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Marcas Do Passado: A Redenção De Kairus O Mafioso

Marcas Do Passado: A Redenção De Kairus O Mafioso

Autor:: Vania Grah
Gênero: Romance
Kairus Falcone é um mafioso durão, imerso em um mundo de poder e negócios sujos. Sua vida muda completamente quando um acidente o aproxima de Isabela, uma jovem com um olhar misterioso que promete uma reviravolta em suas vidas. Uma paixão intensa floresce entre eles, derrubando as barreiras que Kairus havia erguido para proteger seu coração. Ele, antes frio e insensível, começa a se abrir para o amor. Ele se vê obrigado a repensar suas escolhas e enfrentar a ideia de que o amor pode superar as sombras de seu passado. Enquanto luta para deixar para trás as marcas que o atormentam, ele se encontra diante de uma situação complexa. O amor que sente e o desejo de vingança colidem, forçando-o a tomar decisões difíceis.

Capítulo 1 Uma promessa de vingança

•·.·"·.·• Kairus •·.·"·.·•

Após um longo e exaustivo dia no escritório, as transações da minha empresa haviam dado completamente errado. Eu estava no limite da minha paciência e resistência quando decidi voltar para casa mais cedo. Tinha em mente relaxar, talvez até buscar algum conforto na companhia da minha esposa, Sarah.

Assim que entrei em casa, a empregada Susan me recebeu com um olhar de apreensão. Ela me informou sobre a presença de alguém no quarto de Sarah, e eu, com um nó na garganta, perguntei:

- Onde está a Sarah, Susan?

Susan, visivelmente relutante em me dar a notícia, respondeu com uma voz trêmula:

- Ela está no quarto, senhor Kairus... com o seu acompanhante.

Balancei a cabeça, tentando controlar a onda de emoções que me invadia.

- Não precisa sentir pena de mim, Susan. Eu já deveria ter imaginado que algo assim pudesse acontecer. - declarei, forçando um sorriso.

Subi as escadas com passos pesados, determinado a enfrentar a situação. Quando cheguei à porta do quarto, percebi que ela estava entreaberta. Ouvi a discussão que acontecia lá dentro.

- John, você precisa entender, não é tão simples assim. Eu não pretendo me separar! Estou arrependida do que estamos fazendo. - Sarah implorava, sua voz tremendo.

John, o homem com quem ela me traíra, riu de maneira presunçosa.

- Sarah, querida, você precisa ser honesta consigo mesma. Eu posso te dar muito mais do que ele jamais poderia. Ele nunca te deu a atenção que você merece.

Aquilo foi o suficiente para que eu perdesse o controle. Empurrei a porta com força, fazendo-a ranger em um estrondo.

- Vocês dois são realmente sem-vergonhas, não acham? - gritei, minha voz transbordando de raiva e tristeza.

Ele me encarou com desdém, com um sorriso de superioridade no rosto.

- Quem é você para entrar aqui assim? - ele zombou.

Antes que pudesse pensar duas vezes, desferi um soco em seu rosto. Ele revidou com força, e a luta começou. Sarah tentou nos separar, mas sua força era insuficiente para conter nossa fúria.

A troca de socos e palavras durou até que um dos seguranças da casa, alertado pelo barulho, interveio, puxando-me para longe de John.

Ofegante e com o rosto ensanguentado, John me insultou, sua voz carregada de desprezo.

- Você é só um corno, Kairus!

Eu o encarei com fúria nos olhos, provocando-o.

- Vá para o inferno, seu desgraçado!

Antes de sair, encarei Sarah e John com olhos repletos de amargura.

- Tanto você quanto esse homem vão se arrepender do que fizeram, mais cedo ou mais tarde - declarei, com a voz carregada de ressentimento.

Procurei refúgio em um bar próximo, buscando alívio para a dor da traição que me corroía por dentro. Cada dose de uísque que eu levava à boca era como um soco direto no meu coração partido. Horas se passaram, e eu finalmente decidi passar a noite em um hotel.

O que mais poderia fazer? Precisava pensar e refletir nas decisões que precisavam ser tomadas. Do que adiantava ser correto quando os outros não eram? Isso me deixou muito decepcionado.

Liguei para o meu advogado e pedi que ele preparasse os documentos de divórcio. Não havia mais volta, eu tinha que seguir em frente com a minha vida.

No dia seguinte, eu estava na sala de casa, esperando a minha esposa. Ela tentou conversar comigo, querendo saber onde passei a noite, porém, a ignorei. Quando finalmente chegou a hora, joguei os papéis do divórcio sobre a mesa sem dizer uma palavra.

Sarah olhou para os papéis e, com voz trêmula, tentou argumentar:

- Kairus, vamos resolver essa situação juntos. Amor, me perdoa, juro que nunca mais farei algo assim de novo...

- Realmente, nunca mais você fará algo assim. - eu disse, forçando-a a segurar a caneta. - Assine os papéis, Sarah.

Ela insistiu, com lágrimas nos olhos, dizendo que não queria ser uma mulher divorciada. Mas eu não cedi.

- Assine, Sarah, acredite em mim, será pior se você não o fizer.

Finalmente, com medo e relutância, ela assinou os documentos.

- Kairus, tenha muito cuidado de agora em diante. Você não brigou com um homem qualquer. John vem de uma família de mafiosos.

- Família de mafiosos? Onde foi que você encontrou esse cara? Sabe, melhor não me dizer mais nada!

Antes de sair, eu me virei de costas para ela e, com uma voz firme, perguntei:

- Sarah, pensou que eu nunca fosse descobrir sua traição?

Minha decisão estava tomada e a traição de Sarah tinha consequências irreversíveis. Era o fim do nosso relacionamento e o início de uma nova fase da minha vida.

Sarah, mesmo após assinar os papéis do divórcio, tentou seguir-me até a porta, lágrimas escorrendo pelo rosto, lágrimas de falsidade. Eu a empurrei delicadamente, porém, com firmeza, impedindo-a de me seguir.

- Não, Sarah. Eu não quero mais ouvir nada do que você tem a dizer. Nunca mais quero vê-la na minha vida. - declarei com uma voz carregada de amargura.

Saí daquela casa, deixando para trás um casamento desfeito, uma traição que nunca esqueceria. Minha mente fervilhava de pensamentos sombrios e vingativos, buscando fazer justiça por aquilo que me fizeram.

Depois de sair daquela casa, estava decidido a cortar todos os laços com minha ex-esposa. No entanto, não deixaria isso barato. Naquela mesma noite, pus meu plano em ação. Vendi todas as ações da minha empresa e transferi cada centavo para uma conta secreta em um país distante.

Eu queria um recomeço longe de tudo, porém, não era o fim, não para aqueles dois. Eu planejava dar a eles muita dor. Adquiri vários galões de gasolina e, na madrugada seguinte, dirigi até a casa que um dia foi o nosso lar. Parado no carro, observei a imponente residência pegar fogo lentamente.

As chamas dançavam, iluminando a escuridão, e antes de partir, sussurrei:

- Se aquela vadia pensou que ficaria desfrutando de tudo que era meu, está muito enganada. Agora fique na rua da amargura! E ficaria muito feliz se soubesse que vocês dois estão juntos agora dentro dessa casa, contudo, não posso contar com essa sorte toda.

Quando casei com Sarah pensei ter encontrado o amor da minha vida, a mulher com quem construiria uma família, entretanto, a decepção demorou mais veio. Ela era minha única família, uma que assim como a sanguínea não existia mais.

- Vou destruir a vida desse filho da puta que acabou com o meu casamento. Prometo a mim mesmo que ele pagará...

E daí que ele fosse mesmo de uma família criminosa? Eu não tinha mais nada a perder, nada! Olhei mais uma vez para as chamas que queimavam a casa que por muitos anos me trouxe alegria. Agora ela se tornaria cinzas do que, outrora, pensei que fosse uma casa de família.

Com um sorriso sombrio nos lábios, afastei-me daquele que um dia foi meu lar. Agora, com meu passado em chamas, eu estava pronto para tudo.

Capítulo 2 Obscuridade

Minha vingança não tinha sido ainda concretizada contra aquele homem que ajudou a acabar com meu casamento. Passaram-se sete anos e eu continuava procurando um jeito de alcançá-lo. Agora ele ocupava o lugar do seu pai na criminalidade. E eu? Bom, fiz minhas escolhas para alcançá-lo um dia, é claro!

A noite caía sobre a cidade, como um véu de segredos e sombras que escondia os pecados e as tramas obscuras que se desenrolavam nos becos sujos e nos cantos mais sombrios. Enquanto a maioria dos habitantes se recolhia em suas casas, eu costumava agir discretamente, estava prestes a embarcar em mais uma noite de negócios ilegais, na rede sombria da máfia conhecida como A Mão de Prata.

Minha reputação como um homem a ser temido e respeitado havia se espalhado como fogo nas ruas sujas desta cidade. Meu rosto permanecia oculto sob um chapéu de aba larga, e meu passo era silencioso como o de um felino, porém, minha presença tinha o peso de uma sentença de morte. Eu era o fantasma que assombrava os pesadelos daqueles que ousavam cruzar meu caminho.

Naquela noite, o vento sussurrava segredos sombrios enquanto eu me aproximava do beco escuro onde nossos negócios seriam conduzidos. Atravessei a névoa crescente e fui recebido por uma figura enigmática, meu braço direito, Marco, que olhou para mim com olhos calculistas.

- Kairus, você está atrasado. - disse ele com um tom de reprovação.

- O tempo é relativo, Marco. O importante é que eu esteja aqui. - respondi com calma, sabendo que minha pontualidade, ou a falta dela, não era algo que Marco ousaria criticar novamente.

Adentramos um prédio abandonado, onde uma sala escura estava iluminada apenas por uma lâmpada fraca pendurada no teto. As sombras dançavam nas paredes, criando um ambiente perfeito para nossos negócios secretos.

Sentado em lados opostos de uma mesa de madeira desgastada, eu encontrei Donato, o líder da Mão de Prata, que estava à minha espera. Seus olhos estavam encobertos por sombras, mas o sorriso sádico em seu rosto era visível.

- Kairus, meu velho amigo. - disse Donato, sua voz grave ecoando pela sala. - Você sempre aparece quando há negócios a serem feitos.

- Negócios são sempre uma prioridade, Donato. - respondi com um leve aceno de cabeça.

Nossa conversa prosseguiu em um murmúrio confidencial, enquanto discutíamos os detalhes de nossos negócios ilegais. Era um acordo que envolvia drogas, contrabando e dinheiro sujo. Donato sabia que podia confiar em mim para manter nossas operações em sigilo e garantir que tudo corresse sem problemas.

Enquanto a negociação se desenrolava, uma tensão crescente pairava no ar. Ambos sabíamos que um único movimento em falso poderia desencadear uma guerra de gangues, e nenhum de nós estava disposto a arriscar isso naquela noite. Finalmente, chegamos a um acordo, e o negócio estava fechado.

Mas a noite estava longe de terminar. Quando nos preparávamos para nos retirar, as portas se abriram abruptamente, e um homem irrompeu na sala, com uma pistola apontada diretamente para mim.

- Kairus! - ele gritou. - Você é um traidor!

Os olhares de Donato e Marco se voltaram rapidamente para mim, e por um breve momento, senti o peso da traição no ar, no entanto, não sabia onde havia errado. Eu não estava disposto a me render tão facilmente. Com um movimento rápido, desviei-me do caminho da bala, jogando a mesa contra o atirador, criando uma distração suficiente para sacar minha própria arma.

Os tiros ecoaram pela sala escura enquanto uma luta feroz se desenrolava. Balas perfuravam as paredes, e o cheiro de pólvora encheu o ar. Foi a experiência que havia me mantido vivo até agora, me permitindo escapar ileso enquanto os corpos caíam ao meu redor.

Quando a fumaça finalmente se dissipou, o atirador estava morto, e Donato estava caído no chão, ferido, mas vivo. Marco estava de pé, uma ferida em seu ombro, porém, ainda pronto para lutar ao meu lado.

- Você é um homem de recursos, Kairus. - disse Donato, tossindo sangue enquanto olhava para mim com admiração.

Com um aceno de cabeça, indiquei a Marco que chamassem a ajuda médica para Donato. Não era do meu interesse que ele morresse ali. Afinal, a morte só criaria mais problemas, e eu já tinha problemas o suficiente naquela noite.

Com nossos negócios concluídos, saímos daquela sala escura e voltamos para as sombras da noite, onde meu manto de mistério me envolvia novamente. Eu era um homem misterioso, temido por muitos na cidade, como também era um homem de palavra. Os negócios com a Mão de Prata podiam ser sujos, mas, naquele mundo sombrio, a palavra era sagrada.

Enquanto a cidade continuava a girar em torno de seus segredos e mentiras, eu seguia meu próprio caminho nas sombras, sempre um passo à frente, sempre um homem misterioso a ser temido. Era assim que eu sobrevivia naquela cidade implacável, onde a escuridão era minha aliada e meu nome era sussurrado com respeito e temor.

A noite se estendia diante de mim, e o episódio na sala escura daquele prédio abandonado não passaria despercebido pelos olhos atentos da cidade. Sabia que teria que agir com cautela para evitar que a situação se deteriorasse ainda mais.

Marco e eu nos retiramos das profundezas daquele beco escuro e entramos em meu refúgio secreto, onde a escuridão era uma aliada constante. Ali, rodeados por sombras, começamos a traçar nossa estratégia.

- Kairus, essa traição não foi um acidente. - disse Marco com uma expressão séria. - Alguém nos armou uma emboscada.

Assenti, compartilhando sua preocupação. Não era comum que meus inimigos agissem com tamanha audácia. Alguém estava tentando me atingir onde mais doía, e eu não podia permitir que isso passasse impune.

- Vamos investigar isso a fundo, Marco. - declarei, com minha voz repleta de determinação. - Quero saber quem está por trás disso, e quero saber agora.

Começamos a traçar uma lista de suspeitos, nomes que poderiam estar por trás da emboscada na sala escura. A Mão de Prata tinha seus próprios inimigos, rivais ansiosos por assumir o controle do submundo da cidade, e não faltavam candidatos.

No entanto, uma pista começou a se destacar. Uma figura sombria, conhecida apenas como "O Sombra", era mencionada em sussurros pelas ruas da cidade. Dizia-se que ele era um mestre da manipulação e um jogador hábil no jogo das gangues. Talvez, ele fosse o cérebro por trás da emboscada.

Decidimos que era hora de visitar o submundo da cidade, para colher informações valiosas e encontrar qualquer pista que nos levasse ao culpado. Fomos aos antros de jogatina e bares sujos frequentados por criminosos de todos os tipos.

Pelas sombras, escutamos conversas, coletamos informações e deixamos nossos contatos sussurrarem em nossos ouvidos. Cada pista nos levava mais fundo no labirinto de traições e intrigas que permeava a cidade.

À medida que a noite avançava, ficava claro que O Sombra estava tramando algo grande. Rumores de uma guerra de gangues iminente começaram a circular, e eu sabia que estava no epicentro dessa tempestade iminente.

Finalmente, uma informação valiosa chegou até nós. Descobrimos que O Sombra estava planejando um grande ataque contra a Mão de Prata, e o objetivo era eliminar-me de uma vez por todas. Ele via em mim uma ameaça aos seus próprios planos ambiciosos e estava disposto a tudo para me eliminar.

Com as informações em mãos, reuni meus aliados mais confiáveis, incluindo Marco, e preparamos uma defesa meticulosa. Sabíamos que O Sombra não hesitaria em usar táticas sujas e traiçoeiras, contudo, estávamos prontos para qualquer coisa.

As ruas da cidade se tornaram o campo de batalha de uma guerra iminente. Eu estava no centro dessa tempestade, e apenas o tempo diria se eu emergiria vitorioso ou sucumbiria às sombras que me cercavam. Marco e eu iriamos em um galpão abandonado que sabíamos que era usado pelo O Sombra. Esperávamos que, com sorte, fossemos encontrá-lo pessoalmente para acertamos as contas.

Capítulo 3 Confronto com O Sombra

Estava escuro naquele galpão abandonado quando Marco e eu finalmente conseguimos capturar um dos homens de O Sombra. A tensão no ar era palpável, uma mistura de adrenalina e medo que permeava nossos corpos enquanto olhávamos para o sujeito acuado diante de nós. Seus olhos traíam seu desespero enquanto ele tentava se manter firme.

Eu o encarei com um sorriso sombrio, meu coração acelerando com a sensação de poder que essa captura me proporcionava. Era mais uma das minhas grandes façanhas como mafioso, e estava determinado a consolidar meu domínio sobre o território que O Sombra havia ousado desafiar.

- Você sabe por que está aqui, não é mesmo? - perguntei, mantendo a voz calma, mas firme. Sabia que a coerção era a chave para obter as informações de que precisávamos.

O homem olhou para mim com olhos arregalados e engoliu em seco antes de balbuciar:

- Eu não sei do que você está falando.

Marco soltou um riso baixo e ameaçador ao meu lado. Ele era meu braço direito, sempre pronto para fazer o trabalho sujo quando necessário.

- Oh, acho que ele sabe muito bem, Kairus. Mas talvez precise de um pequeno incentivo para lembrar.

Nesse momento, eu me aproximei do sujeito, minha silhueta projetada contra a parede de tijolos em decomposição. Ele tentou recuar, porém, não havia para onde ir.

- Vamos facilitar as coisas para você. - eu disse, com um tom de voz que não admitia argumentos. - O Sombra quer me matar, certo?

O homem engoliu em seco novamente e finalmente assentiu com a cabeça, sua resistência começando a desmoronar.

- Sim, ele quer... ele quer vocês mortos, na verdade. Ele está lamentando não ter conseguido ainda, mas tem outro plano em mente.

Marco deu um passo à frente, acentuando sua presença ameaçadora.

- E onde, exatamente, ele planeja fazer isso?

O sujeito hesitou por um momento, entretanto, a perspectiva de enfrentar a ira de Marco era mais assustadora do que qualquer coisa que O Sombra pudesse fazer.

- Em... em um armazém na beira do rio, amanhã à noite. Ele disse que vai ser uma emboscada.

Um sorriso de triunfo se espalhou pelo meu rosto.

- Muito bem. - eu disse, satisfeito com a informação que acabáramos de obter. - Agora, você tem duas opções. Uma delas é se juntar a nós e nos ajudar a eliminar O Sombra. A outra...

Deixei a ameaça pairar no ar.

O sujeito engoliu em seco novamente, seus olhos desesperados vasculhando em busca de uma saída.

- Eu... eu vou ajudar vocês. Não quero morrer.

Marco assentiu, satisfeito com a decisão do homem.

- Sábia escolha. Mas lembre-se, se tentar nos enganar, a morte será a menor de suas preocupações.

Com a informação em mãos e a lealdade forçada do homem, deixamos o galpão abandonado, planejando nossa vingança contra O Sombra. A noite estava escura, assim como os nossos corações. Sabíamos que o perigo nos aguardava, porém, estávamos prontos para enfrentá-lo, determinados a proteger nosso território e nossa posição como senhores do crime na cidade.

No entanto, à medida que o vento uivava e as sombras se alongavam em nosso caminho, eu sabia que essa batalha estava longe de ser o fim de nossa jornada no mundo sombrio do crime. Afinal, no submundo, a única coisa certa era a incerteza, e a única constante era a violência. Mas eu estava disposto a enfrentar tudo isso.

A noite seguinte chegou rápida e fria, e nossa pequena equipe se reuniu nas sombras, prontos para o confronto com O Sombra e seus capangas. O armazém à beira do rio parecia um lugar perfeito para uma emboscada. As luzes naquele beco escuro e deserto eram poucas e fracas, lançando sombras dançantes sobre as paredes.

Eu estava com Marco em alerta. Mantivemos nossas armas escondidas, prontos para agir no momento certo. O silêncio pairava no ar, apenas quebrado pelo som distante do rio e pelo farfalhar das folhas caídas no chão.

À medida que o tempo passava, a ansiedade aumentava. Cada segundo parecia uma eternidade enquanto esperávamos pelo sinal de O Sombra. Finalmente, ouvimos passos se aproximando, e uma sensação de tensão elétrica percorreu o grupo.

Da escuridão emergiu O Sombra, uma figura alta e misteriosa, envolvida em um casaco longo que parecia absorver a pouca luz que havia. Seus olhos brilhavam com malícia enquanto ele se aproximava, cercado por seus capangas. A atmosfera se tornou ainda mais opressiva com sua presença imponente.

- Kairus, Marco, vejo que decidiram se juntar a nós. - ele disse com um sorriso sardônico.

Permaneci calmo, não demonstrando medo.

- Nós não viemos para uma reunião amigável, O Sombra.

Ele riu, um som sinistro que ecoou pelas paredes do armazém.

- Então vocês vieram para morrer, é isso?

Nesse momento, nosso aliado deu o sinal, e todos sacamos nossas armas. A tensão no ar explodiu em ação. Os disparos ecoaram pelo armazém, enquanto a batalha começava em um turbilhão de balas e gritos.

Marco e eu nos movemos em sincronia, como dois predadores experientes, disparando com precisão mortal enquanto nos protegíamos atrás de caixas e barris. O Sombra e seus homens também eram habilidosos, mas eles não estavam preparados para a determinação que tínhamos em nosso lado.

A batalha se desenrolou em um frenesi caótico de violência. A fumaça das armas de fogo e o cheiro de pólvora impregnaram o ar. Sangue foi derramado, e cada bala disparada era um lembrete de que essa era uma luta pela sobrevivência.

Finalmente, O Sombra foi acuado em um canto, ferido e enfraquecido. Ele olhou para mim com desespero nos olhos, seu orgulho quebrado.

- Você venceu, Kairus. Faça o que quiser comigo.

Eu me aproximei dele com um olhar sombrio.

- Sua queda era inevitável, O Sombra. Mas vou mostrar misericórdia.

Ordenamos que nossos homens o prendessem, e ele foi levado, derrotado e humilhado.

A vitória foi nossa naquela noite, e o território agora estava firmemente sob nosso controle. Era um momento de triunfo, como também de reflexão. No submundo do crime, não havia vitórias duradouras, apenas momentos efêmeros de poder.

À medida que observava O Sombra sendo levado, sabia que a batalha estava longe de terminar. Novos desafios surgiriam, e eu estava disposto a enfrentá-los com a mesma força de vontade que me trouxe até aqui. Eu era um mafioso que consolidou seu poder, e minha caminhada no mundo sombrio do crime estava apenas começando.

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