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Lobo em pele de cordeiro

Lobo em pele de cordeiro

Autor:: Nayara Barbosa
Gênero: Romance
Electra, nossa querida protagonista em alguns meses após seu aniversário de 18 anos, descobre estar falida, e que seu pai antes de morrer, misteriosamente, a vendeu para um magnata. Em pouco tempo sua vida virou de cabeça para baixo, tranzendo um turbilhão de pensamentos e a verdade de quem é o verdadeiro vilão. Lobo em pele de cordeiro te deixará sem fôlego, ou não. Depende da tua perspectiva.

Capítulo 1 Prólogo

Esdras Montanaro

Acordei em pleno domingo antes mesmo do sol, na minha porta tinha uma garota, apenas com a roupa do coro, sendo jogada por um capanga de seu pai.

- O que diabos está acontecendo aqui? - Pergunto com a minha arma apontada para os dois.

- Electra Montes, Guideão mandou trazê-la quando ele morresse, e o velho partiu dessa para melhor. - O capanga diz.

A menina não demonstrava nenhuma emoção, parecia que estava em um transe absoluto, imersa em pensamentos que talvez nem ela mesma soubesse desvencilhar-se.

- Entre! - Digo dando espaço para que ela entre. - Você pode ir embora. - Digo e fecho a porta ativando os alarmes.

- Como ele pode fazer isso?

- Não me pergunte dos motivos de seu pai, pois eu não sei. De você eu só quero apenas uma coisa, após nosso casamento.

- E o que seria isso?

- Herdeiros! - Digo e subo as escadas. - Candense, cuide dela, por favor. - Entro em meu quarto e volto a dormir.

●●●

Electra Montes

Acordar com a noticia que meu pai estava morto e que eu deveria ir para a casa de meu noivo, pois ele seria o único capaz de me proteger e dar de cara com um deus grego sem camisa, apenas com uma calça moletom, descalços e com uma arma em suas mãos foi uma visão que nem nos meus melhores sonhos eu seria capaz de imaginar. Naquele momento esqueci de toda a merda que estava vivendo, e foquei apenas em contar os gominhos de seu peitoral definido, definitivamente eu não sabia que esse tremendo gostoso era o meu noivo. Achei que meu pai tinha me vendido para um velho rabugento, mas vejo que pelo menos nisso ele acertou.

- Oi, eu sou Candense. - A loira muito bonita se apresenta sorrindo. Só podia ser, a amante de meu futuro marido vai cuidar de mim, na minha estadia, enquanto dorme com ele. - Eu sou a irmã de Esdras. - Ela diz e minha cara vai no chão. Que bobagem em pensar que ele deixaria a amante na mesma casa da noiva.

- Electra. Parece que somos cunhadas. - Digo.

- Parece que sim. Para hoje acho que vestimos o mesmo número, mais tarde vamos a cidade, a viagem deve ter sido longa para chegar a fazenda. - Ela diz me puxando para cima, em seguida entramos em seu quarto que com certeza parecia uma casa.

- Eu sempre vivi em condições boas, mas esse quarto é exagero.

- Meu irmão sempre quis me dar do bom e do melhor, ainda mais depois que perdemos nossos pais.

- Imagino.

- Tenho certeza que se vocês se derem uma chance, em breve estarão apaixonados um pelo outro. Por mais que tenha sido uma compra e venda, pode ser mais que isso.

- Não sei, Candense. Meu pai me vendeu, Esdras me comprou, sou sua propriedade até ele dizer que não me quer mais, e a única coisa que ele quer de mim, são filhos.

- Meu irmão pode ter agido rude com você, mas é só até te conhecer.

- Ele é carinhoso com você, que é família, sangue do sangue dele. - Digo me jogando em sua cama.

- Você será sua esposa, mãe de seus filhos, ele irá protegê-la, e eu sei que com anos o amor pode surgir entre vocês.

- Depois que eu der o que ele quer, quero ir embora.

- Electra, você não vai embora. Casamento para Esdras é sagrado, ele não irá te dar o divórcio, se ele te deixar livre será antes de casar-se com você ou consumar o casamento, ele pode ter todos os defeitos do mundo, mas ele é certo.

- Não posso ficar presa aqui para sempre, mas tenho uma dívida a pagar para seu irmão.

- Não seja boba. Fique e aproveite tudo que ele pode te oferecer, mesmo não havendo amor, você perdeu todos a sua volta.

- Eu sei. - Digo olhando para os desenhos que há no teto do quarto de Candense.

- Lindos né? Foi Esdras que pintou, ele é bom em muitas coisas.

- Você fala como se tivesse um caso com ele. - Digo olhando-a e ela dá risada.

- Ele é meu irmão, você acha mesmo que um homem que só vai transar depois do casamento iria cometer incesto? Tá maluca? Eu amo meu irmão, e além de irmão ele é meu pai, meu amigo, meu confidente, ele é tudo que eu tenho, meu amor por ele é o mais puro e sincero.

- Me desculpe por esse comentário inconveniente.

- Tudo bem.

- Você disse sexo antes do casamento? Seu irmão é...

- Sim, ele é!

- Nossa! - Ponho a mão na boca em completo choque.

- Bom, eu vou te deixar um pouco sozinha para descansar, tenho que ir na faculdade antes de te levar as compras, pode dormir em meu quarto enquanto eu peço para que arrumem o quarto de hóspedes, não esperávamos que viesse hoje. Sinta-se a vontade. - Ela diz saindo do quarto e trancando a porta.

Já que ela disse para me sentir a vontade, eu irei. Tirei o vestido ficando apenas de calcinha, não gosto de usar a parte de cima, na verdade se pudesse andava até sem calcinha, odeio coisas me apertando, deitei na cama dela e capotei.

●●●

Esdras Montanaro

Acordei e já tinha passado da hora do almoço, a casa estava em um completo silêncio, bati na porta do quarto de Candese e a porta se abriu, entrei e lá estava Electra, deitada na cama apenas com uma calcinha vermelha de renda e com os seios a amostra.

Que mulher é essa?

Eu tinha que sair daqui o mais rápido que eu pudesse, mas a verdade é que minhas pernas paralisaram, meu pênis estava duro, pulsando na calça e eu iria fazer algo que nunca fiz na minha vida, quando ela se mexeu na cama eu finalmente consegui mover minhas pernas saindo dali mais rápido que um lebre, corri para o meu quarto e me tranquei no banheiro, liguei a água gelada e me masturbei debaixo dela, pela primeira vez na minha vida eu fiz algo no qual nunca pensei que iria fazer.

Essa mulher será minha perdição!

●●●

Electra Montes

Senti a presença de alguém no quarto e sabia que só podia ser ele, então fiz questão de me mostrar. Agora que eu sabia que ele é virgem, eu iria seduzi-lo, ele seria o meu mais novo brinquinho, eu posso até me casar com ele e lhe dar filhos, mas eu não ficarei presa, já basta todas as humilhações que passei com meu pai, nao deixaria em hipótese alguma que esse homem ( gostoso), me usasse como meu pai me usou.

Me levantei indo até o banheiro, tomando um banho longe e relaxante, e por um instante imaginei as mãos de Esdras tocando meu corpo, e eu não pude deixar de me tocar, imaginando que fosse ele.

{...}

Capítulo 2 01

Electra Montes

Estava bolando na cama de Candese, ela ainda não havia voltado, peguei meu celular e vi uma mensagem de um numero diferente, era uma áudio dela dizendo que iria demorar, a pergunta que não queria calar era, como diacho ela conseguiu meu número?

Me levantando, colocando uma música para tocar e deixando o celular em cima da cama.

- Candese, precisamos conversar. - Era a voz de Esdras, eu estava de costas e poderia muito bem me cobrir, mas decidi não bancar a moça inocente, me virei. - Porra! Desculpa, Electra. - Ele diz andando para trás para sair, mas se atrapalha, tromba na porta cai no chão e a porta se fecha.

- Haha, você está bem? -Pergunto indo até ele tentando ajudá-lo a se levantar.

- Electra! - Ele me repreende. - Por favor coloque uma roupa.

- Por que, Esdras? Eu serei sua esposa em breve, aqui não tem nada que você irá ver e usar até conseguir seus futuros herdeiros, por que me ver semi nua te deixa tão nervoso?

- Você falou certo, você será minha esposa, ainda não é. - Ele diz se levantando, tirando seu paletó e me cobrindo.

- Por que um homem que compra uma mulher, pode ser tão certinho quanto ao sexo antes do casamento?

- Uma coisa não tem nada haver com a outra. - Ele diz ainda nervoso.

- Esdras...

- Eu vou trabalhar. - Ele abre a porta e literalmente corre de mim.

Sub: Você vai acabar matando esse homem.

E olha que não seria uma má ideia, matá-lo de desejo por mim, e quem sabe até de prazer.

●●●

Esdras Montanaro

Que bonito Esdras, fugindo de uma mulher como um cachorro assustado. Mulher não, ela é uma diaba isso sim, vai acabar me matando, e eu não conseguirei me segurar por muito tempo, abri a porta dando de cara com Candense.

- Marque o casamento para o mais rápido possível.

- Mais já?

- Sim, pelo amor de Deus, Candense. Sem perguntas só marque esse casamento antes que eu cometa uma loucura. - Digo saindo de casa o mais rápido que posso sentindo meu pênis pulsar na calça.

●●●

Electra Montes

Ainda rindo do desespero de Esdras, vesti um biquíni de Candense e desci as escadas encontrando a mesma com uma cara confusa.

- Bom dia cunhada.

- Bom dia, você sabe por que Esdras saiu daqui tão transtornado?

- Deve ser por que ele entrou no seu quarto e emergiram encontrou somente dr calcinha. - Digo como se fosse a coisa mais normal do mundo e Candense começa a rir como uma hiena.

- Meu pai amado, agora esta explicado o por que do desespero dele. Ele pediu para que eu marque o casamento o mais rápido possível. Ele te deseja!

- Isso é algo que todos os homens sentem.

- E você não tem pudor algum. Um verdadeiro Lobo em pele de cordeiro, vai ser engraçado de ver o desespero do meu irmão.

- Acha que será um problema quando ele descobrir que eu não sou mais virgem?

- Você não é?

- Não, isso foi tirado de mim, quando ainda era uma adolescente.

- Você transou com muitos homens?

- Não, Cande. Eu fui estrupada quando tinha dezesseis anos, depois eu me fechei, mas aprendi a seduzir os homens e manter eles na palma das minhas mãos, e disse que não deixaria nenhum homem me tocar a não ser meu marido, e no fim só aprendi a conhecer meu corpo.

- Eu sinto muito, Electra. Não imaginei que você tivesse sofrido tanto.

Sub: Isso é por que você não sabe quem fez isso.

Calada!

- Vou tomar um banho de piscina vem comigo?

- Infslismente não posso, irei sair jovamebte para resolver o seu casamento.

- Okay então. - Digo indo na direção da piscina, sentindo os olhares dos seguranças sob mim. Dei risada ignorando e me jogando na piscina.

●●●

Esdras Montanaro

Cheguei na empresa, e eu realmente não estava com cabeça para nada disso, tinha muitos e-mails para responder e contratos para assinar, mas minha cabeça só estava naquela diaba. Como pode ter cara de ingênua e ser uma verdadeira diaba?

- O que aconteceu? - Rudgar entra na minha sala sem bater se jogando na poltrona.

- Electra Montes!

- A noiva?

- Sim, nesse exato momento ela está na minha casa, e o casamento será em breve.

- O velho morreu?

- Sim!

- Já estava em tempo, aquele pedófilo maldito, espero que a morte dele tenha sido cruel e lenta.

- As vezes seu espírito vingativo me comove, Rudgar.

- Ela sabe que você sabe de tudo que aconteceu com ela? Que é exatamente por isso que você a comprou, para que aquele velho nojento não tocasse mais nela?

- Ela não sabe e não vai saber, é melhor assim.

- Mas o que tá fazendo você ficar tão surtado?

- Ela é provocativa demais. É um verdadeiro Lobo em pele de cordeiro.

- Ela está tentando o seu pudor?

- Sim!

- Gostei dessa garota! Sabia que um dia você encontraria alguém que iria te desequilibrar.

- Não dá! Você tá ficando completamente maluco? Eu preciso me concentrar no trabalho, não consegui revisar um único email hoje.

- É pra isso que eu sou seu sócio, quando você estiver desequilibrado eu assumo esse papel por você. Mas vê se resolve logo esse tesão todo que está sentindo por essa garota.

- Só depois do casamento.

- Eu tô achando que seus planos são um, mas o de Electra são outros. - Ele diz dando risada e saindo de minha sala.

●●●

Electra Montes

Sai da piscina e fui até a cozinha, beber um pouco d'água. Reparei que nessa imensa casa não tem uma governanta, uma cozinheira, só tem seguranças, e seguranças homem. Após beber a água, me abaixei para colocar o copo na lava louças, e foi aí que o inferno começou de novo, senti mãos em minhas nádegas, me levantei em um sobressalto ficando presa entre o balcão e a pessoa.

- Quem você pensa que é? Esta ficando maluco?

- Shiu! Eu sei que você quer, não se faça de inocente, eu conhece tirinhas igual o seu. Certeza que no chefe de achou em um prostibulo. - Fala o que quer e recebe o que não quer, com toda a força que eu tinha, lhe dei uma bofetada.

- Lave sua boca para falar de mim, você não me conhece, se conhecesse não me trataria dessa forma.

- Uma vadiazinha querendo impor respeito? - Ele riu, a mesma risada daquele infeliz.

- Saia da minha frente. - Digo e ele me empurra contra o balcão, aproveito o momento e lhe dou um chute nas partes íntimas e corro dali indo na direção da porta da frente, a mesma é aberta e vejo Esdras, por instinto o abraço forte, deixando as lágrimas caírem.

Não escutei sua voz, mas senti seus braços em volta do meu corpo, e podia sentir que ele entendeu tudo quando ouviu o infeliz me chamando de "vadiazinha".

{...}

Capítulo 3 02

Electra Montes

Acordei na cama de Candense com a mesma sentada na poltrona me olhando preocupada, e barulho de coisa quebrando fora do quarto.

- O que está acontecendo?

- Você desmaiou nos braços de Esdras e ele te trouxe pra cá. Agora ele está quebrando o mundo dentro do escritório da ala leste da mansão.

- O que é esse escritório?

- O escritório que ele resolve assuntos da máfia. - Candense diz fechando os olhos com o barulho que escutamos.

- O que ele está fazendo lá?

- Ele está com o segurança que lhe atacou.

- Meu Deus! - Ponho a mão na boca lembrando de tudo que aconteceu. - Droga! Eu não queria causar trabalho.

- Você é a noiva dele, você acha mesmo que ele vai deixar que alguém toque em você?

- Queria que ele tivesse chegado antes daquele nojento ter me tocado. - Murmuro lembrando do passado.

- Ele está aqui agora, não vai deixar que nada aconteça com você. - O barulho parou de ecoar pela casa. Levantei da cama e fui até o corredor, dando de cara com Esdras prestes a entrar em seu quarto, ele estava com seu terno preto, aparentemente molhado, e ao olhar para suas mãos vermelhas, sabia que sua roupa não estava encharcada com água.

- Esdras...

- Eu vou tomar um banho, depois conversamos. - Ele diz e entra em seu quarto, logo atrás dele vem um homem.

- Rudgar. - Candense diz e vai abraçá-lo, lhe beijando. - Electra, esse é Rudga, meu noivo e sócio de Esdras.

- É um prazer conhecer a mulher que está deixando meu amigo maluco. - Ele diz sorrindo, sorrio de volta em forma de cumprimento, mas minha cabeça está voltada para Esdras, eu não era de ligar para o que os outros pensam, mas estava preocupada em achar que ele pudesse pensar que eu provoquei aquele homem, só por que eu o provoquei mais cedo.

Sub: Ele nem sabe que você o provocou, para ele você estava dormindo.

- Eu vou voltar para o quarto, estou com dor de cabeça. - Digo deixando os dois e me jogando na cama de Candense.

●●●

Esdras Montanaro

Chegar em casa e ser surpreendido pelo corpo pequeno de Electra me abraçando, fugindo como se fosse uma presa, e ao entender o que estava acontecendo eu surtei.

Ainda fui paciente, em levar ela para o quarto primeiro, após a mesma desmaiar. Rudgar estava logo atrás de mim, e assim como eu ele já tinha captado o que estava acontecendo ali.

- Leve-o para o escritório. - Digo sério com Electra em meus braços. Subo as escadas deixando-a na cama de Candense e esperando a mesma para ficar com ela, enquanto eu resolvo o que fazer com aquele verme maldito.

- O que houve com ela? - Candense pergunta entrando no quarto assustada.

- Fique aí, que eu vou resolver. - Sai do quarto indo direto para a ala leste.

- Senhor, por favor. Eu achei que ela fosse só uma vadia.

- Por acaso você já viu eu trazendo alguma vadia para casa?

- Não senhor!

- Então o que lhe resta? Por chamar minha noiva de vadia, e tentar abusa-la?

- Eu achei que ela estivesse blefando.

- Achou errado!

- Não seja tão agressivo, Esdras. - Rudgar tenta intervir, mas eu já estava com meu soco inglês pronto para esmurrar esse verme maldito.

Eu deixei aquele maldito irreconhecível, parei quando ele desmaiou no chão, tinha outros seguranças conosco olhando tudo com atenção.

- Espero que saibam que esse é o castigo de quem meche com a mulher dos outros, principalmente a minha. Agora tirem esse lixo daqui. - Digo e saio do escritório indo para meu quarto.

Antes que eu pudesse abrir a porta Electra estava bem na minha frente, com o olhar preocupado.

- Esdras... - Antes que ela pudesse terminar sua frase, a interrompi.

- Eu vou tomar um banho, depois conversamos. - Digo entrando no quarto em seguida, indo na direção do banheiro. Eu precisava jogar essa roupa fora e tirar esse sangue de mim.

●●●

Electra Montes

Estava na cama, bolando de um lado para o outro, queria poder dormir e acabar com meus problemas dormindo, mas não podia fazer isso, pois meu pensamento estava somente em Esdras, no que ele estava pensando de mim, e estava completamente furiosa por isso, eu nunca fui assim, nunca fui de ligar para o que os outros pensam ou deixam de pensar sobre mim, mas o que ele pensa me importa e muito, e eu o conheço há dois dias.

Ouvi passos vindo até a porta, como se alguém fosse bater, antes que pudessem bater, me levantei e abri, dando de cara com um Esdras pensativo.

- Oi! Você está bem? - Pergunto ofegante.

- Você precisa me dizer se quer casar-se comigo. - Suas palavras me pegaram de surpresa. - Você quer viver a vida que foi roubada de você? Ou quer se casar comigo? Casando comigo você não terá uma vida normal, terá que andar com seguranças e com cautela. A minha vida é perigosa, tenho a minha empresa, mas também tenho a máfia, eu naobte comprei porque queria que fosse minha esposa, mas para que ele não te tocasse mais.

- Você sabe?

- Susana estava lá para lhe proteger, desde o dia que descobrir as atrocidades que ele fazia com você.

- Por que me deixou lá? Por que me deixou viver com medo? Você tinha o poder de me tirar de lá e não me tirou. - Digo deixando que as lágrimas invadam meus olhos.

- Sinto muito por isso, Electra. Você era de menor ainda e o contrato só era válido quando completasse seus 18 anos, e mesmo assim quando seu pai morresse. Então ele tentou te abusar de novo, e aí Susana interviu.

- Ela o matou?

- Sim!

- Mas mesmo assim, Esdras. Você deveria ter me tirado de lá, que me trouxesse como uma empregada para cá, mas não me deixasse lá. - Digo deixando que as lágrimas caíssem, me enchendo de raiva por estar tão vulnerável na frente dele.

- Eu sinto muito. - Ele diz me abraçando. Dou alguns socos em seu peitoral, mas logo me rendo ao abraço. - Não vou deixar que mais ninguém toque em você, se você deixar que eu faça parte da sua vida.

{...}

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