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Meu CEO mandão

Meu CEO mandão

Autor:: Symon Diller
Gênero: Moderno
Durante os dois anos de casamento, Brian, o marido de Rosalynn, nunca havia pisado em casa para ver sua "esposa feia", enquanto vivia cercado de escândalos com celebridades. Por fim, Rosalynn cansou-se e decidiu libertá-lo, para que cada um pudesse seguir seu próprio caminho. Porém, depois do divórcio... Brian notou que uma designer de sua empresa era extremamente cativante. Com paciência, começou a coletar as informações dela, até que um dia descobriu sua verdadeira identidade. E então... ele se arrependeu.

Capítulo 1 Ela quer se divorciar

Em uma noite tranquila de verão em Wragos, Rosalynn Fuller estava sentada no sofá de casa, lendo notícias no celular.

"Brian Hughes, CEO do Grupo Hughes, compareceu a um evento social com a famosa atriz Eleanor Hilton. Posteriormente, eles foram para um hotel e passaram a noite juntos. Fotos íntimas dos dois foram divulgadas..."

A notícia estava entre os assuntos mais comentados e se espalhou pela internet como um rastro de pólvora.

Rosalynn empurrou os óculos de armação preta contra a ponte do nariz e observou as fotos publicadas no artigo, o rosto inexpressivo.

As imagens estavam borradas, mas era possível identificar a silhueta de um homem e uma mulher se beijando perto da janela.

O homem, Brian Hughes, não era ninguém menos que seu marido, o herdeiro da família mais rica e influente da cidade.

Era também um homem poderoso que controlava a economia de toda a cidade.

Por mais absurdo que pudesse parecer para a maioria das pessoas, Brian nunca havia pisado na casa deles desde que se casaram, há dois anos.

Na verdade, ele nem sequer apareceu quando o casamento foi registrado.

Em vez disso, enviou seu advogado para representá-lo, realizando todo o processo por procuração.

Desde o início, Rosalynn sabia que Brian era contra essa união.

O único motivo pelo qual ele havia cedido foi sua avó, Debora Hughes.

Por uma ironia do destino, o avô de Rosalynn havia salvado a vida de Debora. Quando ela expressou seu desejo de retribuir o favor, ele pediu corajosamente que o neto dela se casasse com a neta dele, na expectativa de lhe proporcionar uma vida confortável e despreocupada.

No início, Rosalynn ainda nutria alguma esperança pelo casamento, mas nos últimos dois anos, Brian foi constantemente visto com várias atrizes. Isso foi o suficiente para decepcioná-la e acabar com suas ilusões ingênuas.

Com os lábios cerrados ao terminar de ler o artigo, ela foi até sua lista de contatos, procurou o número de Brian e ligou para ele.

Era a primeira vez que ligava para Brian.

Logo, a ligação foi atendida.

"Alô, é a Rosalynn."

"Rosalynn? Que Rosalynn?", perguntou Brian, com uma voz profunda e suave. Embora seu tom fosse inegavelmente frio, ouvi-lo era bastante agradável.

Mas suas palavras eram outra história. Rosalynn sorriu com desdém e apertou o celular com força.

Ele nem se lembrava do nome da própria esposa.

"Sou sua esposa. Pelo menos no papel."

"Ah... O que quer?", perguntou Brian, em um tom ainda mais frio.

"Quero o divórcio", respondeu Rosalynn, empurrando os óculos no rosto.

Houve um momento de silêncio.

"Tem certeza?", Brian finalmente perguntou.

"Claro que sim."

"O que quer de pensão? Pode pedir o que for."

"Não precisa. Não me importo com seu dinheiro e também não faço questão de dividir meu marido com outras. Já preparei e assinei o acordo de divórcio. Estou indo embora sem nada."

Rosalynn falou rapidamente, sem nem parar para respirar. Assim que terminou de falar, ela desligou.

Embora estivessem unidos pela lei, eram como estranhos.

Como o casamento era a única coisa que os unia, poderiam muito bem se livrar dele. A partir de agora, não teriam mais nada a ver um com o outro.

Rosalynn subiu as escadas com passos pesados e arrancou os óculos do rosto, revelando suas bochechas macias e rosadas e seus traços delicados.

Arrumou seus pertences em uma única mala, desceu para a sala, deixou o acordo de divórcio sobre a mesa de centro e saiu da mansão sem olhar para trás.

No Grupo Hughes, o escritório do CEO estava iluminado por uma luz amarela e acolhedora.

Brian estava sentado atrás de sua mesa, usando uma camisa branca simples e calças pretas sociais.

Ele olhava para o celular, com os lábios curvados em desdém.

Finalmente, sua tal esposa não aguentara mais o insulto de sua ausência e pedira o divórcio.

Bateram na porta e seu assistente, Edwin Byrd, entrou na sala.

"Senhor Hughes, está quase na hora da sua reunião com o Senhor Foster."

Brian assentiu e se levantou, pegando o paletó no encosto da cadeira.

"Edwin, remova todos os trending topics da internet relacionados a mim. E peça ao meu advogado para pegar o acordo de divórcio que minha esposa deixou na mansão."

Ao receber as ordens do chefe, Edwin se animou.

Ele sabia melhor do que ninguém que Brian nunca havia saído com nenhuma mulher durante todo esse tempo. Todos aqueles escândalos foram criados propositalmente para desmoralizá-lo e forçar sua esposa a pedir o divórcio. Parecia que ele finalmente havia alcançado seu objetivo.

Enquanto isso, Rosalynn pegou um táxi para o apartamento que havia comprado para si.

Ficava em um ponto privilegiado do centro da cidade, e sua unidade tinha três quartos e duas salas de estar.

O local estava totalmente mobiliado, e o prédio contava com o sistema de segurança mais avançado.

Rosalynn guardou a mala e caminhou em passos leves até as janelas francesas. Olhou para a noite, com as ruas abaixo salpicadas pelas luzes brilhantes da cidade. Pegou o celular e ligou para sua melhor amiga.

"Karina, estou me divorciando."

"O quê? É sério, Rosalynn? Finalmente! Que ótima notícia! Você está solteira de novo, parabéns! Deveríamos sair para comemorar sua nova liberdade!"

"Claro."

Capítulo 2 Uma noite de sexo após o divórcio

Meia hora depois, Rosalynn chegou ao Clube Royarid.

Conhecido como a casa noturna mais famosa de Wragos, era um local de encontro popular entre os ricos e poderosos.

Uma música ensurdecedora tocava no primeiro andar, onde as pessoas se entregavam à dança sob as luzes deslumbrantes, com os corpos suados balançando ao ritmo estrondoso da música.

Rosalynn subiu para o segundo andar, e seus saltos altos batiam no chão de azulejos a cada passo. Indo até uma mesa com vista para a pista de dança, ela cutucou a mulher que estava sentada lá.

"Karina."

Karina Glyn, sua melhor amiga, era uma mulher bonita de rosto meigo e personalidade encantadora.

"Finalmente você chegou, querida! Vem me dar um beijo!"

Karina a puxou para um abraço caloroso e deu um beijo sonoro na bochecha dela.

Rosalynn caiu na gargalhada, achando graça da amiga, antes de se afastar e pegar uma taça de vinho.

"Aquele seu marido deve ser um idiota! Como ele pôde ignorar uma mulher tão linda e talentosa como você e sair com todas aquelas mulheres bregas que têm rostos idênticos?", reclamou Karina enquanto brindava com Rosalynn.

Após tomar um gole de sua bebida, Rosalynn sorriu. "Ele é um idiota mesmo."

Até onde ela sabia, Brian provavelmente a considerava uma mulher ignorante e sem sofisticação.

Ele não fazia ideia do que estava perdendo.

"Humpf! Vamos esquecer esse cafajeste! Não é como se te faltassem admiradores!", exclamou Karina, abraçando a amiga novamente e dando uma risadinha. "Você está divorciada agora, mas ainda não dormiu com um homem. Tenho certeza de que iriam rir de você se soubessem disso. Agora, se considere uma sortuda, porque conheço uma lista inteira de homens bonitos. Que tipo de homem você gosta, me diga? Vou te apresentar alguém esta noite."

Rosalynn olhou para a amiga boquiaberta, perplexa e sem palavras.

Por que Karina estava tão preocupada com sua vida sexual?

"Sinto muito, mas não estou interessada. A partir de agora, vou me concentrar somente na minha carreira, e em mais nada. Vamos beber e aproveitar a noite."

"Tudo bem, tudo bem, faça como quiser. Bom, dizem que as mulheres de carreira são as mais atraentes hoje em dia. Não se preocupe, Rosalynn. Você e eu podemos nos fazer companhia até ficarmos velhas e cheias de rugas."

"Ah, por favor, me poupe! Não quero que sua inevitável fila de amantes me coloque como alvo!"

As duas amigas se entreolharam e caíram na gargalhada.

Elas passaram mais ou menos a hora seguinte bebendo e colocando o papo em dia e, quando se deram conta, já haviam bebido demais.

Karina convenceu Rosalynn a ir com ela para a pista de dança, mas Rosalynn precisava usar o banheiro, então deixou que a amiga fosse na frente.

Para sua frustração, havia uma placa na porta do banheiro informando que estava em manutenção. Diante disso, Rosalynn não teve outra opção a não ser subir e tentar usar o do terceiro andar.

No terceiro andar havia apenas salas particulares, reservadas para clientes VIP.

Como era de se imaginar, o local era mais luxuoso do que o restante do clube. O piso de madeira estava coberto por um tapete grosso e suntuoso que abafava os passos dela.

A essa altura, sua cabeça já estava latejando por causa do álcool e logo sua visão ficou turva. Antes que ela se desse conta, suas pernas ficaram bambas e ela começou a cambalear.

De repente, ela desabou contra a porta de uma das salas privativas. Com o impacto, a porta se abriu e ela caiu lá dentro.

O ambiente estava escuro e silencioso; só se ouvia o som fraco de água corrente vindo do quarto.

Reunindo o pouco de lucidez que lhe restava, Rosalynn se levantou do chão e foi em direção à porta.

De repente, a porta do quarto se abriu e um homem saiu, agarrando-a por trás e prendendo-a contra a parede.

"Quem é você? Como ousa tentar armar para cima de mim?"

Sua voz estava carregada de fúria, mas também de um forte desejo.

Quando Rosalynn foi pressionada contra a parede, um pouco de lucidez voltou e seus sentidos se aguçaram instantaneamente.

Esse homem era Brian!

"Não fiz nada disso!"

"Se não fez, como conseguiu entrar aqui?"

No escuro, a respiração de Brian estava pesada e ofegante, como se ele estivesse lutando para conter as próprias emoções.

"Eu... só entrei na sala errada. Me solte... Hum..."

No instante seguinte, Rosalynn sentiu que ele a beijava, e seus olhos se arregalaram de choque. Ela tentou afastá-lo, debatendo-se violentamente contra o peito dele.

"Me ajude só desta vez. Prometo que vou te recompensar."

Ao ouvir as palavras dele, Rosalynn lentamente parou de lutar.

De todas as brincadeiras cruéis do mundo, ela nunca havia imaginado que iria dormir com Brian no mesmo dia em que haviam decidido se divorciar.

Rosalynn acordou com o corpo todo dolorido. Isso era de se esperar, depois da noite agitada e louca que ela havia acabado de passar.

A cortina se balançava levemente enquanto uma brisa suave entrava pela janela. Um fino raio de sol da manhã iluminava o quarto e caía sobre o rosto adormecido de Brian, que estava tão bonito e tranquilo.

Rosalynn o encarou por alguns segundos antes de sair da cama, se encolhendo a cada movimento, sentindo os músculos protestarem.

Ela havia feito sexo com o homem poucas horas depois de ter pedido o divórcio.

Levando em conta o temperamento de Brian, ele certamente presumiria que tudo isso fazia parte de um plano para mantê-lo preso a ela.

Ela nunca faria algo tão repugnante e odiaria que ele pensasse isso dela.

Rangendo os dentes de dor, Rosalynn vestiu suas roupas o mais rápido que pôde e saiu do quarto em silêncio.

No momento seguinte, a porta do quarto do outro lado do corredor se abriu.

Capítulo 3 Foi você

Com uma expressão sombria, Eleanor Hilton olhou para os dois lados do corredor e, em seguida, apertou o casaco em volta de si ao sair às pressas do quarto.

Para garantir sua participação em um próximo programa, seu agente a levara para jantar com vários peixes-grandes da indústria do entretenimento.

Em algum momento da refeição, ela começou a se sentir tonta.

Quando acordou, encontrava-se na cama do diretor.

Só de pensar em tudo isso, ela tremia de indignação. Fora descuidada e acabara caindo em uma das armadilhas mais perigosas do meio.

Fechando os olhos, Eleanor respirou fundo. Ela se consolou ao saber que essa era uma situação comum no meio artístico.

Se quisesse o papel principal, teria que engolir o orgulho e suportar a humilhação.

No fundo, Eleanor ainda estava em um turbilhão de emoções. O diretor a torturara durante toda a noite, e ela estava com o corpo todo dolorido. Como era de se imaginar, ela perdeu o equilíbrio alguns segundos depois e não conseguiu se segurar em nada antes que fosse tarde demais.

Bum! Ela se chocou contra a porta do quarto em frente ao do diretor.

Respirando fundo para se recompor, Eleanor se levantou com cuidado. Ela arrumou as roupas como pôde e estava prestes a sair quando a porta contra a qual acabara de se chocar se abriu.

Brian estava parado ali, usando apenas um roupão branco e macio, seus olhos frios brilhando.

O olhar penetrante dele fez o coração de Eleanor disparar e, por alguma razão inexplicável, ela sentiu uma pontada de culpa.

"Bom dia, senhor Hughes."

Não fazia nem uma semana que as notícias sobre ela e Brian estavam em alta por toda a internet.

Havia inúmeras especulações sobre o relacionamento deles, com o consenso de que ela era a nova namorada de Brian.

No entanto, Eleanor sabia que tudo isso era graças ao seu agente, que vinha divulgando notícias falsas aos tabloides para aumentar sua popularidade.

Na verdade, Brian sempre fora frio e distante com ela.

Por alguma razão desconhecida, ele não tomara nenhuma atitude para esclarecer os rumores.

"Você estava no meu quarto ontem à noite?", perguntou Brian, olhando para a mulher à sua frente. Seus olhos se estreitaram ao se desviarem para os chupões no pescoço dela.

Na verdade, ele já estava acordado quando a mulher saiu de sua cama.

Mas ela fora tão rápida e decidida em seus movimentos que ele mal teve tempo de perceber sua intenção, muito menos de impedi-la.

Quando Brian voltou a si, ela já havia ido embora. Agora, não havia mais ninguém no corredor, exceto a atriz.

Só podia ter sido ela, não é?

Eleanor ficou paralisada, piscando para o rosto bonito de Brian enquanto sua mente trabalhava a mil.

Talvez Brian tivesse dormido com alguém na noite passada, mas não fazia ideia de quem era.

"Eu..."

"Entre primeiro."

Brian se lembrou da nítida mancha de sangue em seus lençóis e suavizou o tom.

Eleanor fez o possível para não pular de alegria, mas conteve seus sentimentos e o seguiu timidamente para dentro do quarto.

"Ontem à noite, você disse que entrou no quarto errado."

Brian se sentou no sofá e lançou um olhar casual para Eleanor.

Sua lembrança da noite anterior estava um pouco confusa, mas o que ele se lembrava claramente era que a mulher era virgem.

Se não foi ela quem o drogou, então isso significava que ela era tão vítima da armação quanto ele.

"Isso mesmo. Eu tinha um compromisso com o diretor, John Cohen, para uma audição. Foi por acaso que entrei no seu quarto."

Eleanor baixou os olhos para esconder sua empolgação.

Brian ficou em silêncio por um tempo antes de perguntar: "Que tipo de compensação você quer?"

Eleanor ergueu a cabeça, surpresa. "Não, obrigada. Somos adultos e não pretendo levar o que aconteceu na noite passada para o lado pessoal."

Brian era praticamente o homem mais poderoso da cidade, o tipo de pessoa que conseguia tudo o que queria.

Para alguém como ele, que sem dúvida já havia dormido com uma infinidade de mulheres, uma noite com uma estranha realmente significava alguma coisa?

Se ela pedisse qualquer tipo de compensação, ele provavelmente pensaria mal dela.

"Você é da Starine Entertainment, não é? Que tal isso? Vou providenciar para que você receba os melhores recursos e os projetos mais promissores. Vou te transformar em uma celebridade de primeira linha em um ano", ofereceu Brian com indiferença.

Dessa vez, Eleanor não conseguiu esconder o brilho em seus olhos.

Mesmo assim, ela manteve a compostura. "Obrigada, senhor."

"Pode ir agora."

Ela permaneceu calma o tempo todo, e Brian não pôde deixar de admirá-la por isso.

"Tudo bem."

Eleanor cerrou os lábios para não sorrir de orelha a orelha. Em seguida, virou-se e foi em direção à porta.

"Espere!", Brian a chamou. Eleanor prendeu a respiração.

Ela se virou lentamente e encontrou Brian segurando um belo pingente de jade. Ele o havia encontrado no chão mais cedo, do outro lado da cama.

"Isto é seu?"

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