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MEU ASSISTENTE É O CEO!

MEU ASSISTENTE É O CEO!

Autor:: Pauliny Nunes
Gênero: Bilionários
Emma Williams era uma competente gerente de marketing na empresa de tecnologia Parker Technology, até o dia em que foi demitida injustamente por seu chefe. Furiosa, ela desabafou com um estranho no elevador, questionando se o CEO da empresa, Robert Parker, tinha alguma noção do funcionamento real da companhia. O que Emma não sabia era que o homem misterioso era ninguém menos que o próprio Robert Parker, que aceitou o desafio implicitamente lançado por ela. Determinado a provar sua capacidade como CEO para Emma, Robert ordenou que ela fosse readmitida para o seu cargo. Porém, seus planos dão errados quando Emma recusou a oferta. Ela havia tomado a decisão de abrir sua própria empresa de consultoria e , com todo sucesso, decidiu que era hora de contratar um assistente. E assim que Robert viu o anúncio, ele viu uma oportunidade de acabar com a empresa de Emma e trazê-la de volta. Enquanto Emma ensinava a "Bobby, o assistente", os meandros de seu trabalho e revelava seu talento excepcional, uma atração inesperada começou a surgir entre eles. Porém, será que era uma boa ideia misturar negócios com prazer? E quando Emma descobrisse quem ele era, seria capaz de perdoá-lo? Emma e Robert terão que decidir se podem superar as barreiras que separam o amor e os negócios.

Capítulo 1 POV EMMA

Eu estava no meu escritório, no coração do Vale do Silício, imersa em meu trabalho como gerente de marketing na Parker Technology. O dia estava ensolarado lá fora, mas meu foco estava em concluir os últimos detalhes para o lançamento do novo tablet. Era um projeto que eu havia cuidadosamente planejado e executado, e a expectativa estava alta.

Fui tirada de meus pensamentos quando meu telefone tocou. Era uma mensagem de Benjamin Cook, meu chefe. Ele me pediu para ir à sua sala imediatamente. Suspirei e fechei meu laptop antes de me levantar e fazer o curto trajeto até seu escritório. Ao entrar, notei que ele estava sentado atrás de sua mesa, com uma expressão séria no rosto.

"Emma, sente-se, por favor," ele disse, apontando para a cadeira em frente à sua mesa. Eu obedeci, meu coração começando a bater mais rápido. "Tenho más notícias, Emma."

Olhei para ele, confusa. "Más notícias? O que está acontecendo, Benjamin?"

Ele suspirou antes de continuar. "Emma, decidimos encerrar seu contrato. Você está sendo demitida."

Fiquei chocada. Meus olhos se arregalaram enquanto eu processava suas palavras. "O quê? Por quê? Isso é um engano, certo?"

Benjamin olhou para mim com uma expressão fria. "Não, não é um engano. Você está sendo demitida por causa da apresentação do novo tablet."

Aquilo era inacreditável. "Mas a apresentação estava perfeita! Eu a revisei pessoalmente e garanto que tudo estava funcionando."

Benjamin deu de ombros. "Pode até ser, mas eu não consegui abrir a apresentação. Você sabe que eu só sei mexer no Power Point, e essa apresentação estava em algum tipo de programa estranho chamado 'Prize'."

Eu estava boquiaberta. O motivo da minha demissão era o fato de meu chefe não saber usar o software em que eu havia feito a apresentação. Era absurdo.

"Benjamin, isso é ridículo! O Prize é uma plataforma padrão para apresentações aqui na empresa. Todo mundo usa. Eu posso te mostrar como abrir a apresentação em dois minutos, é muito simples."

Ele balançou a cabeça. "Não, Emma, a decisão já está tomada. Eu passei vergonha na apresentação por sua culpa. Você está demitida. Pegue suas coisas e deixe o prédio imediatamente."

Minha raiva começou a ferver dentro de mim. Eu não podia acreditar que estava sendo demitida por causa da incompetência dele em usar um software básico. Levantei-me abruptamente, minha cadeira arranhando o chão.

"Isso é um erro terrível, Benjamin. Você vai se arrepender disso. Essa empresa está perdendo uma das melhores gerentes de marketing que já teve."

Ele não respondeu, apenas me olhou com indiferença. Eu sabia que não adiantaria discutir mais com ele. Saí de sua sala com passos pesados, o coração cheio de amargura.

À medida que empacotava minhas coisas, não pude deixar de me sentir traída e furiosa. Tudo o que eu havia construído na empresa parecia ter sido jogado no lixo por uma razão tão trivial. Eu sabia que teria que seguir em frente, encontrar um novo caminho, mas a sensação de injustiça me consumia.

E enquanto eu saía do departamento com uma caixa de pertences nas mãos, prometi a mim mesma que encontraria uma maneira de provar que Benjamin Cook estava errado e que eu era, de fato, a melhor naquilo que fazia. Mesmo que isso significasse começar do zero e mostrar ao mundo que Emma Williams não seria facilmente derrotada.

***

Com minha caixa de pertences em uma mão e a ira latejando no peito, eu estava de pé no corredor, esperando pelo maldito elevador. Era como se o próprio edifício estivesse zombando de mim, prolongando o momento em que eu teria que enfrentar a realidade da minha demissão injusta da Parker Technology. Olhei para minha caixa, que continha anos de trabalho árduo e dedicação. Agora, tudo parecia inútil.

Finalmente, o elevador anunciou sua chegada com um sinal sonoro irritante. As portas se abriram, revelando um homem bonito vestido com um elegante terno. Eu não tinha paciência para ser educada, então entrei no elevador sem nem olhar para ele.

"Bom dia", ele disse, com um sorriso simpático.

Revirei os olhos e respondi com um tom amargo, "É o que você acha."

O homem pareceu surpreso pela minha resposta abrupta, mas persistiu. "Você está aqui para uma entrevista?"

Franzi o cenho. "Entrevista? Não, estou saindo daqui. E, francamente, se você veio para isso, recomendo que não se candidate a este lugar."

Ele arqueou uma sobrancelha, claramente intrigado. "Por que você diz isso?"

Eu soltei um suspiro pesado e, em um impulso, comecei a despejar minha indignação acumulada. "Porque esta empresa é uma bagunça. Eles me demitiram porque meu chefe, Benjamin Cook, não conseguia abrir a apresentação que eu fiz, porque era em um formato diferente do PowerPoint. Eu trabalhei horas a fio para garantir que a apresentação fosse perfeita, mas meu trabalho foi em vão. E sabe de uma coisa? Eles sempre me sobrecarregavam com tarefas que não eram da minha competência. Eu estava exausta, e tudo isso só para ser demitida injustamente."

O homem me ouvia atentamente, sem interromper. Era estranho desabafar para um completo estranho, mas a raiva e a frustração haviam atingido seu ponto máximo.

"Além disso", continuei, "eu duvido que o CEO da empresa, Robert Parker, sequer saiba o endereço da empresa. Eles exigem tanto de seus funcionários, mas será que ele tem a menor ideia de como tudo funciona aqui?"

O homem parecia intrigado, e seus olhos transmitiam um brilho de curiosidade. "Robert Parker, o CEO? Ele é assim tão distante da empresa?"

Balancei a cabeça com raiva. "Você não tem ideia. Eles o protegem como se ele fosse algum tipo de deus intocável. Mas a realidade é que ele não tem ideia do que acontece no nível mais baixo da empresa."

O homem inclinou a cabeça, parecendo intrigado. "Você duvida que ele saiba o endereço da empresa?"

"Exatamente," confirmei, meu tom de voz tornando-se cada vez mais amargo. "Aposto que ele deve estar nesse exato momento em um iate em algumas dessas ilhas paradisíacas, com várias mulheres ao seu redor, sem nem ao menos desconfiar que hoje foi a reunião de apresentação do tablet novo. Afinal ele herdou a empresa então ele só fica por aí tomando decisões que afetam nossas vidas sem nem mesmo entender como o negócio funciona de verdade. "

O homem soltou um suspiro baixo, como se estivesse processando as informações que eu havia despejado sobre ele. "Bem, isso é certamente uma perspectiva interessante. Você acha que esse tal de Robert Parker deveria estar mais envolvido com o que acontece na empresa?"

Eu balancei a cabeça com firmeza. ""Absolutamente. Se ele estivesse mais presente, se realmente soubesse o que estava acontecendo, talvez as coisas fossem diferentes. Talvez eu ainda tivesse o meu emprego. Porém, o que esperar de uma pessoa que tem tudo na mão, não é mesmo? Aposto que ele só pensa no próprio bolso."

O elevador parou em um andar intermediário, e um funcionário da empresa entrou, interrompendo nossa conversa. Ele lançou um olhar curioso para nós, mas não disse nada. Eu continuei olhando para o estranho, esperando que ele entendesse minha raiva e indignação.

"Eu aprecio a sinceridade, senhorita...?" ele perguntou, parecendo esperar que eu me apresentasse.

"Emma Williams," respondi, sentindo-me um pouco mais calma agora que havia desabafado.

Ele estendeu a mão em minha direção. "Eu sou Bobby."

O elevador chegou ao térreo, e as portas se abriram. Eu olhei para o homem com um último olhar de desaprovação antes de sair, levando minha caixa de pertences comigo. "Pense bem antes de se candidatar a esta empresa. É melhor você encontrar um lugar onde seu trabalho seja realmente valorizado."

Eu saí com minha caixa de pertences, deixando o homem para trás. Eu não sabia quem ele era ou o que ele estava fazendo ali, mas naquele momento, eu não me importava. Eu só precisava desabafar, e aquela breve conversa me deu um pequeno alívio em meio a tudo o que eu estava sentindo.

À medida que eu me afastava do elevador, eu sabia que minha jornada estava apenas começando. Eu tinha perdido meu emprego, mas minha determinação de provar meu valor só tinha crescido.

Capítulo 2 POV ROBERT

A manhã começou cedo para mim, como de costume. Eu, Robert Parker, o CEO da Parker Technology, estava pronto para uma reunião importante de apresentação do nosso novo tablet. A expectativa estava alta, e eu queria garantir que tudo corresse perfeitamente. Levantei-me antes do amanhecer, fiz minha rotina de exercícios e tomei meu café expresso para estar alerta para o que viria pela frente.

Às 8 horas em ponto, entrei na sala de reuniões, onde meus principais executivos já estavam presentes. Benjamin Cook, nosso Chief Marketing Officer, estava à frente da sala, com uma expressão nervosa que não passou despercebida por ninguém. Timothy Parker, meu irmão e Chief Operating Officer da empresa, sentou-se ao lado de Benjamin. A tensão no ar era palpável.

James Donahoe, nosso Chief Financial Officer, estava analisando uma pilha de documentos financeiros. Ele era o mais reservado e sério entre nós, sempre focado em números e resultados. Nathaniel Shepered, Chief Technology Officer, estava verificando seu tablet, provavelmente ocupado com os últimos detalhes técnicos.

O novo tablet representava meses de trabalho árduo de toda a equipe, e eu estava confiante de que seríamos capazes de impressionar o mercado com nossa inovação. Benjamin era o responsável por conduzir a apresentação.

Eu me sentei no meu lugar habitual, na ponta da longa mesa de reuniões, observando atentamente a situação. Benjamin começou a introdução, mas algo estava claramente errado. Ele tentou conectar seu laptop à tela de apresentação, mas as coisas não estavam indo bem. Ele apertou botões aleatoriamente e tentou reiniciar seu laptop, mas nada funcionava.

Timothy lançou um olhar inquisitivo para Benjamin e, finalmente, perguntou: "Algum problema, Cook?"

Benjamin suava e gaguejou ao responder: "Bem, eu estou tendo alguns... problemas técnicos."

Aquilo me fez erguer uma sobrancelha. Problemas técnicos? Isso não era algo que se esperasse do nosso Chief Marketing Officer, especialmente em uma reunião tão importante.

Nathaniel se inclinou para frente, estudando a situação. "Cook, você precisa de ajuda?"

Benjamin continuou sua batalha contra o laptop, ignorando o olhar de censura de Timothy. "Não, não, eu posso resolver isso."

Os minutos se arrastaram, e a frustração estava clara no rosto de todos. O novo tablet era a nossa grande aposta para este ano, e essa apresentação era crucial para nosso sucesso. A situação estava ficando constrangedora, e eu sabia que era hora de intervir.

"Senhor Cook", chamei, minha voz firme, "talvez seja melhor se alguém mais experiente lidar com isso."

Ele finalmente desistiu, empurrando o laptop em minha direção com um olhar de derrota. Suspirei, pegando o laptop e conectando-o à tela de apresentação. Rapidamente, ajustei as configurações e abri a apresentação do novo tablet. Em questão de segundos, estava projetada na tela grande, perfeitamente alinhada e pronta para ser vista por todos.

Benjamin olhou para mim com gratidão misturada com vergonha, enquanto Timothy parecia aliviado. James apenas olhou de volta para seus documentos, indiferente, como se esperasse por essa reviravolta.

Timothy, por outro lado, estava genuinamente curioso e surpreso. "Desde quando você mexer em tecnologia, Bobby?"

Eu dei de ombros, mantendo minha expressão impassível. "Apenas o básico, Tim. Às vezes, é necessário."

A apresentação do novo tablet correu sem problemas, e Benjamin conseguiu dar continuidade, apesar de seu visível desconforto. Durante toda a reunião, eu não podia deixar de pensar no quão desorientado ele havia ficado diante de um problema técnico simples. Como o Chief Marketing Officer da empresa, ele deveria estar preparado para situações como essa.

À medida que a apresentação continuava, meu foco permanecia inabalável. O tablet era incrível, e eu sabia que nossos esforços seriam recompensados. No entanto, a sombra da falta de preparação de Benjamin Cook pairava sobre a sala de reuniões.

No final da reunião, enquanto todos se dispersavam, eu me aproximei de Benjamin Cook, que estava visivelmente aliviado por ter superado o momento tenso.

" Senhor Cook, fique", comecei, com um tom firme, "precisamos ter uma conversa sobre sua responsabilidade e seu conhecimento tecnológico. Não podemos nos dar ao luxo de passar por uma situação como essa novamente."

"Eu revisei tudo várias vezes, Senhor Parker. Eu pensei que estava tudo certo."

Eu respirei fundo antes de continuar. "Eu sei que você é capaz de fazer melhor, Benjamin. Nossa empresa depende desta apresentação para mostrar ao mundo o potencial do novo tablet. Não podemos nos dar ao luxo de não impressionar."

Ele olhou para mim com determinação. "Entendi, Senhor Parker. Eu vou fazer o que for preciso para corrigir isso."

"Que bom que entendeu, pois não tolerarei mais erros desse tipo." eu disse, meu tom mais grave, bem intimidador.

Benjamin assentiu, claramente consciente da gravidade da situação. "Eu entendo, Senhor Parker. Eu vou resolver isso imediatamente."

Quando Benjamim saiu, fiquei sozinho na sala de reuniões por um momento. Aquilo tinha sido um lembrete claro de que, como CEO, eu precisava estar ciente de tudo o que acontecia na empresa, inclusive das habilidades e limitações de meus executivos. Era minha responsabilidade garantir que nossa equipe estivesse à altura dos desafios que enfrentaríamos.

Meu foco estava em assegurar que a Parker Technology continuasse a prosperar e a liderar a indústria de hardware no Vale do Silício. Afinal, a responsabilidade recaía sobre meus ombros, e eu estava determinado a não deixar a empresa falhar.

***

Minha sala no topo da sede da Parker Technology oferecia uma vista deslumbrante do Vale do Silício. Era um espaço amplo e elegante, mas naquele momento, meu foco não estava na vista inspiradora do horizonte, mas em uma conversa que estava prestes a ter com meu irmão mais novo , Timothy.

Timothy, ou Tim, como eu o chamava carinhosamente, era o Chief Operating Officer da empresa e, embora trabalhássemos juntos, raramente tínhamos a oportunidade de discutir assuntos pessoais durante o expediente. Sentado atrás da minha imponente mesa de mogno, eu estava mergulhado em um relatório quando Timothy entrou em minha sala com um olhar sério no rosto.

"Bobby, preciso conversar com você sobre o casamento", ele disse, tomando um assento na poltrona em frente à minha mesa. "Sobre você no casamento."

Eu fechei o laptop e olhei para ele, um pouco surpreso. "Você já sabe que vou estar lá."

Timothy balançou a cabeça, impaciente. "Não estou falando da sua presença, estou falando da sua acompanhante."

Eu sabia exatamente do que ele estava falando, mas eu estava tentando adiar essa conversa. O casamento de Timothy com Charlotte O'Connor estava se aproximando, e eu ainda não havia sinalizado quem levaria como minha acompanhante. Era um dilema que eu preferiria não enfrentar.

"Eu não comuniquei ainda, Tim, porque... bem, porque eu ainda não encontrei alguém apropriado", admiti, sentindo-me um pouco desconfortável.

Ele arqueou uma sobrancelha, parecendo intrigado. "Você não encontrou alguém apropriado? Você é o Robert Parker, o CEO da Parker Technology, um homem de sucesso e boa pinta, as mulheres caem aos seus pés. Tenho certeza de que não é por falta de opções."

Suspirei, não querendo entrar em detalhes. "Você sabe como é, Tim. Eu não quero aparecer com qualquer pessoa. Preciso de alguém que esteja à altura do evento."

Ele arqueou uma sobrancelha, claramente surpreso. "Robert, o casamento é daqui a algumas semanas. Você precisa tomar uma decisão logo. E quanto a Ava?"

A lembrança de Ava, uma modelo deslumbrante com quem eu havia saído por algumas semanas, veio à tona. Eu a conheci em um evento de caridade e, por um breve período, ela foi minha namorada. Mas nosso relacionamento tinha sido passageiro, e eu não estava disposto a convidá-la para um evento tão importante.

"Não, Tim", respondi, balançando a cabeça. "Não quero que as fotos do casamento do meu irmão incluam uma pessoa com quem eu saí por algumas semanas. Não seria apropriado. Além disso, Não quero que as atenções se desviem do verdadeiro motivo do evento, que é celebrar o amor entre você e Charlotte."

Ele pareceu entender meu ponto de vista. "Eu até entendo você, Bobby, mas, lembre-se de que a mãe não vai gostar nada disso."

A menção à nossa mãe me fez rir. Abigail Parker, era uma mulher de opiniões fortes e uma ideia clara do que era adequado para a imagem da família. Ela sempre deixava claro que um CEO solteiro da Parker Technology não devia aparecer em eventos importantes sem uma acompanhante adequada.

Eu soltei um suspiro pesado. "Eu sei, Tim. Ela vai ficar furiosa."

Timothy olhou para mim com um olhar de preocupação. "Você tem que resolver isso logo, Bobby. O casamento está se aproximando, e nossa mãe não vai esperar para sempre."

Eu assenti, reconhecendo a verdade nas palavras dele. "Você está certo, Tim. Vou dar um jeito nisso."

Timothy se levantou da poltrona, aliviado. "Ótimo, Bobby Você ainda tem um pouco de tempo, mas quanto mais cedo resolver isso, melhor."

Eu assenti, determinado a encontrar a companhia certa para o casamento. Era hora de pôr um fim à incerteza e assegurar que o dia de Timothy e Charlotte fosse perfeito. Enquanto meu irmão saía da sala, eu sabia que tinha uma tarefa importante pela frente. Encontrar a pessoa certa para me acompanhar não seria fácil, mas eu estava disposto a fazê-lo para garantir que o casamento de Timothy fosse inesquecível para todos nós.

Capítulo 3 POV ROBERT

Depois da conversa com Timothy sobre o casamento iminente, eu sabia que precisava agir rapidamente para encontrar uma acompanhante apropriada. Resolvi pegar meu telefone e iniciar a busca pela parceira ideal, alguém que não apenas me representasse bem, mas que também contribuísse para o dia especial do meu irmão.

No entanto, quando estiquei a mão para pegar o telefone, percebi que ele não estava na minha mesa. Olhei ao redor, verificando os bolsos do paletó e as gavetas da mesa. Nada. Uma sensação de desconforto começou a se instalar em mim enquanto eu me dava conta de que havia deixado o telefone no carro.

Sem perder mais tempo, deixei a minha sala e dirigi-me ao elevador. A busca por uma acompanhante adequada tinha se tornado uma prioridade urgente, e eu não podia me dar ao luxo de perder mais tempo.

À medida que o elevador descia, minha mente estava focada em encontrar uma solução para o problema em mãos. O casamento de Timothy estava a poucas semanas de distância, e eu precisava encontrar uma acompanhante que fosse a altura do evento.

O elevador parou em um dos andares intermediários, e as portas se abriram para revelar uma mulher deslumbrante com longos cabelos ruivos. Ela segurava uma caixa de papelão com as mãos trêmulas e estava claramente radiando raiva. Seus olhos verdes faiscavam de indignação enquanto ela entrava no elevador.

Instintivamente, dei um passo para o lado, permitindo que ela tivesse espaço suficiente. No entanto, sua presença explosiva chamou minha atenção. Ela era uma ruiva de tirar o fôlego, com uma beleza única que instantaneamente prendeu meus olhos.

Seus olhos verdes queimavam com raiva, e seus lábios estavam firmemente pressionados em uma linha fina. Mesmo sem dizer uma palavra, era evidente que algo estava terrivelmente errado.

Decidi romper o silêncio constrangedor e cumprimentá-la. "Bom dia."

Ela ergueu os olhos para me encarar, mas , ao invés de responder com um sorriso educado, sua expressão permaneceu carrancuda.

"É o que você acha", ela respondeu com sua voz era carregada de irritação.

Sua resposta ácida me surpreendeu um pouco, mas não me fez recuar. "Você está aqui para uma entrevista?" perguntei, tentando quebrar o gelo.

Ela soltou uma risada amarga. "Entrevista? Não, estou saindo daqui. E, francamente, se você veio para isso, recomendo que não se candidate a este lugar."

Sua afirmação inesperada me deixou perplexo. "Por que você diz isso?"

A mulher explodiu em uma torrente de palavras. Ela me contou sobre as horas perdidas fazendo trabalhos que não eram de sua competência, sua demissão injusta e a pressão desmedida que a empresa impunha sobre seus funcionários. Seu desabafo era intenso e emocional, e eu a ouvia atentamente, incapaz de evitar uma sensação de desconforto.

Quando Emma mencionou o CEO da empresa, Robert Parker, a minha surpresa foi imensa, mas eu decidi não revelar minha identidade imediatamente. Ela duvidava que eu soubesse o endereço da empresa, e suas palavras cutucaram meu ego como uma agulha.

"Robert Parker, o CEO? Ele é assim tão distante da empresa?" perguntei, minha voz carregada de surpresa, mas mantendo a fachada de um estranho.

Emma, no entanto, não estava disposta a suavizar suas palavras. Sua raiva era palpável, e ela respondeu com amargura: " Você não tem ideia. Eles o protegem como se ele fosse algum tipo de deus intocável. Mas a realidade é que ele não tem ideia do que acontece no nível mais baixo da empresa."

Eu não podia negar que suas palavras me afetaram profundamente. Eu não sabia medir o que doeu mais, ela afirmar que sou protegido como um deus intocável, ou o fato de me ver como um chefe completamente alheio ao o que acontecia dentro da minha própria empresa. Foi muito difícil não revelar minha identidade ,mas permaneci inabalável. Eu estava sendo desafiado e insultado, mas eu precisava manter a postura. Decidi continuar a conversa, desafiando-a ainda mais.

"Você duvida que ele saiba o endereço da empresa?" perguntei, com curiosidade genuína.

"Exatamente." Ela não hesitou em sua resposta. "Aposto que ele deve estar nesse exato momento em um iate em algumas dessas ilhas paradisíacas, com várias mulheres ao seu redor, sem nem ao menos desconfiar que hoje foi a reunião de apresentação do tablet novo. Afinal ele herdou a empresa então ele só fica por aí tomando decisões que afetam nossas vidas sem nem mesmo entender como o negócio funciona de verdade."

Minha mente estava ocupada com a intensidade de suas palavras. Aquela mulher tinha uma ousadia que eu nunca presenciei antes em nossa empresa e parecia disposta a desafiá-las abertamente. Seus comentários me atingiram em um nível pessoal, pois eu estava ali, bem ali na frente dela e não em um iate com várias mulheres.

"Bem, isso é certamente uma perspectiva interessante. Você acha que esse tal de Robert Parker deveria estar mais envolvido com o que acontece na empresa?" respondi, minha voz firme.

Ela me encarou com olhos intensos, como se estivesse avaliando minha sinceridade. "Absolutamente. Se ele estivesse mais presente, se realmente soubesse o que estava acontecendo, talvez as coisas fossem diferentes. Talvez eu ainda tivesse o meu emprego. Porém, o que esperar de uma pessoa que tem tudo na mão, não é mesmo? Aposto que ele só pensa no próprio bolso."

Suas palavras me atingiram em cheio. Eu era o CEO, e minha responsabilidade era garantir que a empresa prosperasse, mas eu não podia deixar de me sentir pessoalmente desafiado e ofendido por suas acusações.

Antes que pudéssemos continuar a conversa, o elevador parou em um andar intermediário, e um funcionário da empresa entrou. Ele lançou um olhar curioso para nós dois, mas não disse nada. O clima tenso no elevador era palpável, e eu sabia que não era o momento certo para revelar minha verdadeira identidade.

O elevador continuou sua descida, e finalmente chegou ao saguão. Emma se preparou para sair, e eu me virei para ela, agradecendo por sua sinceridade.

Eu aprecio a sinceridade, senhorita..?, eu disse, minha voz refletindo minha gratidão por sua honestidade.

Ela me olhou com intensidade, e finalmente revelou seu nome. "Emma Williams."

Eu sorri levemente, respondendo com o apelido que somente quem era da minha família podia me chamar, enquanto estendia a mão em sua direção. " Eu sou Bobby."

Emma saiu do elevador, carregando sua caixa de pertences, e então ela olhou para mim com um olhar sério. "Pense bem antes de se candidatar a esta empresa. É melhor você encontrar um lugar onde seu trabalho seja realmente valorizado."

Eu sorri levemente, sentindo que havia algo especial nessa mulher corajosa que ousou desafiar o CEO da empresa. Aquela breve conversa tinha deixado uma impressão profunda em mim. Ela era uma mulher audaciosa, e suas palavras ressoavam em meus ouvidos. Emma Williams havia me desafiado a ser um líder mais presente, e eu estava disposto a aceitar esse desafio.

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