Na maravilhosa e vibrante cidade de Costa Blanca, duas amigas russas inseparáveis aproveitavam as férias: Katherine Martin e Nicole Martin. Além de amigas, eram primas. Nicole tinha apenas 21 anos, enquanto Katherine estava prestes a completar 26. Ambas pertenciam a famílias poderosas e prestigiadas, e carregavam consigo uma beleza única e marcante.
Nicole possuía traços clássicos das russas: pele clara, cabelos pretos e ondulados, além de um corpo esguio, típico das jovens daquela época. Já Katherine destoava - sua beleza era extraordinária. Os olhos verdes contrastavam com o tom alaranjado dos cabelos levemente ondulados, que caíam até os ombros, tornando-a ainda mais fascinante.
As duas se divertiam em uma festa à beira da praia, típica do verão espanhol, quando Nicole percebeu que estavam sendo observadas. Três rapazes atraentes, que trabalhavam no quiosque do evento, não tiravam os olhos delas enquanto conversavam entre si. Curiosa, Nicole analisou os rapazes com mais atenção e sentiu-se atraída por um deles: um homem alto, de pele clara, corpo definido, olhos castanhos e cabelos ondulados até o pescoço.
Com um leve sorriso, Nicole fixou o olhar no rapaz e cutucou a prima:
- Kate, reparou? Aqueles caras ali não param de olhar pra gente. Eu gostei do branquinho, do cabelo maior... o que acha de chegar nele pra mim?
Katherine respondeu de imediato, franzindo a testa:
- Claro que não, Nicole! Como eu ia fazer isso?
- Ah, relaxa! É pra mim mesma. Vai lá, finge que vai pedir uma bebida e puxa assunto com ele. Por favor, amiga!
Depois de muita insistência, Katherine acabou cedendo. Com um leve suspiro, caminhou até o bar e ficou frente a frente com o rapaz. Ao vê-la se aproximar, ele curvou levemente os lábios em um sorriso discreto, observando-a com atenção. Assim que terminou de atender o último cliente, dirigiu-se diretamente a ela:
- Olá! O que a gatinha vai querer?
- Olá - respondeu Katherine, um pouco hesitante. - Acho que vou querer mais duas batidas.
- É pra já - disse ele, com um sorriso confiante.
Pouco depois, colocou os copos sobre o balcão.
- Aqui está. Qual é o nome da princesa?
- Katy. E você é...?
- Mateu.
Sem rodeios, Katherine foi direta:
- Então, Mateu, estou ali na frente com a minha amiga. Ela está interessada em conversar com você. O que acha? É solteiro, né?
Mateu arqueou um leve sorriso e passou a língua pelo canto do lábio inferior antes de responder:
- Sim, estou solteiro. Mas tem um problema...
- Qual? - perguntou ela, intrigada.
- Estou a fim de trocar uma ideia, mas só se for com você.
Katherine estremeceu e ficou sem jeito, sem saber o que responder.
Katherine sentiu o coração acelerar. As palavras de Mateu soaram como uma provocação direta, e ela não conseguiu esconder o rubor que tomou conta de seu rosto. Tentou disfarçar, mas a firmeza com que ele a encarava a deixava ainda mais desconcertada.
- C-comigo? - balbuciou, surpresa. - Mas... eu só vim falar por ela.
Mateu apoiou as mãos sobre o balcão, inclinando-se levemente para frente, aproximando-se o suficiente para que Katherine sentisse o perfume fresco e amadeirado que ele exalava.
- Eu entendi muito bem. Mas não quero conversa com a sua amiga. Quero com você.
Katherine desviou o olhar, pressionando os lábios num gesto nervoso. Nicole a observava de longe, ansiosa, acenando discretamente para que ela desse andamento ao plano. Katherine respirou fundo e voltou a encarar Mateu.
- Olha... acho que você não entendeu. Ela realmente gostou de você, e eu... só estou ajudando.
- E eu também entendi isso - interrompeu ele, com um sorriso enviesado. - Mas e você? Gostou de mim?
As palavras a atingiram em cheio. Katherine piscou algumas vezes, sem conseguir responder de imediato. Não estava preparada para aquela inversão repentina.
- Eu... não sei. - respondeu, quase num sussurro.
Mateu inclinou ainda mais a cabeça, aproximando o rosto do dela, a voz baixa e provocadora:
- Então descubra.
O coração de Katherine disparou, e ela recuou instintivamente, pegando os copos com as batidas. Tentando recuperar a compostura, agradeceu rapidamente:
- Obrigada... Mateu.
Virou-se e caminhou de volta até Nicole, que a recebeu de braços cruzados e sobrancelhas arqueadas.
- E aí? - perguntou a prima, ansiosa. - O que ele disse?
Katherine entregou o copo, desviando o olhar.
- Ele... disse que está solteiro.
- Só isso? - Nicole a encarou desconfiada. - Não enrola, Kate, eu conheço essa sua carinha. O que mais?
Katherine respirou fundo, mordendo o lábio inferior, ainda sem coragem de revelar a verdade.
Nicole semicerrava os olhos, esperando a resposta, mas antes que Katherine pudesse inventar uma desculpa, Mateu saiu detrás do balcão, caminhando em direção a elas com passos firmes.
O sorriso provocador ainda estampado em seu rosto.
---Nicole ainda fitava a prima, esperando por uma resposta convincente, quando seus olhos se arregalaram.
- Kate... ele tá vindo aqui!
Katherine virou-se devagar, e lá estava Mateu, atravessando a areia com passos confiantes. A camisa branca entreaberta revelava parte do peito definido, e o olhar castanho fixo nela parecia não dar espaço para dúvidas.
Nicole ajeitou os cabelos rapidamente e sorriu, certa de que a aproximação era para ela.
- Ah, até que enfim... - murmurou, mordendo o canto do lábio.
Quando Mateu parou diante das duas, cumprimentou com um aceno breve. Mas seus olhos não saíam de Katherine.
- Então, Katty... vai me apresentar a sua amiga, ou prefere que eu mesmo descubra o nome dela depois?
Nicole riu, interpretando a frase como charme direcionado a ela.
- Eu mesma me apresento. Sou Nicole. - estendeu a mão, esperando que ele a apertasse.
Mateu correspondeu educadamente, mas não demorou mais que alguns segundos. Voltou-se para Katherine, como se a presença da prima fosse apenas um detalhe no cenário.
- Então... aceita dançar comigo? - perguntou, oferecendo a mão para ela.
O coração de Katherine disparou. Nicole, ao lado, engasgou com a própria bebida.
- Com você? - a voz de Katherine saiu trêmula.
- Claro. - ele sorriu, sem se abalar. - A música tá boa, e eu não costumo desperdiçar oportunidades.
Nicole arregalou os olhos, surpresa e indignada, encarando a prima em silêncio.
Katherine hesitou por alguns segundos, sentindo o peso do olhar da prima sobre si. Mas havia algo magnético em Mateu que a impedia de dizer "não". Lentamente, ela pousou os dedos sobre a mão dele.
- Só uma dança. - murmurou, tentando convencer a si mesma.
Mateu sorriu satisfeito, conduzindo-a para a pista improvisada na areia. A batida espanhola vibrava ao redor, as luzes coloridas da festa refletiam no mar, e logo Katherine se viu no centro da dança, com o corpo dele guiando o dela com firmeza.
Nicole, parada ao longe, não conseguia acreditar no que via. O plano havia escapado completamente do seu controle.
Os dois dançaram por alguns minutos, mas o coração de Katherine estava apertado, preocupada com o que a prima pensaria dela.
Mateu inclinou-se próximo ao ouvido da moça e murmurou, em tom descontraído:
- Fique calma, sua amiga não vai te matar. Olha só. - Ele apontou para Nicole, que conversava animadamente com um rapaz. - Ela já está com o Dani, e pode acreditar, ele vai cuidar muito bem dela. Agora, se solte.
Ao perceber que Nicole estava entretida com outro rapaz, Katherine relaxou um pouco. Quando a música terminou, afastou-se delicadamente de Mateu.
- Bom, preciso ir. A Nike deve estar me esperando.
Mateu olhou em volta, e com um sorriso travesso respondeu:
- Acho que você está enganada. Ela nem está por aqui. Deve estar conversando com o Dani.
- Mesmo assim, vou procurá-la. Até mais, Mateu.
Ela se virou, caminhando pela pista com o olhar atento, esperando encontrar Nicole. Mas, depois de percorrer o local inteiro, não conseguiu vê-la em lugar nenhum. Decidiu então voltar ao quiosque, onde Mateu a observava com um sorriso leve.
- E aí? Conseguiu achá-la? - perguntou ele.
- Não. Onde será que ela se meteu?
- Ah, nem deve lembrar de você. A essa hora já deve estar no maior clima com o Dani.
Katherine franziu o cenho, preocupada, e foi direta:
- Você tem o telefone dele?
- Qual é, Katy? - Mateu riu. - Pirou? Não vamos atrapalhar. Deixa eles curtirem.
A tranquilidade dele só aumentou a irritação dela.
- Olha, se você não quiser me ajudar, eu mesma resolvo. Ela acabou de conhecê-lo. Você acha normal eles já estarem... juntos?
- O Daniel é tranquilo, relaxa. - respondeu ele com descaso.
Katherine suspirou fundo, chateada. - Nem era pra estarmos aqui.
Ela se afastou do quiosque e foi até a beira do mar. Sentou-se na areia, observando o horizonte escuro e ouvindo o som das ondas. A mente dela estava inquieta.
Percebendo que a havia decepcionado, Mateu pediu a um colega para cobrir seu turno e foi atrás dela. Aproximou-se devagar e sentou-se ao seu lado, deixando o silêncio confortável do mar preencher o espaço.
- Me desculpa. Não queria ter falado daquele jeito. Mal nos conhecemos e já te deixei irritada.
Katherine olhou para o mar e suspirou. - Não é culpa sua. A Nike é muito diferente de mim.
Mateu pegou o celular no bolso e estendeu para ela.
- Liga pra ele. Você tem razão em se preocupar. Ela está num lugar desconhecido.
Katherine ficou surpresa com o gesto. Pegou o celular e tentou ligar algumas vezes, mas ninguém atendeu.
- Droga... Ele não atende. E ela também não. Onde será que eles se meteram?
- Eu avisei. - Mateu sorriu de leve, tentando amenizar a tensão. - Mas me conta, vocês são de onde mesmo?
- Rússia. - respondeu ela, distraída.
Mateu arregalou um pouco os olhos. - Uau... Estão bem longe de casa, hein?
Katherine abaixou o olhar, ainda com o celular na mão. O vento noturno bagunçava alguns fios soltos do cabelo, enquanto a preocupação a consumia.
Mateu, por alguns instantes, apenas a observou em silêncio. Havia algo naquela garota que o intrigava - a seriedade no olhar, o cuidado com a prima, o jeito contido, tão diferente da maioria das pessoas que passava por ali.
- Você se importa demais com ela, não é? - perguntou com suavidade.
- Claro que sim. - respondeu sem hesitar. - Somos mais do que primas... crescemos juntas, dividimos tudo. E, às vezes, sinto que preciso protege-la, porque ela age como se o mundo fosse um lugar totalmente seguro.
- E você não acha? - ele provocou, arqueando uma sobrancelha.
Katherine soltou uma risada breve, sem humor. - Não mesmo. O mundo pode ser cruel.
Mateu ficou pensativo por um instante, depois voltou o olhar para o mar escuro. - Talvez por isso você me chame tanto a atenção. É raro ver alguém que se importa de verdade.
Katherine virou o rosto na direção dele, surpresa pela sinceridade no tom de voz. Por um momento, esqueceu a angústia, mas logo se lembrou de Nicole.
- Eu só queria encontrá-la... - murmurou.
Mateu inclinou-se um pouco mais perto, sem invadir o espaço dela. - A gente pode procurá-la juntos. O Dani não costuma sumir assim, mas se isso te deixa desconfortável, vamos atrás deles.
O coração de Katherine acelerou levemente, não sabia se era pelo medo de algo ter acontecido à prima, ou pela forma como Mateu parecia genuíno em suas palavras.
Ela respirou fundo e assentiu. - Tudo bem. Mas se não encontrarmos, vou ligar pra polícia.
- Fechado. - respondeu ele, se levantando e estendendo a mão para ajudá-la a se pôr de pé.
Katherine hesitou um instante, mas aceitou o gesto. Ao toque da mão dele, um arrepio percorreu-lhe os braços.
Mateu percebeu, mas não comentou. Apenas sorriu de lado e disse:
- Vamos, russa preocupada. A noite só está começando.
Os dois caminharam ao longo da praia ,e próximo do quiosque ,porém não os encontraram .
Cansamos de procurar decidiram voltar para o quiosque ,e quando chegaram perto. ,ao longe Katherine avisou a amiga sentada em uma banqueta com Daniel .
Nicole estava sentada em uma banqueta, rindo de algo que Daniel havia acabado de dizer. Parecia tranquila, como se não houvesse nada de errado em estar ali, distante da prima. Katherine soltou o ar preso no peito, sentindo um misto de alívio e irritação.
- Graças a Deus... - murmurou.
Mateu, ao perceber, lançou-lhe um olhar divertido.
- Viu só? Falei que ela estava bem. Você se preocupa à toa.
Katherine não respondeu. Apressou o passo em direção ao quiosque, e Mateu acompanhou. Ao chegar perto, Nicole virou-se e abriu um sorriso largo.
- Katy! Olha só, esse é o Dani. Ele é super gente boa! - disse, animada.
Katherine cruzou os braços, tentando conter a ansiedade.
- Eu percebi. Vocês sumiram, eu fiquei preocupada.
Nicole rolou os olhos, com aquele jeito despreocupado que a deixava ainda mais irritada.
- Ai, prima, você dramatiza demais. Estávamos só conversando.
Daniel, meio sem graça, coçou a nuca.
- Foi mal se preocupei vocês... Eu só queria conhecer melhor a Nicole.
Mateu interveio, colocando a mão no ombro de Daniel.
- Relaxa, irmão. A Katy só tem esse jeitinho de mãe coruja.
Katherine lançou um olhar atravessado para Mateu, mas ele respondeu com um sorriso leve, como se soubesse exatamente como provocá-la.
- Eu não sou mãe de ninguém. - rebateu firme, mas a voz saiu mais baixa do que gostaria.
Nicole riu e puxou Daniel pela mão.
- Vamos dançar mais um pouco?
Ele concordou, e os dois se afastaram pela pista iluminada, deixando Katherine parada, ainda inquieta.
Mateu aproximou-se um pouco mais dela, falando baixo:
- Viu só? Ela está bem. Agora você pode respirar em paz.
Katherine suspirou, mas não conseguiu evitar um pequeno sorriso, cansada da própria tensão.
- Talvez você tenha razão... mas ainda não gosto disso.
Mateu inclinou-se, o olhar fixo nela.
- Então deixa eu cuidar de você, enquanto você cuida dela.
As palavras fizeram o coração de Katherine disparar, e por um instante ela não soube como responder. O som da música e das ondas ao fundo pareciam se misturar, prendendo-a naquele momento inesperado.
Ela tentou disfarçar, mas era impossível não se sentir atraída por Mateu.
Conversaram a sós por um bom tempo, e isso fez Katherine se soltar mais, até rir alto com as piadas dele. Num momento, Mateu se inclinou devagar e murmurou em seu ouvido:
- Está vendo? Você fica ainda mais linda quando sorri.
Katy congelou por um instante diante das palavras dele. Vinha de uma família prestigiada, mas raramente era reconhecida ou elogiada. Ainda mais por ter sido adotada.
Quase de madrugada, Nicole surgiu acompanhada de Daniel.
- Amiga, já está tarde. Vamos embora. Amanhã vai ser um longo dia.
- Claro, vamos sim - respondeu Katy. Virando-se para Mateu, despediu-se: - Até mais.
- Até - respondeu ele, sem desviar os olhos dela.
No hotel, assim que entraram no quarto, Nicole já não se aguentava de curiosidade:
- Katy, é impressão minha ou eu atrapalhei o clima entre vocês mais cedo?
Katherine ficou sem jeito. Tentando disfarçar, pegou uma toalha no closet e caminhou para o banheiro:
- Claro que não, Nike. Você está vendo coisas. Já esqueceu que eu sou noiva?
Nicole a seguiu até a porta, insistindo:
- Você ainda não é noiva. Vai mesmo se entregar a esse casamento arranjado de bandeja?
Kate, já começando a se despir, virou-se e respondeu com frustração:
- E eu tenho outra escolha?
- Katy, tudo bem, eu entendo esse seu lado certinho... mas pensa comigo: talvez essa seja a última viagem em que você possa ser realmente livre. Não vale a pena desperdiçar. Não tenta me enganar, eu sei que o Mateu mexeu com você.
- Olha, Nike, não era você quem queria ele? Agora está jogando pra mim? Achei que estaria irritada.
Com um sorriso maroto, Nicole deu de ombros:
- Bem, o cara é um gato, mas não me quis. De cara escolheu você. Eu não ligo, você sabe como sou desapegada. Então aproveita! Pensando bem, o Daniel é muito mais gostoso que ele.
Katy a encarou desconfiada.
- Espera aí! Aonde vocês foram quando sumiram aquela hora?
- Bom... fomos nos conhecer um pouco melhor.
- Nike?!
- Relaxa, Kate. Tá vendo como você se preocupa demais?
Nicole riu sozinha e logo se jogou na cama, distraída com o celular, enquanto Katherine fechava a porta do banheiro.
A água quente caiu sobre sua pele, mas a mente não relaxava. As palavras de Mateu ecoavam dentro dela como um sussurro impossível de ignorar:
"Você fica ainda mais linda quando sorri."
Katy fechou os olhos com força, tentando afastar aquela sensação estranha que a dominava. Não podia se deixar levar... estava prometida a outro homem, e toda a sua vida já estava decidida por escolhas que não eram suas.
Quando saiu do banho, Nicole já dormia profundamente. O quarto estava em silêncio, iluminado apenas pela luz suave da cidade que entrava pela janela. Katherine deitou-se devagar, abraçando o travesseiro, mas o sono não vinha.
Imagens da noite voltavam à sua mente: o jeito como Mateu a olhava, como fazia questão de arrancar risadas dela, como a deixava... viva.
Um frio percorreu sua barriga, misturado a uma culpa silenciosa.
"Será que Nicole tem razão? E se esta for mesmo minha última chance de ser livre?"
Ela suspirou fundo, virando-se de lado. Queria acreditar que poderia controlar o coração, mas no fundo sabia: aquele olhar de Mateu já tinha mexido com ela mais do que gostaria de admitir.
Enquanto isso, Mateu ,em seu quarto já deitado ,não parava de pensar na bela mulher de cabelos alaranjados,inesperadamente seus lábios curvaram-se,aquele seria o início de um sentimento à primeira vista ?
_-----
No dia seguinte no Quiosque ,Daniel aproximou-se de Mateu e comentou:
– Mateu estava pensando em sair com a Nick hoje ,mas ela está receosa de deixar a prima sozinha ,tem como fazer companhia pra ela ? Só por algum tempo ?
–Ok! respondeu ele -Mas vê se não some .
Na hora do almoço Nick e Katherine se encontraram no Quiosque,a convite de Daniel ,que era um dos sócios do local,e almoçaram com eles .Após o almoço ele as convidou para dar uma volta na cidade e conhecer as belas praias .Daniel ligeiramente pegou na mão delicada de Nicole e os dois caminhavam como um casal ,e Mateu caminhava atrás com Katherine
Mateu caminhava alguns passos atrás, acompanhando Katherine em silêncio. O vento do mar bagunçava os fios claros do cabelo dela, que caíam sobre os ombros com naturalidade. De vez em quando, ela lançava um olhar tímido para ele, mas logo desviava para o horizonte azul.
- Você não gosta muito de praia? - ele perguntou, quebrando o silêncio, com um sorriso discreto.
- Gosto... - Katherine respondeu, pensativa. - Só não estou muito acostumada com essa liberdade toda. Lá de onde venho, tudo é mais... controlado.
Mateu ergueu uma sobrancelha, curioso.
- Controlado? Como assim?
Ela suspirou, hesitando. - Minha família sempre foi muito rígida, sempre decidiram por mim o que eu podia ou não fazer. Acho que... aqui me sinto diferente, como se pudesse respirar de verdade.
Ele a observou por alguns segundos, percebendo a sinceridade em cada palavra. Não resistiu e deixou escapar em tom baixo:
- Dá pra ver isso no seu olhar. Aqui, você está mais leve. E quando sorri... - fez uma breve pausa, inclinando-se levemente para perto dela - é impossível não reparar.
Katherine sentiu o coração acelerar. Tentou disfarçar, olhando para a areia fina sob os pés, mas um sorriso involuntário surgiu em seu rosto.
À frente, Daniel e Nicole riam juntos, totalmente imersos um no outro. Daniel segurava firme a mão dela, conduzindo-a pela orla, como se já fossem inseparáveis.
Mateu aproveitou aquele instante de distração e ofereceu a mão para Katherine.
- Vem. - disse de maneira simples, mas firme.
Ela hesitou, olhou para ele por um segundo, e então, timidamente, deixou seus dedos se entrelaçarem aos dele.
O toque foi suficiente para que ambos percebessem que aquela caminhada seria o início de algo diferente.