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Me apaixonei pelo meu amigo mafioso

Me apaixonei pelo meu amigo mafioso

Autor:: Taise Alves
Gênero: Romance
Massimo Greco tem 30 anos e se tornará o novo Capo da máfia onde seu pai é o Don mas para isso precisa se casar, mesmo sendo contra essa regra. Alena Giordano é uma jovem de 19 anos que trabalha como garçonete em um bar para ajudar nas despesa, mas sua tia a expulsa de casa. Os outros dois se conhece após a volto de Massimo a Sicília e se tornam amigos logo de cara, Massimo precisa de uma esposa e não sabe onde encontrar e não aceita que seja as filhas dos homens da organização e Alena precisa de uma nova casa. Então sua irmã tem ideia de juntar o útil com l agradável e dá a ideia dos dois se casarem de mentiras e resolveria o problema deles. Mas será que eles só ficaram na amizade depois que começarem a viver juntos?

Capítulo 1 Massimo Greco

Eu sou Massimo Greco, o soldado mais temido da nossa organização, filho mais velho de Riccardo Greco Don da máfia Siciliana e estou preste a me tornar um cara com uma posição mais forte na máfia, mas não tão forte quanto a do meu pai. Ele que manda na porra toda, em quase todo território da Sicília, mas nem sempre foi assim ele se tornou Don depois da morte do meu nonno, que comandou por décadas e já faz alguns anos que está nessa posição, lembro-me que eu já era nascido e não tinha mais que cinco anos quando se tornou o novo Don.

Também tenho meu irmão Marino Greco que é mais novo que eu, somos os dois soldados e iniciamos cedo. Eu entrei tinha apenas quinze anos e Marino logo depois pois papa dizia que quanto mais cedo aprendemos no nosso mundo mais saberíamos nos defender na vida. Mammina não queria que fosse introduzido na máfia, mas não tinha para onde correr quando se nasce dentro de uma e eu entendi isso cedo e confesso que sempre gostei disso tudo, de bater, machucar, sangue, torturar, era uma adrenalina muito boa.

Estou prestes a completar meus trintas anos e na melhor fase da minha vida porém não esperava o que estava prestes a acontecer e virar tudo de cabeça para baixo mais antes preciso contar uma coisa de um ano atrás.

Um ano atrás

"Acabo de passar pela porta da frente da casa dos meus pais após passar quase seis vezes fora em uma missão bem complicada que foi bem sucedida. Tudo estava do mesmo jeito de quando sair em janeiro e a casa estava um verdadeiro silêncio que não era natural, caminho até o escritório do meu papa e não encontrou ninguém, sigo até a cozinha e vejo apenas a governanta da famiglia.

- Anna onde está todo mundo? – a mulher se vira de uma vez deixando cair tudo que estava em suas mãos.

- Mais que susto menino – leva a mão ao coração – quer me mata de vez?

- Desculpa Anna, não foi minha intenção – dou risada.

- Quanto tempo – ela diz e vem na minha direção – achei que não fosse voltar mais – me abraça.

- Achando que ia se livre de mim assim tão fácil? – brinco e ela sorrir – Onde está meu pai? Todo mundo?

- Foram jantar fora, acho que ninguém sabia que você voltaria hoje – diz se abaixando para recolher tudo que foi ao chão.

- Bem minha surpresa não deu muito certo – sorrio e ela me devolve.

- Gostaria de comer algo meu menino? – Anna pergunta carinhosa.

- Vou tomar um banho e já desço para comer – falo já me retirando quando sinto meu celular vibrar.

Vejo o nome do meu melhor amigo piscar na tela e sorrio.

- Andrea – digo seu nome, Andrea além do meu melhor amigo é um dos nosso seguranças. Nos tornamos amigos depois que voltei do meu treinamento para a máfia e ele já era soldado há um ano a mais que eu e logo depois se tornou segurança de confiança do meu pai.

- Max – ouço o apelido que ele me deu.

- Que milagre é esse que está me ligando? – pergunto já passando pela porta do meu quarto na casa dos meus pais.

- Ah cara as coisas aqui na Sicília anda uma loucura, sofremos dois atentado esses dias mas não conseguiram destruir nada e acabei não conseguindo mais te ligar – começo a desabotoar minha camisa.

- Atentado? E já sabe de onde veio?

- Não! Mas conhece seu pai está investigando.

- Don sendo Don – damos risada.

- Quando volta? – Andrea pergunta e olho pela janela, está uma noite tranquila e até que quente.

- Já voltei – sorrio.

- Quando?

- Acabei de chegar na casa do meu pai – volto a olhar para dentro do meu quarto – vamos nos encontrar? Não tem ninguém em casa e preciso bebe alguma coisa, aquela porcaria dos Estados Unidos não devia chamar de bebida – ele rir.

- Claro Max, só preciso finalizar uma coisa antes e nos encontramos na boate – fico pensativo, não queria ir para a boate, queria beber e não estava afim de ver ninguém conhecido.

- Pode ser em outro lugar? Não estou afim de ver ninguém ainda – falo.

- Sim, tem um bar que abriu recentemente próximo a sua casa, te mando o endereço por mensagem e nos encontramos lá – confirmo e Andrea desliga.

Vou direto para o banheiro, precisava muito de um banho e roupas limpas. Também precisava de uma boa mulher, pois estava sofrendo das bolas roxas de tanto tempo que não transava com alguém e eu resolveria isso no final da noite. Finalizei meu banho, coloquei uma calça escura e uma camisa social preta, não fiz a barba pois aderir deixar ela um pouco a mostrar no meu rosto, meus cabelos estavam baixo, passei perfume, coloquei um dos meus relógio que estavam ali e sair. Anna tinha preparado um lanche pra mim e comi mesmo sem fome para não fazer desfeita da mulher. Meia hora depois sair ao endereço que Andrea havia me mandando por mensagem.

Cheguei em frente ao bar que não parecia com nada que foi aberto recentemente e sim que era bastante antigo. Dou risada e passei pela porta, estava tendo um show ao vivo, uma música lenta para um bar como aquele. Existe dois balcão com duas atendentes em cada um e outras duas que trabalham servido as mesas. Me aproximo do balcão do fundo para ficar discreto e me sento. Não tinha ninguém ali no momento para me atender e aproveito para mandar mensagem para Andrea falando que estou no balcão do fundo e enquanto digito vejo uma sombra em seguida de uma voz feminina.

- O que gostaria de beber?

- Um whisky duplo por favor – ergo a vista e vejo um par de olhos castanhos me encarar.

- Já trago – sorrir e afasta.

Admiro a jovem pois é isso que ela é, uma jovem e podia jurar que ela devia ter uns dezoito anos e muito bela. Viajei admirando a beleza dela e franjo a testa quando vejo duas dela.

- Caralho nem bebi ainda e já estou duplicando as coisas – balanço a cabeça e volto a olhar meu celular quando escuto a voz do meu amigo.

- Falando sozinho? – me viro para ele e me levanto para nos abraçar.

- Andrea – sorrimos e voltamos a nos sentar.

- É que.. – penso olhando na direção de onde a moça foi e prossigo – eu nem bebi ainda e do nada vi duas da jovem que me atendeu – vejo ela voltando enquanto Andrea rir da minha cara.

- É porque tem duas – ele diz e a jovem já se aproximou – Aleda ou Alena? – vejo ele falar com a jovem.

- Ah Andrea – sua voz doce diz.

- Alena – ele diz e vejo sorrir – vejo que já conheceu o meu amigo.

- Pra falar a verdade não – ela responde – Acabei de atende-lo – ela olha para mim – eu sou Alena, prazer – diz e sorrir.

- Massimo – digo.

- Massimo do filho do.. – ele pausa.

- Massimo Greco – vejo ela fazer um o com a boca.

- Já ouvir falar de você – ela diz depois de uma tempo.

- Espero que bem – brinco e ela me olha sorrindo timidamente.

- O de sempre Andrea? – fala com meu amigo.

- O de sempre Alena – Andrea responde e ela se afasta ainda me olhando.

- Essa menina não é jovem demais para está trabalhando em um bar? E que história é esse que tem duas? – olho confuso para meu amigo enquanto bebo meu whisky.

- Alena tem dezoito anos – como suspeitei – ela tem uma irmã gêmea, mas já aviso que ela é bem diferente uma da outra, Alena é um doce já Aleda é pavio curto – dou risada.

- Gosto das difícil – digo – mas não gosto de mulher tão jovem assim – finalizo e meu amigo rir.

- E Alena não precisa de mais problema na vida dela.

- Vejo que você conhece bem essa menina – pontuo.

- Vamos se dizer que sim.

Meu amigo me contou um resumo básico sobre como conheceu a jovem e também me contou sobre algumas coisas que estavam de fora. Saímos do bar já era um pouco tarde e eu me sentia um pouco bebado e Andrea como segurança e amigo meu me deixou em casa. No dia seguinte vi toda a minha família e deixei meu pai a par de tudo que foi feito no Estados Unidos, Marino estava em um missão de carregamento então eu não o vi naquela semana. No fim de semana seguinte voltei novamente ao bar onde Andrea me levou quando cheguei e mais uma vez dei sorte de ser atendido por Alena.

- Você voltou.. – ela diz assim que me ver.

- Sim, gostei do lugar – minto.

- Você não tem cara de que gosta esse tipo de ambiente – ela diz e dou uma risada.

- E tenho cara que gosta que tipo de ambiente?

- Restaurante, vinho e uma boa companhia – ela diz e logo vejo que ficou vermelha – oh, me desculpe pela a ousadia.

- Não, tudo bem. Eu também posso ser esse cara que você falou – solto.

- O mesmo da outra vez? – fico confuso com a pergunta e junto a sobrancelha – a bebida.

- Ah sim, sim, claro – falo e vejo ela se afastar.

Aquele dia eu estava sozinho e o bar também estava mais tranquilo o que pude conversar bastante com a jovem. E foi assim durante todo final de semana sexta e sábado eu sempre estava lá pra conversar com ela e até conheci a Aleda que realmente era azeda"

Ano Atual

Na posição onde eu estava prestes a ocupar exigia algo de mim que não estava disposto a abrir mão. Minha total liberdade. Mas para se tornar o novo Caporegime da Catania na região da cidade siciliana, tinha que me casar, uma regra idiota do conselho, onde até hoje não entendi o porque de toda essa idiotice. O que um casamento resolveria na máfia? Além da merda de uma aliança? Meu pai dizia que sendo casado passaria a ser mais respeitado pelo os demais. Uma grande mentira pois o que todos sabia no nosso mundo era que o casamento servia como moeda de troca ou aliança e nesse ponto não via como moeda de troca e não sabia onde meu pai queria chegar com isso.

Todos estão sentados na mesa do conselho da nossa famiglia reunidos para essa minha "questão" que ainda não foi resolvida desde então e eu odiava essa parte. Nunca, nunca mesmo entendi e nunca vou entender o porque de ter que se casar antes de assumir um cargo ou assim que assumir para sentar em qualquer uma dessas cadeiras ao meu redor. Eu pouco me importava, eu nunca me importei com essa cadeira que estão querendo me ver sentado, eu sabia que de qualquer maneira um dia eu me tornaria um Don, sendo o primogênito do meu pai, mas ainda não estava preparado para tal e meu pai estava muito bem de saúde para mim me preocupar com tal coisa.

Semana passada meu pai que é o Don da nossa organização soube da morte do nosso antigo caporegime que foi pego em uma emboscada do nossos inimigos, os russos. Malditos dos russos. Mas também não entendo como que um Capo cairia numa cilada tão fácil assim? E tão desprevenido. Muito estranho. Para algo que foi planejado bem e como se soubesse que ele estaria ali, a hora e o momento exato.

Eu estava satisfeito na posição que estava até essa merda acontecer e meu pai e meu tio que é seu consiglere, Giuseppe, disserem que estava na hora de eu assumir uma posição maior, já que eu fazia meus serviços melhores do que os outros. Isso eu precisava concordar com eles. Mas não vinha a questão pois eu sempre fui um bom soldado e estava bem com isso.

Eu não estava preparado ou pelo menos não me sentia assim mas ao ver deles eu estava mais do que pronto, afinal todos temia ao assustador e temido Massimo Greco, filho do Don e o futuro Don. Eu não deixava ponta solta e não vacilava em nada quando era mandado em uma missão. Tortura para obter informação era comigo mesmo e todo mundo saiba que eu nunca deixava ninguém vivo para contar a sua versão da história. Eu não sou ruim, não com minha família, amigos e próximos, mas com os inimigos eu não me controlava e não tinha dó, ainda mais quando eles interceptavam em algum carregamentos importantes. Ainda mais no nosso território.

Fui criado para ser assim ruim e impiedoso na rua, mas um homem honesto e amoroso em casa, minha mãe me criou com muito amor e me ensinava sempre a ser bom com mulheres e a famiglia, meu pai me ensinou a ser um asco, ruim e sem coração com que merecesse. Não foi diferente com meu irmão.

Meu pai me enfiou em uma furada das grandes e eu teria que abrir mão da minha liberdade, das minhas noite de bebedeiras e putas para me prender a uma só. Era só o que me faltava. Tudo que eu menos queria no momento era arrumar uma mulher para encher a porra do meu saco, ainda mais uma das filhas desse monte de merda que estão na minha frente. Consigo ver em cada um dos olhares que queriam uma aliança mas não esperava ser eu, o temido Massimo. Não deixo de sorrir de canto.

Lembro do dia que meu pai e o meu tio Giuseppe falaram:

- Max meu filho você tem que se posicionar e passou da hora de amadurecer e sossega esse rabo. Tem quase trinta anos e nem uma esposa tem, está na hora de ajeitar sua vida rapaz – meu pai sempre me chamava assim quando queria algo de mim.

- E quem disse que eu quero me ajeitar? – disse ainda não aceitando bem o que eles queriam – Estou bem do jeito que estou pai, não preciso de uma mulher para ser feliz, muito menos para querer cuidar da minha vida e se meter onde não deve, fora que seria um problema pois além de me proteger desse monte de merda teria que proteger mais alguém além de mim – eu vi a fúria nos olhos dele e eu só podia falar com ele assim em casa, fora dela lhe devia respeito igual os demais.

- Massimo seu pai está certo sobrinho, essa posição é excelente para você e não vejo outra pessoa adequada pra isso – meu tio fala.

- Eu não tenho escolha não é? – lembro que perguntei – Pelo menos poderei escolher a minha esposa ou isso também tem que ser feito por vocês? Pelo conselho? – Vejo tanto Riccardo Greco quanto Giuseppe Greco se olharem.

- Temos umas escolhidas filho, mas vamos deixar você escolher – ouço meu pai falar.

- Porque não o Marino? – refiro meu irmão dois anos mas novo que eu.

- Massimo a hierarquia passa de geração por geração, dos mais velho para o mais novo – meu tio Giuseppe fala.

- Tá, tá, já entendi – falo irritado feito um menino fazendo birra – Eu preciso pensar.

- Você não tem tempo filho, o conselho está em cima querendo saber logo quem vou colocar no lugar de Tommaso, já marcou uma reunião para depois de amanhã – Que inferno. Xinguei mentalmente, eles me deixaram sem saída. Não me deram tempo para pensar.

- Eu preciso pensar – falo já me levantando e indo em direção a porta do escritório que meu pai tinha em casa.

- Eu preciso de uma resposta ainda hoje Massimo – ouço meu pai dizer atrás de mim e antes de fechar a porta digo.

- E você terá Riccardo - saio batendo a porta

Capítulo 2 Massimo Greco

E adivinhem só? Hoje estou aqui sentado nessa mesa rodeados de conselheiros, um bando de velhos idiotas. Uns me olham de canto sem entender minha presença, outros já devem suspeitar. Encaro todos com meu olhar mortal não deixando nenhum deles me intimidar, afinal não fui criado para abaixar a cabeça para esses vermes que finge serem alguém na nossa organização.

Meu pai está sentado na sua cadeira na ponta da mesa, Giuseppe está ao seu lado, o subchefe Mattia do outro, o lugar de Tommaso está vazio pois ainda não me sentei, eu gostava de um belo suspense e assim por diante está Lorenzo, Alessandro, Nicolo, Fausto, Agostino e Donato. Todos eles são um pouco mais velhos que eu que tenho quase trinta anos. Fui modesto em dizer pouco, pois cada um ali tinhas filhos criados e doidos para entregarem sua filhas para um mafioso como eu. Eu tinha dó de cada uma dela por terem pais escrotos e eu nunca permitiria que meu pai fizeste isso com um irmã minha se caso tivesse. E me lembro da pobre Alena.

Meu pai acena para que eu me sente na única cadeira vazia e vejo os olhares julgadores me encararem.

- O que significa isso Riccardo? – Vejo o velho Nicolo perguntar antes mesmo da reunião começar e ainda chamar meu pai pelo nome ao invés de chefe ou Don.

- Eu sou o Don dessa família Nicolo – sorrio ao ouvir a resposta do meu pai - Vocês queriam um Caporegime, e eu estou lhe dando um. – Meu pai fala sarcástico, meu velho as vezes conseguia se superar. Deixo um sorriso escapar.

- Massimo? Sério? Seu filho? – Alessandro outro velho pergunta olhando de mim para meu pai.

- Qual é Alessandro? Quem você indicaria? – pergunto também sendo sarcástico. Eu não queria essa merda mas também não abaixaria a cabeça – Seu filho? Qual deles? Leonardo? Ou Rafaello? – ergo minha sobrancelha e solto uma gargalhada – Isso sim seria uma grande merda – finalizo.

- Massimo – meu pai me repreende olhando pra mim que continuo a rir.

- Massimo é competente, nunca deixou ninguém cuidar das suas obrigações, sempre consegue lidar seja lá qual for o problema, consegue arrancar informação de um traidor como ninguém mais – ouço Giuseppe cita todos os meus bons feitos - acho que dentro das opção que temos ninguém seria mais adequado do que ele. – ele finaliza.

- Eu também concordo – agora foi a vez de Mattia – por mais irresponsável que seja na sua vida pessoal – me viro para ele assim que ouço – ele nunca desapontou nas missões ou desobedeceu uma ordem – continuo a encarar sem entender o que ele quis dizer sobre a minha vida pessoal que não lhe interessa.

- O problema não é esse – Nicolo torna a falar – todos aqui sabem que para ser um capo ter que ser um homem casado ou pelo menos que esteja com um casamento em andamento.

- Exato – Fausto que estava calado até agora resolve falar – e todos aqui sabem que Massimo tem uma "vida" bastante agitada – ele levanta os dedos e faz aspas na palavra vida. Solto uma risada alta fazendo todos olhares para mim.

- Que grande merda – digo – E quem vocês indicariam? Até onde sei nenhum dos filhos de "vocês" – faço aspas igual Fausto fez na palavra vocês e olho para ele – são casados.

- Meu filho Vitório está de casamento em andamento – cita Agostino e não deixo de rir.

- Ah sim verdade – torno a falar – e como foi a operação que ele estava supervisionando? – pergunto erguendo a sobrancelha.

- Todos aqui já sabem o que aconteceu Massimo, ele caiu numa emboscada – Agostino fala – assim como Tommaso.

- Aham sei, muito estranho também mas na emboscada de Tommaso ele teve a vida acabada – digo.

- O que você está insinuando Massimo? – Agostino altera a voz e se levanta da mesa.

- Basta!! – meu pai grita batendo as mãos na mesa e se levantando também – Eu ainda dou as ordens por aqui – e olha não só para mim como para Agostino.

- Mas você sabe que o conselho tem que está de acordo – Lorenzo que ainda não havia dito nada fala.

- Tudo bem então – meu pai olha para todos – citem um nome que seja tão competente quanto Massimo e abrimos uma votação – meu pai pega todos de surpresa, ele sabia que ninguém ali tinha um nome por isso sugeriu – pelo visto não temos, então está decidido. Massimo é o novo capo e assunto encerrado – volta a se sentar – e a questão do casamento ele já está resolvendo isso – ele me olha na esperança de eu realmente está resolvendo. O que não estou e nem pretendo tão cedo.

- E quem será a esposa dele? – Nicolo pergunta.

- Tem que ser uma das nossas filhas pelo menos – diz Alessandro e dou outra risada.

- Nem fudendo que vocês vão escolher a minha esposa – falo – isso é uma coisa minha – me levanto.

- Tem que ser alguém para selar nossa união – Nicolo diz olhando para meu pai.

- Foda-se – me direciono para porta – pra mim isso aqui já deu – e saio.

Ouço meu pai me chamar mas não volto atrás e já sei que vou ouvir um monte depois por ter lhe dado as costas e faltar com respeito numa decisão tão importante. Mas dane-se não ia ficar ouvindo aqueles idiota que não cuidam da própria vida e querem cuidar da minha.

Saio da sala de reunião que reservamos em casa para nossas reuniões e vou para o bar que mais frequento desde quando voltei dos Estados Unidos. Foi lá que conheci a adorável e linda Alena e nos tornamos amigos.

Ela começou a trabalhar lá no ano passado quando havia completado seus dezoito anos, como Andrea havia me dito e ela depois confirmou, Alena tinha uma história de vida bastante complicada e eu conseguia entender muito bem, conforme foi passando os meses nos aproximamos bastante se tornando uma amiga, uma amiga mesmo, mesmo eu não tendo amigas mulheres pois nunca dava certo. No começo Alena era tímida e falava pouco apenas o necessário, sempre que chegava eu me sentava onde ela estava atendendo, pois eu gostava da companhia dela e a conversa fluía naturalmente, mesmo no começo ela falando pouco. Alena era uma atendente incrível e porra linda demais, nunca nos envolvemos até porque ela é muito mais nova que eu, tinha idade para ser minha irmã e eu já tinha problema demais na minha vida.

Alena tem um beleza natural, ela tem os cabelos escuros e meio ondulados, usa uma franja que eu acho um charme, seus olhos tem a cor de castanho quase mel apesar de nunca ter visto fora do bar, pele clara apesar de não ver muito por falta de luz suficiente dentro daquele ambiente escuro, sempre usava seu uniforme preto que escondia seu corpo mas que mesmo assim eu conseguia ver a sua beleza e um corpo vantajoso para a idade que tinha. Dezenove anos uma criança ao meus olhos.

Ela tem uma irmã gêmea, a Aleda, as duas tem a personalidade totalmente diferente. Enquanto Alena é tímida e na dela, Aleda é extrovertida e para frente, fora isso as duas era confundível. Eu mesmo vivia confundido elas e Aleda sempre tentava me prega peças. Assim como agora que chego e me deparo com alguma delas próximo ao balcão.

- Alena ou Aleda? – pergunto assim que me aproximo do balcão e foi assim que Andrea me ensinou para poder identificar-la e vejo um delas vindo na minha direção.

- Não sei – ela responde e até a voz era igual, não conseguia mesmo identifica-lá apenas pela aparecia.

- Qual minha bebida favorita? – pergunto e Alena saberia responder porque são um ano de atendimento e ele sempre me recebia com meu bom e velho whisky. É só pela forma que falou eu já sabia que era Aleda mas quis prosseguir.

- Como você é chato Massimo – Aleda responde e volta com a sua personalidade.

- Onde está a sua irmã? – pergunto me sentando no balcão. Vejo ela se afastando e chamando por Alena.

- Alena seu cliente favorito, bonitão e gostosão está aqui – ouço ela dizer ainda olhando pra mim e pisca, dou um sorriso porque já havia me acostumado da maneira como ela se referia a mim.

Aleda não tinha jeito e era sempre assim o que deixava sua irmã morrendo de vergonha. Assim que ela aparece com alguns fardos de bebida empilhados sorrir tímida para mim.

- Favorito, bonitão e gostosão? – pergunto e vejo ela corar.

- Oi – ela diz e eu sorrio para ela.

- Oi – respondo.

- Não liga para o que Aleda fala – diz sem olhar para mim.

- Eu não ligo – respondo e agora posso ver seus olhos em mim.

- O que te fez aparecer em plena quarta por aqui? – ela pergunta já colocando as bebidas sobre uma pia.

- Tive um dia de merda – falo vendo ela abrir os fardos.

- Qual o problema dessa vez Massimo? – pergunta – Aceita seu whisky duplo? – já emenda com outra.

- Sim, claro – respondo e ela para preparando minha bebida.

- O que foi agora Massimo? Mas um caso das suas mulheres rebelde? – insisti já me entregando a bebida e eu não aguento e dou risada, sim ela sabia dos meus casos mais terríveis quando as belas não aceitava ser apenas uma noite.

- Falando desse jeito até parece que está com ciúmes. – Resolvo brincar.

- Ciúmes? Eu? – vejo ela novamente corar – Porque eu sentiria ciúmes de você? O temido Massimo Greco, que não tem coração.

- Não sei, me diz você – digo a encarando e levanto uma sobrancelha.

- Bom.. quem está com problema aqui é você, não me venha querer mudar a situação para mim – Alena desconversa e eu não deixo de sorrir.

- Está certo – falo e pauso ainda olhando para Alena - meu pai ainda com aquela história que tenho que me casar – bebo um gole do whisky enquanto vejo ela arrumar as bebidas na geladeira grande atrás dela.

Hoje o bar não está tão movimentado como das outras vezes que estive aqui, estava muito mais tranquilo e a música mais baixa. O ambiente não era de muito luxo igual os da boate da famiglia, mas só pela companhia eu gostava de vim aqui. Eu nunca me importei muito com o luxo, mas sim pela boa bebida e tranquilidade, nesse bar eu encontrava tudo que eu queria.

- Ah Massimo talvez ele tenha razão sobre isso – a encaro.

- Tá maluca Alena? Você me conhece há o que? Um ano? E quantas vezes já me viu com a mesma mulher? – questiono.

- Massimo por isso mesmo, você tem que sossega e assumir o seu lugar – bufo.

- É sério isso? Até você? – digo já bebendo todo meu whisky e levantando – Vim até aqui para ter um pouco de paz e não para ter mais dor de cabeça.

- Calma aí Max – ela diz envergonhada – me desculpa não queria me meter – se aproxima do balcão e toca minha mão, e levo meus olhos até a mão dela – eu não vou mais me meter – diz toda sem graça.

- Desculpa eu por ter sido rude – digo e torno a me sentar – como eu disse, um dia de merda.

- Está desculpado – ela sorrir – mais uma? – pergunta olhando para meu copo.

- Por favor – digo e vejo ela encher.

Precisava relaxa e eu só conseguia fazer isso quando estava aqui e podia desabafar com Alena, mas toda aquela pressão estava me deixando nervoso o que quase descontei nela. O dono do bar não falava nada porque eu sempre deixava um boa grana e uma gorjeta enorme para Alena, na verdade eu pagava pela a companhia dela só que ela não sabia. Não estou dizendo que era como uma prostituta, jamais, mas eu gostava da sua amizade, além dela tinha o Andrea que agora além do meu melhor amigo era meu segurança pessoal.

- E o que você decidiu? – Alena pergunta voltando ao assunto.

- Não tenho escolha Alena, agora preciso arrumar uma esposa – passo a mão no meus cabelos.

- Boa sorte – ela diz e entrega o drink de um casal que está do lado. Nem percebi que estavam ali.

- Vou precisar – bebo novamente.

- Sabia que ia te encontrar aqui – Andrea se aproxima – Oi Alena – ele cumprimenta nossa amiga, porque além de minha amiga ela também era amiga dele até antes de mim.

- Oi Andrea – ela sorrir.

- Cara seu pai está te procurando – ele fala e bebo mais um gole.

- Meu pai, meu pai – resmungo – Está vendo Alena? Nem assumir minha posição e já me procuram o tempo todo – falo engolindo toda minha bebida e me levanto – te vejo na sexta? – pergunto a ela.

- Estarei aqui no mesmo horário – brinca e sorrir.

- Até breve Alena e da um oi para Aleda – meu amigo sempre zoa a irmã dela. As vezes até desconfio que tem um certo interesse na gêmea mal humorada.

Acompanho meu amigo até a saída e vejo um comboio de segurança a minha espera e não podia acreditar naquilo, nunca precisei de tanto homens assim e sempre soube me virar.

- Qual é Andrea pra que tudo isso? Ele mandou uma escolta com medo que eu fugisse? – falo o encarando.

- Não!! Esses serão seus seguranças a partir de agora.

- Mas eu não preciso de tudo isso, eu sei me cuidar sozinho – esbravejo.

- Não é bem assim agora Max, você sempre teve alguém querendo sua cabeça, mas agora com certeza terá até recompensa para ela numa bandeja – meu melhor amigo diz – de ouro se possível – brinca com a minha morte.

- Que tente, vamos ver quantas bandeja iremos encher de cabeças – falo e entro no meu carro com Andrea no meu encalço.

Capítulo 3 Alena Giordano

Eu? Eu sou Alena, Alena Giordano acabei de completar meus dezenove anos e tenho uma irmã gêmea, Aleda Giordano. Não viemos de uma família conhecida e nem somos italianas, mas como fomos criadas aqui quase nos consideramos e aprendemos muitos a língua. Minha família nunca teve boas condições ou foram bem de vida, porém eu e Aleda sempre damos um jeito de colocar a comida na mesa, pelo menos sempre foi assim quando morávamos com mamãe.

Nossa mãe era uma mulher linda e incrível filha de uma italiana e que resolveu voltar as origem quando se casou com meu pai que também era um italiano até onde eu e Aleda sabíamos, porém minha mãe se tornou uma viciada em drogas depois que meu pai te deixou por uma amante e ela se entregou ao abismo e por causa disso que eu parei de comprar algumas coisas para nossa casa, porque ela vendia tudo que fosse de valioso para sustentar seu vício, que não era só em drogas e nas bebidas também.

Mas há dois anos atrás ela teve uma overdose o que levou a sua morte, nos deixando para ser criadas pela nossa tia Marta, a irmã ranzinza dela que não suportava nem eu muito menos Aleda. Eu e Aleda vimos ela morrer aos poucos sem ao menos poder fazer algo para ajudar e quando aconteceu eu e minha irmã não sofremos tanto pois aquilo acabaria não só com o sofrimento dela como o nosso.

Nossa tia não era uma pessoa muito boa ela e Aleda viviam discutindo pois minha irmã tem um temperamento diferente de mim e não leva desafora pra casa ou melhor não escuta desaforo de ninguém. E foi em uma dessa discussão que nossa tia nos deu um prazo pra sair da casa dela, já que éramos de maior e nos viramos muito bem, mas não tínhamos dinheiro suficiente para alugar um lugar para nós e não sabia nem por onde começar. Não que não conhecíamos Sicília muito bem até porque fomos criadas aqui mas porque não ganhava rios de dinheiro e algumas casas para alugar era muito cara ou pertencia aos mafiosos.

- E agora Aleda onde vamos morar? Mal ganhamos pra pagar uma casa – digo meio desesperada – Porque você tinha que ser tão cabeça dura?

- Calma Alena, vamos da um jeito - minha irmã responde enquanto sairmos para o trabalho.

- Que jeito Aleda? Você poderia ser um pouco mais calma – falo – poderia ter só um pouco mais de paciência.

- Até parece que não me conhece não é Alena? – Pergunta – Eu não vou abaixar a cabeça pra ela, afinal ela sempre achou a gente um peso não sei porque aceitou ficar com a gente.

- Porque ela é a nossa única família.

- Grande bosta já que não tratava como tal – respiro fundo e resolvo me calar.

Para minha irmã tudo se resolvia rápido, não sei o que se passava na cabeça dela. A gente não ganhamos bem assim, mesmo que guardando toda economia que eu ganhava, principalmente nas noites que ele aparecia não seria suficientes. Nós podia economizar por anos e ainda sim não conseguiria comprar nosso lugar e com aluguel o dinheiro iria rápido, sem contar com a despesas.

Hoje era o dia em que o bar onde trabalhávamos mais lotava e teríamos que trabalhar até tarde da noite. Para nossa sorte o senhor Elio contratou nós duas a um ano atrás e vem nos pagando certinho desde então, ele não era um ótimo patrão, mas não tínhamos problema com ele ou com o pagamento, sempre nos pagava no dia certo ou até antes, as gorjetas que ganhávamos era passado sempre no final da noite. Mas tudo melhorou mais depois que Massimo começou a frequentar o bar.

Bem, Massimo era um cliente que sempre gostava de ser atendido por mim, até parecia que tinha um certo interesse mas depois de um tempo percebi que não. Minha irmã vivia pegando no pé dele se passando por mim, o coitado uma vez quase caiu pois nós duas somos muito parecida, na verdade idênticas.

Massimo é alto, cheio de músculos, sua pele é de um moreno bronzeado, usa sempre a barba por fazer, cabelo em um corte baixo mas agora contém uma pequena franja que cai para frente sempre que mexe nos cabelos, os lábios carnudo, um sorriso incrível e uma simpatia encantadora. Além do mais um mafioso, o que ele não fez questão de esconder de mim logo quando pegando mais intimidade, no começo eu tinha um certo medo dele, mas depois eu não via como o temido Massimo Greco como fazia questão de ser reconhecido.

Aleda acha que sou apaixonada nele mas eu vejo ele como meu amigo mesmo, mas confesso que sempre que ele sorrir pra mim sinto umas borboletas na barriga, aquele friozinho, a pela esquentar. Não sei explicar o motivo disso, mas é esse efeito que Massimo tem sobre mim sempre que sorrir.

Hoje é dia dele aparecer no bar e eu sei porque é sempre nas sextas e sábados que ele aparecia, apesar de ele já ter aparecido essa semana duas vezes uma coisa fora do normal, mas até entendo pois seu pai estava lhe forçando algo que ele não estava muito afim de fazer. Um casamento. Ele já tinha me explicado como na sua vida essas coisas funcionava, mas também não entendia o porque assim como ele.

Massimo mexia com coisas erradas eu sabia, nunca me importei pois ele nunca me forçou a nada e sempre disse que não usava drogas além de cuidar dos carregamentos. Sim, Massimo é filho do Don da máfia da cidade de Catania localizada na Sicilia, como eu disse ele me contou, afinal todo mundo sabe quem são eles e lembro como se fosse hoje o dia que ele me falou:

- Você sabe quem eu sou não é? – ele perguntou sentado na minha frente bebendo sua bebida favorita.

- Já ouvir falar de você, como já lhe disse – respondi fazendo outro drink.

- E você não tem medo?

- Medo? Medo de que? – perguntei na época morrendo de medo mas não querendo mostrar que sim.

- De mim?

- Eu devia ter? – lhe respondi com outra pergunta.

- Todos tem – ele diz e bebe um gole do whisky.

- Eu não sou todo mundo Massimo – respondi. Já tínhamos uma certa intimidade.

- Gosto de como você é Alena – ele sorrir o que faz aquelas borboletas surgirem – mas não gosto da sua irmã - dou risada.

- Vocês dois parecem crianças – falo e vejo Aleda do outro lado do bar servindo uma mesa.

- Ela me irrita de propósito – ele segui meu olhar. Até parece que lhe olha diferente.

- E você sempre cai – ele sorrir e balança a cabeça.

- Você tem razão, uma hora vou aprender a identificar-las – diz ainda dando aquele sorriso.

As vezes eu achava que essa implicância deles ia acabar de outro jeito, mas eu não gostava muito disso e não me pergunte porque que não saberia responder ou eu sabia sim a resposta só não queria aceitar.

Chegamos no bar e as portas ainda estavam fechadas o que estranhamos pois Elio nunca se atrasava, era sempre tão pontual que estranhamos no começo, mas poucos minutos se passaram e avistamos vindo andando apressado em nossa direção.

- Me atrasei hoje meninas – ele diz já abrindo as portas – tive um contratempo – Elio nunca nos dava satisfação, outra coisa que estranhamos, mas eu não digo nada porém Aleda não segura a língua dentro da boca.

- Dando satisfação Elio? – ele a olha por cima dos ombros.

- Não Aleda – ele conseguia nos diferenciar justamente por causa desse atrevimento dela – mas como nunca aconteceu achei que estivessem aí a muito tempo.

- Tudo bem Elio, não ligue para Aleda – digo e a olho repreendo por não segurar a sua língua dentro da boca.

Não podíamos perder o emprego também. Já não tínhamos onde morar e perder o emprego não ia ajudar muito. E graças a Deus Aleda entendeu meu olhar e ficou calada não dando motivo para Elio nos dispensar.

Entramos e eu já fui abastecer as geladeiras porque não queria fazer isso na hora do movimento. Mentirosa, você não quer ficar longe dele. Meu consciente grita. Podia ser também pois eu gostava muito de conversar com Massimo. Eu gostava muito da companhia dele.

Organizamos tudo antes da abertura e hoje eu e Aleda ficaríamos na parte dos fundos do bar enquanto as outras meninas na parte da frente. Sempre dividíamos assim duas ficava na frente e duas atrás e nós nos reversava todos os dias para o atendimento.

Já passava das dez da noite quando o estabelecimento foi enchendo, Aleda e eu não tínhamos parado ainda para comer e mal percebemos o horário passar quando nós demos conta não podíamos mas parar e seguimos atendendo.

- Parece que seu bonitão não vem hoje – ouço Aleda dizer ao se aproximar e olho no relógio. Dez e meia. Há essa hora ele sempre estava aqui.

- Ele não é meu bonitão Aleda, já disse – digo disfarçando que olhei no relógio e termino de preparar o drink de um dos cara que está no balcão.

- Ah Alena, você só não quer admiti, mas vejo seu sorriso quando ele aparece – diz ela toda sarcástica.

- Pare de paranoia, ele é meu amigo e nada mais – falo e ouço a porta do bar abrir, ergo a vista por impulso mas não é ele.

- Aham, e o que foi essa olhada na entrada? – Droga. Ela diz rindo e vem para mais perto – Pare de se engana sorella.

Não!! Eu não via Massimo desse jeito, isso era coisa da cabeça da minha irmã, só estava desapontada por ele não ter aparecido ainda, ele se despediu na quarta falando que viria hoje, não que fosse uma obrigação dele, mas ele nunca havia falhado sequer um fim de semana desde há um ano atrás.

Continuamos nosso serviços e mal vimos realmente a hora passar. Próximo a duas da manhã quando o bar esta esvaziando e eu estou organizando já nossa área para podemos ir embora assim que encerrar a noite, eu escuto algo no balcão.

- Ainda dá tempo de tomar uma dose? – estou de costas para o balcão mas reconheço aquela voz. Eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

- Massimo – digo e o vejo. Massimo está com os cabelos bagunçados, com um olhar cansado e com dois botões da sua camisa social aberta.

- Alena – ele sorrir. Aquela droga de sorriso que mexia comigo.

- Achei que não viesse mais hoje – falo e estranho o desapontamento na minha voz.

- Nunca falhei há um ano, porque faria isso agora? – ele diz e eu já começo encher um copo com seu whisky favorito.

- Como você já tinha vindo duas vezes essa semana, não consideraria como falha – digo, mas acho que não consigo esconder a mentira até que..

- Mentirosa – ouço Aleda atrás de mim – estava aí toda triste porque o bonitão não tinha aparecido ainda.

- Aleda – grito e ouço Massimo rir.

- É verdade Alena? – pergunta e sinto seus olhos em mim. Porra porque eu sempre ficava assim diante dele se o via somente como um amigo?

- Não acredite em tudo que Aleda fala, eu estava assim por que nossa tia nos tocou de casa – minto.

- Isso é verdade – minha irmã continua – agora precisamos arrumar um lugar urgente – fala se aproximando de nós.

- Eu posso ajudar em alguma coisa? – ele pergunta todo atencioso.

- Não precisa Max, você já tem muita coisa pra resolver – digo e vejo minha irmã sair bufando.

- Mais é uma lerda mesmo – e ouço ela falar.

- Eu posso te ajudar Alena – Massimo oferece de novo, mas eu não podia aceitar até porque quando você aceita favor dessas pessoas que pertence a máfia uma hora ele vem cobrar o valor e muitas das vezes são altos demais, ainda mais pra cima de uma pobre coitada que não tem nem onde cair morta.

- Sério, não precisa vamos dar um jeito – digo e ele acena – você conseguiu uma esposa? – mudo de assunto.

- Não! Na verdade nem procurei – dou risada pela primeira vez na noite.

- E seu pai? Não está surtando com isso?

- Está na minha cola, mas eu vou da um jeito, eu sempre dou – diz a mesmo coisa que eu.

Ficamos ali conversando coisas amenas até que Elio fala que já estava na hora de fechar, ainda bem que eu já tinha adiantado todo o meu serviços. Massimo se levantou e nos ofereceu uma carona o que Aleda aceitou me deixando sem graça, sempre muito pra frente, acredito que uma hora ela vai entrar numa enrascada.

Durante o percurso minha irmã não pedia a oportunidade de tentar me jogar para cima do Massimo, mas ainda bem que ele sabia a peça que ela é e não se importava muito. Ele nos deixou uma rua antes pois pedi para que nossa tia não achasse que estávamos nos prostituindo para ganhar dinheiro extra e também para não crescer os olhos pra cima de Massimo, aquela ali não prestava e podia querer ganhar algo em cima dele.

- Boa noite Massimo – falo e ele se aproxima deixando um beijo no meu rosto.

- Boa noite Alena, te vejo amanhã - ele diz e sorrio.

- Até amanhã.

Aleda já tinha descido do carro e me aguardava pelo lado de fora e ria quando eu me aproximei.

- Alena não tem como negar, você é mexida com esse cara – começo a andar sem dar assunto – olha só como você ficar perto dele.

- Aleda para com isso - falo irritada.

- Tá bom continue se enganando, depois diz que não avisei – e passa na minha frente – mas que ele é um bom partido ele é, sorrio sem ele perceber.

Eu gostava muito da companhia dele, da nossa conversa e sim eu podia está confundido as coisas na minha cabeça, mas gostar dele como um homem?? Quem eu quero enganar? Sim eu gostava, mas não confessaria isso para ninguém, nem para minha irmã que tem uma boca grande e na primeira oportunidade falaria para ele. Eu não confiaria nela sobre essa assunto, eu amo minha irmã mas sei que ela me trairia nesse ponto. E sim Massimo era muito bonito e ficava ainda mais quando aparecia despojado, vestido como o verdadeiro mafioso que era.

Ao chegarmos na frente da casa da nossa tia, nossas coisas estavam todas na rua, ela nos deu um prazo mas mal esperou a gente sair pra fazer aquilo e o que me fez entrar em desespero foi a única coisa que não estava entre as coisas era a minha bolsa com o dinheiro guardado. O dinheiro que eu vinha guardando desde quando entrei no bar, todas as minha economias e gorjetas, tudo.

- Mas que merda – Aleda diz – não acredito que ela fez isso. Ela nem esperou o prazo que nos deu.

- Meu dinheiro – falo procurando minha bolsa – Meu dinheiro Aleda.

- O que tem Alena?

- Ela deve ter achado – deixo uma lágrima cair – deve ter achado e pegado tudo, toda a nossa economia.

- Desgraçada – Aleda diz e começa a socar a porta – devolve o nosso dinheiro.

- Dinheiro de vocês? – Marta aparece na janela – Vai ficar aqui, pelos anos que moraram aqui de graça, pela comida, pela água, por tudo que consumiram da minha casa.

De graça? Sempre ajudamos na casa, sempre colocava as coisas na mesa. Que infeliz.

- Sua mentirosa - minha irmã diz – eu vou chamar a polícia.

- Chama e eu digo que vocês que estão invadindo minha propriedade – Marta diz e fecha a janela.

- Desgraçada – Aleda diz e eu continuo a chorar.

- E agora? Era o que ia nos sustentar. – pergunto.

- Não conheço ninguém que possa nos ajudar agora Alena, mas você..

- Não! – digo já imaginando o que ela ia sugerir – não tenho direito de pedi isso para ele, ele não tem obrigação de nos ajudar, mal nos conhece fora daquele bar.

- Então vamos ter que dormir na rua – droga! Penso.

Eu não queria ter que ligar para ele, Massimo me deu seu número a pouco meses atrás para caso um dia eu precisasse de alguma coisa, mas não imaginaria que seria assim, não imaginava que fosse ligar para ele para pedir favores. Balanço a cabeça em negativa e respiro fundo ainda criando coragem para ligar.

Porque Deus?

Eu pensei por muito tempo antes de tomar uma decisão, pois não queria que ele me visse como uma oportunista. Droga! Porque as coisas só ficava pior? Porque as coisas não podia facilitar pra nós uma vez na vida?

Peguei meu telefone e fiquei olhando para o número dele por alguns minutos ainda pensando se seria uma boa ideia ou não.

- Ta Alena você não precisa fazer isso - minha irmã fala.

- E para onde iríamos? Eu sei que ele vai nos ajudar, mas eu não queria ter que pedir Aleda. Nós conhecemos apenas no bar e não tenho esse direito e fora que esses mafioso cobrar alto demais um favor – digo.

- Mas ele é seu amigo, não é? – pergunta.

- Dentro daquele bar sim – responde e volto a olhar para o celular – não queria ter que ligar.

- Então não faça, vamos da um jeito.

- Vamos da um jeito? Como? Não temos nada de dinheiro e mesmo se o Elio adiantasse nosso pagamento onde iríamos passar a noite?

- Não surta Alena – Aleda fala e se aproxima de mim – liga e diz que é só por essa noite, amanhã a gente da um jeito.

- Eu vou ligar – digo.

Volto a olhar para seu número no meu telefone e por fim aperto em ligar.

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