Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Justiça e amor
Justiça e amor

Justiça e amor

Autor:: Vania Grah
Gênero: Romance
A vida nunca foi fácil para Ariela Sartori, mas quando ela é atropelada pelo proeminente promotor da cidade, Dominic Lacerda, as coisas ficam ainda mais complicadas. Apesar de um início difícil, Ariela e Dominic começam a se aproximar e a encontrar conforto um no outro. Mas o destino ainda reserva muitas dificuldades para esse casal improvável, e eles terão que lutar juntos para superá-las. Entre dramas familiares, obstáculos profissionais e um romance, Ariela e Dominic descobrem que a verdadeira felicidade só pode ser encontrada quando se tem coragem para enfrentar os desafios da vida ao lado da pessoa que se ama. Uma história emocionante e inspiradora sobre superação, amor e a força da família.

Capítulo 1 Ariela Sartori

Ariela Sartori

Acordo abruptamente com um empurrão e um som estridente, sendo derrubada da cama por Ciana, que está irritada e reclamando por não ter café da manhã. Mesmo sonolenta e confusa, levanto-me frustrada, olhando para minha irmã.

Sei que nossa mãe raramente fazia qualquer coisa na cozinha. Ela sempre achou que podia ter o luxo de não fazer nada, no entanto, a verdade é que éramos pobres e mal tínhamos o suficiente para sobreviver. Eu me sinto triste e com fome, mas sei que tenho que ser forte e encontrar uma solução para o nosso problema.

Talvez eu possa encontrar algum dinheiro para comprar algo para comer ou talvez possa pedir ajuda a um vizinho.

Enquanto isso, Ciana continua a reclamar e me culpar pela situação. Entendo que ela está com fome e irritada, mas não é minha culpa que nossa mãe não tenha preparado nada. Eu tento acalmá-la, dizendo que vamos encontrar uma solução, entretanto, ela continua a resmungar e a se lamentar.

Sei que essa cena é triste e difícil, também sei que sou forte o suficiente para superar essa situação. Eu vou encontrar uma maneira de conseguir algo para comer, e vamos superar mais esse obstáculo.

- Ariela, eu estou quase passando mal de tanta fome! Por que você não fez o café da manhã e ficou dormindo?

- Eu não fiz o café da manhã porque nossa mãe não deixou nada preparado e eu também estava dormindo. E não é minha culpa que ela não tenha se preocupado em fazer algo para a gente.

- Você também poderia ter feito algo! Não é justo que eu tenha que passar fome por causa da sua preguiça.

- Eu não estava sendo preguiçosa, Ciana. Eu estava cansada e também estou com fome. Mas ficar me culpando não vai resolver o problema. Vamos pensar em uma solução juntas.

- Fácil falar! Você não é quem está com a barriga roncando de fome. Não dá para aguentar mais essa situação.

- Entendo que você esteja irritada e com fome, mas ficar me culpando não vai ajudar em nada. Vamos pensar em uma solução prática para resolver esse problema. Talvez a gente possa pedir ajuda a um vizinho ou tentar conseguir algum dinheiro para comprar algo para comer.

- Tá bom, você tem razão. Desculpa por ter colocado a culpa em você. É que estou desesperada por comida.

- Não tem problema, eu entendo como você está se sentindo. Vamos trabalhar juntas para superar essa situação.

Olho para minha irmã mais velha com esperança, contudo, ela simplesmente vira as costas e volta para sua cama. Ela não vai tentar me ajudar em nada para conseguir comida. Eu me sinto sozinha e desamparada.

Entendo que ela pode estar cansada ou frustrada, ainda assim, é difícil lidar com a rejeição e a falta de ajuda. Eu me sinto triste e abandonada, mas sei que não posso me dar ao luxo de desistir. Tenho que encontrar uma solução para meu problema.

Começo a pensar em possíveis opções. Talvez eu possa encontrar um vizinho que possa me ajudar ou conseguir algum dinheiro para comprar algo para comer. A falta de apoio de minha irmã me deixa desmotivada e triste.

Sinto a dor da fome e a tristeza da solidão. Mas sei que sou forte e determinada. Eu vou encontrar uma maneira de superar essa situação, mesmo que tenha que fazer isso sozinha.

Eu me levanto e começo a procurar por algo para comer. Olho na geladeira e no armário, contudo, não há nada. Respiro fundo, tentando controlar minha frustração e a dor da fome, e decido sair para pedir ajuda a um vizinho.

Enquanto ando pela rua, me sinto vulnerável e insegura. Sei que tenho que ser corajosa e pedir ajuda. Chego na casa de um vizinho e explico minha situação. Eles são gentis e me oferecem algo para comer. Agradeço e volto para casa com um pouco de comida.

Sei que a situação não é ideal, porém, estou feliz por ter encontrado uma solução. Aprendi que posso ser forte e independente, mesmo nas situações mais difíceis. E isso é algo que ninguém pode me tirar.

- Ariela, essa comida é tudo o que você conseguiu? Não tem mais nada para comer? - resmungou nossa mãe.

- Eu consegui o que pude, mãe. Os vizinhos me deram um pouco de comida, mas não foi fácil conseguir. - explico.

- É verdade, mãe. Ariela fez o que pôde para nos ajudar. - Ciana me defende.

- Será que não dava para conseguir mais comida? Eu não aguento mais essa situação de passar fome. - mamãe disse com contragosto.

- Entendo como você se sente, mãe. Eu fiz o que estava ao meu alcance. Não podemos exigir mais do que isso.

- É verdade, mãe. Não podemos culpar a Ariela por não ter conseguido mais comida. Ela já fez muito por nós.

- Eu só queria que as coisas fossem diferentes. Que tivéssemos mais comida e conforto em nossa casa.

- Eu também queria, mãe. Mas enquanto isso não acontece, temos que nos unir e encontrar maneiras de superar essa situação juntas.

Sinto um aperto no peito ao ouvir as palavras da minha mãe. Ela está jogando na minha cara que sou desempregada e que não consigo sustentar nossa família. Ignorando completamente o fato de que minha irmã também tem saúde para trabalhar.

Tento me defender, dizendo que tenho procurado emprego e enviado currículos, entretanto, ela não quer ouvir. Ela continua falando, me culpando pela situação difícil em que nos encontramos.

Eu me sinto frustrada e impotente. Sei que estou fazendo o meu melhor para encontrar um emprego e ajudar a sustentar nossa família. Porém, parece que nada que eu faça é suficiente.

Olho para minha irmã, que está sentada ao meu lado, e vejo que ela também está incomodada com a situação. Eu queria que ela me defendesse ou pelo menos concordasse comigo, mas ela permanece em silêncio.

Começo a me sentir cada vez mais sozinha e desamparada. É difícil lidar com a pressão e a culpa que minha mãe está jogando em mim. Eu me sinto como se estivesse carregando todo o peso do mundo em meus ombros.

Eu sei que não posso desistir. Tenho que continuar procurando emprego e tentando ajudar de qualquer forma que eu possa. Eu não posso deixar que as palavras da minha mãe me derrubem.

Respiro fundo e tento ignorar as palavras da minha mãe. Eu me concentro em encontrar uma solução para nossos problemas financeiros, mesmo que tenha que fazer isso sozinha. Sou forte e determinada e não deixarei que a pressão me vença.

Capítulo 2 Ariela Sartori

Observo silenciosamente enquanto minha mãe chega em casa todos os dias com comida e roupas novas para ela e minha irmã. Estava sendo daquela maneira há uma semana. Era como se eu não existisse, como se ela tivesse esquecido de mim completamente.

Eu me sinto magoada e traída. Por que ela está agindo assim? Por que ela não está compartilhando comigo as coisas boas que conseguiu? Eu me pergunto se ela ainda está zangada comigo devido às coisas que ela disse anteriormente.

Tento conversar com ela, mas ela me responde de forma fria e curta, sem demonstrar interesse em conversar comigo.

Eu me sinto cada vez mais isolada e sozinha. Eu não entendo por que minha mãe está agindo assim, e isso me faz sentir rejeitada e desvalorizada.

Eu não deixarei que a atitude da minha mãe me derrube. Sou forte e independente, e eu posso encontrar uma maneira de superar essa situação difícil. Continuo procurando emprego e trabalhando duro para ajudar minha família, mesmo que minha mãe pareça não se importar comigo.

Eu não vou deixar que a falta de reconhecimento me impeça de seguir em frente. Sou determinada e perseverante, e eu encontrarei uma maneira de sair dessa situação difícil, mesmo que eu tenha que fazer isso sozinha.

Respiro fundo antes de falar com minha mãe novamente:

- Mãe, eu queria te perguntar, de onde você está conseguindo todas essas coisas? Eu percebi que você tem trazido muita comida e roupas novas ultimamente.

Minha mãe responde com uma rispidez:

- Isso não é da sua conta, Ariela. Eu não tenho que prestar contas para você sobre a minha vida!

Eu me sinto frustrada com a resposta dela, e insisto:

- Eu só estou preocupada, mãe. Quero saber de onde vem todo esse dinheiro, porque eu sei que você não trabalha.

Minha mãe fica em silêncio por alguns segundos, antes de responder com uma voz dura:

- Eu não tenho que dar satisfações para você. Sou a mãe aqui, e você é a filha. Então, eu sugiro que você se preocupe com as suas próprias coisas e deixe as minhas em paz!

Eu me sinto desrespeitada e subestimada pela resposta da minha mãe, e decido não insistir mais no assunto. Percebo que ela não quer compartilhar essas informações comigo, e eu tenho que respeitar a decisão dela.

Suspiro e volto a me concentrar em meus próprios objetivos e metas. Sei que tenho que continuar tentando ajudar minha família, mesmo que minha mãe não queira compartilhar suas fontes de renda comigo.

Ciana diz para mim com um tom irritado:

- Ariela, por que você está sempre incomodando a mãe com essas coisas? Ela está trazendo comida e roupas novas, isso é o que importa. Você deveria ser grata e parar de perguntar de onde vem o dinheiro!

Sim, ela trazia comida e roupas novas, porém, minha irmã esqueceu de comentar que as roupas não eram para mim.

Respiro fundo antes de responder:

- Ciana, eu só estou preocupada com a nossa mãe. Quero ter certeza de que ela está fazendo as coisas de maneira correta e legal. Eu não quero que ela se meta em problemas.

Ciana bufa impaciente e diz:

- Ariela, você sempre foi assim, muito certinha e preocupada com as coisas pequenas. No entanto, o importante é que estamos bem agora. E eu tenho orgulho da nossa mãe por estar conseguindo tudo isso.

Olho para minha irmã, sabendo que ela sempre foi mais tolerante com nossa mãe. Entendo que ela está tentando me fazer perceber as coisas de outra maneira, entretanto, eu ainda acho importante saber de onde vem todo esse dinheiro.

Suspiro e digo:

- Tudo bem, Ciana. Entendi o que você quis dizer. Eu só quero ter certeza de que estamos fazendo as coisas de maneira correta.

Ciana sorri para mim e diz:

- É isso aí, irmãzinha. Juntas somos mais fortes.

Eu observava minha irmã Ciana enquanto ela conversava com nossa mãe, Irina. Elas pareciam ter uma relação próxima e harmoniosa, o que me deixava um pouco triste. Eu sabia que Ciana era influenciada pela nossa mãe e às vezes acabava sendo maldosa comigo, mas, no fundo, eu sabia que ela era uma boa mulher.

Eu me lembrava de momentos em que Ciana me ajudou e me defendeu, mesmo quando nossa mãe estava contra mim. Ela sempre foi protetora comigo quando éramos crianças e sempre esteve ao meu lado quando eu precisava.

Decido me aproximar delas e tentar esquecer as diferenças que tínhamos. Quando me aproximo, Ciana sorri para mim. Percebo que ela parece mais feliz do que antes, e me pergunto se é por causa da nossa mãe.

Respiro fundo e digo:

- Ciana, eu sei que às vezes nós não nos damos bem, porém, quero que você saiba que eu te amo e que eu sempre estarei aqui por você!

Ciana parece surpresa com minhas palavras, mas depois sorri e me abraça.

- Eu também te amo, Ariela. E eu sei que posso contar com você sempre que eu precisar!

Sinto uma sensação de alívio e felicidade quando Ciana diz isso. Percebo que, apesar das nossas diferenças, nós ainda éramos irmãs e que sempre poderíamos contar uma com a outra.

(...)

Eu estava sentada na sala de casa, com um olhar distante e preocupado. Eu havia acabado de receber uma carta de recusa de mais uma entrevista de emprego e aquilo me deixou ainda mais desanimada. Estava desempregada há alguns meses e as coisas estavam ficando cada vez mais difíceis.

Eu me lembrava bem do motivo pelo qual eu havia perdido o meu último emprego: meu chefe havia me demitido por não ser submissa a ele. Ele havia deixado bem claro que esperava que eu cedesse aos seus desejos e transasse com ele em troca de manter meu emprego. Eu havia recusado e ele simplesmente me demitiu.

Aquela situação havia me deixado muito abalada e eu ainda estava tentando superar tudo aquilo. Eu sabia que eu havia feito a coisa certa, mas ainda assim aquilo havia me custado muito caro.

Eu sabia que conseguir um novo emprego naquela cidade, que não era tão grande, seria muito difícil. Comecei a me perguntar se havia algo errado comigo, se eu não era boa o suficiente para conseguir um trabalho.

Eu sentia uma mistura de tristeza e frustração. Eu queria poder ajudar minha mãe e minha irmã a terem uma vida melhor, mas sem um emprego estava ficando cada vez mais difícil.

Fechei os olhos e respirei fundo, tentando encontrar forças para seguir em frente. Eu sabia que precisava continuar tentando e não desistir. Eu sabia que uma hora as coisas iriam melhorar.

Capítulo 3 Ariela Sartori

Eu estava andando de bicicleta na cidade, apreciando a paisagem e o ar fresco, quando de repente vi um boi vindo em minha direção. Eu tentei desviar, no entanto, não consegui e acabei sendo atropelada pelo animal.

Caí da bicicleta com força e senti uma dor aguda no meu joelho. Comecei a gemer de dor e tentar me levantar, porém, estava difícil. As pessoas que estavam por perto começaram a rir da minha situação.

Eu me senti envergonhada e humilhada. Eu não conseguia acreditar que um boi havia me atropelado e que as pessoas estavam rindo de mim. Sentia muita dor no meu joelho e comecei a chorar.

As pessoas que estavam ali se aproximaram para ver se eu estava bem, contudo, eu sentia uma mistura de dor e raiva. Eu não conseguia entender como aquilo tinha acontecido comigo e porque as pessoas estavam rindo da minha situação.

Eu tentei me levantar novamente, entretanto, estava difícil. Minha perna doía muito e eu sentia que algo estava errado. Eu precisava de ajuda, mas não queria pedir para as pessoas que estavam rindo de mim.

Eu sentia muita vergonha e humilhação naquele momento. Eu queria desaparecer dali e não ser mais vista por ninguém. A dor no meu joelho era insuportável e eu me perguntava como eu iria conseguir voltar para casa naquelas condições.

- Oh, meu Deus! Você está bem? Precisa de ajuda?

- Machuquei meu joelho. Eu não consigo andar. - respondo gemendo de dor.

- Vamos, eu vou te levar para casa. Deixe-me ajudá-la.

Um conhecido chamado Miguel apareceu na hora certa e me ajudou a levantar.

- Muito obrigada, Miguel. Eu realmente não sei o que fazer.

- Não se preocupe. Eu te ajudo a chegar em casa. Vamos lá...

- Obrigada novamente. Você é muito gentil. - segurei no braço dele.

- Não precisa agradecer. Eu só estou fazendo o que qualquer pessoa faria em uma situação como essa.

- Você é um anjo! - comento e ele ri.

- Não sou um anjo, sou apenas um cara normal tentando ajudar. Mas fico feliz em poder ajudar de alguma forma.

Segurei em seu braço enquanto caminhávamos juntos em direção à minha casa. Durante todo o caminho, Miguel conversou comigo, tentando me distrair da dor e do constrangimento que eu estava sentindo. Percebi o quão generoso e prestativo ele era, e me senti muito grata.

Ele era alto, com uma aparência forte e robusta, mas parecia gentil e preocupado comigo. Sua voz era grave, contudo, suave ao mesmo tempo. Fiquei um pouco envergonhada por estar em uma situação tão constrangedora.

Entrei em casa mancando e segurando minha bicicleta que agora estava com a roda dianteira amassada. Minha mãe me olhou com raiva e logo começou a discutir comigo.

- Olha o que você fez com a bicicleta, Ariela! Não tem cuidado nenhum com as coisas. E ainda por cima machucou o joelho, como se isso fosse minha culpa.

Tentei explicar que fui atropelada por um boi, porém, ela não quis ouvir.

- Não quero saber das suas desculpas. Não vou pagar o conserto da bicicleta, isso é problema seu. E quanto ao seu machucado, você que se vire para cuidar disso!

Fiquei triste e frustrada com a atitude dela, mas já estava acostumada com o desprezo que ela demonstrava por mim.

Perguntava-me quem era meu pai e se ele sabia da minha existência. Toda vez que eu tentava tocar no assunto com minha mãe, ela mudava de assunto ou simplesmente se recusava a falar sobre isso.

Eu nunca soube o nome dele ou como ele era, só tinha uma vaga ideia de que ele era um "traste". Era difícil não me sentir um pouco triste e sozinha, imaginando se ele me amaria e se importaria comigo se soubesse que eu existia. Mas eu nunca tive coragem de perguntar mais sobre ele e apenas deixei esse pensamento de lado.

Quando mostrei meu machucado para a minha irmã Ciana, ela ficou muito surpresa e disse:

- Nossa, Ariela, como você é azarada! Quem é atropelada por um boi?

Eu ri um pouco da situação, todavia, estava grata por ela ter me ajudado a limpar o ferimento. Ciana sempre foi influenciada pela nossa mãe, mas naquele momento, eu senti que ela estava genuinamente preocupada comigo. Ainda assim, eu não podia deixar de sentir uma pontada de tristeza por não ter tido um pai presente em minha vida para me amar e me proteger.

- Ciana, eu queria tanto ter conhecido meu pai. Nunca soube quem ele era e nem se ele sabia que eu existia. - comento.

- Pra quê? Você não precisa de um pai. Você tem a nossa mãe!

- E se ele me amasse de verdade? Talvez eu tivesse uma vida melhor.

- Não fala besteira, Ariela. Se ele realmente te amasse, ele teria cuidado de você. A nossa mãe já é suficiente, não precisa de um pai para nos fazer felizes.

- Mas, Ciana, eu sinto falta de uma figura paterna na minha vida. - explico.

- Você não sabe o que está dizendo. Eu sou grata por não ter tido um pai, ele era pobre e não fez nada pela nossa família. Sempre que o vejo é para pedir dinheiro emprestado.

- Entendo que você pense assim, mas eu ainda sinto a falta de alguém que me ame de verdade.

- Não fica pensando nisso, Ariela. Você tem a mim e à nossa mãe, nós vamos cuidar de você!

Eu percebia cada vez mais que minha irmã tinha uma visão muito diferente da nossa mãe do que eu. Ela ainda tinha a esperança de que nossa mãe fosse cuidar de mim, mas eu já sabia que isso não iria acontecer. Toda vez que eu tentava falar com ela, ela simplesmente me ignorava ou me tratava mal.

Era como se eu fosse invisível para ela, e isso doía muito. Eu já havia me acostumado com a ideia de que não tinha uma mãe amorosa, contudo, ver minha irmã ainda acreditando nessa ilusão me fazia sentir ainda mais sozinha. Eu sabia que precisava seguir em frente e cuidar de mim mesma, mas era difícil não sentir falta de uma mãe que nunca existiu.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022