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Império e Corações Partidos

Império e Corações Partidos

Autor:: Sable
Gênero: Bilionários
O telefone em minhas mãos tremeu, mas não tanto quanto meu corpo inteiro. A voz melosa de Sofia, minha meia-irmã, ainda ecoava em minha mente, descrevendo em detalhes íntimos sua noite com Marcos – meu noivo. Eu estava no estacionamento do meu próprio império, que construí do zero, mas o chão parecia ter desaparecido sob meus pés. Não era apenas a traição do meu noivo, era da minha própria família, uma conspiração para roubar tudo o que eu tinha. Ninguém nunca se preocupou se eu estava feliz, apenas se eu estava sendo útil. A dor em meu peito era real, uma ferida antiga que nunca cicatrizou. Eu não era mais uma vítima. Eu não era um caixa eletrônico. Eles me subestimaram pela última vez. Peguei meu celular, abri o navegador e digitei palavras que nunca imaginei procurar: "acompanhante de luxo."

Introdução

O telefone em minhas mãos tremeu, mas não tanto quanto meu corpo inteiro.

A voz melosa de Sofia, minha meia-irmã, ainda ecoava em minha mente, descrevendo em detalhes íntimos sua noite com Marcos – meu noivo.

Eu estava no estacionamento do meu próprio império, que construí do zero, mas o chão parecia ter desaparecido sob meus pés.

Não era apenas a traição do meu noivo, era da minha própria família, uma conspiração para roubar tudo o que eu tinha.

Ninguém nunca se preocupou se eu estava feliz, apenas se eu estava sendo útil.

A dor em meu peito era real, uma ferida antiga que nunca cicatrizou.

Eu não era mais uma vítima. Eu não era um caixa eletrônico.

Eles me subestimaram pela última vez.

Peguei meu celular, abri o navegador e digitei palavras que nunca imaginei procurar: "acompanhante de luxo."

Capítulo 1

Laura desligou o telefone, seu corpo tremendo incontrolavelmente. A voz de sua meia-irmã, Sofia, ainda ecoava em sua mente, melosa e triunfante, descrevendo para uma amiga os detalhes íntimos de sua noite com Marcos, o noivo de Laura.

Ela estava no estacionamento do seu próprio prédio de escritórios, um império que construiu do zero, mas se sentia completamente perdida, como se o chão tivesse desaparecido sob seus pés. A traição não era apenas de seu noivo, era de sua própria família, uma conspiração para roubar tudo o que ela tinha.

Com os dedos trêmulos, ela abriu o navegador em seu celular, digitando palavras que nunca imaginou que procuraria: "acompanhante de luxo". Uma lista de sites apareceu, e ela clicou no primeiro, o mais elegante e discreto.

Uma galeria de homens apareceu na tela. Todos eram bonitos, mas suas expressões eram vazias, profissionais. Laura passou por eles sem interesse, até que uma foto a fez parar.

O homem na foto se chamava Enzo. Ele não estava sorrindo para a câmera com uma expressão forçada, ele olhava diretamente para a frente, seus olhos escuros e profundos pareciam conter um universo de segredos, e um leve sorriso brincava no canto de seus lábios, quase como se ele soubesse de um segredo divertido. Ele não parecia um acompanhante, parecia um homem que tinha o mundo aos seus pés.

Uma memória dolorosa invadiu a mente de Laura sem aviso. Ela se lembrou de ter voltado para casa mais cedo na semana passada, querendo fazer uma surpresa para Marcos, e o encontrou no quarto com Sofia. As risadas deles, os sons de seus corpos juntos, a imagem dos dois se virando para ela, chocados, mas sem nenhum pingo de remorso. A imagem queimava em sua memória.

"Laura, não é o que você está pensando", Marcos disse, com a voz mais falsa que ela já tinha ouvido.

Sofia, enrolada no lençol, apenas a olhou com um sorriso de desprezo, um sorriso de vitória.

Laura sacudiu a cabeça, forçando a memória para longe. A dor se transformou em uma raiva fria e calculista. Eles queriam jogar? Então ela jogaria também.

Ela encontrou o número de contato da agência e ligou. Uma voz profissional atendeu.

"Eu quero contratar Enzo", Laura disse, sua voz surpreendentemente firme. "Agora."

Houve uma pausa do outro lado da linha. "Senhora, o Sr. Enzo tem uma agenda muito cheia. Geralmente, as reservas precisam ser feitas com semanas de antecedência."

"Eu pago o dobro", disse Laura, sem hesitar. "O triplo. O que for preciso. Eu preciso dele esta noite."

A determinação em sua voz deve ter convencido o agente. Após alguns minutos de espera, uma nova voz entrou na linha, uma voz masculina, profunda e suave, que parecia vibrar através do telefone.

"Aqui é o Enzo. Ouvi dizer que alguém está com pressa para me ver."

Laura respirou fundo. "Sim. Eu preciso de você."

"Precisa de mim para quê, exatamente?" A voz dele era sedutora, com um toque de diversão.

Laura não hesitou. Ela não ia recuar agora. "Eu preciso que você seja meu namorado."

Houve um silêncio do outro lado, mas não era um silêncio chocado, era um silêncio pensativo.

"Um namorado?", ele repetiu lentamente, a diversão em sua voz crescendo. "Isso é um pedido novo. Geralmente, as clientes são mais... diretas."

"Eu não sou suas outras clientes", respondeu Laura, a frieza voltando à sua voz. "Eu preciso de um namorado de aluguel. Alguém para me acompanhar em eventos, para conhecer minha família, para fazer todos acreditarem que estamos em um relacionamento sério."

Ela pensou em Marcos, em Sofia, em seus pais que sempre a viram como um caixa eletrônico. Eles a usaram, a descartaram e planejaram roubar sua vida. A vingança era a única coisa que fazia sentido. Contratar Enzo não era um ato de desespero, era o primeiro movimento em seu tabuleiro de xadrez.

"Interessante", disse Enzo, sua voz agora séria, mas ainda com um toque de curiosidade. "Um relacionamento falso para enganar a todos. Isso soa complicado. E por quanto tempo você precisaria desse... namorado de aluguel?"

A pergunta pairou no ar, cheia de possibilidades. Enzo não era apenas um rosto bonito, ele era inteligente, e sua pergunta simples sugeria que ele entendia as complexidades por trás de um pedido tão estranho. Ele não era apenas um peão que ela estava contratando, ele era um jogador por si só.

Capítulo 2

"Eu não sei por quanto tempo", Laura respondeu honestamente, a voz um pouco mais baixa. "O noivado acabou para mim, mas eles ainda não sabem. Preciso de tempo para resolver as coisas, para colocar meu plano em ação."

"Seu plano?", Enzo repetiu, a curiosidade em sua voz era palpável. "Então, eu não serei apenas um namorado, serei uma arma?"

O jeito como ele disse a palavra "arma" fez um arrepio percorrer a espinha de Laura, não era um arrepio de medo, mas de excitação. Ele entendia.

"Exatamente", ela confirmou. "Você será a minha arma. A melhor arma que o dinheiro pode comprar."

Laura sentiu que sua resposta soou fria demais, quase como se estivesse o tratando como um objeto. Ela não queria isso. Por alguma razão, a opinião daquele homem desconhecido importava. "Desculpe, isso soou mal. O que eu quero dizer é..."

"Não, eu entendi", ele a interrompeu, e o tom de diversão voltou. "Ser uma arma soa muito mais interessante do que apenas ser um acompanhante. Mas um contrato assim, sem prazo definido... isso é arriscado para mim. E se você se apaixonar por mim e nunca quiser me deixar ir?"

Laura soltou uma risada seca. "Acredite, amor é a última coisa na minha mente agora."

"Que pena", ele disse, com uma falsa tristeza. "Então, se não é para sempre, quanto tempo? Um mês? Um ano?"

Ele estava a provocando, e por mais estranho que fosse, isso a fez se sentir um pouco melhor.

"Que tal...", ele continuou, com um tom dramático, "um contrato vitalício? Eu serei seu namorado de aluguel para o resto da vida. O que você acha?"

Laura balançou a cabeça, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios pela primeira vez naquela noite. "Você é ridículo."

"Sou profissional", ele corrigiu. "E minha profissão é fazer minhas clientes felizes. Um contrato vitalício parece uma ótima maneira de garantir sua felicidade a longo prazo."

A conversa leve a distraiu da dor por um momento, mas a realidade voltou com força total quando ela estacionou o carro na garagem de sua casa, a casa que dividia com seus pais e Sofia.

Assim que entrou, ouviu vozes vindo da sala de estar. A voz de sua mãe, Beatriz, e de Sofia.

"Você tem certeza que o Marcos vai mesmo terminar com a Laura depois que vocês se casarem?", perguntou Beatriz, com um tom de ansiedade.

"Claro, mamãe", respondeu Sofia, com sua voz doce e venenosa. "Ele só está com a Laura pelo dinheiro e pela empresa. Ele me ama. Assim que nos casarmos e ele conseguir o controle das ações dela, a Laura será história. Nós vamos finalmente ter a vida que merecemos, sem precisar depender das migalhas que ela nos joga."

Cada palavra era uma facada no coração de Laura. Migalhas? Ela deu a eles tudo, uma casa luxuosa, carros, um estilo de vida que eles nunca poderiam ter por conta própria. E para eles, eram apenas migalhas.

Ela se encostou na parede fria do corredor, o ar faltando em seus pulmões. Ela sempre soube que seus pais, Carlos e Beatriz, a viam mais como um investimento do que como uma filha, mas ouvir a confirmação de forma tão cruel era devastador. E Sofia... a meia-irmã que ela acolheu em sua casa, a quem deu tudo, era a pior de todas.

Laura fechou os olhos, a raiva substituindo a dor. Ela não era uma vítima. Ela não era um caixa eletrônico. Eles a subestimaram pela última vez. Seu plano não era mais apenas sobre vingança, era sobre sobrevivência, sobre recuperar sua vida e sua dignidade. E Enzo seria a chave para tudo isso.

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