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Me tornei um trilionário da noite para o dia

Me tornei um trilionário da noite para o dia

Autor:: KIFAH CHINEN
Gênero: Moderno
"Saia, pobre coitado! Não sei o que eu estava pensando quando concordei em namorar você. Não apareça na minha frente de novo. Tudo acabou entre nós!" A namorada de Brian gritou. Brian acabou de vê-la flertando com outro rapaz, mas em vez de se desculpar, ela o humilhou na frente de todos. Os pobres eram indignos de respeito? Absurdo! Não aceitando tudo isso, Brian jurou trabalhar duro e se vingar um dia. No mesmo dia, ele recebeu uma ligação de um empregado da família. "Parabéns, senhor Tennant! Seu teste terminou, você não precisa mais levar uma vida miserável. O dinheiro para suas despesas diárias deste ano já foi depositado no Citibank, vá e verifique." Brian pensou que o dinheiro em questão era apenas alguns milhares de dólares, afinal, até onde ele sabia, o negócio de sua família valia apenas cerca de dez milhões de dólares. Mas quando ele abriu o cofre do banco que lhe foi atribuído, percebeu que estava totalmente errado. Havia muito dinheiro, ouro e joias! Ele finalmente descobriu que sua família tinha um império de negócios de trilhões de dólares! Agora, ele podia começar sua vingança!

Capítulo 1 Você é um perdedor

Brian Tennant estava trabalhando em meio período no refeitório da Everin University, limpando as mesas.

Usando um avental e luvas de borracha, itens que agora eram parte das exigências do trabalho, ele recolheu as garrafas de água sobre a mesa e as colocou em um grande saco plástico.

"Só faltam mais dez garrafas para completar o saco. Então, poderei vendê-las por uns dólares! Com esse dinheiro, finalmente conseguirei comprar comida amanhã. Ótimo!" Animado, Brian conversou com si mesmo e olhou entusiasmado para o saco quase completo.

Não muito distante dali, Jeanne Hall franziu a testa ao ver o que Brian estava fazendo.

Olhando para frente, ela perguntou com nojo para Kim Percival: "Kim, você sabe quem é aquele homem? Como ele pode ser tão pobre?"

Kim, que era uma pessoa popular, estava estudando finanças e vinha de uma família rica. As pessoas comentaram que o capital da família já tinha passado dos dez milhões de dólares.

"Pobre? Nunca julgue o livro por sua capa. Você sabe quem é Rosy Stevens, não é? Ela namora com ele. Todos os meses, ela recebe uma mesada de três mil dólares dele." Enquanto falava, Kim olhou de maneira amarga para Brian.

Jeanne pensou um pouco. Descrente sobre o que havia escutado, ela olhou na direção do homem que estava trabalhando como escravo limpando as mesas e perguntou: "Isso é brincadeira, não é? Como é possível Rosy namorar com ele?"

Com desdém, Kim franziu o nariz e bufou: "Porque ele é um bajulador na frente dela."

Vendo a confusão no rosto de Jeanne, Kim sorriu ardilosamente. "Aqui, veja isso."

De maneira proposital, ele se levantou para espalhar o resto da sua comida no chão. E então, ele gritou para Brian: "Ei, você aí! Venha já aqui e limpe isso."

Sem pensar duas vezes, Brian rapidamente foi até ele e se abaixou para limpar a sujeira. De repente, ele sentiu um líquido gelado descendo por seu cabelo.

Em choque, ele olhou para cima e percebeu que Kim tinha derramado sua bebida propositalmente nele.

Brian levantou-se rapidamente. Com raiva, ele cerrou os punhos e olhou para Kim com as veias saltadas na testa.

Kim revirou os olhos lentamente. Ao invés de sentir medo, ele deu um tapinha no rosto de Brian e debochou: "Qual é o problema? Vai querer me bater?"

Os olhos de Brian estavam repletos de fúria. Porém, no mesmo segundo, ele pensou nele mesmo e em sua situação antes de bater em Kim.

Na verdade, ele se esforçou muito para conseguir esse emprego no refeitório. Fora o salário que recebia, ele ainda podia juntar as garrafas para conseguir vendê-las depois e ter um dinheiro extra.

Se ele batesse em Kim, certamente, iria perder seu emprego. Com isso, ele não conseguiria pagar sua mensalidade e nem mesmo as contas médicas da mãe de Rosy.

Brian respirou fundo e tentou se acalmar.

Cerrando os dentes, ele sorriu forçadamente. "Não... Não irei bater em você."

"Ha! Ha!" Kim e Jeanne caíram na gargalhada ao escutar aquilo.

"Você é um perdedor miserável! Tome isso e vá comprar um bilhete de loteria para mim. O troco fica para você como pagamento. E depois, entregue este pacote no Hotel Galaxy, quarto 1024, entendeu?"

Dizendo isso, Kim pegou uma nota de cem dólares e jogou na direção de Brian. Logo em seguida, ele abraçou Jeanne pela cintura e os dois saíram rindo do refeitório.

Brian pegou o pacote deixado por Kim e recolheu a nota do chão. Ele achou melhor entregar primeiro o pacote no hotel antes de comprar o bilhete de loteria para Kim.

Ao pensar no troco que receberia pela compra do bilhete, toda insatisfação que Brian sentia desapareceu em um piscar de olhos.

Ele foi animado para o quarto 1024 do hotel. Quando estava prestes a bater na porta, ele ouviu gemidos de prazer de uma mulher vindo de dentro do quarto.

A mão erguida de Brian parou no meio do caminho. Seu rosto ficou vermelho de vergonha. Porém, ele logo notou que havia algo errado.

Por qual motivo a mulher dentro do quarto o lembrou de Rosy?

Ele se sentia mais angustiado cada vez que pensava nisso. Então, ele ergueu o braço novamente e bateu na porta enquanto gritava: "Abra essa porta!"

"Quem é esse? Que coisa chata!", a garota dentro do quarto reclamava em voz alta.

"Não se preocupe com isso, meu amor. Acredito que seja apenas o entregador. Eu pedi para Kim comprar alguns brinquedos sexuais para mim. Irei te recompensar mais tarde."

A porta foi aberta poucos segundos depois.

Os olhos de Brian se arregalaram ao olhar para dentro do quarto, enquanto sua mente ficou completamente vazia.

Que diabos Rosy estava fazendo lá?

Capítulo 2 Humilhação

Rosy estava dentro do quarto, na cama e nua. Era possível vê-la claramente pela porta.

"Você... Você!"

Brian respirava pesadamente. Ele estava extremamente irritado, o que o impossibilitava de falar alguma outra coisa. No mesmo segundo, ele sentiu a dor profunda de ser apunhalado.

Rosy também estava surpresa por encontrar Brian no hotel. Em pânico e com os olhos arregalados, ela perguntou: "Brian? O que está fazendo aqui?"

Nesse momento, a fúria tinha dominado Brian. "Rosy Stevens! Sou eu quem deveria te fazer essa pergunta! Você não falou que precisaria acompanhar sua mãe?"

Há alguns meses, Rosy buscou consolo em Brian e desabafou com ele, dizendo que sua mãe estava bastante doente no hospital e que precisaria de mais ou menos cem mil dólares para custear as despesas médicas.

Desde essa época, Brian vinha economizando e vivendo de maneira simples enquanto trabalhava em meio período durante todos os dias, fazendo o seu melhor para conseguir o dinheiro para ajudá-la.

Mas o que ele tinha ganhado em troca? Uma traição de Rosy. Brian não iria aceitar esse tipo de coisa.

Não demorou muito para Rosy ficar calma. Ao invés de se sentir envergonhada ou culpada, ela lançou um olhar de desprezo para Brian.

"Não ouse envolver minha mãe! Bem, como você está aqui, nós podemos ser diretos e ir para o que interessa. Quero terminar."

Nesse instante, Jonathan Sanders, o homem que tinha aberto a porta, saltou para cama e deu um tapa na bunda de Rosy.

"Meu amor, pare de se incomodar com esse pobre rapaz. Se ele não fosse tão inútil, eu não teria a oportunidade de ser o seu primeiro. Vocês ficaram juntos durante quanto tempo? Cerca de três anos? Ha! Ha! Ele merece os meus agradecimentos por cuidar tão bem de você."

Conforme falava, Jonathan voltou seu olhar para Brian, ele não fazia questão de esconder o nojo que sentia do outro, enquanto ele segurava Rosy em seus braços.

"Filho da puta, vou te matar!"

Brian não suportava mais aquilo. Com os punhos cerrados e cego pela raiva, ele correu até eles.

Contudo, Jonathan já esperou essa reação de Brian. Então, ele simplesmente chutou Brian na altura do peito, fazendo com que voasse para trás.

Era nítido que Jonathan era muito mais forte do que ele, principalmente porque Brian estava desnutrido há muito tempo. Como seria possível ele ter uma chance?

Enquanto olhava para Brian se contorcendo de dor no chão, Jonathan gritou enfurecido: "Mas que porra!"

Rosy apoiou a cabeça no ombro de Jonathan e disse suavemente: "Calma, querido. Simplesmente peça para os seguranças o tirarem daqui. Preciso de você na cama comigo!"

Jonathan bufou, mas percebeu que ela tinha razão, então ligou para a recepção. Em poucos minutos, vários seguranças chegaram e expulsaram Brian do hotel.

Brian teve que aguentar toda aquela humilhação e voltou para a universidade machucado e cansado.

A cena da traição de Rosy, assim como o rosto presunçoso de Jonathan, continuavam brilhando na sua mente. Ele estava anestesiado, sem ideia do que fazer.

Quando chegou ao prédio dos dormitórios, encontrou Kim e outras pessoas parados no saguão enquanto conversavam e riam.

Assim que Kim percebeu que Brian estava ali, ele debochou: "Ei, perdedor! O que achou da namorada do Jonathan? Não viu o quão gostosa ela era?"

"Como um pobre coitado, sem dinheiro algum, poderia pensar que merece uma linda garota como Rosy?" Kim e os demais continuaram debochando de Brian de maneira impiedosa.

Com os punhos cerrados, Brian gritou para eles: "Dinheiro, dinheiro, dinheiro! Realmente acreditam que podem intimidar alguém só pelo fato de terem dinheiro? Vão para o inferno!"

"Claro que sim! É o dinheiro que faz o mundo se movimentar. Olhe só para você, não passa de um pobre coitado que não tem dinheiro. É por isso que sua namorada te traiu com um homem que é rico."

Quando ouviu todos aqueles insultos, Brian cerrou os punhos com tanta força que suas unhas se enterraram na pele.

Os olhos dele estavam completamente vermelhos, mas ele permaneceu em silêncio. Ele então foi para o seu quarto com a cabeça baixa, com só uma coisa na sua mente.

'Rosy e todos aqueles que me debocharam, iriam pagar por tudo o que fizeram!'

Brian acordou na manhã seguinte com o toque do celular. Ainda sonolento, ele atendeu a ligação.

Foi possível ouvir a voz de um homem idoso. "Senhor Tennant, sou eu."

Capítulo 3 Cofre particular

Subitamente, Brian sentou-se direito na cama. A seguir, uma memória do seu passado surgiu na sua mente.

Aos sete anos de idade, ele afastou-se da sua família para viver sozinho. Por mais de dez anos, Brian foi proibido de usar qualquer recurso que sua família possuía. Até mesmo as habilidades que foram aprendidas na época em que ele estava com sua família foram banidas.

Agora, a proibição da família estava prestes a ser suspensa.

Os pensamentos de Brian cessaram ao ouvir novamente a voz de Charles Bailey no outro lado da linha. "Senhor Tennant, existe uma pequena empresa em seu nome. Todos os recursos para o seu sustento na última década foram depositados no Citibank. Para retirá-los, será necessário que você vá até o banco. É o cofre particular de número 001."

"Tudo bem." Dito isso, Brian desligou o celular completamente aturdido.

Sorrindo de maneira amarga, ele murmurou: "É apenas uma ajuda de custo. Então, por que eles iriam se preocupar em depositar em um cofre particular? Quanto dinheiro poderia ter? Isso não passa de um aborrecimento!"

Mesmo assim, já seria um dinheiro extra. Logo Brian lavou seu rosto e saiu.

Chegando ao Citibank, ele foi na direção do balcão mais próximo. "Olá, eu gostaria de ter acesso ao meu cofre particular."

A atendente olhou para Brian e ergueu a sobrancelha sem acreditar.

De maneira debochada, ela falou: "Está nítido que você não tem dinheiro. Como você tem coragem de falar que possui um cofre particular aqui? O que vem depois? Vai me dizer que você é o dono deste lugar?"

Para sua surpresa, a atendente do banco era Anne Stevens, a irmã mais velha de Rosy.

Brian sempre foi desprezado por Anne, por ela acreditar que ele não era bom o suficiente para a irmã. Ela sempre aconselhou Rosy a terminar com ele.

Então, de um jeito ou de outro, Anne provavelmente foi um dos motivos para Rosy traí-lo.

A essa altura, Brian não via necessidade de ser educado com ela. Então, falou de maneira impaciente: "Eu já falei, gostaria de ter acesso ao meu cofre particular."

Com raiva, Anne levantou-se da sua mesa, apontando um dedo para ele. "Seu pobre! Como tem coragem de vir até aqui?"

Ela gritou: "Seguranças!"

"O que está acontecendo aqui?", uma agradável voz surgiu atrás de Brian nesse momento.

Ao se virar, ele encontrou uma bela mulher usando meias de seda e salto alto andando em sua direção. Os grandes seios da mulher chamaram a atenção de Brian, os quais pareciam estar escapando a qualquer momento de seu blazer.

Logo Anne deu um sorriso lisonjeiro ao ver sua gerente. "Senhorita Dockery, sei quem é esse homem, eu conheço-o. Ele não possui dinheiro algum, mas afirma a existência de um cofre particular aqui. Achei que ele estava querendo criar problemas, então chamei a segurança."

Ouvindo isso, Lisa olhou Brian de cima a baixo.

Por trabalhar como gerente do Citibank, ela tinha orgulho de conseguir identificar facilmente as pessoas. Apesar de estar com um sorriso gentil no seu rosto, ela desprezava Brian por dentro. 'Como os cofres particulares do Citibank teriam alguma ligação com esse pobre coitado?'

"Me siga." Mesmo relutante, ela gesticulou para que Brian a seguisse até a área dos cofres do banco.

Se o tratamento educado a todos os clientes não fosse uma política, Lisa teria pedido para que a segurança expulsasse Brian.

Quando percebeu que Lisa iria lidar com Brian, Anne não ousou falar mais nada.

Enquanto olhava para os dois se afastando, Anne murmurou para si mesma com um sorriso de desdém: "Veremos como isso irá acabar."

Quando chegaram na área dos cofres particulares, Lisa se virou para Brian e perguntou de maneira educada: "Qual é o número do seu cofre?"

Brian respondeu: "001."

Lisa ficou aturdida. O cofre 001 não era o mais seguro e considerado supremo?

Mesmo que estivesse dominada pelas dúvidas, ela ainda conseguiu manter um sorriso educado. "Por favor, coloque sua mão no lugar indicado para que possamos identificar suas impressões digitais. É necessário confirmar sua identidade para acesso ao cofre."

De forma obediente, Brian pressionou a palma da mão contra a tela da fechadura inteligente.

"Desculpe, sua identidade não pôde ser confirmada. Por favor, tente novamente."

Quando ouviu isso, Lisa sentiu ainda mais desprezo por Brian. Mas ela precisou manter o sorriso no rosto enquanto apontava para a fechadura inteligente. "Por favor, tente mais uma vez."

Brian pensou um pouco sobre isso e tomou a decisão de usar a outra mão.

A cada segundo que passava, a paciência de Lisa ia se esvaindo e ela tentava pensar em uma desculpa para expulsar Brian.

Este pobre coitado estava desperdiçando seu tempo. Quanto mais pensava sobre isso, mais irritada ela ficava.

Contudo, a voz eletrônica da fechadura inteligente interrompeu os seus pensamentos. "Sua identidade foi confirmada. O acesso foi concedido."

Lisa ficou perplexa. Como diabos isso aconteceu? Ele realmente conseguiu destrancar a porta do cofre de nível supremo! Quem diabos esse homem era?

Contudo, aquele não era o momento de descobrir. No mesmo segundo, Lisa ajeitou suas roupas e sorriu de maneira sincera. Com certeza, um homem que tinha acesso ao cofre supremo no Citibank não era alguém que ela poderia ofender.

Quando a identidade foi confirmada, a porta do cofre abriu lentamente. No instante que em Brian olhou dentro, suas pernas se tornaram gelatinas e ele por pouco não caiu no chão.

"Senhor, há algo de errado?"

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