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Maria: De Esposa a Rainha

Maria: De Esposa a Rainha

Autor:: Bei Jin
Gênero: Bilionários
O sol da Bahia beijava minha pele, enquanto a risada da minha filha Sofia, de sete anos, preenchia a praia particular da minha família. Mas a paz se quebrou por uma voz estridente: Patrícia Costa, a influenciadora do momento, me confrontou, dizendo que "meu marido, João Mendes", havia reservado a praia para ela. Ela me chamou de "parasita" e "esposa troféu", e, na frente de Sofia, sugeriu que minha filha "entreter" os investidores, enquanto João, o pai de Sofia, assistia em silêncio. Meu coração se partia ao ver o homem que eu amava me humilhando, vendendo a inocência da nossa filha por negócios. Aquele relógio simples no meu pulso escondia o segredo mais bem guardado da família Silva, e, ao apertar o botão três vezes, preparei-me para mostrar a João e Patrícia quem eram os verdadeiros donos daquela praia, e daquele poder.

Introdução

O sol da Bahia beijava minha pele, enquanto a risada da minha filha Sofia, de sete anos, preenchia a praia particular da minha família.

Mas a paz se quebrou por uma voz estridente: Patrícia Costa, a influenciadora do momento, me confrontou, dizendo que "meu marido, João Mendes", havia reservado a praia para ela.

Ela me chamou de "parasita" e "esposa troféu", e, na frente de Sofia, sugeriu que minha filha "entreter" os investidores, enquanto João, o pai de Sofia, assistia em silêncio.

Meu coração se partia ao ver o homem que eu amava me humilhando, vendendo a inocência da nossa filha por negócios.

Aquele relógio simples no meu pulso escondia o segredo mais bem guardado da família Silva, e, ao apertar o botão três vezes, preparei-me para mostrar a João e Patrícia quem eram os verdadeiros donos daquela praia, e daquele poder.

Capítulo 1

O sol da Bahia beijava a pele de Maria Silva, um calor suave que a convidava a relaxar, a areia branca e fina corria por entre seus dedos enquanto ela observava sua filha, Sofia, de sete anos, correr pela beira do mar.

A risada de Sofia era a única música que quebrava o som ritmado das ondas, a menina corria, pulava pequenas ondas e olhava para trás, garantindo que a mãe a observava.

Maria sorria, um sorriso genuíno e cansado, ela tinha desenhado coleções inteiras inspirada por aquela paz, por aquela praia particular que pertencia à sua família há gerações.

Era seu refúgio, o lugar onde ela não era a esposa de João Mendes, o empresário de tecnologia em ascensão, mas apenas Maria.

E mãe de Sofia.

A tranquilidade, no entanto, foi quebrada de forma abrupta.

Uma voz estridente e arrogante cortou o ar.

"O que vocês duas estão fazendo aqui? Esta área é particular."

Maria virou a cabeça lentamente, seus olhos encontraram uma mulher alta, magra, vestida com um biquíni minúsculo de grife e óculos de sol enormes que escondiam metade de seu rosto, ela tinha o tipo de beleza artificial que a fama instantânea das redes sociais costumava produzir.

Era Patrícia Costa, a influenciadora digital do momento.

Sofia parou de correr e se escondeu atrás da perna de Maria, assustada com a mulher desconhecida.

Maria permaneceu sentada, calma.

"Esta praia é minha", ela respondeu com uma voz nivelada, sem emoção.

Patrícia soltou uma risada debochada, tirando os óculos de sol para exibir um olhar de desprezo.

"Sua? Querida, não seja ridícula, você deve ter se enganado, meu marido, João Mendes, reservou esta praia inteira para mim e para nossos convidados."

Ela pronunciou o nome "João Mendes" com uma posse que era ao mesmo tempo patética e ofensiva.

Maria sentiu um aperto no peito, mas seu rosto não demonstrou nada, ela conhecia a reputação de Patrícia, sabia do caso dela com seu marido, João nunca se deu ao trabalho de ser discreto.

"João não tem autoridade para reservar este lugar", disse Maria, sua voz ainda perfeitamente calma.

Patrícia se aproximou, seu corpo emanando uma hostilidade barata.

"Ah, ele tem, ele tem toda a autoridade, você não passa de uma esposa troféu, uma dona de casa que não sabe de nada, você vive do dinheiro dele, do status dele, é uma parasita, você e essa sua filhinha."

A palavra "parasita" ecoou na mente de Maria, era uma acusação tão absurda que quase a fez rir de verdade.

Ela olhou para o mar, para a vastidão azul, e pensou na fortuna de sua família, um império no agronegócio que sustentava uma parte significativa da economia do país, uma fortuna que fazia o sucesso recente de João parecer uma piada.

Foi o dinheiro dela, as conexões da família dela, que transformaram João Mendes de um ninguém ambicioso no empresário de tecnologia que ele era hoje.

A empresa dele, os contatos dele, a casa onde moravam, tudo, absolutamente tudo, vinha dela.

Ele era o verdadeiro parasita.

"Você não sabe do que está falando", Maria disse, sua paciência começando a se esgotar.

Patrícia sorriu, um sorriso vitorioso e cruel.

"Claro que sei, sou a mulher que ele realmente ama, a mulher com quem ele faz negócios, não uma coitadinha que fica em casa cuidando de criança, aliás, falando em negócios", ela disse, olhando para Sofia com um interesse que fez a pele de Maria se arrepiar. "Temos uns investidores importantes chegando, talvez sua filha pudesse ser útil, entreter um pouco os senhores."

A sugestão velada, a forma como ela olhou para Sofia, acendeu uma fúria fria e profunda dentro de Maria, uma fúria que ela mantinha sob controle há muito tempo.

Ela se levantou lentamente, colocando Sofia atrás de si, seu corpo formando uma barreira protetora.

O jogo tinha acabado de mudar.

Capítulo 2

Patrícia não notou a mudança na atmosfera, cega por sua própria arrogância, ela se aproximou mais, seu olhar ainda fixo em Sofia, que se agarrava à mãe com mais força.

"Não se aproxime dela", a voz de Maria era baixa, quase um sussurro, mas carregada de uma ameaça inconfundível.

A influenciadora apenas riu.

"Não seja tão dramática, só estou dizendo que uma menina bonita como ela pode abrir muitas portas, não é mesmo?"

Nesse momento, um homem corpulento, de meia-idade, apareceu atrás de Patrícia, ele usava uma camisa florida apertada que mal continha sua barriga proeminente, seu rosto estava vermelho por causa do sol e do álcool, e seus olhos pequenos e úmidos percorreram o corpo de Sofia de uma forma repulsiva.

Era o Sr. Ricardo, um dos investidores estrangeiros que João tanto queria agradar.

"Patrícia, querida, quem são essas?", ele perguntou com um sotaque carregado, sua voz pastosa.

"Apenas a esposa inútil de João e a filha dela, Sr. Ricardo, elas já estavam de saída", respondeu Patrícia, com um tom de desdém.

O Sr. Ricardo ignorou Maria completamente e focou em Sofia, ele deu um passo à frente, seu sorriso se alargando de uma forma grotesca.

"Que menina adorável, venha aqui, pequena."

Ele estendeu a mão gorda e suada na direção de Sofia.

Instintivamente, Maria se moveu, empurrando Sofia para mais longe e se interpondo entre a filha e o homem, a mão do Sr. Ricardo tocou o braço de Maria em vez do de Sofia.

"Saia de perto da minha filha", Maria sibilou, sua calma se quebrando pela primeira vez, a repulsa visível em seu rosto.

Patrícia interveio, empurrando o ombro de Maria com força.

"Como você ousa falar assim com o Sr. Ricardo? Você não sabe quem ele é? Peça desculpas agora!"

"Eu não vou pedir desculpas por proteger minha filha de um predador", Maria respondeu, seu olhar fixo e gelado em Patrícia.

A tensão era palpável, Sofia começou a chorar baixinho, aterrorizada com a agressividade dos estranhos e com a expressão dura no rosto da mãe.

O Sr. Ricardo, ofendido, agarrou o braço de Maria com mais força.

"Mulher insolente!"

"Solte ela!", a voz de Sofia soou, pequena, mas cheia de coragem desesperada.

O homem olhou para a menina, surpreso, e depois riu, uma risada gutural e desagradável.

"Que temperamento! Gosto disso."

Patrícia viu a oportunidade perfeita para solidificar sua posição.

"João ficará furioso quando souber como você tratou nosso convidado de honra, Maria, ele vai te colocar no seu lugar."

Ela se virou para o Sr. Ricardo com um sorriso bajulador.

"Não se preocupe, senhor, João sabe como controlar a esposa dele, e ele me disse que a menina é muito talentosa, talvez ela possa dançar para nós mais tarde, como um pedido de desculpas."

A sugestão explícita fez o sangue de Maria gelar, a imagem de sua filha sendo forçada a se apresentar para aquele homem nojento era um limite que ela jamais permitiria que fosse cruzado.

Com um movimento rápido e preciso, Maria torceu o pulso, usando o próprio peso do Sr. Ricardo contra ele, o homem soltou um grunhido de dor e surpresa, soltando o braço dela.

Sem hesitar, Maria pegou Sofia no colo.

"Nós vamos embora agora."

Ela se virou e começou a caminhar em direção à saída da praia, seu coração batendo forte, mas suas ações eram firmes e decididas.

Ela precisava tirar Sofia dali, para longe daqueles monstros.

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