Em 1418
Venezia, Vila do Conde.
Scolabanne
Capítulo I
- Lady Louise, Lady Louise – Louise ouviu alguém chamar por ela desesperadamente, ela se virou perplexa quando reconheceu a sua dama de companhia.
Ela corria a toda velocidade em sua direção, Louise imaginou que talvez seu pai estivesse à sua procura, o Conde Scolabanne não se agradava quando Louise se afastava do castelo por várias horas sozinha e principalmente sem seu consentimento.
Naquela tardinha Louise estava caminhando pelo jardim das traseiras do castelo, seus pensamentos estavam muito aflitivo
Faltava pouco tempo para sua vida mudar drasticamente e tudo o que ela queria naquele momento de aflição era um pouco de sossego, caminhar um pouco, caminhar entre as flores adormecidas do jardim
Mas ao ver a expressão de pânico da sua dama de companhia correndo em sua direção completamente sem folego Louise viu que seus minutos de silêncio se tinham esgotado mais cedo do que o previsto.
Louise era a única menina dentre os cinco filhos de seu pai, o segundo parto da sua mãe, por questões de saúde o filho primogénito de seu pai morreu durante o parto.
Uma grande perda na altura, mas que foi superada com a chegada de mais três rapazes, lindos e saudáveis depois dela, logo Louise ocupava o lugar do primogênito sendo a mais velha dentre os herdeiros.
Louise era a joia dos olhos de seu pai, Louise era bela, dócil e muito bem-educada, o que mais agradava seu pai era sua obediência
Louise tinha uma obediência completamente cega, principalmente ao seu futuro já traçado por sua família.
Desde muito jovem Louise já estava prometida em casamento, seus pais prometeram-na em casamento nos seus primeiros anos de vida ao primogénito do Lord Downton, um Marquês muito respeitado na realeza.
Seu prometido marido era 15 anos mais velho dela o que a princípio foi motivo para alguns desconfortos, mas, aos poucos Louise foi se conformando com a ideia.
era um casamento de conveniência e ela estava disposta a obedecer sem protestar mesmo sem ter nenhuma simpatia por seu futuro marido.
Suas famílias organizavam jantares e outras atividades a fim de fazer o futuro casal passar algum tempo juntos antes do casamento, durante os anos em que Louise foi se tornando adulta.
Louise pode conhecer melhor seu futuro marido, alguém ao seu vê muito egocêntrico e impaciente, apesar do seu desgosto não havia nada que pudesse fazer para mudar a situação, só podia lamentar no seu íntimo de amargura por toda a sua vida.
Não lhe restava muito tempo, seu casamento seria dentro de poucos meses, na primavera que se avizinhava, e por outro lado, seu pai havia feito uma promessa e por razões nenhuma Louise iria manchar a reputação de seu amado pai, por se nega a cumprir a promessa de se casar com Lord Baltuebo Downton.
Seria um casamento sem amor baseado apenas nos interesses financeiros de seu pai.
Louise foi devidamente treinada e instruída exclusivamente para o matrimónio, seu pai exigiu perfeição e seus instrutores e professores das mais distintas áreas do saber, fizeram dela uma esposa digna até mesmo para um rei.
Era para ser mais um dia comum, mas ao ver o estado apavorado da sua dama de companhia ficou claro que algo estava a acontecer assim que ela alcançou Louise, Louise se adiantou em perguntar.
- O que aconteceu? - Louise perguntou preocupada olhando fixamente para a jovem de quase mesma idade que a sua respirando fundo sem folego.
A jovem de 20 e poucos anos tentou controlar seu cansaço para conseguir falar, seus olhos estavam vermelhos e seus cabelos que normalmente estavam sempre cobertos por uma toca de cetim
Naquele momento estava desarrumado e a vista de todos, suas roupas estavam empoeiradas e desarrumadas.
- Uma desgraça Lady Louise – a dama de companhia falou com grande pesar e lagrimas rolaram em seu rosto.
Louise ao ouvir isso seu coração tremeu de preocupação.
- Não me mate de preocupação, o que aconteceu? – Louise exigiu tremula por dentro por mais explicação.
Seu pai ainda era um homem de 60 anos e de boa saúde então ela se perguntava o que podia ter acontecido de tão ruim para sua dama de companhia estar tão desarrumada e suja gritando feito louca a sua trás.
- Que Deus tenha misericórdia de nós minha senhorita - A mulher falou ainda mais tristeza e em choro
– ... aconteceu uma desgraça, chegaram homens enviados por sua majestade o Imperador Alcaide IV condenando seu pai e a todos da sua casa a morte – a dama de companhia falou entre soluços sem poder conter suas lagrimas.
- Não é possível, por qual motivo sua majestade iria exigir tamanha crueldade? - Louise perguntou retoricamente sem poder mais se manter em pé.
Seus pés enfraqueceram ao tentar processar a informação que tivera recebido.
- Lady Louise eu não sei mais também isso agora não importa, pois, os homens então por todo o palácio a sua procura, Lady Louise tem que fugir para longe antes que eles a encontrem - a dama de companhia sugeriu olhando a sua volta preocupada.
Louise corria perigo em continuar ali parada no meio do jardim.
- Não – Louise gritou amargurada – não, eu não vou sem a minha família – Louise gritou chorando de pânico, ela estava muito confusa e assustada que nem conseguia respirar.
Naquele momento lembrou-se de seus irmãos menores, ela precisava salvá-los ou pelo menos tentar.
Então empurrou sua dama de companhia que lhe impedia a passagem correndo em direção ao palácio segurando firme suas saias para não tropeçar nelas.
- Lady Louise, não vá, por favor – a dama de companhia começou a gritar correndo atrás dela o mais rápido que podia
Mas Louise não lhe deu ouvido e mesmo antes de poder entrar no palácio dois guardas detiveram-na e sem dizer uma única palavra lhe arrastaram fortemente pelo braço.
Louise até pensou em lutar para se livrar daqueles homens, mas quando viu seus irmãos dentro da carroça tão assustados e encolhidos num canto ela desejou fortemente se juntar a eles para lhes abraçar calorosamente.
Eles a jogaram para dentro da carroça e sem pensar duais vezes Louise abraçou seus irmãos desesperadamente o mais forte que conseguiu.
Ela queria dizer tantas coisas, queria dizer que tudo ficaria bem, que os amava e que os protegeria.
Mas seu coração estava demasiado apertado e na sua garganta havia um nó embrulhado que não lhe permitia dizer nem uma única palavra.
Lagrima caíram de seu rosto durante todo o trajeto ela temia o que lhes reservava principalmente ao seu irmão mais novo, ele só tinha 11 anos, ainda era um menino e lhe custava muito acreditar que seriam capazes de matá-lo.
- vai ficar tudo bem – Louise falou finalmente tremendo fortemente enquanto abraçava fortemente seus irmão.
Implorando a Deus sua ajuda enquanto seguiam viagem dentro da carroça.
Seu maior pesadelo se tornou real quando a carroça parou de repente e um homem que deveria ser um dos guardas pela sua indumentária gritou impaciente para eles dentro da carroça para descerem.
Louise se apressou em descer e ajudou seus irmãos também, ela agarrou bem forte as mãos dos dois de seus irmãos mais novos mais apavorado do que nunca.
Eles estavam na praça pública, mas por pouco Louise nem reconhecia, tinha um grande alvoroço diante de seus olhos, ela nunca viu a praça daquela forma, estava uma verdadeira confusão.
A multidão os cercava ao passo que passavam no meio deles, eles lhes insultavam e lhes amaldiçoavam com grande desprezo provocando neles um sentimento de humilhação e vergonha.
Seu pai poderia até não ser um santo para devoção, mas tinha ganhado seu próprio respeito e estima diante da corte real durante seus anos de serviço como Conde
Mas naquele momento todo o bem que já fizera tinha sido simplesmente esquecido por todas aquelas pessoas que não escondiam seu profundo ódio e desprezo.
O mesmo povo que Louise viu durante anos elogiar e honrar com grande apreço seu pai e seu pai dedicar tanto tempo e esforço estava diante de seus olhos jogando alimentos estragados e palavras ofensivas contra eles sem nenhum pouco de vergonha.
Ela não conseguia entender quando foi que seu pai foi tão cruel para merecer toda aquela hostilidade.
Ms seu terror só estava começando, Louise sentiu um calafrio percorrer o seu corpo todo quando viu o cenário montado para a sua execução e a da sua família.
Apertou forte as mão de seus irmão negando seu fim tão precoce e sem pode conter lagrimas inundaram seu rosto por completo, ela pensava com grande amargura em Joshue, seu irmão mais novo, ele era jovem demais.
Em um pequeno palco havia sete cordas devidamente interlaçadas entre si formando um círculo perfeito para cada membro da sua família.
Louise engoliu em seco sua conclusão amargamente, eles seriam enforcados diante do povo como infratores.
Ela estava perplexa que nem sabia mais ao certo o que se passava a sua volta, ela só conseguia derramar infinitas lagrimas ao ver o olhar de desprezo das pessoas e seu alvoroço enquanto eram posicionados cada um ao lado de uma das cordas.
Mas o que matou Louise profundamente foi ter que soltar as mãos de seus irmãos que gritavam apavorados e chorando inconsolavelmente.
Era a última coisa que ela queria suportar, uma dor que não lhe cabia no peito, Louise lhes agarrou fortemente até não poder mais lutando para não se separar deles.
Louise olhou para seu pai a procura de algum consolo, mas aquele homem diante da corda não era seu pai, ele mal olhava para eles, manteve os olhos fixo no chão
Louise não podia acreditar, seu pai estava como nunca foi capaz de lhe imaginar um dia, com o rosto ferido e machado de sangue, suas roupa sujas e rasgadas, naquele momento ela não viu o Conde de La Venezia.
Ela via um homem completamente solitário a amargurado que nem um mendigo vagabundo de rua implorando clemencia diante de nenhum.
Louise olhou para o outro lado e viu um homem vestido elegantemente adornado de enfeites em sua indumentária que se ergueu diante de todos com autoridade e leu a sentença em voz alta e toda a multidão se alegrou vibrando com a decisão.
Ao passo que o homem movia sua mão os soldados cumpriam as ordens a trás de Louise e sua família.
A princípio colocando um capuz em todos, a segui a corda a volta de seus pescoços, Louise sentiu o desconforto da corda roçar em seu pescoço violentamente.
De repente sua vida passou diante de seus olhos, ela se perguntava e podia ser pior do que já era, e se depois da morte ela irai encontrar a paz, a paz que não conheceu que por sinal também não iria conhecer nunca.
Louise fechou fortemente os olhos tentando aceitar seu fim de cabeça erguida se esforçando para não ouvir o choro sufocado e esmagador de sua família, o choro abafado de seu irmão, seu amado irmão.
Louise não conseguiu se erguer, suas forças acabaram naquele momento, ela chorou e chorou sem poder conter sua dor, era um fim humilhante e devastador.
Naquele momento Louise ouviu um estrondo forte e em seguida vários estalos simultâneos.
Louise sentiu uma forte pressão no pescoço e em seguida sendo sufocada pela dura corda que lhe mantinha suspensa pelo ar.
ela começou desesperadamente procurar algo para se apoiar mas seus pés abanavam no vazio e sua mente não resistiu e perdeu a consciência de tanto esforço e falta de ar.
O suporte que estava amarrado nela se quebrou fazendo seu corpo inconsciente bater violentamente no chão desmaiado
Diferentemente de todos os outros membros de sua família que permaneceu pendurado sem vida durante uma hora.
Louise ainda estava viva, mas com grande lesão em volta do pescoço, os guardas levaram ela para uma área restrita para terminar de matá-la.
Quando alguém bateu fortemente na cabeça do guarda e ele caiu desmaiado no chão.
Louise levou várias horas para recuperar a consciência, ela estava fraca e muito dorida quando abriu os olhos para a alegria de sua dama de companhia que se apressou em se aproximar dela.
- Lady Louise, como se sente? – a dama de companhia perguntou preocupada olhando para ela com atenção.
Louise até tentou responder mais seu pescoço estava muito inchado foi por pouco que não quebrou como de sua família.
Louise não tinha sobrevivido por milagre como muitos achavam, seu pai tinha feito um acordo com um dos guardas, várias barras de ouro em troca da vida de um dos seus filhos.
Apesar de ser um acordo sem muita garantia o velho conde se arriscou com a esperança de salvar pelo menos um dos seus filhos, mas se não fosse pela intervenção da dama de companhia de Louise, o guarda teria quebrado sua parte do acordo.
Louise olhou para sua dama de companhia se perguntando se realmente tudo aconteceu ou foi apenas um pesadelo, mas quanto mais olhava para a sua dama de companhia mais certeza tinha, era tudo verdade,
Eles foram enforcados no meio da praça, mas a pergunta que surgiu era como ela ainda estava viva, será que mais alguém da sua família tinha sobrevivido?
- Minha família? - Louise perguntou forçosamente sem se importar com a dor que sentiu ao pronunciar cada uma daquelas palavras.
- Lamento, Lady Louise, lamento muitíssimo – a dama de companhia falou chorando fortemente e isso acabou com todas as esperanças dela.
Louise também se entregou ao choro amargamente ao sentir seu peito rachar de tanta dor.
Louise sentiu seu coração ser esmagada naquele momento cruelmente, ela só queria morrer junto com sua família.
Ela não conseguia suportar o vazio e a solidão que sentia.
- Senhoritas, senhoritas, rápido tem que sair daqui – o arcebispo falou apressadamente assim que entrou nos aposentos em que se encontrava Louise.
Louise e sua dama de companhia entraram em pânico naquele exato momento, elas não esperavam mais más notícias tão rápido.
- Já descobriram, como? – a dama de companhia perguntou arrumando tudo rapidamente.
- Eu não sei como, mas já estão aqui e não vão embora até encontra lady Louise – o arcebispo explicou com a mão tremulas.
A dama de companhia se apressou para também ajudar Louise a se arrumar rapidamente.
Louise ficou sem reação completamente em choque enquanto era coberta com um sobretudo preto às pressas.
Ela pegou na mão da sua senhora e lhe ajudou com muito cuidado.
Louise estava muito fraca e com muita dor em todo o corpo, a dama de companhia servindo de apoio para o Louise ela se dirigiu em frente ao arcebispo pronta para partir.
- Vão de pressa, ainda se lembras do caminho que te mostrei? – o arcebispo perguntou para a dama de companhia enquanto lhe acompanhava até a saída do aposento.
- Sim, me lembro – a dama de companhia contestou recebendo o candelabro das mãos do arcebispo tremula e uma sacola com provisões para a viagem.
- que o bom Deus esteja convosco – o arcebispo rogou solenemente como em seus sermão de domingo dando sua benção as duas.
- muito obrigada arcebispo – Louise respondeu beijando levemente as mãos do arcebispo antes de saírem completamente do cômodo com sua dama de companhia.
Elas caminharam pelos infinitos corredores até chegarem sem nenhuma dificuldade para o local designado.
Louise sentia sua dama de companhia com a respiração ofegante, podia ser de nervosismo ou até mesmo de cansaço por ter tanto peso sobre os seus ombros ou talvez de ambos motivos.
- entre minha senhora a dama de companhia pediu a Louise sussurrando assim que abriu a porta mas para a surpresa das duas já havia um guarda no quarto revirando tudo a sua volta.
Louise e sua dama de companhia congelaram ao olhar para o soldado a sua frente, a dama de companhia até pensou em fugir do quarto.
as o guarda lhe puxou pelos cabelos fortemente lhe arrastando com uma das mãos sem piedade, ele jogou ela no chão e começou a bate-la fortemente.
Louise estava fraca e ao ver a forma desalmada que ele começou a bater na sua dama de companhia, Louise não conseguiu ficar parada e pulou para as costas do guarda para ajudar a sua dama de companhia que estava coberta de sangue no rosto.
Louise não podia se arrepender mais ao ganhar a atenção do guarda, ele sacudiu ela para o chão e sem dizer uma única coisa Louise viu o desprezo e todo o ódio daquele homem contra si.
O guarda pegou sua espada e olhando fixamente nos olhos de Louise ergueu suas mãos para lhe decepar.
Louise cerrou os olhos negando ver o seu fim nos olhos frios daquele homem quando ouviu um barulho forte e brusco, com medo ela se negou a abrir os olhos por alguns segundos, mas foi vencida pela curiosidade.
Assim que abriu os olhos avistou sua dama de companhia com uma espada na mão completamente ensanguentada.
Louise viu o soldado parado de joelho a sua frente sangrando fortemente no peito, Louise ao ver o soldado caindo em sua direção se arrastou aterrorizada para longe dele, completamente em choque.
- Está morto - Louise falou em choque sem poder conter as lagrimas que lhe corriam pelo rosto assim que conseguiu abri a boca numa voz fina e fraca.
- Não temos mais tempo – a dama de companhia falou contendo o seu susto rapidamente, ela olhou brevemente para o guarda morto no chão e sentiu tonturas.
Ela nunca tinha matado alguém e desejava amargamente ser a última, sentimento de culpa sondaram sua mente, mas ela afastou todos os sentimentos que lhe impediam de agir, aquele não era o momento para pensamentos.
- Temos que ir – a dama de companhia falou apressadamente abrindo a passagem secreta por detrás da estante de livros sem hesitar.
A dama de companhia estava prestes a usar a passagem quando notou que Louise permanecia em pé imóvel olhando fixamente para o guarda no chão.
- Eu não posso - Louise falou chorando amargamente assim que olhou brevemente para sua dama de companhia.
- O que a minha senhora está dizendo? - a dama de companhia perguntou perplexa.
- Fuja, eu vou ficar – Louise falou firmemente aceitando seu destino sem forças para continuar a fugir, ela não podia mais fugir e ela não via mais motivos para fugir.
Ela olhava para o soldado morto e se perguntava mais quantas pessoas morreria por sua causa, ela não conseguiria viver com esse peso na consciência.
- O que a minha senhora está dizendo? temos que ir – a dama de companhia falou preocupada tentando apressá-la, mas Louise não se moveu.
- Eu não posso, será que você não vê? – Louise falou apontando para o guarda morto no chão
– se eu fugir eles vão matar todos, todas as pessoas que me ajudarem, o arcebispo, os membros da igreja, até mesmo você – Louise falou entrando em pânico a cada palavra que pronunciava.
- A minha senhora não pode se render, não depois de tudo – a dama de companhia falou mostrando compaixão por ela
E ao se aproximar de Louise a dama de companhia pegou na mão dela e olhando no fundo dos olhos dela com compaixão.
- Eu sei que não é fácil e que a Lady está com medo, mas seu pai Conde de Venezia fez um acordo com um dos guardas por sua vida – dama de companhia começou a explica apara Louise que olhou perplexa para sua dama de companhia sem poder acreditar
- O que? – Louise murmurou em choque.
- Sim, minha senhora, o senhor seu pai pagou uma grande quantidade de dinheiro por sua vida, ele deixou um recado para si – a dama de companhia pegou um pedaço de papel entre as suas roupas e entregou-a Louise.
Louise ao receber o papel suas mãos estremeceram de nervoso, ela desembrulhou cuidadosamente o pedaço de papel e ao abri-lo reconheceu a delicada grafia de seu pai, lagrimas caíram de seu rosto de tristeza.
- Vingança – Louise murmurou ao ler a mensagem de seu pai com muito mais dor no coracão era como se aquela mensagem fosse um punhal que lhe atravessou o coração.
Agora Louise sabia que não estava viva por caso, seu pai lhe tinha poupado a vida para que trouxesse justiça.
Louise não podia desistir, ela precisava lutar e sobreviver não por ela, mas pela memória de sua família então ao ouvirem passos em direção dos aposentos sem pensar duas vezes.
Louise pegou na mão da sua dama de companhia e juntas saíram dos aposentos pela passagem secreta.