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Meu Alfa me Envenenou: O Retorno da Luna

Meu Alfa me Envenenou: O Retorno da Luna

Autor:: Aria
Gênero: Lobisomem
Por doze anos, eu fui a vergonha da Alcateia da Lua de Prata. Uma Luna que nunca se transformava, uma esposa estéril que não podia dar um herdeiro ao Alfa Ivan. Eu achava que meu corpo estava quebrado. Mas no meu trigésimo aniversário, descobri que não estava doente. Estava sendo assassinada. Segui Ivan até uma galeria de arte em Pinheiros, esperando pegá-lo em uma mentira sobre trabalho. Em vez disso, eu o vi bancando o pai para uma criança que não era minha, enquanto sua amante observava com um sorriso vitorioso. Então, ouvi a voz do meu próprio pai ecoando pelo vidro fino. "Se aquele sangue de Loba Branca dela despertar, ela vai destruir todos nós. É melhor que morra como uma Ômega doentia." Meu marido, meu Companheiro Destinado, não me defendeu. Ele apenas olhou para o relógio. "Ela já tem cheiro de morte. O acônito no chá dela vai acabar com o serviço durante os fogos de artifício hoje à noite. Então, finalmente poderemos nos livrar da mula." Meus joelhos cederam. Por cinco anos, o "remédio" que eles me forçaram a engolir não era uma cura. Era um veneno, criado para suprimir meu poder Supremo. Eles não me odiavam por eu ser fraca; estavam me matando porque eu era mais forte que todos eles juntos. Dirigi de volta para a mansão, minha tristeza se transformando em um ódio frio como o aço. Derramei o chá letal na pia e peguei o microfone para a Reunião da Alcateia. Eles esperavam um funeral esta noite. Eu estava prestes a lhes dar uma execução pública.

Capítulo 1

Por doze anos, eu fui a vergonha da Alcateia da Lua de Prata. Uma Luna que nunca se transformava, uma esposa estéril que não podia dar um herdeiro ao Alfa Ivan.

Eu achava que meu corpo estava quebrado. Mas no meu trigésimo aniversário, descobri que não estava doente. Estava sendo assassinada.

Segui Ivan até uma galeria de arte em Pinheiros, esperando pegá-lo em uma mentira sobre trabalho. Em vez disso, eu o vi bancando o pai para uma criança que não era minha, enquanto sua amante observava com um sorriso vitorioso.

Então, ouvi a voz do meu próprio pai ecoando pelo vidro fino.

"Se aquele sangue de Loba Branca dela despertar, ela vai destruir todos nós. É melhor que morra como uma Ômega doentia."

Meu marido, meu Companheiro Destinado, não me defendeu. Ele apenas olhou para o relógio.

"Ela já tem cheiro de morte. O acônito no chá dela vai acabar com o serviço durante os fogos de artifício hoje à noite. Então, finalmente poderemos nos livrar da mula."

Meus joelhos cederam. Por cinco anos, o "remédio" que eles me forçaram a engolir não era uma cura. Era um veneno, criado para suprimir meu poder Supremo.

Eles não me odiavam por eu ser fraca; estavam me matando porque eu era mais forte que todos eles juntos.

Dirigi de volta para a mansão, minha tristeza se transformando em um ódio frio como o aço.

Derramei o chá letal na pia e peguei o microfone para a Reunião da Alcateia.

Eles esperavam um funeral esta noite.

Eu estava prestes a lhes dar uma execução pública.

Capítulo 1

Ponto de Vista: Alina

*Trinta. Esse era o número de rachaduras no gesso acima da cama. Era também a idade que eu completava hoje.*

No nosso mundo, a primeira Transformação geralmente te atropela como um trem desgovernado aos dezoito anos. A dor dos ossos quebrando e se realinhando deveria ser um rito de passagem, uma boas-vindas à vida adulta. Mas para mim, esse dia veio e se foi com nada além de uma febre baixa e insistente.

Doze anos depois, eu ainda era apenas Alina. A Luna sem loba. A vergonha da Alcateia da Lua de Prata.

A pesada porta de carvalho rangeu ao se abrir. Sentei-me, puxando os lençóis de seda contra o peito.

Alfa Ivan entrou. Ele já estava vestido em seu terno de grife, impecável e com um cheiro de problema no ar.

Ele era meu Companheiro Destinado. A Deusa da Lua havia decretado. Mas sem minha loba, o laço parecia unilateral. Como gritar em um abismo e esperar por um eco que nunca vinha.

"Feliz aniversário, Alina", ele disse.

O tom dele era seco. Profissional.

Ele se inclinou para beijar minha bochecha. Fechei os olhos, desesperada pela faísca, pela corrente elétrica que os livros diziam que os companheiros compartilhavam.

Em vez disso, não senti nada além de pele fria e úmida.

E então, eu senti.

O cheiro.

Normalmente, Ivan cheirava a pinho e chuva. Mas hoje, por baixo da colônia cara, havia algo mais.

Pêssegos. Apodrecendo no calor.

"Você já está de saída?", perguntei, minha voz um fio. "Pensei que... pensei que poderíamos ir à Pedra da Lua hoje. Para rezar pela minha loba."

Ivan ajeitou a gravata no espelho, sem me olhar.

"Assuntos da alcateia, Alina. As negociações de fronteira com as alcateias do Norte estão intensas. Não posso ficar de mãos dadas com eles rezando para uma Deusa silenciosa."

Ele se virou, seus olhos me varrendo com o tipo de olhar que se dá a um animal que precisa ser sacrificado.

"Talvez se você se concentrasse menos em contos de fadas e mais em seus deveres como anfitriã, a Alcateia não estaria tão inquieta."

"Eu faço o meu melhor, Ivan", sussurrei.

"Seu melhor não é um herdeiro, é?", ele retrucou.

Ele checou o relógio. "Vou chegar tarde hoje à noite. Não me espere."

Ele saiu. A porta se fechou com um clique, me deixando no silêncio da casa enorme e vazia.

Meu estômago se revirou. Não era só o coração partido. Era físico. Há anos, eu acordava com ânsia de vômito, minhas articulações doendo como se eu tivesse oitenta anos em vez de trinta. Os médicos da Alcateia diziam que era meu corpo rejeitando minha loba adormecida.

Arrastei-me para fora da cama. Eu precisava de café. Precisava me sentir como uma pessoa.

Enquanto dirigia para a cidade, meu celular vibrou. Era Debi, minha advogada e a única amiga que me restava que não me olhava como um caso de caridade.

"Feliz aniversário, Ali", sua voz estalou pelo Bluetooth do carro.

"Obrigada, Debi."

"Deixa eu adivinhar. O Alfa está 'trabalhando'?"

"Negociações de fronteira", eu disse, apertando o volante.

"Papo furado", disse Debi. "Eu estava no fórum resolvendo umas licenças hoje de manhã. Os representantes do Norte nem chegam ao estado até a semana que vem. Ivan não está na fronteira."

"O que você está dizendo?"

"Estou dizendo que você deveria ir ao escritório dele. Fazer uma surpresa."

Desliguei, meu coração batendo um ritmo frenético contra minhas costelas.

Dirigi até a torre do Grupo Hughes. Os seguranças mal olharam para mim. Por que olhariam? Eu era a esposa invisível.

Quando cheguei ao último andar, a secretária de Ivan, uma Beta chamada Sara, ficou pálida.

"Luna Alina! Nós... não estávamos esperando você."

"Onde está meu marido, Sara?", perguntei.

"Ele está... ele está em uma reunião. Fora do escritório. Muito particular."

Seus olhos desviaram para o lado. Eu notei o brilho característico em seus olhos – ela estava usando o Link Mental.

*A Luna está aqui. Ela sabe.*

Vi um post-it em sua mesa, meio coberto por um arquivo. *Galeria Reis - 10h.*

Reis.

O nome me deu um arrepio na espinha. Kiara Reis. A loba renegada que tentou me matar cinco anos atrás. Meus pais juraram que ela tinha sido exilada para as Terras Áridas.

Virei nos calcanhares e corri de volta para o elevador.

A Galeria Reis ficava no bairro das artes. Estacionei na rua de trás, com as mãos tremendo.

Foi quando eu vi. Um SUV preto blindado com o brasão da Alcateia do Rio de Sangue.

O carro do meu pai.

Saí, puxando o capuz. Aproximei-me sorrateiramente da enorme fachada de vidro da galeria.

A galeria estava fechada. Através das janelas que iam do chão ao teto, eu os vi.

Ivan. Meu pai. Minha mãe, Luna Eleonora.

E Kiara.

Ela parecia radiante. Não parecia uma renegada exilada; parecia a dona do lugar.

Mas foi o que estava acontecendo no centro da sala que parou meu coração.

Um menino, talvez de cinco anos, corria ao redor de uma escultura. Ele tinha o cabelo escuro de Ivan.

Ivan se agachou, abrindo os braços. O menino correu para eles, rindo.

"Colo! Colo, papai Alfa!", o menino gritou.

Ivan o ergueu sem esforço. A expressão no rosto de Ivan... era pura adoração.

Apertei-me contra o vidro. A adrenalina disparou em mim, aguçando meus sentidos de uma forma que eu não sentia há anos.

"Ele é forte, Ivan", a voz do meu pai ribombou. "Um verdadeiro herdeiro Alfa."

"Ele tem seus olhos, Ricardo", Kiara ronronou, entrelaçando seu braço no de Ivan. "E a força de Ivan."

"Quando você vai anunciar?", minha mãe perguntou, bebendo champanhe. "Não podemos continuar fingindo que Alina serve para alguma coisa. A Alcateia precisa de um futuro."

Ivan riu. Foi um som frio e cruel.

"Hoje à noite. Depois do patético jantar de aniversário dela. Direi aos anciãos que minha contagem de esperma está baixa, um trágico efeito colateral do estresse. Nós vamos 'adotar' o Léo. Ninguém precisa saber que ele é da Kiara."

"E a garota?", Kiara perguntou. "Ela já tem cheiro de morte. Aquele coquetel de acônito que você tem dado a ela está funcionando devagar, no entanto."

"Paciência, meu amor", Ivan murmurou.

"Cinco anos de supressão", meu pai resmungou. "Se aquele sangue de Loba Branca dela despertar, ela vai destruir todos nós. É melhor que morra como uma Ômega doentia do que viva para tomar meu território."

Meus joelhos cederam. Deslizei pela parede de tijolos ásperos do pilar.

Eles não estavam apenas me traindo. Estavam me assassinando aos poucos.

Acônito. A erva mais mortal para nossa espécie. Eles estavam me dando aquilo há cinco anos.

Olhei para o meu celular. Uma mensagem de Ivan apareceu.

*Minha querida, os assuntos da alcateia estão se arrastando. Sinto muito. Vou compensar você hoje à noite. Feliz aniversário.*

Olhei através do vidro. Ivan estava beijando Kiara.

Algo dentro de mim se partiu.

Parecia uma fechadura enferrujada se quebrando no fundo da minha alma.

*Mate-os.*

A voz era antiga. Furiosa.

Corri de volta para o meu carro. Eu dirigi.

Enquanto a galeria desaparecia no retrovisor, meus olhos capturaram meu reflexo.

Por uma fração de segundo, minhas íris não eram do seu tom avelã de sempre.

Eram brancas. Puras, aterrorizantemente brancas.

Capítulo 2

Ponto de Vista: Alina

Eu estava sentada no escuro do nosso quarto. O relógio digital marcava 23:45.

Ouvi a pesada porta da frente se abrir no andar de baixo. Passos ecoaram nas escadas de mármore.

Corri para a cama, puxando o edredom. Eu tinha que interpretar o papel. O obstáculo moribundo.

A porta se abriu.

"Alina?", a voz de Ivan era suave, tingida com aquela falsa preocupação que me dava arrepios.

Ele caminhou para o lado da cama. Então, o cheiro me atingiu. Pêssegos podres e sexo. E por baixo, o cheiro de uma criança – leite e terra.

Ele se inclinou. Por um segundo horrível, pensei que ele me beijaria. Em vez disso, ele cheirou meu cabelo.

"Ainda dormindo", ele murmurou. "Bom."

Ele entrou no banheiro. O chuveiro ligou.

Meus olhos se abriram de repente.

*Mova-se*, a voz dentro de mim ordenou. *Cace.*

Deslizei para fora da cama. Fui para o corredor.

O escritório de Ivan era seu santuário. Protegido por uma fechadura biométrica e um teclado numérico.

Parei diante da pesada porta de mogno.

"Ele acha que você é estúpida", a voz na minha cabeça sibilou.

Olhei para o teclado. Ivan era arrogante. Ele não usaria um número aleatório.

Digitei a data: *18-12-05*. O aniversário de Léo.

A luz piscou verde. Bingo.

Entrei. Fui direto para o computador dele. Estava logado.

Não perdi tempo procurando uma pasta chamada "Planos Malignos". Ivan não era um vilão de desenho animado; ele era um homem de negócios. Eu precisava seguir o dinheiro.

Abri seus registros financeiros. Meu diploma em finanças, que Ivan sempre zombava como "fofo", finalmente era útil.

Examinei as transferências dos últimos cinco anos. Havia as despesas de sempre, mas um pagamento recorrente se destacava. Uma empresa de fachada chamada "Apex Consultoria", registrada em um paraíso fiscal.

Cruzei o número de registro da empresa. Era uma corporação fantasma. Mas os manifestos de envio associados a ela eram reais.

"Entrega de Aconitum. Extrato concentrado", sussurrei, lendo a nota fiscal. Aconitum. Acônito.

Então verifiquei as contas pessoais. Saques enormes. Em dinheiro.

Encontrei uma subpasta oculta em sua nuvem, disfarçada de declarações de imposto de renda. Dentro não havia impostos. Eram laudos médicos falsificados de uma clínica nos territórios dos Renegados.

*Assunto: Léo Reis. Potencial da Linhagem: Alfa Classe-S.*

E um teste de paternidade. *Pai: Alfa Ivan Hughes. Status: Positivo.*

Meu pai estava financiando o veneno. Ivan estava lavando o dinheiro para Kiara.

Senti a bile subir na minha garganta. Tirei um pequeno pen drive de prata do bolso do meu pijama.

Copiei tudo. O rastro financeiro, os manifestos de envio, os testes de DNA falsos.

A barra de progresso se arrastava. 98%... 99%... Concluído.

Arranquei o pen drive assim que ouvi o chuveiro desligar no fim do corredor.

Limpei o histórico recente, desliguei o monitor e saí.

Voltei para o quarto bem a tempo de a maçaneta do banheiro girar. Mergulhei na cama.

Ivan saiu, cheirando a sabonete e menta. Ele se deitou ao meu lado.

O celular dele vibrou. Ele verificou, uma pequena risada escapando de seus lábios.

Depois que ele adormeceu, estendi a mão e peguei o celular dele.

A mensagem era de um número não salvo. Uma foto de Kiara montada nos ombros de Ivan no parque de diversões da Alcateia.

Legenda: *Um Alfa pertence apenas a uma fêmea que pode gerar guerreiros. Sacrifique a mula, Ivan.*

Fiquei olhando para a tela. Uma mula. Estéril. Inútil.

Encaminhei cuidadosamente a mensagem para um endereço de e-mail descartável que criei anos atrás, e depois apaguei o registro de envio.

Coloquei o celular de volta no lugar.

Amanhã era a Reunião da Alcateia. Toda a Alcateia da Lua de Prata estaria lá.

Era o palco perfeito.

Fechei os olhos. Meu sangue parecia quente, como fogo líquido. O veneno estava perdendo a guerra.

Capítulo 3

Ponto de Vista: Alina

Na manhã seguinte, eu disse a Ivan que ia ao spa.

"Ótimo", ele disse, sem levantar os olhos do tablet. "Dê um jeito em você. Você parece... pálida."

Dirigi direto para o distrito industrial. Debi me encontrou na porta dos fundos da Galeria Reis.

"Consegui os uniformes da manutenção", disse ela, jogando um maço de tecido cinza para mim. "E subornei a equipe de limpeza regular para tirar um almoço longo. Temos vinte minutos."

"E o cheiro?", perguntei.

"Do jeito antigo", disse ela, me entregando um pote de graxa industrial e amônia. "Passe isso no pescoço e nos pulsos. Vai arder, mas vai cobrir seu cheiro de lírios."

Apliquei a mistura fétida. Ardeu meus olhos, mas eu fiquei com cheiro de chão de oficina. Perfeito.

Vesti o macacão cinza e prendi meu cabelo sob um boné.

Entrei pela entrada de serviço.

A galeria estava se preparando para uma exibição privada. A porta do escritório de Kiara estava entreaberta.

Empurrei meu balde com esfregão para dentro. A sala era opulenta. E familiar.

O tapete era persa – da minha mãe. O vaso era Ming – do meu pai.

Eles estavam dilapidando minha herança para mobiliar a vida da amante dele.

Tirei um minúsculo dispositivo de escuta do meu bolso – algo que Debi conseguiu com um contato de detetive particular. Colei-o sob a pesada mesa de carvalho.

"A faxineira está aqui, Srta. Reis", disse uma voz.

Congelei.

Kiara entrou, seguida de perto por Ivan.

Virei de costas, esfregando furiosamente uma mancha na parede.

"Que cheiro nojento aqui", Kiara franziu o nariz. "Como produtos químicos baratos."

"São só os produtos de limpeza, querida", disse Ivan. Sua voz estava carregada de luxúria.

Olhei para o reflexo em um quadro. Ivan tinha Kiara pressionada contra a mesa.

"Eu odeio esperar", Kiara gemeu. "Quando ela vai sumir? Sumir de verdade?"

"Em breve", Ivan rosnou. "Aumentei a dose no chá da manhã dela. O coração dela vai parar durante a Reunião. Vai parecer uma tragédia. A Luna fraca, sobrecarregada pela emoção."

Meu coração martelou. Eles iam me executar hoje.

"E depois?"

"Depois eu rejeito o cadáver dela para quebrar o laço formalmente. E eu te marco. Léo se torna o herdeiro."

"Adoro quando você fala de poder", Kiara riu.

Ivan parou. Ele levantou a cabeça, farejando o ar.

"Espere."

Parei de esfregar.

"O que foi?"

"Esse cheiro..." Ivan se afastou da mesa. "Por baixo da água sanitária. Parece... familiar."

Ele deu um passo em minha direção.

O Comando Alfa irradiava dele.

"Você", ele latiu para as minhas costas. "Vire-se."

Eu não conseguia me mover. Se eu me virasse, ele veria meus olhos.

"Eu disse, vire-se!"

Sua voz era um peso físico. Minha loba rosnou, querendo arrancar a garganta dele.

*Não se curve.*

Assim que Ivan estendeu a mão para o meu ombro, um barulho alto ecoou do corredor. Debi. Ela deve ter derrubado algo para criar uma distração.

Ivan se virou. "Que diabos foi isso?"

"Minha escultura!", Kiara gritou, correndo para fora.

No caos, peguei meu balde e saí pela porta lateral.

Corri para o carro, arrancando o macacão.

Debi estava esperando, com o motor ligado.

"Derrubei um pedestal", ela sorriu nervosamente. "Você conseguiu?"

Toquei no receptor em meu ouvido. "Cada palavra. Eles estão planejando me matar hoje à noite."

Olhei para minhas mãos. Estavam firmes.

"Dirija, Debi", eu disse. "Temos um show para preparar."

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