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LIZ : A TRAFICADA

LIZ : A TRAFICADA

Autor:: Palomakemm
Gênero: Romance
Elisazabete conhecida como Liz ou Elisa, foi sequestrada por uma quadrilha de trafico de mulheres aos 14 anos de idade, obrigada á se prostituir durante anos ela não tinha mais esperança em sair dessa vida. Mas é quando o seu destino se cruza com o de Mateus e ela se ver obrigada á fingir que era sua noiva e era a noiva mais feliz da vida, o seu destino muda! Só não sei se foi para melhor ou para pior.

Capítulo 1 1

Elizabete narrando

Todos os dias era a mesma coisa, a mesma rotina, escutava as mesmas coisas e fazia sempre as mesmas coisas, não tinha descanso, não existia liberdade, eu não tinha vontade própria à muito tempo.

Tudo começou durante uma festa, aos meus 13 anos de idade, me ofereceram bebida e eu fraca aceitei, tinha drogas, eu adormeci e quando acordei, eu estava no inferno, um inferno mesmo.

Eu já tinha passado por diversos países e lugares, conheci diversas pessoas, e parece que tudo ainda estava longe do fim. Eu ja presenciei coisas horriveis, meninas que morreram ao tentar fugir ou simplesmente desafiar. Eu aprendi com tudo isso? à aceitar tudo e ficar em silêncio se eu quisesse ficar viva e ter nem que fosse 0,01% de algo bom ainda na minha vida.

- Anda arruma as suas coisas - Manoel fala - Anda Elizabete você vai para uma casa - Ele me encara de cima à baixo.

- Casa? - Eu pergunto

- Sem perguntas garota - Ele fala

Aline e Tamires me encaram e eu encaro elas.

Aqui existia muitas garotas, e do mundo inteiro, mas sempre os que estavam la encima fazia de tudo para colocar umas contra outras, até porque era pior para eles se por acaso a gente se aliasse contra eles.

- Dizem que essa casa é interessante - Tamires fala

- Interessante? - Eu pergunto arqueando as sobrancelhas.

- Muitas garotas vão para lá - Aline responde - Voce vai ter que servir.

- Servir? - Eu pergunto

- É como se fosse uma casa de testes - Tamires fala - Você vai servir bebidas, comidas e se algum deles gostar de você -, ela suspira - Voce é comprada.

- Comprada? - Eu pergunto

- Parece uma máquina de perguntas - Tamires fala

- Talvez seja porque pensar assim é assustador - Eu falo ppr fim

- As vezes pode ser o fim do seu pesadelo - Aline fala.

- Tambem pode ser o começo realmente dele - Tamires fala.

Acho que depois de 4 anos nada mais me assusta aqui dentro.

Conforme Manoel tinha mandado, arrumei as poucas coisas que me restava. Eu não tinha nada que poderia lembrar a minha família, eu nao tinha noticias e nem sabia se eles ainda eram vivo e como eles estavam. Era como se eles tivessem feito uma lavagem cerebral na minha cabeça.

No começo eu sofri muito aqui, como uma adolescente revoltada que não queria aceitar nada e levo as marcas até hoje no meu corpo,como Beatriz a mulher que me trouxe para cá disse " Toda vez que você pensar em desafiar você vai olhar as suas cicatrizes"

Assim que me enfiam dentro da Van vejo que tinha mais alguma meninas ali, mas a única que eu conhecia era a Daniela ela ficava no mesmo lugar que eu, mas ela era puxa saco dos mandantes de tudo, ela entregava todo mundo e fazia tudo oqus eles querem.

Após a encarada dos seguranças para mim eu sento e me ajeito, encosto a cabeça no vidro e fico pensando " Para onde eu iria? E qual seria o meu destino".

Capítulo 2 2

Mateus narrando

- Mateus - Meu pai Antonio me chama - Você é dono de uma máfia e se você quer ser respeitado você precisa tomar jeito.

- Só porque eu fui fotografo com algumas putas? - Eu pergunto

- Eu sou presidente da merda desse pais - Ele fala - Eu não preciso de ninguem especulando a tua vida, VOCÊ precisa agir em silêncio,arrumar uma mulher e casar - Começo a rir.

- Oque vai melhorar isso na minha reputação? -Eu falo - Ninguem se mete comigo porque sabe eu não estou aqui para brincar, você acha mesmo que so por causa que me fotografaram com umas putas isso vai mudar algo??? - Ele me encara com ódio.

- Eu so estou pedindo para você preservar a minha imagem Matheus - Ele fala

- A discussão de vocês dois eu consigo escutar lá fora - Gabriel meu braço direito fala.

- Meu pai ta achando que vou deixar de ser temido porque estou pegando putas na rua - Eu falo gargalhando.

- Discussao sem pé e sem cabeça - Minha mãe Sofia entra falando.

- Não se meta Sofia - Meu pai fala para ela. - Eles estão querendo algo para me derrubar - Ele me encara - Eles estão vasculhando a vida de cada um da minha familia se eles descobre que você comanda uma das maiores máfias Mateus, eles acabam comigo e com você junto, porque vai todo mundo te caçar e muito dos teus negócios vai para água baixo.

Em algumas coisas ele tinha razão.

- Eu tenho um primo que pode ajudar - Gabriel fala

- Primo? - Eu pergunto - Ajudar em que?

- Sobre a história do casamento - Eu bufo

- Esquece - Eu falo - Vocês acha que casar vai adiantar em algima coisa?

- Mateus eu preciso de voce nessa reta - Meu pai fala - tudo oque você tem é graças a mim, então você deve muito à mim - Eu encaro ele - Você arruma alguem para manter um noivado, casamento de faixada ate eu me reeleger.

- Não to acreditando nisso - Eu falo

- Meu fiho faz isso por favor - Minha mae fala - Como esse teu primo pode ajudar Gabriel? - Eu encaro Gabriel que me encara.

Gabriel ainda entrava nas loucuras dos meus pais.

- Existe um evento que vai acontecer daqui alguns dias - Ele fala - Final da semana - Meus pais escutava ele atendo - A onde você pode comprar uma garota para fingir ser sua mulher, usa como você quer e depois descarta quando não precisar mais, passa para frente.

- Isso é interessante - Meu pai fala

- Pensa filho - Minha mãe fala - Só até seu pai se reeleger.

- Quando é? - Eu pergunto

- Sexta - Gabriel responde e eu assinto c9m a cabeça.

Era de mais uma pessoa que nem eu ter que "comprar" uma esposa por causa do meu pai. Daqui alguns meses teria eleição e meu pai estava muito preocupado em não conseguir se reeleger, e com todos os adversários querendo cair encima dele , querendo algum podre porque sabe que o povo ama ele, e claro que sobraria para mim também.

- Sobre Romeu ele já foi empacotado - Gabriel fala

- Menos um problema para cabeça - Eu falo - Sexta você vai e escolhe a mais gostosinha.

- Você não vai? - Ele pergunta

- Não - Respondo rígido

- Porra você precisa ir - Gabriel fala

- Tenho uma máfia para cuidar - Ele fala

- Alguns minutos afastado não vai ser problema - Ele fala.

Já tinha entendido que eu teria que ir.

Capítulo 3 3

Elizabete narrando

- Elizabete né? - Daniela fala sentando ao meu lado na van.

- Sim - Respondo.

- Eu só conheço você aqui - Ela fala - Acho que deveríamos ficar juntas.

- Não, obrigada - Eu falo para ela e ela me encara.

- Se acha esperta não é mesmo? - Ela fala me olhando.

- Aqui dentro não temos amigas - Eu falo e ela arqueia a sobrancelha para mim, sinto o olhar dela para um dos seguranças e ela se levanta e senta em outro branco.

Daniela era a puxa saco deles para se dar bem ela entregava todas nos e fazia nossa vida um inferno, porém, Ela nunca saia do lugar, continuava que nem nós,mas com algumas regalias.

Regalias? Sim, algumas regalias. Como, agora. Todas nós fomos levadas para um quarto pequeno cheio de colchonetes, enquanto ela, deveria está em qualquer outro lugar transando com os " caras lá de cima" para conseguir ter comida, roupa nova, banho quente e uma cama confortável. Eu não julgaria ela se ela não prejudicasse ninguém para chegar a onde ela quer chegar, mas ela prejudica,me prejudica e todas iguais à mim, então, ela não era uma pessoa que eu diria que um dia poderia ser minha amiga.

Ela era que nem eles, só que um pouco mais burra!

O discurso era sempre o mesmo e não importava se você não estava mais no mesmo lugar : " Aqui dentro vocês são inimigas uma das outras, porque aquela lá pode ter sorte e arrumar pessoa bacana que tire ela da aqui e você pode perder essa chance por causa dela " . Por isso eu me mantinha na minha, me mantinha calada e no meu canto.

Eu só queria me manter viva, e para isso, eu tinha aprendido que deveria abaixar a cabeça e seguir às ordens.

Dois dias dentro desse quarto com mais de 20 garotas, um quarto que no maximo daria para 4 pessoas dormirem.

- Eles querem nos matar de fome? - Uma tal de Cintia reclama.

- Talvez essa seja a intenção - Uma garota chamada Roberta fala.

Algumas meninas aqui eram novas e talvez ainda não sabia como funcionava as coisas por aqui, eu tinha pena por elas e uma vontade enorme de contar que isso aqui era pior do que o inferno que elas achava que tinham chegado.

Já era noite e todas nós estava prontas, os homens e algumas mulheres ja andavam pelos corredores, todos bem vestidos e um sorriso cínico no rosto. A única coisa que nos tinha era uma pequena lingerie cobrindo o nosso porco.

Era humilhante os olhares em nós, tantos dos homens e das mulheres. Eu queria dizer que eu ja era acostumada com tudo isso,mas eu não era.

- Elizabete - Marisa uma das mandantes fala me olhando -Como é bom ver você de novo e saber que você ainda ta viva - Ela diz com um sorriso enorme e falso no rosto - Você vai para o salão 5 vip, primeiro você precisa ir até a cozinha para ver como às coisas funciona - Ela me olha de cima à baixo - Voce ta melhor do que alguns anos atras. Encorpou, ta do jeito que os homens gostam agora, por isso ainda ta viva - As suas palavras ficaram engasgadas dentro de mim.

- Marisa - A voz da Daniela soa atrás de nos - Manoel falou que você tem novidades para mim?

- Ja terminamos por aqui Eliza - Marisa fala me olhando - Tenho sim - Ela diz sorrindo pada Daniela.

Vou em direção ao salão 5 e vou para parte inferior a onde ficava o caminho para os banheiros fos convidados,uma área para nós se a gente precisar e para a cozinha. Eu paro na frente de um espelho que tinha ali na aquele corredor e me encaro, eu tinha nojo toda vez que eu me via na frente de um espelho. Começo a sentir uma agonia forte no meu peito, eu estava preste a ter mais uma crise de ansiedade e eu não podia ter,balanço a cabeça e quando me viro para tras acabo batendo em um homem que segurava uma taça na mão e oque faz ele derrubar todo o liquido que deveria ser conhaque, champanhe, ou qualquer outra bebida alcoólica nele, no seu terno cinza.

- Des - Começo gaguejar vendo o grande estrago que eu tinha feito - Desculpa - Falo agora encarando os seus olhos verdes e ele encara a sua roupa e depois me encara.

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