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Maria Inocente Morreu: Renasci

Maria Inocente Morreu: Renasci

Autor:: Tang BuTian
Gênero: Moderno
Na minha vida passada, uma simples foto de viagem transformou-se no bilhete da minha própria condenação. Uma imagem minha, sorrindo e cheia de esperança, era tudo o que meus pais e avó precisavam para iniciar um plano cruel de extorsão. Eles mancharam meu nome, destruíram minha carreira e até me expulsaram de casa, com acusações absurdas que me pintavam como um monstro ingrato. Eu perdi tudo: emprego, amigos e até a família que pensei ter, sem entender a profundidade daquela traição, apenas o mistério de um ódio implacável pelo dinheiro. Até que, em um piscar de olhos, eu estava de volta. O calendário mostrava o dia exato da minha ruína, mas desta vez, a Maria ingênua estava morta.

Introdução

Na minha vida passada, uma simples foto de viagem transformou-se no bilhete da minha própria condenação.

Uma imagem minha, sorrindo e cheia de esperança, era tudo o que meus pais e avó precisavam para iniciar um plano cruel de extorsão.

Eles mancharam meu nome, destruíram minha carreira e até me expulsaram de casa, com acusações absurdas que me pintavam como um monstro ingrato.

Eu perdi tudo: emprego, amigos e até a família que pensei ter, sem entender a profundidade daquela traição, apenas o mistério de um ódio implacável pelo dinheiro.

Até que, em um piscar de olhos, eu estava de volta. O calendário mostrava o dia exato da minha ruína, mas desta vez, a Maria ingênua estava morta.

Capítulo 1

Na minha vida passada, eu morri em uma noite fria e chuvosa, abandonada por todos.

O motivo foi uma simples foto de viagem que postei nas redes sociais, uma imagem sorridente em frente a um ponto turístico famoso na capital, cheia de esperança sobre meu futuro promissor.

Essa foto, no entanto, se tornou a causa da minha ruína.

Minha família, as pessoas que eu mais amava e em quem confiava, viram naquela imagem não o sucesso da filha, mas uma oportunidade de extorsão.

Meu pai, João, um homem que sempre se preocupou com as aparências, foi o primeiro a me ligar. Sua voz, que antes era de orgulho, soava estranhamente severa.

"Maria, que foto é essa? Você não tem vergonha de ostentar assim? Sabe quanto custa uma viagem dessas? Em vez de gastar dinheiro com bobagens, por que não ajuda sua família?"

Depois veio minha mãe, Ana, com seu drama habitual. Ela me acusou de ser egoísta, de abandonar os pais que tanto se sacrificaram por mim.

"Filha, estou com tantas dívidas, e você aí, esbanjando. Você partiu meu coração."

A situação escalou rapidamente. Eles começaram a espalhar boatos entre os parentes e vizinhos, me pintando como uma filha ingrata e perdulária que negava ajuda à família necessitada.

A humilhação pública foi apenas o começo.

Eles foram até meu trabalho, uma empresa de prestígio onde eu estava prestes a ser promovida. Fizeram um escândalo no saguão, acusando-me de roubar dinheiro da família para financiar minha "vida de luxo".

Fui demitida. Minha carreira, construída com tanto esforço e noites sem dormir, foi destruída em um instante.

O golpe final veio da minha avó, Dona Clara, a matriarca que eu sempre respeitei e amei. Ela me acusou publicamente de tentar assassiná-la para receber o dinheiro de um seguro de vida.

Foi uma acusação tão absurda, tão cruel, que paralisou a todos. Mas a frieza em seus olhos era real.

Minha colega de quarto e melhor amiga da faculdade, Sofia, que deveria ser meu apoio, também me traiu. Ela secretamente forneceu informações à minha família, ajudando a construir o caso contra mim.

Eu perdi tudo. Meu emprego, minha reputação, meus amigos e, finalmente, minha família.

Desamparada e desacreditada, fui expulsa de casa e acabei em um abrigo. Mas eles não pararam. Em sua ganância, eles me expuseram a extremistas, pessoas perigosas com quem eles tinham algum tipo de ligação obscura.

Minha vida foi tirada por eles.

Enquanto eu dava meu último suspiro, a única pergunta em minha mente era: por quê? Por que a família que me criou com tanto "amor" me destruiria com tanta crueldade por dinheiro?

Eu morri com esse mistério não resolvido.

Até que abri os olhos novamente.

A luz do sol entrava pela janela do meu apartamento na capital. Meu celular vibrava na mesa de cabeceira.

Na tela, o nome "Mãe" piscava.

Eu estava viva.

O calendário no celular confirmava. Era o dia em que postei a fatídica foto de viagem. O dia em que a primeira traição aconteceu.

Eu renasci.

Uma onda de ódio frio percorreu meu corpo. Desta vez, não haveria ingenuidade. Não haveria lágrimas inúteis.

Eles me acusaram de crimes que não cometi. Nesta vida, eu vou garantir que eles paguem por cada um deles.

Eu atendi o telefone.

"Alô, mãe."

A voz dramática e chorosa de Ana soou do outro lado, exatamente como na minha memória.

"Maria, minha filha! Você viu as notícias? Sua avó está no hospital! Ela caiu e quebrou a perna!"

Na minha vida passada, eu entrei em pânico, acreditei em cada palavra e corri para o hospital, apenas para cair em sua primeira armadilha de extorsão.

Mas agora, eu sabia a verdade.

"É mesmo?", respondi, com uma calma que surpreendeu até a mim mesma. "Que pena. Espero que ela melhore logo."

Houve um silêncio chocado do outro lado da linha. Minha mãe não esperava essa reação.

"Maria! Como você pode ser tão fria? Sua avó está sofrendo! Precisamos de dinheiro para a cirurgia, e você é a única que pode ajudar!"

"Dinheiro?", repeti lentamente, saboreando a palavra. "Claro. Mas antes, por que você não me diz a verdade, mãe? Por que vocês realmente precisam de dinheiro?"

O jogo havia começado. E desta vez, eu ditava as regras.

Capítulo 2

A voz de Ana no telefone vacilou por um segundo, pega de surpresa pela minha pergunta direta.

"Como assim, a verdade? A verdade é que sua avó precisa de ajuda! Você está me acusando de mentir, Maria? Depois de tudo que fiz por você?"

Sua habilidade de se vitimizar era impressionante. Na vida passada, essa tática sempre funcionava. Eu me sentia culpada e cedia a todas as suas vontades.

Mas a Maria ingênua estava morta.

"Eu não estou acusando ninguém, mãe. Só estou fazendo uma pergunta," respondi, mantendo meu tom neutro. "Você disse que a vovó quebrou a perna. Em qual hospital ela está? Eu posso ligar para verificar e talvez transferir o dinheiro diretamente para a conta do hospital."

Silêncio. Um silêncio longo e pesado. Eu podia quase ouvir as engrenagens na cabeça dela girando, tentando encontrar uma nova mentira.

"Não precisa se preocupar com isso! É um processo complicado," ela finalmente disse, a voz cheia de uma falsa urgência. "Apenas transfira o dinheiro para a minha conta. Eu cuido de tudo. Preciso de dez mil reais. Agora."

Dez mil reais. A mesma quantia que eles me extorquiram da primeira vez.

"Dez mil reais é muito dinheiro, mãe. Eu não tenho tudo isso agora. Acabei de pagar o aluguel."

"Não minta pra mim, Maria! Eu vi a foto da sua viagem! Se você tem dinheiro para passear e se exibir, tem dinheiro para ajudar sua família! Ou você prefere ver sua avó aleijada para o resto da vida?"

A chantagem emocional. Clássico.

"Vou ver o que posso fazer," eu disse, encerrando a conversa antes que ela pudesse continuar. "Tenho uma reunião importante agora. Tchau."

Desliguei o telefone antes que ela pudesse protestar. Meu coração batia forte, não de medo, mas de uma raiva fria e calculista. Eles não haviam perdido tempo.

Fui para o trabalho. Era um dia crucial. A reunião que mencionei era real, e nela, meu chefe anunciaria a nova gerente de projetos. Na minha vida passada, esse cargo era meu.

Mas foi naquele mesmo dia que meu pai e minha mãe apareceram na empresa para fazer seu primeiro escândalo.

Eu cheguei ao escritório e fui direto para a minha mesa. Meus colegas me cumprimentaram com sorrisos, alguns me parabenizando antecipadamente pela promoção. Eu sorri de volta, um sorriso vazio.

A reunião começou. Meu chefe, Sr. Almeida, elogiava meu trabalho, meu comprometimento. Eu podia sentir o olhar de inveja de alguns colegas. Tudo estava acontecendo exatamente como antes.

Então, a porta da sala de reuniões se abriu com um estrondo.

Meu pai, João, e minha mãe, Ana, entraram. As expressões em seus rostos eram uma mistura de fúria e sofrimento encenado.

"Maria!", gritou meu pai, apontando um dedo acusador para mim. "Como você tem coragem de ficar aqui, tranquila, enquanto sua família está passando por necessidades?"

Todos na sala se viraram para mim, chocados. O Sr. Almeida franziu a testa, confuso.

"Senhor, senhora, aqui é um local de trabalho. Se tiverem algum problema pessoal, por favor, resolvam lá fora."

Ana começou a chorar, um choro alto e desesperado.

"Problema pessoal? Minha filha, a quem demos tudo, nos abandona! Ela gasta rios de dinheiro com luxos, mas se recusa a nos ajudar! Nós criamos um monstro!"

Eu me levantei. Na vida passada, eu estava tremendo, humilhada, sem saber o que dizer.

Desta vez, eu os encarei diretamente.

"Pai, mãe, o que vocês estão fazendo aqui? Eu disse que ia ver o que podia fazer."

"Ver o que podia fazer?", zombou João. "Isso não é suficiente! Nós precisamos do dinheiro agora! Ou será que você gastou tudo em suas roupas caras e jantares chiques? Quem sabe o que mais você faz para conseguir esse dinheiro todo?"

A insinuação era clara e venenosa. Ele estava sugerindo que eu estava me prostituindo.

O ar na sala ficou pesado. Meus colegas me olhavam com uma mistura de pena e suspeita. A promoção, que estava ao meu alcance, agora parecia se dissolver no ar.

"Eu trabalho duro pelo meu dinheiro," eu disse, minha voz firme. "Cada centavo que eu tenho foi ganho com meu próprio suor. Vocês sabem disso."

"Trabalho duro?", Ana riu em meio às lágrimas. "Nós sabemos que seu salário não é tão alto assim. Como você consegue pagar um apartamento caro na capital e ainda viajar? Você está nos escondendo alguma coisa, Maria. E nós, como seus pais, temos o direito de saber!"

Eles estavam me encurralando, destruindo minha credibilidade na frente do meu chefe e de todos. Eles queriam me quebrar, me humilhar, para que eu ficasse dependente deles e fosse mais fácil de controlar e extorquir.

"Essa empresa deveria ter mais cuidado com quem contrata," disse João, olhando diretamente para o Sr. Almeida. "Uma pessoa com uma moral tão questionável não deveria ocupar um cargo de responsabilidade."

O Sr. Almeida, que antes me apoiava, agora me olhava com desconfiança. A semente da dúvida havia sido plantada.

"Talvez devêssemos dar uma olhada nas suas coisas, Maria," disse Ana, sua voz subitamente maliciosa. "Verificar sua bolsa, seu computador. Tenho certeza que encontraríamos provas de como você realmente consegue seu dinheiro."

Era o mesmo roteiro da minha vida passada. A humilhação final. Os olhares de todos se voltaram para mim, esperando minha reação. Eles queriam que eu negasse, que eu chorasse, que eu parecesse culpada.

Mas eu não era mais aquela garota.

Eu olhei para minha mãe, para meu pai, e depois para o Sr. Almeida.

"Tudo bem," eu disse, com uma calma assustadora. "Podem verificar. Eu não tenho nada a esconder."

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