Estela
Cresci sob a sombra de um luto constante desde a morte da minha mãe, vítima de câncer. A dor que invadiu nossas vidas naquele fatídico dia nunca se dissipou, mas para o meu pai, Paulo, ela tornou-se uma presença insuportável que ele tenta afogar em garrafas de álcool.
"É para afogar as mágoas", ele justifica, como se o álcool pudesse ser o antídoto para a tristeza que nos envolve.
Chego em casa, e lá está ele, deitado no sofá, afogando-se em seu próprio desespero, como uma repetição incessante de um trágico déjà-vu.
Estela: - Até quando vai ficar assim, pai?
Paulo: - Até morrer. Sinto falta da sua mãe, minha filha, dói aqui. - toca o seu coração de uma maneira que quebra o meu em pequenos pedaços.
Estela: - Eu também sinto falta dela, pai, mas você tem que parar de beber, senão vou ficar sozinho... - abaixa sua cabeça envergonhado, e eu entro no meu quarto, tomo um banho e reflito sobre o menino de olhos verdes da escola.
Ele é lindo, mas tão reservado, relatado fala com alguém além da irmã gêmea e dos seus primos. Tenho a minha amiga Yasmin, um verdadeiro doce de pessoa comigo.
Ao terminar o banho, preparei o jantar para mim e para meu pai. Eu mantinha uma foto da minha mãe no meu quarto e essa casa lembrava, o quanto a sua falta fazia. Todas as noites olho para ela, antes de dormir. Aquilo acalmou uma tempestade dentro de mim.
Paulo: - Você tem dinheiro? - se aproximava, enquanto olhava o que eu estava preparando.
Estela: - De novo, pai?! Até quando vai continuar bebendo? - entrego o dinheiro e ele o guarda no bolso.
Paulo: - Obrigado, minha filha! - diz agradecido sem responder a minha pergunta.
Estela: - Essa é a última vez. Não me peça mais dinheiro! - aviso-o e ele assentiu saindo da cozinha.
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Mateus
Estou sentado aqui sozinho, sem ninguém para me atrapalhar, enquanto os casais estão se agarrando na pista. Até a Dulce e o Ramon entraram nessa. De longe, vejo meu pai e minha mãe conversando e ouço a conversa deles, sabendo que eles estão aprontando, ou melhor, fazendo uma pequena brincadeira no banheiro.
Minha irmã também está se agarrando com um rapaz, e percebo suas verdadeiras intenções com ela, e são boas. Ele não é o tipo de cara que leva qualquer uma para a cama e depois a dispensa.
Deixei ele aproveitar com a Aurora enquanto fico na sofrência. Bebo um gole da minha bebida e ouço um barulho do lado de fora. Presto atenção na discussão e tento ouvir o que está falando lá fora.
- Vamos menina, se você se comportar não vamos te machucar.
Estela: - Eu não quero ir com vocês! Socorro! - grito para ver se alguém me ajuda, mas ninguém sai. Talvez seja por causa do som alto.
Estela
Quando eu estava saindo do meu trabalho, senti alguém me seguindo e rapidamente peguei um táxi para casa. Me arrumei, e minha amiga Yasmim me levou para um barco. Enquanto estávamos entrando, três homens nos pararam, mas não atacaram ela, atacaram a mim.
Tudo isso foi um plano de quem eu considerava minha própria amiga. Eles me agarraram, e eu tentei resistir, mas ela me chutou na barriga.
Estela: - Por que você está fazendo isso comigo?! - lágrimas incessantes caem do meu rosto.
Yasmin: - Porque você é uma mosca morta. Tenho inveja de você... Todo mundo te dá atenção só porque você é uma porcaria de um nerd!
Estela: - A inveja mata, sabia? Eu nunca fiz nada de mal para você, sempre te respeitei. Eu te considerava uma irmã que eu nunca tive...
Yasmin: - Cala a boca, Estela! Faça um bom trabalho com essa aí. - joga um maço de dinheiro para eles.
- Obrigado. Vamos aproveitar bem essa beleza. - ela sai e os homens tentam em colocar para dentro do carro, mas resistem.
Estela: - Deixe-me em paz! Socorro! Alguém me ajude! - eles me seguraram, mas foram arremessados para longe por uma sombra que começou a lutar com eles. A sombra envolve os três ao mesmo tempo com uma força impressionante. Parte do meu vestido rasgou, mas eu não me importei. Eu estava completamente encantado com essa pessoa.
Quando ela acabou com os homens, se mudou para mim e finalmente vi seu rosto. Percebi o quanto ele era bonito... Eu até esqueci o meu próprio nome naquele momento...
Mateus
Quando a discussão começou a piorar, eu saí como um furacão e afastei com força os três homens que estavam tentando forçar a garota no carro. Após uma lição neles, eu me aproximei da garota, e a reconheci como um nerd da minha sala, mas ela estava diferente, com os cabelos arrumados, sem aqueles óculos grandes e usava um lindo vestido discreto, mesmo que estava todo rasgado.
A surpresa estava estampada nos olhos de ambos.
Matheus: - Estela!
Estela: -Mateus! - falamos ao mesmo tempo e ele tirou sua camisa e me entregou para que eu a vestisse.
Mateus: - Vista a minha camisa. - ela pegou e vestiu, e eu a ajudei a se levantar.
Estela
"Oh, Jesus, por que você colocou logo o menino de quem gosto na minha frente?"
Ele me ajudou a levantar, e senti seu aroma delicioso penetrar nas minhas narinas. Baixei a cabeça notando o seu corpo bem definido, e meu rosto corou.
Sussurrei bem baixinho o agradecendo.
Estela: - Obrigada, Mateus. Agora, eu preciso ir... - virei-me, mas ele segurou meu braço, fazendo-me encará-lo.
Mateus: - Você não está em condições de ir para casa. Venha, vou levá-la para a minha...
Estela: - Mas... - ele colocou um dedo em minha boca.
Mateus: - Não diga nada, só obedeça. - agarrou minha cintura e pegou um táxi, e não me soltou em nenhum momento. De todas as pessoas, eu poderia confiar nele, por mais que não falássemos muito.
Matheus
Quando ajudei Estela, senti um comentário estranho, e não a deixei ir embora sozinha. Não poderia deixar minha presa escapar, especialmente com esse sentimento avassalador. Um caçador nunca deixa a sua presa ir embora, ele a traz viva ou morta.
✧
Estela
O táxi parou em frente a uma linda mansão, e ele pagou o motorista. Saímos em direção ao portão, onde estava escrito "Alencar". Ele abriu, e entramos.
Estela: - Você mora aqui? - pergunta surpresa.
Mateus: - Moro com os meus pais até eu conseguir um apartamento. - abriu a porta e me deixou entrar antes de fechá-la. A mansão por dentro era incrivelmente linda, um pouco sombria devido à noite.
Estela: - Ela é linda... - comentei enquanto observava o interior. Ele me pegou pelo braço e me levou até a cozinha, que era ainda maior e equipada com diversos aparelhos.
Matheus – Toma. - encheu um copo com água e me entregou. Bebi o líquido de uma vez, e o vi se aproximar de mim, encurralando-me contra a parede fria. Mateus tirou o copo da minha mão rapidamente e, sem demora, me beijou.
Foi o meu primeiro beijo, e eu o empurrei com todas as minhas forças, mas ele não recuou. Em vez disso, sorriu. "Descarado! Me salvou para tirar proveito da situação."
Estela: - Você me salvou e agora está querendo se divertir comigo?!
Mateus: - Não, princesa, mas você me deve um favor para eu ter te salvado. - haviam coisas que não poderiam ser retribuídas, já outras...
Estela: - Você não presta, igual aos meninos da escola!
Mateus: - Agora me sinto ofendido, Estela. Eu te salvo, e você me trata assim? - pergunto ofendido pela comparação.
Estela: - O que você quer?
Mateus: - Ainda tenho que pensar nisso, mas, se quiser, deixe-me deliciar com o seu sangue, vai ser um prazer. - moveu seus lábios para perto dos meus, e senti medo.
Estela: - Sangue?! Você é um psicopata que mata gente?!
Mateus: - Se eu te contar, promete que vai ficar calada?
Estela: - Prometo... - jurei nunca revelar um segredo, especialmente se ele fosse um doido que matasse pessoas.
Mateus: - Eu sou um humano. - olhou para a minha expectativa e deu risada.
Estela: - seu....calo ela com um dedo em sua boca.
Mateus: - shiii gatinha assustada, eu não vou fazer nenhum mal a você até porque se eu quisesse eu já teria feito, mais você fala de mais e vou calar essa boquinha linda.....ele me beija e agarra a minha cintura e tento lutar mais ele é mais forte do que eu e cedo aos seus encantos e ele me coloca em cima do balcão da cozinha e me preciona, sinto o seu membro duro paramos o beijo e ele me dá mais alguns selinhos e se afasta e noto que ele tá normal e enquanto a mim estou tentando controlar a minha respiração.
Estela: - eu preciso ir para casa.....desço do balcão e ele me puxa para ele e sinto o seu peito frio por cima do tecido.
Mateus: - já está tarde Estela, você vai dormir aqui em casa e não aceito um não como resposta.
Estela: - mas....ele me interompe.
Mateus: - mais nada ou você me obedece ou eu te levo para aqueles caras de novo...ameaço pois não posso deixar ela ir sozinha nesse estado.
Estela: - eu fico eu fico, mais me solta....ele me solta e abaixo o meu rosto o escondendo para ele não notar o quanto estou corada.
Mateus: - você vai dormir no meu quarto e eu durmo no chão....ela me segue e abro a porta do meu quarto e aponto pro banheiro.
Mateus: - pode tomar um banho eu vou pegar alguma roupa da minha irmã para você.
Estela: - ela não vai se importar??....pergunto com medo parece que estou invadindo a privacidade da família dele.
Mateus: - com uma roupa??, Claro que não....ela entra no banheiro e vou até o quarto da minha irmã e pego uma saia e uma blusa e coloco em cima da cama e espero ela do lado de fora, posso ser um mulherengo mais sei respeitar uma mulher os meus pais me deram educação suficiente.
Estela
Entro no banheiro e tomo um belo banho e penso no beijo que o Mateus me deu, sinto o seu cheiro e o gosto dele em meus lábios, me enrolo na toalha e saio bem devagarinho e encontro uma roupa em cima da cama, a visto e ela cabe muito bem o tamanho da irmã dele é igual ao meu, seco os meus cabelos com a toalha e não vejo ele encostado na porta com um sorriso lindo.
Mateus
Depois de ter certeza que a Estela já vestiu a roupa entro no meu quarto e vejo ela secando os cabelos e como ela fica linda nessa roupa simples, a Estela feia que anda na escola está muito diferente agora, eu já reparei nela dentro da sala mais nunca tive coragem de falar com ela porque tenho medo de machucala com a pessoa que eu sou, ainda sinto o gosto e o cheiro dela em meus lábios ela é muito bonita por trás daqueles óculos feios e o cabelo em um coque e suas roupas grandes que ela usa na escola mais ela me fez enxergar de outra forma e um sentimento estranho invade o meu coração eu consigo enxergar dentro dos olhos dela um sentimento de tristeza e dor não sei o que é mais estou com um imensa vontade de abraçá-la, ando até ela e a abraço e a mesma fica surpresa viro ela para mim e jogo a toalha para longe.
Estela: - porque está me abraçando??.
Mateus: - eu não posso abraçar a minha namorada mais não??....faço ela me encarar e a Estela gagueja.
Estela: - na..mo...ra....da???.
Mateus: - isso mesmo o que você ouviu , o meu pedido a você é quer namorar comigo Estela??.
Estela: - eu nem te conheço direito Mateus, como eu vou namorar com você??, Olha pra mim eu não sou aquelas garotas que você fica e....ele me interrompe.
Mateus: - e se eu te disser que só quero você Estela??....ela começa a chorar e abraço firme nunca fui de abraçar alguém só a minha mãe.
Estela: - você é a primeira pessoa a se importar comigo sabia??, Eu não tenho mãe e o meu pai só bebe e chega muito tarde em casa eu não quero ser mais um dos seus brinquedos Mateus.....ele acaricia as minhas costas e fala perto da minha orelha.
Mateus: - você não vai ser um dos meus brinquedos Estela, eu te quero assim como você me quer, pensa que eu não noto os olhares que você lança para mim quando estou fazendo o dever??, Eu sei que você gosta de mim Estela me dê uma chance eu posso te mostrar o outro lado meu e te fazer feliz e também posso ajudar o seu pai a sair da bebida.
Estela: - isso é sério??, Você me ajudaria a tirar o meu pai da bebedeira??....pergunto surpresa, o Mateus nunca foi de ajudar ninguém dentro da sala.
Mateus: - eu sempre falo sério Estela e eu prometo te ajudar.
Estela: - vamos nos conhecendo aos poucos mais não quero namorar você agora, a minha vida é cheias de problemas para namorarmos.
Mateus: - eu posso esperar o tempo que for para te conquistar Estela acredite em mim você não vai se arrepender.....beijo os seus lábios.
Estela
Eu sei que o Mateus pode me ajudar mas ainda não confio cem por cento nele mais estou disposta a enfrentar os desafios que a vida vai nos dar, retribuo o seu beijo acho que já virou mania dele me beijar sem o meu consentimento o beijo aos poucos se torna em outro rumo e ele me leva para a cama em um só passo e me deita mais o paro antes que vá longe de mais.
Estela: - por favor eu não estou preparada....ele deita ao meu lado e me puxa pro seu peito.
Mateus: - eu te compreendo Estela eu não vou te forçar a nada a menos que você queira, boa noite....ela não responde e vejo que já adormeceu e me levanto bem devagar para não acordala e saio para caçar como sempre faço todas as noites.
Estela
Eu acho estranho o Mateus ser tão frio e como ele anda rápido eu aí reparei nos comportamentos estranhos que eles tem na escola não só ele mais também a Aurora e os primos dele, não comem muito, não falam quase nada e ficam afastados de algumas pessoas, não só eles mais também colegas da escola, adormeço ouvindo as últimas palavras do Mateus eu adimito que nunca conheci esse lado dele, carinhoso, atencioso, o que ele mais esconde em??.
Dias depois o Mateus não desgruda do meu lado dá até um constrangimento pois os meus colegas ficam olhando para nós inclusive os amigos deles.
Estela: - Mateus aínda não somos namorados, dá pra você não ficar muito colado comigo??.....ele me puxa pela cintura no meio do intervalo e escondo o meu rosto com vergonha "será que a família dele toda é assim???".....Penso e ele diz no meu ouvido.
Mateus: - não se preocupe a minha família não é doida não.
Estela: - como??, Como você sabe o que estou pensando??.
Mateus: - eu imaginei.....minto e ela que nem uma boba acredita mais alguma coisa me diz que não por muito tempo.
Jeremias: - olha quem está com a espantalho....aponto prós dois agarrados ou melhor pro meu sobrinho agarrando a Estela feia é assim que a chamam, "porque só eu e o Pedro que ainda não achamos as nossas amadas??, Talvez seja porque somos ignorantes demais".
Dulce: - não chama ela de feia não, a menina é bonita só falta se arrumar.
Aurora: - deixa ele Dulce pensar o que quiser, ele não entende as garotas, um dia queremos estar lindas e outro não nos preocupamos com nada e andamos toda descabelada KKkkkk.
Pedro: - como sempre a Aurora tem que ser dramática.
Aurora: - cala a boca seu chato, por isso que você e o Jeremias nunca arrumam namorada, são chatos e ignorantes demais.
Ramon: - até eu concordo com Aurora.
Estela: - Mateus os seus amigos estão olhando pra nós.
Mateus: - deixa eles olharem, pois eu tenho o que o Jeremias e o Pedro nunca teve.
Pedro: - falando mal dos outros pelas costas.
Jeremias: - quando eu arrumar uma namorada eu vou esfregar na cara dele.
Aurora: - esquece tio, você e o Pedro nunca vão namorar, as meninas não gostam das personalidades de vocês, só se divertem e depois mete o pé na bunda.
Estela
Saio do recreio e ando até o corredor e quando vou entrar no banheiro paro o Mateus.
Estela: - o banheiro dos meninos fica lá no outro lado.....pisco para ele e entro no banheiro, faço as minhas necessidades e lavo as minhas mãos, quando vou sair do banheiro bato contra o peito do Mateus "nem no banheiro ele se desgruda de mim, imagina quando eu aceitar namorar com ele".
Mateus: - o sinal acabou de bater, vamos para a sala.....pego a mão dela e entrelaço com a minha e vejo a Estela abaixar a cabeça com vergonha.
Estela
"Homens". Penso e dou um longo suspiro, e entramos dentro da sala as meninas não param de lançar olhares furiosos pro meu lado e ouço alguns comentários.
- o que o Mateus viu nela??.
- Não sei mais em menos de uma semana ele termina com ela você vai ver.
Mateus
Ouço as meninas falando mal da Estela e lanço um olhar frio para elas que calam a boca.
Mateus: - não liga para elas Estela.
Estela: - você pode me deixar respirar só um pouquinho???....pergunto com raiva até de lugar o Mateus mudou.
Mateus: - posso.....ele larga a minha mão e respiro aliviada pois ele tá colocando muita pressão em mim, está pensando que eu sou a sua namorada para me agarrar a hora que quiser.
Depois desse episódio, o Mateus me apresentou a sua família e até que eles são gente boa, os seus pais são lindos tanto quanto ele.
Obs: Livros que tenho no Lera..
Nunca me deixe.
Meu Amado Vampiro tenho o livro até o quatro
Meu Amado Vampiro II: Ramon e Dulce Maria
Meu Amado Vampiro 3 : Estela e Mateus
Meu Amado Vampiro 4: Pedro e Linda
Beleza Perigosa 1 : Aurora e Adam
Beleza Perigosa 2 : Julieta e Ricardo
Estela
Mateus abriu a porta de sua casa, e eu o segui pelo corredor, deparando-me com seus pais, igualmente encantadores. A uma certa distância, eles emanavam uma aura de bondade, uma primeira impressão promissora.
Estela: -Boa noite! - cumprimentei com um sorriso, enquanto Melissa me acolhia em um abraço breve, antes de se afastar rapidamente.
Melissa: - Seja bem-vinda à nossa família, Estela! - suas palavras reverberavam em minha mente. Aquelas boas-vindas soavam tão sinceras quanto sua voz calorosa, mas eu podia sentir a complexidade que se escondia por trás daquelas palavras. Estava claro que Melissa, de alguma forma, estava tentando me entender melhor, como se eu fosse um quebra-cabeça a ser desvendado. Pairava no ar a curiosidade sutil, como se ela se perguntasse sobre a razão de uma garota estar acompanhando seu filho, como se nosso encontro fosse uma espécie de apresentação de namorados.
Miguel: - Vamos... - Miguel quebrou o momento ao me guiar até a sala, com Melissa à frente. Juntos, nos acomodamos no sofá.
Mateus: - Mãe, essa aqui é a minha... - antes que eu pudesse concluir, Estela me interrompeu.
Estela: - Amiga! Sou amiga do seu filho. - trocamos olhares, conscientes da necessidade de esclarecer a natureza do nosso relacionamento naquele momento. Esfrego a minha coxa discretamente e dou o meu melhor sorriso para o casal na minha frente, com medo de que eles pensem errado.
Melissa
"Ela está constrangida, Miguel..." - sutilmente, transmito meus pensamentos para Miguel, compartilhando um momento de humor interno diante da situação.
Miguel
"O Mateus puxou essa parte de mim, tadinha da garota." - escuto a risada silenciosa de Melissa através da nossa conexão única, e me uno a ela, ambos reconhecendo a dinâmica peculiar que o nosso filho herdou de nós.
Mateus
"Por que a Estela não me deixou falar nada? Eu queria apresentá-la como minha namorada... Tudo no seu tempo." - pondero, precisando internalizar essa lição ou daria tudo errado.
Mateus: - Estela, essa daqui é a minha mãe, Melissa, e esse é o meu pai, Miguel... - os apresenta formalmente, embora eu já conhecesse os nomes. - O jantar já está pronto? - pergunta a Melissa, que assente com um aceno de cabeça.
Melissa: - Sim, só estávamos esperando por vocês. A Aurora saiu, então só somos nós quatro hoje... - nos levantamos e nos dirigimos à cozinha. Estela, por um momento, parece hesitar, ficando para trás. Nesse instante, percebo que o jantar está acontecendo por ela. Ultimamente, nossas refeições em casa têm sido escassas, restringindo-se às refeições na empresa, uma encenação para esconder a verdade de que meus pais têm deixado de se alimentar. A luta contra a fraqueza, uma consequência da situação em que me encontrava, já estava deixando meu corpo exausto. Cansado de vomitar e de resistir ao impulso de consumir sangue, percebia que a batalha contra minha própria natureza vampírica estava minando minhas forças. No entanto, todas essas dificuldades pareciam desaparecer quando o via. Em sua presença, eu me sentia descontroladamente perdido, como se uma tempestade interna tomasse conta de mim, desviando-me do controle racional que tentava manter.
Estela
Recebo uma mensagem de um número desconhecido e decido abri-la.
"Isso não vai ficar assim, Estela... Isso é uma ameaça!"
Guardo imediatamente meu telefone, sentindo um arrepio de medo percorrer minha espinha. Faço o possível para não demonstrar a ansiedade que se instala, mas ao encarar os olhares desconfiados ao meu redor, percebo que talvez não esteja conseguindo mascarar totalmente a inquietação que se apoderou de mim.
Melissa: - Aconteceu alguma coisa, Estela?
Estela: - Não, dona Melissa. - limpo a minha boca com o guardanapo e nego balançando a cabeça.
Melissa: - Pode me chamar só de Melissa. - ela me oferece um sorriso sincero, e só agora percebo que são muito jovens para terem dois filhos. Não parecem os pais convencionais. a dinâmica familiar deles é intrigante. Após o jantar, Mateus me leva até seu quarto e exibe sua coleção de carros. "Um homem desse ainda tem uma coleção de carros?" a incredulidade ao vê-los falava mais alto e eu não conseguia controlar a minha curiosidade em avaliá-los. Eram bonitos pelo menos.
Mateus: - Me conta um pouco de você, Estela... - peço e me deito na cama enquanto ela se senta na beirada, abaixando o olhar para as mãos. Observo como ela lida com o assunto delicado, parecendo seguir o exemplo de Dulce Maria ao enfrentar questões difíceis.
Estela: - M-minha mãe faleceu, meu pai enfrenta o alcoolismo, e isso já é do conhecimento de toda a escola, aliás... - me viro, encarando o garoto que parece ler a minha alma e estar atento a cada palavras que sai de minha boca. - Trabalho meio período, gosto de me divertir... - apesar da minha vida ser corrida e eu ter muitos problemas, gosto de sair, ler e assistir filmes, pelo menos esqueço enquanto estou imersa nessas atividades. - A-antes, eu costumava sair com a Yasmin, mas depois que ela me traiu, não tenho mais ninguém, exceto você, que está conversando comigo, e a sua família... - revelo com uma certa reserva, percebendo o quão vulnerável estou naquele momento, deixando transparecer para alguém tudo o que se passava e passou. Quando Mateus me abraça e esconde o rosto em meu pescoço, sinto-me como uma estátua. A presença dele mexe profundamente comigo, indo além do que eu esperava sentir.
Mateus: - Agora, você tem a mim, e esqueça a sua ex-amiga ingrata. Ela perdeu alguém maravilhoso. Vou te ajudar a tirar seu pai da bebida; sempre cumpro o que prometo. - ele se afasta, delicadamente colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha, e sorri afetuoso. As palavras dele são carregadas de compromisso. - Minha mãe costuma dizer que precisamos ter esperança e lutar por nossas conquistas. Minha conquista é você, Estela. Só tenho olhos para você, meu anjo de luz. - suas últimas palavras ressoam no ar, e não posso deixar de tremer os lábios. É uma expressão de carinho tão profundo, mas, ao mesmo tempo, a ideia de ser um "anjo de luz" me parece distante e inatingível. Eu, que sou tudo, menos isso. A vulnerabilidade toma conta de mim, e, por um momento, a luz que ele enxerga parece distante demais para ser minha realidade.
Estela: - Que brega, Mateus! Não tem outro apelido não? - pergunto, rindo. Sua boca se aproxima da minha orelha, causando-me arrepios pelo corpo.
Mateus: - Que tal, bebê? - balança a cabeça negando. - Vou te chamar de flor, gostou?
Estela: - Gostei, mas não me chame assim na frente dos outros.
Mateus: - Então você prefere que eu te chame assim quando estivermos a sós? - provoco, vendo suas orelhas ficarem vermelhas, um sinal de que a deixei envergonhada.
Estela: - Eu preciso voltar para casa... - mudo de assunto, buscando uma fuga.
Mateus: - Dorme aqui hoje.
Estela: - Não, Mateus. Ainda não aceitei o seu pedido, e meu pai já deve estar em casa.
Mateus: - Então eu te levo... - ela não diz nada, e pego sua mão. Descemos as escadas, e encontro meus pais se agarrando no sofá. Quando nos veem, se separam, e Estela desvia o olhar.
Melissa: - Desculpe-nos pela cena íntima... - Melissa, oferece um pedido de desculpas, reconhecendo a situação constrangedora com uma abordagem descontraída diante da exposição inadvertida. Miguel apenas observa a situação sem se preocupar conosco.
Mateus: - Até porque existe um lugar chamado quarto para isso, não é? - brinca, levantando uma das sobrancelhas, e aperto sua mão. Sua observação acrescenta humor à situação, fazendo referência ao óbvio enquanto mantém um tom descontraído. A dinâmica entre mãe e filho revela uma relação próxima e confortável, baseada em brincadeiras amigáveis.
Melissa: - E eu não te perguntei nada, seu enxerido! - ela apenas reage com sarcasmo. Eles estão à vontade com essas trocas de palavras espontâneas e diretas, o que me deixa constrangida.
Mateus: - Magoou o meu coração, mamãe. - ele toca o próprio coração de maneira dramática, e eu mordo os lábios para não rir. - Eu vou levar a Estela em casa.
Estela: - Tchau, Melissa e Miguel! - me despeço educadamente, encerrando a visita de maneira cortês.
Miguel: - Foi um prazer te conhecer, Estela.
Melissa: - Volte mais vezes e não esqueça de se prevenir, que esse daí é cabeça dura... - lanço um olhar feio para minha mãe, que não para de rir, e não sei onde enfiar a cara. Eles estão deixando Estela constrangida.
Mateus: - Mãe! - Grito e saio de casa, segurando a mão de Estela. - ao perceber o desconforto de Estela, decido intervir, chamando a atenção de minha mãe para encerrar a situação e deixar a casa. Segurar a mão de Estela simboliza meu apoio e a intenção de tirá-la do constrangimento.
Melissa: - Pirralho, eu só estava brincando.
Miguel: - Você também, está muito engraçadinha... - puxa a gola da minha camisa, dando-me um sorriso malicioso, e sei bem o que ele significa.
Melissa: - Eu vou te mostrar a engraçadinha... - me puxa, e saio andando junto com ela.
Miguel: - Melissa, meu amor, eu só estava brincando... - faço carinha de anjo, mas na verdade, quero que ela faça o que quiser comigo. Mas o que diz no momento seguinte, acaba com a minha alegria.
Melissa: - Já que você estava brincando, eu não vou fazer nada. Agora, se me der licença, estou indo para o meu quarto... - Melissa, me solta e sai correndo para o andar de baixo.
Miguel: - Eu vou te achar, sua diabinha!
✧
Mateus: - Me desculpe pelo que a minha mãe disse, ela às vezes passa dos limites. - entro no carro, e ele dá partida, ajudando-me a colocar o cinto de segurança.
Estela: - Não precisa se desculpar, eles são bem legais.
Mateus: - E muito. O Pedro e o Jeremias são mais doidos que eles.
Estela: - A sua família é toda assim, alegre?
Mateus: - Sim, mas por dentro existe solidão e um passado que eles querem esquecer. A minha mãe e o meu pai passaram por tantas coisas, a minha avó e o vovô, eles são os que mais sofreram... - guerras passadas deixam marcas profundas, por mais que estejam enterradas no passado.
Estela: - Você pode me contar um pouco das histórias de cada um?
Mateus: - Infelizmente não. O que eu posso te dizer é só isso... - ainda não está na hora de contar para ela. A Estela precisa confiar em mim primeiro. Chego em frente à casa dela e vejo um homem sentado no beiral da escada com uma garrafa de cerveja na mão. Seu olhar procura o meu com medo.
Estela
"Droga, por que meu pai tem que estar bebendo justo do lado de fora?"
Meus pensamentos se tornam tumultuados enquanto observo a figura conhecida do meu pai lá fora. A garrafa de cerveja em suas mãos parece enfatizar a complexidade das minhas emoções, criando uma mistura desconfortável de vergonha e frustração. A cena, por um lado, é familiar, mas neste momento, ela se torna um incômodo lembrete de desafios pessoais. O peso emocional se intensifica, e eu me sinto dividida entre a gratidão pela noite agradável com Mateus e a tristeza pela realidade complicada que meu pai representa.
Estela: - Então, muito obrigada pelo jantar... - a expressão de agradecimento sai de meus lábios, tentando manter uma atmosfera de normalidade, apesar da presença desconfortável de meu pai ali fora. Saio do carro, buscando uma fuga momentânea. - Não precisa, Mateus. - minha tentativa de minimizar o impacto da situação é ignorada por Mateus, que segue em frente e cumprimenta meu pai, que nos encara. A atmosfera tensa entre Mateus e meu pai é palpável, e eu me sinto como uma testemunha silenciosa de dois mundos colidindo.
Mateus: - Prazer, senhor. Eu me chamo Mateus Alencar, amigo de sua filha.
Paulo: - O prazer é meu, me chamo Paulo. Que bom que a minha filha está fazendo novos amigos, pois ela só tinha a Yasmin como amiga. - ele me cumprimenta, mas suas palavras saem meio emboladas devido ao álcool.
Estela: - Mateus, por favor, vá embora. - tento conter a sua invasão, preocupada com a situação delicada em que meu pai se encontra. No entanto, Mateus parece não ouvir meu apelo e persiste, abaixando-se para ficar na altura do meu pai.
Mateus: - O senhor já procurou ajuda para se livrar do álcool?
Paulo: - Ajuda pra que?? Nada cura a dor que eu estou sentindo aqui. - ele aponta para o peito, suas palavras carregadas de um peso emocional profundo.
Mateus: - Se quiser ajuda, eu posso ajudar. - ofereço-me de bom grado, consciente dos perigos do consumo excessivo de álcool. A preocupação com a saúde de Paulo é evidente em minhas palavras.
Paulo: - Muito obrigado, rapaz, mas o que eu realmente preciso é disso. - se levanta e entra na casa laranja, deixando claro que, neste momento, ele busca alívio nas garrafas.
Estela: - Era pra você ter ficado no carro. O meu pai não vai parar de beber nem se tratando. - começo a subir as escadas, mas ele puxa meu braço, colando-me ao seu corpo.
Mateus: - Você vai ver, o seu pai vai se curar, e eu vou ajudá-lo, Estela. - ela desvia o olhar do meu, e eu pego em seu queixo, fazendo seus olhos encontrarem os meus. - Eu vou fazer o seu pai se livrar da bebida. - se uma conversa não resolveu, imagina manda-lo para uma clinica de tratamento? Então eu apelaria para outro método. A Estela poderia me culpar mais tarde por fazer isso, mas agora nçao voltaria atrás da minha decisão.
Estela: - Eu acho que você está se entregando demais, Mateus. Nem somos... - sou interrompida com um beijo, e sinto os seus braços envolverem o meu corpo, apertando-o contra o seu. Enfio minhas mãos dentro de seu cabelo, dando espaço para a sua língua se entrelaçar à minha, formando uma dança entre nós. Sua boca desce lentamente em direção à minha clavícula, traçando beijos pelo meu corpo até chegar ao meu pescoço, onde pressiona seus dentes na minha carne sensível, puxando-a sem pudor. A dor é intensa, assim como o prazer que se forma em meu corpo. - Para, Mateus! - me debato contra os seus ombros, tentando empurrá-lo, e quando consigo, ele se afasta, virando-se, com medo de me encarar. Toco o lugar, sentindo a ardência tomar conta, e fecho os olhos para buscar o fôlego.
Mateus
"Droga, droga!"
As presas não voltam ao normal, e me sinto um idiota por pressionar as coisas. Estela disse que queria um tempo, e eu quase acabei estragando tudo... Ainda mais se ela me visse com a boca suja e as presas afiadas à mostra.
Mateus: - Me perdoe, Estela. Eu preciso ir agora. - saio antes que ela fale alguma coisa, entro no carro e dou partida para casa.
Estela
"O que aconteceu com o Mateus? E por que ele não quis se virar para mim?"
Fico por um momento encarando o vazio e entro dentro de casa ainda sentindo o calor dos lábios dele em minha boca. Ele me enfeitiça, e não sei como.
Mateus
Assim que chego em casa, subo direto para o meu quarto e pego uma bolsa de sangue. Bebo tudo de uma vez para ver se as presas voltam ao normal. Quase mordi a Estela, caralho! Tenho que tomar cuidado da próxima vez.... Sinto uma mistura de culpa e preocupação por ter ultrapassado meus limites. A Estela merece mais do que isso, e eu preciso controlar meus instintos para não colocá-la em perigo.
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Estela
Ao sair da escola, sinto uma coisa estranha rondar o meu corpo e quando olho para o lado, encontro o Mateus me acompanhando.
Estela: - AH! O que você está fazendo aqui?!
Mateus: - Vou te acompanhar até a sua casa, mi amor... - seu rosto cora e ela desvia o olhar. Não sei porque, mas sinto que há algo de errado com a Estela... Antes que ela dê mais um passo, suas mãos agarram a parede mais próxima, enquanto o seu corpo tremia e o seu rosto estava avermelhado, com as sobrancelhas franzidas.
Estela: - Me ajuda Mateus! - pego-a no colo, pegamos um táxi e o caminho todo a Estela se contorce de dor, me preocupando ainda mais.
Mateus: - Você está sentindo dor?
Estela: - Não, só é e-estranho, não sei como explicar isso... - mal consegue falar e desço do carro, pago o motorista e a tiro de dentro levando para dentro da mansão. Ela tentou protestar para que eu a colocasse no chão, mas ignorei os seus pedidos. - Você não está em condições de dizer nada Estela, só confie em mim. - abro a porta com um chute e encontro as minhas duas avós na sala.
Coloco a Estela no sofá e ela desmaia, se contorcendo de dor e o suor escorria pelo seu corpo, molhando os seus cabelos e roupas.
Mateus: - O que está acontecendo com a Estela?!
Cecília: - Não sabemos o que é... - deixo as duas examina-la e me afasto cruzando os meus braços. Isso não era normal.
Elizabeth: - É uma coisa muito estranha que ela está sentindo... - assinto, para que ela continue. a a Estela está ligada à magia.
Mateus: - Como?! Ela é apenas uma humana... - solto a pergunta surpreso e perplexo diante da ideia. Não senti qualquer sinal de magia vindo da Estela, e ela é uma simples mortal. "Como pode estar conectada à magia?, Como a minha presa pode ser um ser mágico, sem emanar sequer uma chama?"
Cecília: - Vou tentar me conectar com o passado dela, talvez eu possa encontrar alguma coisa. - acena com a sua mão irritado e fecho os meus olhos, adentrando sua mente, em busca de pistas. Surge diante de mim uma imagem da Estela pequena, numa cesta, em frente a uma casa. Uma mulher aperta a campainha, sai apressadamente e um casal aparece, pegando a cesta com hesitação antes de entrar na casa. Não há mais nada, exceto a visão fugaz da mulher misteriosa chorando num canto oculto, partindo sem deixar rastro. Abro os meus olhos recebendo um choque que interrompeu a busca, pois algo inexplicável me impedia de prosseguir.
Mateus: - Achou alguma coisa?
Cecília: - Não... - balança sua cabeça em negação e bagunço os meus cabelos, da mesma forma que minha mãe faz. Eu estava irritado comigo mesmo e por ela estar nesse estado lamentável, enquanto eu não podia fazer nada. Melissa me preparou para tudo, menos para uma situação como essa, quando você vê uma caça sua choramingando e tentando resistir aos infernos dentro de si. Era a mesma coisa, nas mãos de vampiros aproveitadores. Você morre e eles não deixam a pessoa em paz. - A Estela estava em um cesto, Mateus... Ela foi abandonada e entregue a outra família. Peço que não conte a ela. Vamos buscar informações dela, enquanto isso leve a menina para o quarto. A garota precisa descansar. - atraio sua atenção para mim, o tirando de seus pensamentos perturbadores e ele a pega, subindo as escadas.
Elizabeth: - Sei que não disse a verdade, Cecília. - nos sentamos no sofá, e ela suspira, revelando uma preocupação que vai além do que estamos percebendo.
Cecília: - Está certa, não queria preocupá-lo. A Estela tem uma ligação com a magia, só não sei como. Mas, alguma coisa está acontecendo no outro mundo para ela ficar assim... - suas palavras carregam uma ponta de incerteza, uma inquietação diante do desconhecido que paira sobre nós.
Elizabeth: - Acho que a mãe da Estela deve estar na Vila das Sombras para ela ficar assim. Um conflito entre as duas vilas deve estar acontecendo... - ela olha para o horizonte, como se pudesse visualizar o que está além do alcance dos olhos, e suas palavras revelam uma apreensão profunda.
Cecília: - Espero que nada aconteça com eles e nem com a vila... - um desejo sussurrado, carregado de preocupação, ecoa em minhas palavras. Não poderia acontecer outra guerra, ou esse mundo acabaria em pedaços, assim como no passado.
Lembro-me das ruínas e destroços deixados para trás, vestígios de uma matança que se tornou uma cicatriz na história. A sede de poder, a vingança e o rancor contra os vampiros e bruxas desencadearam uma guerra que consumiu tudo em seu caminho. Até mesmo aqueles que não se envolveram diretamente na luta pagaram o preço, vítimas de uma violência desmedida. A exclusão e o medo marcaram aqueles tempos sombrios, fazendo com que os outros seres temessem e evitassem qualquer associação conosco. Não podemos permitir que o passado se repita e é por isso que qualquer deslize pode se tornar em uma tragédia.