Theodore
Eu olho, mas não consigo acreditar no que vejo, é impossível que seja real, só pode ser uma alucinação.
No entanto, a marca está bem ali no mesmo local do corpo, nítida e clara, como um dia a minha também foi, e como a de meu pai e avô ainda são. Não sou capaz de desviar o olhar e por mais que eu tente, não consigo compreender como isso é possível.
Como pode o garoto ter uma marca idêntica a marca de nascença de minha família?
Existe apenas uma explicação que faz sentido nesse momento e que justifique o porquê de ele ter a minha marca, bem como a razão dessa ligação tão forte que tenho com o baixinho.
Eu sou o seu pai legítimo.
Essa constatação me enche de alegria, pois o amo demais, desde a primeira vez que o vi, é como se ele fosse parte de mim. E agora vejo que realmente é. O meu sangue corre em suas veias.
Minha alegria, logo dá lugar à dúvida, e com ela a aflição ao perceber que posso ter sido enganado esse tempo todo. Se for assim, como ela foi capaz de algo tão cruel e sórdido?
Não... não é possível, eu vi a verdade em seus olhos quando me contou sua história, e por isso, tenho toda certeza do mundo que não mentiu para mim, e que jamais seria capaz de tal coisa.
Mas será que ela ao menos suspeita da verdade? E se suspeitar, por que nunca se abriu comigo e me deixou saber dessa possibilidade?
O que deu errado lá atrás que me impediu de estar ao lado de meu filho desde o início de sua vida? Qual a explicação para tudo isso?
Só existe uma pessoa que pode esclarecer tudo e é atrás dela que irei.
Beatrice
Olho animada para o portão de embarque, feliz por finalmente ter chegado a minha tão sonhada viagem.
Em novembro comemorei meus 21 anos e de presente ganhei uma viagem para as Bahamas. Serão seis dias naquele paraíso, onde poderei mergulhar muito, algo que sempre amei. Por ter direito a um acompanhante, escolhi minha prima, Giulia. Nós sempre fomos grudadas, já que sou apenas um mês mais nova que ela. Embora nos últimos anos estive mais conectada com seu irmão Matteo, por ser um bom parceiro de balada e gostar de farra assim como eu, enquanto Lia já está namorando Aidan há uns 6 anos.
– "Atenção passageiros do voo 2985 da United Airlines com destino a Nassau, embarque imediato no portão cinco." – Fala a voz metálica no alto falante.
Dou um último abraço em minha mãe e meu pai e vejo que Lia está fazendo o mesmo.
- Vocês duas tenham juízo. - Ouço pela centésima vez.
- Sempre tenho, Babbo .
- Eu te conheço Principessa, sei bem como é. Você deveria ser como a Lia, bem sossegada.
Acho que por isso meu pai ficou tão feliz que a escolhi em vez do Matt, ele sabe que com meu primo lá, iria ser apenas farra. Mas quis a Lia para ter um pouco de tranquilidade e descanso.
- Babbo, por que não disse antes? Prometo que assim que eu voltar de viagem, irei arrumar um namorado para dormir lá em casa e namorar igual dois coelhos.
- BEATRICE.
Olho para a Lia e vejo que ela está igual um pimentão em uma mistura de vergonha e raiva. Nossas mães estão rindo muito e eu estou igual. Pego na mão de Lia e seguimos juntas para o portão de embarque.
- Você me paga sua traíra. - Lia dá um tapa em meu braço.
- Ei, não vou ficar como a safada da família, sendo que é você quem transa todo dia.
- Então arrume um namorado.
Prefiro não a responder, sei que Lia é feliz em seu namoro, mas não sou assim, quero curtir minha juventude sem estar presa a ninguém.
Após estar acomodada na poltrona da primeira classe, me dou conta de que nos próximos seis dias seremos só nós duas nos divertindo.
(...)
Depois de quase oito horas de voo, me sinto exausta. Nós pegamos um táxi e seguimos direto para a Paradise Island, pois iremos passar esses dias no Resort Paradise Campion.
Meu pai vira e mexe, apronta das suas, e desta vez reservou apenas um quarto com uma cama de casal para nós duas. Ele não aceita o fato que sou mulher e gosto de sexo sem compromisso e isso já causou algumas brigas entre nós dois. Eu sei que Filippo fez isso na intenção de impedir que eu levasse algum homem para meu quarto durante a viagem.
Todavia, nada irá diminuir minha felicidade hoje. Vou até a janela e a abro, tendo uma linda vista do oceano, que parece chamar por mim. Com um enorme sorriso no rosto, tenho a certeza de que as melhores férias da minha vida vão começar.
🌜💙🌝💙🌛
Já é fim de tarde no sábado, os dias passaram rápido demais para o meu gosto, por mim ficaria muito mais tempo aqui, esse lugar é definitivamente um paraíso.
No entanto, ao contrário de mim, a Lia está ansiosa para ir embora, mesmo sem que ela fale, sei que está louca para rever o Aidan, faz 15 dias que os dois estão longe, desde que ele foi passar as festas com a família em Nashville. Ela não foi junto, pois tem uma regra rígida de nunca passar o Natal longe dos pais.
Durante esses dias, nós exploramos ao máximo esse lugar. O Paradise oferece diversas atrações para os hóspedes, e às vezes nem precisamos sair no resort para nos divertir. Nós só vamos para o quarto dormir e mesmo assim, por pouco tempo.
Mais de uma vez nós fomos nadar com golfinhos, que são criaturas muito amáveis, e até tiramos fotos os beijando. Também saímos para explorar o lugar, que é lindo demais, embora nada se compare a beleza que foi mergulhar e conhecer as cavernas submersas.
Hoje a Lia disse estar cansada e insistiu para ficarmos deitadas à beira da piscina exclusiva para os hóspedes do Aaru e assim conseguir um lindo bronzeado antes de ir embora.
Um grupo de meninas passa conversando animadas sobre o show de amanhã, ao que parece, planejando um modo de descobrir em que hotel os cantores estão. Justo esse ano, o resort preparou uma festa especial de fim de ano, que contará com um show do BTS e uma gloriosa queima de fogos à meia-noite. Eu, sinceramente, não entendo o alvoroço em torno desses rapazes, para mim as músicas não são a quinta maravilha do mundo.
Enquanto tomamos uma margarita, aproveitamos para observar os belos rapazes que estão próximos à piscina. Bom, pelo menos eu estou apreciando à vista. Noto um grupo sentado no meio da piscina e percebo que um dos rapazes não parou de olhar em nossa direção, fazendo questão de deixar visível o volume que a sunga esconde.
- Lia, olha só aquele rapaz de sunga preta. - Falo apenas para provocá-la.
- Por que não vai lá se apresentar?
- Até faria isso, mas para onde o levaria? Esqueceu que estou no programa de proteção a castidade implantado por meu pai?
Lia cai na gargalhada ao ouvir minhas palavras e acabo rindo junto. Se eu realmente quisesse, poderia ir para o quarto dele, mas não me atraiu o bastante para isso.
- Posso ir fazer compras e te dar algumas horinhas, deve ser o suficiente.
- Engraçadinha. Teria que dar a noite toda para valer a pena.
- Mas é muito safada.
Dou de ombros, errada ela não está. Apesar de ter vindo aqui relaxar e explorar, não recusaria se aparecesse um rapaz que realmente valesse a pena.
Estamos relaxando quando o celular de Lia começa a tocar, e pelo sorriso em seu rosto, tenho certeza de que é Aidan do outro lado da linha. A maior surpresa vem quando ela mal atende e já desliga. É impossível uma ligação entre os dois ser tão rápida.
- O Aidan disse que está no saguão do hotel me esperando.
Levanto-me e vou com ela até lá e ao vê-lo parado no meio do saguão, Lia sai correndo e pula em seus braços. E em uma cena digna de filmes, os dois se beijam.
Eu não acredito que ele deixou sua família para vir até aqui, ainda mais que vamos voltar para casa em dois dias.
Esse garoto é simplesmente maluco, mas não posso negar que é apaixonado pela Lia. É só observar o sorriso de ambos quando se olham. Vou me aproximando devagar, e os dois continuam se beijando, ignorando a existência do planeta ao redor deles.
- Por favor, procurem um quarto. - Falo fingindo vergonha.
Aidan coloca Lia no chão e passa os braços por sua cintura antes de se virar para mim.
- Com inveja, pimentinha?
Reviro os olhos devido ao modo que ele me chama, que nada mais é que uma vingança pelo apelido que lhe dei. Desde que descobri que seu nome significa pequeno fogo, passei a chamá-lo de foguinho, ou de brasa apagada quando quero irritá-lo mais.
- Vai sonhando, foguinho. Afinal, o que está fazendo aqui? Pensei que passaria as festas com sua família.
- Eu estava lá, mas não aguentava mais de saudades da minha estrelinha e percebi que seria muito melhor passar o Ano Novo com a minha linda namorada nos braços. - Lia fica imediatamente corada. - Mas fiquei tão animado em fazer uma surpresa, que nem pensei na possibilidade de que os hotéis estariam lotados e que não conseguiria um quarto.
- Que você não sabe pensar, isso não é novidade.
Sei que fui maldosa, pois conversando com um barman ontem, soube que essa é a primeira vez que isso acontece no Paradise, eles nunca ficaram tão lotados, a ponto de estar sem nenhum quarto livre em seus cinco hotéis, e de acordo com ele, tem uma enorme fila de espera de fãs dos coreanos, querendo ver esse show.
- Você pode ficar no nosso quarto. - Lia me olha com a expressão parecida com a do gato do Shrek.
A presença dele com certeza afetou sua capacidade de pensar racionalmente, é a única explicação para Lia esquecer que dividimos o mesmo quarto, mesmo tendo falado desse assunto alguns minutos atrás.
- E qual sua ideia? Vamos os três dividir a cama? Já escolheu quem fica no meio? - Coloco o máximo de sarcasmo possível em minha voz.
Noto pela expressão de Lia que ela realmente tinha se esquecido desse detalhe.
- Não estou a fim de passar a noite ouvindo seus roncos.
Por resposta apenas mostro a língua para ele. Apesar de adorar implicar com o Aidan, e viver brincando de disputar a atenção da Lia, eu acho fofo a sua atitude em fazer essa surpresa.
Quase posso ver a fumaça saindo da cabeça da Lia, enquanto seu cérebro tenta achar uma solução.
- Lia, você não vai achar uma solução instantânea, então leva esse acéfalo para nosso quarto, até pensar no que fazer. Mas já vou avisando que não irei sair da minha cama, se esse idiota ficar naquele quarto, terá que dormir no sofá.
Sem esperar uma resposta, viro as costas voltando para as piscinas, no momento é melhor ficar bem longe daquele quarto, pois sei o que eles irão fazer por lá, e não será pensar em uma solução.
E, como a Lia está ocupada no momento, caberá a mim resolver esse problema.
Beatrice
Sempre consegui pensar melhor quando estou sozinha e isso será algo impossível de fazer na piscina, até mesmo por conta das distrações, então decido andar pela praia.
Eu sei que com a chegada de Aidan, não tem como manter os planos, mesmo que a Lia insista por isso, dizendo que não preciso ficar sozinha e podemos fazer algo todos juntos. Prefiro lhe dar espaço para que possa aproveitar um pouco desse paraíso ao lado do namorado.
Gostaria tanto de ter a Malia aqui, a irmã que a vida nos deu, além de ser boa companhia, ela tem ótimas ideias para essas situações. No entanto, nesse momento ela está em Aspen, esquiando e conhecendo a família de seu namorado. Não posso culpá-la pela escolha, esquiar é muito bom, e um dia espero conhecer Aspen também.
Amanhã já é véspera de Ano Novo, posso conseguir encontrar algo para fazer sozinha durante o dia e embora não estivesse nos planos, irei ver o show após o jantar. E depois posso ir até a boate para dançar e quem sabe encontrar um rapaz para aproveitar o restante da noite.
Embora eu tenha falado que Aidan terá de dormir no sofá, não vou fazer isso. O sofá da nossa suíte é super aconchegante, mas não o bastante para duas pessoas dormir de forma confortável, e bem sei que a Lia não vai desgrudar dele, e nunca faria essa maldade com ela por pirraça.
Então, como é impossível conseguir um quarto separado, eu terei que passar as próximas duas noites no sofá, enquanto os dois se divertem no quarto. Não é um sacrifício tão difícil assim.
Me sinto aliviada por ter tudo planejado. Vai dar certo, sei que vai.
Essa parte da praia está vazia, então me sento na areia para ficar olhando o oceano.
Desde pequena o mar me cativa, é uma paixão inexplicável. Minha mãe costuma contar que quando bebê, eu era igual a Moana, não podiam descuidar que eu corria para dentro do mar. Em nossa casa na Itália, ainda existe a grade de proteção para o mar, que meu pai colocou após eu começar a andar.
Saio de meus pensamentos ao ver um homem saindo do mar, a água escorrendo por seu corpo e brilhando conforme o sol toca em sua pele negra. Se não tiver 2 metros de altura, está bem próximo disso.
Ele se deita na areia a uns 10 metros de onde estou sentada, e jogando o cabelo na frente do rosto, eu o observo. A barriga em gominhos bem definidos, os braços são fortes e os ombros largos, no qual um possui uma tatuagem de leão.
Esse homem é lindo demais, e só me faz lembrar a cena do filme "As Branquelas", em que o ator fala que depois dele, é preciso usar uma cadeira de rodas. Com certeza, esse é o tipo de homem capaz de fazer algo assim.
Durante todos esses dias, eu só quis aproveitar tudo que esse lugar tem a oferecer e também a companhia da Lia, curtindo nosso tempo sozinhas. Consequentemente, evitei esse tipo de diversão, porém agora que ela está com o Aidan, nada me impede de curtir um pouco.
Noto que o sol está baixo, e por mais que esteja bom ficar olhando esse homem, como não vou me aproximar, decido ir embora. Mas primeiro preciso saber se posso voltar, só espero que já tenha dado tempo daqueles dois matarem um pouco da saudade. Pego meu celular para obter a liberação.
Bea: É seguro voltar para o quarto ou devo esperar mais um pouco por um banho?
Lia: Não seja boba, é claro que pode voltar, estamos apenas vendo um filme.
Bea: Estou subindo então. Espero que estejam vestidos quando eu chegar, ou irei jogar ele pela janela.
Levanto-me e passo a mão no corpo para retirar um pouco da areia, noto que o rapaz fica observando meus movimentos, seria bom se ele viesse se apresentar, mas como não o faz, sigo meu caminho para o hotel, andando mais vagarosamente ao passar por ele, me sentindo bem ao ser admirada, ainda que infelizmente, em silêncio.
Ao entrar no quarto, encontro Lia e Aidan abraçados no sofá, apenas dou um oi para os dois e sigo para o banheiro. Sei que preciso contar a minha decisão, mas não quero fazer isso antes de tirar a areia do meu corpo e colocar uma roupa apropriada.
Estou deitada tranquila na banheira observando as espumas, quando escuto uma batida na porta.
- Bea, posso entrar? - Lia pede.
Talvez seja mesmo melhor conversar só nós duas, pois sei que com Aidan vai ter muita provocação.
- Pode sim.
Ela entra e com calma se senta na beira da banheira. Apesar da pose confiante, vejo em seus olhos que está receosa com o que tem para dizer.
- Eu sinto muito mesmo. - Começa com a voz tímida. - O Aidan só queria me fazer uma surpresa, não imaginou que criaria essa situação constrangedora, mas não se preocupe, eu liguei em um hotel fora de Paradise e encontrei um quarto para ficar com o Aidan, só vim te pedir para jantarmos todos juntos primeiro.
O Paradise é o lugar mais luxuoso das Bahamas, e não existe chance de conseguir um hotel tão bom quanto os que tem no resort e desconfio que no momento, nem mesmo perto daqui. Significa que a Lia só pode ter conseguido quarto do outro lado de Nassau, onde os hotéis são bem mais inferiores e com menor segurança.
Eu sei que ela está buscando uma solução conciliadora, mesmo que tenha que renunciar ao conforto para isso. Lia sempre foi assim, a pacificadora, que procura uma forma de deixar todos felizes, mesmo que às vezes seja preciso fazer sacrifícios pessoais.
Olho para ela, e como pensei mais cedo, jamais a deixaria fazer algo assim, não vou privá-la do conforto e nem de tudo que é oferecido aqui. Além de não querer ficar tão longe dela, sem saber que estará bem. Nós vamos ficar juntos, na medida do possível.
- Lia, vocês não vão sair daqui, não irei deixar, enquanto estava aqui enroscada nele, eu pensei em uma solução melhor, e tomei uma decisão: Vocês dois vão dormir no quarto e eu ficarei no sofá da sala, só quero que me prometa não fazer muito barulho.
Seu rosto logo adquire um tom avermelhado, e ela desvia o olhar com minhas palavras.
- Obrigada, Bea. - Dá um beijo em minha cabeça. - Prometo que nenhum barulho vai te incomodar durante a noite. Agora termine seu banho e vamos descer juntos para jantar.
Ela sai do banheiro e me levanto para me enxugar. Quando saio do quarto, Lia está com um sorriso enorme, e sinto que é por não precisar escolher entre Aidan e eu.
- Liguei no serviço de quarto e pedi alguns edredons extras para deixar o sofá mais confortável.
- Só esqueceu de pedir tampões de ouvido para ela não nos ouvir. - Aidan tem um sorriso debochado. Ele quer me provocar, mas dois podem jogar esse jogo.
- Como se sua brasa conseguisse fazer mais alguma coisa essa noite. - Noto sua camiseta laranja, e um novo apelido me vem à mente. - Mas continue com suas gracinhas Nemo, que mudo de ideia agora e te jogo porta fora.
- Estrelinha, vai deixar a pimentinha fazer isso comigo? - Aidan olha para Lia com uma carinha de cachorro abandonado.
- Parem com as gracinhas os dois e vamos logo jantar. - Lia está bem séria com as mãos na cintura.
Há muito tempo ela se acostumou com nossa implicância, no começo até tentou nos fazer parar, mas logo viu que era impossível e só nos ignora na maior parte do tempo.
Descemos para jantar no restaurante do Aaru, pois além dos três adorar comer peixe, a Lia quis que o Aidan provasse a comida de um Chef renomado que possui duas estrelas Michelin.
Como este restaurante não serve nossos vinhos, Aidan e eu ficamos analisando os vinhos servidos durante o jantar. Pois, embora tenha seguido o ramo da administração, fiz um curso básico no High School para entender melhor sobre o assunto. Já o Aidan é formado como enólogo, e trabalha na DelBel no setor de espumantes.
Lia comenta com Aidan sobre a ilha dos porcos, que ela quer conhecer desde que chegou aqui, mas que tenho fugido do passeio, pois realmente não consigo entender a graça em nadar com os bichos, para mim os porcos só são bons quando estão em uma porção de bacon e não animais para nadar. Sendo o namorado exemplar, Aidan logo aceita e se mostra até bem empolgado em ir.
O restante da noite passou de forma divertida. E de volta ao quarto, Lia me ajuda a arrumar o edredom no sofá e ligo a tv para assistir um filme, pois estou sem sono.
- Coloque bem alto, assim não vai nos ouvir.
- De fato, será bom ser poupada dos seus roncos.
- Engraçadinha, não vou dormir essa noite, tenho algo melhor para fazer.
- Que fofinho, sonhando acordado.
Vou até o quarto e coloco o meu pijama, e quando volto para a sala, é os dois que vão se deitar.
Amanhã é meu último dia aqui, tem que ser memorável, mesmo que eu passe sozinha.