Antony tem 36 anos, é divorciado e tem uma filha de 16 anos.
Ele é engenheiro, tem a vida financeira estável, e possui um apartamento em um dos bairros mais conceituados da capital.
Megan tem 35 anos, divorciada à 8 anos de Antony, e juntos, são os pais da Crystal. Ela é editora chefe, em uma reconhecida editora nacional. Tem uma casa confortável em um bairro mais tranquilo, sossegado, e o mais distante possível de Antony.
Antony e Megan, se conheceram no colégio, viraram melhores amigos, e depois de algum tempo, descobriram sentimentos além da amizade entre eles.
Começaram a namorar, e com 3 anos de relacionamento, Megan engravidou de Crystal. A gravidez de Megan, os aproximou ainda mais, e tornaram-se inseparáveis.
Com o nascimento de Crystal, Antony pediu Megan em casamento, e ela aceitou. Eles se casaram, se mudaram para uma casa pequena nos fundos da casa dos pais de Antony, e lá viveram até os 3 anos de Crystal.
Antony conseguiu estagiar em uma grande empresa de engenharia, logo se tornado parte dos funcionários efetivos da empresa. Megan conseguiu se destacar bem para um cargo de editora de meio período, conciliando seu tempo entre o trabalho, e a maternidade. Com a ajuda, da então sogra, Carmélia, Megan conseguiu estabilizar ainda mais sua carreira, se tornando em pouco tempo, a editora chefe mais nova que a empresa já teve.
Antony trabalhou duro, chegando a passar noites na empresa de engenharia, para garantir seu espaço de destaque. E com pouco tempo de empresa, e muitas noites em claro, se tornou um dos engenheiros promissores, e mais requisitados do país.
Com ambos estabilizados, eles compraram um bom apartamento, com espaço suficiente para Crystal poder correr a vontade.
Compraram também, uma casa na praia, onde costumavam passar as férias em família, e feriados prolongados.
Antony e Megan, sempre que tinham tempo livre, dedicavam a passa-lo com Crystal, não deixando espaço, para que a menina sentisse falta de seus pais.
Mas o relacionamento deles, acabou ficando cada vez mais de lado, e eles se dedicavam cada vez menos, aos momentos a sós.
Megan chegava em casa, jantava com Crystal, e passava com ela, algum tempo produtivo, até que chegasse a hora da mesma dormir, depois voltava a encarar seu computador, e trabalhava até não suportar mais o cansaço. Já Antony, sabendo que sua esposa não estaria disponível para ele durante a noite, se encarregava de ficar trabalhando até tarde, voltando para casa, apenas para dormir.
Mas com o tempo, Antony já não conseguia mais ficar até tarde trabalhando, e passou a aderir a outros tipos de companhia, já que sua esposa, nunca mais lhe dera esse prazer. Pelo menos três vezes por semana, ele deixava seu trabalho por volta das 21h, e se dirigia a uma boate na região central da cidade.
Com lindas mulheres clamando por sua atenção, não demorou muito para que ele cedesse às tentações, e passasse algumas de suas horas, se deliciando em outros corpos, que estavam mais próximos, e mais quentes do que o de sua esposa.
Aos 8 anos de idade, Crystal presenciou a primeira, e última briga de seus pais.
Aquele momento foi terrível para ela, jamais viu sua mãe tão irritada, e falando coisas tão feias para seu pai. Aquela situação se perpetuou por semanas, até que chegou o dia em que ela soube, que seu pai não moraria mais elas.
Crystal se derramava em lágrimas, e parecia que seu mundo acabaria ali, com a decisão mais difícil da sua vida, e nem sequer, era ela quem estava decidindo.
Pouco mais de um ano depois da separação dos pais, Crystal se viu em outra situação que a colocaria de novo em prantos. Sua mãe decidiu se mudar. Para Crystal, essa era mais uma das coisas desagradáveis que ela teria que passar na vida, sem ao menos, poder contestar. Isso a entristecia muito.
Sua mãe, achou que era melhor se mudar para uma casa, onde seria mais confortável para ela e para crystal. Mas Crystal, já se sentia bem onde estava, e não queria se mudar, pois isso a distanciaria de sua escola, e de seus amigos, ela não queria uma nova escola, ou novos amigos, queria permanecer com os mesmos, estava feliz assim.
Mas Megan estava decidida, principalmente pelo fato de mater maior distância de Antony, a quem passou a não suportar a presença.
Crystal passou a ouvir constantemente, que seu pai era um cretino, safado e traidor. Mas sua mãe nunca dizia isso para ela, mas as conversas que sua mãe tinha com as amigas dela, se tornavam muito audíveis, quando o assunto era seu pai.
Megan passou a ver Antony, como a pessoa mais repulsiva do mundo. Ela teve seu coração despedaçado, e jamais perdoaria Antony por isso.
Antony por sua vez, passou o resto de seus dias, ignorando totalmente as palavras que Megan lhe proferia.
Ficar próximos, se tornou mais difícil do que qualquer um pudesse suportar, era como se, ao se encontrarem, surgissem faíscas, não que Antony fizesse questão, mas Megan, não deixava escapar a oportunidade de jogar as traições de Antony, na cara dele.
Nos anos que se seguiram, Megan se dedicou apenas ao seu trabalho e a Crystal. Já Antony, como estava sempre viajando a trabalho, estava constantemente se envolvendo com mulheres aleatórias, procurando satisfazer suas necessidades carnais.
Com 6 anos de distância de qualquer homem, e principalmente de Antony, Megan começou a se envolver amorosamente com Peter, com quem passou a ter um relacionamento sério, mas ela não se deixava envolver por completo. Os estragos que Antony causara nela, ainda a deixava apreensiva em entregar seu coração para alguém, pois temia passar por tudo novamente.
Megan sofreu muito com o divórcio. Apesar de seu casamento não estar indo as mil maravilhas, ela não esperava ser traída assim. Foram tantas as mulheres que Antony tivera dividido a cama, que ela sentia nojo só de pensar.
Seu coração ficou em frangalhos quando descobriu as traições do marido, e se recuperar, não foi algo fácil, mesmo que ela procurasse mostrar apenas seu repúdio pelas atitudes dele, a noite, sozinha em sua cama, ela chorava toda a dor que emanava de seu coração.
Jamais permitiu que Crystal a visse desse jeito, mas suas amigas, sempre a consolou do jeito que puderam. Foram muitas noites de choro. Deborah e Lucy, sempre estiveram ao lado de Megan nos momentos que ela mais precisou.
Com 8 anos de divórcio, eles já não se viam tanto quanto antes, pois agora, Crystal já tinha seus 16 anos, e assim, ela conseguia ir e vir entre a casa dos dois, sem precisar ser acompanhada por eles. Só sabiam um do outro, através da Crystal, que não era uma adolescente de falar muito dos pais. Comentava coisas básicas do dia a dia, e nunca se aprofundava muito em nenhum assunto que os envolvesse.
Peter já frequentava a casa de Megan, e tinha uma boa relação com Crystal. Ela gostava de ver como sua mãe parecia menos ranzinza quando estava com ele. Mas percebia que ela, não dava a ele, acesso total aos seus sentimento.
Crystal sentia muito por isso, pois queria muito ver sua mãe feliz outra vez, assim como ela via quando era criança.
Seu pai parecia sempre contente em sua presença, mas seus fins de noite, sempre acabavam do mesmo jeito quando estavam juntos. Ela ia pra cama, e ele pra rua, sempre voltava muito tarde, ou às vezes nem voltava.
Mas não poderia reclamar dele como pai. Sempre fora muito atencioso, e sempre presente, mesmo depois do divórcio, e ainda aturando as palavras ácidas de sua mãe.
Crystal estava prestes a fazer seus 17 anos, e tudo o que mais desejava, era ter um pouco de paz em seu convívio familiar. Apesar de sua mãe não falar mais de seu pai como antes, eles não voltaram a trocar nem sequer uma palavra nos últimos 3 anos.
Como seu aniversário seria em um feriado prolongado, então sabia que poderia planejar uma viagem para a casa da praia. Mas dessa vez, não escolheria apenas um dos pais para ir com ela, e sim, todos os que ela considerava importantes em sua vida.
Teria como convidados, as "tias" Deborah e Lucy, Peter, a sua mãe, e claro, seu pai. Ela tinha ciência que isso poderia dar errado, mas, se fosse ela a ter que bancar a adulta, que assim fosse.
Crystal
Chego a casa da praia, acompanhada do meu pai, que sem precisar de muito esforço, topou essa viagem de fim de semana prolongado para comemorar meu aniversário.
Ele ainda acha que eu devia ter falado com a minha mãe, sobre a vinda dele, coisa que não fiz, para obter todos nós, reunidos para um evento em família. E eu espero que dê tudo certo.
- Eu vou subir, e guardar minhas coisas em um dos quartos de hóspedes. Pois sei que sua mãe, e o namorado dela, ficarão com a suíte principal. Ela não abriria mão daquele quarto por nada. - ele diz indo em direção a escada.
- Bom, eu farei o mesmo, pois logo, eles devem estar chegando. - o sigo até o andar de cima.
Arrumei minhas coisas, no quarto que costumava ficar quando era pequena. Eu sempre gostei muito desse quarto, e muitas de minhas recordações, estão dentro dele. Eu amo tanto essas lembranças.
Quando tudo está em seu devido lugar, desço, e encontro meu pai, encarando a vista da praia, já de bermuda, e com uma camisa sobre o ombro.
- Vai encara a água? - o surpreendo.
- Acho que sim. - se vira para me encarar. - Vai ser bom relaxar um pouco antes da sua mãe chegar. - se aproxima de mim. - Já sabemos a guerra que vem por aí. - beija minha testa.
No momento em que faz isso, noto uma nova tatuagem em seu peito.
- Tatuagem nova?
Até os meus 10 anos, meu pai não tinha uma única tatuagem, mas depois disso, faz uma nova sempre que lhe dá na telha.
- Sim. Eu gosto das minhas tattoos, e pretendo fazer mais algumas. - diz sorridente.
- Logo não haverá mais onde tatuar. - o encaro descrente.
- Sempre há como dar um jeito. - segue em direção a porta, e logo está caminhando pela areia.
Eu nem me lembro mais como era meu pai antes de todos esses desenhos.
No último fim de ano, vim para a casa de praia com algumas amigas, e a babá da vez foi o meu pai. Acho que nunca passei dias com tanto nojo como aqueles. Minhas amigas ficavam encarando meu pai, de uma forma totalmente repulsiva, e faziam comentários sobre seu corpo, que me viravam o estômago. Credo, como elas conseguem pensar nele desse jeito. Ele é só um cara, que já está ficando velho demais para sair por aí fazendo academia e tatuando o corpo como se fosse um garotão.
Antony
Um banho de mar é sempre revigorante. Pelo menos pra mim. Já sei bem o inferno que vou passar depois que Megan souber da minha vinda pra cá.
Crystal me disse que, falou a ela que eu apenas a traria, e que ela esperaria a chegada deles ansiosa.
Eu não sei o que me deu na cabeça de aceitar vir, sem que a Crystal contasse seu real interesse a sua mãe.
Mas eu só preciso fazer o mesmo de sempre, ignorar por completo a Megan, e aproveitar um pouco do meu tempo aqui. Se tudo desde certo, ela não precisaria cruzar comigo, mais do que o necessário.
Sem falar que, ela vindo com o namorado, teria mais com o que se preocupar, do que ficar enchendo meu saco.
Apesar que já fazem 3 anos que não nos falamos, talvez ela nem sequer, dirija a palavra a mim. O que seria ótimo.
Ao sair da água, noto duas garotas andando pela areia, me encarando, e trocando alguns burburinhos. Acho que meu fim de semana pode ser muito proveitoso.
Megan
- Crystal, meu amor! - estendo os braços para lhe abraçar. - Como foi sua viagem até aqui? - eu a abraço forte, e recebo um igual em troca.
- Foi tudo bem tranquilo, mãe. Não pegamos trânsito.
- Ah filha, que bom. Por que nós, não demos a mesma sorte. - arrasto minha pequena mala para um canto na sala.
- Crystal, minha florzinha! - Deborah já entra animada.
Enquanto as duas se cumprimentam, eu ajudo Lucy, com a bagagem dela.
Depois e a vez de Lucy a cumprimentar.
- Onde está o Peter? - Crystal pergunta.
- Ele não veio, querida.
- O que houve? - ela me encara confusa, e percebo os olhares de Deborah e Lucy sobre mim.
- É uma história complicada filha, te explico depois. - tento evitar esse assunto por hora. - Eu quero poder aproveitar um pouco desse sol ainda hoje. - sorrio.
Após conseguir evitar falar de um assunto do qual, eu não estava nem um pouco afim de conversar, Deborah, Lucy, e eu, subimos para os quartos, guardamos nossas coisas, e logo nos trocamos para poder aproveitar um pouco da praia.
Já prontas na sala, apenas conferindo as últimas coisas que levaríamos para a areia, percebo o sorriso das minhas amigas se desfazerem, e quando eu olho para trás, vejo Antony parado do lado de fora da casa, sacudindo de um lado para o outro, os cabelos molhados.
- Mas que...- não consigo terminar a frase, pois evito a todo custo, usar palavrão diante da Crystal.
Mas que merda é essa? Que porra Antony está fazendo aqui?
Meus olhos se atentam nele, e a vontade que tenho, é de xingar ele de todos os nomes que fossem possível.
Desde quando ele ficou tão petulante, e tão... gostoso? Minha nossa senhora.
Crystal
Percebo o olhar da minha sobre o meu pai, e logo vejo ela engolir seco.
Pronto, lá vem os berros.
- Calma, mãe! - entro me sua frente, antes que qualquer grito possa ser ouvido. - Eu convidei meu pai para vir também.
Seus olhos agora estão em mim, e eu consigo perceber a confusão que se forma em seus pensamentos.
- Porque? - pergunta simples.
- Mãe, não acha que já era na hora de acabar com todas essas desavenças, e seguir em frente como todo mundo faz?
Ela não diz nada, mas ainda me encara confusa.
- Eu sei bem de tudo o que você passou, mas isso já foi há muito tempo. E eu queria muito poder ter uma convivência em família, sem que você estivesse o tempo todo atacando o meu pai. - me justifico.
- Então você está do lado dele, Crystal?
- Não! Não foi isso que eu disse. Eu só estou tentando conviver bem com os meus pais, sem precisar estar o tempo todo fugindo de uma situação como essa. - pego sua mão. - Vamos tentar, por favor?
- Eu...
- Crystal, você deveria aproveitar a água, ela está...- encaro meu pai, e vejo seu sorriso morrer, no momento em que ele vê a minha mãe na minha frente. - Ah, oi! - ele cumprimenta.
Deby e Lucy, o cumprimenta de volta, já minha mãe, se mantém calada, o encarando com o rosto impassível.
- Eu não sei se você sabe, Crystal, mas eu não faço milagres. - ela pega sua bolsa de praia em cima do sofá. - Vamos meninas. - chama suas amigas, e logo saem em direção a praia.
Antony
Acho que os últimos 3 anos estando bem longe da Megan, fizeram ela pelo menos, deixar de me xingar verbalmente, pois sei que mentalmente, eu adquiri substantivos inimagináveis.
Depois de tranquilizar a Crystal, dizendo que foi o melhor encontro que tive com a sua mãe, depois de anos, e incentiva-la a ir curtir a praia, ela cedeu, e se juntou a mãe e as "tias", como ela sempre fez questão de chamar.
Eu subi, tomei um banho, e coloquei roupas leves para poder dar uma volta pela cidade praiana.
Melhor deixar esse mulherada sozinha por enquanto, pelo menos até assimilarem melhor a ideia de me terem por perto nos próximos dias.
Mas achei estanho não ter visto o, tão bem falado, Peter.
Encontrei um barzinho, tomei algumas cervejas, paquerei uma morena, e saímos dali para um outro lugar mais sossegado.
Eu não queria ter que perder tanto tempo com papo, quando na verdade, eu só queria alguém pra transar.
Foi um saco, mas pelo menos consegui o que queria.
Voltei para casa, já era quase meia noite. Entrei tentando fazer o mínimo de barulho possível, e parece que deu certo, pois não acordei ninguém.
Tentei dormir, mas parecia impossível. Sentia muito calor. Então sai do quarto, e fui tentar dormir na varanda. Parece que era isso mesmo que eu precisava, pois logo não ouvia mais o barulho das ondas na praia.
Megan
O dia amanheceu magnífico. O sol estava brilhando intensamente, eu poderia aproveitar bastante da praia, e ainda não tinha visto a cara do Antony. Parecia que meu dia ia ser melhor hoje.
Tomamos nosso café da manhã, e eu resolvi subir e colocar meu biquíni, para logo poder estar pegando um belo bronzeado na praia.
As meninas também estavam bem animadas, mas acho que não tanto quanto eu, pois demoravam uma eternidade para poder trocar de roupa.
Sem paciência, eu decidi esperar no deck e sentir logo os raios de sol tocarem minha pele.
Quando saí na porta, a sensação do vento no meu rosto, e o sol aquecendo minha pele, me fizeram sorri.
Tirei a saída de paria que estava usando, e deixei o sol tomar conta de todo o meu corpo.
Com os olhos fechados e braços abertos, respirei fundo várias vezes, apreciando a companhia da natureza.
Mas minha felicidade durou muito pouco. Olhei para o lado, e me deparei com Antony sentado.
- Ahh. - dei um gritinho baixo. - Que merda Antony! Você me assustou. - levo a mão ao peito pelo leve susto.
- Eu não fiz nada. - levanta as mãos em rendição.
- O que está fazendo aqui? Achei que já estivesse por aí, com alguma de suas companhias. - digo sarcástica.
- Só mais tarde. - responde sorridente.
- Nojento. - coloco de volta minha saída de praia, e volto a entrar na casa, à procura das meninas.
Antony
Uma cena que me deixou um tanto quanto "animado", foi ver a Megan naquele biquíni. Que corpo era aquele?
Antes mesmo do divórcio, eu já não era agraciado com uma visão tão boa assim do corpo dela. Agora, nem sei por que isso me deixou levemente desconfortável.
Estou ciente que ela não me suporta, e que já tem quem lhe dê a devida "atenção", mas não posso negar que fiquei babando no que meus olhos viram.
Sem falar em como ela está bonita. Seus cabelos agora estão longos, e quando ela os deixa natural, com aquelas ondas sobre seus ombros, fica ainda melhor. Aqueles olhos cor de mel que ela tem, ainda contém uma profundeza indescritível. Seu rosto arredondado, com um nariz que parece ter sido perfeitamente desenhado, combinam perfeitamente com aqueles lábios carnudos que ela tem. E o beijo dela, será que ainda é bom como antigamente, ou será que está melhor?
Fico deitado no sofá da varanda, divagando sobre os atributos de Megan.
- Seria tão bom saber como está o beijo dela agora... - sinto minha bochecha repuxar em um sorriso.
Que merda é essa? Porque estou pensando assim sobre ela? Você esqueceu que, você seria o último homem na terra a conseguir tal coisa dela?
- É, preciso de companhia. E urgente. Pois já tô até ficando louco.
Saí de casa, e fiz o básico de sempre, escolhi uma garota, joguei uma conversa fora com ela, e depois nos retiramos para um lugar mais tranquilo.
O problema, é que essa garota de hoje, se recusou a ir a um motel comigo. Simplesmente queria ficar de amassos no carro. E por mais que eu a deixasse mais "quente", ela nem sequer, me deixava por a mão por baixo da blusa dela. Uma puta perda de tempo.
Deixei ela em qualquer lugar que fosse da preferência dela, voltei pra casa, deixei o carro, e voltei para um bar mais próximo, no qual eu pudesse voltar andando pra casa depois.
Cheguei em casa, já eram mais de duas da manhã. Subi, tomei um banho, vesti apenas uma calção leve de dormir, peguei um travesseiro, e desci para dormir de novo na varanda.
Quando chequei lá, encontrei Megan sentada no sofá, encarando lugar algum, pois estava perdida em pensamentos.
- Tá tudo bem? - confesso que a essa altura, nem deveria estar falando com ela, mas a bebida às vezes, nos torna corajoso.
Ela me olha séria, mas pela segunda vez no dia, não me tratou como o traidor que sempre faz questão de me lembrar.
- Eu estou ótima. - volta a encarar o horizonte.
- Parece que nenhum de nós dois, tem companhia hoje.
Sinto seu olhar me fuzilar.
- Você sempre tem que estar pensando com a porra do pau, não é, Antony?
- Não, eu não estava falando...- ela levanta rápido, e segue em direção a porta da casa. - Espera Megan...- seguro em seu braço. - Eu não quis dizer nesse sentindo.
Ela olha em meus olhos por alguns segundos, e depois para minha mão em seu braço.
- Não toque em mim, Antony!
Eu solto seu braço, ela faz menção em entrar na casa, mas volta.
Segue em direção a mesinha à frente do sofá, e pega a garrafa de vinho que estava lá. Não profere mais uma única palavra, e entra na casa.
Quando vou me deitar no sofá, meu pé esbarrar em alguma coisa. Quando pego do chão, vejo que é uma garrafa vazia de vinho.
- É, acho que temos mais uma coisa em comum, acordaremos de ressaca amanhã. - deixo a garrafa vazia em cima da mesa, e me deito.
Megan
Por que o Antony tem que ser tão cretino? Não consegue pensar em outra coisa, que não seja ter uma companhia para poder fuder? Francamente.
E como ele pôde ser tão...tão petulante e me tocar com aquela mão forte e máscula...
Que caralho tá se passando na minha cabeça? Como eu ainda tenho coragem de pensar assim, de um sujeito como ele?
Me sento em uma poltrona próxima a porta da varanda do quarto, e dou um gole no vinho.
Só posso estar enlouquecendo.