- Filha, não demore para voltar! - grita minha mãe da cozinha.
- Estarei aqui na hora do jantar! - aviso-a.
Pego minha bolsa e vou para o ponto de ônibus em frente à minha casa, onde espero por aproximadamente dez minutos.
Ao entrar, pago a passagem e fico em pé por causa da superlotação e assim que estou perto do meu destino, aperto o sinal para parar no próximo ponto, onde fica a praça em que normalmente vou nos meus dias e horários livres.
Ao descer percebo as pessoas correndo, caminhando, fazendo exercícios, crianças de colo e no carrinho. Olho para uma árvore que oferece uma boa sombra e me encaminho até ela me sentando na grama.
Tiro da minha mochila o meu caderno de desenhos, estojo e começo a olha ao redor à procura de uma paisagem ou pessoas para desenhar.
Meu olhar recai em um homem muito bonito. Bonito não!
Na verdade, um homem espetacular, sentado em um banco trajando roupas de ginastica enquanto fala no celular obviamente irritado com a pessoa do outro lado da linha.
Forço minha visão para observá-lo melhor. Ele é muito musculoso, isso se nota de longe. Sua boca é avermelhada e seu rosto marcado por feições duras e delineadas, que no momento estão rígidas.
Não consigo ver seus olhos, mas o que se destaca é seu cabelo preto com pontas castanhas.
Abro meu caderno rapidamente em uma página em branco e trabalhando intensamente começo a desenhá-lo, pois a qualquer momento ele pode ir embora.
Olho para cima buscando por seus traços, suas linhas de expressões o que me salva é que ele ainda está no celular me dando mais tempo.
Rabisco rapidamente e logo seu rosto aparece em um passe de mágica.
Começo a dar os últimos retoques, deixando-o mais espetacular do que já é.
Olho para cima buscando-o uma última vez, porém não o encontro, provavelmente foi embora enquanto aplicava os últimos detalhes.
Começo a passar meu dedo no desenho para dar uma leve esfumada, todavia, um par de tênis para na minha frente forçando-me a olhar para cima.
- Olá - O mesmo homem que estava ao celular estende a mão sorrindo para mim e em um ato desesperado jogo meu caderno de desenhos dentro da bolsa.
Seu sorriso é tão lindo que fico hipnotizada. Olho para sua mão e ele arqueia uma sobrancelha para mim. Deus! Ele deve estar pensando que eu sou burra ou algo parecido!
Estendo minha mão pensando que seria apenas um aperto, mas ele me puxa para cima fazendo-me ficar em pé e rapidamente retiro minha mão da sua pele por causa do arrepio que percorre meu corpo.
- Eu sou Joshua - O lindo homem diz e eu fico mortificada em meu lugar encarando-o - E você é?
- Ah... Eve, Everly - Meu Deus! Não acredito que estou gaguejando! Inesperadamente sinto meu rosto muito quente e tento olhar para qualquer lugar menos para ele.
- Eu vi você desenhando - Ele diz - Posso ver?
- Eu não desenho muito bem - digo rapidamente tentando me livrar de seu pedido
- Deixe-me julgar - Ele sorri. Pego meu caderno dentro da bolsa, rezando para Deus que ele olhe somente as primeiras páginas. Ele começa a folhear e eu torço meus dedos nervosamente.
- Você desenha muito bem! - comenta impressionado - Faz faculdade de Artes?
- Não - respondo nervosa.
Eu ainda estou no começo do terceiro ano do colegial, mas ele não precisa saber disso, ele me verá apenas como uma criança quando souber que não faço faculdade nenhuma.
- Deveria fazer uma faculdade de Artes, você é muito talentosa - Então ele olha para mim e abre um sorriso que posso nomear como gigantesco. Ele olha de mim para o caderno várias vezes.
Oh, Deus! A terra que está embaixo dos meus pés, por favor, engula-me!
- Ah, eu sempre venho aqui - digo e meu coração começa a bater mais rápido - Desenho as pessoas e as paisagens - digo, pois em parte é verdade.
Droga, tenho certeza de que as minhas bochechas devem estar pegando fogo!
Eu me sinto quente, muito quente.
- Entendo - diz ainda sorrindo - Você é muito boa - Me entrega o caderno e coloco-o rapidamente dentro da bolsa querendo me livrar dele o mais rápido possível - Pelo menos terei um lugar em seu caderno - Ele diz e eu sorrio sem graça.
- Me desculpe - digo olhando-o e agora posso ver seus olhos, são cor de mel, contudo, olhando atentamente, consigo observar pequenos pontos verdes. Eu nunca tinha visto essa cor nos olhos de uma pessoa antes.
- Não se desculpe, ao menos quando você olhar, irá se lembrar de mim. - Oh, minha santa! Por que ele disse isso? Eu preciso ir embora!
- Pois é - digo a primeira palavra que surge em minha mente para me livrar desse momento constrangedor - Eu preciso ir.
- Claro, eu te ofereceria uma carona se não estivesse praticando exercícios físicos.
Que eu definitivamente não iria aceitar, ele é um completo estranho.
- Você é gentil, obrigada por ter me deixado desenhá-lo sem a sua permissão.
Então ele faz uma coisa impensável que eu não poderia imaginar.
- Você tem celular?
- Sim, por quê? - pergunto confusa.
- Pegue-o.
Então ele pega o dele em seu bolso traseiro e encosta no meu, a tecnologia estava definitivamente ao meu favor onde apenas um toque do seu celular no meu compartilhava nosso contato.
- Agora você tem meu número e eu tenho o seu. Se quiser me desenhar de novo, é só ligar - tenho vontade de escancarar minha boca com os sentidos explícitos em suas palavras.
- Ah, sim - digo, uma vez que acho que palavras coerentes não sairiam da minha boca.
- Foi um imenso prazer conhecê-la, Everly.
Assinto freneticamente, devo estar parecendo uma retardada. Então ele pega minha mão e beija levemente. Será que ele sabe em que século estamos?
- Até mais - ele sorri estranhamente, entretanto não perco tempo tentando entender.
Começo a andar mais que apressada para o ponto de ônibus e quando olho para trás, ele ainda está me observando.
Chego em casa escorrendo suor devido ao calor escaldante, passo reto pela minha mãe apenas gritando um "eu cheguei!", e subo direto para o meu quarto. Ao entrar, jogo minha bolsa na cama e vou para o banheiro.
Ligo a água para ela ir mornando enquanto me dispo em frente ao espelho, ao estar completamente nua olho-me em frente ao espelho e fico desgostosa com o que vejo.
Magra demais, pálida demais, estranha demais.
Acho que é por isso que eu nunca consegui um namorado. Na verdade, já consegui um, Brandon Mayers, porém ele não conta, tudo foi uma completa mentira, era apenas uma aposta. Como que o capitão do tipo de futebol iria querer ficar comigo? E no final de tudo ele conseguiu a grande quantia de dinheiro, porque fui burra o suficiente para acreditar que um garoto lindo e popular como ele ficaria comigo.
Me lembro de chorar por uma semana, não por ele e sim por ser burra o suficiente por ter acreditado, fui motivo de risos por semanas, mas não me importo mais, isso aconteceu no primeiro ano do ensino médio e não gosto de ficar lembrando.
Ao entrar embaixo da água morna sinto meu corpo relaxar instantaneamente, meus pensamentos vão para Joshua, seu nome combina com ele, forte e imponente. Ainda não acredito que tenho seu número no meu celular, acho que nunca seria capaz de ligar para ele, no entanto, apenas saber que tenho o número de um homem lindo e gostoso no meu celular me deixa exaltada.
Eve! Pare de pensar nele. Você nunca mais vai vê-lo!
E com isso tiro-o de meus pensamentos e acabo de tomar banho.
[...]
- Posso ver o que você desenhou hoje, Eve? - Minha mãe pergunta tirando minha atenção da comida e olho assustada para ela com o rumo dos meus pensamentos.
- Não desenhei nada hoje, mãe. Não encontrei nada interessante - na verdade encontrei a coisa mais interessante da minha vida, eu poderia mostrar para minha mãe, afinal, ele é só um homem qualquer que apareceu no parque. Não consigo encontrar o motivo, mas não consigo mostrar o desenho para minha mãe.
- Talvez da próxima vez você encontre filha - assento e minha mãe se levanta da mesa terminando sua janta - Eu preciso ir, Eve. Se cuide, ok? O dinheiro está em cima do balcão - Me levanto e dou um abraço dela, um abraço apertado, pois sei que não vou vê-la por alguns dias. Ela beija minha testa, pega sua mochila e segue para o trabalho.
Sua profissão é aeromoça, ela não gosta tanto do seu trabalho por ficar muito longe de casa e consequentemente longe de mim, ela sempre passa dias fora de casa, contudo, é o único trabalho que ela conseguiu que paga muito bem, o único trabalho que ela diz que vai ser capaz de pagar minha faculdade. Minha mãe vai sair hoje na segunda-feira e provavelmente irá voltar na quarta ou na quinta, fica em casa por um período dois ou três dias antes de ter que voltar.
Me lembro de ter 15 anos e encontrá-la muito feliz dizendo que encontrou um trabalho onde o salário era ótimo, então suas rotas começaram e eu fiquei sozinha, lembro-me de ter sentido sua falta, mas com o tempo isso se tornou rotineiro e normal.
Acabo de comer, tiro os pratos da mesa e vou lavar a pequena louça, e ao terminar sigo para o meu quarto pronta para dormir e enfrentar mais um dia torturante de aula.
Ao deitar coloco meu celular para despertar e lentamente adormeço, derivando para a inconsciência.
[...]
Joshua
Chego em casa e chuto as caixas para o lado que estão atrapalhando minha passagem e vou para o banheiro, tomo um banho rapidamente e vou até a cozinha tomar o café da manhã.
Ao me deitar, na cama meus pensamentos vão para a jovem que me desenhou hoje, um sorriso malicioso surge em meus lábios, eu mais que adoraria posar nu para ela.
Everly é seu nome, ela é tímida, tão tímida que cora a todo momento e não sei por que isso me excita, ela tem as proporções perfeitas para as minhas mãos que adorariam passear pelo seu corpo.
Eu nunca fiquei com uma menina mais jovem, apenas mais velhas, porém eu adoraria ter uma experiência com ela.
Posso ter dado meu número, mas sei que ela não irá ligar, ela é muito tímida, mas quem sabe um milagre acontece?
Coloco meu relógio para despertar, não quero me atrasar para o meu primeiro dia de trabalho, isso seria completamente antiético.
Em breve, se meus planos derem certo, esse será meu último ano como professor.
[...]
Everly
Acordo e faço minha habitual higiene matinal e coloco a roupa que normalmente vou para a escola.
Uma calça jeans, uma blusa branca simples, minha jaqueta de frio de moletom e tênis.
A primeira coisa que percebo ao chegar na escola é vários carros enfileirados lado a lado, várias meninas que parecem ter saído de uma revista de moda que normalmente ficam em grupos, e se não estão em grupos, com toda a certeza estarão atrás de meninos.
Vou até meu armário e pego meu material do dia, o sinal bate sinalizando para todos os alunos irem para a sala, sigo para a minha primeira aula de literatura inglesa e me sinto aliviada de estar compreendendo tudo que a professora Margô explica.
[...]
Me dirijo para a última aula e me sento no fundo, na última carteira onde me sinto à vontade e longe dos olhares dos meninos e meninas da frente, que gostam de brincar de me irritar, principalmente durante essa aula.
Se passam dez minutos e o professor Roberts não entra, provavelmente faltou e meu interior se anima com isso.
Antes que eu possa completar esse pensamento, a diretora da escola entra na sala e todos ficam em silêncio.
- Pessoal, vim trazer a notícia de que o professor Roberts não dará mais aula de cálculo para vocês, ele teve um problema familiar e não voltará pelo resto do ano letivo, agora irei apresentar a vocês o novo professor, ele dará aula para vocês pelo resto do ano, quero que todos demonstrem respeito a ele, é um ótimo professor e vocês irão adorar a didática dele - Acho melhor mesmo outro professor, eu nunca entendi nada do que Roberts falava, talvez outro professor seja o melhor.
A diretora saí da sala dando passagem ao novo professor, abaixo minha cabeça e abro meu caderno na parte de cálculo, que costumo de chamar de caderno dos piores pesadelos.
- Olá, pessoal. Como a diretora disse, sou o novo professor de cálculo, meu nome é Joshua Carter.
Opa
Espera ai!
Eu conheço essa voz e definitivamente conheço esse nome! Olho para cima e engulo em seco várias vezes, é ele!
Oh meus Deus!
Olho para sala, as meninas estão como estátuas admirando-o e não é para menos, ele está com uma blusa branca e calça jeans mostrando todos os seus maravilhosos tributos!
Não acredito que Joshua será meu professor!
Ele se vira para lousa e começa a escrever algo, além de ser lindo, Joshua ainda tem a letra perfeita, esse homem é definitivamente um poço de perfeição.
Então ele se vira para sala, mas não está de fato olhando para um ponto específico.
- Agora vou explicar meu modo de ensino: eu aplico um trabalho e uma prova, ambas valendo cinco pontos e já adianto que não há prova de recuperação.
Ele diz de forma rígida, diferente do homem que conheci.
E então percebo que estou ferrada, cálculo sempre foi uma matéria de difícil entendimento para mim.
- Não dou prova surpresa, sempre aviso antecipadamente, então vou explicar a matéria, passar exercícios e tirar dúvidas, será assim que nós vamos funcionar pelo resto do ano.
Ele escreve trigonometria na lousa, essa é uma das piores matérias que existem e por ter dislexia, não consigo entender muito bem, os números se embolam na minha mente e os sinais me deixam completamente confusa.
Eu consigo ler e escrevem normalmente, o tratamento me ajudou muito durante a fase do ensino fundamental, mas os números ainda me confundem mesmo após a alta do médico, ele disse que isso sempre seria uma batalha e que precisava de pessoas para me ajudar ao longo do caminho.
Ele pega o giz e começa a escrever, começo a copiar rapidamente, olho o número e anoto antes de começar a me confundir, entretanto, começo uma bagunça em minha mente quando vejo que ele escreve mais e mais números em sequência.
Joshua começa a explicar a matéria, todos estão compenetrados e eu tento compreender a explicação, mas torna cada vez mais difícil quando ele tenta demonstrar uma conta.
Depois de explicar, as meninas começam a chamá-lo para tirar dúvidas, elas tentam jogar charme, entretanto, ele se mantém totalmente polido. Vejo-o andar em direção a Julia que se senta ao meu lado, ela estava levantando a mão igual a uma louca e abaixo minha cabeça fingindo está concentrada em meu caderno com pouquíssima matéria copiada.
Ele tira a dúvida Julia e a seguir meu coração quase para em minha garganta quando se posiciona ao meu lado.
- Está conseguindo fazer? - Joshua pergunta e eu levanto a cabeça para olhá-lo.
Vejo-o arregalar os olhos e eu coro, merda!
- Everly - ele diz baixinho.
Volto minha atenção para o caderno e ele segue meu olhar.
- Vejo que você não conseguiu fazer, mal copiou a lição - ele não diz zangado e o agradeço internamente.
Então o sinal soa e eu pego meus materiais da carteira parecido com o próprio Flash.
- Me desculpe, vou pegar com alguém - E saio da sala o mais rápido possível.
Fujo correndo da sala de aula e acabo esbarrando em várias pessoas no caminho, eles olham para mim como se estivessem assistindo o demônio fugindo da cruz, os alunos dessa escola já não tinham uma boa impressão sobre mim devido a maldita aposta e neste momento com toda a certeza piorou.
Ainda não consigo acreditar que o homem que conheci em uma praça é o meu professor, quando o vi pensei que ele poderia ser dono de seu próprio negócio ou algo do gênero, mas ele leciona, e para completar minha frustração, tenho uma dificuldade imensa em sua matéria.
Agora tenho o número do homem que eu conheci na praça que acaba por ser meu professor.
Ao chegar no meu armário a escola está quase deserta, abro-o e coloco meus materiais usados no dia de hoje, fecho-o e alguém esbarra em mim levando-me ao chão.
Esse só pode ser meu dia!
Olho para ver quem me derrubou e vejo o maldito Brandon! O babaca nem ao menos parou seu caminho para me ajudar.
- Desculpe Eve - Eu pensava que ele não se lembrava de mim, porém, parece que ele não irá esquecer meu nome facilmente.
Vejo uma mão estendida quando estou preste a me levantar, olho para cima e encontro Joshua, essa é a segunda vez que ele estende a mão para mim e eu a agarro, e como da primeira vez, sinto o estranho arrepio passar pelo meu corpo deixando meus pelos eriçados.
- Alguns alunos dessa escola estão perdidos - Joshua faz seu ponto olhando por onde Brandon se foi - Pensei que estivesse na faculdade - fico momentaneamente atordoada com a forma com a qual ele foi direto.
- Bem, eu pretendo no próximo ano - fico feliz por minha voz não travar como da primeira vez - Eu preciso ir para casa.
- Sim, casa - ele assente.
Viro-me, mas Joshua coloca as mãos em meus ombros fazendo-me sentir arrepios por todo o local e estende uma folha para mim.
- Essa é matéria que aplique hoje - devo estar ficando ruborizada, profundamente vermelha e abaixo a cabeça olhando para o chão tentando de alguma maneira esconder o meu defeito.
- Você parece uma menininha quando cora desse jeito.
Uma menininha? Que ótimo!
- Obrigado professor - pego a folha de suas mãos e talvez tenha sonhado por alguns segundos, entretanto, tenho certeza de que seus olhos brilharam de um jeito diferente.
Não precisa agradecer, apenas preciso dessa folha em minhas mãos amanhã - assinto e sigo meu caminho para os portões da escola.
[...]
Joshua
No meu último ano lecionando, fui informando que estaria ministrando aulas para o último ano, fiquei aliviado pela direção da escola não me colocar com crianças, falta-me paciência para lidar com elas.
Ao entrar na classe sou direto e claro, explico meu método de ensino e começar a ministrar a matéria do semestre.
Tiro dúvidas de metade da sala, todavia, meus pensamentos estão na menina-mulher de ontem, sei que ela não ligaria, mas e seu eu ligasse? Esse pensamento está me rondando até em meus sonhos.
Fiquei intrigado com a sua inocência, como se ela nunca tivesse recebido um elogio, Everly corou praticamente para qualquer palavra disse, isso me fez ficar pensado em como seria seu corpo ruborizado por inteiro.
Respiro profundamente e sigo até a aluna que se encontra na última carteira de sua fileira, ela veste uma touca e sua cabeça está abaixada, sua estatura me lembra alguém, quando ela olha para cima sinto que devo ter ficado sem ar.
É ela! A minha desenhista!
Meu primeiro pensamento é de que ela deveria estar faculdade, eu tinha planos para ela e todos estão indo por água abaixo agora.
Antes que eu possa exigir uma explicação, o sinal soa e ela sai praticamente correndo, vejo os alunos zombando de sua saída repentina e me pergunto se Everly é o motivo de risadas.
Assim que a sala se encontra vazia, observo pelos corredores procurando por Everly, e ao não a encontrar, tranco minha sala e sigo pelo corredor a frente.
Eu queria tanto Everly para mim, apenas por uma noite. Ela não deve ter nem 18 anos e é minha aluna.
Everly é apenas uma menina-mulher que me atraiu, e como não posso tê-la, apenas posso agradecer a Deus por criar a procriação desde Adão e Eva, assim nunca faltariam mulheres neste mundo.
[...]
Dirijo-me a saída da escola e um aluno passa correndo rapidamente por mim, de longe observo Everly fechando seu armário e ser derrubada pelo mesmo aluno fazendo-me ficar furioso
Corro até ela e estendo a mão, ela agarra-a e puxo-a de encontro a mim.
Toda vez que a toco uma sensação eletrizante passa pelo meu corpo deixando-me extasiado, é como se fosse uma droga que cada vez quero mais.
O que essa menina tem de diferente?
Então faço uma coisa que não deveria fazer, mesmo que saiba que posso ser despedido em questão de segundos, empresto as notas da aula, porém, peço para me devolver no dia seguinte.
Eu não posso ter minha aluna, mas há outras mulheres nesse mundo.
[...]
Passo no apartamento para tomar banho e colocar uma roupa despojada para uma breve saída em um bar qualquer de Montesano.
Ao chegar peço um whisky e sento-me para escolher quem será minha presa.
Uma loira se senta ao meu lado e sorri para mim se apresentando logo em seguida.
- Sou Rebecca.
- Joshua.
Ela perece ser do tipo de mulher fácil e de certa forma é disso que estou precisando
Nós seguimos para o seu apartamento com Rebecca agarrada a mim e deixando beijos molhados que de certa forma não me atraiam.
- Meu quarto é ali - Ela me puxa e eu sigo.
Me surpreendo quando ela tira seu vestido e por baixo não há nenhuma peça de roupa intima. Não posso deixar de perceber que seu corpo é muito bonito e tonificado, provavelmente passa seus dias em uma academia.
Tiro minha camisa e jogo-a na cama ficando por cima dela.
Mesmo de calça fricciono na sua vagina diversas vezes, porém meu pênis não se enrijece deixando-me mortificado
Saio de cima Rebecca e ela olha-me com seu semblante confuso.
- O que aconteceu?
- Tenho que ir.
- Tipo agora? - Ela pergunta alarmada.
- Sim - Nunca tive um problema com ereções e não estou prestes a passar vergonha porque meu maldito pênis não está colaborando.
- Por quê?
- Você é bonita, mas não posso fazer isso.
Por Deus, eu nunca neguei uma mulher em minha vida! Pego minha blusa no chão e saio de seu apartamento
Chego em casa mais que frustrado, vou para o banheiro e ligo o chuveiro deixando a água gelada cair em meu corpo.
Fecho meus olhos e minha mente começa a viajar sozinha, imaginando Everly nua e seu corpo completamente ruborizado de prazer, ao abrir meus olhos fico assustado com o que vejo.
Meu pênis está mais duro que a própria pedra.
Dou continuidade a imaginação vendo Everly toda aberta e me esperando penetrá-la, começo a tocar meu pau e esfregar cada vez mais rápido.
Everly geme, seu corpo fica escarlate de tão corado e começo a investir forte nela.
Fecho meus olhos e deixo o maior prazer que eu tive jorrar no chão do banheiro.
Merda, isso foi mais que intenso, parece que meu pênis se levantou para vida apenas imaginando Everly.
Eu sempre soube que tinha um problema conforme crescia, quando queria algo, eu precisava ter aquilo de uma forma ou de outra e parece que Everly é meu foco agora.
[...]
Everly
- Dylan, não acredito que você voltou! - Literalmente enforco meu melhor amigo pelo pescoço.
- Estava saindo da escola e vê-lo foi como um presente para mim.
- Eve, estava esperando que você saísse desse tormento chamado escola.
Dylan me acompanha até em casa e almoçamos juntos, conversamos sobre tudo, e pelo que vejo, ele voltou para acabar seu último ano aqui em Montesano.
- E como vai a pintura e os desenhos? - pergunto animada, foi Dylan que me ensinou a desenhar ele é um pintor nato e ouso dizer que daqui há alguns anos estará famoso.
- Apenas pintando as pessoas e as paisagens.
- Posso te pedir algo? - Não fico nervosa com o que tenho em mente, Dylan é e sempre foi meu fiel amigo.
- Qualquer coisa.
- Quero que faça um desenho onde eu esteja totalmente nua - Dylan inspira profundamente, ele parece atordoado.
- O que? Por que você quer isso?
- Eu não sei - respondo a verdade. Eu me vejo no espelho todos os dias e não gosto do que vejo, sempre quis me observar pelos olhos de outra pessoa, e eu jamais pediria isso a Dylan se ele não fosse 100% gay.
- Eve, eu nunca fiz algo assim.
- Por favor! - faço a melhor expressão de abandono que consigo.
- Tudo bem, mas não prometo um bom resultado, nunca fiz um retrato nu - dou um grande abraço em Dylan agradecendo-o.
- Vou em casa pegar o material.
Assinto e Dylan se vai e penso na minha sorte, minha mãe voltará daqui há dois dias, ela teria um infarto se visse Dylan me desenhando.
Dylan volta meia hora depois com suas paletas e o quadro branco.
- Já decidiu a posição?
- Sim - Não irei estar completamente nua, até porque acho que não consigo e por isto peguei um lençol para colocar estrategicamente em algumas partes do meu corpo.
- Onde você acha melhor?
- Naquele sofá branco da sua mãe - Ele aponta para a parede onde o sofá branquíssimo da minha mãe está posicionado.
- Sento-me com o lençol ao redor do corpo e inesperadamente começo a me sentir nervosa, sinto que estou fazendo algo proibido.
Deito-me de lado e Dylan vem até mim.
- O que você vai querer deixar a mostra? - pergunta.
- Meus seios.
- Abaixe o lençol até a cintura e deixe uma perna caindo para fora do sofá.
Faço o que Dylan pediu e respiro profundamente tentando acalmar as batidas do meu coração.
- Eve, deite sua cabeça e olhe para cima, faça uma expressão de quem está sonhando com algo maravilhoso.
E instantaneamente penso em Joshua.
[...]
Joshua
Chego à sala de aula antes dos alunos e assim que o sinal soa todos entram.
Menos Everly.