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Libertada pelo Mafioso Russo

Libertada pelo Mafioso Russo

Autor:: Busnio
Gênero: Romance
Cinco anos atrás Ariel Drummond era uma mulher assustada, fraca e frágil diante dos olhos de todos que a conhecia, não só como uma mulher comum, mas como a esposa de um mafioso frio e cruel, Arthur Drummond. Após a sua morte ao resgatá-la de um sequestro, a ruiva decidiu retornar para Los Angeles disposta a esquecer e superar o luto pelos filhos. O assassinato de seu marido que recentemente descobrira que o amava, fez Ariel mudar radicalmente sua personalidade, tornando-se uma mulher fria, forte e perigosa, os únicos que ainda recebiam seus resquícios de amor e bondade eram seus filhos e amigos. Embora cinco anos tenha se passado após a morte do grande líder mafioso da Rússia, Ariel Drummond jamais o esqueceu e deixou de amá-lo, a fez se afastar de todos que se a importavam. Noah e Trevor preocupados com o estado emocional da rainha da organização criminosa, decidem visitá-la e conhecer a terceira filha, onde viram apenas por fotos. Contudo, em uma noite qualquer, Noah decide levar Ariel a uma boate para lembrá-la de seus passados dias de solteira, mas na volta para casa, um deles percebe que estão sendo perseguidos por rivais da máfia. Esse é um livro de Romance Dark, haverá cenas extremante violentas, física e psicológica e palavras de baixo calão. Não é um romance convencional. A autora não concorda com a conduta de alguns personagens. Se não se sente confortável com a temática, por favor, não leia esse livro! Há vários gatilhos emocionais. Para aqueles que desejam se arriscar, Boa leitura!

Capítulo 1 Prefácio

Arthur Drummond

Cinco anos atrás...

Em meu corpo, havia uma dose alta de adrenalina que me deixava completamente focado na minha missão, salvar a mulher da minha vida. Quando passei com ela pelas barreiras de proteção que meus soldados formaram em tão pouco tempo, consegui controlar toda a minha ansiedade em resgatá-la, foi onde eu me desprotegi e foquei no seu rosto, estava coberta de alívio e felicidade por ter cumprido a minha promessa, de trazê-la de volta para mim, mas em menos de um minuto tudo pareceu ruir. Um estampido invadiu meus tímpanos e em seguida, senti meu corpo se inclinar para frente. Uma dor e queimação começou a se alastrar como um raio dentro de mim, e só tive cinco segundos para fixar bem o rosto expressivo de horror da minha mulher antes de cair em um abismo de escuridão sem fim.

Parecia estar em um limbo onde segundo Trevor, que disse uma vez - por ser pouco religioso e em uma conversa sobre esse assunto - seria a fronteira do inferno. Encarei as cores escuras e vermelhas, que ao invés de me causar temor, eram as cores que eu mais me familiarizava, principalmente a que eu costumava iluminar o quarto para foder Ariel, me sentia em casa. Mas de repente, o que me parecia anos naquele lugar, uma luz branca e forte iluminou tudo e me forçou a sair dali, me puxou de volta para a superfície. O que antes não ouvia e não sentia nada, voltou sem cerimônia. Ouço uma médica ditando ordens para seus ajudantes, o barulho insistente do monitor que monitorava meus sinais vitais, ouvi tambem a voz ruidosa de Boris, um ancião da máfia. Ele falava com pressa:

- Arthur, me escute, não temos tempo. Nao sei como mas, Heron Roux está de volta!

- Senhor, precisa sair da sala, ele está muito ferido, não tem forças! - Disse a médica, enquanto rasgava as minhas roupas para uma completa avaliação do estado em que eu estava. Ela tentava me manter vivo e ganhar mais tempo e espaço para fazer o seu trabalho.

Ouvir e processar o que Boris acabou de me dizer, entre a vida e a morte, parecia me deixar puto, mais do que constar que tiveram a ousadia de me atingirem. Tento questionar de como isso seria possível e ditar ordens mesmo no estado em que estou, mas sinto dificuldade em falar, foi onde eu percebi que havia um tubo inserido em minha garganta. Meu ancião como se adivinhasse meus pensamentos, ordenou para a médica:

- Tire logo esta merda da garganta dele!

Rapidamente, um médico se aproximou e tirou o tubo da minha garganta, tossi e murmurei de dor, logo falei em meio a dificuldade:

- Ele estava morto!

- Também pensávamos, você explodiu antes que ele tentasse fugir.

- Que caralho! - Tento me levantar da maca, mas todos me impedem, inclusive Boris. - Minha mulher, onde está a minha mulher!

- Está em um quarto se recuperando, ela está bem! - Respondeu a médica, com medo de continuar me segurando e acabar morta. - Por favor senhor Drummond, se sair desta maca você morre!

Desisto de lutar, voltei a me deitar na maca e enquanto a dor me dilacerava internamente eu tentava entender de como aquilo era possível. Eu só conseguia pensar que Heron Roux está vivo. Eu sabia que algo a mais iria acontecer durante o sequestro de Ariel, e se eu soubesse que esse antigo problema pudesse novamente surgir, eu teria aproveitado cada segundo a mais ao lado da minha ruiva.

- Vamos entrar para o centro de cirurgia em dois minutos! - A médica avisou.

- Me diga o que quer que façamos. - Boris voltou a falar.

- Façam comigo o que ele fez. Forjem a minha morte!

- O quê? - Perguntou, confuso com o meu pedido. - Podem levá-lo, ele perdeu muito sangue, já está delirando!

- Faça como eu mandei, porra! - Gritei uma última vez, a dor estava me consumindo rapidamente. - Se eu sair vivo dessa, iremos conversar.

Deixamos a sala de emergência e sou direcionado para o elevador e levado diretamente para a sala de cirurgia. Na sala, sou colocado de lado por vários ajudantes da cirurgiã e logo apagado. Aos poucos vou retomando a consciência, tento me mover, mas todo o meu corpo ainda dói, me sinto fraco.

- Você é louco.

Ouço a voz de Boris no quarto, ele está sentado em uma poltrona no canto do quarto em que estou. Pouso a minha cabeça no travesseiro macio e descanso, e com os olhos fixos no teto, pergunto:

- Fez o que eu pedi?

- Mas é claro, muitas pessoas não gostaram da notícia, inclusive a sua esposa e Trevor.

- Espero que tenha feito um bom trabalho quanto ao meu substituto.

- Não se preocupe. Preparamos um boneco semelhante a você em menos de duas horas, usamos também um holograma por todo o necrotério até o momento da preparação do corpo. Há muito tempo o seu enterro já aconteceu.

- Ótimo! E a minha esposa, como ela está?

- Como imagina? Ficou histérica ao receber a notícia.

Minha ação embora tenha sido por meio de pressão, foi a mais certa enquanto me recupero e estudo a possibilidade de Heron Roux estar de volta, vivo, onde pessoalmente tratei de matá-lo e destruir todo o seu império. Porém, saber que Ariel ficou fora de si ao ser informada que estava morto, pude confirmar que finalmente ela me amava, assim como a amo.

- E quanto ao Yudi? O que fizeram como ele?

- A sua esposa matou ele.

- O quê?

- Como eu disse, ela ficou histérica.

- Nenhuma mulher fica histérica a tal ponto.

- A sua ficou. - Respondeu. - No início eu fui muito contra ao seu casamento com uma estrangeira, mas talvez vocês dois sejam pouco semelhantes. Ela praticou a mesma tortura que você costuma usar.

- Os animais?

- Exato.

- Cacete!

Me encontro completamente surpreso com a atitude de Ariel. Desde que a conheci eu vi um brilho que torturava a minha escuridão, ela era uma doce menina, inocente e ingênua que por mais que eu a corrompesse, continuava com aquele olhar amoroso e assustado, e agora ser informado o que ela fez, me faz questionar se era mesma mulher que estávamos falando.

- Como ela fez isso em menos de um dia? - Boris me encarou confuso.

- Qual última coisa que se lembra?

- Isso importa?

- Esteve apagado por três dias, você parou duas vezes na sala de cirurgia.

- Onde está a médica?

- Irei chamá-la.

Capítulo 2 Prefácio part2

Boris saiu do quarto. Permaneci do jeito que estava e fiquei processando o que ele tinha me informado sobre Ariel, ainda estava surpreso. Minutos depois a porta é aberta pela médica, ela entra e me cumprimenta, permaneço em silêncio e observo seus passos até o prontuário que está ao pé da cama.

- Que bom que acordou, está sentindo alguma dor?

- Apenas um incômodo. Quando receberei alta?

- Em uma semana.

- Isso é muito tempo.

- O senhor foi baleado duas vezes, uma bala acertou o seu pulmão, e a outra bem próxima em seu coração, perdeu muito sangue, por sorte ainda está vivo.

- Você também atendeu a minha mulher?

- Sim, já que presenciei a sua conversa com Boris, fui ameaçada falar como ordenado. - Explicou, depositando um sorriso falso e nervoso nos lábios. - Mas antes de informá-la eu recebi os exames que foram feitos.

- Exames? Ela está bem?

- Ela chegou ao hospital desmaiada, então providenciamos alguns exames. Ela está grávida!

A informação me encheu de alegria, foi duro de ouvir, pois por mais que isso tenha me alegrado, não poderei estar ao seu lado, acompanhando tudo tao perto, enquanto eu não resolvo o que preciso.

8 meses depois...

Depois que eu deixei o hospital fui para um esconderijo que ficava entre as montanhas da Rússia, onde tratei de me recuperar e começar a minha caça. Estava sozinho nessa, não quis soldados, nem supervisão, só assim me manteria morto, por hora. Durante esse tempo eu comecei a estudar todos os relatórios de anos atrás, tudo sobre Heron até o dia em que achei que havia matado ele, mas enquanto fazia isso, acessava as câmeras de segurança da mansão para dar uma olhada na minha mulher. Todos os dias Noah e Trevor os visitava, eles cuidavam das crianças e de Ariel, que passava a maior parte do tempo trancada em nosso quarto.

Antes de tudo, ordenei a Boris que me informasse sobre algo grave relacionado a minha família, então, fui informado que ela tinha decidido ir embora, não só da casa, mas que voltaria para seu país. No mesmo dia em que eles deixariam a Rússia eu resolvi entrar em contato Trevor e dizer que alvez de estar morto, tinha forjado a minha própria morte. Ele havia acabado de entrar na minha sala, ao me ver sentado na poltrona o seu terror foi evidente. À princípio ele achou que fosse um fantasma vingador, mas assim que percebeu que não era algo sobrenatural nem ilusório, se acalmou. Fui direto ao que me interessava e ordenei que ele convencesse Ariel a permanecer na Rússia, pois assim ela estaria segura do que havia lhe explicado. Não poderia impedir sua saída, assim levantaria suspeitas e por mais que criasse uma boa desculpa, não seria suficiente.

Um tempo depois cá estou eu. Oito meses se passaram, mesmo correndo perigo eu vim até o hospital, o mesmo hospital onde tempos atrás eu a vi pela primeira vez pessoalmente e me atendeu após um atentado. Hoje ela está ganhando a nossa filha. Em uma sala, atrás de um vidro escuro, eu a vejo empurrar nossa menina para fora de seu corpo e chamar por mim. Eu queria estar ao seu lado, incentivando-a empurrar e segurar a sua mão, mas não podia, então, tive que me contentar em ver de longe. Ariel a nomeou de Estella.

***

Paz, revolta e frustração, é a sensação que eu tenho sentido durante esses cincos longos anos longe da minha família. Mas independente da louca falta que sinto deles, estou grato que eles estejam a salvos e longe de qualquer perigo. Em toda minha existência eu fiz isso por alguém, me sacrifiquei e me auto puni por algo ou alguém importante para mim. Não sou uma boa pessoa, fui um desgraçado e continuo sendo, mas menos com eles. Ariel me fez enxergar humanidade dentro de mim, mas para isso levou muito tempo, mesmo depois de conhecê-la, obrigá-la a ser minha e me casar com ela, ela me mudou.

A prova disso foi eu estar completamente concentrado no seu resgate após ser sequestrada pelo Yudi que a esta altura está queimando no inferno. Foi a primeira vez em que meu raciocínio de um verdadeiro dom temeu pela vida, e não pela minha, mas a dela. Era a minha mulher quem corria perigo, em minha cabeça eu tinha que salvá-la de um jeito ou de outro, para mim mais nada importava. Enquanto eu estava ocupado, desesperado para tê-la de volta, houve um ataque terrorista no palácio de inverno, o mesmo onde me casei com Ariel. Por mais que eu odiasse e odeio o meu pai, em algumas de suas frases que havia me dito tinha verdade, ser desumano e cruel desde pequeno, me faria lidar com qualquer situação sem agir por emoção, mas uma coisa ele falhou, eu deixei que uma bela ruiva me dominasse e me deixasse completamente apaixonado por ela.

Não me arrependo de tê-la me deixado sentir o que jamais senti por alguém, muito pelo contrário, foi assim que eu deduzir que poderia sentir algo maior do que o comprometimento com a frieza e a indiferença. Ariel foi a luz que iluminou meu mundo sombrio, foi ela quem me ensinou a amar, a me redimir com os meus atos com ela. Ariel é o oposto do que sou, ela era o que faltava em mim. Porém, há um tempo acredito que ela não seja mais tão idêntica quanto no início, ainda havia resquícios da mulher em que eu tomei para mim, mas ela não era mais tão inocente, ingênua, e mesmo não aprovando, dava um puto tesão.

Estou morrendo de saudades dela e dos nossos filhos, mas infelizmente ainda não encontrei o causador que me fez fingir estar morto. Na nossa primeira e última conversa, eu contei a Ariel um pouco da história do meu pai e o motivo que ele decidiu se casar com a minha mãe, ambição para aumentar o território da organização e interesse, pois assim como eu, foi alertado pelos anciões o tempo de ter o herdeiro para que no futuro, assumisse o lugar. Minha mãe, Louise Roux era filha e descendente de duas máfias, tailandesa e francesa, contudo, as duas organizações foram divididas para ela e para seu irmão, Heron Roux. Ele assumiu a tailandesa, casou-se e teve uma filha, já Louise, por não poder assumir o que lhe era por direito, foi obrigada a se casar com meu pai, que a todo custo tentou desposar a qualquer custo. Em uma noite, assim que eu fiz cinco anos de idade, minha mãe decidiu fugir, e só conseguiria com ajuda de seu irmão, que não compareceu no lugar, e o resultado foi a sua morte.

Nesses cinco anos que forjei a minha morte, Heron Roux surgiu dos mortos, se aliou aos mexicanos para derrubar o meu império e tomar tudo o que me pertencia, eles poderiam conseguir, mesmo que a minha organização fosse bastante poderosa, havia protocolos a serem seguidos. Eu não posso fazer muito a essa altura, pois se eu mover um dedo contra aquele que está ajudando meu tio, automaticamente ele certificará que estou vivo e poderia ir facilmente atrás do meu bem mais precioso, minha mulher é filhos. Agora está nas mãos de Boris junto com Trevor, que estão tentando descobrir onde ele está.

No decorrer dos anos que passaram, eu morei em diversos países por um curto período, sempre trocando de cenas, nomes, até cortes de cabelo, inclusive substituindo meu bom e velho smoking por qualquer trapo. Mesmo escondido Trevor me ligava para saber onde estou e como estou, em uma de suas ligações eu pude ouvir a doce voz da minha mulher, eu sentia sua falta, principalmente de nossas transas, os banhos gelados já são frequentes na minha vida.

Capítulo 3 Prefácio part3

Grécia

Dias atuais...

Fazia exercícios sobre o chão do quarto, em frente a uma enorme janela, onde a luz solar iluminava o meu corpo soado, inclusive o que deslizava por minha testa. Meus braços queimam pela flexão que faço todas as tardes, quando não os faço, estou lendo algum livro, tentando acessar as câmeras de linhas inimigas ou assistindo alguma série. Enquanto ainda faço a flexão de braços eu encaro o enorme monitor onde observo todo o apartamento de Ariel, ela estava na cozinha, abaixando-se em frente ao forno, ela tira um refratário e põe sobre o balcão, as crianças pulam animadas para começar a comer. Parei de fazer os exercícios e me sentei sobre o chão, assisto a tela onde mostra perfeitamente o seu belo rosto, ela estava com 30 anos, fará 31 em breve, mas a sua beleza permanecia como pus meus olhos nela pela primeira vez. Ela estava linda, durante esse tempo que estou longe ela continuou com a franja, porém seus cabelos ficaram menores, o estilo deixava sua expressão jovial e pura, mas sei que aquilo não passava de uma impressão, Ariel é a cópia fiel da tentação, na cama, com um simples boquete conseguia me manipular.

Depois que comeram, foram para a sala principal, onde sentaram no sofá e assistiram TV juntos. Observo bem a Estela, tem exatamente três anos, logo fará quatro, e para minha surpresa faz na mesma data e mês que eu. As vezes nem acredito que Ariel teve outra menina, Nikolai e eu sofreremos para dominarmos a casa. Suzana e Estella eram muito parecidas comigo, os cabelos eram escuros e os olhos em tons azuis quase frios, iguais aos meus, elas são lindas, e isso me fará ter fortes dores de cabeça quando os anciãos chamarem a minha atenção e procurar respectivos maridos. Porém esse pensamento ainda está muito longe, assim que voltar para eles, mandarei as duas para um internato da organização que fica na Inglaterra, lá, ela aprenderam a serem uma verdadeira princesa da máfia, e quando retornarem para casa, casarão com um líder escolhido por mim.

Saio dos meus pensamentos quando escuto o meu dispositivo sem GPS tocar, me levantei do chão e fui até o aparelho, era Trevor me ligando.

- Boa tarde tutu, como vai o meu mal humorado favorito?

- Eu já te ameacei tantas vezes por me chamar assim, você perdeu o medo de minhas insistentes ameaças?

- Mas é óbvio! Você precisa de mim e não pode me matar, além do mais, sou seu único amigo.

- É melhor tomar cuidado, não confiaria tanto nessas palavras, se eu fosse você.

- Deixa de bobagem. Como você está? - Voltou a perguntar.

- Estou bem, na medida do possível. Essas paredes parecem que vão me sufocar a qualquer momento. - Praticamente desabafei, enquanto ia até a geladeira e pegava a minha garrafa de água. - Para quê me ligou?

Andei pelo quarto com a garrafa nas mãos, me aproximei da janela e comecei a beber água, enquanto esperava Trevor me responder.

- Não posso ligar para saber como você está? - Ele questiona, ofendido.

- Pare de enrolação e diga de vez para quê me ligou.

- Venho me preocupando com você, seu arrogante. Já faz cinco longos anos que não o vejo, nem me liga, a menos que eu te ligue para saber ou dar alguma notícia de como anda o assunto do seu tio.

- Você age como se fosse a minha mulher.

- Mas Ariel não te liga para saber do seu dia, nem se preocupa com você, ela acha que está morto.

Ouve um minuto de silêncio, aquilo doeu mais do que as balas que me perfuraram anos atrás.

- Me desculpe - Pediu, completamente sem graça.

- Fale assim outra vez, e eu não respondo por mim.

- Quer conversar? Tenho muitos assuntos.

- Quando foi a última vez que falou com a minha mulher?

- Tem três semanas. Tem um tempo que o Noah me pede para irmos vê-la.

- Você sabe que estão de olho neles, isso seria... - Ele me interrompe, completando a minha frase logo em seguida.

- Uma péssima ideia, eu sei. As vezes ligo para Matilde, ela me mantém bastante informada de tudo que acontece dentro da casa e o pouco que sabe fora dela. Fiquei sabendo que ela matou um homem por ter tentado roubá-la, quando estava caminhando em um parque.

- Aquela mulher me enlouquece mesmo de longe.

- Não pode culpá-la, as pessoas lidam de formas diferentes com o luto. Ela sente a sua falta.

- E eu sinto a dela, todos os dias.

Me virei para vê-la no monitor, ela estava desligando a TV e levando as crianças para o quarto, depois que as colocou na cama foi para o seu quarto, fechou a porta e deitou na cama, antes de dormir, ela passou o polegar em um porta retrato ao lado de sua cabeceira, era uma foto minha.

- Você deveria pensar em voltar. Talvez eles realmente tenham se convencido de que realmente esteja morto.

- Não podemos confiar. Além do mais, só assim eles estão fora desse inferno.

- Precisamos fazer alguma coisa.

- Eu já estou fazendo, porém preciso receber uma resposta antes, se caso tudo ocorrer como tenho planejado, voltarei para minha família.

Mudamos o nosso assunto, Trevor me informou de fizeram uma reunião para falar sobre Ariel e sua completa mudança. As rainhas antes de Arthur sempre foram submissas, não tinham nenhuma participação ou atitude dentro da organização, além de gerar o herdeiro, mas Ariel por ser a atual rainha, tem despertado interesse entre os anciões para enviá-la a missões, mas rapidamente fui contra, e não queria que ela se submetesse ao perigo. Depois de encerrar a minha conversa com Trevor, eu fui para o banheiro tomar um banho frio. Me enfiei embaixo da água corrente e passei a mão sobre o cabelos. Com os olhos fechados eu comecei a me lembrar da minha baixinha, meu pau ficou duro, frustrado, soquei a parede puto. Todos esses anos eu tenho controlado o meu tesão com masturbação, eu poderia facilmente encontrar uma mulher qualquer e ter uma boa foda, mas não é isso que eu quero, eu desejo unicamente a que me pertence. Ariel me viciou naquela buceta, e não vejo a hora de fodê-la novamente.

Após o banho eu enrolei a minha cintura com uma toalha, com outra toalha menor eu andava e enxugava o cabelo. Assim que parei em frente a cama, escutei uma voz fina, suave e agonizante que pensei que jamais ouviria novamente.

- Por um momento não me auto convidei a participar do seu banho.

- Margot. - Pronunciei seu nome, jogando a toalha em mãos na cama e me virando para ela.

- Oi, gatinho. Faz tanto tempo que nos vimos, sentiu minha falta?

- Então a filhinha do papai me achou.

- E não imaginei que te acharia assim. - Ela desceu seus olhos pelo meu corpo. - Eu senti tanto a sua falta.

- Como me achou?

- Não é fácil rastrear um gostoso como você. - Respondeu, enquanto começava a andar em minha direção. - O aparelho que você usa para entrar em contato com o seu bichinho tem GPS, levei um tempo para conseguir localizar.

- Onde está o seu pai? Tenho caçado ele.

- Você caçou por mim também? - Ela parou na minha frente, pousa os braços em meus ombros e encara meus olhos. - Papai sabe que você tem dado um de caçador, mas com os aliados, vai dificultar a sua missão.

- Se afasta e some, antes que eu mate você! - Ameacei em voz baixa para que ela compreendesse, enquanto eu fazia isso, tirava suas mãos do meu ombro.

- Se me matar, em menos de meia hora a sua família medíocre estará morta, a não ser que tenha uma máquina que te ajude a tele transportar para Los Angeles e tentar salvá-los de um massacre.

- O que você quer?

- Você pode achar que estou apoiando meu pai, e uma parcela estou, mas eu não quero que ele te machuque. - Margot se afastou de mim e andou até a janela mais próxima e encarou o horizonte, o sol já começava a sumir. - Quando eu soube que estava morto eu quase enlouqueci, me vi desesperada, cheguei até culpar o meu pai. Eu fui no seu enterro, vi a sua família, e aquela mulher chorando em cima do seu caixão. Eu não quis aceitar sua morte, então comecei a investigar, cheguei até revirar o seu túmulo.

- Você fez o quê? - Perguntei, sem acreditar.

- Andrei, eu não vim aqui para perder tempo te falando o que fiz para te encontrar, eu vim te oferecer um passe livre, antes que meu pai te encontre.

- Não me chame por esse nome!

- Meu amor - Ela volta a se aproximar de mim. - Esqueça daquelas crianças, da sua mulher, deixe que ainda pensem que está morto e venha comigo, eu te prometo que limparei o seu nome da boca de meu pai, prometo que ele não te fará nada.

Escutei aquela proposta insana. Margot no passado chegou ser minha noiva, porém minha intenção não era me casar com ela e sim matar o seu pai. Por anos eu me lembrei de como minha mãe morreu, e por muito tempo planejei a morte do meu pai e de Heron. Assim que assumir o cargo de líder na Bratva, eu matei o meu pai no mesmo local em que ele matou Louise, depois eu cacei Heron, mas quando o encontrei eu descobri que ele já planejava uma guerra contra mim. Me infiltrar foi só capaz quando fingi uma falsa aliança, afirmando que casaria com sua filha.

- Há mais de uma década que eu fingi formar uma aliança com seu pai só para matá-lo, acha mesmo que é você quem eu quero?

- Você me humilhou naquele dia, fingiu estar louco por mim, a transa, foi tão intensa, tão selvagem.

- Tratei você como puta, uma como várias que fodi naquela época.

- Puta? Sou sangue puro da linhagem de Roux, princesa da máfia tailandesa.

- A mesma que destruí há anos atrás, isso não significa mais nada.

- A sua estrangeira que não significa!

- A estrangeira tem muito mais valor que você.

Margot vem na minha direção com os olhos cheios de lágrimas, antes que ela tentasse golpear o meu rosto, eu segurei seus braços e nos jogamos na cama, fiquei em cima dela, a ameacei:

- Talvez eu não possa matar você, ainda, mas antes quero que dê um recado ao seu pai. Diga que irei encontrá-lo, que irei arrancar suas vísceras e dissipar a sua cabeça e que dessa vez, vou me certificar que permaneça morto!

A loira começou a gargalhar, achando engraçado as minhas palavras. De repente, ela esticou a sua cabeça e beijou meus lábios, rapidamente a soltei e saí de cima dela.

- Vou te dar uma chance para escapar, você tem uma hora, ou então você morre, desta vez de verdade.

Ela se levantou da cama e andou em direção a porta, antes de sair ela piscou para mim. Me sentei na borda da cama, completamente puto e frustrado, desta vez eu precisava agir rápido o quanto antes.

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