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Mason - O Herdeiro Inesperado do CEO

Mason - O Herdeiro Inesperado do CEO

Autor:: J.C. Rodrigues Alves
Gênero: Bilionários
Tara sempre sonhou com uma única coisa: vingança. Desde criança, alimentou seu desejo de fazer Otto Dellaney pagar por seus pecados. Aguardou anos pacientemente até que, finalmente, teve a oportunidade de executar seu plano. Infiltrou-se na empresa de Dellaney como secretária, passando despercebida enquanto tecia sua teia de manipulações. Tudo parecia estar correndo conforme o planejado, até que um obstáculo inesperado surgiu em seu caminho: o enteado de Otto, Mason, estava prestes a assumir a presidência da empresa. Mason, por sua vez, não tinha interesse na posição de presidente. No entanto, sua mãe estava determinada a manter o controle da empresa na família. Para garantir isso, ela impôs a condição de que Mason se casasse e tivesse um herdeiro dentro de seis meses. Mas o destino reservou-lhe uma reviravolta inesperada quando uma mulher deixou um bebê com sua secretária, acompanhado de uma carta reveladora: Mason era o pai da criança. Diante dessa revelação bombástica, Mason se viu forçado a fazer um acordo com sua secretária, Tara, para garantir seu lugar na empresa e cumprir as exigências de sua mãe. O que começou como uma jogada de vingança de Tara rapidamente se transformou em uma intrincada teia de segredos, alianças inesperadas e um jogo de poder que mudaria o destino de todos os envolvidos.

Capítulo 1 Tara

Tara

Paro diante do prédio a frente, olhando com atenção. Deveria ter uns vinte a trinta andares, as janelas espelhadas refletiam a luz do sol diante do arranha-céu que era.

Olho para a porta de vidro a frente, passando por ela em seguida, poucas pessoas transitavam no saguão cinza com porcelanato e logo a mulher atrás do balcão me entrega um crachá com o nome visitante escrito.

Trinta e nove andares depois, o elevador abre e me deparo com mais algumas pessoas andando de um lado para o outros, telefones tocando e murmúrios baixos.

Isto explicava o por quê dali ser a sede da Delaney Enterprises, estava naquele momento no coração dos negócios de Otto Delaney.

Ando em direção da mesa em minha frente, parando poucos passos depois, quando a secretária atrás dela coloca o telefone no gancho.

~ Tenho uma reunião marcada ás nove.

Ela abre a agenda ao lado, assentindo antes de me olhar.

~ Tara Teller.

~ Será chamada em breve ~ Lanço um breve sorriso em sua direção, antes de me aproximar de uma das cadeiras próximas.

Dou uma rápida olhada no meu relógio de pulso, ciente de que estava dentro do horário.

Olho para a pilha de revistas ao lado, acabando por ceder a elas. Folheio com total desinteresse, prestando atenção toda vez que alguma funcionária passa por mim.

O tempo continua a passar e eu continuo controlando a ansiedade, junto com a impaciência que se instalava em mim. Preciso me manter calma e seria justamente isso que faria se quisesse que meu plano desse certo.

~ Ela irá vê-la agora ~ diz a secretária de repente ao levantar.

Sorrio sem mostrar os dentes, enquanto em minha mente ecoava uma pergunta: Ela?

Não estava esperando ser entrevistada por outra pessoa que não fosse Otto Delaney. Era por ele que esperava ser entrevistada e não por uma subordinada qualquer. Mesmo com essa descoberta, não deixei que meu desapontamento ficasse em evidência, agi como se não me importasse com este fato e me perguntei por um momento aonde o presidente daquela empresa estaria, que não poderia ir pessoalmente entrevistar a própria secretária.

A secretária bate na porta, ouvindo uma resposta no interior do cômodo, antes de abri-la. Atrás da mesa, havia outra mulher de cabelo pixie castanho, rosto redondo e olhos estreitos, vestida em um conjunto de camiseta branca social e saia lápis.

As paredes são decoradas com quadros motivacionais e diplomas, sugerindo uma carreira bem-sucedida e uma mente focada no sucesso. A iluminação é suave, criando uma atmosfera relaxante, mas ainda assim adequada para o ambiente de trabalho.

No centro da sala, há uma mesa de madeira polida, organizada de maneira impecável, com uma pilha de currículos alinhada perfeitamente. Uma pequena planta em um vaso elegante adiciona um toque de vida e frescor ao ambiente.

A entrevistadora, uma mulher confiante e profissional, está sentada atrás da mesa. Seu sorriso é caloroso e acolhedor, mas seus olhos mostram a determinação e a atenção aos detalhes que traz.

O ambiente em si é tranquilo, com apenas o suave zumbido do ar-condicionado e o ocasional ruído abafado vindo de fora.

Se fosse para escolher o rosto da empresa, sem dúvida seria ela.

~ Você gostaria de uma água, café, chá?

Olho para a secretária parada ao lado da porta, mantendo um leve sorriso no rosto assustado, por parecer ter esquecido de alguma coisa.

~ Água, por favor ~ A secretária assente, antes de fechar a porta ao sair. Inspiro profundamente, olhando para a mulher em minha frente, que logo se apressa em estender a mão em minha direção.

~ É uma prazer tê-la aqui, Srta. Knowles, sou Jen, por favor, sente-se ~ diz ao apertar minha mão e indicando a cadeira em frente, agradeço com um sorriso, cruzando as pernas ao sentar, deixando minha bolsa na cadeira ao lado ~ Li seu Curriculum Vitae e confesso que me impressionei com todos os detalhes ~ Ela ergue o olhar dos papéis sob a mesa, cruzando os braços sob a mesa ~ Por que quer trabalhar na Delaney Enterprises?

~ Acredito que me encaixaria melhor aqui ~ E não tinha dúvida que sim.

Ela volta a olhar para os papéis.

~ Com todas essas informações aqui, poderia trabalhar aonde quisesse.

Um pequeno sorriso ergue os cantos da minha boca.

~ Mas aqui estou eu.

Os olhos dela vagam por todo conteúdo mais uma vez e controlo um pouco mais a impaciência, inspirando o ar profundamente sem deixar que minha expressão deixasse transparecer alguma coisa.

~ E acho que já tenho uma resposta para você ~ Ela se levanta, apoiando as pontas dos dedos na mesa, antes de estender uma delas na minha direção ~ Sr. Delaney irá ficar muito feliz em ter você na equipe, Srta. Teller ~ Solto o ar dos pulmões, apertando sua mão ao levantar ~ Seja bem vinda.

~ Obrigada.

~ Amanhã passarei a agenda com os compromissos do Sr. Delaney e algumas instruções de como tudo por aqui funciona.

A porta atrás de mim abre e a secretária entra com o copo de água.

~ Obrigada mais uma vez ~ murmuro, olhando para a secretária ~ Não vai mais precisar ~ Dito isso, saio da sala, sentindo que um peso saia das minhas costas a cada passo que eu dava.

Entro no elevador, observando as portas se fecharem, soltando o ar dos pulmões e permitindo ser eu enquanto o elevador descia pelos andares.

Inspiro profundamente, me lembrando do por quê estava ali e o que precisava ser feito. Otto Delaney estava com seus dias contados e seria eu a responsável por isto, mas antes disso, faria com que se arrependesse amargamente de um dia ter feito parte da minha vida.

Havia tido tempo suficiente para planejar cada passo que daria, cada movimento. E faria qualquer coisa que estivesse no meu alcance e fora também para que meu plano desse certo e Otto acabasse aonde tinha que estar já algum tempo: morto.

Capítulo 2 Mason

Mason

~ Eu não quero isso ~ digo convicto.

O fato da minha mãe, Gemma, estar andando de um lado para o outro há alguns minutos, estava começando a me irritar. Parecia que aquele era o modo dela em manter os nervos controlados, enquanto eu, preferia uma bebida forte e que queimasse minha garganta ao ser engolida.

~ Você não está em posição de escolher, querido ~ diz sem parar de andar ~ É o único filho dele.

~ Não sou filho dele ~ digo entre dentes.

Ela para de andar por um segundo, me olhando nos olhos, antes de continuar seu pescoço.

Se eu fosse esperto, não tentaria contraria-la novamente.

Gemma era casada com Otto desde quando eu tinha dez anos, Otto era amigo do meu pai e depois da morte dele acabou se envolvendo com a minha mãe, pouco tempo depois a Delaney Enterprises foi criada e comandada por Otto até três atrás, antes da saúde ficar debilitada o suficiente para se quer conseguir sair de casa.

Os médicos receitavam repouso, acreditando que dentre algumas semanas, ele estaria bem o suficiente para voltar a rotina do trabalho. Contudo, Gemma via diante de si a oportunidade de aposentadoria de Otto e a chance de eu tomar a presidência.

Obviamente que eu não queria isso.

Tinha outros planos, além de aparecer na primeira manchete de revistas e tablóides em algum escândalo e, sem dúvida não envolvia se tornar presidente de uma empresa que eu mal conhecia, além do faturamento bilionário por ano.

A última coisa que queria, era ficar preso a uma empresa e todos os problemas que ela poderia me acarretar.

~ Eles nunca vão permitir isto ~ murmuro, dando um gole na bebida, para só então a encarar ~ Você sabe, os sócios. Acionistas.

~ Sabem que você é a melhor escolha.

~ E se eu não for?

~ Terá que provar para eles ~ diz com a voz firme ~ Pode até não ter o sangue de Otto correndo em suas veias, mas mostrará para eles que isto não significa nada e que é capaz.

Quando batidas na porta ressoam no então escritório de Otto, Gemma para de andar. A porta abre em seguida e a secretária aparece segurando um copo de água.

~ Estão esperando na sala de reuniões ~ Gemma se aparece em passos largos, pegando o copo da mão dela e bebendo todo o líquido de uma vez, o devolvendo vazio.

~ Vamos, Mason ~ Tomo o restante do líquido no copo em minha mão, antes de levantar e a seguir.

Estou fechando o paletó cinza que vestia, quando meu olhar vai para o elevador cujas portas se fechavam, tendo um rápido vislumbre de uma mulher em seu interior, antes de me concentrar em acompanhar Gemma.

As paredes brancas adornadas com quadros brilhantes e gráficos refletem o sucesso da empresa. Uma mesa retangular ocupa o centro do espaço, ladeada por cadeiras estofadas, com apenas três delas ocupadas pelos sócios.

A luz natural entra suavemente pelas janelas, iluminando o ambiente e destacando a imponência da sala. No centro da mesa, uma fileira de canetas alinhadas meticulosamente, prontas para serem utilizadas durante as discussões.

No lado oposto da sala, uma grande tela de projeção aguarda para ser ativada, pronta para exibir gráficos e apresentações que auxiliarão nas decisões a serem tomadas. Ao redor da mesa, tomadas estrategicamente posicionadas garantem que todos os dispositivos eletrônicos estejam prontos para uso.

O ar condicionado mantém a temperatura agradável, o silêncio que paira no ambiente é quebrado apenas pelo som suave do zumbido dos equipamentos eletrônicos e o ocasional ranger de uma cadeira sendo movida.

Pelas expressões dos sócio s, não estavam nem um pouco feliz com o afastamento de Otto.

~ Espero que já tenham uma resposta ~ diz Gemma, sentando-se em uma das cadeiras em frente aos três sócios.

~ Não esperávamos ter que lidar com isto tão cedo ~ diz um deles.

~ Certamente nenhum de nós estava esperando que Otto fosse obrigado a se afastar ~ Um leve sorriso surge no rosto de Gemma ~ Mas todos nós sabemos que a presidência deve ficar na família.

~ Estamos em dúvida se esta é a melhor decisão ~ diz o outro da ponta.

~ Foi isto que os acionistas disseram?

~ Todos nós temos acesso ás notícias e Mason... ~ O do meio fixa o olhar em mim ~ está sempre envolvido em algum escândalo. Como acha que isto ficaria para nós, quando ele for associado à empresa? E os investidores?

Olho para a minha mãe e depois para a mesa em minha frente, ciente de que tinham razão. Não era a melhor pessoa para assumir aquele cargo, sabia disso, Gemma só não queria admitir.

~ O que ele precisa fazer? ~ A voz de Gemma soa séria, fria.

Olho mais uma vez para ela, franzindo o cenho. Um sócio no meio, solta o ar dos pulmões, olhando para mim e depois para ela.

~ Se em seis meses, Mason estiver estável e quando digo estável, é com uma esposa e filhos, a presidência é dele, caso o contrário, encontraremos alguém que seja apto para isto.

~ Seis meses?! Isto é impossível! ~ Gemma os encara incrédula.

~ Em seis meses ele conseguiu ser mais alvo de escândalos do que posso contar ~ diz o sócio da outra ponta, me olhando com atenção ~ Não acho que fazer a coisa certa uma vez seja difícil.

Quando sinto meus olhos queimarem e meu maxilar tencionar com força, levanto abruptamente, deixando a sala.

A última coisa que queria, além daquela presidência, era ocupar um lugar que um dia esteve ocupado, permitir que pessoas que mal me conheciam, ditar as regras e dizer o que deveria fazer ou não. Mas estava correndo um grande risco de Gemma garantir pessoalmente que faria tudo o que me dissessem, até mesmo casar com um pessoa que nem conhecia e que a engravidasse na primeira oportunidade que tivesse.

E ela sabia muito bem como conseguir o que quer.

Capítulo 3 Tara

Em frente ao espelho, fecho o último botão da minha blusa social branca, deslizando em seguida as mãos pela saia lápis que realçava minhas curvas.

Meu cabelo estava preso em um coque quase perfeito, assim como a maquiagem suave daquela manhã. Após mais uma olhada no espelho, me afastei dele, pegando minha bolsa. Eu sabia que não estava esquecendo nada, o que significava que para enfrentar o trânsito caótico de Nova York.

Minutos mais tarde, atravesso o amplo saguão da empresa em direção ao elevador. O ambiente estava impregnado com uma atmosfera de seriedade, as pessoas movendo-se com determinação e foco em mais um dia de trabalho.

Entro no elevador com outras pessoas, e o silêncio reina enquanto o ascensor sobe, andar por andar, em seu ritmo tranquilo. É como se cada andar fosse um pequeno intervalo de tempo, onde as pessoas são deixadas em seus destinos específicos.

À medida que avançamos, somos reduzidos a apenas dois: eu e outro homem. Quando as portas se abrem finalmente, ele segue pelo corredor adjacente. Eu sigo em frente, adentrando o espaço familiar da recepção.

A secretária do dia anterior ergue-se de sua mesa com um sorriso afável. Seus trajes coloridos e cabelos meticulosamente arrumados indicam uma personalidade vibrante e calorosa, alguém que parece estar sempre de bom humor, irradiando um sorriso constante.

Deduzi instantaneamente que ela era o tipo de pessoa que mantinha um bom humor constante e um sorriso nos lábios, independentemente das circunstâncias.

~ Olá novamente ~ Cumprimento com um aceno enquanto me aproximava ~ Como estão as coisas essa manhã?

Seu sorriso se alargou um pouco mais, iluminando ainda mais seu rosto.

~ Bom dia! Nada de muito excitante ainda, mas estamos apenas começando, não é?

Ergo as sobrancelhas, me forçando a ser gentil, mesmo não querendo.

~ Sr. Delaney já chegou.

~ Oh! ~ diz em extâse, apontando um dedo na minha direção ~ Ainda não, o que dá tempo de revisar todos os compromissos de hoje e checar a agenda dele ~ Outro sorriso surge em seguida.

Assinto lentamente, forçando um breve sorriso, apreciando sua disposição inabalável.

~ É verdade. Bem, acho que vou começar o dia com uma xícara de café. Tenha um bom dia!

Ela acenou em resposta enquanto eu me afastava, sentindo-me revigorado pela breve interação. Era reconfortante saber que, mesmo em meio à rigidez corporativa, ainda havia espaço para um pouco de calor humano. Até demais.

Ao adentrar a sala, sou saudada por um ambiente que parece ter sido meticulosamente preparado.

Um aroma fresco de limpeza permeia o ar, como se cada canto da sala tivesse sido minuciosamente polido momentos antes da minha chegada.

Os móveis estão dispostos de forma estratégica, criando um fluxo harmonioso no espaço. Cada objeto parece ter sido cuidadosamente colocado em seu devido lugar, sem um único deslize.

No entanto, algo chama minha atenção de imediato: a ausência de porta-retratos. Enquanto meu olhar vagueia pela mesa retangular em busca de lembranças capturadas em fotografias, não encontro nenhum vestígio delas. É como se o Sr. Delaney tivesse escolhido deliberadamente manter sua mesa livre de qualquer registro pessoal.

Essa ausência de fotografias sorridentes ou lembranças de momentos felizes me causa estranheza. Esperava encontrar imagens de um último feriado em Aspen ou talvez momentos especiais com a família e amigos.

Enquanto me inclinava sobre a mesa, examinando a agenda meticulosamente organizada do Sr. Delaney, um arrepio percorre minha espinha.

Consciente da necessidade de manter as aparências, finjo estar totalmente absorto no trabalho, mesmo que meu coração esteja acelerado pela sensação de ser observado.

Com um movimento sutil, ergo o canto da boca em um sorriso contido, desviando meu olhar para as janelas panorâmicas que oferecem uma visão deslumbrante do topo dos prédios.

Imagino o que passaria pela mente do Sr. Delaney ao me olhar nos olhos, no entanto, quando finalmente reúno coragem para me virar, não encontro o homem que esperava ver.

Em vez disso, me deparo com uma figura desconhecida, cujos olhos me observam com curiosidade.

Uma onda de desconforto se espalha por mim enquanto tento disfarçar minha surpresa com um sorriso educado, ansioso para descobrir quem é essa pessoa e qual é o motivo de sua presença na sala do Sr. Delaney.

Encaro sua mão ao ser estendida em minha direção, antes de voltar a encará-lo.

~ Suponho que seja a nova secretária ~ Ele recolhe a mão poucos segundos depois, quando não há nenhum contato ~ Mason Teller ~ Balanço a cabeça de um lado para o outro, imaginando que deveria ser apenas mais um funcionário curioso, querendo fazer amizade ou algo do tipo.

Fecho a agenda sobre a mesa, girando os calcanhares, disposta em demonstrar que a última coisa que queria naquele momento era fazer amizade.

~ Ocuparei o lugar do meu padrasto pelos próximos meses ~ Paro de andar a poucos passos da porta, acreditando que não havia escutado direito.

~ O que disse? ~ pergunto, o olhando por cima do ombro. Ele continuava no mesmo lugar, com as mãos dentro da calça clara e do terno que lhe cabia muito bem e que, quase realçava a beleza que tinha.

Os cabelos molhares e cortados, estavam penteados para trás. Não havia se quer uma barba ou indício dela em seu rosto e, seus olhos... bem, tinha a impressão que brilhavam no rosto com um leve sorriso nos lábios vermelhos.

~ Otto está se aposentando, mas se tudo der certo, dentro de alguns meses terá outra pessoa no meu lugar.

Não me importava qual era a função dele, as palavras dele não paravam de girar em um espiral em minha mente.

Simplesmente não acreditava que Otto estava se aposentando, logo agora que havia conseguido um meio de me vingar por tudo que fez.

Podia sentir a frustração e a raiva me dominando pouco a pouco e, por um momento esqueci aonde estava. Pressiono meus lábios com força, tencionando o maxilar, encarando um ponto invisível em minha frente, já me imaginando tendo que refazer todos meus planos e no tempo que isto demoraria.

~ Poderia me trazer um café? ~ Ele pergunta de repente, rodeando a mesa, para só então se sentar na cadeira de couro.

Fuzilo ele com o olhar, deixando óbvio o que se passava dentro de mim.

~ Pode muito bem fazer isso ~ murmuro séria, batendo a porta da sala ao sair.

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