"Ai... Que coceira, meu Deus... Me ajude."
Eliana Pierce sentia como se seu corpo estivesse em chamas. Ela se contorceu, depois se dedicou a beijar o pomo-de-adão do homem, implorando que ele fizesse sexo com ela.
Ninguém seria capaz de recusar uma mulher tão bela quanto ela. Além de bonita, ela era charmosa e libidinosa.
"É você quem está pedindo..."
O pomo-de-adão do homem oscilou para cima e para baixo. Cativado por seus encantos, ele usou as mãos na cintura dela para erguê-la e se inclinou para começar a fodê-la.
"Ai..." Eliana começou a gemer de prazer.
Era difícil distinguir pelo som de sua voz se ela estava com dor ou simplesmente excitada.
Logo, ela foi forçada por seu desejo avassalador a envolver os ombros do homem com os braços, entregando-se com insensatez e abandono. As estocadas rápidas e firmes do homem logo a levaram ao orgasmo. Ela permaneceu deitada na cama enquanto seu corpo tremia.
Ela ficou exausta e quis descansar um pouco. Porém, antes de fechar os olhos, viu uma cicatriz chamativa no peito suado do homem.
... ...
Na manhã seguinte, quando Eliana acordou, teve a sensação de estar de ressaca.
No momento em que abriu os olhos, seu corpo inteiro estava dolorido, especialmente os membros inferiores.
Ela esfregou as têmporas, tentando se forçar a ficar sóbria.
'O que diabos aconteceu? Eu não estava bebendo no quarto de Erica? Quem era aquele homem com quem eu dormi?', ela se perguntou em pensamento.
Ontem à noite, Eliana tinha sido convidada por Erica Duffy para uma festa em um cruzeiro, e depois...
Bang! A porta foi aberta à força.
"Oh, meu Deus! Eliana! Ontem à noite, você..." O espanto estava estampado na expressão de Erica.
O homem ao lado dela, Asher Harrison, parecia ainda mais chocado.
Em pânico, Eliana escondeu o corpo com o cobertor, mas não foi suficiente para cobrir os chupões por toda a sua pele.
Seu pescoço e seus braços estavam cheios de hematomas. Além disso, o ambiente romântico do quarto indicava que ela havia tido uma noite de amor com um homem.
"Asher, eu não...", Eliana quis se explicar ao seu namorado.
"Eliana, você realmente pediu a um gigolô para dormir com você! Como pôde fazer algo assim? Você traiu Asher!"
Erica parecia completamente indignada. Soava como se ela fosse quem tinha sido traída.
Naquele momento, Eliana a fitou, incrédula.
"Eu não fiz nada disso! Por que está mentindo, Erica?"
Em questão de segundos, Eliana repassou em sua mente tudo o que havia acontecido na noite anterior e ligou os pontos.
"Que diabos...? Ah, agora eu entendi! Asher! Erica armou tudo isso, eu..."
"Cale a boca! Você não passa de uma vagabunda!", Asher rugiu, interrompendo Eliana com a voz carregada de repulsa e um brilho de fúria no olhar.
"Eliana, você não passa de uma vadia, igual à sua mãe! Vocês duas adoram seduzir homens. Se ela não tivesse feito algo tão estúpido, o Grupo Pierce nunca teria ido à falência. Foi culpa dela o Grupo Pierce acabar desse jeito!"
"Do que está falando, Asher? O que aconteceu com a minha mãe?"
Eliana permaneceu sentada na cama, congelada, com a mente em branco.
"Nunca mais olhe na minha cara!"
Após dizer aquilo, Asher saiu bufando. Assim que ele se retirou, Erica deu um sorriso perverso.
"Espere por mim, Asher!"
Eliana recobrou a compostura no momento em que se deu conta de algo. Então, ela vestiu um roupão e seguiu Asher até o convés. Tinha que falar com ele.
"Asher, o que você quis dizer? Como o Grupo Pierce foi à falência? E me diga uma coisa... Como meus pais morreram?"
Eliana agarrou Asher pelo ombro, visivelmente apreensiva.
Um brilho de culpa cruzou o olhar de Asher, mas logo foi substituído por fúria.
"Vá se foder! Eu não acabei de avisar você para nunca mais olhar na minha cara?"
Ele tentou se soltar das garras de Eliana.
"Só me diga a verdade e eu vou deixar você em paz. Por favor, eu preciso saber."
Eliana continuou segurando o braço de Asher enquanto lágrimas caíam de seus olhos.
Ela não se atentou ao fato de que agora estava próxima ao parapeito.
Além do parapeito, logo abaixo dela, só havia o oceano sem fim.
"Eu não faço ideia do que está falando. Agora me solte!"
Asher tinha perdido a paciência. Em um acesso de raiva, ele acabou a empurrando.
Com o empurrão, Eliana cambaleou para trás até atingir o parapeito e cair no mar.
"Eliana!" Asher estendeu a mão, mas não conseguiu apanhá-la.
"Ah!"
Logo, Eliana foi engolida pelo oceano turbulento, sem nem ter a chance de gritar por socorro.
Na sequência, os passageiros adormecidos do cruzeiro foram acordando, um a um. Mas nenhum deles imaginava que havia uma mulher lançada ao mar, sofrendo uma morte lenta.
... ...
Cinco anos depois, no aeroporto.
Empurrando um carrinho de bagagem, Eliana se dirigiu à saída. Adrian Pierce, com uma cara séria, disse: "Deixe que eu ajudo você, mamãe."
Ela abaixou a cabeça e afagou o cabelo macio dele. "Que filho mais prestativo eu tenho!"
"E eu, mamãe?" Sua filha, Aileen Pierce, esticou a cabeça para fora do carrinho de bagagem, onde estava sentada. Ela era adorável com seus olhos brilhantes.
"Bem, você está sendo muito prestativa aumentando o peso da bagagem", Adrian comentou com sarcasmo.
Aileen ficou em pé no carrinho de bagagem, encarando o irmão.
Eliana soltou um risinho enquanto assistia à interação dos filhos, seus olhos cheios de afeto.
Naquele momento, o celular dela vibrou. Depois de dar uma olhada na mensagem, o sorriso em seu rosto desapareceu.
A mensagem era de Jonathan Bowman. "Me ligue quando chegar. Providenciei uma babá e um carro para você", dizia a mensagem.
Com os olhos grudados na tela do celular, Eliana não podia deixar de pensar em como o homem aparentava ser um cavalheiro.
Ela estava hesitante em ligar para Jonathan.
Absorta em seus pensamentos, Eliana ficou alheia ao que estava acontecendo com seus filhos.
Aileen tinha seu brinquedo favorito nas mãos, um urso de cristal arredondado, e estava brincando alegremente.
De repente, um dos pedestres esbarrou na mão de Aileen, fazendo o urso cair no chão. Como o aeroporto estava lotado, o pobre urso foi chutado pelas pessoas que andavam por toda parte.
"Meu ursinho!", exclamou Aileen.
"Aileen, espere!", Adrian gritou.
Aileen saiu em busca de seu urso e Adrian foi atrás dela.
Em seguida, o urso rolou para os pés de um homem.
"Finalmente peguei você!"
Com um sorriso, Aileen pegou o urso e olhou para cima.
O homem alto e corpulento diante dela estava vestindo um terno completamente preto. Ele possuía feições agradáveis aos olhos, com um olhar profundo. Para os transeuntes, sua presença intimidadora era um incentivo para manter distância; mas para Aileen, sua presença era cativante.
O homem abaixou a cabeça para encarar os olhos da menina. Eles tinham olhos muito parecidos.
Um brilho iluminou os olhos de Aileen e ela passou os braços ao redor da coxa do homem.
"Papai!", exclamou a menina.
Por um momento, Maurice Moran ficou atordoado.
Seus olhos vagaram até a garotinha agarrada à sua perna.
De fato, a menininha era adorável. Seus pequenos olhos arredondados estavam fixos nele.
Maurice estava em estado de transe, a ponto de não conseguir tirar os olhos dela.
A verdade era que ele nunca tinha visto uma criança tão fofa como aquela.
Ainda sem desviar os olhos da menina, Maurice perguntou: "Onde está sua mãe?"
Neste momento, Eliana procurava desesperadamente pelos seus filhos no aeroporto.
De repente, a mulher ouviu uma voz masculina muito familiar vindo atrás dela.
"Eliana!"
Ao se virar, seus olhos encontraram um homem segurando um grande buquê de rosas, olhando diretamente para ela.
Eliana abaixou seus óculos escuros, estudando o rosto do homem.
Logo, ela reconheceu Asher.
"Eliana, é você mesmo?", Asher perguntou em tom de animação, mas sua voz estava trêmula.
Cinco anos atrás, ele acidentalmente empurrou Eliana de um navio de cruzeiro, e não teve notícias dela desde então.
Conforme o tempo foi se passando, ele acabou perdoando Eliana por sua traição, esperando que ela voltasse para ele.
Asher se aproximou de Eliana, tentando abraçá-la.
"O que você pensa que está fazendo?"
Uma voz estridente veio de perto, impedindo que ele continuasse.
Ao se dar conta de quem era, Asher rapidamente abaixou os braços, antes erguidos para abraçar Eliana.
Assim que Eliana reconheceu a mulher que acabara de repreendê-lo, um sorriso brincalhão apareceu em seu rosto.
'Que mundo pequeno! Todos os meus inimigos resolveram se reunir aqui hoje', ela pensou.
A autora do grito estridente era Erica.
"De onde você saiu, vadia? Como se atreve a dar em cima do meu marido? Você..."
Ao olhar Eliana mais de perto, Erica foi incapaz de terminar a frase. Seus olhos se arregalaram de horror quando ela reconheceu Eliana, estava trêmula e suas palavras ficaram presas em sua garganta.
Aparentemente, a mulher estava surpresa com a aparência de Eliana. Afinal, a mesma deveria estar morta.
"Você é um fantasma ou é de verdade mesmo?"
Eliana franziu o cenho com a pergunta de Erica. Em seguida, seus lábios se curvaram num sorriso. Na verdade, Eliana se parecia mesmo com um lindo fantasma.
"O que foi, Erica? Você não esperava que eu saísse das profundezas do inferno para procurar por você?"
Aquela pergunta foi o suficiente para que Erica ficasse assustada, e um calafrio percorreu sua espinha.
A este ponto, as memórias de cinco anos atrás vieram à tona. Erica planejou tudo para que Eliana perdesse a virgindade, fazendo com que ela tivesse um desentendimento com Asher. Além disso, Eliana também acabou caindo no mar e se afogando.
'Ela realmente voltou para se vingar de mim?'
Este mero pensamento fez com que o corpo de Erica se estremecesse de medo.
Asher, por outro lado, não achou aquele reencontro nem um pouco ruim. Por um momento, ele nem sequer se lembrou de que já era casado.
Seu coração se encheu de alegria ao reencontrar sua verdadeira amada.
Sendo assim, ele não pôde deixar de estender a mão, na tentativa de tocar o lindo rosto que ele ansiava dia e noite.
Percebendo o que estava prestes a acontecer, Eliana estendeu a mão, dando um tapa forte no rosto de Asher.
"Eliana, você enlouqueceu?"
Erica correu para verificar as bochechas avermelhadas de Asher, sentindo pena dele.
Mas então, Asher afastou Erica de perto dele, e olhou para Eliana carinhosamente.
"Eliana, eu não posso negar... Eu merecia esse tapa. Já te perdoei por ter me traído. Existe alguma chance de ficarmos juntos novamente?", o homem perguntou.
Eliana não pôde deixar de se sentir enojada com o comportamento descarado de Asher.
"Nossa... Sua declaração de amor é comovente, você não acha? Se eu não tivesse morrido uma vez, eu estaria em prantos agora. Desculpe por destruir a sua ilusão, mas não preciso do seu perdão. Foi a Erica quem armou tudo isso só para poder se casar com você!"
Perplexo, Asher voltou sua atenção para Erica e perguntou: "O que a Eliana quer dizer com isso?"
No segundo seguinte, o rosto de Erica ficou pálido. "Não dê ouvidos às mentiras dela!"
Um escândalo começava a tomar forma. No mesmo momento, a transmissão do aeroporto ressoou por todo o lugar.
"Todos, por favor, prestem bastante atenção: temos um anúncio de emergência. Se houver algum passageiro que tenha perdido seus filhos, preste atenção neste anúncio. Temos duas crianças aqui, uma menina e um menino. O nome da menina é Aileen Pierce, e o menino se chama Adrian Pierce. Se os pais estiverem ouvindo, por favor, dirijam-se ao saguão de atendimento do aeroporto o mais rápido possível. Repito, por favor, dirijam-se ao..."
'Adrian e Aileen!'
Eliana foi às pressas para o saguão de atendimento, deixando Asher e Erica para trás.
Asher estava preparado para segui-la, mas Erica o impediu.
Ele ficou lá, assistindo à Eliana se misturar em meio à multidão, sumindo do seu campo de vista.
Ao assistir à reação do marido, Erica cerrou os dentes. O ódio corria em suas veias, transparecendo em seus olhos.
Mais uma vez, Eliana a havia derrotado.
Erica estava tão apaixonada por Asher, que fez de tudo para que ele se casasse com ela. Cinco anos se passaram desde então, mas ele ainda não conseguia tirar Eliana da cabeça. E para piorar, agora ela havia ressuscitado dos mortos. Erica estava à beira de entrar em colapso ali mesmo.
Assim que Eliana chegou ao saguão de atendimento, encontrou Aileen e Adrian sentados em duas cadeiras.
"Ai, meus amores! Eu fiquei com tanto medo. Achei que tinha perdido vocês."
Ela rapidamente os envolveu em um abraço apertado. "Onde vocês dois estavam?"
"Eu estava procurando pelo papai!", Aileen respondeu, seu tom era cheio de entusiasmo.
"Papai? Mas quem?" As palavras da criança deixaram Eliana atordoada.
"Isso tudo é culpa de Aileen. Ela viu um moço bonito mais cedo e o chamou de 'papai'." Adrian resmungou.
Ao ouvir isso, Eliana se sentiu preocupada com o comportamento impulsivo da filha.
"Aileen, nunca mais faça isso. É muito perigoso. Entendeu?"
Aileen desviou o olhar e assentiu obedientemente.
Eliana suspirou e voltou sua atenção ao funcionário do aeroporto.
"Me desculpa pela confusão. Quem trouxe meus filhos aqui? Gostaria de agradecer a gentileza pessoalmente."
Sorrindo, o funcionário respondeu: "Seus filhos tiveram a sorte de conhecer um homem de bom coração. O CEO do Grupo Moran foi quem os deixou aqui."
Ouvir aquele nome fez com que o coração de Eliana falhasse uma batida. Sem responder nada, ela agarrou seus filhos e saiu dali imediatamente, fazendo com que os gêmeos ficassem com medo.
Mas quando ela chegou na saída, o homem já não estava mais lá fora. Tudo o que ela viu foi um Maybach passando por eles.
Havia um homem sentado dentro do carro. Ao passar por eles, a janela do carro foi fechada.
O Maybach logo desapareceu de seu campo de vista, e Eliana nem sequer teve a chance de enxergar o rosto do homem com clareza.
O motor do carro rugiu alto quando Maurice passou por Eliana e os gêmeos. O homem deu uma boa olhada neles três e, com a testa franzida, sentiu-se um pouco incomodado com aquela mulher, mesmo nunca a tendo conhecido.
'Que pessoa descuidada! Como diabos ela conseguiu perder essas crianças tão lindas?'
Porém, quando o rostinho angelical de Aileen passou pela sua mente, Maurice sentiu seu coração amolecer. Em um piscar de olhos, ele pisou no acelerador e o seu Maybach rasgou a estrada, desaparecendo da vista de todos.
"Mamãe, o que há com você? Ainda está brava comigo?", Aileen sussurrou enquanto tateava a mão de sua mãe.
Adrian revirou os olhos.
"É tudo culpa sua!", disse Eliana. "Quem mandou você chamar aquele estranho de 'papai'?"
"Mamãe, eu prometo que nunca vou fazer isso de novo", Aileen jurou solenemente.
Só então Eliana voltou a si, sorrindo gentilmente para a menina. "Eu não estou brava com você."
"Então por que você não estava me respondendo?", Aileen perguntou, fazendo biquinho.
Eliana permaneceu em silêncio. Talvez fosse apenas coincidência.
Durante os últimos cinco anos, a mulher se empenhou em elaborar uma investigação implacável em busca de pistas sobre uma suspeita inquietante: alguém planejou deliberadamente a falência do Grupo Pierce...
Com muito trabalho, ela conseguiu pequenas evidências que ajudariam a lançar luz sobre aquele caso obscuro. Descobriu, por exemplo, que Asher estava envolvido em tudo, mas ele era apenas um peão. Havia mais alguém por trás de tudo e ainda lhe faltavam peças para montar o quebra-cabeça.
A princípio, Eliana pensava que seu pai havia pulado de um prédio porque não aguentara o golpe, e que sua mãe também tirou a própria vida porque não pôde suportar a morte dele. No entanto, a dúvida não cansou de importuná-la: 'Será mesmo que isso é tudo?'
Até onde ela sabia, o Grupo Moran poderia estar por trás de toda a falcatrua.
"Mamãe, você não está me respondendo de novo!", Aileen insistiu enquanto apertava a mão de Eliana.
Quando voltou a si, ela acariciou levemente a cabeça das crianças. "Vamos conhecer a pessoa que veio nos buscar."
Com Aileen e Adrian ao seu lado, Eliana aguardou na entrada do aeroporto. Alguns minutos depois, um carro parou na frente deles.
"Senhorita Pierce, você chegou!", disse uma amável mulher de meia-idade enquanto saía do carro. "Você pode me chamar de Kimora. O senhor Bowman já arranjou tudo. Vamos! Entrem no carro."
Aileen e Adrian pularam de excitação. "Que legal, Jonathan enviou alguém para nos buscar!"
Os três foram levados para uma casa que o homem havia arranjado para eles ficarem. Após desfazer as malas, Eliana pegou o celular e fitou-o por alguns instantes, hesitante.
Finalmente, ela fez a ligação. "Obrigada, Jonathan", disse educadamente.
A voz do homem que lhe respondeu era baixa e agradável aos ouvidos. "Eliana, para que tanta formalidade? Estou sabendo que você voltou para casa para investigar sobre o Grupo Pierce... Eu posso ajudá-la com o que precisar. Basta me ligar, ok?"
"Obrigada, novamente."
Eliana não sabia o que mais poderia dizer a Jonathan, para quem ela sentia dever a própria vida. Ele a salvara quando ela caiu no mar. Depois do resgate, assim que ela descobriu estar grávida, um médico lhe disse que um aborto poderia colocar sua vida em risco, mas graças à ajuda de Jonathan, ela conseguiu dar à luz Aileen e Adrian.
Porém, Eliana não podia se forçar a amá-lo e, como ela sabia que o homem tinha sentimentos por ela, evitava ao máximo ficar frente a frente com ele. Se, por um lado, parecia cruel rejeitá-lo, por outro, ela não conseguia nutrir sentimentos para aceitá-lo. Eliana estava entre a cruz e a espada.
Após terminar a ligação, ela balançou a cabeça negativamente, como se tentasse pensar em outras coisas.
Definitivamente, aquela não era uma boa hora para pensar em relacionamentos... Sua prioridade era investigar sobre o que realmente aconteceu com o Grupo Pierce...
Eliana desbloqueou o celular e fitou mais uma vez a oferta de emprego do Grupo Moran.
Sentada na beira da cama e com os punhos cerrados, ela repassou toda a história em sua mente. Primeiro, a súbita falência do Grupo Pierce. Depois, a morte de seus pais... Ela tinha que investigar tudo sozinha.
... ...
No dia seguinte, Eliana foi até o Grupo Moran. A localização da empresa era privilegiada e suas altas Torres Gêmeas eram simplesmente magníficas.
Poucos minutos após chegar lá, uma recepcionista acompanhou Eliana até a porta de uma sala. "Essa é Gabrielle Aston, a diretora do Departamento de Design."
Eliana assentiu e entrou.
Na sala, havia uma mulher sentada em uma poltrona garbosa. Gabrielle olhou Eliana de cima a baixo de forma invasiva, o que a deixou extremamente desconfortável.
Eliana manteve a calma e sorriu educadamente. "Me chamo Eliana Pierce, muito prazer!"
"Bem-vinda ao Grupo Moran!", disse a mulher com um sorriso. Então ela continuou: "Eu tenho uma reunião com um cliente hoje à noite. Você pode ir comigo, se quiser..."
"Esta noite?! Claro, tudo bem...", disse Eliana demonstrando surpresa.
Gabrielle balançou a cabeça positivamente e depois caminhou em direção à porta. "Venha comigo."
Era hora de Eliana passar pelas formalidades. Quando saíram do elevador, ela notou nos rostos dos funcionários uma estranha seriedade, como se estivessem diante de um inimigo.
Naquele instante, um homem alto saiu de uma sala de reuniões cercado por executivos seniores. O figurão usava um belo terno e tinha uma postura invejável. Aquele, claramente, não era um funcionário qualquer.
Eliana encarou-o. Seu rosto era familiar...
"Ei!", chamou-a Gabrielle com urgência na voz e puxando-a pelo braço.
O rosto da mulher tornou-se sombrio. "Você tem que saber o seu lugar aqui dentro... O senhor Maurice é implacável. Se você demonstrar qualquer sentimento inapropriado em relação a ele, você será demitida em um piscar de olhos, me entendeu?"
O homem era Maurice Moran, o CEO da empresa.
Eliana pensou por um momento e logo abaixou a cabeça obedientemente. "Entendi."
Gabrielle entrou no escritório bufando, mas Eliana permaneceu onde estava, levantou a cabeça e olhou de novo para o corredor.