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Lotus: Pecado e Prazer

Lotus: Pecado e Prazer

Autor:: Thaiza Narro
Gênero: Romance
Megan é uma jovem universitária que vive correndo contra o tempo, mora sozinha em um apartamento pequeno, faz bicos para pagar as contas, mas nada disso a abala. Ela estuda muito, mas não perde a chance de sair para se divertir com os amigos. E o que era para ser só mais uma saída normal, mudou completamente a vida de Megan, pois ao cruzar com Anthony, um milionário, misterioso, ela se tornou sua nova obsessão. Ele faria de tudo para tê-la como sua em todos os aspectos, principalmente entre quatro paredes.

Capítulo 1 Lótus

Megan Phelpps

Organizo os materiais na minha mochila, mesmo que ainda faltem alguns minutos para a aula encerrar. Só quero ir embora descansar um pouco. Estou mais destruída do que prédio demolido, fiquei no restaurante até depois do meu horário e hoje ainda vou fazer um bico em uma loja de maquiagem.

Minha vida seria muito mais fácil se eu pudesse ter um emprego fixo, com horário fixo. Mas nunca conseguiria equilibrar isso com a faculdade, com os trabalhos ou eventos.

E também não posso pedir mais dinheiro para os meus pais, eles me ajudam no que podem e eu não vou reclamar, morro trabalhando nesses bicos, não tem problema.

Observo o professor ministrar a aula, explicando o conteúdo e eu sei que deveria estar prestando atenção pelo menos um pouco, mas não entendo nada do que ele fala simplesmente por não estar nenhum pouco interessada. Eu só quero dormir, e comer.

Olho o relógio novamente para contar os segundos finais, e me levanto no mesmo instante que o alarme da faculdade soa. Se eu correr, consigo pegar o primeiro ônibus para casa e fico com uns minutos a mais livre. Dou o primeiro passo e simultaneamente escuto a voz da minha melhor amiga me gritar. Lá se vai meu primeiro ônibus.

- Megan, espera! - Hillary pede, vindo em minha direção, enquanto coloca sua mochila laranja fluorescente nas costas. - Eu te levo, não precisa correr.

- Sendo assim, eu realmente não preciso correr - Sorrio, é muito melhor ir de carro para casa, amo quando ela pode me dar carona, mas geralmente sempre vem acompanhado de algum pedido, tudo bem, nem sempre, mas hoje eu tenho certeza que tem alguma coisa, ela está muito inquieta - O que você quer?

- Por que acha que eu quero alguma coisa? - Hillary diz, enquanto finge estar ofendida e eu reviro os olhos para sua péssima atuação. Em seguida ela sorri e passa o cabelo com mechas rosas para trás da orelha - Eu quero mesmo pedir uma coisa.

- Eu sabia - rio e vejo ela dar de ombros - A resposta é não.

- Mas eu nem falei o que queria - Rebate fazendo bico, e começamos, finalmente, a caminhar para fora da sala de aula.

- Com certeza é algo que não poderei estar fazendo - me defendo e a Hillary revira os olhos - Fala logo.

- Sexta-feira tem uma festa...

- Eu tenho que trabalhar - interrompi a fala dela, sei que isso não é educado, mas eu prefiro nem saber muito sobre o evento que é para não ficar muito tentada. Eu gosto de festas.

- Mas você sempre está trabalhando, só uma noite. - Ela faz bico me encarando - Por favor, ninguém sabe curtir uma festa como você.

- Eu to sempre trabalhando porque sou pobre, no dia que eu arrumar um velho rico para me bancar eu juro que vou ser a maior patricinha dessa faculdade, mas até lá - Brinco e dou de ombros enquanto a Hillary ri.

- Tem dois anos que estudamos juntas, e você nunca arrumou esse velho rico - Hillary provoca, segurando o riso.

- Triste a vida da pobre - Falo no meio de um suspiro dramático e depois rio. Paro ao lado da porta de passageiro do carro da Hillary, esperando ela destravar o carro - E é um saco ser a pobre desse rolê.

- Cala a boca, isso não vai durar para sempre, você é a melhor aluna desse curso, vai conseguir o melhor emprego - Hillary diz abrindo a porta do carro e eu dou de ombros enquanto entro no carro também.

- Vai ter que ser isso, já que não consegui o velho rico - Brinco, fechando a porta.

- Ai garota, todo mundo sabe que você só ainda não arrumou um daddy porque não quis, agora foco, volta para o assunto - Ela fala enquanto começa a dirigir - Eu pago tudo, você não gasta um centavo indo para a festa, vou ser sua velha rica por uma noite.

- É tentador, mas eu realmente não vou poder - Suspiro olhando para Hillary , ela é minha melhor amiga, a pessoa que eu mais confio nessa cidade e eu odeio ter que furar com ela, mas eu já confirmei com o dono do restaurante que eu vou estar lá para trabalhar no evento, então não posso faltar, é quase um bico fixo esse lugar - Eu juro que vou no próximo.

- Tudo bem, eu aceito o meu não - Ela se dá por vencida, mas me olha rapidamente - Mas no próximo rolê, não tem desculpa.

- Juro juradinho que não vai ter - Falo calma e aliviada por ela ter entendido meu lado. Não gostaria nenhum pouco de me desentender com ela por causa de uma besteira como essa.

Ligo o som dela e conecto uma música animada, e começamos a cantar e rir até o final do trajeto até minha casa. Enquanto eu moro em um bairro mais pobre, Hillary mora em um condomínio fechado de luxo, a mãe dela é uma empresária muito rica e conhecida. E um amor de pessoa.

Quando eu fui a primeira vez na casa da Hillary, achei que fosse ser muito ruim, afinal, somos de classes sociais bem diferentes, eu tive um certo receio em ser humilhada, não conhecia a Hillary direito, quiçá a família dela. Até hoje não sei como essa amizade dá tão certo. Mas lá estava eu fazendo um trabalho da faculdade, quando a mãe dela chegou, e foi super gentil e educada.

Hilary teve a quem puxar, sem contar o quanto elas são parecidas fisicamente também, o cabelo com cachos bem largos e escuros, o mesmo sorriso, mas os olhos Hill diz que puxou do pai, que é Japonês.

E eu tive uma sorte imensa de me tornar amiga dela. Hillary é uma pessoa que brilha, raramente tem tempo ruim, e sempre é sincera sobre tudo.

- Meu bebê está entregue - Ela diz, estacionando na entrada do prédio em que moro.

- Obrigada, você é um anjo na minha vida - sorrio.

- Interesseira!! - Ela acusa em um tom divertido.

- Ainda bem que você sabe - Rebato, mostrando a língua para ela.

- Tchau sua fedida, até amanhã - Ela diz enquanto eu estou saindo do carro.

- opaaa! Interesseira sim, fedida nunca - me defendo e ela ri mais - Tchau sua caluniadora.

Fecho a porta do carro e começo a caminhar indo para o prédio. Não tem porteiro, e cada morador tem sua chave e é isso, mas fico feliz de pelo menos ter elevador.

Jogo minhas coisas na mesa de centro e deito no sofá. Preciso descansar um pouco, pois daqui a pouquinho é hora de trabalhar, e eu não posso nem sonhar em atrasar.

Capítulo 2 Lótus

Megan Phelpps

Depois de dois dias ouvindo, sem descanso, o quanto a festa seria boa, Hillary definitivamente me convenceu de que seria melhor estar na festa do que estar no trabalho, mas como a vida não é feita do que a gente quer fazer, e sim, do que a gente precisa fazer. Estou me arrumando para o trabalho, devo dizer, contrariada.

Coloco a última peça do uniforme e prendo o cabelo em um coque firme. Tenho quarenta minutos para chegar lá, então preciso sair agora para pegar o ônibus.

Mal vejo a hora que vai chegar meu momento de brilhar e eu vou bater por aí de carrão.

Saio do meu apartamento, que é bem pequeno, sala e cozinha, um quarto e um banheiro, e me apresso para pegar o elevador. Chego no ponto de ônibus junto com ele, um minuto de atraso e eu teria que esperar o próximo e com certeza chegaria atrasada. Hoje o chefe deixou bem claro que não quer nenhum atraso.

Ao chegar no restaurante entro pelas portas dos fundos, próprias para funcionários, e me apresso em pegar o meu crachá. Hoje é um evento fechado e vai estar lotado de gente rica, se tudo não sair perfeito, tenho certeza que vai ter encheção de saco. Devan é um chefe legal quando quer, e vive me contratando para cobrir folgas, ou em dias mais cheios, ou em dias como hoje, que tem evento, mas isso não muda o fato que quando ele quer, é o próprio demônio encarnado. Me arrepio de nervoso só de lembrar como ele fica quando está irritado.

- Oi, você está com uma cara péssima hoje - Ouço, e me viro me deparando com a Mônica, ela trabalha ali a quase um ano - Aconteceu algo?

- Oi, não aconteceu nada, só queria estar em uma festa e não aqui trabalhando - Faço bico e ela ri.

- Você parece uma criancinha às vezes - Ela brinca. Mônica não é muito mais velha que eu, ela deve ter uns vinte e sei ou sete, mas já tem uma filhinha pequena e por isso é sempre muito maternal ao falar com todo mundo - Mas eu já soube que o Devan está soltando fogo pelas ventas.

- E quando ele não está? - Pergunto em um tom divertido, e ela ri. Mas escutamos o som de alguém limpando a garganta para chamar atenção, e quando eu olho, Devan está bem atrás de nós. Puta merda, estamos ferradas se ele ouviu isso.

- Se estão com tempo de falar mal de mim, estão com tempo para ir trabalhar. - Ele fala sério. Eu olho rapidamente para a Mônica e aceno, começando a sair para ir trabalhar.

- Eu preciso conversar com o Devan, depois nos vemos pelo salão - Mônica diz me olhando e eu me despeço com um aceno e saio.

Será que os boatos de que existe algo entre eles é real? Não importa, isso não é nenhum pouco da minha conta. Cuidar da minha vida já me dá trabalho o suficiente para eu ficar me preocupando com a vida dos outros. Dou de ombros e caminho até o gerente que está organizando os garçons.

- Boa noite Adam - Cumprimento assim que me aproximo - Eu vou ficar em qual posição hoje?

- Boa noite Megan, hoje quero que você sirva champanhes, não quero ver nenhum convidado com a taça vazia - Ele instrui com calma.

- Certo, estou indo - Respondo.

Me afasto para pegar a bandeja, e vou até a mesa de bebidas pegando as taças cheias e começo a andar pelo salão para servir e trocar as taças vazias.

Só passou umas duas horas e meu pé já está dormente. Definitivamente prefiro quando o restaurante está funcionando como restaurante e não como um espaço de festa para gente rica, eu ando menos de um lado para outro. Troco as taças vazias por cheias e volto a caminhar pelo salão entregando as bebidas.

Um rapaz me chama, eu vou até ele. Assim que ele coloca sua taça vazia e tira a cheia, eu peço licença para continuar meu trabalho, mas sinto uma mão segurando meu braço e me prendendo no lugar.

- O senhor está me atrapalhando a continuar meu serviço, poderia por favor me soltar - Peço educadamente.

- Espera um pouco - Ele bebe o líquido na taça de uma vez - O que acha de fazer hora extra na minha cama? Eu pago bem.

- Eu acho que o senhor pode enfiar essa proposta no meio do seu... - Interrompo minha frase respirando fundo - Agora pode me soltar por favor.

- Que boquinha afiada, será que faz outras coisas também? - Ele pega outra taça cheia.

- No seu pau milimétrico ela não faz nada, com licença - Puxo meu braço torcendo para não desequilibrar nada na bandeja, mas ele me empurra e tudo cai, atraindo a atenção de todo mundo. Eu fecho os olhos por um segundo sabendo que isso vai me dar muito problema.

- Tudo teria sido mais simples se você apenas tivesse concordado, sua vagabunda - Ele diz baixo, me olhando com superioridade, e eu vejo Adam vindo em minha direção muito irritado

- Prefiro a humilhação pública, perder meu emprego do que encostar em você, seu assediador nojento - Digo firme me abaixando para limpar a bagunça de taças quebradas pedindo desculpas aos outros convidados. Quando de repente sinto o champanhe frio caindo na minha cabeça e vejo o babaca se afastando em seguida.

- O que aconteceu aqui? - Adam pergunta e eu escuto algumas vozes tentando abafar a confusão. Na minha garganta tem um nó entalado, mas eu não vou chorar por isso. Não vou, não aqui pelos menos, diante toda essa gente. - Vai lá para dentro, Megan, se limpa e então vamos conversar direito.

- Eu vou juntar isso aqui - Minha voz saí arranhada.

- Não precisa, já vão vir limpar - Ele fala, e eu sei que ele está muito irritado - Não me estressa mais do que eu já estou. Por favor.

- Ok - Dico seca e me levanto indo para a parte atrás da cozinha, onde ficam os armários dos funcionários e começo a lavar meu rosto várias vezes, como se isso fosse me impedir de ficar menos mal. Odeio esses homens que acham que podem tudo com qualquer garota que veem pela frente. Eu odeio, odeio, odeio.

Ouço a porta abrir, enquanto estou secando meu rosto. Olho em direção a entrada e vejo Devan com uma expressão de poucos amigos. Eu vou ser muito enxotada daqui.

- Me conta exatamente o que aconteceu lá - Ele pede respirando fundo. Sei que ele está usando toda sua força interior para se manter o mais calmo possível, mas não tenho certeza se está indo, não quando seu rosto está tão vermelho e ele parece prestes a explodir a qualquer momento.

- Eu fui servir ele, como fiz com todas as outras pessoas, mas ele me assediou, me segurou lá e depois me empurrou, a cereja do bolo foi o champanhe no meu cabelo - Falo rápido, cruzando os braços, enquanto encostava no ármario.

- Vai para casa e eu vou no salão resolver isso - Devan diz, com o maxilar inferior travado.

- Vai fazer o que? Expulsar ele? - Pergunto arqueando a sobrancelha - Ele é convidado do dono da festa, chefe.

- E esse é meu restaurante e eu não aceito esse tipo de comportamento com os meus funcionários, vai para casa - Ele manda.

- Tudo bem, eu só preciso de mais um minuto antes de ir - Peço.

- Tenha uma boa noite - Ele diz e sai antes que eu consiga responder.

Eu me sento no banco que tem ali, passando a mão no meu cabelo e percebendo que ele está muito grudento. Preciso mesmo ir pra casa e desidratar de chorar. Porque tudo bem chorar sozinha, mas na frente dos outros não, nunca.

Capítulo 3 Lótus

Megan Phelpps

Dentro do ônibus algumas lágrimas teimosas escapam. Percebo as pessoas me olhando de canto, e mesmo que estejam tentando disfarçar, fazem isso muito mal. Reviro os olhos e fico olhando pela janela, enquanto penso em uma música triste para combinar com meu estado de espírito no momento, quase me sinto dentro de um clipe qualquer, só falta a chuva para completar a cena dramática que me encontro.

Assim que o ônibus pára no meu ponto desço às pressas, não quero ficar dando bobeira na rua, já passam das onze e eu só quero chegar logo em casa. E mesmo que falte pouco para meia noite, eu já sinto como se estivesse quase amanhecendo de tão exaustiva e longa que essa noite está sendo.

Finalmente chego em casa e me sento no chão, encostada no sofá e agora posso chorar o que estava preso na minha garganta desde a hora que aquele escroto ridículo segurou meu braço e me faz passar por toda aquela humilhação pública, não o conheço, mas o odeio com toda minha alma, Ele acha que é alguém só porque é rico. Odeio gente assim, odeio quem acha que pode chegar assim.

Limpo meus olhos e me levanto, não vou ficar aqui assim, me deixando ser abatida por essa situação ruim, vou banhar e comer.

Entro embaixo da água morna, e aproveito para relaxar cada pedacinho de mim. Do corpo à alma. Lavo meu cabelo com calma, e decido ficar mais um tempo embaixo do chuveiro, só que de repente sinto a água caindo fria em mim e desligo o registro rápido.

Pronto, era só o que me faltava, a água quente ter sido cortada. Eu paguei a conta do gás esse mês? droga, eu acho que não.

Hoje tudo que tinha para dar errado, deu errado. Tá satisfeito Murphy?

Deito na cama de toalha mesmo para mexer no celular, entre um e outro aplicativo passo por uma mensagem da Hillary que eu não havia lido e resolvo abrir a conversa.

Hillary

Amiga, ainda dá tempo de você ir para a festa comigo

Eu sei que você precisa trabalhar, mas só uma noite.

Qualquer coisa me liga, as festas são melhores com você

Te amo best. (19:10)

- Eu acabei esquecendo completamente dessa festa, tudo bem que já são meia noite, mas não custa nada, vou ligar para a Hillary agora mesmo - Digo para mim mesma enquanto coloco o telefone para chamar.

- Oie, Meg - Hillary atende animada - Decidiu ir? Diz que é isso.

- Oii Hill, então é sobre isso - Respondo, sentando na cama - Ainda dá tempo de ir ou sem chance?

- Eu estou saindo de casa agora, passo aí para te buscar - Ela responde animada - Mas aconteceu alguma coisa no seu trabalho ou só acabou mais cedo?

- Acabou mais cedo - Minto, não quero que acabar com o clima de festa, e conhecendo a Hillary, ela ficaria muito irritada com o que houve, converso sobre isso em um momento mais adequado - Mas eu ainda não me arrumei, fiquei na dúvida se você já estaria lá.

- Mesmo se eu estivesse lá, as festas com você são as melhores e você é minha melhor amiga, eu hein - Hillary fala em um tom de quem tá brigando, mas não está ao mesmo tempo - Começa a se arrumar, daí eu te espero aí.

- Vinte minutos e eu estarei prontíssima - Garanto.

- Beijinhos e eu já estou chegando - Ela fala e desliga.

Eu pulo da cama em uma maratona para me arrumar rapidamente para ir. Eu preciso colocar uma roupa magnífica, não que eu tenha uma assim, mas preciso me virar com o que tenho. Coloco um vestido tubinho preto brilhoso, de alças fininhas e uma sandália de salto. E começo a me maquiar quando ouço o barulho do meu celular.

Hillary

Abre a porta para mim. (23:56)

Assim que leio a mensagem, vou até a porta e a destranco.

- Está ficando uma gata - Hillary diz entrando no meu ap.

- E você está uma gata e meio - Respondo e ela ri.

- Você solta cada pérola, amo - Ela senta no sofá - Vai terminar de se arrumar, vou esperar aqui.

- Já estou indo, daqui a pouco volto prontíssima - Falo e volto para o quarto.

Não demoro a terminar de me arrumar, por causa da pressa a única coisa que faço do cabelo é secar rapidamente usando o secador. Me olho no espelho satisfeita com o resultado. Pego uma bolsa pequena que caiba só meu celular, o batom, documentos e um cartão.

Saio do meu quarto pronta e vou até a sala, Hillary levanta-se do sofá e nós saímos do meu ap em silêncio até entrarmos no carro dela.

- Nós vamos beber, você não deveria dirigir - Falo assim que fecho a porta.

- Não se preocupa com isso, na volta a gente pega um táxi para minha casa e você dorme lá comigo - Ela explica - Sou doida, mas sou responsável.

- Por isso que é minha amiga - Brinco e ela ri.

Hillary volta sua atenção para o trânsito, ela é sempre cuidadosa ao volante. Não demora até chegarmos no espaço que está acontecendo a festa. É uma boate muito luxuosa, e pelo que Hill me falou ao longo dos dias é que a festa hoje é apenas para convidados, pois se trata de uma reinauguração. Com certeza o tipo de lugar que eu nunca viria por conta própria.

Assim que saimos do carro o manobrista pega a chave com a hillary e nós vamos até a recepção.

- Boa noite, meu nome está na lista Hillary Kato e o da minha amiga é Megan Phelpps - Ela diz ao recepcionista da festa.

- Boa noite, só um instante para eu conferir - Ele pede, então digita no tablet dele e logo depois olha para nós - tudo certo, espero que se divirtam essa noite.

Nós agradecemos e entramos, o som está muito alto, luzes azuis e vermelhas, bastante gente dançando e bebendo, e alguns até aproveitando a noite com um pouco mais de ousadia.

- Vamos pegar algo para beber - Hillary diz, próximo ao meu ouvido para que eu consiga escutar e eu apenas aceno positivamente como resposta.

Ela segura minha mão e me guia pelo salão até chegarmos ao bar. Não consigo escutar o que ela pede, mas hoje eu só quero beber muito, não é algo que eu faça sempre, mas hoje definitivamente é algo que eu preciso.

- Megan! - Ela grita para que eu preste atenção nela, então estica a mão me entregando um copo de dose, com uma bebida colorida.

- O que é isso? - Pergunto alto.

- Só bebe, é hora da diversão - Ela responde animada.

- Ok! - Respondo e pego o copo.

Contamos até três juntas e viramos a bebida, que desce queimando pela garganta. É hora de esquecer todos os problemas desse dia horrível.

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