(Parte I e II juntas nesse livro)
Sinopse
Blaine Wesley
Eu sou o Jack Hammer. Dançarino exótico e extraordinário. Provocar e agradar – recebo para por meu pau em jogo. Eu tenho que ser todas essas coisas para sobreviver. É o que eu me tornei quando eu a perdi. Mas agora ela está de volta e eu não posso decidir mais quem eu quero ser. Jack Hammer ou Blaine Wesley. Tudo que eu sei é que ela é as preliminares no seu melhor e é o meu trabalho deixá-las molhadas e prontas.
Chelsey Ford.
Mentiroso. É disso que eu o chamei quando ele saiu da minha vida. Perder o seu primeiro amor te transforma em uma pessoa amarga. Odiosa. Irritada. Mas agora ele está de volta, e ele está determinado a me torturar. O único problema é que eu estou gostando muito de sua forma de tortura. E o ódio por ele que me mantém funcionando está lentamente começando a se dissolver.
Prólogo
O PÊNIS DELE ESTAVA NA MINHA CARA.
Eu digo pênis vagamente, porque mesmo que eu não fosse o tipo de garota que usasse a palavra, era mais um pau, do que um pênis.
Me deixe explicar a diferença.
Um pênis é um órgão reprodutor masculino - usado somente para fins de procriação e micção. É a coisa que distingue um homem de uma mulher. Os homens têm um pênis. As mulheres têm vaginas. É biologia simples.
Este homem não tinha um pênis.
Não.
Ele tinha um pau - uma belezura – parado, com a confiança de que qualquer mulher que pegasse uma carona ficaria mais do que contente com o resultado. Ele tinha um pau que pulsava com querer e excitação - pronto para explodir como uma fonte de prazer. Quanto mais eu olhava para ele, mais minha boca ficava molhada.
Ele empurrou seus quadris mais perto, deslizando a cabeça dura em forma de cogumelo ao longo da minha bochecha. Meu rosto queimava de vergonha, enquanto as mulheres em torno de mim gritaram e jogaram as notas de dólar para o palco. Os músculos abdominais inferiores, formando um - V - perfeito, esticando e flexionando, fazendo meus dedos coçarem para tocá-los.
Seu G-string estava puxado para o lado para liberar a besta entre as pernas, mas o resto ficou no lugar recebendo o dinheiro das mulheres por apenas um toque dele. De vez em quando, uma de vinte caía de sua cueca, aterrando entre as pernas.
Vinte.
Quem diabos tem esse tipo de dinheiro ?
Eu fechei os olhos e respirei fundo esperando desaparecer do nada. Não sei o que me fez concordar com uma noite com as meninas, enquanto eu estava aproveitando olhar para o belo espécime masculino na minha frente, o clube de strip para o qual fui arrastada não era ideia minha.
Meus olhos rolaram por todo seu abdômen e peito bronzeado. Tomei nota das tatuagens sensuais que subiam pelas suas laterais, antes que meus olhos parassem em seus piercings nos mamilos. Seu pescoço era grosso, e uma pequena veia estava pulando por causa do seu esforço.
Seus músculos da mandíbula eram fortes, batendo ao ritmo da música que ele dançava e seus dentes estavam mergulhados em seu lábio inferior como se ele estava prestes a gozar na minha cara.
Então meus olhos encontraram seus gelados olhos azuis e tudo desapareceu. A música e as mulheres desapareceram, e eu vi o exato momento em que ele me reconheceu. A expressão dele mudou, seu rosto caindo completamente enquanto seu corpo parou o movimento.
- Blaine? - o nome dele acendeu um fogo em toda a minha língua, queimando minhas papilas gustativas e deixando um sabor amargo na minha boca.
Tremores de consciência passaram através de mim. Era ele. Eu jamais esqueceria seu rosto. Ele assombrava meus sonhos à noite - me impedia de sair com alguém, porque ele era tudo o que eu conseguia pensar. Ele era tudo o que eu sempre quis.
Sua boca se mexeu e eu li seus lábios grossos quando ele disse meu nome.
Suas sobrancelhas estavam arriadas - seus olhos se estreitando para mim enquanto ele inclinou a cabeça e lentamente se afastou da frente do palco. E então ele cobriu seu belo pau e levou o meu coração, que ele tinha roubado quando tinha 17 anos, novamente junto com ele.
PARTE 1:
AMOR E PERDA
CHELSEY
E MINHA ALÇA ARREBENTOU.
Não só isso foi uma merda, mas o zíper na minha bolsa não estava completamente fechado, o que significava que meus livros e papéis saíram voando por todo o corredor cheio de gente.
Bons tempos. Não, sério... o melhor dos tempos.
Era a segunda mochila de livros que eu estava usando, e estávamos apenas no quarto mês do ano letivo. Foi minha culpa, considerando que eu nunca visitei meu armário. Era mais rápido transportar todos os meus livros comigo em todos os momentos. Chegar atrasada na aula não era algo que gostaria que me acontecesse.
- Droga. - eu xinguei baixinho.
Eu caí de joelhos e comecei a enfiar as minhas coisas em minha mochila rasgada. A alça arrebentada bateu ao lado como um animal morto enquanto eu pegava tudo ao meu alcance.
Os alunos passavam por mim, quase pisando nos meus dedos em sua corrida para chegar a aula. Sapatos de todas as cores e tamanhos passaram na minha frente, pisando em meus trabalhos e empurrando meus livros mais longe de meu alcance.
Então a campainha tocou, enchendo o corredor com um lembrete barulhento de que o tempo tinha se esgotado e oficialmente tinha me atrasado pela primeira vez na história.
- Droga. - eu xinguei novamente, enfiando meu cabelo castanho ondulado atrás da minha orelha para tirar da frente do meu rosto.
Em seguida, um par de mãos masculinas entrou na minha vista e começou a me ajudar. Seus dedos eram longos e bronzeados enquanto eles agarravam meu livro de economia e colocavam dentro da minha bolsa. Uma pequena tatuagem de caveira aparecia entre o polegar e primeiro dedo e meus olhos ficaram colados sobre o desenho verde e descolorido rebelde.
Veias grossas subiam pelos seus braços musculosos logo abaixo da pele, como se ele tivesse acabado de malhar. Eu segui estas veias até elas desaparecerem dentro dos cotovelos. Sua pele oliva era suave e ondulada sobre os músculos dele enquanto ele me ajudava.
Meus olhos subiram os braços, passando por seus ombros largos e pescoço, pousando em um conjunto de lábios grossos, com uma camada leve de cabelos escuros ao redor deles. Foi onde parei. Ele não estava olhando para mim, ele estava olhando para baixo. Seu cabelo escuro e despenteado caía em seu rosto enquanto ele me ajudava a pegar meus artigos e livros, bloqueando o resto do rosto completamente.
- Obrigada, - eu disse, chocado que ninguém mais parou para me ajudar.
Engoli duro com o desconforto de falar com um estranho e limpei minha garganta, que estava fechada com meus nervos.
Então ele olhou para cima, seus ardentes olhos azuis se movendo sobre meu rosto e efetivamente mudando o meu universo. Eles eram os olhos de um lobo, selvagem e irresponsável, e eles brilhavam como se eles tivessem sido acesos por dentro - claro e gelado na cor, no entanto tão sombrio e misterioso.
O lado da sua boca levantou em um sorriso, e seus lábios grossos chamaram a minha atenção, enquanto uma adorável covinha apareceu ao lado de sua bochecha, destruindo brevemente sua personalidade de bad boy.
Ele assentiu. - Não se preocupe, - ele respondeu.
Sua voz era profunda e forte, como a de um homem mais velho. Ela ressoava de dentro como se tirasse pedaços de sua alma para falar. O mais estranho foi que eu senti a voz dele como se ele tivesse falado contra minha pele. Arrepios viajaram por todo meu corpo, me forçando a esfregar meus braços como se estivesse com frio.
Ele fechou o zíper da minha mochila e amarrou a alça esfarrapada com dedos hábeis, antes de levantá-la como se ela não pesasse nada. Ele estendeu a mão para mim, e eu olhei para ele, me sentindo confusa. Meu rosto pegou fogo quando eu percebi o que ele estava oferecendo. Eu coloquei minha mão na dele, e ele me puxou de joelhos para ficar em pé.
Ele calculou mal meu peso quando ele puxou e caí nele, me envergonhando além do imaginável. Meu nariz roçou sua camiseta e eu o respirei. Ele cheirava a colônia e óleo de motor, e embora os dois não soem como uma combinação vencedora, parecia celestial.
Para mim, ele cheirava a perigo e algo misterioso - como o odor pungente dos elementos desconhecidos que faltavam na minha vida protegida - como um conjunto único de feromônios produzido somente para mim.
Ele me deixou reta com mãos fortes, seus dedos calejados cavando ligeiramente na pele macia da parte superior dos meus braços.
Ele me pegou olhando para ele, e eu me virei, batendo a sujeira dos joelhos da minha calça jeans antes de pegar minha mochila. Mas antes que eu pudesse pegar a mochila, ele se afastou e tirou-a de meu alcance.
- Eu vou levá-la para você. - ele sorriu, jogando seu cabelo escuro de seus olhos com um movimento da cabeça dele.
E, por mais clichê que pareça, eu derreti ali mesmo. Não haveria nenhuma caminhada para aula desde que eu tinha certeza de que era uma grande geleia no chão. Eu tinha certeza que eu tinha sido liquefeita do calor de seu sorriso e precisava ser esfregada para sair do chão.
- Mas você vai se atrasar, - eu insisti.
Ele riu, balançando a cabeça enquanto diversão dançava nos olhos dele. - Qual é seu nome, doce garota? - ele perguntou.
Doce garota. Desmaiei.
Minhas bochechas vibraram enquanto eu corava mais forte do que já tive, o calor correndo para o meu cérebro e retardando meu processo de pensamento.
- Chelsey. - eu engoli.
- Bem, Chelsey, odeio apontar o óbvio, mas eu tenho certeza de que já estamos atrasados.
Meu rosto inflamou mais brilhante e mais quente e eu sorri.
- Acho que você está certo, - eu sufoquei.
Estendendo sua mão novamente, ele acenou com a cabeça para o final do corredor. - Vá na frente, Chelsey.
Ele disse meu nome, como se ele estivesse experimentando para ver como ele sentia na língua dele - como se isso trouxesse prazer na sua boca e passasse por seus lábios. Foi erótico e sensual. Meu nome nunca havia soado picante antes. Na verdade, não havia nada sexy sobre mim em tudo.
Mordendo meu lábio, virei e me dirigi a minha próxima aula. Ele me seguiu até a sala do Sr. Master, e eu senti seus olhos na parte de trás da minha cabeça, descendo pelas minhas costas e pousando na minha bunda, me tornando ainda mais autoconsciente. Quando chegamos a porta, me virei para encará-lo, mantendo meus olhos baixos, e ele me entregou minha mochila.
- Desfrute da aula, Chelsey, - ele disse, se abaixando até me olhar por baixo do cabelo que deixei cair em volta do meu rosto.
Seu sorriso era largo e sugestivo, como se soubesse o que ele estava fazendo para mim. Sua sobrancelha levantada em questionamento como se esperando eu dizer alguma coisa, mas eu era tímida, eu sempre tinha sido. Eu não estava acostumada aos rapazes me dando muita atenção, especialmente não os rapazes como este parado na minha frente.
Ele era alto e bonito como se ele tivesse sido moldado pelas mãos de um maravilhoso artista. Suas bochechas eram altas, suas sobrancelhas perfeitas e seus olhos... não havia suficiente palavras na língua inglesa para descrever sua beleza. Ele era magnífico.
O fato de que eu tinha notado essas coisas sobre ele disse muita coisa. Rapazes sempre foram a última coisa na minha mente. Metade do tempo, a menos que eu estivesse trabalhando diretamente com um, eu quase não prestei atenção aos homens na escola.
Mas este aqui... foi diferente com ele.
Me senti como se eu estava engasgando quando ele olhou para mim - como se cada palavra que eu tinha aprendido desde a escola primária de repente fugiu de minha memória. Perdi a minha capacidade de juntar até as palavras menores, e pela primeira vez na minha vida, eu gaguejava. Ele me transformou da garota inteligente com o GPA 4.0 e a possível oradora para Weathersby Escola Secundaria, em uma cabeça de vento sem qualquer tipo de conhecimento.
Eu não gostei. Eu odiava me sentir estúpida e inadequada.
- Você também, - respondi.
Cheguei para a maçaneta, pronta para alçar voo e estar longe do rapaz que me surpreendeu, mas então me lembrei que eu não te agradeci. Rapidamente me virando, meus olhos se movendo sobre suas costas - sobre sua escura e enrugada camiseta e jeans que pareciam ter sido feitos apenas para ele.
Correntes estavam penduradas em seu bolso de trás e sacudiam contra sua bunda com seu passo, e, quando ele estendeu a mão para bater divertidamente no marco da porta acima dele, a camisa dele levantou me dando uma visão minúscula das boxers cinza acima de sua calça de cintura baixa.
Ele era todo problema. Quem olhasse para ele sabia disso. E ainda assim, ele parou para me ajudar quando todo mundo passou por cima de mim como se eu fosse invisível.
- Ei, - eu chamei, fazendo ele se virar. - Não sei seu nome.
Novamente, um sorriso deslumbrante apareceu em seu rosto e a covinha que o transformava de bad boy para um fofo explodiu. - Blaine, - afirmou.
Blaine.
Era único e parecia estranho em toda a minha língua quando falei para mim mesma. Eu gostei. Combinava com ele perfeitamente. Misterioso e perigoso - sombrio e desconhecido.
Não. Não. Não. Tudo coisa ruim para uma garota como eu.
- Obrigado, Blaine, - eu disse, com meu rosto ficando vermelho mais uma vez.
- Prazer te conhecer, Chelsey.
Ele me aqueceu em uma maneira que eu nunca tinha experimentado antes - de uma forma que era proibida. Ele era a fruta que eu não ousava testar - a cor do pecado e o diabo. E eu já sabia antes mesmo dele desaparecer da minha vista que ele tinha me contaminado durante a pequena troca entre nós dois – me mudou de uma forma que os meus pais desprezariam.
Meus olhos se demoraram nele enquanto ele descia pelo corredor em direção as portas deixando a escola, como se ele não poderia se importar menos se ele chegaria a tempo na sua próxima aula. Descuidado e livre - algo que eu nunca seria.
Com um rosto vermelho e um sorriso que fez minhas bochechas doerem, abri a porta da sala do Sr. Masters e entrei, ganhando meu primeiro atraso.
* * *
MAIS TARDE, NA HORA DO ALMOÇO, descobri que eu era provavelmente a única garota da escola que não sabia quem era Blaine. Aparentemente, ele era muito popular com as mulheres e tinha dormido com a maioria das com que eu passeava no corredor todo dia.
Escorreguei meus óculos no meu rosto, já que eu não preciso deles se eu não vou ler, e olhei ao redor do refeitório. Pessoas estavam na fila esperando a sua comida, e os que não estavam esperando, estavam ocupados falando alto demais e enchendo o espaço com um rugido maçante.
Abrindo meu sanduíche, eu dei uma grande mordida antes de contar a Lynn tudo sobre meu problema com a mochila e o rapaz que me resgatou do rebanho de alunos no corredor.
- Ele parece legal. Você conseguiu seu nome? - ela perguntou.
Colocando um salgadinho em sua boca, ela lambeu o sal de seus lábios e dedos antes de beber seu refrigerante.
Terminei de mastigar e tomei um gole minha água. - Hum... Eu acho que ele disse que seu nome era Blaine.
O refrigerante cuspiu dos seus lábios e os olhos dela cresceram dois tamanhos. - Blaine? - ela sussurrou, engasgando e tossindo. - Como Blaine Wesley?
Olhando ao redor, notei pessoas nos olhando já que Lynn fez uma cena cuspindo sua bebida. Peguei um guardanapo e comecei a limpar seu refrigerante. Secando a bagunça, eu mantive minha cabeça para baixo. Eu odiava ter uma tonelada de atenção em mim. Era sufocante e enervante.
- Quem? - eu perguntei confusa.
Eu sabia que estávamos falando do mesmo cara. Blaine não era um nome comum. Eram quase nulas as chances de que havia duas pessoas na nossa escola com esse nome.
- É como se eu não te conhecesse, - ela disse, jogando seus braços para o alto. - Blaine Wesley, também conhecido como o cara mais sexy da escola. Cabelo escuro? Olhos claros? Um sonho molhado ambulante?
Ela acenou a mão ao redor como se tentando refrescar a minha memória. Ainda assim, não tinha ideia de quem ela estava falando. Eu nunca tinha ouvido o nome Blaine até esse dia. Embora, o cara que eu conheci no corredor antes combinava com todas essas descrições.
- Como pode você não saber estas coisas, Chelsey? Eu estou perplexa com o fato de que você é capaz de memorizar toda a porcaria que você lê nos livros, mas ainda não sabe o nome do cara mais quente da escola.
Ela estava totalmente chocada. O rosto dela foi hilário, e se eu estivesse com vontade de rir, eu teria rido.
- Sim, - arrastei a palavra para fora. - Nunca ouvi falar dele até hoje. - dei de ombros. - E deixe eu te dizer, a porcaria que leio nos meus livros é muito mais importante do que o nome de um cara que eu provavelmente nunca vou ver outra vez.
Ela me olhou do outro lado da mesa com a boca aberta antes de balançar a cabeça.
- Wow. Tenho certeza que você passe por ele todos os dias, Chels. - ela revirou os olhos e voltou a comer.
Ela tinha desistido de mim anos atrás, depois de perceber que eu não tinha nenhum desejo de ser alguém importante no ensino médio. Era um tempo muito pequeno, tanto quanto eu estava preocupada. O ensino médio era um rito de passagem. Não era o lugar em minha vida onde eu queria atingir meu máximo.
Jogando um salgadinho no meu rosto, ela riu quando eu rebati ele longe.
- O que eu vou fazer com você? - ela perguntou.
O sorriso dela era lindo e radiante. Claro, Lynn sempre tinha sido a bonita - a social. Seus olhos azuis e cabelo ruivo davam a ela um olhar clássico que eu invejava. Fiquei com o mais monótono olhos e cabelos castanhos que qualquer pessoa poderia nascer.
Não ajuda que eu muito raramente preciso conhecer alguém e, portanto, não tinha vida social fora Lynn. Éramos melhores amigas desde o nascimento, portanto nunca tive que trabalhar para ganhar a sua amizade. Nossos pais eram amigos e frequentavam o mesmo country clube, que foi a única razão pela qual nós crescemos juntas. Ainda, nós éramos opostos totais.
Socializar sempre tinha sido a última coisa na minha mente - Universidade de Columbia e minha média, sendo a primeira. Meu pai era um ex-aluno de Columbia e estava entranhado em mim desde o momento que podia falar que iria frequentar a mesma universidade que ele e teria uma carreira maravilhosa quando eu fosse mais velha.
O pai de Lynn era o mesmo, mas enquanto minha mãe estava completamente ao lado do meu pai, a mãe dela era uma fashionista. Eu estava focada em meus estudos acadêmicos e Lynn estava na moda. Eu a amava, mas enquanto eu estava planejando ir para a universidade para um mestrado em ciência para um dia me tornar uma médica, o objetivo final de Lynn era se tornar uma esposa troféu.
Essa não era uma das minhas aspirações se você me perguntasse.
Ainda, mesmo com a gente sendo completamente incompatíveis, eu a amava. Ela era minha melhor amiga - aquele que ficava do meu lado não importa o que alguém dissesse. Ela era a garota que me defendeu quando os alunos me provocavam no ensino fundamental. Ela era uma ruiva furiosa à espera de alguém apertar os botões dela, e ela me compreendia melhor do que ninguém.
- Então, há uma festa hoje à noite, - Lynn começou.
- Não, - eu disse antes mesmo que ela terminasse.
- Vamos lá, Chelsey. É só uma festa. Faria bem você sair um pouco.
- Não, - eu repeti.
Mordendo meu sanduíche, virei a página do meu livro de economia e comecei a estudar.
- Blaine poderá estar lá, - ela cantou, mordiscando um salgadinho.
Olhei por cima do meu livro, levantando uma sobrancelha em sua tentativa de me enrolar.
- Você percebe que, mesmo que eu queira ir nessa festa, meu pai nunca deixaria?
E ele não deixaria.
Meu pai era severo - desde que caí da bicicleta quando eu era pequena e quebrei meu braço. Mas enquanto a maioria das garotas de dezessete anos de idade se rebelaria contra seus pais, eu me empenhava na disciplina. Era a desculpa perfeita para quando Lynn tentava me levar em algo social que eu não tinha nenhum desejo de fazer parte.
- Você percebe que existe tal coisa como sair ás escondidas, certo? - ela rebateu.
Maldita seja.
- Não saio de mansinho para fora, Lyn.
- Você está saindo de mansinho, Chelsey, - ela argumentou. - Por favor. Faça isso por mim. Prometo que eu vou te levar para casa a hora que você quiser ir.
Sempre ganhei estes argumentos, mas eu podia ver nos olhos dela que ela não ia desistir tão facilmente desta vez. A bandeira branca habitual que ela acenava após alguns minutos discutindo comigo foi aparentemente encaixotada com a roupa de ontem.
A boa notícia foi que esta foi a primeira vez que ela já tinha prometido me levar para casa assim que eu pedisse. Valeria a pena te dar uma chance. Além disso, havia o bônus de que eu poderia ficar olhando para Blaine do outro lado da sala por alguns breves segundos.
- Tudo bem, - eu disse, ganhando um olhar arregalado de Lynn.
- Sério?
- Sim. Sério. A que horas devo sair às escondidas?
O sorriso que ela me deu, ardeu no estômago. Se eu soubesse do problema que estava no meu caminho, eu nunca teria concordado em ir em festa nenhuma estúpida com ela.
BLAINE
CHELSEY FORD.
Eu tinha visto ela na escola e passava por ela no corredor todo o dia entre as aulas. Ela era uma garota tranquila, rica - mais preocupada com seus livros e aulas do que qualquer outra coisa. Tivemos uma aula juntos no ano anterior, mas ela mal olhou para mim, muito menos falou comigo.
Metade do tempo ela tinha o rosto em um livro, escondendo suas bochechas e grandes olhos castanhos, mas, às vezes, e não muito frequentemente, ela olhava para cima quando ela descia pelo corredor. Seu cabelo castanho se movia com o seu andar, e de vez em quando ela iria sorrir.
Eu gostava do sorriso dela. Eu gostava muito.
Seus lábios eram carnudos e com uma inclinação natural que sempre a fazia parecer que ela tinha um segredo, e os olhos dela eram incríveis. Eles eram grandes e observadores, e nas ocasiões que ela olhou para cima, era como se ela pudesse ver tudo.
Seu corpo era pequeno, suas mãos minúsculas e a cintura dela ainda menor. Ela não se veste como o resto das meninas, e eu acho que é uma das coisas que me chamou a atenção. Ela se destacou, na tentativa de se misturar.
Ela era o oposto de todas as garotas com quem eu fodi, mas havia algo sobre ela - um aspecto proibido pelo qual fui inexplicavelmente atraído. Deu vontade de conhecê-la - ser uma parte de seu mundo - empurrá-la para fazer algo louco e selvagem. Isso era fodido da minha parte, mas não pude evitar.
Eu não estava obcecado. Eu não fico obcecado, especialmente por uma garota, mas ela era diferente. Ela não babava por cima do meu pau como todas outras garotas. Não percebi o seu olhar para mim como se eu fosse um pedaço de carne. Ela não me pagou por meu dia, e eu apreciei tanto essa merda. Não me interpretem mal, vendo suas doces bochechas rosadas e as estrelas em seus olhos quando eu a ajudei com a mochila dela foi legal, mas eu queria mais dela. Muito mais. Se o pouco que ela me deu foi bom, um pouco mais, seria melhor.
Depois que eu a ajudei com a mochila dela e a deixei na porta de sala de aula dela, deixei a escola. Eu entrei no meu carro, liguei o motor e descasquei pneus saindo do estacionamento. Procurando no rádio, eu parei quando a minha música favorita Blow Hole fluiu dos alto-falantes.
O ar quente da Geórgia passava através do meu carro, mexendo meu cabelo, enquanto eu andava com os meus vidros abaixados através da cidade. As casas semidestruídas e parques de trailers nas laterais da estrada passavam turvos enquanto eu acelerava para chegar ao meu destino.
Vivia no lado ruim da cidade, mas meus pais queriam que eu fosse para a escola no lado rico, então usamos o endereço de um amigo. Não preciso dizer, eu estive na escola com um monte vadias em cima de mim. A maioria delas implorando para se rebelar contra o pai e escalar meu pau. Pode crer que eu as deixei, também. Cada chance de merda que eu tive.
Trinta minutos depois eu estava virando em um estacionamento de trailers gasto na estrada de minha casa. Estacionando no pátio do Jay, deixei meu motor ocioso e buzinei uma vez antes de desligar meu carro e sair. Pierce, seu pit-bull, me encontrou no meu carro, pulando em mim e lambendo meus braços.
- Desça, Pierce! - eu disse, limpando meu braço na minha camiseta.
- Cara, onde diabos você foi? - Jay chamou de sua varanda.
Ele estava de cueca, tomando uma cerveja no meio do dia.
Maldito perdedor.
Seu longo corpo parecia sujo e estava coberto de cicatrizes, do estilo de vida bruto que levava. Não havia muito desse drama que acontecia no nosso bairro que não o envolvia. Um ano antes, ele acabou no hospital por duas semanas após ser baleado na panturrilha. Não preciso dizer que agora ele coxeava permanentemente.
Ainda, ele continuou a viver como se estivesse morrendo e sempre pronto para ter um bom tempo. Ele também era o homem que todo mundo procurava quando eles precisavam de um pouco de coisas boas.
- Eu tinha algumas coisas para terminar. Você entendeu? - eu perguntei, me referindo a 'grama de verde' que eu estava lá para pegar.
Ele se envolvia em tudo, mas eu estava lá para pegar um pouco. Eu tinha visto alguns dos caras malucos que deixaram seu trailer totalmente loucos e altos e com tudo mais que eles pudessem pôr as mãos. Eu não. Porra. Eu queria manter minha boa aparência, e fumar metanfetamina e o resto dessa merda te envelhecia rápido.
Mas, mesmo que eu não comprasse essa loucura, eu ainda era um dos melhores clientes do Jay. Ele sempre estava lá quando eu precisava de algo para a festa, e teríamos uma festa na estrada da minha casa mais tarde. Todo mundo ia me procurar por um saco gordo de Kush quando fosse hora de iluminar a noite. Eu conhecia essa vida. Era a única maneira de viver.
A escada de madeira para o trailer do Jay parecia que estava se deteriorando debaixo dos meus pés. Fiquei surpreso de que algum viciado não tivesse se matado enquanto estivesse saindo. A porta de alumínio guinchou como se estivesse a alguns segundos da queda de suas dobradiças quando abriu, e tive que me abaixar para entrar, desde que o teto era tão baixo. Ele vivia em uma espelunca, mas era dele. Isso conta para alguma coisa.
Saí uma hora mais tarde, alto pra caralho e pronto para começar a sexta à noite. Eu dirigi para nossa pequena casa de tijolo a vista e estacionei no outro lado da estrada em frente a entrada de nossa garagem. O pedaço de merda de caminhonete do meu pai estava na entrada e a minivan detonada da minha mãe estava ao lado dela.
Fechando minhas janelas, saí do meu carro e tranquei as portas. Todo mundo sabia que esse carro fodido era meu, mas apenas no caso de alguém ser estúpido, eu o mantinha trancado. Esperei por um carro passar e então corri do outro lado da rua para o nosso quintal.
Maddie, minha irmãzinha, estava correndo com nosso pai em seus calcanhares. Seus suaves guinchos de bebê aqueciam o meu coração. Me deixei cair sentado na grama, e quando ela me viu, veio correndo para mim.
- Blaine! - ela gritou meu nome.
As pernas dela tremiam um pouco enquanto ela corria pela grama em direção a mim. Era fofo. Ela não consegui dizer Blaine. A letra L era difícil para ela. Ela dizia 'mo' em vez de amor, era a minha palavra favorita dela.
- Maddie! - eu gritei de volta, combinando sua excitação.
Segurei meus braços abertos para ela, e ela caiu para eles em um ataque de risos.
Ela era mais alta que a maioria das crianças de três anos de idade, mas ela era linda como a minha mãe e de gênio forte como o meu pai. Maddie era minha pessoa favorita no mundo. Ela não me julga. Ela não tinha idade suficiente para entender quão fodido eu era, o que significava que ela me amava incondicionalmente. Eu aproveitava seu amor tanto quanto podia, já que eu sabia que um dia ela iria crescer e me conhecer melhor.
Pegando-a no colo, balancei-a acima da minha cabeça e fiz barulhos de aviões enquanto corria através do pátio para a porta da frente.
Quando eu entrei derrubando a porta com uma risonha Madison, minha mãe se virou de suas novelas e riu com ela. Papai veio atrás de mim, colocando uma mão no meu ombro.
- Você não deveria estar na escola? - ele perguntou.
- Eu poderia dizer o mesmo para você. Não deveria estar no trabalho? - perguntei.
Ele me empurrou divertidamente antes de sentar ao lado de minha mãe.
- Saí cedo, - ele disse.
- Sim, o mesmo que eu. - eu fui para a cozinha e peguei um saco de batatas fritas antes de descer o corredor para o meu quarto.
- Você continua a faltar à escola e vai acabar repetindo de ano, Blaine, - minha mãe gritou para o corredor atrás de mim.
Não éramos ricos. Nós vivemos em uma pequena casa de tijolos, de três quarto, em um bairro ruim, mas a coisa boa era que conhecíamos os traficantes e pessoas loucas pelos primeiros nomes. Vivíamos no bairro a mais tempo do que a maioria.
Meu pai tinha um emprego como mecânico e trabalhava duro. Ele não fazia nada louco e vivia uma vida honesta. Ele me apoiou e me empurrou para fazer o meu melhor, mas, basicamente, ele confiou em mim para fazer a coisa certa ou aprender com meus erros.
Minha mãe era uma dona-de-casa e mãe e ela era muito boa no que fazia. Ela tomava grande cuidado da casa. Não era muito, mas era limpa. Minha irmã era bem cuidada e limpa, e meus lençóis eram lavados uma vez por semana. A mulher estava sempre com tudo em ordem, o que significava que eu nunca precisei procurar por roupas limpas. Estávamos bem alimentados e muito amados e por isso eu a admirava.
Ela era muito parecida com meu pai - não muito insistente ou intrometida e sempre disposta a me dar espaço para cometer meus próprios erros. Ainda, quando a merda batia no ventilador, ela estava sempre lá para juntar os pedaços. Meus pais eram os melhores, mesmo se eles lutassem todos os dias para fazer face às despesas, faziam questão de lutar juntos.
Eu dormi na minha cama logo após me deitar, e, quando acordei, estava escuro lá fora. Separando algo para vestir, tomei um banho rápido e me preparei para a festa.
Eu beijei Madison na bochecha, seguida minha mãe, e então eu prometi a meu pai que estaria a salvo. Ele sempre me fez jurar que não iria beber e dirigir, ou outra qualquer merda louca assim.
- Tente estar em casa à meia-noite, por favor, - ele disse, nunca tendo seus olhos longe de seu jogo de futebol.
- Claro que sim, - eu disse, saindo para o alpendre de tijolo e fechando a porta atrás de mim.
Nosso vizinho, Brian, parou na porta da casa, em seguida, o baixo rugiu alto em seus alto-falantes no seu porta-malas.
- Ei, Blaine! Aonde vai, mano? - ele perguntou, baixando a música dele.
- Festa na fazenda, - eu disse, abrindo a porta do carro e entrando.
Dez minutos depois, estava estacionando no grande terreno onde todo mundo estava. O campo normalmente estava cheio de milho, mas agora estava vazio com apenas algumas cascas velhas jogadas. Iriamos construir uma grande fogueira, embebedar nossos traseiros, e fumar mais Kush do que qualquer um de nós poderia pagar. Não demorou muito tempo para sentir as cervejas que estava bebendo e o fumo eu tinha fumado até agora. Foram duas horas, e eu já tinha um zumbido decente.
Eu estava sentado em uma cadeira dobrável longe do fogo. Meus olhos queimavam, tornando a terra em volta de mim turva. Eu peguei meu copo plástico e bebi o resto da minha cerveja. A garota no meu colo, Amy, acho que esse era seu nome, acariciou meu pau através de minha calça jeans, mas eu não estava sentindo isso.
A festa foi um fracasso, e eu sabia que se eu não estivesse totalmente fodido, eu estaria pronto para ir. A música parou quando a bateria no Mustang de Al morreu, e ficou muito tranquilo. Pessoas estavam sentadas ao redor do fogo, passando baseados e rindo, mas eu estava escondido no canto assistindo.
E então eu a vi. Chelsey Ford.
Ela usava jeans e uma camiseta. Totalmente simples, que chamava mais atenção do que o resto das meninas que estavam vestidas para o sexo. O cabelo dela estava para solto, cobrindo a maior parte das bochechas. Ela ficou ao lado do fogo, o brilho das chamas destacando ela.
Ela mordiscava o lábio inferior nervosamente, o que eu notei que ela faz muito. Me fez pensar em beijá-la e acalmar as partes mordidas da carne dela. Não foi até que a vi que meu pau começou a endurecer sob os dedos da Amy.
Meus olhos foram para ao redor de Chelsey, percebendo que ela estava sozinha, e eu me perguntei o que no mundo ela estava fazendo lá. Obviamente, pelo olhar no rosto dela, ela não tinha nenhuma vontade de ficar na festa.
E então ela olhou para cima, e seus olhos piscaram para mim e seguraram nos meus. Algo se moveu então no meu estômago. Ela nunca tinha olhado para mim antes, mas ela estava me vendo agora. Ela não estava vendo meu carro ou meus olhos azuis. Ela não estava olhando para minha virilha ou se atirando para mim. Ela estava simplesmente olhando. E pela primeira vez, senti como se alguém pudesse ver através de mim.
Escorregando Amy do meu colo, ela choramingou irritantemente quando me levantei e caminhei em direção ao fogo. Chelsey ficou tensa quando fui chegando mais perto, nunca tirando os olhos longe dela. Ela abaixou sua cabeça e colocou seu cabelo atrás da orelha, e então outra vez ela me observava vigiá-la.
Parei ao lado dela, o fogo aquecendo a frente do meu corpo e estalando no ar da noite fresco ao nosso redor.
- Você está se divertindo? - eu perguntei.
Estupido.
Certamente eu poderia ter pensado algo melhor para perguntar.
- O que você acha? - perguntou ela, olhando em torno da festa moribunda.
Estudei o perfil dela. O formato de sua maçã do rosto. O queixo dela e a maciez dos seus lábios carnudos. Seus olhos eram grandes e profundos, mais escuros que a noite ao nosso redor, e eu sabia, eu sabia, que eu precisava tê-la.
- Eu acho que eu quero te beijar. - as palavras bêbadas saíram dos meus lábios chocando até a mim.
Droga.
Definitivamente eu tinha bebido muito.
Ela se virou e olhou para mim com os olhos arregalados, e, antes que ela pudesse dizer alguma coisa, me virei e a beijei.
Meus lábios vibraram contra os dela, sua respiração suave espanando a minha bochecha e me fazendo queimar por dentro. Ela gemeu contra meus lábios, e eu pressionei mais forte, meus lábios se abrindo. Tão rapidamente como começou, seu sabor revestiu a minha língua, ela se afastou. Usando a parte de trás do braço dela, ela limpou forte seus lábios, me cortando com um olhar duro. E então a palma da mão pequena acertou minha bochecha com um tapa alto.
Meu rosto balançou e ardeu.
Todos à nossa volta pararam e olharam para nossa pequena cena. Eu cobri minha bochecha aquecida onde pequena palma da mão me bateu, e eu não aguentei e sorri para ela. Minha pequena, tranquila menina era um pouco feroz. Porra, isso foi sexy.
Ela se virou e começou a caminhar em direção onde os carros estavam estacionados. Fiquei observando-a, o sorriso preso na minha cara fazendo minhas bochechas arderem. Pode não acontecer esta noite, amanhã, ou este mês, no entanto, cedo ou tarde Chelsey Ford será minha. Agora que eu tive um gosto dela, eu precisava tê-la.