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Inocência com sedução

Inocência com sedução

Autor:: renata medeirosM
Gênero: Romance
O que Taylor Magnus está fazendo aqui? Me encostei na parede com a saia subindo pela minha bunda enquanto me ajeitava na áspera parede de estuque. Eu não a ajeitei. O belo anfitrião, vestido incrivelmente bem, definitivamente percebeu. Enquanto lambia os lábios e andava na minha direção, eu sabia que ele se perguntava se eu estava usando calcinha. - É o bar mitzvah do melhor amigo da filha dele. O que você está fazendo aqui? Senhorita... Ele inclinou a cabeça para baixo e leu o nome no meu crachá de imprensa. Fitzpatrick? Aprendi com o tempo a não ficar nervosa; as pessoas farejam aproveitadoras de longe. Respirei fundo para afastar o medo. - Essa é uma festa e tanto. Trabalho na coluna de sociedade, sabe? Noticiando todo mundo que é alguém. Dei meu sorriso característico, uma expressão bem ensaiada de inocência com uma pitada de sedução. - Muito ousada, você não devia estar aqui. Essa é uma festa particular! Estava claro que ele não ia me dedurar. - Não se eu for convidada. Me abaixei um pouco na parede, fazendo minha saia subir ainda mais. - Clara Fitzpatrick, disse ele, lendo meu crachá. - Um nome muito judeu... - Vem da minha mãe. Então, você acha que Taylor vai passar o projeto da educação? Aquele dá àqueles garotos uma chance real de se educar... com faculdade, alimentação e moradia gratuitos? Eu sabia que estava pressionando, mas o cara sabia muito mais do que estava dizendo. Acho que ele esperava algo do tipo. - Ele deve assinar essa noite. Tem algo a dizer? Endireitei a gravata dele, que estava realmente torta. - Quero dizer, você é o anfitrião do pós Bar Mitzvah, recebendo na própria casa uma lista de convidados muito exclusiva".

Capítulo 1 Inocência com sedução

Capítulo 1 OFÉLIA - O que Taylor Magnus está fazendo aqui? Me encostei na parede com a saia subindo pela minha bunda enquanto me ajeitava na áspera parede de estuque. Eu não a ajeitei. O belo anfitrião, vestido incrivelmente bem, definitivamente percebeu. Enquanto lambia os lábios e andava na minha direção, eu sabia que ele se perguntava se eu estava usando calcinha. - É o bar mitzvah do melhor amigo da filha dele. O que você está fazendo aqui? Senhorita... Ele inclinou a cabeça para baixo e leu o nome no meu crachá de imprensa.

Fitzpatrick? Aprendi com o tempo a não ficar nervosa; as pessoas farejam aproveitadoras de longe. Respirei fundo para afastar o medo. - Essa é uma festa e tanto. Trabalho na coluna de sociedade, sabe? Noticiando todo mundo que é alguém. Dei meu sorriso característico, uma expressão bem ensaiada de inocência com uma pitada de sedução. - Muito ousada, você não devia estar aqui. Essa é uma festa particular! Estava claro que ele não ia me dedurar. - Não se eu for convidada. Me abaixei um pouco na parede, fazendo minha saia subir ainda mais. - Clara Fitzpatrick, disse ele, lendo meu crachá. - Um nome muito judeu... - Vem da minha mãe. Então, você acha que Taylor vai passar o projeto da educação? Aquele dá àqueles garotos uma chance real de se educar... com faculdade, alimentação e moradia gratuitos? Eu sabia que estava pressionando, mas o cara sabia muito mais do que estava dizendo. Acho que ele esperava algo do tipo. - Ele deve assinar essa noite. Tem algo a dizer? Endireitei a gravata dele, que estava realmente torta. - Quero dizer, você é o anfitrião do pós Bar Mitzvah, recebendo na própria casa uma lista de convidados muito exclusiva". - O que acha que ele vai fazer? Agora ele está envolvido... quase nas minhas mãos. - Mais importante do que isso, o que está disposta a fazer por algo a publicar? - Suas mãos desceram até a minha cintura​Na sua coluna de sociedade. Sua voz era um sussurro cheio de maldade. - Bastante! Lambi os lábios e toquei as mãos dele. - Ele não assinou. Ele me agarrou e puxou para mais perto. - Agora, senhorita... Antes de vazar isso para o público, você me deve uma." Ele me puxou para perto, mas me desvencilhei. - Minha gratidão. Muito obrigada. Você... uau, você é incrível. É uma festa e tanto, você deve estar orgulhoso. Divirta-se! Assim, corri para o mar de adolescentes suados, dançantes e sorridentes que curtiam ao som da música. Vá embora, vá embora rápido! Esse mantra se repetia na minha cabeça enquanto eu corria para a noite fria, descendo um quarteirão antes de chamar um táxi. Assim que entrei no carro, saquei o celular e fiz um rascunho editorial sobre o senador que não assinou seu projeto de lei mais humanitário até o momento, um dia antes das eleições. Mandei para meu amigo Scott, do Times, que me ligou de volta quando o táxi se aproximava da minha casa. - Olá, Leah. Tem alguma prova? Perguntou Scott, editor do DC Times. - Escuta só. Toquei para ele a gravação que fiz com o celular. - Quero um artigo pronto em uma hora. Ele parecia empolgado, o que era um bom sinal. Talvez ele falasse bem de mim no Times um dia desses. - Sim, conte com isso. Desliguei o celular e olhei o motorista de relance. - Preciso chegar em casa o mais rápido possível. Dei a ele o meu olhar de "faça isso para mim, por favorzinho" e ele pisou fundo, disparando pelas curas da cidade... Foi impressionante. - Pode ficar com o troco. Eu só tinha cinco dólares sobrando e estava quebrada, tanto física quanto financeiramente. Corri para meu apartamento só para encontrá-lo escuro e deserto, o que significava que meus colegas de quarto já tinham ido dormir. Liguei o laptop e comecei a trabalhar imediatamente. Esse seria um furo de reportagem. Ninguém esperava que aquele traste assinasse o projeto de lei, mas eu seria a primeira a denunciar isso. Terminei a matéria de quinhentas palavras em um piscar de olhos e enviei. Quando recebi a confirmação de que haviam recebido, meu Venmo apitou, mostrando que havia 500 dólares na minha conta. Eu sabia que Scott assinaria meu artigo e ficaria com a fama, mas grana é grana. Eu consegui o furo de reportagem e fui paga por isso. Enquanto meu nome não era conhecido, pelo menos estava criando relacionamentos sólidos na área. Exausta, me arrastei até o quarto que eu dividia com Harper. Assim que me aproximei da porta, ouvi vozes baixas e uma voz masculina rindo profundamente. Droga. Joaquin, o barista da cafeteria do outro lado da rua, veio passar a noite outra vez. Essa deve ter sido a terceira vez na semana. Olhei para o sofá desconfortável, que encontramos atrás de um ponto do Exército da Salvação. Como ele só estava a céu aberto por 12 horas e tinha sido rejeitado apenas por sua cor verde esquisita, achamos que ele havia sido um presente dos céus. A única coisa realmente errada com ele é que era como se sentar em uma pilha de travesseiros irregulares. Alisei o cobertor que usávamos para deixá-lo um pouco mais confortável, tirei as roupas e joguei no chão, ficando só de camisola e calcinha enquanto fazia meu melhor para ter uma noite de sono decente. Pouco depois que me deitei e meus olhos começaram a se fechar... tudo começou.

Meu Deus, isso... vai, assim, isso! Ah... ISSOOOO" Harper gritou super alto e as paredes começaram a tremer porque a cama deles estava batendo contra a parede. Minha colega de quarto continuou cantando essa "canção" por pelo menos uma hora. Meu Deus, se essa mulher não gozasse logo eu ia entrar lá, pegar o vibrador que eu sei que ela tem escondido e faria ela chegar na lua só para conseguir dormir um pouco. O sofá era duro e áspero, e as paredes eram finas e inúteis. Eu mal consegui adormecer depois de um momento de calmaria quando tudo começou outra vez. Joaquin, o barista, não estava muito melhor com seus grunhidos animalescos de "oh meu deus". Será que nenhum deles sabe como levar alguém a um orgasmo? Eu já tinha ouvido os dois antes. Geralmente demorava um pouco, mas aquela noite foi dolorosa. Eles devem ter se pegado sem camisinha nem nada, e mesmo assim... Acho que estava na hora de dizer à Harper que ela já não gostava mais dele. Me perguntava como Eliza estava conseguindo dormir. Ter transformado o sótão do apartamento em um verdadeiro bunker com fones de ouvido enormes tinha suas vantagens. Tenho sonhado em ir parar no quarto dela em vez do de Harper, embora a conheça há poucos meses. Após me formar em jornalismo na Universidade de Maryland, não tinha para onde ir, exceto pela fazenda de lagosta da minha família no Maine. Minha mãe estava mais do que pronta para me receber de braços abertos. Além de ser o local de nascimento do Stephen King, Maine tinha muito a oferecer, mas não para uma jornalista ambiciosa como eu. É sério, nada acontece na nossa pacata cidade. Eu não era só uma caçadora de histórias nojenta e inconveniente. Me especializei em antropologia por um motivo. Queria escrever sobre pessoas e torná-las melhores, o que também significa expor as falhas da nossa sociedade. Para mim, DC seria o lugar ideal, já que tem uma quantidade mais do que suficiente de pessoas com raiva da humanidade por um motivo ou outro. Pelo menos era nisso que eu estava pensando quando apareci na porta de Harper Greenly seis meses atrás. Harper foi minha melhor amiga do acampamento de verão quando eu tinha 12 anos. Ambos éramos filhos únicos, tivemos pais amorosos e estávamos loucos para deixar o ninho. Costumávamos dormir no meu quintal e sonhar com a figa do Maine e de nossa vida pacata. Embora todo mundo amasse aquele lugar, não podíamos esperar para nos ver livres das lagostas. Meu pai e minha mãe adotiva tinham uma pequena criação e vendiam lagosta no atacado. Minha infância inteira foi ao lado das pobres criaturas, então, quando Harper disse que havia conseguido um apartamento em DC, aproveitei a chance para deixar o Maine e as lagostas. Ela me deixou dormir em seu sofá e, quando não estava trepando com Joaquin, o barista sexy da cafeteria The House que fica do outro lado da rua, ela tentava fazer algo com seu diploma de ciências políticas.

Capítulo 2 Inocência com sedução

Geralmente, dividíamos sua cama king size, mas preciso ir para o sofá sempre que Joaquin vem para passar a noite. Não preciso dizer que a situação não é exatamente ideal. Eu estava a fim de um upgrade e de um descanso decente, então, em vez de tentar dormir com os dois gritando "isso, assim" no meu ouvido, decidi procurar outro lugar para passar a noite. Li um artigo no Reddit quando estava na faculdade que explicava exatamente como se infiltrar em uma coletiva de imprensa.

Sedutor, o artigo ensinava passo a passo como falsificar credenciais de imprensa e aproveitar bufes e outras vantagens de festas particulares. Era só ligar para o hotel e fingir ser uma assistente em busca da lista de pessoas que iam comparecer ao evento para confirmar quem ficaria em qual quarto. Se alguém dissesse que isso já fora feito, era só reclamar do meu chefe. Então, o próximo passo era ligar para a empresa e confirmar as presenças. Se alguma mulher não pudesse comparecer, eu tomava o lugar dela. Na verdade, uma vez eu fui um Fred Sautermeier e ninguém se tocou. - Fred? O agente da recepção perguntou. - Fredricka - eu esclareci, e já estava tudo certo. Eu tinha até uma carteira de motorista com meu nome falso completo. Como eu estava atrasada e não deu tempo de fazer minha mágica com o hotel, pesquisei algum evento no qual poderia entrar de fininho. Dei sorte quando encontrei uma festa de lançamento de uma nova vinícola. Embora esse não fosse o lugar mais escandaloso possível para conseguir algumas notícias, a festa era em uma bela pousada em Rhode Island, e todos aqueles políticos na lista de convidados me dizia que algo mais estava acontecendo. Olhei para a janela para ver a Casa Branca à distância. Embora eu mesma não tenha ambições políticas, amava viver no meio da atmosfera política, que era tanto um antro de depravação quanto um centro humanitário ao mesmo tempo. Tão emocionante, tão contraditório. Eu estava com medo, mas excitada pela missão seguinte. Agora era dormir o suficiente para dar conta de tudo no dia seguinte. Voltei para o sofá, grata por Harper finalmente ter atingido o clímax e os dois se acalmarem. Pelos roncos leves, ambos dormiram bem rápido. Fui pega pelo sono meio de surpresa e quase caí no chão quando o alarme do meu celular tocou. Entrei no chuveiro antes que mais alguém acordasse, sabendo que ia ter que disputar o banho e talvez ficar na fila se desse bobeira. Sem querer me gabar, sei que sou uma mulher bonita. Tenho um corpo forte, que mantenho caminhando, dançando e me mantendo ativa. Meu cabelo é curto e bonito como o de uma fada. Meus olhos são de um verde profundo que puxei da minha mãe biológica. Fui chamada de Ofélia em homenagem a uma personagem shakespeariana. Minha mãe amava tragédias. Já eu detestava meu nome. Quando fui adotada após a morte da minha mãe, fiz todos me chamarem de Leah, para esconder o horror que minha mãe biológica tinha causado em mim com esse nome. Saí do banho revigorada, usando um top decotado e uma saia um pouco curta demais. Eu precisava me destacar e a sexualidade sutil das minhas roupas fazem os homens abrirem portas para mim. Essa é minha melhor estratégia, especialmente para lidar com política, que é um jogo de homens. - Meu Jesus amado - Disse Joaquin assim que saiu do quarto de Harper usando apenas uma calça jeans. - Nada como uma boa blasfêmia logo de manhã, não é, Joaquin? Eu o provoquei com uma expressão séria. - Você é a garota de coque que sempre dorme no sofá, não é? Quer dizer, pelo menos essa era você ontem. - Eu mesma! Fiz um movimento com os quadris e comecei a juntar minhas coisas. Minha pesquisa na noite anterior descobriu que Virginia Sayles tinha uma reserva no Coastway Seaside Bed and Breakfast, mas, após ligar para o lugar onde ela trabalhava na manhã seguinte, descobri que seu filho havia lhe passado gripe. Foi aí que eu, "Virginia Sayles", me vesti com um look incrível e me preparei para ir à pousada e, mais importante, ao lançamento da vinícola que aconteceria lá essa noite. Com sorte, teria um furo de reportagem! JoBob Rails confirmou presença. Por si só, isso já valeria a pena o esforço. JoBob era um bilionário polêmico que, segundo rumores, queria concorrer à presidência. Ele tem ovos em vários cestos e ninguém sabe direito como ele fez fortuna. Ele tinha algumas criações de gado e condomínios, mas isso não era suficiente para torná-lo bilionário ou um possível candidato à presidência. Logo, eu estava pronta. Só precisava chamar um Uber, ir parar em Rhode Island e dar uma olhada nele de perto. - Que se dane, você está uma delícia - Disse Joaquin enquanto Harper saía do quarto usando uma camisola e uma calça por baixo. - Obrigada, mas é melhor sossegar porque Harper já está cuidando de você... Sabe, quem dorme no sofá sempre escuta. Pego no flagra, Joaquin foi até Harper colocar panos quentes na situação. - É que normalmente ela é... tão desleixada... sabe? Foi só um comentário. Engolir sapo logo de manhã não deve ser muito bom. - Some daqui! Harper mal o deixou acabar de falar. Ela é muito cabeça-quente, mas algo assim acontecia toda semana por um motivo ou outro. Em pouco tempo, ela se acalmaria e recomeçaria o ciclo outra vez.

- O que houve? Eliza finalmente surgiu do quarto, parecendo descansada, mas desgrenhada. - Joaquin está indo embora! Harper me olhou. - Harper está exagerando - disse ele enquanto pegava sua mochila e ia em direção à porta. - Vejo você amanhã à noite. Me encolhi só de pensar na ideia. Assim que ele passou pela porta Eliza comentou que ele era um cara e homens pensam com seus paus. - Leah está bonita, não fique toda nervosa com o cara por isso. Eliza se sentou na bancada do café da manhã e se serviu de um café que eu havia feito mais cedo. - Pickle, você não cresceu com ela. Ela roubou todos os meus namorados - Harper disse enquanto se jogou na cadeira ao lado dela, ainda fumegante. - Não intencionalmente, mas... - Harper, você é linda e eu nunca roubei seus caras de você. Você só curte idiotas. Joaquin é um exemplo e você sabia disso desde que começou a sair com ele. Você sabe que agora mesmo ele está lá na cafeteria dando muffins de graça pela chance de transar com alguma garota. Você só está brava porque ele não te deu sua transa matutina. Peguei minha xícara de café frio, esquecendo que já havia me servido há um tempo. - É, tem isso. Apesar de eu nem ter certeza de que queria. Ele diz que quer ficar só comigo, sabe? Como um cara que não faz esse truque dos muffins, mas ele... Eu não estou tão a fim dele assim. Quero dizer, quanto tempo leva para os homens crescerem? Acho que eu soube da verdade o tempo todo. - Acho que só preciso de uma desculpa para dar um pé na bunda dele. Desculpe, Leah, você é meu bode expiatório. - Eu não sei se os homens vão crescer um dia, mas vou ser seu bode expiatório sempre que precisar. Dei um grande sorriso para ela e estávamos bem novamente. - Acho que os caras crescem quando têm filhos ou quando o Mago de Oz dá a eles coragem, um coração e um cérebro. Parece que Joaquin está envolvido demais para acabar com tudo, talvez você devesse esperar um pouco até a poeira abaixar - apontou Liz. - Vamos ver, ainda não tenho certeza. E você, Leah, está indo para outra festa de políticos? Por isso que você está tão gata assim? Finalmente, Harper estava se acalmando. - Uhum. JoBob Rails vai estar lá - contei, ansiosa para começar minha aventura. - Sua vida é tão excitante, ousada e sedutora - disse Eliza com olhos sonhadores. Elizabeth Piquel era colega de quarto de Harper. Elas moram juntas desde a faculdade e são muito amigas. Eu já não era tão próxima da Eliza, mas gostávamos muito uma da outra. Fico feliz por Harper ter uma amiga tão boa, pois ela podia ser intensa às vezes e era bom ter alguém com quem conversar. Não para falar dela pelas costas, no caso, para ajudá-la nas horas que ela fica muito nervosa. Eliza é muito bonita e doce... Quase daquele tipo doce demais. Nós a chamávamos de Pickle porque isso a irritava. Seu sobrenome Frances é pronunciado como "pick kale", mas a gente adora provocá-la. Além disso, ela não gostava que a chamássemos de Elizabeth porque era sério demais. - Hum... ok. Minha vida não é tão ousada ou sedutora, mas de vez em quando eu consigo alguma informação interna... Quem sabe. Pelo menos os quartos são legais, olha só. Virei meu laptop para as meninas verem a suíte que deram a uma tal de Virginia Sayles. Meu coração disparou quando pensei no golpe que ia dar e estava pronta para muito vinho, paz, sossego e o lindo loft com cama de dossel. - Ligue se alguma coisa acontecer, pois o que você está fazendo parece perigoso. Harper sempre foi cética.

Capítulo 3 Inocência com sedução

É a primeira invasão jornalística a uma pousada chique no lançamento de uma vinícola. O que pode dar errado? Muita coisa podia dar errado e eu sabia disso, mas não me importava... A aventura era inebriante demais. - Vejamos, você pode ser pega pela polícia, acabar na cadeia, ser estuprada por algum político nojento... - Minha ansiedade só aumentava enquanto ela continuava. - Ou eu poderia conhecer um jornalista arrojado e/ou talvez um dos muitos bilionários presentes... pare de enxergar o copo meio vazio. Se eu conseguir, teremos vinho por dias.

Com isso, saltei da banqueta do bar e fui até a impressora pegar minhas credenciais e usei a laminadora que comprei para ocasiões como essa. Após terminar o meu café e me despedir das garotas, eu peguei um Uber X para Rhode Island. O trajeto não demorou muito, mas me deu tempo para pensar. Eu não queria gastar dinheiro com uma condução cara, mas precisava manter as aparências. A ambição acabou vencendo meus nervos. Sempre quis ser jornalista. De vez em quando, realizar meus sonhos envolvia correr riscos. Não queria sossegar ou viver uma vida chata, então entrei no trem da vida com ele em movimento e tenho me segurado firme até então. Quando cheguei à recepção, estava empolgada e pronta para a ação! - Virginia Sayles, Delaware Daily Press," eu disse entediada, indiferente... apenas fazendo meu check in. - Bem-vinda, Sra. Sayles. - Posso ver um documento, por favor? A simpática atendente da recepção sorriu para mim enquanto saquei minha habilitação que fiz ainda nessa manhã. - Obrigada. Ela pegou o documento. - Parece que seu quarto e comodidades já estão pagas. Só preciso da sua assinatura. Mais fácil impossível... Eu havia praticado a assinatura dela a manhã inteira e fiz um ótimo trabalho de falsificação. Após me entregarem as chaves, cheguei a uma suíte gloriosa que agora era só minha, com uma cama king-size e uma cesta cheia de garrafas de vinho, queijo, frutas, nozes... era o paraíso! Eu estava pronta para a ação quando faltavam 20 minutos para os coquetéis do meio-dia... Naquele momento, a vida não podia estar melhor. Respirei fundo, alonguei os músculos tensos e desci até o bar com minhas credenciais novas em folha. Como eu era a única jornalista do Delaware Daily Press, não precisava evitar ninguém em particular. Era só tomar vinho e beliscar alguma coisa. Descobri que o local tinha poucos frequentadores, mas era como um clube exclusivo e secreto das pessoas mais ricas e influentes da Costa Leste. Peguei um belo Pinot Noir e um sanduíche com algum tipo de queijo e caviar... delícia. Acho que comi uns sete desses. Estava prestes a comer ainda mais quando um homem de quase 50 anos que estava usando um terno creme se aproximou de mim. - Delaware Daily News? Ele me olhou com ceticismo. - Interessante. - Não achei que o Delaware Daily estivesse interessado em assuntos culturais. Por um segundo, achei que meu disfarce havia sido descoberto, mas, felizmente, eu li o Delaware Daily News para me preparar, então... - Nossas páginas de sociedade andam um pouco vazias hoje em dia; esse é um belo encontro, cheio de pessoas que importam. - Junte isso ao vinho e é um furo de reportagem bom demais para deixar passar. Eu não tinha muito mais o que dizer, então sacudi a cabeça, peguei meu último caviar, ou seja, lá o que estava comendo e fui embora. Em seguida, veio um homem que só podia ser um político. Sorriso perfeito, cabelo perfeito, terno caro, sapatos incríveis e um olhar diabólico. - Já experimentou o Malbec? É perfeito. Seus olhos ardiam enquanto deslizavam pelo meu corpo e eu dancei conforme a música. Uma boa forma de conseguir informação privilegiada em uma conversa é geralmente começar com um flerte. Homens sempre flertavam nesse tipo de evento e, por algum motivo, eu sempre recebia muita atenção. Inclinei a cabeça ligeiramente, empinei o bumbum e me inclinei para frente. - Mesmo? - Ainda não experimentei. Deixei meus olhos deslizarem até os dele, grandes e atentos. - Bom, deixe-me lhe servir uma taça - ele ofereceu enquanto eu lambia os lábios suave e sutilmente. Enquanto ele foi atrás do vinho, vi Asher Davis, o bilionário mais poderoso e rico do DC olhando na minha direção. Capítulo 2 ASHER Não queria ir de carro até Rhode Island por um pouco de vinho, mas JoBob, meu melhor cliente, me convidou. Ele estava prestes a comprar milhões de dólares em espaço de armazenamento, tanto físico quanto cibernético, para aumentar a vasta quantidade que já possuía. O conteúdo da nova conta estava para ser determinado, mas ele já havia pagado por nosso pacote de segurança mais robusto. No mundo do JoBob, segurança significava que as coisas não deveriam ser questionadas ou mencionadas, apenas guardadas. Inicialmente, eu criei o "Safe" minha empresa de armazenamento físico e cibernético, como uma plataforma única para todas as necessidades de movimentação e armazenamento. Eu tive navios para o transporte, armazéns para o armazenamento, nuvens para dados cibernéticos e podia fazer qualquer coisa desaparecer... do nada! Havia algum nível questionável em meu negócio que beirava a corrupção, mas eu não sabia de nada. A beleza do meu negócio era que, se os clientes pagassem, eu fazia ouvido de mercador e ignorava tudo, pois nada mais me importava. Se você quisesse um quarteirão de armazenamento subterrâneo refrigerado e por um preço acessível... eu não fazia perguntas. Armazenamento virtual, criptografia, esconder dinheiro, corpos... tudo isso poderia ser feito. Eu tinha algumas pessoas monitorando as coisas do nosso lado para evitar que violássemos leis. Já os nossos clientes, eu já não colocava a mão no fogo por eles. Eu tinha uma equipe enorme de funcionários que cuidava da burocracia, pois a Safe era uma empresa pública que oferecia serviços a preços razoáveis para a comunidade. Alguns outros serviços mais privados eram oferecidos a portas fechadas e em eventos como o lançamento de vinhos. Então, eu precisava estar lá. Eu trouxe uma acompanhante para me divertir, Carrie, Witshaw. Ela era incrível na cama. Na verdade, acho que era a única coisa que eu gostava nela. Então, levei ela com essa única finalidade, pois duvidava que encontraria alguém com quem passar a noite no evento. Para a minha surpresa, no entanto, estava olhando para uma beldade de cabelos negros que havia comido seu terceiro sanduíche de caviar. Ou ela não podia pagar por essas coisas, ou estava morrendo de fome por algum motivo. Enquanto Carrie se ocupava no bar, aproveitei a oportunidade para observar a linda mulher no bufê. Ela tinha pernas enormes e seios perfeitos que praticamente chamavam meu nome. Mas quem diabos era ela? Eu precisava saber.

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