Olá! Como vocês estão meus amores? Espero que ótimos (as) e com bastante saúde, pois é o mais importante. Antes de qualquer coisa, desejo que o seu ano de 2022 seja repleto de bênçãos, alegrias e sobretudo sabedoria. E que através do amor e da fé consiga alcançar todos os seus objetivos.
É com uma imensa alegria e gratidão que lhes convido a embarcar comigo nessa nova história. Repleta de emoções, preconceitos, conflitos, amores mal resolvidos e acima de tudo superações.
A vida é uma grande, porém, única viagem. Como muitos dizem por aí, só vivemos uma vez. Então pensei: porque não podemos tornar essa viagem inesquecível?
É isso que Karen e Kayo tentam a todo custo acreditar. Que vale a pena viver, ser feliz ou ao menos tentar. E mesmo quando tudo em sua volta diz que não, com amor, perseverança e fé conseguimos vencer.
Cercados pelo preconceito de todas as formas e maneiras possíveis, vêem na música a única maneira de transformar o impossível em algo único e real.
O que podemos definir sobre o verdadeiro sentido da palavra preconceito?
PRECONCEITO é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico.
Karen e Kayo vieram para quebrar paradigmas pré estabelecidos por uma sociedade cruel e muitas vezes com atitudes desumanas.
Eles enfrentarão tudo e a todos para alcançar seus objetivos. Mas, no meio do percurso entre cada movimento e cada passo acabarão encontrando um único ritmo, uma única batida, aquela que somente compreendemos e ouvimos com o coração, o amor.
Venha e embarque conosco nessa grande aventura. Abra a sua mente e o seu coração para entrar de cabeça
No Ritmo da Dança!
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Neste livro não serão impostas metas para curtidas ou comentários. Postarei os capítulos conforme for escrevendo. Mas, conto com as curtidas e os comentários de todas vocês. Pois, é através deles que nossa história alcançará muito mais leitores e quem sabe com ela ajudar muito mais pessoas. Por isso, conto com vocês.
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Embarque conosco nessa linda história da comunidade
Kelson's - No Ritmo da Dança
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🎶Dançar é desenhar com o corpo o poema que habita na alma!🎶
"A dança é a mais bela forma de contar uma história sem dizer sequer uma só palavra."
Dançar... O que é a dança? Qual é o seu significado?
Há diversos conceitos sobre o verdadeiro significado da dança. Uns acreditam que dançar é a arte de mover o corpo através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Outros tem como entendimento que não é somente através do som de música que se pode dançar. Pois, os movimentos podem acontecer independente do som que se ouve e até mesmo sem ele.
Mas, para mim dançar, os movimentos e as batidas são como um badalar de sinos, um movimento continuo como a batida de um coração. Podendo se expandir e quebrar fronteiras.
Às vezes, no silêncio da noite, eu fico imaginando: que graça teria a vida sem música e sem a dança? Sem elas não há paz, não há beleza. Nos dias de festa e nas madrugadas de pranto, nas trilhas dos filmes e nas corridas no parque, o que seria de nós sem as canções que enfeitam o cotidiano com ritmo e verso?
Quem nunca curou uma dor de cotovelo dançando lambada ou terminou de se afundar ouvindo sertanejo sofrência? Quantos já criticaram funk e fecharam a noite descendo até o chão? Que atire o primeiro vinil quem jamais caiu na contradição de dizer que odeia rock e cantarolar "We are the champions" no chuveiro após ser promovido. Tudo bem... Raul nos ensinou que é preferível ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Já somos castigados com o peso das tragédias, o barulho das buzinas, os ruídos dos conflitos. Ao menos com a música não tenhamos amarras - porque ela salva. Tem hora que a gente desanima. Há momentos que são como um bandolim desafinado e aí é um chorinho atrás do outro. É pau, é pedra, é o fim do caminho. Há uma nuvem de lágrimas sobre os olhos, você está na lanterna dos afogados, coração despedaçado, sociedade em frangalhos e vem o pensamento: "inútil, a gente somos inútil". Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade. Na sarjeta da emoção dá vontade de gritar: "eu não sou cachorro, não!" Mas como um sopro, da janela do vizinho, entra o samba que reanima a mente. Floresce do fundo do nosso quintal a batida que ressuscita o ânimo, sintoniza a alegria e equaliza o fôlego. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima. Recupera a fé e diz: "I will survive".
Ouça-me bem, preste atenção: o mundo é um moinho. É roda viva que nos leva do chão ao topo em um segundo. Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Em outros, baila "Macarena" com quadril e riso frouxos. Nos poemas mais refinados e nas coreografias extravagantes, aprendamos com a música que viver é alternar leveza e vigor. É saber mesclar a astúcia dos repentes improvisados com a minúcia das peças eruditas. É se ver no olho do furacão e segurar o Tchan pra não sucumbir. É ajustar o passo na cadência do tempo que voa, amor, escorre pelas mãos. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para.
Então vem, vamos embora que esperar não é saber. Vamos viver tudo que há pra viver, amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Corra. Afeto não é como o trem das onze que oferece aos descuidados, na manhã do dia seguinte, uma chance de voltar a Jaçanã. Pegue logo o Calhambeque ou o Camaro amarelo e acelere para não perder nenhum pedaço do trajeto. A vida tem pressa para acontecer. E acontece num piscar de olhos. Dá vontade de pedir que espere um pouco para a gente respirar. Por favor, vá devagar! Devagar, devagarinho. Despacito.
Mas nadar contra a corrente não é pedido que se faça. A rota segue, sem pausa, pra mim, pra você, pras preparadas, as popozudas, o baile todo. Não adianta ir negando as aparências, disfarçando as evidências... burrice viver entre tapas e beijos com o calendário. Passei anos apaixonada pelo passado, mas não era amor. Era cilada. No fim das contas estou cansada de saber que o tempo é mais aliado que inimigo. Eu reclamo só pra contrariar. Faz parte do meu show. Depois de décadas ampliando o repertório e desbravando melodias, cada nota me ensinou de tudo um pouco. Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar... mas vou resumir. Da vitrola da casa da minha avó aos fones de última geração do meu aparelho portátil, aprendi que a gente tem que olhar pra frente. Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Pois, na dança e na música não acontecem somente os movimentos, acontece o amor, a paixão, a libertação.
Dançar significa viver... Viver sem limites... sem regras... Aproveitar cada movimento como se fosse o último.
Só que nem sempre é assim. A dança é reconhecida de diversas formas e o preconceito também.
Para ser um dançarino não basta só saber dançar. Não no gueto, na favela, na periferia e nas comunidades. Lá a dança é vista com outros olhos.
E é a partir daí que surgem todas as dificuldades.
Se você sonha em mostrar para o mundo a sua dança, a sua arte precisa primeiramente aperfeiçoar uma nova dança, um novo ritmo e para tudo isso acontecer, você precisa ir em busca de seus sonhos e embarcar no Ritmo da Dança.
A dança é a linguagem escondida na alma.
Karen Souza é uma jovem estudante e professora de dança "balé" no subúrbio do Rio de Janeiro. Sonha em se tornar uma grande dançarina, para enfim, conseguir realizar o seu maior sonho, que consiste em fundar uma escola de artes para crianças carentes na comunidade onde nasceu, Kelson's.
Mas, vê seu sonho ir por água abaixo ao descobrir que é portadora de vitiligo e ainda por cima esta grávida do seu "namorado", nada mais nada menos do que o sucessor do chefe da comunidade.
Ela é desencorajada de todas as maneiras possíveis, tanto pelo preconceito com sua aparência, o lugar onde vive, quanto pela sua própria família e namorado.
O único apoio que possui é de sua amiga Michelle, que a trata como uma verdadeira irmã, oposto da sua irmã caçula, a soberba Rayssa.
Determinada a provar que está certa, ela vê num concurso de dança na escola Latitude, a única oportunidade de resolver todos os seus problemas.
Karen precisa vencer esse concurso, cujo prêmio é de trezentos mil reais e uma bolsa de estudos integral na Latitude. Com esse dinheiro ela conseguiria fazer o seu tratamento para diminuir o avanço da vitiligo e também construir a tão sonhada escola de artes na comunidade. Além de se tornar uma profissional na sua maior paixão, a dança.
Tudo parecia perfeito. Até ela descobrir que estava grávida de alguns meses e ainda por cima o concurso será exatamente com um ritmo que ela nunca havia dançado, o street dance, a dança de rua.
E agora? O que Karen vai fazer para conseguir ultrapassar todas essas adversidades e ainda conseguir o tão sonhado prêmio?
Aí que tudo muda e uma nova esperança surge ao conhecer Kayo de uma maneira inesperada. Um jovem de classe média alta, mas que possui um único desejo, descobrir a sua origem.
Venha conosco e embarque nessa grande aventura. Deixe sua mente e o seu coração voarem No Ritmo da Dança!
Gosto de gente que dança. Se alguém dança não significa necessariamente que seja feliz, significa que está feliz. Gente triste não dança. O sorriso até engana, às vezes, a pessoa está triste e assim mesmo sorri, mas dançar não. Só gente que está feliz dança.
karen Souza