O corpo de Elizabeth estava muito quente, sua visão estava embaçada e ela se sentia muito molhada.
- Merda alguém drogou minha bebida. Ainda bem que saí a tempo daquele lugar.
Ela rolava na cama enquanto o desejo a consumia. Ouviu um bip a distância, ela pensou que era coisa da sua cabeça, mas poucos minutos depois uma ligação também soou alta. Com esforço ela alcançou seu celular no criado mudo.
Na ligação
- "Elizabeth? Precisamos conversar, onde posso encontrá-la?"
Ela reconhece a voz de Fernando e seu corpo esquenta ainda mais. Ela não sabia por que estava reagindo assim, talvez seja reação da droga.
- Sr. Harris não estou em um bom momento. Poderia ligar novamente amanhã?
Sua voz estava rouca e fraca, como se estivesse doente, e Fernando ficou em estado de alerta. Ele não entende por que está tão inquieto, mesmo eles sendo inimigos, ele não suporta que algo aconteça com ela.
- "O que aconteceu com você? Onde você está? Vou até você agora".
Fim da ligação
Ele nem espera ela responder e sai em disparada da sua mansão para a casa dela. Ele manda uma mensagem para Eliza sua assistente pessoal pedindo que ela rastreie a Elizabeth. Após dois minutos uma localização chega em seu celular: Ela está em sua casa.
Na mansão Saint ele rapidamente entra e procura por ela. Os criados já foram dormir, e os guardas o conhecem e não o incomodam. Ele a encontra no quarto principal da mansão, ela está com as bochechas coradas e se contorcendo na cama. Ele senta em sua cama e Elizabeth o ataca imediatamente. Quando ele chegou perto dela a única coisa que ela pensava era em agarrá-lo. O seu perfume amadeirado invade o nariz dela e a deixa inebriada e com uma sensação familiar. Ela enfia a cabeça em seu pescoço e respira profundamente, dando beijos e mordidas em seu pescoço.
- Elizabeth o que é isso? Me larga, você está ficando louca?
- Fê cala a boca, como senti sua falta. Por que você me deixou? Estou tão feliz que você voltou, nunca mais vou te soltar.
Só havia uma pessoa que o chamava de Fê, mas ela morreu a muito tempo, foi seu pai que deu a notícia para ele. O que essa mulher está falando?! A não ser...
- Liz? Você é a Liz?
- Claro né Fê, quem mais seria?
- Mas ela morreu a 7 anos! Pare de falar bobagem e me solta, por favor.
- Eu estou bem viva e morrendo de tesão, vamos Fê não seria nossa primeira vez...
Ela estava muito perto e seu perfume para ele também era muito familiar. Será que seu pai mentiu para ele?
Sua boca estava tão perto da dela e o perfume floral dela o tirou da razão, ele pensava que nunca mais sentiria esse perfume novamente. Seu último fio de lucidez arrebenta e ele a puxa para um beijo desesperado. Sua boca é doce na dele e ela corresponde o beijo com uma dança de língua, que ela sabe que o deixa louco. Roupas são arrancadas com urgência de corpos que não se veem a anos, ele a beija no pescoço deixando pequenos chupões em seu ombro e peito. Pega em seu sutiã e logo seus seios estão libertos e acesos, ele abocanha o esquerdo enquanto massageia o direito com o polegar. Ela geme em retorno, arranhando seu braço e costas, a droga que batizaram sua bebida é forte e a deixa ávida por mais.
Ele continua os beijos e carinho na barriga e logo chega à calcinha dela. Com uma mão ele rasga a fina renda e a chupa com vontade, como ele se lembrava que ela gostava. Os gemidos dela ficam mais altos, e ele sabe que é o momento certo. Ele enfia um dedo em sua vagina e ela já está tão molhada que ele introduz um segundo dedo, ela não aguenta mais e goza com força em sua boca e fica ainda mais molhada.
Ele rapidamente retira seu membro duro e coloca na entrada dela, já faz anos que não faz sexo com ninguém, desde que perdeu Liz ele não sente atração em nenhuma mulher, será que Elizabeth era realmente Liz? Ele se empurra para dentro devagar, ela está apertada e ele sente o mesmo prazer que sentia quando ele e Liz faziam amor. Os gemidos dela não param e ela começa a rebolar nele, indicando que ele já poderia mexer. Logo a sala só há gemidos, estocadas de pele com pele e tapas, eles chegam ao seu ápice juntos e Fernando desaba na cama ao lado de Elizabeth. Ela se agarra ao seu peito e ele percebe que ela já adormeceu, ele a pega delicadamente e a coloca na cama.
Fernando queria muito permanecer em seu abraço, mas há muitas perguntas não respondidas, e ele precisa das respostas. Ele escreve um bilhete e deixa em seu criado mudo, abaixa próximo ao rosto dela e percebe leves semelhanças com a Liz de seu passado. Ele beija sua testa e lhe promete que descobrirá a verdade, mesmo que amanhã ela não se lembre dele. Pega seu carro e dirige de volta a sua mansão.
Era inverno e toda família Saint se reunia na mesa de jantar. Liz era a mais nova integrante e todos a tratavam com amor e atenção. Seus irmãos Leonardo e Vinícius no início ficaram enciumados, mas após o nascimento dela eles caíram de amores também. Era tudo harmonioso e feliz, até que o celular de emergência da mãe toca e todos ficam em silêncio. Sua licença maternidade havia chegado ao fim no dia anterior, então ela teria que voltar aos plantões no hospital.
Morgana era a responsável geral do setor de cirurgias e cirurgiã chefe, no Hospital Independência em Porto Alegre - RS, e tinha que dividir seus dias entre o hospital e sua família. Ela e George, seu marido, brigavam constantemente, pois ele não queria que ela trabalhasse. Ele sendo o CEO da Corporação Saint's se tornou a pessoa mais rica do Brasil, e estava entre as 10 mais ricas do mundo. Sendo rico ele não entendia por que ela insistia em trabalhar.
- Morgana querida, por favor não vá. Estamos no meio do jantar, fique até terminarmos.
- George você sabe que não posso. Se não fosse uma emergência eles não ligariam para esse celular. Tenho que atender, com licença.
Na ligação
- "Alô é a Doutora Morgana? É Steve Moore"
- Sim, é ela. O que houve?
- "A filha do presidente sofreu um acidente e está gravemente ferida, os médicos de plantão foram alertados para tratá-la sem deixar cicatrizes, e infelizmente a única que consegue tal proeza é você. O Diretor nos informou que se conseguirmos tratá-la o presidente irá fazer uma doação ao Hospital de 1 milhão. Você sabe como estamos atualmente e precisamos do dinheiro."
- Entendi, já estou a caminho.
Fim da ligação
Morgana retornou à sala de jantar e informou sobre o telefonema.
- Querido ajude a governanta a cuidar das crianças por favor, tenho que ir é caso de vida ou morte.
- Quem é dessa vez?
- A filha do presidente. Temo que se não ir o Diretor do hospital dificulte as coisas para mim no futuro. Fora que também há muito dinheiro envolvido.
- Se não tem outra alternativa, vá. Mas tome cuidado, já é noite e você saiu do resguardo a pouco tempo. Me ligue se precisar que te busque.
- Tudo bem, obrigada querido. Tchau meus amores, mamãe ama muito vocês.
Antes de sair, ela dá um beijo na cabeça de cada uma das crianças e um selinho em George e segue para a garagem. Logo eles escutam o portão abrindo e o carro acelerando.
Em minutos ela chega ao hospital, não era muito longe do residencial a onde morava. Steve já aguarda por ela na porta do hospital.
- Doutora, sei que não é o momento, mas é um grande prazer revê-la! Venha comigo por favor, Gabriela está na UTI no nosso melhor quarto a aguardando.
- Oi Steve, digo o mesmo. Ela está estável? Já fizeram os exames necessários?
- Sim, fizemos o possível, mas ela irá precisar de alguns procedimentos. Fizemos um raio x e ela está com algumas costelas fraturadas, o rosto tem alguns cortes, mas a cabeça está em perfeito estado. Ela também quebrou o braço direito, e tinha uma fratura exposta no dedo médio. A fratura exposta já tratamos, mas como o presidente ordenou que não haja cicatrizes você terá que refazer a operação. Ela sofreu um acidente de carro, o motorista que colidiu com eles estava alcoolizado e não sobreviveu.
- Certo. Prepare a sala de cirurgia e os aparelhos necessários, que vou me trocar.
Após 4 horas de cirurgia Dra. Morgana saí da sala com sorriso satisfatório no rosto. Tudo ocorreu bem e logo Gabriela estaria recuperada e bem. Ela nunca havia feito um trabalho tão meticuloso, e no fim tudo ficou perfeito. Steve estava logo atrás dela, com uma aparência cansada e olheiras profundas.
- Doutora o Diretor informou que estamos dispensados, e todos que participaram da cirurgia terão dois dias de folga. Então eu já vou indo, nos encontramos na sexta feira. Tchau.
- Obrigada Steve, folga mais que merecida, bom descanso. Tchau.
Já era 3 horas da madrugada, Morgana não queria perturbar seu marido então resolveu voltar sozinha. O trajeto foi tranquilo, e como era perto logo ela estava na entrada do Residencial Bela Vista. Quando já estava na área da mansão ela foi surpreendida com algo que parecia um cachorro no meio da estrada. Conseguiu desviar dele, mas o carro perdeu o controle e bateu de frente com uma árvore.
George que a aguardava na sala ouviu um barulho alto e logo correu para ver o que era. Suas pernas amoleceram e ele ficou em choque. Alguns dos funcionários da mansão também escutaram e já estavam se amontoando. Um deles ligou para a ambulância enquanto George saiu do choque e correu até o carro de sua esposa. O veículo saia fumaça e estava com a frente totalmente amassada. Ele viu Morgana com a cabeça encostada no volante e havia muito sangue escorrendo. Com medo do carro pegar fogo, ele a retirou e a deitou a uma distância segura. Alguns minutos depois houve uma explosão e o carro se transformou em um amontoado de pedaços, fogo e ferro amassado.
A ambulância logo chegou e levou Morgana para o hospital. No hospital ela foi submetida a vários exames e em cada vez o médico ficava mais frustrado, nenhum deles mostrava um resultado exato para ele prosseguir com o tratamento. Os ferimentos foram tratados, mas ela não acordava, seu corpo estava saudável e todos os exames tinham um retorno positivo, de que não havia nada errado com ela. Desesperado George contratou o melhor médico do país para tratá-la e ele em breve chegaria.
- Sr. George Saint? Desculpe incomodá-lo sou a enfermeira Beatriz, há alguém chamado Dr. Lucca Freitas na recepção e me pediu para chamá-lo. Pode me acompanhar por gentileza?
- Peça a ele para vir até mim, já estou o aguardando. Obrigada.
Dr. Lucca era um jovem adulto em perfeita forma, parecia ter por volta de 47 anos e já havia alguns fios grisalhos em seu cabelo cuidadosamente penteado para trás. Ele transmitia um ar profissional e gentil. Muitas enfermeiras coraram e viraram o rosto ao encontrá-lo e com certeza ele seria o assunto delas no café da tarde. Ele encontrou o quarto da Dra. Morgana rapidamente e entrou sem delongas.
- Dr. Lucca que bom que conseguiu vir antes do previsto. Estou muito preocupado com minha esposa. Já faz três semanas, todos os ferimentos já cicatrizaram, mas ela ainda está em coma. Você é o melhor neurologista do país, se você não conseguir trazê-la de volta terei que ir para países internacionais. Não posso perdê-la, acabamos de ter a pequena Elizabeth e não suporto ir para casa sem um diagnóstico para o que ela tem.
- Olá Sr. Saint, bom isso é preocupante, como o corpo está saudável a mente já deveria ter voltado também. Vou fazer mais alguns exames e te informo mais tarde.
Horas passaram e George ainda aguardava pacientemente no quarto de sua esposa. Quando o dia já estava quase no fim, Dr. Lucca retorna com ela.
- Sr. Saint com os resultados em mão tenho um diagnóstico. O caso dela é extremamente raro, e ainda não há muito estudo sobre ele, os médicos daqui nunca iriam conseguir curá-la. Eu mesmo só sei dessa doença pois passei alguns anos fazendo uma pós em Harvard. Ela bateu a cabeça e seu cérebro chocou com a cavidade craniana, causando uma lesão. Temos algumas medicações indicadas, mas uma cura certa ainda não foi encontrada. Ela pode permanecer em coma pelo resto da vida, ou pode acordar agora por exemplo. Não temos uma previsão certa, mas administrando os medicamentos a chance de ela acordar novamente é grande, só há um problema.
- E qual seria?
- As chances de ela acordar e voltar ao coma após algum tempo é grande. Sugiro que o senhor adapte um quarto em sua residência para ela e os aparelhos, e contrate um médico e enfermeiras para ajudá-la nesse período. As medicações terão que ser continuas, independente se ela estiver acordada ou em coma. Elas só serão interrompidas após uma avaliação positiva do quadro dela. Voltarei para avalia-la em períodos de 15 em 15 dias, farei relatórios e vou levar comigo de volta para Harvard, farei o que estiver ao meu alcance para curá-la. Aqui está a lista dos medicamentos e se o senhor quiser pode levá-la para casa a qualquer momento.
- Certo, vou providenciar tudo. Há algo mais?
- Esse é meu número de urgência, nem sempre você conseguirá contato com o outro. Pode me ligar se houver alguma mudança ou problema.
- Minha esposa também tinha um desses. Obrigada Dr. Lucca. Até breve.