Naomi observava Justin a algum tempo e percebeu que ele acreditou que ela fosse ser sua próxima vítima. Inocente!
Ela estava com quase 25 anos e tinha acabado de sair de um relacionamento conturbado e precisava de um parceiro, amigo e de confiança, para ajudá-la a se vingar do ex.
Manhattan era o lugar perfeito para encontrar o que precisava, e depois de algumas indicações, conheceu Justin, um negro lindo e inteligente que vivia de dar golpes nas pessoas. Mas não era qualquer golpe! Justin era articulado e meticuloso, planejava tudo de antemão e suas vítimas nunca percebiam nada, até que fosse tarde demais! E na grande maioria, suas vítimas eram magnatas, os poderosos de Manhattan que detinham o dinheiro!
Naomi sabia que ele estava em um trabalho que tinha começado há três dias, ela estava vigiando e acompanhando o desenrolar. Justin já tinha percebido e acreditava que ela estava flertando com ele, enquanto ela estava era reunindo provas!
Quando Justin finalizou o trabalho, tinha 18 mil dólares a mais na conta e Naomi centenas de imagens detalhadas feitas por ela e mais quatro pessoas que tinha contratado para rodiziar.
Quando se aproximou dela, foi presenteado por um sorriso triunfal e ficou radiante. Afinal, ganhou muito dinheiro em poucas horas de trabalho intercaladas, em poucos dias e se achava no direito de ter uma boa noite de sexo com uma mulher linda e sedutora que estava lhe dando mole! E se ela fosse tão rica quanto aparentava, poderia usar um dos seus planos pré estabelecidos para golpes sexuais.
Justin se dava ao luxo de unir trabalho e prazer. E quanto mais próximo de Naomi chegava, mais certeza tinha de que teria muito prazer!
- Boa noite, linda. Posso te pagar uma bebida?
- Boa noite. Meu nome é Naomi Duprat, e o seu?
- Justin Smith - ele pegou sua mão e depositou um leve beijo, estilo Don Juan.
Naomi sorriu. Previsível...
- Bem, Justin. Se você é um homem que gosta de perder tempo, vou aceitar sua bebida. Se não, tenho um quarto reservado nesse hotel com frigobar bem completo. O que me diz?
Justin arregalou os olhos, percebendo que Naomi era esperta e direta demais para um golpe. Mas a boa noite de sexo, não perderia. Pegou em sua mão e ela subiu todo o tempo olhando no fundo dos seus olhos enquanto se dirigiam para a cobertura.
Justin olhava seu corpo com luxúria e Naomi mordeu o lábio inferior. Desceram do elevador ela passou o cartão magnético, destravando a porta e dando passagem pra que ele entrasse. Quando fechou a porta, ele a imprensou, encostando o membro já ereto em sua bunda. Naomi estremeceu e tentou virar, mas ele pressionou mais ainda contra ela, que deu uma rebolada e ele agarrou um dos seus seios, apertando sem nenhum cuidado. Naomi sorriu e começou a se esfregar, ele arrancou sua blusa e ela enfim virou, com a mão no cinto dele. Ele pensou em impedir, mas ela com maestria já tinha tirado o pau dele pra fora e dava uma leve masturbada.
- Que mão macia...
- Tenho mais coisas para lhe mostrar.
Naomi se ajoelhou e abocanhou, chupando com gosto e com vontade. Ele fez um rabo de cavalo com a cascata loira de cabelos cheios dela e pensou que nunca recebeu uma chupada tão gostosa. Tirou do bolso da calça um preservativo e quando ela percebeu, se levantou, ficando de costas pra ele novamente e empinando a bunda. Ele enfiou nela tudo de uma vez, percebendo que ela já estava bem molhada pra ele, que praticamente nem tocou nela.
Gostou daquilo e começou a estocar, enquanto ela rebolava gemendo gostoso. Ele apertou a cintura dela com uma das mãos, enquanto a outra levou ao clitóris. Não precisou estimular muito e ela gozou, escorrendo no pau dele que amou aquela sensação e gozou logo na sequência.
Naomi sorriu e se encaminhou pro banheiro, tirando as roupas e largando pelo meio do caminho. Percebeu que ele ficou parado, olhou pra trás e perguntou:
- Você não vem?
Justin sorriu e a seguiu, tirando o preservativo e dando um nó na ponta. Ela já estava na ducha quando ele a acompanhou.
Ele estava até zonzo! Que mulher gostosa da porra. Achou que ficou em débito com ela, gozando muito rápido , então depois que se lavou começou a beijar e estimular. E gostou que ela já estava pronta novamente! Dessa vez ele se ajoelhou, levantou uma das pernas dela colocando o pé em seu ombro e fez o que nunca tinha feito antes, que era chupar uma desconhecida. E estava inebriado do quanto ela se entregava, gozando gostoso na boca dele e ficando com as pernas molinhas. Se lavaram e ele pegou os roupões ensacados em cima da hidro, enquanto ela desligava a ducha. Depois que se enrolaram, ela foi pra cama e ele a seguiu.
Sentada com os joelhos dobrados, Naomi começou:
- Então, Justin. Quem é você?
- Isso foi legal. Primeiro o sexo depois as apresentações.
- Bem, como eu disse, não gosto de perder tempo. Pega uma bebida pra gente enquanto conversamos sobre uma proposta de emprego, por favor.
- Não sou michê, Naomi.
- Não tem nada a ver com sexo, meu bem. Isso aqui foi só um bônus.
- E porque você acha que eu estou procurando um emprego?
- Não acho que você está procurando nada, mas tenho o trabalho perfeito pra você.
- E eu vou ter que recusar.
- Não tem essa opção, Justin.
- Você é alguma espécie de mafiosa?
- Não, sou uma advogada renomada no Brasil. Vou voltar para meu país reassumir meu posto em meu escritório e você voltará comigo como meu assessor.
- Mas não vou mesmo! - Justin foi falando e pegando suas roupas. Ia dar o fora dali, percebendo que aquela mulher era maluca.
- Sua outra opção seria a cadeia - Naomi falou, em nada abalada com a atitude dele.
- Desculpe, não ouvi!
- Sim, você ouviu. Mas repito, você pode fazer um planejamento pra mim, onde vai receber um bom dinheiro por isso e depois ir para o Brasil comigo, onde também vai receber um bom salário como assessor. Ou pode sair daqui algemado e perde todo o dinheiro que vem acumulando com seus golpes.
- Não sei do que você está falando...
- Sabe sim, Justin Smith. Mas vou deixar você pensar enquanto avalia algumas imagens.
Naomi ligou a TV com o controle remoto e selecionou um canal, apertando o play e deixando passar as várias imagens que acumulou, provando o golpe que ele terminou naquela noite. Ele não viu nem um minuto das imagens e já tinha percebido que se fudeu!
- Quando começo?
Naomi estava chorando em seu quarto, quando Emily entrou. Logo na sequência entrou seu primo Thales, filho de sua tia Ida, que era irmã da sua mãe. Emily e Thales eram seus melhores amigos desde sempre. Naomi e Emily tinham a mesma idade, 12 anos. Thales era seis meses mais velho que elas e já tinha completado 13. Era um rapazinho franzino, afeminado, e sempre cantava aos quatro ventos que não gostava de mulher.
- O que aconteceu dessa vez?
- O de sempre, primo!
- Eu sei que é o de sempre, Naomi! Eu quero saber qual o foco no de sempre dessa vez?
- Tia Amélia me ligou dizendo que a Nai estava chorando, se eu podia vir. Falei que ia me arrumar e já vinha. Estava no viva, fingi que saí e tia Amélia falou pra minha mãe que aquele velho nojento tava pegando na mão dela e o tio Maurício sorrindo pra ele.
- Você foi molestada, Nai?
- Claro que não! Meu pai jamais permitiria um absurdo desses!
- Então o que foi, Naomi?
- Esses homens sempre fazem isso. Pegam em meu cabelo, pegam na minha mão. São parceiros de papai. E ele deixa porque fecha negócios muito vantajosos com esses homens que ficam admirados da minha beleza e deixam papai enrolar eles! Eu sou o truquezinho de papai. Mamãe que é exagerada e começa a gritar com ele a toa, aí eles ficam aos gritos dentro de casa!
- Mas, Naomi. De verdade, você fica confortável de ser o truquezinho de seu pai? - Emily perguntou, olhando a amiga e achando ela estranha.
- Não! A pergunta não é essa! A pergunta é: você não se importa de esses homens tocando em você, mesmo que não seja em lugares íntimos? Por mais linda que você seja, Naomi, isso é pedofilia, é nojento! E seu pai deveria te proteger e não te usar! É por isso que sua mãe fica brava! Você está confortável com a atitude de seu pai?
- Não!
E voltou o chororó. As crianças estavam acostumadas com aquelas reuniões. Em que Maya chorava impotente, enquanto Maurício Usava a beleza estonteante da filha para distrair os possíveis clientes e levar vantagem.
Não era nada na maldade e ele estava sempre de olho pra que ninguém passasse dos limites, mesmo porque ele era um advogado brilhante em ascensão, já tinha um complexo com alguns bons advogados associados e estava começando a fazer nome no mercado. Não estava vendendo a filha e nem suportaria que alguém a tocasse onde não deveria. Mas tinha percebido que toda vez que aquela linda criança entrava no escritório, a maioria dos clientes ficavam encantados com a beleza dela e se inclinavam a aceitar o que Maurício propunha, o que antes de ela aparecer não acontecia. Então Maurício a usava como manobra!
Mas três meses depois, uma ligação mudou toda sua vida, e toda sua forma de agir. Maurício Duprat não era o homem que mostrava para a família. Não era gentil com a mulher. Saía de casa a noite e deixava ela pensar que estava a traindo, não se importava pois tinha a certeza de que Amália não iria embora, tinha medo da dificuldade de criar Naomi sozinha.
Mas um deslize e ele realmente a traiu. Teve que sair de casa para proteger sua mulher e sua filha, e voltou transformado! Passou a dar o valor que Amália merecia e a atenção que Naomi precisava. Sabia que tinha desenvolvido um comportamento depressivo na filha, então não deixava mais ninguém chegar perto dela, nem mesmo Lorenzo, seu pupilo, que mesmo que vivia em sua casa, não tinha acesso a sua filha.
Seu casamento estava perfeito! Tudo corria muito bem, suas ligações estavam dando certo, principalmente depois que ganhou a causa internacional de Lorenzo. Quando Naomi fez 17 anos, ele já era uma potência mundial, muito rico, seus escritórios tinham muitos sócios e colaboradores, Lorenzo já tinha seu escritório em Valinhos e Maurício até sugeriu de ele se casar com ela, o que ele recusou. Achava Naomi muito nova e mimada, apesar de linda.
Na verdade, Maurício até gostou da atitude do pupilo. onde já se viu arranjar casamento pra filha em pleno século XXI?
Ela entrou na faculdade de direito e ele resolveu ensinar tudo o que sabia pra ela, logo ela seria sua herdeira e Lorenzo tinha recusado assumir seus escritórios. Ele precisaria lhe ensinar, pois ninguém sabia o dia de amanhã.
E o amanhã chegou antes que ele pudesse imaginar...
Ela estava com uma calça preta, um cropped manga longa dourado e seus cabelos loiros soltos. Uma maquiagem fatal e botas pretas de salto fino.
No meio da pista, dançando despreocupada, rodeada por seus amigos. Eles tinham terminado o primeiro semestre na universidade, eram jovens e estavam relaxando.
De longe, o dono da boate, um bom vivant acostumado a ter tudo o que queria, a observava. Ela seria dele naquele noite. Quando Thales se aproximou do bar para buscar bebidas para as meninas, Nicolas o abordou:
- Boa noite, voce vai conseguir levar todos os copos?
- Não se preocupe, eu só vim pedir para adiantar. Meus amigos já estão vindo.
- Desculpe, sou Nicolas Pontes, o dono do local.
- Prazer, Thales Noruega. Estudante de medicina.
- Vejo que você está seum grupo bem animado.
Thales revirou os olhos. Sabia bem das intenções do rapaz. Estava acostumado a destruir corações.
- Aquela é Naomi Duprat, a princesinha da cidade. Minha prima, começamos universidade juntos. Ela está cursando Direito. Apesar de você estar vendo ela soltinha assim na pista, é uma menina tímida. Criada severamente pelo meu tio, que não deixa qualquer um se aproximar dela. Hoje estamos aqui relaxando depois da bateria de exames de final de semestre, mas ela não costuma frequentar lugares assim, e por ela mesma, não costuma deixar que rapazes a bajulem.
Nicolas olhou o rapaz de cima abaixo. Era bonito, parecia os riquinhos da universidade que ele estava acostumado a receber na boate. Pensou no discurso pronto que Thales acabou de fazer. Poderia, perfeitamente, querer afastar os homens dela porque a queria pra si. Não deixaria um moleque recém saído das fraldas atrapalhar seu plano.
- Não entendi o porquê de você me falar tudo isso. Apenas notei que vocês estão bem animados e queria agradecer a visita - percebeu que ela estava se aproximando com o grupo, então elevou a voz - Diana, essa rodada do grupo hoje é por minha conta.
Thales revirou os olhos novamente. Muito padrão, muito clichê.
Naomi também não pareceu surpresa em ganhar as bebidas para todos. Pegou no balcão as bebidas e saiu distribuindo, quando pegou seu copo, levantou na direção de Nicolas e fez um sinal de agradecimento.
Nicolas assentiu e se afastou. Deixaria eles a vontade e quando voltassem pra pista, dançaria com ela e se apresentaria.
- Incomodado mais uma vez? - perguntou para Thales.
- Até que não, esse disfarçou bem.
Todos no grupo deram sorrisinhos
- Deixe de mentir, Thales. Estamos bebendo de graça mais uma vez... - Emily era a melhor amiga de Naomi. Inicialmente, os três faziam tudo juntos. Depois que saíram do colégio, o grupo aumentou. Com Amanda que cursava Direito com as duas e o irmão gêmeo dela Noah, que cursava Engenharia e namorava Emily. Também de Engenharia tinha Paula, Anna e Pedro que eram os inseparáveis de Noah. Recentemente o grupo foi completo por Damares de Medicina, que só saía com seu irmão Augusto, o único do grupo já formado. Como era mais velho, era chamado de tio por todos, alvo de brincadeiras dos jovens de 18 anos. Mas nunca se ofendia, pois sabia que tinha conquistado o respeito através de Thales, com quem estava tendo um relacionamento.
- Mas não é só por isso que a gente sai com a chata da Naomi? - Amanda perguntou
- Tô começando a pensar que a economia da mesada não tá valendo a pena - Paula brincou
- Como não? - Damares respondeu - você bebe mais que Opala. Se tivesse que tirar tudo da sua mesada, só poderia sair uma vez por mês.
Todos riram. Paula era a que mais bebia do grupo, mais até que os meninos. Augusto e Naomi não bebiam nada que continha álcool. Naomi não tinha o hábito e Augusto estava fazendo residência em cirurgia. Temia que consumir álcool tirasse a firmeza de suas mãos.
- Tá, vale a pena economizar o dinheiro. Mas os rapazes não me notam. Estou até com a boca ressecada sem beijar há uma década, por isso que eu bebo.
- Nisso eu concordo. Poderíamos fazer rodízio e deixar a Naomi em casa algumas vezes pra dar oportunidade a todas de serem vistas. - Anna respondeu com bom humor.
Naomi corou violentamente
- Vocês estão exagerando
-Nao, prima, elas não estão. Eu que passo por isso há anos, sei bem do que elas estão falando. A coitada da Emily, mesmo linda e considerada mulher fatal sendo ruiva natural, viveu na sua sombra e teve que caçar na Engenharia, os profissionais mais maçantes do mundo, pra desencalhar. - Noah, olhou feio para ele. Anna e Paula mostraram a língua - E esse que vos fala então, coitado de mim. Se já é estatisticamente 5 vezes mais difícil pra arrumar um parceiro, ao seu lado se tornou impossível!
- Aí voce teve que se contentar com um sugar dady, não é, bicha sem vergonha - Pedro respondeu, se vingando do comentário sobre engenheiros. Os dois sempre se provocavam, com Thales dizendo que engenheiro era chato, e Pedro chamando Thales de bicha, o que é politicamente incorreto. Muitas vezes, quem via de fora se ofendia, mesmo quem não participava da comunidade gay, mas Thales não se importava e dizia que preferia esse tratamento aberto e franco do seu grupo do que o mimimi hipócrita de quem não aceitava sua orientação sexual.
Eles ficaram rindo e se provocando e Naomi se afastou um pouco.
Ficou pensando que era muito feliz por ter um grupo de amigos tão bom.
Demorou um tempo para entender porque era tão cobiçada. Desde seus 15 anos, sempre achou Emily muito mais bonita que ela, pois era uma ruivinha com longos cabelos cacheados, sua pele clara com sardas lhe dava uma beleza selvagem que chamava atenção. Enquanto ela era só uma loira dos olhos azuis comum. Se achava até meio sem sal.
Com 15 anos, chegou a pensar que era mais cobiçada por causa de dinheiro. Seu pai era o advogado mais badalado da cidade. Era dono de um grande escritório que controlava todas as áreas possíveis, e todos que queriam se livrar de confusão, o procurava. Ele treinava os melhores para ser seus associados e todo mundo queria uma oportunidade de trabalhar com ele.
Sendo assim, Naomi aprendeu desde muito nova que as pessoas usariam qualquer meio possível para se aproximar do Rei da cidade. Então achava que, como "princesinha", era o alvo mais procurado. Chegou até a ficar deprimida por isso e com 15 anos, cortou o próprio cabelo no banheiro de casa.
Thales e Emilly a encontraram deitada na cama com a tesoura nas mãos. Nesse dia, Thales a colocou na penteadeira, consertou o estrago que ela tinha feito fazendo um chanel de bico e batendo o pescoço. Quando terminou, ele a obrigou a se olhar no espelho enquanto falava.
- Quem diria que conseguiria ficar ainda mais linda num curtinho básico? Olha bem para você, Naomi Duprat. - Enquanto falava, ele ajeitava o bico da franja no seu rosto. Naomi se olhou e nem acreditou na mulher que viu no espelho. O rosto pequeno, maçãs delineadas, olhos grandes, pele alva. - Sabe o que as mulheres sofrem para atingir esse tom de loiro? Você imagina o quanto detonam seus cabelos para isso? E você é agraciada com esse loiro natural e olha esse volume de cabelos! - ele fala, afofando as pontas no pescoço. - Você já viu uma loira com esse tanto de cabelo? Claro que não, elas passam tanta porcaria pra ficarem loiras que os cabelos caem tudo. Olha pra você. Olha esses olhos! Tá bom, não olha não porque estão uma porcaria agora, você estragou eles chorando e deixou tudo inchado, parecendo o sexto round de uma luta de box
As duas não conseguiram evitar de rir. Thales percebeu que seu tom foi acalmando Naomi, e continuou.
- E esse nariz? Parecia pintado por Michelangelo no seu rosto, de tão perfeito e delicado. Agora parece uma coxinha de frango deformada, todo ranhento. - Emilly automaticamente lhe estendeu um lenço de papel.
Naomi se sentiu muito melhor com a visita deles, mas Emily chegou por trás dela e acabou definitivamente com sua baixa auto-estima
- Você é linda. Não estrague a obra prima de Deus. Ele te desenhou a mão, você é única.
Daquele dia em diante, ela passou a se arrumar mais, a se sentir linda de verdade. Não baixou a guarda quanto aos rapazes que a cortejavam, pois sabia que eles poderiam querer unir o útil ao agradável. Afinal, não pensava em namorar. Achava que era muito nova e tinha um longo caminho a trilhar para ser uma advogada tão poderosa como seu pai e poder caminhar com suas próprias pernas.