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Lição e Desejo - A prova do amor

Lição e Desejo - A prova do amor

Autor:: Paula Tekila
Gênero: Romance
Robson, um dedicado professor de Fisioterapia, sempre priorizou sua família, mantendo um casamento longo com Sheila e cuidando amorosamente de seu filho com necessidades especiais. Sua vida estável é abalada quando Paula, a aluna mais sedutora da faculdade, menospreza sua seriedade e mostra interesse em se envolver com outro professor. A rejeição de Paula à Robson desencadeia emoções intensas nele, despertando seu lado caçador que estava adormecido. Conforme se aproximam durante uma viagem do curso, ambos se veem presos a uma forte atração sexual. O que começou como um jogo de desejo simples se torna avassalador, repleto de paixão intensa e com consequências imprevisíveis ao retornarem para casa. Um clichê quente te aguarda em Lição e Desejo - A prova do amor!

Capítulo 1 Capítulo 1

Paula uma garota sexy de dezoito anos, que sempre quis estudar fisioterapia e tornar-se uma das melhores em sua área, ela estava no segundo semestre do curso e estava adorando. Sentia que aquela era a sua vocação na vida, ao qual ela daria tudo para se tornar a melhor profissional da área no país.

Ela era uma das alunas bolsistas, então precisava envolver-se nos projetos para receber os auxílios direcionados aos alunos, que não tinham uma renda ou alto padrão de vida como os outros discentes da faculdade que era particular.

Ela mora apenas com o pai que se chama Carlos e ele trabalha como carteiro há muitos anos, sua mãe faleceu quando ela ainda era muito jovem. Paula ainda sofria para se enturmar com as outras alunas do curso, pois como eram pessoas muito mais abastadas financeiramente e ela não tinha as mesmas roupas e condições para se arrumar com as demais, geralmente era preterida por elas.

Ela sempre gostou de namorar muito e desde bastante jovem, embora o pai fosse muito conservador e que não permitisse que ela saísse. Mesmo tendo todos esses cuidados, a jovem sempre achava um modo de curtir a vida, havia tido um romance com um cara chamado Alberto e este namorado havia sido o primeiro homem da sua vida sexualmente.

Desde que o curso começou, ela tinha uma queda por um professor chamado Eduardo este docente era o mais jovem da faculdade, logo que ela chegou, as outras alunas veteranas relataram que ele curtia sair com as alunas novatas do curso e Paula percebeu os olhares dele para ela, logo a princípio.

- Bom dia Tamara, e aí, já conseguiu ver se existe algum projeto para este mês? – aproximou-se, percebendo que a colega observava o quadro de avisos da faculdade.

- Sim amiga e você não vai acreditar, trata-se de um pré-estágio remunerado em uma sede de uma instituição que cuida de pessoas com deficiência. - sorriu, enquanto esperava a reação da amiga. - E quem irá acompanhar os alunos selecionados, será justamente o professor Eduardo!

- Tá de brincadeira comigo? Seria maravilhoso demais acompanha-lo em uma viagem e ainda conseguir um dinheiro para poder custear os meus trabalhos, os materiais que teremos que adquirir no decorrer do curso e o meu pai não tem condição.

- Mas eu sei que a sua intenção não é apenas de estudar e muito menos de conseguir esse dinheiro, eu sei que o seu sonho é rolar na cama com esse professor delicioso! O estágio não será remunerado e pelo contrário... Teremos que arcar com alguns custos.

- Tamara eu sou jovem, embora ele seja casado, não vejo problema nenhum em nos curtirmos um pouco. - sorriu Paula.

- Às vezes, te acho muito corajosa ao se atrever a fazer isso e ainda mais sendo bolsista.

- Não posso deixar de curtir a vida por ter nascido pobre! - Paula beijou o rosto da amiga e seguiu para a sala de aula.

Naquele dia, ela teria uma aula do professor Eduardo e também do Robson, este último é um homem de pouco mais de trinta e cinco anos, também casado e muito inteligente por quem algumas alunas suspiravam, mas ele diferente de Eduardo, jamais deu atenção a qualquer uma delas.

Robson

Sigo casado com Sheila e trabalho como professor há aproximadamente doze anos, temos um filho de sete anos que possui síndrome de Down. É um menino esperto e que enche a nossa vida de alegria.

Minha aula naquele dia, sucederia a aula do professor Eduardo e assim que entrei na sala, percebi uma frase que me deixou intrigado...

- Poxa professor, achei que você cederia as suas aulas para o prof. Eduardo! - o comentário veio de uma jovem e bela aluna chamada Paula, eu nunca havia reparado no sorriso dela e muito menos, nesse seu jeito debochado de agir.

- Não entendi a sua pergunta, por quê eu cederia a minha aula a ele? - insisti.

Ela ficou sem palavras, certamente não esperava que eu a respondesse a mesma altura, as colegas que estavam próximas a ela começaram a rir e fazer alguns tipos de piadas em relação a ela e o professor Eduardo.

Dei a minha aula e tentei não ficar atento ao que eles falavam paralelamente para não me distrair, o fato é que assim que cheguei à sala dos professores, fiquei observando o comportamento dele.

Eduardo sempre foi mal-falado pelos corredores da faculdade, devido aos seus relacionamentos com as alunas. O reitor da universidade é simplesmente o sogro dele e mesmo assim, ele se atreve a fazer algo assim e na frente de todos sem qualquer vergonha.

Ele estava conversando com outro professor, enquanto eu arrumava as minhas coisas fingindo não prestar atenção no que diziam.

- Só estou esperando saber a lista das minhas alunas aprovadas para a viagem até Los Angeles! - sorriu ele, enquanto o outro retribuiu da mesma forma.

- Parece que aquela gata que entrou recentemente, está interessada em saber sobre bolsas e projetos!

- Você só pode estar falando da Paulinha! - gargalhou Eduardo. - Eu adorarei aprova-la para ser uma das minhas companheiras de viagem... Claro das minhas aprendizes!

Aquele miserável pretendia mesmo desfrutar daquela viagem com o intuito de se aproveitar daquelas garotas, uma jovem como ela, que teria idade para ser minha filha apesar de aparentar ser um pouco mais velha... Por causa das roupas sensuais e o jeito espevitado.

Fui para casa depois de arrumar as minhas coisas e registrar umas aulas. Inevitavelmente, fiquei pensando na conversa daqueles dois... Passos acelerados em minha direção, tiraram minha concentração.

- Papai olha o desenho que eu fiz para você na escola! - Jonas me entregou o papel com alguns rabiscos coloridos.

- Uau meu amor, isso ficou maravilhoso você está a cada dia melhor!

Ele sorriu e dei um beijo em sua cabeça, minha esposa então serviu o jantar eu comi rapidamente e fui para o quarto depois de tomar um banho, ela se aproximou querendo uma intimidade entre nós e passou a mão sobre o meu peito.

- Está disposto o bastante para me dar um trato delicioso? - perguntou ela de forma insinuante.

Sinceramente... eu não estava no clima para transar, mas recordar o cruzar de pernas daquela jovem, isso me fez ficar muito excitado.

Cedi aos carinhos e transei com minha esposa, depois fui tomar um bom banho... Fiquei pensando naquela viagem: e se eu conversasse com o reitor e me colocasse a disposição para leva-las, evitando assim que Eduardo pudesse se aproveitar?

[...]

Após a aula, as meninas convidaram Paula para tomar um suco próximo à faculdade. Enquanto caminhava, ela ponderava sobre a possibilidade daquela viagem. O simples fato de saber que não teria coisas bonitas como as delas para levar a deixava de coração partido, porém, Paula reconhecia que não poderia perder aquela oportunidade única.

- O que foi amiga? você ficou calada de repente! - perguntou Tamara, observando a tristeza e o silêncio de Paula.

- Nada, apenas pensando na disciplina do professor Robson, eu estou pendurada na matéria dele por poucos décimos.

- Não sei não Paula, às vezes eu acho que ele tem atração por você... O jeito que ele fica nervoso quando você vai para a aula de saia curta! E até o jeito debochado dele ao te mandar estudar um pouco mais.

Paula sorriu, apesar de não ter o menor interesse por Robson, ela gostava de ser cortejada e desejada pelo sexo oposto.

- Ele não tem nada que me agrade, não passa de um homem amargo e insuportável! - respondeu cruzando as pernas.

- Acho que você está exagerando, muitas alunas da faculdade e inclusive eu, dariam tudo para ter uma chance com um homem culto e bonito como ele.

- Robson é aquele tipo de casado demasiadamente fiel e que jamais se atreveria a transar casualmente com uma aluna, esqueça esse fetiche Tamara. - De forma séria Paula completou... - Seu sonho está mais difícil de se concretizar do que o meu, eu posso e vou desfrutar muito com o professor Eduardo!

Quando Paula colocava alguma coisa em sua cabeça, dificilmente alguém consegue tirar. Mesmo ele sendo casado com a filha do reitor da faculdade e que justamente trabalha como psicóloga na Instituição, ela não tinha medo de nada. Todo aquele empecilho dava a ela mais vontade de cumprir esse desafio sexual.

Ao retornar para casa, Paula notou que seu pai não havia chegado ainda, o velho havia começado com uma mania de beber e jogar. Eles já não tinham uma boa condição financeira, agora precisavam lidar com esse grave problema dos vícios dele.

Por essa razão, a jovem tentava conseguir uma vaga para trabalhar no refeitório da faculdade, mas devido a viagem que aconteceria em breve, Paula precisou optar pela ida e esperar outra oportunidade profissional.

Algumas horas depois, seu pai chegou e ela esquentou o jantar para ele, depois foi conversar sobre a possibilidade da viagem que estava se aproximando. Paula estava aprendendo a lidar com as frustrações desde jovem, lidando com grandes responsabilidades.

- Eu quero pedir permissão ao senhor para fazer uma viagem até Los Angeles com os nossos professores, para estagiarmos com crianças especiais! - Paula se aproximou de seu pai, ele estava visivelmente alterado... Aparência cansada, barba por fazer e hálito forte de etanol.

- Você sabe que eu gostaria muito de poder custear esse tipo de passeio para você boneca, mas infelizmente nossa situação atual não permite. - respondeu ele, tentando não aparentar sua embriaguez.

- Antes que o senhor tentar me fazer desistir desse sonho por completo, pelo menos, me escute. O professor Eduardo irá nos acompanhar e haverão inscrições para os alunos interessados em participar... Para que eu possa ser selecionada, apenas preciso ter boas notas e me sair bem na disciplina dele!

- Então isso não será nada difícil de acontecer, posso tentar também conseguir algum adiantamento para que você possa comprar algumas coisas para levar.

- Eu prometo papai que quando eu voltar, irei encontrar um trabalho para ajudar nas despesas de casa! - prometeu ela, ambos sorriram.

Jantaram e logo depois, Paula foi para o seu quarto e ficou a pensar no seu dia e que podia estar arriscando muito ao querer ter um caso com o professor Eduardo, mas o tesão que sente por ele é muito mais forte que o seu bom-senso.

O pensamento a levou para lugares que jamais havia cogitado ir... Exatamente naquela conversa sobre o professor Robson.

"Realmente ele é um homem de mais idade, porém sensual e inteligente, mas o seu jeito tão formal me deixa irritada!" pensou ela.

Paula acreditava que ele fosse o tipo de homem machista, baseando-se na forma como lidava com todas na sala de aula. Além disso, irritava-a o fato de ele parecer ser um dos poucos professores com os quais estava enfrentando dificuldades na matéria.

No entanto, tinha esperanças de que tudo mudaria após seu retorno da viagem. Talvez conseguisse fazer o professor Eduardo se apaixonar a ponto de ele fornecer os materiais relacionados às disciplinas subsequentes do curso.

Ela tivera poucas experiências sexuais, mas as que viveu deram a ela sabedoria o suficiente para fazer qualquer homem perder o juízo. Inúmeras vezes havia se masturbado pensando no professor Eduardo ao se fartar com ela em cima de sua mesa, dentro da sala de aula.

Ele tem os lábios mais lindos que Paula já havia contemplado, ela não conseguia entender porque Eduardo havia se casado tão jovem aos vinte e oito anos. Não era tão jovem assim para estar "amarrado", mas ela achava que como professor de faculdade ele poderia ter curtido mais a vida sexualmente e óbvio ao seu lado.

Usando uma camisola juvenil, Paula caminhou até a janela e novamente Robson esteve em seus pensamentos...

- Deve ser do tipo incapaz de fazer uma mulher gozar! - sorriu consigo mesma por estar pensando em algo tão absurdo.

Antes de ir dormir, ela deu uma olhada no Instagram. Viu que o professor Eduardo tinha curtido suas últimas fotos, o que a deixou feliz. Ela gosta quando ele age de um jeito um pouco atrevido com ela, e espera que isso deixe outras pessoas que se acham especiais por terem estado com ele desconfortáveis.

Quando começou o curso, ela mandou pedido de amizade para todos os professores. Não pensou muito nisso na época, mas depois lembrou que o único professor que não aceitou o pedido foi o professor Robson.

Paula pensou que a esposa de Robson poderia ser parecida com ele, chata e com ciúmes. Tentou ver as fotos dele nas redes sociais, mas estavam bloqueadas só para seguidores. Mesmo assim, achou que ele parecia um homem agradável fisicamente, forte e parece ser muito viril. Fechou o computador e foi dormir esperando acordar mais animada.

A jovem estuda no período da tarde, porém, é responsável por cuidar de toda a casa há bastante tempo. Essa vida de dona de casa a deixa muito estressada. Ela passa as horas antecipando mentalmente todas as tarefas do dia seguinte, tentando se organizar para garantir que haja tempo para estudar. Paula sente que só falta um marido, já que toda a rotina de uma dona de casa ela já tem.

Capítulo 2 Capítulo 2

Paula acordou bem cedo para preparar o café da manhã para que o pai pudesse ir para o trabalho. No sábado, haveria uma festa da turma de veteranos que iriam se formar no final do semestre, mas ela não poderia ir porque não tinha dinheiro para as entradas e nem para comprar uma roupa para o evento.

A sua situação econômica a deixava muito triste. Queria poder participar de todos os eventos junto às suas amigas, mas quase nunca podia.

- Vá com Deus, papai. Deixarei o almoço pronto apenas para que o senhor o esquente antes de voltar à tarde para o trabalho.

- Está bem, minha princesa. Estude e volte para sua aula, mas não se preocupe comigo... vou me virar!

Paula telefonou para Tamara.

- Você pode verificar a minha nota da disciplina de Psicologia aplicada à saúde?

- Claro, amiga. O professor Robson postou a nossa primeira nota agora há pouco!

Tamara sabia que Paula estava sem internet em casa, então seria muito mais difícil para ela acessar ao portal da faculdade via dados móveis. Ela verificou a nota da amiga e ficou muito chateada em ter que dizer a ela que não havia sido um bom resultado. Para não ter que falar, ela resolveu mandar um print.

Paula

Fiquei esperando pelo resultado de horas de estudo, essa disciplina é uma das mais difíceis para mim e por mais que seja voltada à saúde... Envolve questões psicológicas e isso é um tanto complicado para minha mente tão prática.

Eu sabia que não tinha feito uma boa avaliação e por isso temia o resultado, meu coração acelerou e eu fiz o download da imagem, meu corpo estremeceu ao ver aquela média tão baixa. Havia conseguido apenas uma nota seis, a média da faculdade era essa, porém para nos bolsistas é necessário mantê-la acima de sete, ou nossa bolsa poderia ser requisitada.

Logo Tamara mandou uma mensagem para tentar me consolar, depois daquela notícia tão triste.

- Não fique chateada Paula, vou te ajudar a estudar essa matéria e você vai recuperar facilmente.

Tentei me conformar e assim que ela me mandou as outras notas, fiquei mais feliz ao ver que havia tirado uma nota nove em anatomia que era a disciplina do professor Eduardo e isso para mim é tudo o que importa. Quero ser uma das selecionadas para ir a essa viagem e para isso, eu só preciso dos bons resultados exclusivamente nela.

Agradeci Tamara e desliguei a ligação, deixei o almoço pré-organizado para o meu pai e tomei um banho para ir para a faculdade e escolhi um dos meus modelos mais sexy. Pego todos os dias dois ônibus para chegar ao campus e tive que passar por alguns engraçadinhos e inconvenientes que tentaram se aproximar, claro, por causa das minhas roupas.

Após sair daquele ônibus, eu ainda precisava caminhar por dez minutos até chegar á faculdade, vi um carro de luxo prata emparelhar ao meu lado e abaixar os vidros escuros. Era um professor Robson, ele estava usando um óculos ray-ban preto e assim que me viu, ele os retirou lentamente.

- Quer uma carona para terminar de chegar? Com esses saltos altos, você chegará cansada e precisa estar muito atenta a minha aula... Acredito que já tenha verificado as suas médias! - disse ele, olhando-me de forma atenta.

Se esse homem acha que me oferecendo uma carona poderá ter alguma chance, ele está completamente enganado. Tentei não parecer furiosa ao responder:

- Sim professor, eu já verifiquei as minhas notas e sei que preciso me esforçar muito para conseguir passar!

Ele abriu a porta do carro para mim, mesmo que entrássemos com a maior descrição, sempre haveria alguém para nos ver juntos e fazer comentários.

Entramos o estacionamento da faculdade e eu saí do carro dele rapidamente e agradecendo em seguida:

- Muito obrigada pela carona professor!

- Foi apenas uma gentileza e espero que você se esforce e mostre melhores resultados Paula!

Entrei desfilando e olhei de canto de olho... Percebendo que o olhar dele me acompanhando até a saída.

[...]

Robson jamais pensou em trair sua esposa nem sequer em pensamento, só ele sabia o quanto havia sido difícil conquistar o coração de Sheila e não devia se deixar levar por desejos.

Foi até a sala dos professores, Eduardo já estava lá mais uma vez se vangloriando por suas conquistas.

- Já está tudo acertado para a nossa viagem, colocarei à disposição apenas uma vaga para que os alunos possam realizar uma prova e serem escolhidos, mas as duas vagas eu já tenho reservadas para as minhas alunas mais aplicadas! - O modo vulgar com que ele se referia a elas, já dava a entender qual havia sido o critério de escolha.

Robson se atreveu a entrar naquele assunto, apenas para confirmar suas suspeitas.

- Será que eu poderia saber, quem são essas alunas tão especiais? - perguntei tomando um gole de café quente.

- Tamara e Paulinha!

Percebeu o quanto ele era astuto, levaria o seu alvo de conquista junto a melhor amiga dela para que não o delatassem na volta.... Meticulosamente pensado por sua mente doentia, isso enfureceu Robson.

- Não acho boa ideia Paula se ausentar por tanto tempo da faculdade, ela está com notas baixas na minha disciplina!

- Mas infelizmente quanto a isso Robson... Você terá que desenvolver uma nova forma de avaliação, assim como os outros professores farão! - respondeu Eduardo, ele não renunciaria aquela viagem facilmente.

Irritado Robson foi ministrar suas aulas e neste dia, não entraria na turma daquelas jovens.

Paula e Tamara entraram no banheiro, lá estava uma das alunas que a flagraram chegando na companhia do professor Robson.

- Hoje eu tive a certeza da grande aluna aplicada que você é! - sorriu com ironia.

Paula virou-se para ela e respondeu:

- Se a ironia em questão tem a ver com a inocente carona que o professor Robson deu para mim esta tarde... Você está sendo idiota!

- Tem certeza que eu estou sendo idiota? Veja como você se veste e o que os homens desta faculdade falam sobre você pelos corredores. Mas eu só te digo uma coisa, você pode foder quem quiser, mas o professor Robson jamais cairá nas suas garras... Ele é muito bem casado e um homem direito!

Robson passava próximo ao banheiro e ouviu parte da conversa delas, enquanto Tamara apenas assistia ao bate-boca.

- Não vou dizer a você que sou uma santa Ana Elise, mas o professor Robson seria o último homem deste mundo em quem eu sentaria! - respondeu Paula.

Ana Elise gargalhou e ironizou:

- Até parece que um homem como ele não te agrada: rico, bonito e inteligente!

- Ele não faz o meu tipo, além disso, bastaria que eu estralasse os dedos para que alguém como ele enlouquecesse de amores por mim! - Paula continuou retocando seu batom ao dizer.

Robson a ouviu girar o trinco da porta para sair do banheiro, imediatamente ele saiu de lá e entrou na primeira sala que encontrou... Evitando ser visto por elas.

O que Paula havia dito dentro daquele banheiro mexeu com ele de tal forma, que por um instante havia esquecido em qual turma deveria entrar.

Após confrontar Ana Elise, Paula foi para a sua sala de aula, mas ao percorrer o corredor da universidade... Ela se encontrou com Laura, psicóloga da instituição e esposa de Eduardo.

Ela olhou para Paula dos pés à cabeça e não gostou nada do que viu.

- Acho que te faria bem ser mais discreta, alguém que pretende tornar-se uma grande profissional, não deve sair de qualquer maneira por aí!

- Se a senhora está se referindo a minha roupa, como psicóloga, deve saber que nada disso é modelo para determinar o caráter de uma pessoa! - respondeu Paula, encarando-a.

Laura foi chamada pelo pai e reitor da universidade chamado Orestes, desviando aquele embate inesperado. Tamara olhou assustada para Paula:

- Será que o professor Eduardo mencionou você e isso despertou ciúmes nessa aí? Ninguém implica com outra pessoa assim, sem ter um motivo!

- Ele não seria tão burro assim, se ela me tratou desta forma é porque sabe que o marido irá dar aula em minha sala hoje e me verá assim tentadora... não resistiu ao vir me envenenar com seu ciúme! - Paula e Tamara seguiram para a sala de aula.

Ao entrar na reitoria, Laura foi logo abordando assunto que tanto queria tratar com o pai:

- Papai acho que finalmente estou grávida e não quero que Eduardo vá para esta viagem tão demorada! - disse ela, ao se sentar em uma cadeira gentilmente posicionada.

- Mas é atribuição da disciplina dele e não podemos perder a oportunidade de levar os alunos para vivenciar esta realidade... Antes dos seus estágios. - respondeu o homem franzindo a testa.

- Por favor dê esta missão para outro professor que seja qualificado! Não quero passar por essa fase da gravidez sozinha... - insistiu Laura.

- Prometo pensar no assunto!

Na sala de aula, Eduardo se aproximou de Paula e deixou escapar propositalmente que ela havia sido selecionada para a viagem e ela ficou muito feliz.

Laura já não queria o marido distante, envolvido naquela viagem... sabendo que Paula iria entre os selecionados, isso aumentaria o ciúme e a ira da esposa de Eduardo.

O reitor Orestes esperou o findar das aulas e foi para a sala dos docentes, onde poderiam conversar melhor sobre a possibilidade de uma troca.

- Eu acho que neste momento o professor mais indicado para realizar esta viagem não seria Eduardo!

As palavras do sogro reitor o surpreenderam e a surpresa nada boa, ficou estampada na expressão de Eduardo.

- Não estou entendendo Orestes, o que quer dizer com isso? - questionou.

- Não quero estragar uma surpresa que está por vir, então por favor tente entender a minha posição como reitor.

Robson então tomou a palavra, os ânimos dentro da sala estavam mesclando surpresa e ansiedade.

- Então a viagem está cancelada?

- De forma alguma Robson, esta viagem é um grande investimento que tem sido pensado para projetar e divulgar a faculdade para fora do estado, e esta é uma oportunidade perfeita! – respondeu o reitor.

Os professores presentes ficaram em silêncio e o reitor Orestes, aguardou que algum deles pudesse se manifestar, pois todos eram bacharéis em fisioterapia e qualquer um deles estaria apto para acompanhar aquele projeto.

- Eu me coloco à disposição para acompanha-los!

A frase de Robson deixou todos na sala bastante surpresos, já que ele costumava deixar bem claro que não estava disponível para viagens longas devido à sua família e à condição de saúde de seu filho.

- Realmente, você poderia acompanhá-los? - insistiu Eduardo.

Robson levantou-se, dirigiu-se ao bebedouro, serviu-se de um pouco de água e voltou-se para eles com um sorriso.

- Não apenas posso, como será um prazer fazer isso!

- Perfeito. Então, nada melhor do que um professor de sua excelência e experiência para acompanhá-las e ter liberdade para desenvolver o projeto e o método de avaliação que preferir, a fim de selecionar os alunos que devem acompanhá-lo. - completou o reitor, dando como encerrada aquela reunião repentina.

Chegando em casa, Paula logo tratou de colocar o celular à venda em um site conhecido. Mesmo sem grana para comprar roupas legais para a viagem, ela decidiu vender o aparelho para ter algum dinheiro extra.

Eduardo não curtiu nada perder a chance de ir com a Paula nessa viagem. Mas, como o sogro, que também era o reitor da faculdade pediu, ele não teve outra saída a não ser aceitar a situação.

Robson percebeu que, mesmo sem ter a intenção inicial, acabou por salvar o casamento de Eduardo e Laura. Agora, ele acredita que Paula merece uma segunda chance para melhorar sua relação com ele. Com o objetivo de prevenir a imprudência dela, Robson planeja atribuir uma tarefa que demandará tempo para ocupar sua jovem mente.

Assim que chegou em casa, pensou em como contar à esposa que, pela primeira vez em anos, faria uma longa viagem acompanhando alunos.

- Orestes me escalou para uma viagem com os alunos nos próximos dias em Los Angeles! - informou ele, enquanto ela o ajudava a desabotoar a camisa e pretendia esquentar aquela noite.

Sheila olhou surpresa e questionou:

- Por que justamente você amor? Ele sabe que não pode se ausentar de casa...

- Você está sendo muito radical. Nosso filho está bem, é saudável e feliz. Não vejo problema em viajar a trabalho!

Ela se afastou abruptamente e cruzou os braços. Ele se aproximou e suavemente acariciou seus ombros.

- Meu amor, não se incomode com isso, chegou o momento de darmos ao nosso filho tudo o que temos lutado todos esses anos... Igualdade, ele é uma criança normal e temos que tratá-lo assim se é isso que esperamos também.

- Você está certo Robson, é que eu estou usando nosso filho como desculpa, mas eu é quem vou sentir por ficar tanto tempo longe de você! - disse ela, abaixando o olhar.

- Juro que irei telefonar o tempo inteiro além disso, trinta dias passarão rapidamente.

Ela não ficou nada feliz, mas aceitou, pois o ama e entendia que naquele momento ele precisava de um tempo dedicado a seu trabalho.

Capítulo 3 Capítulo 3

Paula havia colocado o seu celular à venda e, já no dia seguinte, tinha um rapaz interessado em comprá-lo. Ele foi conversar com ela em sua casa.

- Realmente, ele quase não tem marcas de uso.

O rapaz acabou pagando à vista e ela ficou muito feliz, apesar de doer por se desfazer daquele aparelho que havia sido sua primeira aquisição. Ela tinha conseguido comprá-lo depois de trabalhar alguns dias no shopping como vendedora, mas não pôde continuar no emprego devido aos estudos.

Paula voltou para casa, mas não quis comentar com o pai que havia feito aquilo por causa da viagem, não querendo que ele se sentisse mal por ela ter se desfeito do seu aparelho.

A partir de então, seria mais difícil para ela conversar com Tamara, porém ainda tinha seu notebook e conseguia acessar algumas redes sociais por ele.

Para ela, quarta-feira era o pior dia de aula, já que teria três aulas consecutivas com o professor Robson e ela achava muito cansativo. Chegou à faculdade um pouco atrasada por causa do ônibus.

- Perdoe-me o atraso, professor! - desculpou-se.

Ele apenas indicou que se sentasse no seu lugar. As aulas dele eram sempre excelentes. Diferentemente dos outros professores, ele não fazia uso de livros ou artigos para ensinar. Todo o seu conhecimento estava retido em uma mente extremamente brilhante. Infelizmente, ela não tinha muita aptidão para aquela disciplina, mas reconhecia o eficaz método de ensino dele.

Após o intervalo, ainda teriam mais aulas com ele. Paula decidiu ir para a biblioteca naquele momento. Tamara a questionava sobre o porquê de se isolar, mas ela explicou que precisava de um tempo extra para estudar a matéria.

Na verdade, esse não era o real motivo. Era apenas mais um momento em que ela se perguntava por que não podia ter tudo que as outras garotas tinham... Odiava ter que se dedicar tanto para mudar de vida, enquanto outras faziam uso de outros métodos para conseguir o que queriam.

Lembrou-se de que a chave de casa que pertencia ao seu pai tinha ficado dentro de sua bolsa, o que significava que ele teria que dar um jeito de entrar em casa, possivelmente chamando um chaveiro.

- Droga de chave! - resmungou.

Paula ia retornar para o pátio do campus, mas acabou esbarrando com o professor Robson em um dos corredores da biblioteca.

- Professor, perdoe-me, não o havia visto! - ela se desculpou.

- Na verdade, eu havia vindo justamente para falar com você sobre suas notas e trazer uma notícia. - respondeu ele.

- Antes de fazer isso, seria possível me emprestar o seu celular para fazer uma ligação urgente?

- Claro, é claro que posso! - disse ele, retirando o aparelho do bolso.

Ela discou os números...

- Papai em uma troca de bolsas acabei ficando com a sua chave, o senhor precisará fazer uma nova cópia, me desculpe!

O pai revelou que de qualquer forma chegaria um pouco mais tarde naquela noite, então ela já provavelmente estaria em casa. Robson observava a preocupação da jovem com o pai, cada movimento por mais singelo de seus lábios eram acompanhados por ele, sua graciosidade deixou Robson em transe...

- Tudo bem então papai! - agradeceu ela, desligando a ligação e gentilmente entregando o aparelho para o professor.

- Posso te fazer uma pergunta Paula?

- Sim senhor!

- O que houve com o seu celular, sempre te vejo de um lado para o outro com ele e inclusive já chamei sua atenção por causa disso durante as minhas aulas.

- Eu tive um problema e precisei me desfazer dele.... - respondeu ela em tom constrangido.

Robson pensou em perguntar mais sobre sua vida e ele quis fazer isso, mas não queria parecer ter intenções que não deveria...

- Mas o senhor disse que veio até aqui para conversar comigo... - insistiu ela.

- Sim claro, é sobre a viagem que faremos para Los Angeles!

Assim que ele usou o verbo faremos, a jovem ficou ainda mais curiosa.

- Achei que essa viagem seria com a disciplina do professor Eduardo!

- E seria, mas eu fiquei incumbido desta missão e já que você está com notas baixas, eu decidi que avaliarei os seus conhecimentos durante nossa permanência e depois, na elaboração de um projeto de pesquisa!

Paula

Eu não posso acreditar que tenha vendido o meu celular e feito tantos planos para uma viagem com Eduardo e agora tudo isso foi em vão, tentei não demonstrar descontentamento, mas lamentavelmente não era o que eu esperava... Ter que viajar com ele!

- E não há outra forma de me avaliar? - perguntei.

- Se você prefere fazer uma prova, por mim tudo bem e posso colocar outra pessoa em seu lugar, mas não se esqueça de que você não foi bem em nenhuma das minhas avaliações anteriores. Vim apenas te comunicar do fato, você tem vinte e quatro horas para decidir se vai ou não...

Robson saiu me deixando pensativa, já que ele queria me avaliar assim, eu terei que aproveitar e tentar melhorar as minhas malditas notas. Agora já está feito e não dá mais para voltar atrás, eu terei que ir a essa viagem estúpida.

Voltei para sala e assisti o restante da aula, depois Tamara me chamou para tomar um sorvete e eu contei a ela o que havia acontecido:

- Então quer dizer que o professor Robson, irá nos acompanhar nessa visita técnica? Logo ele, que nunca aceita fazer esse tipo de viagem por causa da esposa chata e o filho?

- Mas dessa vez ele vai e ainda disse que irá me avaliar desta forma, porque eu preciso de nota. - Joguei a colher dentro do copo de sorvete e cruzei os braços.

- Então é melhor que você se conforme e já comece a preparar as suas malas.

Cheguei em casa e realmente papai ainda não tinha voltado, eu sei que ele precisa conhecer alguém e se envolver de novo. Se tornou um grande solitário após a morte da minha mãe, eu gostaria que ele encontrasse alguém de bem para voltar a ser feliz.

Era tão estranho para mim, ficar sem celular e sem poder olhar as minhas redes sociais a todo momento, mas já que aquela era a minha realidade... Eu abri o notebook para verificar tudo o que havia de notificações naquele dia e para a minha surpresa, havia uma mensagem no bate-papo do Direct.

O coração vibrou ao ver que era do professor Eduardo, apenas havia mandado um bom dia e eu respondi com um: "boa noite, vi apenas a sua mensagem agora."

Fiquei toda feliz pensando que talvez ele pudesse me dizer que iria nessa viagem, mesmo que o professor Robson tenha dito o contrário.

[...]

No dia seguinte, Paula resolveu sair de manhã para comprar algumas coisas que precisaria levar para a viagem como roupas de frio, experimentou algumas peças e realizou o pagamento saindo de lá logo em seguida.

Robson permaneceu pensando na situação econômica de sua aluna e se compadeceu, sempre havia muito envolvida com o celular e estar sem ele para uma jovem, certamente era terrível. Como todos os dias, ele que levou o filho até a escola e se despediu dele com um beijo no rosto.

- Até mais tarde campeão!

Jonas entrou correndo na escola. Sheila e Robson divergiam em relação ao que achavam melhor para a educação do filho. Ele achava que o menino deveria estudar em uma escola especializada no atendimento de crianças com Síndrome de Down, enquanto ela acreditava que ele deveria estar em uma escola convencional, onde pudesse ter o mesmo tratamento que os outros meninos da sua idade. A escola em que ele estudava era padrão.

Antes de ir para a faculdade e realizar os preparativos para a viagem e o novo formato que deveria atribuir para aquela visita técnica, ele passou no shopping e permaneceu parado olhando para lá... Até que não resistiu e entrou, conversou com uma atendente em uma das lojas de celulares:

- Bom dia, senhor, em que posso ajudá-lo?

- Preciso de um bom aparelho celular, que possua uma memória de armazenamento para vários aplicativos e que tenha uma boa câmera!

Ele sabia que para as jovens de hoje em dia, tudo o que importava era que o celular pudesse registrar boas fotos e ter espaço de armazenamento.

- Certo! - respondeu ela, tirando alguns iPhones da prateleira.

- Vamos simplificar as coisas, se você fosse uma garota de dezoito anos, qual celular gostaria de ter?

- Certamente o iPhone 15 é um dos modelos atuais e dos melhores.

- Certo então, eu vou levar. - A atendente então, o encaminhou até o caixa onde ele realizaria o pagamento.

Ele pediu que fizessem um embrulho para presente.

Robson pensou sobre a maneira mais discreta de efetuar o pagamento. Considerando que ele e Sheila possuem uma conta conjunta, qualquer movimentação superior a R$ 16.000, ele sabia que não passaria despercebido por ela.

- Qual será a forma de pagamento?

- Cartão de crédito! - recordou que o cartão de crédito poderia ser mais discreto, já que apenas ele tinha acesso às faturas.

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