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Liberta da Prisão Familiar

Liberta da Prisão Familiar

Autor:: Jia Zhong De Lao Shu
Gênero: Romance
Laura, uma arquiteta brilhante, e Thiago, seu noivo e parceiro de sucesso, estavam no auge de suas carreiras, construindo um império e sonhando com um futuro juntos. Mas essa base desmorona sob o peso do irmão parasita de Laura, Pedro, um "músico" ambicioso, mas sem talento, que vivia de crises e chantagens emocionais, sempre com a ajuda da avó superprotetora. Pedro vira a vida de Laura de cabeça para baixo: ele se mete em brigas que exigem fiança, suga as economias do casal para uma suposta "carreira musical", e culmina em uma humilhante cena pública onde ele exige mais dinheiro, sujando o nome de Laura. A cada traição de Pedro, Thiago, o homem que Laura amava e esperava proteção, a abandonava, ora justificando as ações do parasita, ora se colocando do lado dele em situações ultrajantes como quando Pedro a ACUSOU de plágio do próprio projeto dela. Como ele pôde acreditar em um monstro manipulador e não nela? Por que o homem que jurou protegê-la a entregava repetidamente nas mãos do irmão? A dor e o horror de ser esmagada pela própria família são insuportáveis, mas Laura percebe que a verdadeira monstruosidade é a cegueira de Thiago e a manipulação descarada de Pedro. No hospital, sozinha e ferida após ser abandonada por Thiago em uma tempestade, Laura toma uma decisão: ela não será mais o sacrifício no altar da desgraça alheia. Ela cortará o tumor de sua vida para sempre, nem que isso signifique perder tudo.

Introdução

Laura, uma arquiteta brilhante, e Thiago, seu noivo e parceiro de sucesso, estavam no auge de suas carreiras, construindo um império e sonhando com um futuro juntos.

Mas essa base desmorona sob o peso do irmão parasita de Laura, Pedro, um "músico" ambicioso, mas sem talento, que vivia de crises e chantagens emocionais, sempre com a ajuda da avó superprotetora.

Pedro vira a vida de Laura de cabeça para baixo: ele se mete em brigas que exigem fiança, suga as economias do casal para uma suposta "carreira musical", e culmina em uma humilhante cena pública onde ele exige mais dinheiro, sujando o nome de Laura. A cada traição de Pedro, Thiago, o homem que Laura amava e esperava proteção, a abandonava, ora justificando as ações do parasita, ora se colocando do lado dele em situações ultrajantes como quando Pedro a ACUSOU de plágio do próprio projeto dela.

Como ele pôde acreditar em um monstro manipulador e não nela? Por que o homem que jurou protegê-la a entregava repetidamente nas mãos do irmão? A dor e o horror de ser esmagada pela própria família são insuportáveis, mas Laura percebe que a verdadeira monstruosidade é a cegueira de Thiago e a manipulação descarada de Pedro.

No hospital, sozinha e ferida após ser abandonada por Thiago em uma tempestade, Laura toma uma decisão: ela não será mais o sacrifício no altar da desgraça alheia. Ela cortará o tumor de sua vida para sempre, nem que isso signifique perder tudo.

Capítulo 1

Laura olhou para o projeto arquitetônico na tela do computador, uma obra que consumiu meses de sua vida, noites mal dormidas e incontáveis xícaras de café. Era o auge de sua carreira, um complexo inovador que ela e seu noivo, Thiago, desenvolveram juntos. Ele era seu mentor, seu parceiro, o homem que ela amava e que sempre a apoiou. Mas essa parceria, antes a base de sua vida, agora parecia frágil, constantemente ameaçada por uma sombra que ela não conseguia dissipar: seu irmão mais novo, Pedro.

Pedro era o eterno aspirante a músico, um jovem com mais ambição do que talento, que vivia de problemas e soluções que sempre recaíam sobre os ombros de Laura. Desde pequenos, a avó deles o superprotegeu, criando um homem que não sabia lidar com a frustração e que via Laura não como uma irmã, mas como um recurso inesgotável. A cada nova crise, a cada novo "sonho", a chantagem emocional era a mesma, um veneno lento administrado com a ajuda da avó, cuja saúde frágil se tornava a principal arma.

A primeira grande traição ao seu relacionamento com Thiago veio disfarçada de uma crise familiar. Eles estavam comemorando o aniversário de noivado em um restaurante caro, um raro momento de paz, quando o telefone de Laura tocou. Era sua avó, a voz embargada de pânico. Pedro tinha se metido em uma briga em um bar e estava detido, precisava de dinheiro para a fiança.

"Laura, querida, você precisa ajudar seu irmão. Ele é só um menino, não sabe o que faz" , a avó choramingou do outro lado da linha.

Thiago suspirou, a decepção visível em seu rosto. "De novo, Laura? Ele nunca vai crescer?"

"Eu sei, Thiago, me desculpe. Mas é a vovó, ela está tão nervosa, não posso dizer não" , Laura respondeu, o coração apertado pela culpa.

Ela se levantou, deixando para trás o jantar especial e um Thiago de ombros caídos. Ela foi até a delegacia, pagou a fiança e ouviu as desculpas esfarrapadas de Pedro. Ele prometeu que seria a última vez, que iria mudar. Laura, exausta, quis acreditar. Voltou para casa tarde da noite e encontrou Thiago dormindo. Ele não a abraçou. O espaço entre eles na cama parecia um abismo. Ela se sentiu culpada e prometeu a si mesma que compensaria Thiago, que estabeleceria limites com sua família. Mas essa promessa se dissolveu na manhã seguinte, quando Pedro apareceu em sua porta com olhos de cachorrinho abandonado, e ela, mais uma vez, cedeu.

A segunda traição foi mais profunda, atingindo o núcleo de seus planos futuros. Eles estavam economizando para dar a entrada em um apartamento, o primeiro lar de verdade deles. Cada centavo era guardado com cuidado e expectativa. Um dia, Thiago chegou em casa com uma expressão séria.

"Conversei com sua avó" , ele disse, sem rodeios. "Pedro tem uma oportunidade única. Um produtor gostou da demo dele e quer gravar um EP, mas custa caro."

O estômago de Laura gelou. "Quanto?"

"Praticamente tudo o que temos economizado" , Thiago disse, evitando seu olhar.

"O quê? Thiago, não! É o nosso dinheiro, o nosso sonho!"

"Laura, sua avó não está bem. O médico disse que o estresse pode piorar a condição dela. Ela me ligou, implorando. Disse que o maior sonho dela é ver Pedro se tornar um artista antes de... antes de partir. Como eu poderia dizer não a uma mulher em seu leito de morte?" A lógica dele era perversa, usando o amor de Laura pela avó contra ela. Ele não estava apenas cedendo, estava a convencendo a sacrificar o futuro deles por um capricho de Pedro. A dor daquela concessão foi aguda, uma ferida que não cicatrizou. Ela viu o dinheiro deles, o sonho deles, ser transferido para a conta de Pedro, que nem sequer agradeceu diretamente. Ele apenas mandou uma mensagem: "Valeu, mana. Você é a melhor."

A terceira vez que seu mundo ruiu foi em público, da forma mais humilhante possível. A empresa de arquitetura onde ela e Thiago trabalhavam estava dando uma grande festa para celebrar a conquista de um novo projeto, o mesmo projeto que Laura havia liderado. Ela estava radiante, vestindo um vestido elegante, recebendo os cumprimentos dos colegas e clientes. Thiago estava ao seu lado, orgulhoso. Por um momento, tudo pareceu perfeito.

Então, Pedro apareceu. Bêbado, cambaleando, com a camisa manchada. Ele atravessou o salão sofisticado e a agarrou pelo braço.

"Laura! Eu preciso de mais dinheiro! O produtor disse que a mixagem vai custar mais! Você tem que me dar!" , ele falou alto, a voz arrastada, atraindo todos os olhares.

Laura sentiu o rosto queimar de vergonha. Ela tentou afastá-lo discretamente, mas ele insistiu, cada vez mais alto. "É o mínimo que você pode fazer! Você tem tudo, e eu não tenho nada!"

Ela olhou para Thiago, esperando que ele a defendesse, que tirasse Pedro dali, que restaurasse sua dignidade. Mas Thiago fez o impensável. Ele colocou um braço em volta dos ombros de Pedro, com uma calma assustadora.

"Vamos, Pedrinho. Aqui não é lugar pra isso. Vou te levar pra casa" , ele disse, com uma voz suave, como se estivesse acalmando uma criança assustada. Ele a deixou ali, sozinha, no centro de um círculo de olhares curiosos e cochichos maldosos. Seu sucesso, sua celebração, tudo se transformou em pó. Ela correu para o banheiro, trancou a porta e vomitou, o corpo tremendo em uma mistura de raiva e desespero. O reflexo no espelho mostrava uma mulher que ela mal reconhecia, pálida e com os olhos cheios de uma dor que parecia não ter fim.

A briga que se seguiu em casa foi a pior de todas. Laura gritou, chorou, acusou. Thiago ouviu com uma frieza cortante.

"Você está exagerando, Laura. Ele é seu irmão, ele estava mal. O que você queria que eu fizesse? Um escândalo?"

"Eu queria que você ficasse do meu lado! Pela primeira vez, eu queria que você me escolhesse!"

A discussão escalou. Em um acesso de fúria, ela tentou passar por ele para sair do quarto. Thiago a segurou pelo braço, com uma força que a assustou.

"Você não vai a lugar nenhum!" , ele rosnou, o rosto a centímetros do dela. A pressão de seus dedos era intensa. Quando ele finalmente a soltou, uma marca vermelha e dolorida começou a se formar em sua pele. Ele olhou para a marca, depois para ela, mas não havia remorso em seus olhos, apenas uma irritação fria. Ele se virou e saiu do apartamento, batendo a porta. Provavelmente, indo consolar Pedro mais uma vez.

Laura ficou ali, parada, olhando para o hematoma em seu braço. Não era apenas uma marca na pele, era um símbolo. O símbolo do fim. Aquele toque violento, a falta de arrependimento, a escolha clara que ele fez, repetidamente. Tudo se tornou insuportável.

Seu olhar vagou pelo quarto e pousou sobre a maquete do primeiro projeto que fizeram juntos, um pequeno centro comunitário. Eles passaram noites em claro trabalhando nela, rindo, sonhando. Era um símbolo do amor e da parceria que eles construíram. Agora, parecia um artefato de uma vida passada, de uma pessoa que não existia mais. Com um soluço seco, ela pegou a maquete e a jogou no chão. As pequenas paredes de papelão se espatifaram, assim como seu coração.

Dias depois, a situação piorou. Sua avó a chamou para um jantar em família. Era uma armadilha. Lá, na frente de todos, Thiago anunciou que estava financiando integralmente a carreira musical de Pedro, incluindo a compra de equipamentos de última geração e o aluguel de um estúdio. O dinheiro, Laura sabia, vinha de um bônus que Thiago recebera pelo projeto que ela liderou. Sua avó sorria, radiante, segurando a mão de Pedro como se ele fosse um herói. Laura se sentiu invisível, uma mera financiadora dos sonhos de todos, menos dos seus.

O golpe final, no entanto, veio de uma forma que ela nunca poderia ter imaginado. Thiago a chamou para uma reunião no escritório. Mariana, uma ex-sócia de Thiago que sempre nutriu um ressentimento mal disfarçado por ele, também estava lá. A atmosfera era pesada, formal.

"Laura, temos um problema sério" , Thiago começou, a voz desprovida de qualquer emoção. "O projeto que você apresentou... fomos acusados de plágio."

Laura sentiu o chão desaparecer sob seus pés. "O quê? Isso é impossível! Eu criei cada linha daquele projeto!"

Mariana sorriu, um sorriso venenoso. "As evidências são bem convincentes. Parece que seu projeto é idêntico a um conceito apresentado por um jovem talento... seu irmão, Pedro."

Um quebra-cabeça macabro se montou em sua mente: Pedro, com acesso aos seus arquivos em casa; Mariana, com seu desejo de vingança contra Thiago. Eles haviam se unido. Ela olhou para Thiago, esperando, rezando por um pingo de confiança.

"Thiago, você não pode acreditar nisso! É uma armação! Pedro... ele me usou!"

Mas o olhar de Thiago era de gelo. Ele empurrou uma pasta sobre a mesa em direção a ela. Dentro, não havia provas contra ela, mas um documento já redigido. Uma confissão.

"Para proteger a reputação da empresa, e a minha, você vai assinar isso" , ele disse, a voz baixa e ameaçadora. "Você vai assumir a culpa. É a única saída."

Não era um pedido. Era uma ordem. Ele não estava apenas a acusando, estava a sentenciando. Naquele momento, Laura entendeu. Ela não perdeu apenas o noivo, o emprego e a reputação. Ela perdeu tudo. A teia de manipulação de seu irmão, a crueldade de seu noivo e a cegueira de sua avó finalmente a sufocaram por completo.

Capítulo 2

Laura olhava para o documento sobre a mesa, as letras pretas e nítidas formando palavras que roubavam seu ar. "Confissão" . A palavra dançava diante de seus olhos, um insulto final a tudo o que ela era. A dor em seu peito era física, uma pressão esmagadora, mas por baixo dela, uma nova sensação começou a borbulhar. Uma fúria fria e silenciosa. Ela não ia assinar. Ela não ia se tornar o sacrifício no altar da reputação de Thiago e da ambição doentia de seu irmão.

"Eu não vou assinar isso" , ela disse, a voz surpreendentemente firme.

Thiago a olhou, a incredulidade se transformando em irritação. Ele se aproximou, sua presença imponente preenchendo o pequeno espaço da sala de reuniões. Ele tentou um tom mais suave, uma manipulação que ela agora reconhecia tão bem.

"Laura, amor, por favor. Pense em nós. Se isso vier a público, minha carreira acaba. A empresa que construímos juntos... tudo vai por água abaixo. Assine, e eu prometo que vou consertar. Vamos superar isso juntos, como sempre fizemos."

A palavra "amor" em seus lábios soou como veneno. "Nós?" , ela perguntou, uma risada amarga escapando de seus lábios. "Não existe mais 'nós' , Thiago. Você acabou com isso no momento em que acreditou neles e não em mim."

Ele abriu a boca para responder, mas seu celular tocou, o toque estridente cortando a tensão. Ele olhou para a tela e seu rosto se suavizou instantaneamente. Era Pedro.

"Alô? Pedrinho? O que foi? Calma, calma, respira" , a voz de Thiago era pura preocupação, um tom que ele não usava com ela há meses. Laura observou a cena com um distanciamento nauseante. Ele estava ali, tentando destruir a vida dela, mas sua prioridade era acalmar o homem que orquestrou tudo.

"Não, não se preocupe com nada. Eu estou resolvendo. Sim, vai dar tudo certo. A Laura... ela vai cooperar. Fique tranquilo." Ele desligou e se voltou para ela, o semblante endurecendo novamente. A transição foi tão rápida que a deixou tonta.

"Veja o que você fez? Ele está em pânico por sua causa" , ele a acusou.

A hipocrisia era tão absurda que Laura só conseguiu balançar a cabeça. "Eu preciso ir embora."

Ela se levantou para sair, mas ele se colocou em seu caminho. "Você não vai a lugar nenhum até resolvermos isso. Você está sendo egoísta, Laura. Pense na sua avó, o que um escândalo desses faria com a saúde dela?"

O telefone dele vibrou novamente. Uma mensagem de Pedro. Thiago olhou para a tela, digitando uma resposta rápida, completamente absorto. Aquele momento de distração foi a única brecha que Laura precisava. Ela passou por ele e saiu da sala, sem olhar para trás.

Lá fora, a noite estava fria e uma garoa fina começava a cair, molhando as ruas de São Paulo. Ela não pegou um táxi, apenas começou a andar, sem rumo. A chuva fria se misturava às lágrimas quentes que escorriam por seu rosto. Cada passo era pesado, como se carregasse o peso do mundo. O frio penetrava em seus ossos, mas ela mal sentia. A dor interna era muito maior. Ela se sentia doente, uma febre de desilusão e tristeza subindo por seu corpo.

No dia seguinte, ela tentou lutar. Foi até a sede da empresa, pedindo para falar com os outros sócios, para acessar os arquivos do projeto e provar sua inocência. Mas as portas se fecharam na sua cara. Um e-mail sucinto da diretoria informava que ela estava suspensa, aguardando uma investigação interna. Seu acesso à rede foi bloqueado. Thiago tinha agido rápido, isolando-a, silenciando-a.

Exausta e derrotada, ela voltou para o apartamento que um dia chamou de lar. A chave ainda funcionava. Ao entrar, ouviu vozes animadas vindo da sala de jantar. Com o coração na mão, ela seguiu o som. A cena que encontrou a quebrou em mil pedaços.

Thiago, Pedro e sua avó estavam sentados à mesa, rindo e brindando com taças de vinho. Um banquete estava servido. Eles celebravam.

"Um brinde ao futuro astro da música!" , disse a avó, os olhos brilhando de orgulho para Pedro.

"E ao Thiago, que tornou tudo isso possível" , acrescentou Pedro, levantando a taça para o noivo de sua irmã.

Eles se viraram e a viram, parada na entrada da sala. O silêncio que se seguiu foi pesado e desconfortável. Eles não a olhavam como parte da família, mas como uma intrusa que havia interrompido a festa.

"Laura" , disse a avó, com uma ponta de reprovação na voz. "Onde você estava? Estávamos preocupados."

Uma mentira descarada. Ninguém havia ligado. Ninguém havia mandado uma única mensagem.

"Eu... eu não estava me sentindo bem" , ela murmurou, a voz fraca.

Thiago se levantou, mas não para ir até ela. Ele foi até a avó e colocou a mão em seu ombro. "Não se preocupe, vovó. É só o estresse. Laura precisa descansar."

Ninguém perguntou o que ela tinha. Ninguém se ofereceu para ajudar. Ela era um fantasma em sua própria casa. Ela se arrastou para o quarto, o corpo tremendo com o início de uma febre alta. Deitou-se na cama, totalmente vestida, e o frio a consumiu. Fechou os olhos e uma lembrança dolorosa veio à tona: uma vez, anos atrás, ela pegou uma gripe forte. Thiago não saiu do seu lado. Ele mediu sua temperatura de hora em hora, fez canja de galinha, leu para ela até que ela adormecesse. Onde estava aquele homem? Onde estava aquele amor? Aquele cuidado foi substituído por uma indiferença cruel, uma devoção cega a um irmão que era um buraco negro de egoísmo, sugando tudo e todos ao seu redor. E Thiago, por alguma razão que ela não conseguia entender, era o guardião daquele buraco negro.

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