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Me redendo ao CEO

Me redendo ao CEO

Autor:: Lanny Domiciano
Gênero: Bilionários
No seu primeiro dia Raquel chega atrasada e bate num carro preto, depois descobre que é do seu chefe, Bruno Montenegro. Logo de início ele é um grosseiro, implicante com sua nova secretária. Mas ele começa olhar ela com outras olhos até tenta se aproximar, porém, a moça não dar brecha, pois tem namorado. Isso muda depois que começou a trabalhar na empresa que sempre sonhou, Montenegro Advocacia Ltda. E com isso ficou distante. O Senhor Montenegro fica sabendo da dessa distância e volta com as investidas. Mas no seu caminho aparece Wirley Castro que também se interessa na morena. E para piorar sua mãe e sócia da empresa se intromete e vai fazer de tudo pra não ficarem juntos! Como vai ficar essa relação com a mãe se metendo? E ainda tem o Wirley que não vai desistir tão fácil da morena.

Capítulo 1 Raquel

Capítulo Um

Faz três anos desde que concluí a minha graduação de secretariado executivo, sem perder tempo cursei uma pós-graduação de dez meses, para poder trabalhar na área tanto de secretariado quanto de assessora empresarial.

Foram longos anos de estudo e esforço querendo conseguir alcançar o meu objetivo, trabalhar na maior empresa de advocacia do Rio de Janeiro, Montenegro Advocacia. Era o meu sonho trabalhar nessa empresa.

E quando eu acessei os sites de emprego e vi que estavam precisando de uma secretária executiva, nem acreditei no que estava vendo. Não podia perder aquela oportunidade, sem pensar duas vezes mandei o currículo para o e-mail do anúncio.

Só precisei aguardar. Torcendo para que conseguisse essa vaga, eu estudei tanto, batalhei tanto. E Deus ouviu minhas orações, pois duas semanas depois eu tive minha entrevista. A responsável pelo RH gostou do meu currículo e a moça que fez a entrevista foi extremamente simpática. Disse que ia passar para o Sr. Montenegro o meu currículo, que era para aguardar que eles me ligaram.

Saí de lá toda esperançosa. Cheguei em casa fui para o meu quarto, joguei a minha bolsa na cama, me ajoelhei e conversei com Deus mais uma vez. Claro que fui pedir para ele me dar aquela forcinha. Agradeci por essa oportunidade que apareceu, orei um Pai Nosso e me levante.

Estou saindo da cozinha com o pote de pipoca, levando para sala pra mim e minha amiga Patrícia. Claro que antes de vir aqui, tive que aceitar suas brincadeiras sobre o meu fracasso encontro com o meu namorado. Deixo a pipoca na mesa de centro junto com as cervejas.

- O que você está fazendo? Está colocando dublado? Achei que não gostasse? - digo, pegando a cerveja na mesa e dou um gole.

- Sim, mas uma garota que fiquei mandou o trailer dublado. Menina, que voz é aquela, doce e muito sexy do boy, minha calcinha ficou até molhada, acredita? - caçoa, encostando-se no sofá, apontando o controle na tela para começar a série.

- Que isso, hein? Patrícia, você está começando a gostar de garotos? - olho para minha amiga e começamos a rir.

- Até parece, o meu negócio é com garotas, você sabe disso. Mas espera começar que você vai ver - diz, e aponta o controle para mim.

Quando ia zoar o meu celular vibra, noto que é um número desconhecido. Quem está me ligando às nove da noite numa sexta-feira?

- Alô? Quem fala? - sigo, irritada.

- Gostaria de falar com Raquel Oliveira? - pergunta.

- É ela - respondo, minha amiga diminui o volume da televisão e olha pra mim.

- Aqui é Camila do RH da empresa Montenegro Advocacia Ltda, lembra que foi chamada para uma entrevista semanas atrás? - dou um salto no sofá. Não pode ser, levo a mão no rosto.

- Raquel, o que houve? Está tudo bem? - Patrícia vem na minha direção, pega no meu braço e começa sacudir.

- Hã? Oi? Sim Patrícia, estou bem. Para de me balançar que estou ficando tonta - peço, ela solta o meu braço.

- Alô? Senhorita Oliveira está aí? Está me ouvindo? - Escuto uma voz no celular. Droga! Fiquei tão em choque que esqueci a mulher do RH do outro lado da linha.

- Sim, estou aqui. - Minha amiga começa perguntar querendo saber quem é, afasto-a pedindo pra fazer silêncio. - Desculpa, pode falar... - vou para o sofá e me sento, Patrícia também se senta fazendo gestos, mas a ignoro.

- Como estava dizendo, entreguei o seu currículo para senhor Montenegro e ele gostou muito, ele perguntou se você tinha alguma experiência, eu disse que não. - Escuto tudo, na parte da experiência fico preocupada. Ai, ai meu pai do céu! Bato a ponta do pé freneticamente. - E ele disse tudo bem, a senhorita vai começar na segunda-feira às nove horas da manhã, vou enviar o endereço.

- EU SEI ONDE FICA! - grito, dou um pulo no sofá. A mulher fica em silêncio por um momento - Digo... Sei onde fica... - Patrícia ri da minha atitude, mas lanço um olhar de reprovação, ela para na mesma hora.

- Tudo bem. - escuto uma risada no fundo da linha. - Aguardo você para explicar e mostrar a empresa. Ah... Não se atrase, senhor Montenegro detesta atrasos. - orienta a mulher.

- Ok, ok. Não vou me atrasar, pode deixar. - confirmo, parecendo séria, mas no fundo pulando de alegria. Agradeço a oportunidade e ela desliga.

Começo a pular e gritar sem parar, parecia que estava em Salvador.

- Raquel? Raquel? - Patrícia se levanta e me fita em entender o porquê comecei a pular. - Ei, você está me ouvindo, mulher? - Segura o meu braço me fazendo parar de pular.

- Hã? Oi? O que foi?

- O que foi? Primeiro você ficou aí toda parada e imóvel, parecia que viu alguém morrer, agora está pulando como uma louca. Isso porque só deu um gole nela. - Pega a cerveja e começa analisar. - Só falta ter vindo batizada. - olho para a minha amiga e começo a rir.

- Patrícia, a cerveja não está batizada. - Pego a cerveja da sua mão, colocando na mesa. - Vamos nos sentar que te explico o que aconteceu, ok.

- Está bem... Mas se você tiver mentindo... - aponta o dedo pra mim.

- Não estou. - sorrio. - Posso contar? - balança a cabeça que sim. - Se lembra que mandei o currículo e duas semanas depois fui chamada para uma entrevista?

- Claro que lembro, você só ficou falando isso durante uma semana. Que a tal mulher do RH ia levar seu currículo para o tal Monteiro, se ele gostasse você seria chamada - diz a minha amiga.

- Isso, amiga, não é Monteiro e sim Montenegro. - ela balança os ombros, como se dissesse "tanto faz". Não aguento e começo a rir, mas logo paro e continuo. - Vou trabalhar na Montenegro Advocacia como secretária executiva! - revelo, ela fica imóvel ali na minha frente, faço gestos e nada, começo a ficar preocupada com a minha amiga.

Então dou um beliscão no seu braço e ela dá um salto do sofá gritando de dor. Ufa, ela está bem.

- Merda, Raquel! Porque diabos você fez isso? - alisa o braço, gemendo de dor do beliscão que dei.

- Era o único jeito, você ficou paralisada no sofá - digo, me levantando do sofá e ficando na sua frente.

- Que exagero, mas esquece isso. É sério mesmo? Você vai trabalhar naquela empresa que você sonhou tanto? - balanço a cabeça confirmando. - Caramba, Deus ouviu suas preces, hein? - ela diz, voltando a se sentar no sofá.

- Sim... Estou tão feliz, sabe? Um sonho sendo realizado... Vai ser tudo... - ela me corta.

- Tudo de bom? - completa ela, nos olhamos e começamos a rir.

- Sim e mais um pouco... - o meu rosto chega a doer de tanto sorrir. Ela se vira e me fita.

- Mudando de assunto, Fabrício sabe que você mandou o currículo? Melhor, qual vai ser a reação dele ao saber que você vai trabalhar nessa empresa, porque se me lembro, ele não gostou nadinha dessa ideia - relembra Patrícia, me fazendo lembrar quando falei para o meu namorado que queria muito trabalhar na Montenegro Advocacia.

Ele fez um drama para eu não mandar o meu currículo, me proibiu de fazer isso. Até parece. Ele tem que entender que é o meu sonho.

- Ele pensa assim porque acha que vou trocá-lo por um bilionário engravatado sadomasoquista. - na hora, a Patrícia começa a gargalhar. E lembramos quando nós três fomos para o cinema assistir ao filme cinquenta tons de cinza, ver aquela delícia do Christian Grey. Confesso que ia amar trocar de lugar com aquela mocinha do filme.

- Até que não seria mal, né? - pisca pra mim e finjo que nem escutei esse comentário dela.

Ela acha que estou perdendo tempo numa relação sem futuro, tipo, estamos juntos faz cinco anos, ele não para em serviço nenhum e sempre tá pedindo dinheiro e quando saímos eu que pago. Eu gosto do Fabrício, foi o primeiro a quem me entreguei, vamos dizer assim. E sei que ele sente alguma coisa por mim... Mas demonstra de um jeito diferente, só isso...

- Ei, já está começando - avisa Patrícia, me cutucando com o cotovelo, que tira dos meus pensamentos. - Está tudo bem? - me fita.

- Sim. - ergo meu braço para pegar a cerveja. Ela aproveita e pega a sua.

- Vamos comemorar! Brindar que você conseguiu esse emprego, que você merece - comenta minha amiga.

- Sim, sim. - concordo logo tomamos um gole e começamos assistir a série. Não vejo a hora de chegar segunda-feira para começar a trabalhar.

Capítulo 2 Raquel

Capítulo Dois

É domingo e ainda estou na cama, acho que deve ser meio-dia e está fazendo muito frio. E quem está aqui do meu lado é o meu namorado, ontem ele veio aqui depois que saiu do seu turno. A noite foi boa, pedimos comida, claro que paguei, porque o Fabricio não tinha dinheiro. Nós nos divertimos muito, demos boas risadas com uma série que assistimos na Netflix. Foi tudo perfeito. Estou muito ansiosa, não paro de pensar que é amanhã que começarei a trabalhar na Montenegro Advocacia. E meu celular começa a tocar.

Imediatamente me levanto da cama, com cuidado para não acordar o Fabrício. Vou até a minha bolsa que está perto da cama, pego o celular e coloco a mão no alto-falante para abafar o toque, saio do quarto e encostei a porta vou para cozinha. Vejo que é a Patrícia. Raios! Por que está me ligando?

- Oi? Nem no domingo você me dá folga? - sussurro, dou uma espiada para o quarto ver se o meu namorado não levantou. Acho que não. Continua dormindo, que bom.

- Nossa, que mau humor hein? - reclama. - Nem pra isso ele serve, melhor trocar de namorado.

Vou pra cozinha, encostando na pia. Dou aquela bufada pelo comentário da minha amiga.

- Tivemos uma noite ótima, tá? - digo, ela resmunga alguma coisa na linha que ignoro. - Também estou muito ansiosa pra amanhã.

- Depois eu que sou ansiosa, né? - diz, me zombando do outro lado da linha. - Vem cá, você já contou para o Fabrício que você começa amanhã?

- Ainda não... Mas sei que não vai gostar nadinha disso - digo, com celular no ombro enquanto estou pegando o pó de café do armário. - Por enquanto é melhor ele não saber.

- O que é melhor eu não saber? - dou um salto que derrubo o pó de café na pia e o celular no chão, pelo susto que ele me deu.

- Que isso, gata, está devendo? - pergunta sorrindo e se abaixa para pegar o celular que caiu. Em seguida me entrega, depois vai na pia e limpa a sujeira que fiz. Fico por um tempo observando ele.

- Que foi, gata? - especula, ao se virar de frente para mim, apoiando as mãos na pia.

Ele está me fitando, usando uma regata branca e uma cueca boxer preta, ele não é aquele tipo de caras fortes e malhados, pelo contrário é magro, mas um magro bem definido e com aqueles olhos castanhos levemente puxados me encarando.

Como vou dizer a ele que consegui o trabalho dos meus sonhos? Pensa, Raquel! Pensa!

- Raquel? Raquel? - escuto alguém me chamar, olho para Fabrício e ele faz um sinal apontando para o celular que estou segurando. Então, lembro que estou na linha com a Patrícia. Esqueci completamente.

- Oi? Patrícia, estou aqui. - aponto para sala que preciso falar com a minha amiga e Fabrício balança a cabeça concordando.

Saio da cozinha indo para outro cômodo, pelo menos ganho um pouco de tempo para criar coragem, para contar ao meu namorado que conseguir o trabalho.

- Oi, amiga, desculpa. Aconteceu uma coisinha aqui em casa - digo, me ajeitando no sofá.

- Sério? - pergunta. - O que o Fabrício aprontou agora?

- Não fala assim, Patrícia! - sussurro, chamando a sua atenção. - Mudando de assunto, não sei como dizer a ele que vou trabalhar na empresa... - Inclino para frente, dando aquela espiada na cozinha, se ele não está nos ouvindo.

- Garota, para de graça fala que você mandou o currículo e foi chamada. É assim que acontece quando se manda um currículo, você sabe? - ela diz em um tom de ironia.

- Eu conheço o meu namorado, sei que quando contar ele não vai gostar nada. - Encosto no sofá, encolhendo os ombros. - E também ele é muito ciumento.

- Raquel, minha linda, escute aqui. Isso não é ciúme e sim, posse. Você não é objeto dele, acorda! - ela fala um pouco alto, afastei o celular para não ficar surda, mas acrescenta. - E se me lembro isso é seu sonho, não? Como foi difícil terminar sua graduação, noites em claro estudando e ainda você fez de tudo para fazer aquela pós-graduação, vai desistir por conta desse traste do seu namorado?

- Patrícia! - advirto.

- Ok, ok. Foi mal, mas é verdade, amiga. Então fala a verdade, se ele gosta mesmo de você não vai ser contra. Ou prefere ele saber por outra pessoa? - indaga.

Tenho que concordar que ela está certa. Criar coragem e contar pra ele, não posso deixar ele me controlar desse jeito.

- Está bem, vou fazer isso. Obrigada.

- Pra isso que servem as amigas. - sorrio. Agradeço mais uma vez e desliguei o celular.

Levanto-me do sofá e vou para a cozinha, assim que entro ele está debruçado no balcão. Vai lá Raquel. Você consegue. Aproximo-me e faço um carinho no seu braço, ele olha de lado para mim, está com um semblante sério. Coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha, quando vou dizer algo ele leva seu braço ao redor da minha cintura, vindo pra cima de mim e me beija, sua língua invade o céu da minha boca, me deixando perdida nos seus lábios que me entrego completamente.

Ergo meus braços na altura do seu peito, me afastando dos seus carinhos, sei que vou me arrepender por isso. Me fita sem entender porque fiz aquilo.

- Achei que estava gostando? - Leva a sua mão no meu rosto e faz um carinho, fecho os olhos sentindo o seu toque.

- Fabrício, tenho uma coisa para te dizer... - Pego na sua mão e a tiro do meu rosto. - Mandei o meu currículo para a empresa Montenegro Advocacia. - Dou um passo para trás, apoiando-se no balcão da cozinha. E acrescento. - Na sexta-feira eles me ligaram e fui aceita para começar amanhã...

- Uau... Que maneiro... - Força um sorriso, a voz está rouca e desanimada. Se vira dando as costas pra mim, que vai para o quarto que fecha a porta com força.

Ok, sabia que não ia ser uma recepção calorosa. Mas essa atitude foi demais, me ignorando completamente. Vou atrás dele? Ele aparece na cozinha com um semblante diferente.

- Olha... Sei que tenho só dado mancada com você... - Levo a mão no peito. Não diz isso, Fabrício. Tento me aproximar, ele me pede para ficar onde estou e em silêncio, balanço a cabeça que sim. - Sei que você ralou muito naquela faculdade, noites em claro estudando. Ralou mais ainda para conseguir aquele tal de pós... - Fico aqui observando, falando daquele jeito, me faz lembrar da minha amiga Patrícia. As mesmas palavras... - Trabalhar nessa empresa é seu sonho... Então, eu dou meu total apoio... - Fico sem palavras. Não estou acreditando nisso, fui pega de surpresa.

Estou em choque depois do que o Fabrício acabou de dizer. Tinha me preparado para seu ataque de ciúmes... Ele está me apoiando? Não estou entendendo nada e não foi nada daquilo que a minha amiga estava falando, que ele quer me controlar... Ai, Jesus! Estou confusa...

- Raquel? Está me ouvindo? - Estala os dedos na minha frente, que me faz levar um susto e o fito.

- Ai, o que foi? - indago.

- Estava dizendo que tenho uma mulher maravilhosa e incrível como namorada. Agora vai trabalhar na empresa... Empresa... - Ele para um tempo de falar e começa a coçar a cabeça. - Qual o nome da empresa mesmo? - Olha para mim sem graça, perguntando o nome da empresa. - Não resisto, solto um sorriso o abraçando.

- O nome da empresa é Montenegro Advocacia. A maior empresa de advocacia do Rio de Janeiro - digo, meus braços estão sobre o seu pescoço.

- Raquel... Você é incrível, linda, esforçada... - elogia, e sorrio para ele. - Você merece isso e mais, já eu... - Vira o seu rosto. Ah, gatinho não fala assim.

- Não diz isso que chega doer o meu coração. - Ergo as minhas mãos no seu rosto fazendo ele olhar pra mim. - Você é incrível também, viu? - Beijo seu rosto, em seguida faço um carinho no seu cenho. - E que tal, mudarmos de assunto?

- E quer falar sobre o quê? - Volta me abraçar. Está com um olhar diferente, gosto desse olhar.

- Pensei de assistirmos um filme... - Começo a fazer carinho na sua nuca.

- Filme? - Faz uma careta. - Tive uma ideia melhor. - Ergue a mão afastando uma mecha de cabelo que estava no meu ombro, jogando para trás e começa beijar o meu pescoço. - Como está frio, poderíamos voltar para o quarto... Deitar na cama...

- Humm... Interessante... - sussurro, ele vai subindo e indo na minha orelha que dar uma leve mordida.

Meu corpo se arrepia com o seu toque. Viro o meu rosto, ele para de morder a minha orelha, indo direto para os meus lábios, sentindo aquele gosto maravilhoso que me faz arfar na sua boca de desejo. Então ele me puxa para si, suas mãos descem indo para a minha bunda, estou apenas usando uma camisa velha de algodão cinza e uma calcinha vermelha, acabo soltando um gemido.

Ele sem perder tempo me pega no colo e sem demora vai para o quarto, a porta está encostada, ele chuta a porta e me deposita na cama. Sem rodeios tira a minha calcinha e vai abrindo as minhas pernas indo direto no meu sexo. Começa fazendo movimentos leves com a língua, dando voltas ao redor do meu clitóris. Levo as mãos para o travesseiro, apertando com força, acho que percebe a minha reação e aumenta o ritmo.

Puta merda! Sentindo sua língua com mais intensidade. Estou quase chegando lá, começo a rebolar o meu quadril freneticamente, ele continua sem parar o ritmo. Nessa velocidade vou gozar... E de repente ele para!

Oi? Como assim? Me levanto e noto que ele está mexendo na sua mochila preta perto da minha penteadeira. Parece procurando algo. Sério? Precisava ser agora? Ele olha para mim encolhendo os ombros.

- Foi mal, gata. Mas meu celular começou a tocar e precisava ver quem é - explica, se desculpando. Atende o telefone e sai do quarto. Jogo-me na cama decepcionada, é assim que me sinto. Estava perto de... E ele para?

Estou com tanta raiva. Pego o travesseiro e coloco sobre o meu cenho, dou grito de raiva, depois me jogo na cama de novo. Não demora muito ele entra no quarto penso que agora vai.

Sua gata está pegando fogo e vem pagar meu gostosão. Então volto abrir as minhas pernas do jeito que estava para ele continuar onde parou, deitada na cama fecho os olhos. Fico assim por tempo, acho que uns dez minutos, logo me levanto da cama e vejo ele se vestindo.

Merda! Inacreditável! Tá de brincadeira, né? Saio da cama para procurar a minha calcinha, só de lembrar começo a sentir raiva de novo. Ah, Fabrício vou te matar!

Fico de pé com os braços cruzados na altura do peito o encarando com o sangue nos olhos. Tem que ter uma explicação. Pelo menos isso, né? Ele se aproxima e diz que conseguiu um emprego hoje com um conhecido dele, um tal de ratão. Um trabalho de motorista. Não sei, não... Não confio nesse cara, mas o Fabrício confia nele.

- Precisa ir? - pergunto, olhando para ele. - Não precisa fazer esse "trabalho", você já tem um trabalho... - Ele me corta.

- Fui demitido - revela. Sentando-me na cama, fico sem ação.

- Demitido? Isso foi quando? - indago, viro o meu rosto olhando pra ele.

- Na sexta-feira. - Encolhe os ombros.

- Mas por que não me contou isso?

- Eu ia te contar hoje, mas você deu sua notícia que vai começar trabalhar na tal empresa dos seus sonhos, fiquei com vergonha em dizer que seu namorado foi mandado embora. - Se inclina para frente para pegar o tênis, que está embaixo da cama. Tadinho do meu gatinho.

Faço um carinho no seu rosto. Depois calça o tênis, se levanta da cama e vai para onde está a sua mochila. Fabrício sai do quarto com a mochila nas costas, mas volta para o quarto e vem na minha direção.

- Já ia esquecendo. Olha, que a cabeça a minha. - Leva a mão na testa. Ufa, que bom. Já estava achando que tinha esquecido de mim? - Tem como você me emprestar uma grana para encher o carro? - Olho para ele incrédula, após a sua pergunta. - E aí, você tem? - Fica ali esperando uma resposta.

- Sim... - Solto o ar, vou para o guarda-roupa e puxo a segunda gaveta para pegar a minha carteira. - Cem reais está bom? - Vou em sua direção separando as notas.

- Pode ser uns trezentos reais? - Paro na sua frente e levanto a sobrancelha. Que merda é essa?

- Trezentos? Pra que tanta grana, Fabrício? - grito, fechando a carteira.

- Vou trabalhar como motorista de aplicativo. Vou ter que encher o carro e comer algo, vou ficar nesse trabalho até meia-noite - esclarece, ajeitando a mochila nas costas. Fala sério. Vai ficar o dia todo fora? Poxa, eu tinha outros planos... - Tudo bem? - Meneio a cabeça que entendo ele ir trabalhar, dou o dinheiro para ele que coloca dentro da mochila, em seguida dá um beijo na minha testa e sai.

Vou para minha cama e me sento, em pleno domingo, sozinha em casa e com um tremendo fogo. Só me resta ir para o banheiro tomar aquele banho, principalmente água gelada para apagar esse fogo, já que o meu namorado me deixou na mão.

Que ódio que estou e não é pouco não. Fabrício, seu filho da puta. Que ódio. Dou um soco no travesseiro de raiva. É, Raquel não tem jeito, engole o choro. Depois do banho gelado, vejo algo na Netflix para me distrair... Mas vai demorar para eu esquecer isso

Capítulo 3 Bruno

Capítulo Três

- Licença, senhor Montenegro, posso entrar? - pergunta Camila, responsável pelo RH da empresa.

- Sim, pode sim. - Abre a porta e se aproxima da minha mesa. Estou exausto depois de uma negociação que acabei de fazer para um cliente. - Pode falar, Camila.

- Trouxe o currículo para o Senhor dar uma olhada. É para vaga de secretária executiva - ela informa, me entregando o currículo.

- Humm... Tomara que não seja igual à última que tive que mandar embora, ficava mais no celular do que fazia o seu trabalho. Aquela incompetente esqueceu de me avisar do julgamento de um cliente? A sorte que lembrei e cheguei em cima da hora, se não fosse isso estaria ferrado! - acrescento, irritado, enquanto analiso o currículo.

- Sim, entendo - responde, sem olhar pra mim.

- Interessante. Fez graduação e pós-graduação meses depois... Gostei disso, mas aqui não está falando da sua experiência? - pergunto para ela, ainda com o papel na minha mão.

- Fiz uma entrevista, conversamos e ela nunca trabalhou, aqui vai ser seu primeiro trabalho nessa área. - levanto a sobrancelha.

- Espera aí. Essa garota não tem experiência? - dou um pulo na cadeira, aponto para merda do papel. - Porra, Camila! O que deu na sua cabeça? Eu não tenho paciência para explicar como ela deve fazer seu trabalho! - jogo o currículo na mesa. Estou puto da vida, vou até o frigobar e pego a minha garrafa d'água, bato com força a porta do frigobar.

- Calma, Senhor Montenegro. O currículo dela é bom, excelente pra falar a verdade, melhor que das outras. O senhor viu o currículo e também gostou? - balanço a cabeça para um lado e para o outro, enquanto sorvo a água.

Volto para a minha mesa e coloco a garrafa d'água sobre a mesa. Nesse exato momento a Elena entra na sala.

- Que gritaria é essa Bruno? - questiona.

- Pergunta para Camila, ela quer contratar uma secretária executiva sem experiência? - digo, sentando na minha mesa.

- Ela tem um ótimo currículo, Elena, dá uma olhada? - pega o currículo da mesa e mostra para Elena.

- Uau. Tenho que dizer que é bom currículo, tirando a parte da experiência. - Se vira e fita para Camila. - Você acha que vale a pena ela trabalhar aqui? Ela vai ter que aguentar essa mala de chefe. - Aponta para mim, zoando.

- Ei? Olha como fala, mocinha! - advirto. Camila leva a mão no rosto para disfarçar o riso. - Elena Montenegro, não é porque é minha irmã pode falar assim. - ela balança os ombros me ignorando.

- E aí, Camila? - pergunta Elena.

- Acho que devíamos dar uma chance, o currículo é muito bom. Eu posso assumir a responsabilidade de explicar como funcionam as coisas aqui na empresa - Camila comenta.

- Estou com a Camila, podemos fazer uma experiência? E outra a Camila não é de se enganar, então confio nela. - olha para ela e sorri. E volta olhar para minha direção.

- O que diz? - olho para minha irmã e depois para Camila, dou uma bela bufada.

- Ok, ok. Fui vencido por vocês duas. Camila avisa a essa garota para começar na segunda-feira. - As duas comemoram, ela olha o relógio e aperta o passo para ligar para a tal garota.

- Camila? - levanto da mesa e a chamo.

- Sim, Senhor Montenegro? - está com a mão na maçaneta da porta.

- Avisa para não se atrasar, odeio atrasos - digo, firmemente. Ela assente e a libero para sair. Minha irmã se aproxima da mesa encostando.

- Eu sei que você tem um coração aí dentro - diz, tocando com a ponta do dedo no meu peito.

- Mas é claro, senão não estaria vivo. - Ela sorri. - Mas fala por que veio aqui na minha sala?

- Nossa, já estava esquecendo, com essa confusão toda. - Dá uma pausa. - A Sheila está te chamando?

- Por que ela não me ligou?

- Ela ligou, mas acho que você não atendeu? - tiro o celular do bolso da calça. Vejo várias chamadas não atendidas. Merda! - Ela está na sala dela? - pergunto para minha irmãzinha.

- Acho que sim, maninho. - guardo o celular no bolso e vou para lá, nem me despeço da Elena. Assim que chego à sala ela está acompanhada com um homem alto e moreno, vestido com um terno preto.

- Pode entrar, Bruno. Esse é Wirley Lacerda, o cliente que você fez um acordo ontem, se lembra? - aproximo-me deles, me viro ficando de frente para ele e o cumprimento apertando a sua mão.

- Sim, claro. O que quer? Acho que ficou tudo resolvido ontem. - coloco a mão no bolso da calça e o fito.

- Mudei de ideia sobre o acordo. Quero tudo! - o homem informa.

- Deixe-me ver se entendi, você mudou de ideia? - olho para ele e depois para Sheila, que fica em silêncio. Caminho até a poltrona e me sento. - O senhor não pode mudar de ideia depois que o acordo foi assinado. Por que essa mudança?

- Eu que levantei aquela empresa para chegar onde chegou, trabalhei muito duro e meu irmão vai ficar com a metade? Não! Mudei de ideia e quero que ele fique sem nada - declara, ferozmente. Ergo meu braço até a minha sobrancelha e começo a coçar. Inacreditável! Inacreditável! Então me levanto da poltrona.

- Como disse não tem como "mudar de ideia", além do acordo está assinado... - Dou uma olhada para meu relógio, logo abaixo o braço. - Há uma hora caiu o meu pagamento e não tem como desfazer isso. - Sorrio.

- Caiu nada. Para de me enrolar! - protesta, vindo pra cima de mim.

- Então, o que é isso? - Pego o meu celular e mostro a transferência.

Fica surpreso, dá um passo para trás e olha em direção a Sheila que balança a cabeça concordando com o que eu disse. Ele sai da sala puto da vida. Ela se aproxima.

- Já caiu o dinheiro? - Olho para ela e solto um sorriso largo.

- Claro que não. Só vai cair na segunda-feira. - Me fita, não acreditando.

- Mas e a transferência que você mostrou para ele? - pergunta, indicando para o meu aparelho que está no meu bolso.

- Ahh, isso aqui. Foi de um acordo entre funcionário e o chefe que o demitiu por roubo - digo com suavidade.

- Você não tem jeito. - leva sua mão no meu ombro. Logo coloca sua mão no meu queixo, virando-me para ela. - O que seria de mim sem você.

- Acho que estaria completamente perdida. - digo, olhando nos seus olhos. - Vamos para casa, mãe? Ou tem mais alguma coisa para eu resolver? - Ela balança a cabeça que não, vai até a sua mesa pegando sua bolsa e saímos da sala, no caminho passamos na sala da minha irmã e saímos do prédio. E juntos seguimos para casa, com as mulheres da minha vida.

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