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MALDITO BRUTO

MALDITO BRUTO

Autor:: I'm Emili
Gênero: Romance
Ele é rude e ela um amor. Será que a doçura de uma moça conquistará o coração de um bruto? "Quando olhei para trás, avistei um homem alto e de ombros largos, uma muralha de músculos. Era muito bonito e forte. Sua camisa de botões entreaberta não conseguia esconder seu peito musculoso. Seus cabelos caíam sobre os ombros, os fios tinham cor marrom e usava um chapéu estilo cowboy. Meu coração deu um salto quando fixei os olhos no rosto dele. Tinha sobrancelhas escuras e lábios carnudos. Um calafrio percorreu meu corpo quando me surpreendeu o pensamento que me ocorreu sobre como seria beijar aqueles lábios. Do nada."

Capítulo 1 1

Lívia

Olhei aflita para o relógio pela décima vez. Já era meio dia e quarenta e três. Meu pai havia me dito que viria me buscar ao meio dia, e eu estava contando os segundos com a ansiedade a ponto de me enlouquecer. Minhas coisinhas, que não eram muitas, estavam arrumadas há algumas horas em uma mala velha que peguei escondido no quarto de Mariana, minha mãe.

Eu estava grata que ela nem o namorado estavam em casa e também muito ansiosa e feliz por finalmente sair daquele lugar, com eles estando presente, eu não poderia ao menos sorrir de alívio, visto que até meu sorriso incomodava a mulher que me deu a luz.

Conforme os minutos se passavam e meu pai não chegava, era inevitável não começar a pensar besteiras, sobre como ele poderia ter desistido de me buscar e essas coisas... Estava a ponto de furar o chão de impaciência, andando de um lado para o outro.

- Será que meu pai se esqueceu de mim? - falei em voz alta na intenção de ouvir minha própria frase e me dar conta do quão ridículo era meu pensamento, porque papai nunca faria isso.

Foi quando finalmente ouvi o barulho de uma buzina lá embaixo, corri e olhei pela janela reconhecendo o carro do meu pai, a alegria me agarrou e meu peito acelerou com tanta força que cheguei a pensar que desmaiaria de alívio. Puxei a pequena mala velha e desci correndo as escadas.

- Papai! - corri para abraça-lo, largando a mala no meio do caminho.

Ele retribuiu o abraço forte me erguendo do chão e rodando meu corpo no ar.

- Que saudade. Pensei que não viria mais... - não consegui evitar o nó na garganta e a mágoa na voz.

- Eu esperei tanto por isso, minha princesa... Nunca deixaria de vir, aconteceram alguns imprevistos. Ninguém vai nos separar dessa vez. - o homem com quem me parecia tanto, colocou-me no chão e acariciou meu cabelo - Eu te amo muito e espero que possa me perdoar por não ter estado presente, sua mãe não me deu opções.

- Eu entendo e não te culpo por nada, eu só sentia muita vontade de ter um pai presente, mas agora que eu descobri a verdade, sei que nenhum de nós dois teve culpa, já que você nem sabia da minha existência e nem eu da sua e só ficamos sabendo há alguns meses. Eu também te amo. - falei emocionada e ele me envolveu em outro abraço.

- Minha garotinha já é uma mulher muito bonita, vejo que terei problemas. - coçou a cabeça - Sou um pouco ciumento e agora que tenho você comigo, não sei se suportaria ver algum idiota tocando minha bebê. Você não tem nenhum namoradinho por aqui não, não é? - perguntou sorrindo parecendo um pouco tenso.

- Nunca tive amigos, que dirá namorado. - devolvi um sorriso não muito sincero, porque no fundo sempre existiu um desejo de ter amigos e quem sabe me apaixonar.

Afinal, que sensação deveria ter a de se apaixonar?

- Agora você irá morar comigo e terá o melhor amigo de todos, seu pai. Não quero que sinta tristeza ou se sinta sozinha nunca mais, está bem? - encarei seus lindos olhos e meu queixo tremeu com vontade de chorar, mas me segurei.

- Sim, combinado. Vamos logo? Não vejo a hora de estar bem longe daqui. - pedi e ele assentiu, tirou os braços de mim e caminhou para abrir a porta do carro.

Voltei alguns passos para pegar a mala onde havia soltado-a, entrei no carro e quando papai estava prestes a dar partida, vimos um outro carro se aproximando e segundos depois Mariana e Leonel o namorado, desceram.

- Já vai levar minha garotinha embora? - o imbecil disse sarcasticamente.

Olhei para meu pai e o vi cerrar os punhos, fechar os olhos e descer furioso do carro.

- Cala a boca seu filho da puta! Nunca mais se refira a minha menina como algo seu. Acha que não sei o que tentou fazer com a minha filha? Seu desgraçado! - papai gritou partindo para cima de Leonel desferindo socos em seu rosto.

- Heitor! Solta ele agora! Seu maluco! - Mariana berrou.

Mas meu pai parecia não estar ouvindo nada, movido por sua raiva e rancor, continuou batendo, espancando o vagabundo. Eu deveria fazer alguma coisa, porque por mais que Leonel merecesse apanhar até a morte, eu não queria que meu pai se metesse em problemas por causa daquele monstro.

Desci do carro e corri até eles.

- Ei, pai, por favor vamos embora. Não vale a pena se meter em problemas por causa desse idiota. - tentei puxá-lo pela camisa, até que se acalmou e se afastou, com os punhos sujos de sangue e respiração ofegante.

- Você merece muito mais, só não te mato pra não fazer minha filha sofrer com minha ausência novamente. Desgraçado! - os olhos do meu pai estavam vermelhos de ódio.

A imagem pareceu perturbadora de início, mas Leonel havia mexido com a filha dele, era apenas um pai de verdade defendendo sua criança, porque era assim que ele me via, como sua criança que precisava de proteção depois de tanto tempo longe.

Mariana correu para socorrer o namorado, xingando meu pai de todos os nomes possíveis.

- E você Mariana, ainda vai pagar pelos maus tratos a minha filha. Você se safou porque esse desgraçado é policial e conseguiu de alguma forma corrupta sair ileso das acusações assim como você, mas eu vou dar um jeito em vocês. Aguardem! - papai jurou e me puxou gentilmente para o carro.

Ela não disse mais nada. Quando eu estava sentada dentro do carro eu a olhei pela última vez e encontrei seu olhar em mim também, nos encaramos por vários segundos até que o carro começou a se afastar lentamente.

Sinceramente, eu não sabia o que significava aquele olhar, entretanto, nunca mais queria sentí-lo em mim ou vê-lo novamente.

- Me perdoe por ter feito você ver tamanha violência. - eu deitei a cabeça em seu ombro e beijei sua bochecha.

- Confesso que gostei de ver aquele monstro apanhando e a cara da mamãe olhando aquilo tudo. Obrigada por me defender.

- Foi pouco. - me olhou com ternura e pude sentir o amor de um pai transbordando de seus olhos, isso aqueceu meu coração.

Capítulo 2 2

Lívia

Durante o caminho conversamos sobre muitas coisas, inclusive mais uma vez tocamos no assunto do tempo em que ficamos separados por culpa de Mariana que escondeu de ambos nossa existência.

Foi o dia de mais euforia da minha vida quando eu estava limpando em cima do guarda roupas da minha mãe que havia ordenado que eu faxinasse toda a casa naquele dia, e encontrei uma caixa velha e empoeirada, não resistindo a curiosidade, olhei dentro. Acabei encontrando fotos dela com um homem que imediatamente lembrou-me de mim mesma, por tamanha semelhança.

Eles pareciam jovens, acho que tinham minha idade, dezessete anos. Também havia um número de telefone rabiscado atrás da foto. Imediatamente soube que era meu pai, algo dentro de mim me disse.

Mais tarde, a noite, confrontei Mariana, acabei levando uma surra pelo meu tom de voz, no entanto, acabou falando em meio as sintadas que me dava, que ela odiava aquele homem e que eu nunca iria encontrá-lo, porque eu não deveria

sentir o que é o amor de um pai, porque ela desistiu dos sonhos por minha causa e que só decidiu ficar comigo porque eu era uma menina e poderia me fazer casar com um homem rico quando tivesse idade suficiente.

Eu chorei até não conseguir respirar naquele dia, meu coração doeu tanto, foi as piores palavras que ela já falou para mim, que não foram poucas durante toda minha vida.

Balancei a cabeça tentando afastar aquelas lembranças ruins. Eu estava feliz agora, teria uma nova vida e ninguém iria me maltratar, nunca mais.

- Obrigado por ter ligado. Eu mantive aquele número durante anos, só para o acaso de Mariana decidir me ligar dizendo que não tinha abortado.

- Ela me disse várias vezes que deveria ter feito, que só de olhar para mim, sentia nojo por eu me parecer tanto com você. - minha voz saiu amarga, cheia de mágoa.

- Nós éramos muito jovens, mas eu jamais te rejeitaria. Quando ela me disse que estava grávida, nós já não estávamos namorando mais, ela estava com outro cara, com quem me traiu, mas eu disse que queria o bebê, porém ela disse que abortaria. Eu implorei para que não fizesse isso, que ao menos gerasse e desse para mim a criança.

- Sim, ela contou no dia em que descobri sobre você, que ela tentou dizer ao atual namorado dela na época, que estava grávida dele, mas ele a rejeitou e a humilhou.

- Eu soube disso, até tive minhas dúvidas se eu era realmente o pai do bebê. Pedi novamente a ela que não abortasse, anotei meu número em uma foto nossa e entreguei a ela, falei que ela tinha escolha, com a intenção de amolecer seu coração.

- Mas ela não tem um. - comentei, com tristeza.

- Ela não tem. - afirmou - Então eu precisei sair da cidade, fui trabalhar com meu pai em sua fazenda, mas sempre na esperança de que ela ligasse. Ela nunca fez.

- Você disse que tentou entrar em contato com ela.

- Sim. Por várias vezes. Mas ela passou a fugir de mim, como o diabo foge da cruz.

- Ela disse que a mãe dela, minha avó, a prendeu em um quarto para que ela não interrompesse a gravidez. E é só por isso que eu estou aqui hoje. Mas a vovó morreu um dia antes que eu nascesse, porém Mariana disse também, que não teve coragem de me abandonar no hospital ou me deixar na porta de alguém e que por eu ser uma menina, poderia dar um bom futuro para ela quando crescesse e me casasse com um homem rico.

- Mas está tudo bem agora, minha princesa. Você está comigo, com seu pai. Farei tudo por você.

- Obrigada. - dei um sorriso reconfortante.

Algum tempo depois, chegamos a fazenda. Desci do carro com curiosidade, buscando olhar tudo ao meu redor. Fiquei encantada. Só o cheiro do lugar trazia uma paz interior, o verde da natureza resplandecia por toda parte, havia animais sendo cuidados por pessoas, o céu parecia muito mais azul e a minha frente estava a casa que eu iria morar, era enorme e rústica, dois andares e cercada por uma longa varanda. Simplesmente perfeita.

- Uau! - exclamei - Posso caminhar um pouquinho? - perguntei olhando para meu pai, ele assentiu dando um sorriso alegre.

Comecei a andar pela fazenda, cumprimentei algumas pessoas trabalhando e continuei seguindo, conhecendo o espaço incrivelmente bonito, avistei um celeiro que com certeza iria querer conhecer melhor em outra ocasião, eu amava cavalos e meu sonho era ser veterinária um dia.

Depois de alguns minutos decidi voltar para conhecer minha nova casa, no caminho um barulho de choro de animal chamou minha atenção, imediatamente corri em direção ao barulho, afastei alguns arbustos e encontrei um cachorrinho preto aparentemente três meses, deitadinho chorando. Meu coração partiu. Tentei me aproximar mas ele estava assutado.

- Calma... Eu não vou te machucar...

Comecei a acariciar sua cabeça até que senti que ele me deixaria pegá-lo, quando soube o fiz. Ele estava com uma patinha machucada e pingava sangue, abracei o animalzinho e marchei rápido em direção a minha casa.

- O que está fazendo? Quem é você? - parei quando ouvi uma voz grave ressoar.

Quando olhei para trás, avistei um homem alto e de ombros largos, uma muralha de músculos. Era muito bonito e forte. Sua camisa de botões entreaberta não conseguia esconder seu peito musculoso. Seus cabelos caíam sobre os ombros, os fios tinham cor marrom e usava um chapéu estilo cowboy.

Meu coração deu um salto quando fixei os olhos no rosto dele. Tinha sobrancelhas escuras e lábios carnudos. Um calafrio percorreu meu corpo quando me surpreendeu o pensamento que me ocorreu sobre como seria beijar aqueles lábios. Do nada.

- Estou falando com você. - ele disse, um pouco mais perto de mim.

Limpei a garganta.

- Eu me chamo Lívia, sou a filha do Heitor, irei morar aqui a partir de hoje. - percebi seu olhar se abrir parecendo surpreso - Eu estava dando uma volta quando vi esse cachorrinho machucado. Eu estava levando-o para dentro, para cuidar dele.

- É meu, eu estava procurando por ele, me entregue. - pediu autoritário e eu sem hesitar entreguei o bichinho, dando uma última acariciada em sua cabeça.

- Espero que ele melhore. - dei um sorriso simpático, sentindo minhas bochechas mais quentes que o normal.

O homem apenas virou as costas e se foi, levando o cachorrinho, fiquei estagnada, boquiaberta.

- Mas que... Grosseiro, ingrato! - murmurei - De nada tá? - gritei para que ouvisse

Capítulo 3 3

Demétrio

Abri os olhos num susto, como se meu corpo estivesse me acordando automaticamente por causa da rotina criada por mim há anos. Busquei meu aparelho celular e verifiquei que horas eram.

- Porra, estou atrasado. - exclamei, levantando-me da cama, com raiva -Essa porcaria de despertador não está funcionando! - levei a mão ao pequeno aparelho e o joguei na parede.

Passei as mãos pelo rosto, exasperado, sentindo minha cabeça latejar. Ainda meio zonzo da quantidade de álcool que bebi na noite anterior, fui para o banheiro. Tomei um banho rápido, escovei os dentes e me vesti. Peguei meu chapéu e fui em direção ao quarto do meu irmão.

- Frederic! - gritei, dando batidas fortes na porta.

- Não enche, Demétrio... - balbuciou com a voz sonolenta.

- Está atrasado para a aula! Levante-se, não quero ser obrigado a falar duas vezes. - ordenei.

Quando não ouvi nenhum barulho me sinalizando que ele se levantou, voltei a bater na porta, um pouco mais forte.

- Que merda irmão, pensei que você nem viria para casa ontem, você não saiu para beber? Por que não encontrou uma mulher por lá e dormiu com ela?

- Cale a boca e se arrume para ir.

- Você precisa de uma nova namorada para parar de me encher! Você ficou insuportável depois daquilo. Esquece aquela mulher, cara. Parte para outra.

- Seus pais também morreram naquele maldito acidente, seu imbecil. - grunhi - E eu já a esqueci e não tenho mais tempo pra esse negócio de namorar, tenho muita coisa para me preocupar e uma dessas é você, então é melhor se levantar porque já sabe o que acontece quando perco a paciência. - avisei me referindo ao balde de água que joguei em cima dele semana passada.

- Pelo visto acordou com o pé esquerdo hoje. Você parece mais mal humorado que o normal. - Fredéric disse e finalmente abriu a porta do quarto.

- Ótimo. Se quiser carona é melhor correr porque já estou saindo, estou atrasado e tenho que ir até a cidade comprar algumas coisas para o Sr.Heitor.

- Foda. Já vou, relaxa um pouco.

Coloquei ração e troquei a água do Bobby, meu cachorro e dei uma olhada em volta mas não o encontrei para dar um carinho antes de sair, deve ter saído para brincar no quintal.

Sai de casa e fui em direção a caminhonete, liguei o rádio e nenhuma música que passava, me agradava, soquei o volante e desliguei o maldito aparelho de som.

Eu sempre fui muito explosivo, mas de um tempo para cá, eu estava um pouco pior, tinha que admitir. Simplesmente não conseguia controlar minha raiva, ela corria em minhas veias a todo instante e eu fazia o que podia para não mandar todos irem para o inferno.

- Vamos Frederic! - gritei, apertando a buzina repetidas vezes.

- Já estou indo! Que saco porra, chato pra caralho.

- Você viu o Bobby por ai? - perguntei quando ele se sentou no banco do carona.

- Não, não vi seu cachorrinho. - falou, em tom irônico e então dei partida na caminhonete - Fiquei sabendo que a filha do Sr. Heitor está vindo morar com ele. - Frederic comentou, sorrindo.

- E daí? - dei de ombros - Com certeza é uma patricinha mimada, como todas de cidade grande.

- E daí? Ela pode ser uma gata.

- Você deveria prestar mais atenção nos seus estudos. Você vai fazer dezenove anos e ainda está no terceiro ano do ensino médio. - o adverti.

- Ah, me deixa Demétrio. - bufou.

Alguns minutos depois, chegamos a cidadezinha próxima, parei perto da escola e Frederic desceu do carro, parecendo irritado. Eu não ligava que estivesse, eu era seu irmão mais velho e tinha a obrigação de cuidar dele e me certificar de que tivesse um futuro bom.

- Tchau pra você também! - impliquei.

Depois que resolvi tudo na cidade, comprei o que precisava, coloquei tudo atrás da caminhonete e voltei para fazenda. Já era pouco mais de uma hora, fazer esse tipo de trabalho demandava tempo, pois eu sempre tinha que verificar mercadoria por mercadoria.

E, quando estava descendo do carro para ir em direção a casa do Sr. Heitor, avisar que estava tudo certo e entregar o restante do dinheiro, vi uma garota segurando meu cachorro.

- O que esta fazendo? Quem é você? - questionei e caminhei até ela rapidamente.

Quando me aproximei, a visão me tirou um pouco o fôlego, era uma linda moça, o rosto bem desenhado e delicado prendeu meu olhar, inclusive nos lábios rosados, porém o que mais me chamou atenção foram os olhos incrivelmente azuis. Eu nunca havia visto nada tão bonito antes. Parecia um maldito anjo. Percebi suas bochechas ficarem um pouco vermelhas. Ela não me respondeu nada, apenas ficou me encarando.

Algo diferente e estranho se agitou dentro de mim, o que me fez sentir raiva.

- Estou falando com você. - exclamei.

- Eu me chamo Lívia, sou a filha do Heitor, irei morar aqui a partir de hoje. - abri mais os olhos, surpreso - Eu estava dando uma volta quando vi esse cachorrinho machucado. Eu estava indo levá-lo para dentro, para cuidar dele.

- É meu, eu estava procurando por ele, me dê. - pedi e ela sem hesitar entregou o bichinho, dando uma última acariciada em sua cabeça.

- Espero que ele melhore. - deu um sorriso simpático.

Apenas virei as costas e fui para casa, tratar do meu cachorro.

- De nada tá? - a ouvi gritar, segurei uma risada e ignorei.

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