceptou no corredor. Clara sempre a olhou com uma hostilidade velada, disfarçada de eficiência profissional.

"Luana! Que surpresa boa," disse Clara, com um sorriso que não alcançava os olhos. "Ricardo está numa ligação muito importante. Acho melhor você esperar aqui."

"Eu só queria deixar isso na mesa dele. Não vou demorar," Luana respondeu, segurando a caixa.

Clara hesitou por um instante, um cálculo rápido passando por seu olhar.

"Tudo bem, mas seja rápida. A porta está só encostada," ela disse, virando-se para sua própria mesa, mas não antes de Luana notar o movimento sutil que garantiu que a porta do escritório de Ricardo ficasse, de fato, com uma fresta.

Uma fresta para o inferno.

Luana se aproximou em silêncio. Ela ouviu um som, uma risada baixa, feminina. Não era uma ligação. Ela empurrou a porta suavemente.

A cena a paralisou. Ricardo estava sentado em sua cadeira de couro, a camisa desabotoada. E Clara estava no colo dele, as mãos dela em seu cabelo, o corpo dela se movendo contra o dele de uma forma que não deixava dúvidas. Eles não a viram.

O ar foi roubado de seus pulmões. O relógio em suas mãos pareceu pesar uma tonelada.

Foi então que Clara, como se sentisse sua presença, virou a cabeça. Seus olhos encontraram os de Luana por cima do ombro de Ricardo. Um choque de triunfo, puro e cruel, brilhou no olhar de Clara. Ela se inclinou para frente, mordendo levemente o lóbulo da orelha de Ricardo, e sussurrou alto o suficiente para que Luana ouvisse:

"Ricardo, querido... Acho que temos uma visita."

Ricardo se virou, o pânico estampado em seu rosto. Ele empurrou Clara, mas o gesto foi tardio, patético.

"Luana! Não é o que você está pensando!" ele gritou, a voz rouca. "Clara, o que você está fazendo? Saia daqui agora!"

A repreensão dele era uma farsa. As mãos dele ainda estavam na cintura dela segundos antes. O corpo dele tinha respondido ao dela. A traição estava ali, nua e crua, no meio do escritório que levava o nome dela.

Luana não disse uma palavra. Ela não chorou. Não gritou. Um frio avassalador tomou conta dela, congelando cada célula do seu corpo. O amor, a esperança, os dez anos de dedicação... tudo se transformou em cinzas naquele exato momento.

Ela apenas se virou e foi embora, deixando a caixa com o relógio no chão do corredor.

Naquele instante, a decisão foi forjada. Ricardo não teria a chance de se explicar, de mentir, de manipulá-la de volta para a gaiola dourada. Ela não iria quebrar. Ela iria desaparecer. Ele a matou naquele dia. E um fantasma não precisa de um império.

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