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Melissa

Melissa

Autor:: Betânia Vicente
Gênero: Romance
Melissa O que você faria se ao entrar numa sala de aula desse de cara com um homem alto, moreno e lindo de morrer, usando terno e gravata? Pois isso está acontecendo comigo. Levo um choque. Quando ele se vira e me vê entrando na sala de aula, me olha com aqueles olhos negros cheios de desejo e me faz querer correr para os seus braços imediatamente e me abrigar neles. Puta que pariu, que homem é esse? Esse homem é o meu professor e só tem um problema: Acho que eu me apaixonei! O que devo fazer? Eduardo Desde o momento em que eu a vi pela primeira vez, eu fiquei encantado! Ela apareceu na minha frente como um anjo proibido. Seu nome é Melissa e só tem um porém, ela é minha aluna! O que eu devo fazer? Vi-me apaixonado por um diabinho com rosto de anjo e a única coisa que eu mais quero é tê-la em meus braços. Minha doce e maravilhosa ruiva, vou lhe ensinar, como seu amante e professor, uma lição que nunca vai ser esquecida!

Capítulo 1 Capitulo 1

Melissa

O meu dia, não começa muito bem. Sou acordada por um bendito despertador. Que saco, levantar cedo não é o meu forte, penso. Eu sei que você não deve estar entendendo nada, mas, com o tempo, você vai entender.

Tenho dezessete anos, estou no último ano do ensino médio e, graças a Deus, estou prestes a me formar.

Moro com a minha mãe, Elisa. O meu pai morreu quando eu era pequena, vítima de um acidente.

Minha mãe não é de ficar falando sobre a vida dela e até respeito isso. Mas ela sempre me diz que eles eram apaixonados, até que numa noite ele acabou sofrendo um acidente, deixando a minha mãe viúva, e eu, órfã.

Depois que meu pai morreu, minha mãe não foi mais a mesma, nunca mais saiu para namorar ou até mesmo sair com as amigas, principalmente a mãe da Gabi.

Sabe, gosto de pensar que meu príncipe encantado está me esperando lá fora, um dia nós vamos nos encontrar, nos apaixonar, casaremos e viveremos felizes para sempre. Os pensamentos que estou tendo de encontrar o príncipe encantado... falando em casamento... estou doida mesmo.

Olho ao redor do meu quarto e vejo que ele é do jeito que sempre quis, claro que não é todo cor-de-rosa como a maiorias das meninas gostam. Não, o meu as paredes são pintadas da cor do céu, com nuvens. Minha cama, onde agora estou deitada, é de casal, sempre fui muito espaçosa. Nnesse momento, me encontro, com preguiça de levantar, mas tomo coragem e levanto vagarosamente.

Poxa, eu queria tanto ficar na minha cama, parece que ela está me chamando: "Vem, Mel, deita aqui. Estou muito boa, te esperando, olha esses lençóis, que delícia...". Oh, cama maldosa, penso. E com um último olhar para ela, vou direto para o banheiro e tomo um banho bem longo e quente para ver se acordo. Sou a preguiça em pessoa.

Ao terminar, volto de novo ao meu quarto para ver que vou vestir, é claro que tem que ser o uniforme. Vou confessar, é ridículo ter que colocar aquela camiseta preta com o emblema da escola.

O bom é que a calça a gente pode escolher. Sempre uso jeans. Ao me vestir, olho no espelho e vejo que estou com um corpão. Não que eu seja uma Miss Universo, mas acho que dá para o gasto. Eu tenho um corpo normal para qualquer adolescente, e sempre passo por aquele efeito sanfona, engordo e emagreço direto. Mas não sou aquele tipo de garota que se preocupa em ficar magra, como modelo, não. Eu como de tudo.

Sou pequena, ruiva e o rosto com algumas sardas. Como toda ruiva deve ser, venho acompanhada com olhos verdes expressivos e grandes. Penteio meus longos cabelos, e os prendo deixando alguns cachos soltos, o que me faz ficar com uma aparência ao mesmo tempo de menina e mulher fatal. Faço uma maquiagem bem leve, estou indo para a escola e não para uma festa. Se bem que, logo logo vai ser a nossa formatura, quero dizer... bem que eu queria, ainda estamos no início das aulas.

A música So What da Pink soa alto pelo meu quarto e sei que é meu celular tocando. Ao pegar o aparelho, vejo que é minha amiga Gabriela. Sabe aquela pessoa que você pode contar com ela para tudo? Pois então, é ela.

- Fala, Gabi. - Atendo, bem direta.

- Oi, Mel. Estou aqui fora te esperando - Gabi avisa. Vou até a janela do meu quarto e vejo ela parada, olhando para a janela. Quando me vê, acena com a mão e retribuo da mesma forma

- Por que não entra aqui em casa, Gabi?.

- Não, Mel. Se eu entrar, a gente se envolve, no papo e esquece da vida. Quero ir logo pra escola pra ver se meu dia acaba logo - fala entre dentes. Bom, você viu que não sou a única que reclama da escola. Afasto-me da janela e pego a minha mochila de caveiras.

- Já estou indo, amiga - aviso.

- Ok te espero, mas não demora - concordo e desligo o celular.

Vou ao encontro de minha mãe que faz cara de reprovação ao ver meu cabelo. Para ela, meu cabelo tem que ficar solto e não preso do jeito que está.

-Mãe, estou atrasada - falo rápido antes que ela venha com a história de que eu tenho que me arrumar melhor.

- Estou vendo, Mel. Pelo menos tome um suco - pede. Vou até a cozinha e pego o suco que ela fez com carinho, tomo rápido ao mesmo tempo que a escuto dizer:

- Mel, você deveria acordar mais cedo. Nunca vi uma menina dormir tanto como você - reclama e sou obrigada a concordar.

- Mãe, eu preciso dormir, estou em fase de crescimento ainda e você sabe como os hormônios dessa fase nos deixam sonolenta - justifico e vejo a cara de perplexidade de minha mãe.

- A Gabi não vai entrar?

- Não. Eu convidei, mas ela disse que vamos nos atrasar mais ainda - respondo. Vejo minha mãe pegar uma garrafinha e encher de suco.

- Leva pra ela - diz e me entrega a garrafinha. - Vê se vocês comem alguma coisa direito. lá, hein!

- Obrigada, mãe, pode deixar.

Dou um beijo rápido nela e aviso que vou estar em casa para o almoço. Essa é umas das coisas que eu mais gosto fazer. Amo ficar com ela e, claro, com a minha amiga Gabi. Despeço-me, novamente, da minha mãe e saio de casa. Encontro uma Gabi andando pra lá e pra cá. Com certeza já está nervosa por eu ter demorado. Antes mesmo de eu abrir a boca, ela me vê e dispara a falar:

- Caramba, Mel, que demora foi essa? Estava se produzindo para o seu príncipe encantado? - questiona em um tom mordaz.

- Que bicho mordeu você, Gabi? - pergunto já estranhando ela falar desse jeito. Se bem que ela fica desse jeito quando está de TPM.

- Estou de TPM, você acredita? - comenta e eu apenas concordo. Entrego a garrafinha para ela, que me olha sem entender nada.

- Minha mãe mandou essa garrafinha com suco de laranja pra você.

- Agradeça a ela depois, Mel. Desculpa, mas eu fico terrível quando estou de TPM - diz, um tanto envergonhada.

Sei como é, só que no meu caso, vou parar até no hospital com muitas dores. Minha mãe me levou ao ginecologista quando completei quinze anos e ela recomendou tomar anticoncepcional para ajudar a aliviar as dores. Graças a Deus elas melhoraram e sei que não posso ficar sem tomar.

- -Eu que o diga. Vamos indo, por que a hora passa rápido e, se não nos apressarmos, não vamos conseguir entrar na escola hoje - concluo e apertamos o passo em diração ao ponto de ônibus. Até dava para irmos a pé, mas não atrasar. Fomos avisadas que teremos um novo professor que começa hoje e não quero chegar atrasada logo no primeiro dia.

- Gabi, como você acha que deve ser esse professor? - pergunto, curiosa.

- No mínimo, ele deve ser baixinho, gordinho e mal- encarado - fala, rindo.

Esse professor irá ficar no lugar da nossa professora, que resolveu andar de moto com o marido e caíram, ela acabou lesionando o joelho e vai ficar sem andar durante um bom tempo.

- Deve ser mesmo, eu adoraria que ele fosse menos chato que a nossa professora Adriana - comento.

- Tomara - concorda Gabi. Logo vejo a escola e dou sinal para descermos. Seguimos o restante do caminho rindo, realmente eu sou uma palhaça, dou risada de tudo, até de filme de terror.

Logo no portão, cumprimento alguns amigos de outras salas. A Gabi entra na minha frente e acabo ficando para trás. No corredor, vejo um homem que, na minha opinião, pode ser chamado de homem com H maiúsculo.

Alto, moreno e parece ser lindo de morrer, o terno e a gravata dão um charme a mais. Mas ele entrou dentro da sala de aula? Acho estranho isso. Mais alguns passos e entro na mesma sala. Quando ele se vira, me olha com aqueles olhos negros cheios de desejo e me faz querer correr para os seus braços, aonde eu ficaria aninhada neles para sempre..

Balanço a cabeça, afastando os pensamentos. Puta que pariu, que homem é esse? Ele é o novo professor? Acho que me apaixonei.

Capítulo 2 Capitulo 2

Eduardo

Ver o dia amanhecer, é a coisa mais maravilhosa do mundo. Eu adoro sair para correr antes mesmo de o sol nascer. Enquanto corro pelo parque logo cedinho, vejo pessoas me encarando e devem me achar louco por estar tão disposto logo cedo, mas eu não ligo. Amo a energia que isso me dá para enfrentar o dia.

Hoje vai ser um dia completamente diferente para mim, estou me preparando psicologicamente para enfrentar uma nova turma de alunos para a qual fui chamado a lecionar. Sou formado em letras e licenciatura em literatura. Amo o que faço. Ensinar meus alunos o que eles devem ler, indicar um livro de algum autor maravilhoso como Mario Quintana, Carlos Drummond de Andrade, entre outros. é uma coisa que me traz prazer.

Vou ensinar a essa turma como é bom pegar um livro e viajar na leitura. Você entra na história, se transforma no personagem, viajar por diversos lugares, conhece culturas diferente. Claro que não preciso dizer que vou seguir essa profissão para o resto da minha vida.

Termino minha corrida e vejo que já estou quase em cima da hora de ir para a escola, faço o caminho de volta numa corrida menos intensa. Chegando a casa, encontro a minha cadelinha, Bolinha, toda alegre porque cheguei. Ganhei ela de presente dos meus pais quando resolvi morar sozinho, claro que quando eu dei a noticia, minha mãe não gostou nem um pouco. Para ela, eu tinha que ficar debaixo da saia dela.

Amo muito minha mãe, mas, como toda mãe, ela fica no meu pé para ver quando eu vou arrumar uma mulher, sabe, para casar e ter filhos. Claro que eu quero nisso, só que ainda não encontrei a pessoa certa. Também não vou dizer que sou um santo, sendo que não sou e nunca fui, mas também não sou nenhum galinha.

Dou ração para a Bolinha e subo correndo para tomar um banho. Sou diferente dos professores de hoje em dia, gosto mesmo é de usar um bom terno e gravata, sei que tem gente que acha ridículo eu usar esse tipo de roupa, mas considerando que já trabalhei em universidades, de grande porte, gosto de estar alinhado. Tomo um banho rápido e me visto. Escolho um terno preto e gravata da mesma cor, já imaginando a cara dos meus novos alunos torcendo o nariz. Borrifo um pouco do perfume que sempre uso, Portinari, pego as minhas coisas e me preparo para sair.

Sou um homem alto, de um metro e oitenta de altura, cabelos negros e querendo já aparecer alguns fios grisalhos. Tenho trinta e seis anos e sou o que é chamado de boa pinta, mas, no momento, o que eu, mais quero é tranquilidade.

Tranco a porta da casa e vou para a garagem, entro no carro, dou a partida e sigo direto para a escola. Assim que estaciono na porta do estabelecimento, não sei dizer o que estou sentindo neste momento, parece um misto de expectativa e ansiedade... sinto como se a minha vida fosse mudar drasticamente. Olho no relógio e vejo que ainda dá tempo. Pego minhas coisas no banco do carona e sigo direto para a sala da diretora, para me apresentar., Ao chegar, vejo uma moça muito bonita, por sinal, só que não faz o meu tipo. Bem, na realidade, eu nem sei qual mulher faz. Realmente estou precisando sair para me divertir e encontrar umas mulheres.

- Bom dia! Sou o novo professor de literatura! - Apresento-me para a secretária. Ela se levanta e é uma bela morena, corpo escultural. Ela me avalia e abre um grande sorriso de safada, como se estivesse dizendo "vem aqui, gostosão, que eu vou te pegar". Se fosse em outra época, eu aceitaria, mas, atualmente, eu não quero mais isso para mim.

- -Bom dia, o senhor deve ser o professor Santana -. - a secretária fala naquele tom aveludado, demostrando que está a fim de mim.

- Sim - confirmo. E la vem ao meu encontro, rebolando sensualmente e diz:

- Aguarde um momento, que vou avisar a diretora, que o senhor se encontra à sua espera. - Passa por mim, seu corpo quase encostando no meu. Ela segue para a porta ao lado e bate.

- Obrigado. –Agradeço antes de ela entrar. Avalio a bela mulher e se fosse em outra época, jogaria meu charme e com certeza ela estaria no papo. Enquanto espero ela me anunciar, penso em como seria maravilhoso encontrar uma mulher pra mim, eu iria venerar o corpo e alma dessa mulher e escrever belas poesias para declarar meu amor por ela.

- Professor, professor. - Ouço uma voz me chamando, eu estava tão longe daqui que fico surpreso ao ver que estava sendo chamado.

- Perdão, eu estava um pouco longe.

- Não tem problema, a senhora Adeline já vai recebê-lo,venha por aqui - ela avisa e eu agradeço. Entro numa sala muito simples e encontro a senhora Adeline, uma senhora com aquela carinha de vovó bondosa. Vou até ela e me apresento:

- Bom dia, senhora diretora. Sou Eduardo Santana, o novo professor de literatura. - Cumprimento, apertando a mão dela de leve.

- Bom dia, professor. Bem-vindo à nossa escola Maria Trujillo Torloni.

- Eu que agradeço o convite, diretora.

Realmente é mesmo um prazer, estou surpreso por estar sendo bem- vindo numa escola e sendo tratado com todo carinho. Acho que eu nunca fui tão bem tratado, mesmo já tendo trabalhado em escolas renomadas e universidades, mas, nesses lugares, as pessoas mal olhavam em sua cara e sempre estavam falando em comprar carros, sair para baladas, roupas, joias etc.

- Bom, professor, vou apresentar a sua nova turma. O senhor vai lecionar durante o ano letivo inteiro para eles - a senhora Adeline fala.

- Obrigada, diretora. Estou ansioso para conhecer os novos alunos. Eles são tranquilos ou... como vou dizer...

- Bagunceiros? Bem, professor, eles são um meio - termo, como qualquer adolescente - ela completa, já se levantando para que eu a acompanhe. Saímos da sala e seguimos por um corredor aonde vários alunos estão transitando a caminho de suas respectivas salas de aula. Por onde passamos, os alunos nos olham com curiosidade.

Algumas meninas olham para mim e fazem aquela cena típica de abanar a mão como dizendo que estão com calor. A minha vontade é de dar risada, essas meninas ainda têm muito que aprender. Os alunos cumprimentam a diretora, que conhece a maioria pelo nome. Enfim, paramos numa sala. Reparo que a sala não está completa, sinal que ainda alguns alunos estão para chegar. Entramos e todos param de falar ao nos ver, ficam nos olhando com curiosidade.

- -Bom dia, alunos - a diretora diz. Ouço um bom-dia tímido da parte deles, e vejo o quanto estão curiosos. - Esse é o novo professor de literatura de vocês, quero que o tratem bem e desejem um bom-dia a ele.

- Bom dia, professor - falam em coro.

- Bom dia, caros alunos. - Cumprimento.

- Bom , professor, vou deixar o senhor com os alunos. Com licença, alunos.

- Obrigado, novamente, diretora Adeline.

- Eu que agradeço, professor - responde e sai da sala. Viro novamente para os alunos. vendo que todos estão esperando para ver o que vou falar.

- Bem, alunos, meu nome é professor Eduardo Santana. Vou ficar com vocês durante o afastamento da outra professora. Gostaria que todos se acomodassem e se apresentassem - peço e vejo que eles começam a se movimentar. Cada um seguindo para a sua carteira.

Os alunos começam a se apresentar e vou olhando pra eles e arrumando a minha mesa, ao mesmo tempo. De repente entra uma aluna carregando uma garrafinha, que eu imagino que seja água, ela se apressa a procurar o seu lugar. Os alunos continuam a se pronunciar quando mais uma aluna entra na sala. Meu olhar desvia para a porta e vejo um anjo com cabelos ruivos, presos num coque mal feito. E a vontade que me arrebata é a de ir até ela e soltar aqueles cabelos que devem ser longos e belos.

Seu olhar não se desvia do meu, e o meu, sustenta o dela. Seu rosto é cheio de pequenas sardas, que eu gostaria de contar só para senti-lo perto do meu. A boca é um convite para ser beijada. E aqueles olhos? Meu Deus, seus olhos são verdes como águas de um rio cristalino.

O corpo mostra que ela não é mais uma menina, e, sim, uma mulher, pela qual estou completamente enfeitiçado. Sei que deveria sentir vergonha do sentimento que acaba de se instalar em meu coração. Mas me apaixonei pela pequena feiticeira de olhos verdes.

Capítulo 3 Capitulo 3

Melissa

Sabe aquela sensação que o mundo acabou de parar e que as únicas pessoas que podem se mexer somos eu e o meu novo professor gostosão?

Pois é o que eu estou sentindo no momento. Fico em estado de choque, não me imaginava com essa sensação de estar querendo me jogar naqueles braços, eu mesmo não entendo. Para mim está tudo confuso e o ver vindo em minha direção não está me ajudando em nada.

Estou presa em seu olhar. Tudo está tão nublado em minha mente, quero me atirar em seu corpo firme e ao mesmo tempo fugir de tudo isso.

- Bom dia, a senhorita pode entrar - diz meu novo professor. Minha nossa senhora dos corações apaixonados, esse homem é muito gostoso demais. Oh, meu Pai, que pensamentos impuros estou tendo por ele. - A senhorita está bem?

- Sim, eu estou - consigo balbuciar. Vou até a minha carteira e vejo que Gabi me olha de um jeito estranho. - O que foi? - pergunto para e nós duas observamos o professor voltar para perto da lousa.

- O que foi, eu que o diga, dona Mel. Isso não foi estranho? - comenta e sinceramente não sei do que ela está falando, então, deixo para lá.

Acomodo-me no meu lugar e o vejo se movimentar pela sala como se aqui fosse... não sei como dizer... como se fosse sua propriedade, talvez seja isso mesmo.

E eu estou como? Posso dizer que estou babando por esse homem. Engraçado que eu não nunca tinha me interessado por homens mais velhos. Estou vidrada no homem que fala com autoridade, explicando sobre a forma como ele dá aula, e me perco em pensamentos impuros... gostaria de pôr as minhas mãos em seus cabelos pretos e bagunçá-los, ao mesmo tempo sentir o perfume chamado "cheiro de homem". Estou perdida em meus pensamentos quando levo um chacoalhão da Gabi.

- Isso doeu, Gabi - exclamo baixinho, vendo que o professor gostosão está escrevendo algo na lousa.

- Mel, presta atenção e seca a baba que está escorrendo da sua boca - diz baixinho.

- Eu estou prestando - sussurro e ouço o professor gostosão chamando a minha atenção.

- As senhoritas, não estão prestando atenção no que eu estou escrevendo na lousa - diz, num tom arrogante. Bom, sai de campo o professor gostoso e entra o professor grosso e mal- educado... lindo. Preciso me policiar, esse homem está me deixando louca.

Eu e minha amiga nos desculpamos e antes de ele virar mal presto atenção no que está ocorrendo o que eu mais quero é correr daqui e ir para o meu quarto e ficar lá escondida para tentar pôr um pouco de ordem na minha cabeça. Poxa, eu não acredito que eu estava tendo sentimentos por aquele ogro filho da mãe.

-Senhorita. - O professor me chama e levo um susto, estava distraída por cusa dele.

- Sim, me desculpa - respondo sem olhar diretamente para ele. Olho timidamente em volta e vejo que todos estão me olhando estranho.

- A senhorita está prestando atenção na aula? - pergunta em um tom arrogante.

- Sim, professor, eu estava prestando atenção - respondo e ele volta de novo para lousa.

Pego a caneta e tento anotar tudo que está na lousa e gravar tudo o que ele explica na minha cabeça. Um tempo depois, bate o sinal do intervalo. Ajeito as minhas coisas e saio da sala antes que o professor venha em meu encalço me perguntado o que estava havendo. Se bem que ele não iria perguntar nada. Ele é novo aqui e com certeza não deve ter estranhado o meu comportamento. Só chamou a minha atenção por me ver distraída.

- Bom, Mel, o que houve? - Gabi pergunta, me fazendo tomar o maior susto. - Mel, você está bem?

- Nada, Gabi, só ando meio distraída. Estou bem, pode ficar tranquila -asseguro, tentando, sem sucesso, mostrar a ela que estou bem.

- Mel, vamos tomar um lanche -Gabi diz e me puxa em direção ao pátio. Mesmo não querendo, me deixo ser levada, assim poderemos conversar coisas diferentes e não tocarei em nada sobre o professor.

- Gabi, o que achou do professor? - pergunto de repente e tenho vontade me dar um chute por ter feito esse tipo de pergunta.

- Ah, meu, sei lá. Pra mim ele é como todos nossos professores, por quê? - indaga, curiosa.

- Não sei. Alguma coisa nele, bom... deve ser bobagem minha - concluo, já mudando de assunto. - Deixa eu te perguntar, vamos ao shopping?

- Claro. Quando?

- Hoje, estou com vontade de tomar aquele sorvete do McDonald´s.

-Vamos depois do almoço -Gabi diz e eu concordo.

- Estava querendo pegar um livro pra ler.

- Que livro? - pergunta enquanto morde um pedaço do seu lanche.

-Não sei. Acho que um de terror -– brinco, fazendo a Gabi dar risada. Só que a risada dela morre e seus olhos estalam, como se estive vendo um fantasma. - Gabi, o que houve , você está bem?

- Oi, professor - ela diz e quando olho para trás e vejo que é o professor

delícia

- Olá, meninas, como estão? - O ogro lindo do meu professor nos cumprimenta.

- Bem, professor - a Gabi responde e depois me encara. E eu vou responder o quê? Olha, professor, não estou me sentindo bem por que você está ao meu lado. Acho que não seria uma boa ideia se falasse isso.

- E a senhorita Melissa, como está? - ele questiona dando um sorriso, daquele bem sexy, que chego a pensar que morri e fui para o céu. Não, acho que fui para o inferno só de pensar nele como um homem. - Melissa, você está bem?

- Ah, eu estou. Estava distraída - digo, sem graça.

- No que a senhorita estava pensando? - questiona e olha direto para a minha boca, como se quisesse devorar ela. Se bem que esse pensamento não é bom eu estar tendo não.

- Nada não, professor, coisa de escola - respondo rápido. - O que o senhor está achando da escola? - Decido que é melhor mudar de assunto.

- Aqui é uma boa escola. Mas me conta, esse é seu ultimo ano aqui? - pergunta, com um olhar curioso.

- Sim, esse é meu ultimo ano.

Graças a Deus.

- Pretende fazer algum cursinho ou vai direto pra faculdade? - Ele está fazendo de tudo para puxar papo.

- Ainda não sei, professor -respondo com sinceridade.

- E você, senhorita Gabriela? - Ele desvia o olhar do meu ao perguntar para a Gabi.

-Também não sei, professor. -– Percebo que ela demora a responder. Ficamos todos em silêncio e não sei mais o que dizer, quando, por fim, ele se manifesta.

- Bom, vou deixar vocês, meninas, e vou ali falar com as professoras - avisa e fica me olhando durante algum tempo. Depois segue em direção a umas das professoras que, na minha opinião, é linda.

- Mel, que cara é essa?

- Que cara. - Desconverso.

- Essa sua, parece que está querendo esganar alguém - brinca e dou risada.

- Impressão sua - afirmo.. Logo o sinal bate e seguimos de volta para a sala de aula. A próxima matéria será da matéria que eu mais gosto, biologia. O nosso professor, por sinal, também é um gato, pena que não me balançou do mesmo jeito que o Eduardo Santana mexe comigo.

A gente deu muita risada pela forma que ele conduz as aulas, sempre explicando da forma mais clara possível e com algumas piadas para que possamos lembrar de alguma parte importante. Ele passou trabalho para nós fazermos e avisou que dentro de uma semana teremos prova.

Assim foi passando todas as aulas e agora sim eu prestava atenção em tudo, não tinha um professor gostoso para me distrair. O sinal da saída bate, pegamos as nossas coisas e seguimos para a minha casa. Assim que chegamos, avisamos às nossas mães que vamos ao shopping.

Tomamos um banho e nos arrumamos empolgadas para pegar uma sessão de cinema. O que mais quero é me distrair e tirar um certo professor ogro da minha cabeça.

Em frente ao cinema, olhamos todos os filmes em cartaz e entro na fila da bilheteria enquanto Gabi vai comprar as pipocas. Pago os ingressos e quando vou saindo, esbarro em alguém.

- Me desculpa, moço -– peço, sem olhar.

- Não foi nada, Melissa.

Pronto, agora ferrou de vez. Bom, você já deve imaginar quem seja. Ele mesmo, o ogro sexy do meu professor.

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