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Mais um capítulo de nós

Mais um capítulo de nós

Autor:: Luana Souza
Gênero: Romance
Duas crianças que crescem juntas se tornando além de melhores amigos, companheiros e confidentes. Um não vive longe do outro, e aos poucos a necessidade de ficar junto aumenta ainda mais, a amizade começa a crescer, o ciúme começa a parecer, até que de repente eles percebem que não dá para ser mais só amigos.O problema é: ele é um cara popular e indeciso, ela é intensa e bem decidida, Ele é frio e ela é como um furacão, ou seja, alguém vai sair muito machucado nessa história! A pergunta certa é: quem?Façam suas apostas!

Capítulo 1 O começo

- Aiii! Para seu idiota! – Eu gritava com o Apolo enquanto ele puxava minha trança e imitava um cavalo. Ele era um chato!

Meu nome é Luiza, meus amigos me chamam de Lú, e o Apolo me chama de pequeno pônei, isso só por que ele é um dia mais velho que eu, um único dia e ele se acha muito mais velho e maduro que eu, ele sempre é um caso à parte.

- Por que você grita tanto pequeno pônei? Nossa como você é barulhenta!

- Para de me chamar assim seu chato!

-Me respeita que eu sou mais velha que você poneizinha. – Ele ria enquanto ainda puxava minha trança!

- Um dia! Você é mais velho que eu um único dia Apolo!! – Nos dois tínhamos oito anos, o Apolo era um garotinho baixinho, mais baixo que eu, aliás, gordinho, seu cabelo era totalmente negro, seus olhos eram um tom azul gelo e a pele era tão branca que só de encostar de leve nele ele já ficava todo marcado.

- Não importa pequeno pônei! Eu sou mais velho e para mim é isso que importa! – Minha vontade era de dar um soco na cara dele. – Ninguém mandou você ser tão pequena além de feia. – Ele ria enquanto falava!

- Ei, eu não sou feia não – gritei já muito irritada, tudo bem, talvez eu não seja uma criança capa de revista né, mas eu não sou feia!

- Crianças! Venham comer o lanche que preparei pra vocês! – A mãe do Apolo gritou. Claro, a melhor parte de todas, a mãe do Apolo, a senhora Cássia era a minha babá! Ou seja, eu fico na casa dele desde manhã cedinho até a noite, e em muitas noites eu tenho até que dormir lá!

Nos dois estávamos brincando na sala juntos, com os brinquedos dele todos espalhados, ele se levantou e começou a ir em direção para a cozinha!

- Ei vem me ajudar a catar! – Ele se virou para mim e me encarou rindo.

- Cata você pequeno pônei! Você e a mais nova então você e a minha escrava- ele se voltou novamente para a cozinha e saiu correndo e rindo da minha cara!

- Eu odeio você Apolo! Odeio você com todas as minhas forças! – Eu gritei com toda a força dos meus pulmões! O Apolo tinha o dom de me fazer raiva e me tirar do sério! – Garoto idiota! Seu imbecil! Babaca! – Eu era uma criança com um vasto vocabulário ofensivo né?! Mas claro que eu tinha aprendido tudo com o Apolo! Ele sempre conseguia me deixar irritada, eu mal vejo a hora que eu vou crescer e ser uma adulta, vou ser rica, muito rica e vou obrigar o Apolo a trabalhar pra mim, ele vai ter que limpar o chão da minha mansão todo dia, e vou fazer ele lavar os vários banheiros com uma escova de dente! Ele mal perde por esperar, mas, enquanto isso ainda não acontece, eu fico aqui mais uma vez arrumando a bagunça dele sozinha!

Capítulo 2 Três anos se passaram

Estou em frente ao espelho me encarando por um bom tempo já, é incrível como o tempo passa rápido né!? Hoje é o aniversário de 11 anos do Apolo, ou seja, amanhã é o meu.

Estou na casa da tia cássia e do Apolo como sempre, minha mãe é enfermeira, e desde quando meu pai foi embora e nós abandonou, quando eu tinha dois anos de idade, minha mãe teve que arcar com todas as despesas sozinha, e para ajudar o desgraçado não se contentou apenas em abandonar a família sozinha, ele também perdeu todas as nossa economias em jogos de azar, além de ter hipotecado a nossa casa! Com isso minha mãe não teve escolha, ela teve que começar a trabalhar dobrado, pegando plantão extra um atrás do outro, sem parar! Por sorte ela sempre teve a vizinha, que vendo de perto toda a situação começou a apoiar e ajudar cada vez a minha mãe se tornando sua melhor amiga e também a minha baba!

A dona Cássia me deu um vestido azul marinho, cheio de pequenas estrelas brancas que combinava com meu tênis também branco! Meu cabelo loiro dourado estava bem preso em uma trança, (e sim, esse era o meu penteado favorito, além de ser o único que a dona Cássia sabia fazer), tentei passar uma sombra azul, mas não gostei e acabei tirando ela toda, e optei apenas em passar um lápis de olho preto simples, que realçam meus olhos que são bem pretos, minha mãe sempre me diz que que eu tenho os olhos e o olhar do meu pai.

Todas as meninas da minha idade já sabem se maquiar e se arrumar como princesinhas, menos eu claro, e claro que isso acaba me colocando como a esquisita da minha classe, mas tudo bem! Eu não ligo pra nenhum deles mesmo.

A casa do Apolo não era luxuosa, mas era bem organizada e confortável, o pai dele era da Marinha, e infelizmente faleceu em um acidente logo após o Apolo nascer, ele não tinha uma fortuna para deixar de herança, mas deixou a família estabilizada e com uma boa pensão.

A tia cássia decidiu fazer uma festinha para o Apolo hoje no fim da tarde, ela convidou todos os meninos chatos da escola e a Brenda, a garota mais chata e metida de todo o colégio, ela se achava melhor que todo mundo, a mais popular, a mais rica, e claro a mais bonita!

Nós temos onze anos, ser a garota mais bonita e mais rica do colégio não era para ser a preocupação certo?

Desci as escadas e já estavam todos na sala, a Brenda estava parada ao lado do Apolo conversando com ele enquanto os outros garotos estavam se revezando para jogar vídeo game, ela estava usando uma saia rosa, blusinha branca, uma bolsa pendurada no braço e seus cabelos castanhos estavam soltos, e claro, ela estava toda maquiada. Não posso negar que ela é bonita, mas o tanto que ela se acha é irritante. Apolo estava rindo como um adolescente, ele estava com uma calça preta e uma camisa polo vermelha, o cabelo dele estava um pouco grande, mas para quem conhece ele a vida toda, até que ele ta bonitinho. A Brenda se virou para mim, e o sorriso dela desapareceu enquanto ela me encarava de cima a baixo.

-- Olha! A patinha feia chegou – Revirei os olhos pensando em por que a tia Cássia tinha convidado ela?

- Ei! Não fala assim com ela!

Capítulo 3 Escolhi pra você

- Ei! – Não fala assim com ela! O Apolo gritou-me defendendo, e eu até parei no meio do caminho surpresa. – Só eu posso mexer com o meu pequeno pônei! – Todos começaram a rir de mim.

- Aff!! Cala a boca Apolo! – Falei revirando os olhos e ele riu piscando um olho para mim, realmente seria impossível o Apolo me defender! Não seria ele! Logo ele voltou a conversar com a chata da Brenda que depois da resposta dele não tirou um sorriso do canto da boca. Apolo além de ser chato era bem sociável, acho que pra crianças extrovertidas como ele isso é bem comum.

Rodeei a sala, comprimente um ou outro, essas crianças estudam comigo e com o Apolo, mas enquanto ele é sociável e extrovertido eu sou completamente o contrário, então fui para a cozinha ajudar a tia Cássia com os lanches. O restante da festa ocorreu bem, logo após os parabéns me juntei com as outras crianças para brincar de pique esconde, e logico oque com a minha sorte eu fiquei no pique!

Eu acabei achando todas as crianças bem rápido! Todas exceto o Apolo e a Brenda, então continuei a procura por todo o quintal, eu já estava cansada e quase desistindo quando ouvi sussurros vindo da casa de piscina, me aproximei devagar e olhei pela fresta da porta, lá dentro estavam a Brenda e o Apolo, ele estava encostado na parede com as mãos no bolso e ela estava parada frente a ele, em um piscar de olhos a Brenda jogou os braços se pendurando no pescoço do Apolo e o beijou.

Fui atingida por sensação estranha e ruim, uma dor no estomago que eu não sabia explicar, não sabia o que era ou por que, só sabia que me incomodava bastante. Me virei para sair dali mas esbarrei em alguma coisa ao me virar.

- Quem está aí? – O Apolo gritou lá de dentro assustado, eu não respondi, apenas me virei e corri de volta para casa sem olhar para trás.

No dia seguinte, minha mãe me acordou bem cedo, era meu aniversário, e por isso ela conseguiu não ir trabalhar no período da manhã.

- Bom dia boneca! – Ela estava parada ao lado da minha cama segurando uma bandeja com alguns sanduiches e dois copos grandes de suco de laranja.

- Bom-dia mamãe – falei me espreguiçando.

- Vamos tomar café da manhã juntas na cama hoje? Pode ser?

- Claro mamãe! – Minha mãe era uma mãe incrível, mesmo ela estando sempre tão cansada e sobrecarregada, nunca deixava de me dá toda atenção e carinho sempre quando estava em casa.

- Me conta como é ter 11 anos agora? – Ela perguntou enquanto mordia um sanduiche.

- Normal! – Respondi. Eu ainda estava sentindo aquela dor ruim no estomago depois do ocorrido de ontem, então resolvi contar para ela. – Mamãe ... – a campainha tocou antes que eu pudesse contar ela, ela me olhou com seus olhos doces e um sorriso carinhoso, deu uma mordida no sanduiche e foi atender a porta. Poucos estantes depois ouvi passos correndo em direção ao meu quarto, antes que eu pudesse pensar lá estava ele com aqueles olhos de gelo na porta.

- Feliz aniversário pequeno pônei – ele gritou ainda da porta.

- Vai embora! – Eu gritei brava sem ainda saber o porquê eu estava brava.

- Calminha ai!! Eu vim te dar feliz aniversario estressada.

- Já mandei ir embora! – Ele me fitou por um tempo e depois caminhou lentamente até minha cama, sem desviar o olhar ele enfiou a mão no bolso e tirou uma caixinha preta.

- Toma! Ele falou me entregando a pequena caixa – eu trouxe para você

Sem dizer nada abri a caixa e dentro dela tinha um colar lindo, era um cristal com um dente de leão dentro, atrás as iniciais L E A gravadas.

- Eu escolhi para você! É para te dar sorte e para você lembrar para sempre de mim e de que vou estar sempre ao seu lado para te proteger pequeno pônei. – Pode parecer estranho, mas toda aquela raiva e dor simplesmente desapareceram.

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