SINOPSE
'Não é o amor que nos define, Julietta. É o amor que nos destrói'.
Eu sou uma garota normal.
Você poderia pensar.
Eu nunca pensei em mim como algo diferente.
Até que eu o conheci.
Ele não acha que eu sou normal.
Ele acha que eu sou especial.
Especial o suficiente para estar em sua vida.
Especial o suficiente para entrar em seu mundo.
Especial o suficiente para sua estar em sua cama.
Rafael Lencioni. Perigoso. Bonito. Aterrorizante.
Minha história eu nunca contei.
Eu não sou a filha.
Eu não sou a esposa.
Eu não sou a amante proibida.
Eu não sou uma irmã ou uma mãe.
Eu não sou quem você pensa que eu sou.
Então, para eu me encaixar em seu mundo, eu tenho que fazer algo que eu nunca quis na minha vida.
Algo que eu teria desaprovado até conhecê-lo.
Eu tenho que mudar quem eu sou.
Eu tenho que desligar o meu coração.
Tenho que aceitar o meu lugar.
Meu corpo pertence a ele.
Meu coração não é permitido.
Essas são suas regras.
Mas regras foram feitas para ser quebradas... certo?
Prólogo
Eu olho em seus olhos.
Rafael Lencioni é desumano, perfeito, com olhos castanhos.
Esses são o tipo de olhos que nunca se esquece. Nem por um único segundo de sua vida. Seus dedos estão enrolados em volta do meu braço, a boca a milímetros da minha, e sua respiração está batendo em minha bochecha em frases curtas e duras. Faz dias que eu fugi dele, e se eu não o conhecesse melhor, eu diria que o conforto que eu sinto de pé aqui na sua frente é real.
Mas nós dois sabemos que não é.
Suas mentiras estão quebrando meu coração. Ele está rasgando-o em mil pedaços minúsculos porque eu tenho que fazer algo que eu acreditava honestamente que eu nunca teria que fazer. Havia uma regra que eu não deveria ter quebrado, que ele nunca significasse nada para mim.
Meus próprios olhos castanhos não desligam dos dele. Em vez disso, basta olhar um para o outro, que o que passa entre nós, principalmente, é um sentimento de desespero.
Um desespero para mudar de vida.
- Por que, Julietta? - Ele rosna, em voz baixa, profunda e rouca.
Adoro a maneira como ele diz meu nome, como se parecesse, que poderia ser o único nome que ele fosse murmurar pelo o resto de sua vida.
- Responda-me - ele exige cuidadosamente, como uma ordem que você não pode escapar, mesmo que ele não esteja levantando a voz.
A mão suavemente se move do meu braço até meu pescoço, e lá ele segura meu queixo, trazendo o meu rosto mais perto, como se ele fosse me beijar. Mas ele não faz nada disso. Ele não vai me beijar. Não aqui. Não em público. Isso iria quebrar todas as regras, e Rafael não quebra as regras. Esse é o problema.
Esse sempre foi o problema.
- Deixe-me ir, Raf, - eu respiro, tentando me afastar desses intensos olhos castanhos.
- Não até que você me diga o porquê.
Por que eu estou aqui.
Por que eu fugi com ele.
Por que eu tenho evitado ele.
Porque eu tinha que fazer. Eu tinha. Eu não aguento mais. As mentiras, mas principalmente, a dor. A intensa dor desesperada. A agonia de precisar de alguém que você não pode ter.
Deixa-me apenas uma escolha. Eu vou fazer a única coisa que eu sei que vai fazer com que ele vire as costas para mim. A única coisa que eu sei que vai fazê-lo correr na direção oposta. A única coisa que estou certa que irá garantir que ele não volte.
O pensamento de nunca mais tocá-lo novamente, beija-lo, rir com ele faz meu coração se contorcer e meu estômago se revirar, mas eu tenho que fazê-lo. Eu tenho. Por ele. Por mim. Por nós. Então, eu separo meus lábios e digo as palavras que vai levá-lo do meu mundo para sempre. - Eu estou apaixonada por você.
Eu percebo antes que as minhas palavras deixem os meus lábios. Eu vejo a maneira como seus olhos piscam. Eu vejo a maneira como seu corpo enrijece e ele se endireita, parecendo quebrado, parecendo confuso, parecendo furioso. Sua mão cai da minha mandíbula e tudo dentro de mim grita para alcançá-lo e agarrá-lo de volta, mas eu não faço nada. Eu o deixo se afastar, levando meu coração junto com ele. Ele dá um passo para trás, e eu vejo seus olhos se fechando junto com seu corpo. Eu o vejo empurrar as minhas palavras para um lugar que ele não se deixa acessar.
Ele se afasta, ficando de costas para mim, me deixando saber que as minhas palavras conseguiram o que eu desejava. Antes de sair, ele olha para trás por cima do ombro e me dá um olhar que eu provavelmente nunca ver novamente. Eu tento capturar seu rosto em minha memória, tento me lembrar de cada curva e cada linha. Tento me lembrar de quão rica sua risada é, e como ele faz meu coração bater.
Seus olhos castanhos se conectam com os meus, e com uma voz baixa e rouca, ele murmura: - Eu lhe disse para não fazer isso.
Nota para os meus leitores
Caros leitores,
Eu preciso dizer um pouco sobre este livro antes de continuar, então talvez você vá entender por que eu saí da minha zona de conforto para escrevê-lo.
Eu estava lendo um livro recentemente sobre a máfia. Eu amo livros da máfia. Eu li uma boa parte deles. Sobre o líder da máfia e sua amante, sua chama proibida, a mulher que ele comprou, a filha de seu inimigo. Eu li.
Você sabe o que eu não li? O que você está prestes a ler.
Voltando para o livro que eu estava lendo. Havia menção de um líder da máfia que tinha uma esposa, uma bela esposa, uma boa esposa, uma esposa leal, uma mulher que ele amava. Mas ele tinha outra coisa. Ele tinha uma amante. Uma mulher ao lado. Supostamente pelo status. Uma mulher para fazê-lo parecer forte e superior. Na verdade, isso era importante, se ele não tivesse uma amante, seria visto como fraco.
Minha atenção foi despertada. Fiz uma pesquisa. Acontece que é verdade muitas dessas situações. Nem todos elas, mas com algumas.
E eu disse a mim mesma. Como é a sua vida? A da outra mulher? A usada como um símbolo de status? O que ela faz com seu tempo livre? Quem é ela? Por que ela faz o que faz? Como é que ela se encaixa em seu mundo? Como ela se sente por ser o que ela é? Será que dói? Ela está feliz? Como é que ninguém contou a sua história?
Então.
Eu vou contar a sua história.
Eu espero que vocês a amem tanto quanto eu amei escrevê-la.
Capítulo um
- Julietta, você está deslumbrante, - minha mãe diz, inclinando-se e beijando minhas duas faces, ela traz seu perfume aos meus sentidos e lembrando-me de me certificar de colocar o meu antes de eu sair hoje à noite.
- Obrigada, mãe. - Eu sorrio, abraçando-a e, em seguida, volto atrás.
Enfiando um longo fio de cabelo perfeitamente reto atrás da orelha, ela pergunta: - Você vai sair com Celia?
Eu aceno, sabendo o que está vindo antes mesmo de eu responder a ela. - Sim, nós vamos para o novo clube na cidade.
O rosto da minha mãe se contorce, e quando ela faz isso, se parece comigo. Tanto ela e meu pai são italianos, mas seu pai tinha um fundo inglês, e minha mãe não é toda italiana. Eu sou uma boa mistura de ambos, com dicas de herança da minha mãe, o que mostra no meu cabelo, que é castanho claro, não sendo normal para um italiano. Eu tenho pele morena clara e olhos castanhos com cílios grossos, do meu pai. Eu também tenho sardas espalhadas no meu nariz, que, Mama me diz, são dela.
Que eu desejaria não ter.
- Eu não sei sobre esse clube. - Ela mantém a testa franzida e, em seguida, inclina-se para mais perto, os olhos arregalados, e sussurra: - Você sabe quem dirige aquilo, não é?
Eu rolo meus olhos. - Mamãe, eu sei... mas todo mundo vai para lá. Não é perigoso. É apenas um clube.
- Ele é administrado por membros da máfia - ela sussurra, seus olhos queimam com um ar dramático.
Eu sorrio para ela, tentando abafar meu riso. Quando ela fica assim, isso pode ficar bastante hilário. Ela tem um queda para o drama. - E?
- E você sabe como eles são nesta cidade.
- Mama - eu zombo. - Eles não se incomodam se não mexermos com o seu negócio. Há piores pessoas lá fora. Celia já foi, e ela disse que é incrível. Além disso, eu tenho vinte e quatro anos; Eu realmente não preciso de permissão.
Ela ergue os braços e então ondula seu dedo no meu rosto, uma característica que ela herdou da mãe do meu pai, Francesca. Aquela mulher expressa tudo com as mãos. Se ela está falando, ou rindo, ou gritando, ela tem as mãos se movendo em um ritmo rápido. - Não fale comigo assim, mocinha, - Mama diz, com os olhos sérios. - Você ainda é minha filha.
- A filha que vive sozinha, tem uma carreira, e não é estúpida - eu indico, também acenando meu dedo. Só um pouco.
- Não importa. - Ela franze a testa, deixando cair as mãos e cruzando-as sobre o peito. - Esse clube não é o lugar para uma garota como você.
Eu levanto minhas sobrancelhas. - Uma garota como eu?
- Linda, doce, inteligente... Você não precisa estar no espaço de qualquer pessoa envolvida com a família Lencioni.
- Eu vou para beber e dançar. É isso aí. Eu não estarei no espaço de ninguém. Vai ficar tudo bem. Agora eu tenho que ir. Celia está esperando por mim.
Mama balança a cabeça e cruza os braços sobre o peito. - Seu pai não vai gostar disso.
- Ele vai ficar bem, - Eu zombo. - Ele não precisa nem mesmo descobrir.
Ela me olha horrorizada com o pensamento de manter um segredo dele. - Ele sabe tudo o que acontece nesta cidade, Julie. Ele vai descobrir.
Eu levanto minhas sobrancelhas e atiro de volta - Ele pensa que sabe tudo nesta cidade, mas confie em mim, ele não é tão importante quanto acredita.
Meu pai é um empresário e dirige uma empresa de saneamento local. Ele conhece um monte de gente. Ele também acha que é o rei de Chicago. Ele provavelmente teria um acesso de raiva se soubesse que eu estava indo em qualquer lugar perto dos Lencioni, mas é apenas uma noite de diversão. Ele não tem nada para se preocupar.
- Você não puxou essa insolência de mim - ela zomba quando eu beijo sua bochecha.
- Absolutamente. Até mais tarde Mama!
Viro-me e saio correndo antes que ela possa falar outra palavra. Eu só apareci porque eu deixei meus sapatos aqui. Da próxima vez eu vou usar um par diferente. Eu adoro os meus pais, mas eles podem ser um pouco controladores. Eu acho que é porque eu sou filha única e por causa disso, eles tendem a me envolver em algodão. Eles não acreditam que eu possa fazer qualquer coisa sozinha sem o seu olhar atento.
Isso é bom para mim, mas eu sempre fui um espírito livre.
E eu não pretendo mudar isso.
* * *
- Oh. Meu. Deus - eu grito, batendo palmas e saltando para cima e para baixo. - Este clube é incrível!
Celia toma conta do meu braço, com um enorme sorriso no seu rosto bonito. - É incrível, não é?
- Absolutamente. - Eu suspiro, olhando atentamente para o belo espaço.
É elegante, moderno e enorme. Existem vários andares repletos de pessoas. Na parte superior, eles estão inclinando-se sobre o balcão, conversando e observando os frequentadores abaixo. O interior elegante é decorado em azul e preto. O piso é preto, os bares e cabines são azuis, e há luzes piscando penduradas no teto que mudam rapidamente para pulsar a cada poucos segundos. Há uma enorme pista de dança no meio da ambiente e está lotada.
De tirar o fôlego.
- Vamos, vamos ver se podemos conseguir uma bebida - Celia diz, puxando-me no meio da multidão.
Os homens em torno de nós fazem uma linha para que possamos percorrer com facilidade. Isso não é surpreendente. Celia é alta, de cabelos escuros e deslumbrante. Ela está usando um vestido vermelho justo e saltos que assustam até mesmo a mim, eles são tão altos. Ela caminha nos saltos altos com facilidade, como se nascesse para se mover neles. Meu cabelo está solto, enrolado, e flui em torno das minhas costas. Meu vestido é tão apertado quanto o dela e preto, agarrado ao o meu quadril na parte de trás. Meus saltos são pretos, de tiras, mas não tão altos quanto os dela.
Um grupo de homens de terno sorri para nós quando passamos por eles, e eu abro meu melhor sorriso. Eu sou boa em flertar. Celia me diz que eu deveria ter sido macho, mas é apenas como eu sou. Eu não economizo no charme, mas eu amo dar aos caras algo para falar, e flertar um pouco não faz mal a ninguém.
- Senhoras - sorri um dos homens bem vestidos.
Nós duas acenamos com a cabeça e continuamos nossa jornada até o bar. Demora cerca de 10 minutos para conseguirmos uma bebida, mas finalmente estamos bebendo. Nos viramos para trás para o enxame de pessoas para tentar encontrar uma cabine. Não há nenhuma livre, então optamos por ficar perto da pista de dança, balançando nossos quadris com a música enquanto bebemos no meio da multidão e em meio as pessoas que estão dançando, bebendo, e curtindo.
- Então, você está impressionada? - Celia pergunta se inclinando e gritando no meu ouvido.
Concordo com a cabeça e ergo o polegar, deixando meus olhos percorrerem o espaço novamente. Eu vejo que no canto superior direito há uma enorme sala que parece ser feita inteiramente de vidro. Parece que ela está pendurada sobre o clube por uma razão; ela é fechada, comprida, tomando mais de um quarto do andar do clube. Meu palpite é que as pessoas que possuem este lugar estejam sentadas lá agora, observando a multidão. Nós não podemos ver, mas eu não tenho nenhuma dúvida de que eles podem ver quem está do lado de fora.
- Você acha que eles estão nos assistindo agora? - Celia pergunta, olhando para cima seguindo minha visão.
Eu dou de ombros, em seguida, sorrio quando uma ideia engraçada me bate. Além de flertar, eu também sou uma agitadora de merda. - Eu não sei. Devemos totalmente fazer alguma coisa e ver se podemos conseguir sua atenção.
Celia ri. - Oh meu Deus, isso seria engraçado.
- Isso realmente seria. - Eu sorrio, ainda olhando para a sala de vidro. - Vamos fazer caretas para ele.
- Oh cara, de jeito nenhum. - Ela ri.
- Vamos lá, vai ser engraçado.
Ela balança a cabeça. - É a máfia lá dentro; eles poderiam atirar em nós.
Eu zombo. - Eles não vão atirar em nós. As pessoas provavelmente mexem com eles o tempo todo.
Ela pensa por um segundo, depois assente. - Você provavelmente está certa.
- Vamos, vamos ter um pouco de diversão. Não me faça te desafiar, eu sei que você não pode dizer não a um desafio.
Ela finge choque. - Você não faria isso.
Eu sorrio.
Ela sorri.
Ela está dentro.
Eu coloco meus polegares próximos aos meus ouvidos e mexo os dedos, enfiando a língua de fora. Celia salta no meu lado e começamos fazer cara de loucas. Pessoas ao nosso redor riem em voz alta, e alguns deles nos chamam de infantis, mas... bem... nós não nos importávamos, então esse é o ponto. Inferno, eu tenho certeza que eles não estão nos vendo de qualquer maneira.
RAFAEL
- Você está vendo isso, Raf? - Meu irmão Vincent diz, com as mãos no vidro olhando para as duas meninas olhando diretamente para o escritório, fazendo caretas.
- Eu estou vendo isso - murmuro, minha voz baixa, mas rouca, com foco nas meninas. Meus olhos se fixam sobre aquela que começou tudo. A partir deste momento, é difícil ver como ela se parece com clareza, mas o que eu posso ver é que ela tem um cabelo que a faz parecer deliciosa e extremamente feminina, pernas longas e um corpo assassino. Obviamente, ela tem insolência, também. Minha boca se contrai assim que eu a vejo e sua amiga, que agora estão colocando o dedo no nariz e puxando para fazer uma careta de porco.
Vin está sorrindo. - Elas não sabem a quem pertence este clube?
- É evidente que elas não se importam- eu digo, recostando na cadeira e cruzando os braços.
- Atrevidas - ele murmura, seus olhos fixos na outra menina de vestido vermelho que mal pode ser chamado de vestido, aquele pedaço de pano.
- Mmmmmm, - eu digo, observando um grupo de homens ao seu redor que lentamente se moveram para mais perto, de olhos no prêmio.
As meninas parecem querer chamar a atenção, mas principalmente, as meninas agem como sensualidade e são lindas. Elas estão alheias, porque estão rindo muito. - Você vê aqueles homens em torno delas?
Vin olha novamente para baixo. - Sim, há um monte deles.
Muitos. Você deseja intervir?
Eu fico olhando para os cabelos da menina bonita tímida, que agora está rindo, com a cabeça jogada para trás, sua bebida na mão espirrando de seu copo de coquetel. Bonita e sexy. Ela não teria chance, uma vez que o grupo chegasse nela. - Sim, eu acho que eu poderia.
Eu endireito o meu paletó antes de me virar em direção à porta.
- Irmão tenha cuidado.
Eu sorrio. - Eu sempre tenho.
* * *
JULIETTA
Muitos homens nos rodeiam. Ótimo, não estávamos exatamente sendo sutis e isso atraiu metade do clube de caras loucos. O grupo de homens se aproximando – todos sorrindo, todos encantadores, mas todos completamente pirados, loucos como o inferno. Eles se parecem com predadores, o tipo de homens que encurralam mulheres e levam o que querem. Eles têm esse ar sobre eles. Crepitando, algo que preenche o espaço em torno do grupo.
Celia olha para mim, e nós rapidamente damos um passo para trás, parando o que estamos fazendo e nos voltamos uma para outra, fingindo que não estávamos vendo-os. Começamos uma conversa despretensiosa, mas isso não parece detê-los.
Um dos homens dá passos para frente e coloca uma mão no meu quadril, inclinando-se perto. - Você gosta de chamar a atenção, eu vejo. Admiro isso em uma mulher.
Eu tremo e tento me afastar, mas seu aperto aumenta, um aviso silencioso que eu não gosto. - Me solta. Nós só estávamos nos divertindo.
- Belas garotas se divertindo, eu gosto disso, - Parece que ele gosta de um monte de coisas que eu não gosto. - Qual o seu nome, querida?
Eu olho para Celia, que está tendo que conversar com um dos homens, enquanto os outros casualmente sorriem para nós como se estivessem à espera de sua sobremesa. Isso não é confortável. Nem um pouco.
- Candice, - eu minto.
- É um nome bonito, Candy.
Ugh. Que tipo de homem ele é?
Tento me afastar novamente, mas ele não me deixar ir.
- Vamos dançar.
- Eu prefiro não dançar - murmuro, tentando me mover novamente, mas seu aperto não afrouxa.
- Vamos lá, só uma dança. Eu não mordo.
Ele me puxa para a pista de dança e eu me contorço, tentando me soltar das mãos em meu quadril, mas elas só apertam. As pessoas quase não notam, apenas parece que ele é um homem tentando controlar sua difícil namorada. Estou bastante certa de que eu comecei a gritar, eles ainda não estão preocupados. Ele é treinado, disso eu tenho certeza; ele me manobra de uma forma que é quase impossível me afastar, e ele está fazendo isso com habilidade. Isso é assustador.
- Me solte, - eu digo, mas ele finge que não pode me ouvir. Ele só abre um sorriso encantador para a multidão, que se movimenta de lado para deixá-lo passar. Seu cabelo, que eu posso ver claramente agora, é loiro e praticamente brilha sob as luzes piscando. Este homem é um boneco Ken da vida real, e ele sabe disso. Eu faço mais uma tentativa inútil de conseguir que ele me solte, mas ele não me libera.
Seu aperto aumenta e ele me puxa para mais perto, esmagandome contra seu corpo. Ele prensa sua ereção contra minha barriga e eu entro em pânico.
Tento novamente. - Me solta.
- Eu acredito que a senhora pediu para soltá-la.
O som vem de trás, um som suave como seda, sexy que faz minha pele se arrepiar e sentir uma pontada de medo ao mesmo tempo. Ele tem uma autoridade que não pode ser negada ou ignorada. Tanto que o homem que está me segurando, me solta e eu me viro para ver quem é, e sem dúvida, é o mais devastadoramente belo homem que eu já vi na minha vida.
Um italiano musculoso de mais de um metro e oitenta está sob as luzes piscando. Ele tem o cabelo espesso e escuro que se enrola em torno do pescoço, no seu terno preto elegante e olhos tão castanhos que quase parecem pretos. Ele tem uma barba por fazer de pelo menos três dias no queixo, e seu cheiro é incrível.
- Rafael - o homem que está me segurando diz, instantaneamente me liberando e dando um passo atrás. - Eu não estava causando nenhum problema; Eu só estava dançando com esta bela moça.
- Ela não quer dançar - diz Rafael, a voz firme, precisa, aterradora, embora ele não precise elevá-la. Este é o tipo de homem que partiria outro ao meio com o clique de seus dedos. Isso irradia dele. Meu coração bate.
- Cc-certo, é claro, - o homem gagueja. - Eu vou sair.
Ele se vira e me solta, desaparecendo na multidão tão rapidamente que eu estou confusa. Eu me volto para o homem de pé em frente a mim e me pergunto que tipo de poder mágico ele detém para fazer alguém desaparecer tão rapidamente. Provavelmente é da Máfia. Isso faz com que o medo rasteje pela minha espinha. Eu decido dar-lhe um sorriso, apenas no caso. Eu certamente não quero irritá-lo. - Obrigada.
Ele estuda meu rosto, os olhos castanhos profundos movendo-se sobre a minha aparência, e um lento sorriso se espalha em seu rosto. - O prazer é meu, Cara.
Meus joelhos tremem. Sua voz é o tipo de voz que se deseja ouvir quando ele está entre seus pés, fodendo tão forte que você não pode respirar.
Eu estudo seu rosto enquanto sutilmente respiro seu cheiro mais uma vez. Deus, seu perfume é bom. Ele parece tão incrível. Um garanhão italiano, sem dúvida. Este é o tipo de homem que você pagaria para montar toda a noite, sem hesitação. Eu me perco no pensamento e me viro, olhando para as minhas mãos, sem saber o que eu deveria dizer.
- Qual é seu nome? - Ele pergunta sedutoramente, mergulhando mais para baixo para que eu possa ouvi-lo. Sua respiração faz cócegas na minha bochecha, e eu estou bastante certa de que eu gemi.
- Julietta.
- Bonito - ele respira.
Deus, quem é esse homem, e quando eu posso levá-lo para casa? - Ah... - Eu me viro nervosamente. - Obrigada.
- Cuide-se, Julietta - ele ronrona, olhando em volta do clube. - Existem pessoas ruins lá fora.
- Eu vou - eu digo, encontrando seus olhos. - Obrigada pela ajuda.
Deus, Julie, pare de dizer obrigada.
Ele me pisca um sorriso de parar o coração antes de se virar e desaparecer no meio da multidão que se move para deixá-lo passar.
Uau.
Isso foi intenso.
Eu quero mais.
JULIETTA
Célia e eu dançamos até que o suor brilhasse em nossa pele
Então nós dançamos um pouco mais.
Eu bebi alguns Cosmos, mas eu ainda não estou bêbada. Eu acho que dançar tanto, fez com que o álcool não fosse absorvido pelo meu sistema. Além disso, estou me divertindo muito.
Este clube é incrível e quanto mais tempo eu fico aqui, mais eu gosto. Celia dança ao meu lado com um cara bonito, que parece como se tivesse saído de um filme country, com toda aquela pele bronzeada, cabelos loiros, e botas de cowboy. Eu só estou dançando livremente, sem me preocupar em me juntar a ninguém. Passa da meia-noite, mas este clube permanece aberto até cinco horas e eu penso em ficar por muito tempo.
A necessidade me chama no meio da próxima música, e eu aceno para Celia, deixando-a saber que eu estou indo ao banheiro. A fila é enorme quando eu chego lá, e eu quero gemer em voz alta. Olho para os banheiros masculinos e vejo que não tem fila.
Não, eu não posso.
Eu fico na fila, me contorcendo quando a pressão aumenta e minha bexiga parece que vai explodir. Meus olhos vão para os banheiros masculinos novamente. Se eu não estivesse embriagada, eu não consideraria isso, mas eu estou e eu preciso fazer xixi.
Eu corro como uma louca para os banheiros derrapando até a primeira cabine. Não há homens na aqui no momento, então eu rapidamente fecho a porta e faço xixi, suspirando de alívio. Quando eu acabo, eu espreito para fora e vejo que ninguém está por perto ainda. Os homens ainda fazem xixi? Quero dizer, honestamente, como o banheiro masculino pode estar tão vazio e o nosso tão cheio?
Corro para fora do meu cubículo e até as torneiras. Eu olho no espelho checando minha aparência enquanto eu lavo minhas mãos. Eu ainda pareço muito bem, considerando o tanto que eu já dancei. Meu cabelo não está tão perfeito como estava no início da noite, mas a minha máscara de cílios ainda está intacta. É isso aí.
Eu termino de lavar as mãos, as seco e, em seguida, corro para a porta. Eu empurro abrindo e saio, para bater em um peito duro. Eu olho para cima assustada e meus olhos se arregalam quando vejo Rafael olhando para mim, com as mãos enroladas em torno dos meus braços para evitar que eu caia para trás. Ele tem um sorriso no rosto que me diz que sabe exatamente o que estou fazendo e que ele acha totalmente divertido. - Você está confusa sobre qual banheiro deveria usar, Julietta?
Eu aceno e sorrio timidamente. - Quando se trata de uma garota ter que fazer xixi e está apertada...
Seu sorriso se torna maior e eu vejo através de sua barba. Ele tem covinhas. Quente. - Eu gosto de garotas que vivem perigosamente. Venha, tome uma bebida comigo.
Ele está falando sério?
Eu quero fazer uma dancinha feliz e dar um gritinho. Quer dizer, eu sou uma menina e eu sou solteira. Este é o tipo de homem que você quer ter um caso de uma noite. Eu assumo que não faço isso frequentemente, mas hoje eu estou disposta a abrir uma exceção. Eu aceno para ele com um sorriso.
Ele enrola um braço em volta do meu quadril e me leva para o corredor. As meninas na fila do banheiro ficam de boca aberta, e eu sei que não é porque eu fiz xixi antes delas. À medida que caminhamos, as pessoas se voltam para olhar para mim, uma mistura de choque e confusão em seus rostos. O que? Eu tenho um rasgo no meu vestido ou algo assim? Olho para o meu vestido e não vejo nada. Eu esfrego os dentes com meu dedo, apenas para ter certeza. Então eu continuo com Rafael, imperturbável.
Ele me leva para uma porta, e eu não estou prestando atenção, porque a minha música favorita começa e o desejo de dançar é forte. Nós passamos pela porta e eu estou feliz balançando em seus braços, mas paro quando percebo onde estamos. O escritório de vidro grande. Eu posso ver todo o clube abaixo de mim, e de repente eu penso com total clareza. Celia disse... Me viro devagar e olho para Rafael.
Oh. Meu. Deus.
Ele é da máfia? Eu estava certa?
- Este é o seu escritório? - Eu pergunto, tentando não ranger os dentes ou fazer um som de medo.
- Não, - ele diz calmamente, como se sentisse meu pânico. - É um de um amigo; Eu estou no clube essa noite. Quer uma bebida?
Ele não é da máfia, mas isso significa que seu amigo é.
Eu exalo com alívio, mas só um pouco. - Seu amigo é dono desse clube?
Rafael claramente sente nervosismo na minha voz e caminha para mim, e agora ele se parece mais com um predador do que um homem sexy-como-inferno. - Sim, Cara, ele é.
Eu pisco e depois sorrio sem jeito.
Ele sorri. - Parece que você já ouviu rumores sobre este clube.
Eu engulo. - Eu, ah, eu acho que todo mundo já ouviu, certo? Talvez eu devesse sair.
Ele dá um passo para frente e segura meu queixo em sua mão grande. - Eu te assusto, querida?
Suas palavras fazem meus joelhos a tremerem. - Não, é só...
- Estou prejudicando você?
Ele certamente não está. Por que ele tem que ser tão atraente? - Não mas...
- Então, tome uma bebida comigo, e pare de se preocupar com algo que não envolve você.
Não é uma opção, eu posso dizer por seu tom de voz suave, mas firme. Concordo com a cabeça e caminho ao longo da borda do vidro, olhando para fora. Eu tranquilizo minha respiração e me acalmo. Estamos apenas tomando emprestado o escritório do cara da máfia. Quem se importa? Ele não está aqui. Este homem-quente-como-opecado, está. E eu estive pensando qual seria a sensação de estar em seus braços toda a noite. Eu expiro em voz alta e decido apreciar o fato de que estou prestes a ter a minha chance com este cara lindo.
Eu sinto sua presença atrás de mim e meu corpo treme com o calor que emana dele e agita todos os meus sentidos. - É uma visão bastante ampla, não é? - Diz ele, chegando perto de mim para colocar uma bebida em minha mão. É um Cosmo. Ele está prestando atenção. Eu acho que minha calcinha ficou molhada. Isso simplesmente fica cada vez melhor.
- Você ficou sentado aqui assistindo? - Eu pergunto, tentando não gaguejar enquanto ele chega mais perto de mim, com sua mão delicadamente passando pelo meu quadril.
Este homem é intenso, tão intenso. É um pouco assustador, mas e uma maneira que você não consegue se virar. Como a parte do filme de terror que você sabe que vai ser horrível, mas seus olhos permanecem colados na tela.
- Na maioria das vezes.
- Na maioria das vezes?
- Sim, principalmente.
Oh cara.
- Então você me viu... - Eu engulo, - ...fazendo caretas?
Seu polegar desliza em meu quadril, e eu tremo. - Sim. Você é uma mulher intrigante.
Eu trago meu Cosmo aos meus lábios e engulo um gole grande. - E você me viu entrar no banheiro?
Ele ri, baixo e rouco. - Sim eu vi.
- Estou aqui para ser punida?
- Isso depende - diz ele, deslizando a mão para cima, na pele exposta na minha coluna. - Você quer ser punida?
- De preferência, não, - eu chio. - Eu nunca fui fã de ser espancada.
Ele tem um tom divertido quando diz: - Então eu não vou punila, e eu não vou bater em você. Hoje à noite, de qualquer maneira.
Jesus. Engulo em seco. - Por que estou aqui?
- Eu disse a você - ele murmura, enredando o meu cabelo em torno de seu dedo. - Você me intriga.
- Isso acontece muitas vezes?
- Nunca.
Oh. Merda.
Dou um passo ainda mais perto do vidro até que minha respiração projeta um pouco de vapor na superfície. - Eles não podem nos ver aqui - eu respiro, observando as pessoas que se misturam lá embaixo. É fascinante, bem como assistir a uma colmeia em ação. A interação entre os sexos é hipnotizante.
Ele dá um passo mais perto, até que seu corpo firme está pressionado contra minhas costas tão plenamente que posso sentir cada polegada dele. Cada. Polegada. - Não. Muito emocionante, não é? - Sim - eu admito, colocando minha mão no vidro.
Rafael segura meu quadril e gentilmente me gira, assim eu estou de frente para ele. - Você está impressionada com o clube? - Diz ele, estudando meu rosto.
- Sim, é muito impressionante.
Ele sorri e me solta, dando um passo para trás. Eu quero suspirar de alívio, só que eu meio que sinto falta de seu toque e isso é insano. Eu bebi demais. Espere, não, eu não bebi. Ele é como uma droga. Tudo sobre ele é da mesma forma intoxicante. - Venha - diz ele, sentando em um sofá de couro. - Sente. Fale-me sobre você.
Eu ando até ele e cuidadosamente me sento, cruzando as pernas. Seus olhos caiem para elas, e eu rapidamente descruzo, me mexendo nervosamente.
- O que você quer saber? - Pergunto olhando longe do seu olhar.
- Dá-me seus olhos, Cara - ele murmura e um formigamento dispara pela minha espinha. Eu dou-lhe os meus olhos. - Você trabalha?
Eu concordo. - Sim, eu sou enfermeira.
- Uma enfermeira. - Ele sorri. Jesus, eu gostaria que ele fosse feio. - Muito impressionante.
Eu dou de ombros. - É o que eu queria fazer.
- Admirável. Você tem família na cidade?
- Minha mãe e meu pai moram aqui, eu sou filha única.
Seus olhos brilham. - Lamento ouvir isso.
Eu rio, e as sobrancelhas dele se atiram para cima.
- Você acha isso engraçado? - Ele pergunta.
- Você está se desculpando por eu não ter irmãos?
Seu rosto fica sério. - A família é tudo, Julietta. Todos devem ter irmãos.
Oh cara.
- E você? - Eu digo, engolindo mais do meu Cosmo. - Você tem irmãos?
- Dois irmãos.
- Isso é bom. Seus pais?
Ele se inclina para trás em sua cadeira, sorvendo o líquido âmbar do seu copo. O gelo faz um som tinindo. - Meu pai morreu há um ano. Minha mãe ainda está viva.
- Sinto muito por ouvir isso - eu digo sinceramente.
Ele me estuda. - Obrigado.
- Então, ah, eu provavelmente deveria ir e...
- Você está com alguém atualmente? - Ele pergunta e eu me viro, olhando para ele com uma expressão chocada. Eu não deveria estar chocada. Eu vim aqui sabendo o que ele queria. Eu não sou idiota. Eu li os sinais. Eu quero isso tanto quanto ele. Este belo estranho perigoso está fazendo coisas comigo que eu gosto, muito.
- Perdoe-me?
- É isso. Você está em um relacionamento?
Eu balanço minha cabeça. - Não.
- Você quer estar?
Ele não me pediu para ser sua namorada, não é? Oh Deus, ele bateu a cabeça? Talvez eu devesse correr. Eu pensei que era apenas uma noite de diversão cheia de vapor, e aqui ele está ultrapassando a linha do namoro. Eu e relacionamentos não funcionamos; nunca. Eu tive apenas um namorado e no minuto que ele me pediu para casar com ele, eu corri gritando. Celia chama de 'compromissofobia'. A ideia de me casar e perder o meu espírito livre me assusta, então eu tenho evitado relacionamentos como a peste.
Como eu disse, eu tenho certeza que eu estava destinada a ser um macho.
- Não, - eu digo, minha com a voz grossa. - Eu não sou o tipo de relacionamentos.
- Perfeito - ele murmura, colocando o copo na mesa e se virando para mim.
Meu coração acelera; este homem é hipócrita de um jeito excitante. Se eu não estivesse bebendo, eu provavelmente já teria saído daqui. Rafael é tão tentador, tão bonito. Deus, eu quero apenas um gosto. Especialmente quando ele está se inclinando mais perto...
- Você vai me beijar? - Eu pergunto, surpreendendo-me.
Seus lábios se abrem e ele murmura: - Sim, Cara. E então eu vou te foder.
Meus olhos se arregalam, mas antes que eu possa protestar, ele estende a mão, enrolando os dedos em torno do meu pescoço, me puxando para frente. Eu coloco meu copo na mesa de centro antecipando seu próximo movimento. Em seguida, seus lábios estão nos meus, de maneira suave no início, persuadindo. Quando eu me derreto, aquele beijo se torna mais profundo. Eu deveria fugir, mas não posso. Ele tem um gosto tão incrível quanto eu pensei que teria, e Deus, beija-lo é o céu. Sua boca é exigente, seu corpo é firme, e ele está no controle completo. Nossas línguas dançam juntas, e minha cabeça não está nada feliz quando eu me mudo para mais perto dele, querendo ainda mais. Ele não vai se lembrar do meu nome na parte da manhã, então eu deveria apenas viver o momento.
Certo?
Claro que sim.
* * *
Nós nos beijamos por mais de uma hora. Retardando a dolorosa tortura da melhor forma.
Ele não se apressa; ele me beija como se a minha boca fosse o único lugar que ele quisesse estar.
Eventualmente, ele move os lábios dos meus, deixando os meus lábios inchados e satisfeitos, e move-os para meu pescoço, gentilmente beliscando minha pele enquanto suas mãos correm até meus lados, levando meu vestido com elas. Eu me viro, e deixo deslizar o vestido para cima e sobre a cabeça, e depois me viro de volta para perto dele. Ele suga a respiração quando seus olhos caiem para meus seios, e um calor emana de seus olhos. - Linda - ele rosna, correndo o dedo ao longo da curva do meu peito debaixo do meu sutiã preto. - Tire isto.
Eu passo os dedos trêmulos na costas e puxo o meu sutiã fora. Talvez eu devesse reconsiderar. Eu estou cedendo muito fácil, mas o crédito tem que ir para quem o merece, beijá-lo tem o mesmo efeito de uma droga, então eu realmente não estou pensando direito. - Talvez a gente não deva, ah... - Eu sussurro, mas ele me corta com outro beijo profundo, intenso.
- Não se preocupe - diz ele, quando ele se afasta. - Nós estamos apenas nos divertindo.
- Somente nos divertindo? - Eu respiro, tentando segurar o meu gemido quando ele deixa cair a boca no meu mamilo, que está duro e pronto para ele.
- Sim, Cara. Diversão.
Eu quero protestar, realmente eu quero, mas ele está chupando meu mamilo, sacudindo sua língua contra ele, e de repente eu não me importo que eu esteja sendo um pouco vagabunda, suja por dormir com um homem que eu não conheço.
Seus dedos quentes viajam pelos meus lados, pelos meus quadris, e minha calcinha. Ele puxa de repente e ela sai com um rasgo alto. Eu o empurro, mas ele continua chupando meu mamilo, não se afastando, e eu não posso me preocupar com a minha calcinha por um segundo mais. Eu gemo e arqueio contra ele, deixando o álcool dirigir minhas ações. Ele encolhe os ombros e tira o paletó, então desabotoa o primeiro botão de sua camisa, tudo ao mesmo tempo sugando os meus seios.
Ele se afasta um pouco e eu estou ofegante, olhando para ele do meu lugar no sofá. Ele se parece com um deus quando tira a camisa e a joga de lado. A luz ilumina seu corpo incrível, e eu vejo que ele não tem uma única tatuagem em sua pele impecável. Eu gosto de tatuagens, mas ver um homem tão poderoso como ele sem elas é tão quente. Ele pega as calças e desfaz o botão de cima, e a minha boca fica seca.
Ele sorri e solta, colocando a mão no meu peito e me empurrando para trás de modo que as minhas costas estejam apoiadas contra o sofá. Em seguida, ele agarra meus quadris e me puxa para baixo, e antes que eu saiba o que está fazendo, ele puxa meus quadris para cima e leva minha boceta à boca. Em seguida, ele lambe. Longas e profundas lambidas, de cima para baixo e de volta novamente. Eu suspiro e depois grito enquanto ele suga e lambe, suas habilidades orais são tão dominantes quanto o próprio homem. Meus dedos ondulam, e os meus saltos pressionam em suas costas enquanto ele me devora.
- Oh Deus - eu grito, me erguendo, nunca tive algo parecido, tão incrível em toda a minha vida. Eu só dormi com poucos homens e nenhum deles, Deus, nenhum, tomou meu corpo assim.
Eu gozo em questão de minutos, e não há nada que eu possa fazer para me segurar. Eu me arqueio para cima, minhas pernas o apertam, e meu corpo explode no orgasmo mais intenso que eu já tive. Eu vejo estrelas, e todo meu mundo fica preto por um segundo. Eu vagamente ouço o som de uma embalagem de preservativo sendo rasgada, e, em seguida, Rafael está posicionado em cima de mim, colocando as minhas pernas em torno de seus quadris.
Ele traz o seu pau para minha entrada e desliza, em um movimento preciso e rápido. Eu suspiro, ele resmunga, e então ele começa a me foder.
Ele me fode como o macho viril que é. Rápido, golpes fortes que vão apenas profundo o suficiente para pressionar contra os meus nervos já sensíveis. Ele não bate, ele não desliza, ele só fode com perfeita precisão. Meus dedos encontram suas costas e eu deslizo as mãos para baixo dos seus músculos, admirando a força dele. Tão fodidamente perfeito.
- Sim - eu respiro, me arqueando, e pressionando meus seios contra o seu peito quente.
Ele traz uma mão para baixo, agarrando minha coxa usando-a para inclinar meus quadris e conduzir seus impulsos. - Foda-se - ele resmunga, pegando o ritmo. - Pra cima.
Sem aviso prévio, ele puxa para fora de mim, e eu pego um vislumbre de um belo pau antes que ele me gire e pressione o meu tronco sobre as costas do sofá. Em seguida, ele está de volta dentro de mim, mais profundo desta vez. Uma mão encontra o meu quadril e a outra emaranha no meu cabelo, e então ele realmente deixa claro a que veio. Ele me fode tão duro que eu grito. Eu não posso voltar atrás. É uma sensação tão incrível, tão suja, tão erótica, que eu não quero nem tentar.
Seu pênis leva meu corpo e faz com que eu seja sua escrava. Cada parte de mim pertence a este homem neste momento. Seus sons de prazer fazem minha boceta apertar em torno dele e cada vez que isso acontece, ele faz um som gutural profundo em sua garganta. - Linda - ele resmunga, e me fode mais forte. - Tão fodidamente bela.
- Sim - eu choramingo quando meu corpo se contrai mais e mais. - Oh Deus, sim.
Ele estende a mão, e seu polegar encontra o meu clitóris, onde ele gentilmente esfrega. Eu não consigo me conter, eu gozo. Eu nunca gozei dessa forma antes, e é incrível. Ele começa como um pulso baixo, quente no fundo da minha barriga e rapidamente se expande de forma latejante, intensa, que explode dentro de mim. Eu grito seu nome e agarro o sofá tão forte, que meus dedos ficam brancos, mas Deus, vale a pena cada segundo.
Ele vem logo atrás de mim com um grunhido irregular e um último impulso de seus quadris. Então ele exala alto e envolve um braço em volta da minha barriga, fazendo-me me erguer e ficar pressionada contra o peito dele. Seus músculos contraídos são bastante incríveis. Ele deixa cair a cabeça no meu pescoço e inala o meu cabelo. Deus. Tão intenso.
Depois de alguns momentos, ele finalmente puxa para fora de mim e nos apoia no sofá. Ele desaparece em um banheiro e eu fico lá parada, nua, exceto meus sapatos, me perguntando o que diabos eu fiz?
Quem se importa? Foi fantástico.