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Meu Amor, Minha Ruína

Meu Amor, Minha Ruína

Autor:: Littlechipsmore13
Gênero: Romance
Hoje era nosso aniversário de casamento, e eu esperava meu marido, Pedro, com uma surpresa: nosso bebê. Mas, ao invés de reencontrá-lo, o que vi virou meu mundo do avesso: Gabriela, seu primeiro amor, saindo do carro dele, sorrindo e se aninhando em seus braços. Ele a trouxe para nossa casa, para nossa festa de aniversário, e me tratou como uma empregada, pedindo que eu servisse a mulher que ele amava. Eu suportei anos de abandono, um casamento por "acordo" com a ilusão tola de que ele me amaria um dia. E agora, o homem que eu amei cegamente a vida toda escolhia outra, mesmo depois de eu ter perdido a única coisa que me restava, o nosso filho, por conta das armações e obsessão dela. Será que havia um limite para a dor, para a cegueira de um homem? Será que o perdão, a lealdade e o amor incondicional não valiam nada? Basta. Chega de sofrer, chega de implorar por um amor que nunca existiu. A partir de hoje, eu sou Sofia, e vou lutar pela minha liberdade.

Introdução

Hoje era nosso aniversário de casamento, e eu esperava meu marido, Pedro, com uma surpresa: nosso bebê.

Mas, ao invés de reencontrá-lo, o que vi virou meu mundo do avesso: Gabriela, seu primeiro amor, saindo do carro dele, sorrindo e se aninhando em seus braços.

Ele a trouxe para nossa casa, para nossa festa de aniversário, e me tratou como uma empregada, pedindo que eu servisse a mulher que ele amava.

Eu suportei anos de abandono, um casamento por "acordo" com a ilusão tola de que ele me amaria um dia.

E agora, o homem que eu amei cegamente a vida toda escolhia outra, mesmo depois de eu ter perdido a única coisa que me restava, o nosso filho, por conta das armações e obsessão dela.

Será que havia um limite para a dor, para a cegueira de um homem? Será que o perdão, a lealdade e o amor incondicional não valiam nada?

Basta. Chega de sofrer, chega de implorar por um amor que nunca existiu.

A partir de hoje, eu sou Sofia, e vou lutar pela minha liberdade.

Capítulo 1

Hoje era nosso aniversário de casamento.

Eu estava sentada sozinha na sala de estar, a casa grande e vazia parecia engolir o som da minha respiração.

A mesa de jantar estava posta para dois, com os pratos que Pedro mais gostava e uma garrafa do seu vinho favorito, mas ele ainda não tinha chegado.

Na minha mão, eu segurava um pequeno objeto de plástico, um teste de gravidez.

Duas linhas vermelhas bem nítidas.

Um bebê. Nosso bebê.

Eu deveria estar feliz, pulando de alegria, mas meu coração estava pesado, uma ansiedade fria se espalhando pelo meu peito.

Eu olhei para o relógio na parede, os ponteiros se moviam devagar, cada segundo uma tortura.

Finalmente, ouvi o som de um carro se aproximando e meu coração deu um salto.

Corri para a janela, esperando ver o carro de Pedro, mas o que vi fez meu mundo parar.

Era ele, sim, mas não estava sozinho.

Gabriela, seu primeiro amor, estava com ele.

Ela saiu do carro, com uma aparência frágil, e se apoiou nele. Pedro a segurou com um cuidado que eu não via há muito tempo, sua mão envolvendo a cintura dela com uma familiaridade dolorosa.

Eles estavam rindo, a cabeça dela encostada no ombro dele, uma cena de intimidade que rasgou meu peito.

Eles não entraram em casa, apenas ficaram ali, sob a luz fraca da varanda, conversando baixo.

Minha mão, que estava protetoramente sobre minha barriga, se afastou lentamente.

Naquele momento, enquanto eu os observava do escuro da sala, a decisão se formou na minha mente, clara e afiada.

Acabou.

Eu ia me divorciar de Pedro.

Tudo começou há três anos.

Eu amava Pedro desde que me entendia por gente, desde que a avó dele, a Sra. Maria, me acolheu em sua casa depois que meus pais morreram.

Eu cresci ao lado dele, mas ele nunca me viu de verdade, seus olhos sempre estiveram em Gabriela.

Eles eram o casal perfeito, o amor de juventude que todos admiravam.

Quando a avó dele ficou doente, seu último desejo foi nos ver casados.

Pedro, para agradá-la, concordou.

Nós nos casamos sob um acordo, um contrato. Ele me daria uma vida de luxo, e eu seria a Sra. Patterson que a avó dele tanto queria.

Eu aceitei, nutrindo a esperança tola de que, com o tempo, ele pudesse me amar.

E por um breve período, pareceu que meu sonho poderia se tornar realidade, especialmente depois que Gabriela se casou com outro e se mudou para longe.

Mas a paz durou pouco.

Há seis meses, Gabriela voltou.

Divorciada, sozinha e, aparentemente, com o objetivo de reconquistar o que havia deixado para trás.

A volta dela foi como uma tempestade silenciosa, que começou com telefonemas esporádicos e logo se transformou em encontros "casuais".

Pedro começou a chegar tarde, o cheiro de um perfume feminino que não era o meu impregnado em suas roupas.

Ele se tornou distante, frio, e a esperança que eu alimentava começou a morrer, pouco a pouco.

Eu tentei ignorar, tentei acreditar nas desculpas dele, mas a verdade era um soco no estômago cada vez que eu o via olhar para o celular com um sorriso que não era para mim.

E agora, no nosso aniversário, ele trazia a prova final da sua traição para a porta da nossa casa.

Eu me afastei da janela, meu corpo tremendo.

A surpresa que eu tinha planejado, o teste de gravidez que eu tinha escondido em uma caixinha de veludo, agora parecia uma piada cruel.

A porta da frente se abriu.

Pedro entrou sozinho, um sorriso forçado no rosto.

"Sofia, desculpe o atraso. Tive um imprevisto no trabalho."

A mentira era tão óbvia que me deu náuseas.

Ele se aproximou para me beijar, mas eu virei o rosto.

"O que foi?" ele perguntou, a irritação já aparecendo em sua voz.

Foi então que Gabriela apareceu na porta, um sorriso tímido nos lábios.

"Pedro, esqueci minha bolsa no carro," ela disse com uma voz doce e indefesa.

Ela me olhou, seus olhos brilhando com um triunfo mal disfarçado.

"Ah, Sofia, você está aí. Desculpe, não queria atrapalhar. O Pedro só estava me dando uma carona, meu carro quebrou."

A desculpa era fraca, patética.

Eu olhei de Pedro para ela, e depois para a mesa de jantar que eu tinha preparado com tanto cuidado.

A raiva e a dor se misturaram dentro de mim.

Escondi o teste de gravidez no bolso do meu vestido, a decisão mais firme do que nunca.

"Não está atrapalhando nada, Gabriela," eu disse, minha voz surpreendentemente calma. "Na verdade, acho que vocês dois têm muito o que conversar."

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Capítulo 2

Pedro olhou para mim, confuso. "Sofia, do que você está falando?"

Gabriela, por outro lado, entendeu perfeitamente. Ela deu um passo para dentro da casa, olhando ao redor com um ar de quem avalia a propriedade.

"Que casa linda, Pedro. Você tem bom gosto," ela disse, ignorando completamente a minha presença. "Lembro de quando éramos jovens e sonhávamos em morar numa casa assim."

Aquelas palavras foram uma provocação direta.

Ela estava me lembrando que ela veio primeiro, que ela sempre seria a dona das memórias e dos sonhos dele.

Eu senti meu sangue ferver.

"Obrigada," eu respondi, forçando um sorriso. "Eu que decorei."

Gabriela me lançou um olhar de desprezo disfarçado. "Ah, é? Interessante. Pedro sempre odiou esse estilo mais... clássico."

"As pessoas mudam, Gabriela," eu disse, olhando diretamente para Pedro, que desviava o olhar, desconfortável.

De repente, Gabriela levou a mão à testa, cambaleando um pouco.

"Ai, minha cabeça. Acho que minha pressão caiu."

Instantaneamente, Pedro estava ao lado dela, todo preocupação. Ele a amparou, seu rosto contorcido de ansiedade.

"Você está bem? Vem, senta aqui."

Ele a guiou até o sofá, o mesmo sofá onde eu estava sentada minutos antes, pensando no nosso futuro. Ele a colocou ali com uma delicadeza que eu nunca tinha recebido. Ele a tratou como se ela fosse feita de um material precioso e frágil.

Meu coração doeu.

Aquele homem, meu marido, só era gentil com outra mulher. Para mim, só sobrava a frieza e a indiferença.

"Sofia," Pedro me chamou, sua voz autoritária. "Vá buscar um copo de água com açúcar para a Gabriela."

Eu fiquei parada, incrédula.

Ele estava me dando uma ordem, como se eu fosse uma empregada, para servir a mulher com quem ele estava me traindo.

"Eu não vou," eu disse, minha voz firme.

Pedro franziu a testa, chocado com a minha recusa. "O que você disse?"

"Eu disse que não vou," repeti, cruzando os braços. "Eu também não estou me sentindo bem."

Era verdade. A náusea da gravidez, misturada com a raiva e a dor, estava me deixando tonta.

Pedro me olhou com desprezo. "Não comece com seu drama, Sofia. Gabriela está passando mal de verdade. Não vê que ela está pálida?"

"E eu estou mentindo?" eu retruquei, a voz subindo um tom. Eu podia sentir o pequeno objeto de plástico no meu bolso, uma prova silenciosa da minha condição.

"Francamente, eu não me importo," ele disse, sua paciência se esgotando. "Nós tínhamos um acordo, lembra? Você seria minha esposa, cuidaria da casa, me apoiaria. E isso inclui ser uma boa anfitriã para os meus... convidados."

A palavra "convidados" soou como um insulto.

O acordo. Ele ousava usar nosso acordo de casamento contra mim naquele momento. Um acordo que eu aceitei na esperança de que o amor florescesse, não para que eu me tornasse a serva de sua amante.

A última gota de esperança que restava em mim se evaporou.

Eu ri, um som amargo e sem alegria. "O acordo, Pedro? Você quer falar sobre o acordo?"

Meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu me recusei a deixá-las cair na frente deles.

"Tudo bem," eu disse, a voz agora fria como gelo. "Você tem razão. O acordo acabou."

Eu tirei a mão de dentro do bolso, mas não mostrei o teste. Não mais. Ele não merecia saber. Este bebê seria só meu.

Eu me virei, caminhando em direção à escada.

"Onde você vai?" Pedro gritou.

"Embora," eu respondi sem olhar para trás. "Vou pegar minhas coisas. Quero o divórcio."

Subi os degraus, cada passo uma confirmação da minha decisão. Eu podia ouvir Pedro me chamando, sua voz uma mistura de raiva e confusão, mas eu não parei.

No quarto, peguei uma mala e comecei a jogar minhas roupas dentro dela, sem me importar em dobrá-las. Minhas mãos tremiam, mas minha mente estava clara.

Era o fim.

E, pela primeira vez em muito tempo, eu senti um vislumbre de liberdade.

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