Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Bilionários > Marido Troféu, Coração Partido
Marido Troféu, Coração Partido

Marido Troféu, Coração Partido

Autor:: Gypsy
Gênero: Bilionários
Eu era Tiago Almeida, o marido troféu de Sofia Oliveira, rainha da elite de Lisboa. Um engenheiro de software "resgatado" por ela, vivendo na sua gaiola dourada, onde o meu valor era apenas a minha obediência. Num leilão de caridade, apenas para exibir riqueza, desafiei Lucas, o novo protegido de Sofia, por uma garrafa de Vinho do Porto de 1945. Ganhei. A vingança de Sofia foi imediata: ameaçou cortar o financiamento para o tratamento experimental do meu irmão Pedro. Fui humilhado, forçado a entregar a guitarra do meu avô para Lucas, que a partiu na minha frente, encenando um ataque para me incriminar. Sofia defendeu-o. Fui queimado por sopa quente derramada por Lucas, mas ela só se importou com um pequeno salpico no dedo dele. O cúmulo da crueldade veio quando Pedro morreu por "complicações" cirúrgicas, orquestradas pelo primo de Lucas. Quando a soquei em desespero, Sofia me defendeu a ele e declarou que abortaria o nosso filho, dizendo que eu "não era digno de ser pai". O meu mundo desabou. Em poucas horas, perdi o meu irmão e o meu filho. A humilhação era insuportável. Mas a verdade mais cruel ainda estava por vir: Lucas estava a manipular e trair Sofia para tomar o seu império. E Sofia? Descobri o relatório médico provando que era ela, e não eu, infértil. Eu tinha aguentado a culpa e as suas palavras cruéis durante anos para proteger o seu orgulho. A mulher com quem partilhara a minha vida era um monstro, e eu, um tolo. Decidi que Tiago Almeida tinha de morrer. Com provas esmagadoras contra Lucas e a verdade nua e crua sobre Sofia, orquestrei a minha própria "morte" num acidente, deixando tudo para ela descobrir. Agora, sou "Falcão", renascido na escuridão do mar. Fui embora para sempre. Mas Sofia, a Rainha implacável, está prestes a descobrir o que realmente perdeu, e a colher a tempestade que ela própria semeou.

Introdução

Eu era Tiago Almeida, o marido troféu de Sofia Oliveira, rainha da elite de Lisboa.

Um engenheiro de software "resgatado" por ela, vivendo na sua gaiola dourada, onde o meu valor era apenas a minha obediência.

Num leilão de caridade, apenas para exibir riqueza, desafiei Lucas, o novo protegido de Sofia, por uma garrafa de Vinho do Porto de 1945.

Ganhei. A vingança de Sofia foi imediata: ameaçou cortar o financiamento para o tratamento experimental do meu irmão Pedro.

Fui humilhado, forçado a entregar a guitarra do meu avô para Lucas, que a partiu na minha frente, encenando um ataque para me incriminar. Sofia defendeu-o.

Fui queimado por sopa quente derramada por Lucas, mas ela só se importou com um pequeno salpico no dedo dele.

O cúmulo da crueldade veio quando Pedro morreu por "complicações" cirúrgicas, orquestradas pelo primo de Lucas.

Quando a soquei em desespero, Sofia me defendeu a ele e declarou que abortaria o nosso filho, dizendo que eu "não era digno de ser pai".

O meu mundo desabou. Em poucas horas, perdi o meu irmão e o meu filho. A humilhação era insuportável.

Mas a verdade mais cruel ainda estava por vir: Lucas estava a manipular e trair Sofia para tomar o seu império.

E Sofia? Descobri o relatório médico provando que era ela, e não eu, infértil. Eu tinha aguentado a culpa e as suas palavras cruéis durante anos para proteger o seu orgulho.

A mulher com quem partilhara a minha vida era um monstro, e eu, um tolo.

Decidi que Tiago Almeida tinha de morrer.

Com provas esmagadoras contra Lucas e a verdade nua e crua sobre Sofia, orquestrei a minha própria "morte" num acidente, deixando tudo para ela descobrir.

Agora, sou "Falcão", renascido na escuridão do mar. Fui embora para sempre.

Mas Sofia, a Rainha implacável, está prestes a descobrir o que realmente perdeu, e a colher a tempestade que ela própria semeou.

Capítulo 1

A caridade era apenas uma desculpa, uma forma de a elite de Lisboa exibir a sua riqueza sob o pretexto de boas ações. Eu sabia disso, e Sofia, a minha mulher, sabia-o ainda melhor, afinal, ela era a rainha deste mundo.

Esta noite, o item principal era uma garrafa de Vinho do Porto de 1945, do ano em que o império da família de Sofia foi fundado. Era um símbolo, e ela queria-o.

Ou melhor, o seu novo protegido queria-o.

Lucas Andrade, o artista plástico brasileiro com um sorriso fácil e olhos que prometiam tudo, estava sentado ao lado dela, sussurrando-lhe ao ouvido. Sofia ria, um som que antes era música para os meus ouvidos e que agora me causava um aperto no estômago.

Eu era Tiago Almeida, o marido troféu, o engenheiro de software cuja família de artesãos de azulejos tinha ido à falência, "salvo" por ela. O meu único valor agora era a minha aparência e a minha obediência.

O leiloeiro começou: "Cem mil euros."

Lucas levantou a sua placa com um ar casual. "Cento e cinquenta mil."

Sofia olhou para mim, um brilho de aviso nos seus olhos. Não te atrevas.

Senti um impulso, uma faísca de rebeldia que pensei ter morrido há muito tempo. Era pelo meu avô, que amava Vinho do Porto. Era pelo meu irmão, Pedro, cuja vida dependia do dinheiro desta mulher. Era por mim.

Levantei a minha placa. "Duzentos mil."

O salão ficou em silêncio. Sofia olhou para mim, o seu sorriso congelado. Lucas franziu a testa, o seu charme a vacilar por um segundo.

"Duzentos e cinquenta mil," disse Lucas, a sua voz mais tensa.

"Trezentos mil," respondi, sem desviar o olhar de Sofia.

A sala prendeu a respiração. Lucas olhou para Sofia, à espera que ela o autorizasse a ir mais longe, mas ela estava demasiado ocupada a fuzilar-me com o olhar. O martelo bateu.

"Vendido ao senhor Almeida!"

O silêncio foi quebrado por um murmúrio de surpresa. Eu tinha vencido. Tinha desafiado a rainha no seu próprio castelo.

A viagem de carro para o Algarve foi silenciosa. Sofia conduzia o seu Aston Martin a uma velocidade perigosa pelas estradas sinuosas. Eu olhava para a escuridão lá fora.

Chegámos a uma vila moderna, isolada no topo de uma falésia, com o Atlântico a bater violentamente lá em baixo. Era a nossa "casa de refúgio", a sua gaiola dourada.

Ela não gritou. Sofia nunca precisou de gritar. A sua arma era o silêncio e o poder.

Ela sentou-se numa poltrona de couro branco, de frente para mim, e pegou no seu telemóvel.

"Sabes, Tiago, o tratamento experimental do Pedro na Suíça é terrivelmente caro."

O meu coração parou.

"A clínica precisa de financiamento constante para a investigação. É uma pena que o coração dele seja tão fraco."

Ela marcou um número. A chamada foi para o altifalante.

"Dr. Muller, aqui é Sofia Oliveira. Tenho más notícias. Devido a circunstâncias imprevistas, o Grupo Oliveira terá de cortar o financiamento para o tratamento do paciente Pedro Almeida. Sim, com efeito imediato."

O meu mundo desabou. "Não, Sofia, por favor, não faças isso!"

Ela ignorou-me, os seus olhos frios e calculistas.

"Peço desculpa, Tiago," disse ela, desligando a chamada. "O Lucas ficou tão magoado esta noite. A tua pequena vitória custou-lhe a sua dignidade. Ele precisa de ser compensado."

O que é que ela queria? O meu dinheiro? Eu não tinha nenhum. A minha vida? Era dela de qualquer maneira.

"A guitarra portuguesa do teu avô," disse ela, a sua voz suave como veneno. "Aquela que ele fez à mão. O Lucas acha-a encantadora. Traz-ma."

A guitarra. A única coisa de valor que me restava da minha família, da minha herança. O meu avô, um fadista famoso, tocara nela até ao dia da sua morte. O seu cheiro, o seu toque, era a minha única ligação a um passado onde eu era alguém.

"Sofia, tudo menos isso," implorei, o meu orgulho a transformar-se em pó. "É a única coisa que tenho dele. Por favor."

"Tens dez minutos para a trazer aqui," disse ela, olhando para o seu relógio de diamantes. "Ou a chamada para o Dr. Muller torna-se permanente."

Corri para o nosso quarto, as minhas mãos a tremer. Peguei na caixa de veludo gasta. Abri-a. A madeira escura e polida da guitarra brilhava. Toquei nas cordas. Um som mudo e triste encheu o ar.

Voltei para a sala. Sofia estava de pé, impaciente. Lucas tinha chegado, de alguma forma, e estava ao lado dela, com um sorriso presunçoso.

Entreguei-lhe a guitarra. Ele pegou nela como se fosse um brinquedo barato.

Nesse momento, o meu telemóvel tocou. Era um número suíço. Atendi, com o coração na boca.

"Senhor Almeida?" A voz era fria, profissional. "Sou o Dr. Muller. Lamento informar, mas o tratamento do seu irmão foi cancelado por falta de pagamento. Ele foi retirado do programa."

"Não! Não, esperem! O pagamento vai ser feito!" gritei, em pânico.

Olhei para Sofia. Ela sorriu, um sorriso verdadeiramente cruel.

"Foi apenas um aviso, querido," disse ela, pegando no seu próprio telemóvel e enviando uma mensagem. "Para te lembrar quem manda. Mas da próxima vez, será real."

O meu telemóvel vibrou. Uma mensagem do banco. Uma transferência maciça tinha sido feita para a clínica suíça.

Senti-me vazio. Humilhado. Destruído. Ela tinha-me despido de tudo.

Sofia passou um braço pelo ombro de Lucas. "Vamos, querido. Deixa-o ter um momento."

Ela deu-me um último olhar. "Ah, e Tiago, sê um bom menino e lustra os sapatos do Lucas. Ele sujou-os a vir até aqui por tua causa."

Fiquei sozinho na sala enorme, com o som do oceano a zombar de mim. Peguei no meu telemóvel. As minhas mãos ainda tremiam, mas agora era de raiva.

Percorri os meus contactos até encontrar um nome que não usava há anos: Helena Costa. Oficial da Marinha Portuguesa. A minha colega de universidade. A mulher que me oferecera uma saída, um projeto confidencial, uma nova vida.

Na altura, recusei. Eu amava Sofia, ou pensava que amava.

Enviei-lhe uma mensagem: "A oferta ainda está de pé?"

A resposta foi quase imediata: "Sempre esteve. Estás pronto?"

Olhei para a garrafa de Porto de 1945 que tinha "ganho". Estava na mesa, um monumento à minha estupidez.

O meu plano começou a formar-se. A cirurgia crucial do Pedro era em dois meses. Depois disso, eu desapareceria. Tiago Almeida morreria num "acidente" no mar.

E Sofia, a mulher que me destruiu, ia perder-me para sempre. Essa seria a minha vingança.

Digitei a minha resposta para Helena: "Sim. Estou pronto."

Capítulo 2

De volta a Lisboa, a vida continuava a sua farsa.

Uma empregada, a Sra. Elvira, tratava do pequeno arranhão no meu braço, resultado de eu ter tropeçado na noite do leilão, com uma preocupação exagerada.

"Oh, menino Tiago, a Dona Sofia ficaria tão preocupada se visse isto. Temos de cuidar bem de si."

A ironia era tão espessa que quase me engasguei. Sofia não se importaria se eu estivesse a sangrar até à morte, desde que não manchasse os seus tapetes persas. Esta demonstração de cuidado era para as aparências, para a equipa, para manter a ilusão da esposa dedicada.

Lucas estava agora instalado na nossa casa. Um "convidado" permanente.

Passei pela sala de música e a porta estava entreaberta. Vi-os. Sofia estava sentada no colo de Lucas, no banco do piano. A guitarra do meu avô estava pousada nas pernas dele. Ele dedilhava as cordas distraidamente enquanto beijava o pescoço de Sofia.

Ela ria, inclinando a cabeça para trás. Os seus dedos traçavam os contornos da guitarra, o mesmo gesto que eu vira a minha avó fazer tantas vezes. Mas nas mãos dela, o gesto era profano.

O som que a guitarra fazia era o mesmo, mas a emoção era de pura agonia. Senti um gosto amargo na boca. Diziam que o amor de Sofia era doce, mas para mim, era o veneno mais azedo.

Afastei-me, subi para o meu quarto e comecei a fazer as malas. Não a minha mala de luxo que ela me comprara, mas uma mochila velha da universidade.

Coloquei lá dentro umas quantas peças de roupa, o meu computador portátil e um disco rígido externo. Deixei para trás os relógios caros, os fatos feitos à medida, tudo o que tinha o cheiro do dinheiro dela.

Vi uma moldura na minha mesa de cabeceira. Uma foto nossa, tirada no início do nosso casamento. Estávamos em Sintra, sorrindo. Parecíamos felizes. Talvez tivéssemos sido.

Peguei no meu telemóvel, abri a foto e carreguei em "apagar". A imagem desapareceu. O dia tinha acabado, a noite tinha chegado.

Quando desci, Lucas estava à minha espera no fundo das escadas, sozinho.

"Vais a algum lado?" perguntou ele, com aquele seu sorriso irritante.

Ignorei-o e continuei a andar.

"Sabes," disse ele, seguindo-me, "a tua guitarra tem um som fantástico. A Sofia e eu descobrimos que é o acompanhamento perfeito para certas... atividades. Ela adora quando eu toco para ela."

Parei. Virei-me para o encarar. A raiva subiu-me pela garganta, quente como lava.

"Não fales dela," disse eu, a minha voz baixa e perigosa.

Ele riu. "Oh, eu vou fazer mais do que falar."

Ele caminhou até à sala de música, pegou na guitarra e voltou. Segurou-a pelo braço, como um taco de basebol.

"A Sofia disse que isto te pertencia. Mas agora, pertence-me a mim. E eu decido o que fazer com as minhas coisas."

Com um grito de esforço, ele bateu a guitarra contra a parede de mármore.

O som da madeira a estilhaçar-se ecoou pela casa. Foi um som físico, uma dor que senti nos meus próprios ossos. Pedaços de madeira polida e cordas partidas espalharam-se pelo chão. O legado do meu avô, destruído.

Eu não pensei. Apenas reagi. Avancei para ele, mas antes que o pudesse alcançar, ele deixou cair o que restava da guitarra e agarrou no seu pulso, gritando.

"Ai! O meu pulso! Ele atacou-me! Ele partiu o meu pulso!"

Era uma encenação, e uma má encenação, mas não importava.

Sofia apareceu no topo das escadas, atraída pelo barulho. Os seus olhos passaram pelos destroços da guitarra, por mim, e pousaram em Lucas, que estava agora no chão, a embalar o seu pulso como se estivesse a morrer.

"O que é que fizeste?" ela gritou, a sua voz cheia de fúria, mas não dirigida a Lucas. A mim.

Ela desceu as escadas a correr, ignorando completamente os restos da minha herança, e ajoelhou-se ao lado de Lucas.

"Estás bem, querido? Deixa-me ver."

"Ele atacou-me, Sofia," choramingou Lucas. "Ele estava com ciúmes, ele partiu a guitarra e depois atacou-me."

"Tiago," disse Sofia, a sua voz fria como gelo, sem sequer olhar para mim. "Pede desculpa ao Lucas. Agora."

Eu devia ter gritado. Devia ter explodido. Mas, em vez disso, uma calma estranha apoderou-se de mim.

"Não," disse eu, simplesmente.

Ela finalmente olhou para mim, chocada com a minha desobediência.

"Eu não lhe toquei," continuei, a minha voz firme. "E tenho provas."

Tirei o meu telemóvel do bolso. Tinha começado a gravar áudio assim que ele começou a provocar-me.

"Gravei toda a conversa. A tua pequena cena, a tua confissão sobre o que fizeram com a guitarra, e o som dela a partir-se. Queres ouvir?"

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022